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Projecto de pedibus em Lisboa nos media

A propósito do projecto de pedibus do MobQua, apareceu esta notícia no jornal Sol do fim-de-semana passado:

«Circuitos a pé até à escola»

E esta na revista Visão desta semana:

Pedibus - artigo na revista Visão

Cool! :-)

Free Range Kids - o vídeo

A propósito desta questão, vejam a entrevista ao miúdo e à mãe aqui. Os americanos andam mesmo um bocado paranóicos. E a paranóia já começa a chegar cá…

Free Range Kids

I was a Free Range Kid. :-) Safei-me à mania de prender os miúdos dentro de 4 paredes, de onde só saem para dentro de outras 4 paredes, fechados dentro de um carro. Foi uma conjugação de época, pais e local onde vivia. Tive espaço próprio, pude arriscar, aprender, testar. Tornei-me autónoma, desenrascada, responsável, organizada, cautelosa, curiosa. Desfrutei do imenso prazer de deambular por aí, de rua em rua, pelas casas e quintais de amigos e vizinhos, subi muitas árvores, pulei muitos muros, joguei às escondidas até à noite, conversei com amigos sentada no muro de minha casa, e no dos outros. Construí cabanas. Brinquei com carrinhos na terra. Corri pelo meio das ervas, nos campos. Andei de bicicleta por todo o lado. Partilhei com amigos descobertas, riscos, medos, aventuras, crises, problemas. Tudo na rua. Tudo sem câmaras de vigilância nem pais a controlarem-me via telemóvel nem guarda-costas.

Isto para falar deste artigo, que originou este site.

Vivam os Free Range Kids! :-)

A Cidade Lego

Porra, a minha escola não foi nada assim… A escola ensina coisas que podemos facilmente aprender lendo livros. A nossa escola serve essencialmente o propósito de sociabilizar as crianças. Sociabilizar as in, ver onde cada um se encaixa: nos nerds, nos populares, nos bullies, nos falhados, nos palhaços, etc, etc. As aulas servem para debitar matéria que não “digerimos”, apenas assimilamos para depois expelir.

A escola deveria ser muito mais que isto. Mais como a Escola da Ponte.

Andei na escola uns 20 anos. Para quê? As coisas importantes e que “ficaram” não as aprendi lá (pelo menos nas aulas). Claro que houve experiências positivas e outras não tanto, mas necessárias e úteis para me conhecer e construir a mim própria, mas… no geral, foi uma perda de tempo. Atenção que não estou a advogar a não-escola, mas sim uma escola que provoque a dúvida, o questionar de dogmas, convenções, crenças, comportamentos, que nos faça interagir com os outros a um nível intelectual e emocional, que nos mostre o mundo e como nós o podemos moldar. Uma escola mais dinâmica, em vez do tradicional dia sentado numa cadeira, frente a uma secretária com livros e um professor going blah blah blah.

Não tenho ideias miraculosas nem soluções geniais. Só tenho muitas dúvidas e muitas perguntas e muitas expectativas de haver algo mais eficaz, produtivo e estimulante do que aquilo que eu tive, e muitos outros continuam a ter.

Reborns

Se as bonecas são sinistras, que pensar de bebés falsos

Infelizmente os vídeos já foram retirados do YouTube, devia ter blogado logo, assim ainda viam. :-P

Acho estas cenas fascinantes. Desconcertantes…

Dia Aberto no ITQB

Este ano há mais ciência aberta ao público e, particularmente, às crianças, no ITQB. Dia Aberto, 23 de Fevereiro, das 10h às 17h, em Oeiras. Recomendo vivamente! Levem os miúdos e os graúdos, aquilo é giro! :-) E vão cedo, porque é um evento muito concorrido…

“Os putos do bairro”

Há uns putos aqui do bairro social ao lado que gostam de atirar pedras às casas dos outros quando por aqui passam. É um hobby. Às vezes é fruta (que arrancam e roubam das árvores do nosso quintal), outras é pedras. A varanda do meu quarto é alvo frequente. Não sei como ainda não acertaram em alguém, ou não partiram um vidro ou danificaram um carro. Pura sorte nossa, presumo. Até ver…

Hoje a minha mãe presenciou a cena. Era já no “lusco-fusco”, noite, e ela não lhes conseguiu ver as caras. Mas perguntou-lhes porque faziam aquilo, se alguém dali lhes tinha feito algum mal. Eles responderam o habitual, “vai pró caralho”. A minha mãe é conciliadora. Desde sempre, desde que o bairro práqui veio, que ela tenta falar com os míudos que nos entravam no quintal e se empoleiravam nas árvores, partindo-as, para arrancar a fruta (geralmente ainda verde), tentar estabelecer uma relação, tratá-los como pessoas, perceber porque fazem o que fazem e explicar por que não devem fazer algumas dessas coisas e do modo como fazem. Diz-lhes que prefere que lhes peçam a fruta do que a roubem. Talvez tenha resultado algumas vezes, ou com certos putos, mas não faz milagres.

Há algo de revoltante em ter pedras atiradas à nossa casa. Uma pessoa sente-se humilhada, agredida, vulnerável, desprezada. A vinda destas pessoas para aqui não foi pacífica. Houve muitos roubos no início (inclusivé a nossa casa), muitos grupos de miúdos a circular por aqui e a fazer merda. Os putos na minha época também roubavam fruta, entravam em alguns quintais, tocavam às campainhas. Mas não apedrejavam casas, não insultavam os vizinhos descaradamente, na cara deles. Ter polícias à paisana à porta de casa, a controlar o bairro era normal, como o era ter que chamar a polícia por causa de carros roubados ali abandonados (era o “transporte público” à noite, para chegarem a casa). Até operações especiais com armas e polícia à paisana já pude ver da minha janela. Pessoal a conduzir em excesso de velocidade e em défice de segurança também é frequente, e perseguições policiais já levaram a acidentes graves aqui. Os bandidos são reis, impunes, fazem o que querem. Adultos e crianças.

Este bairro social tem melhor aspecto (os prédios, os canteiros ajardinados, os bancos de jardim, a iluminação, a escola ali ao pé, etc, do que as localidades onde foram implantados, pelo que a argumento dos “coitadinhos”, estão ali no guetto, sem infrastruturas nenhumas e não sei quê” não pega. É algo além.

Quando vi este bairro incluído na lista dos piores aqui em Lisboa, num artigo do Sol do passado fim-de-semana, fiquei um bocado com (mais) medo de andar por aqui de bicicleta pra cima e pra baixo, muitas vezes às tantas da manhã… :-(

Viver com medo é terrível. Uma pessoa não deveria ter medo de andar na rua com as suas coisas e ser roubada ou atacada por isso. Não devíamos ter medo dos marginais e dos criminosos, eles é que deviam ter medo de nós. Está tudo ao contrário.

Entretanto, pequenos grandes projectos dão-nos alguma esperança na capacidade da nossa sociedade de se curar e equilibrar…

Pedibus em Lx

Vídeo do “Minuto Verde” sobre a iniciativa dos Pedibuses em escolas de Lisboa:

Espero que seja para continuar e fazer prosperar! :-)

O início

A minha primeira bicicleta também era amarela:

Me trying out my first and brand new bike!

:-) Eu tinha praí uns 5 anos, e a minha irmã uns 2. Estava a dar uma volta inaugural na minha rua, e a miúda queria empurrar. :-P Aqui ainda tinha as rodinhas, mas detestava aquilo e fui logo pedir para as tirarem. Depois disso caí logo na primeira curva (do prédio, recta, a 90º) mas depois never more. Olhando hoje para o quintal onde comecei a andar vejo que aquilo era minúsculo, mas na altura parecia-me ser muito espaço para andar. E não cresci muito, tenho 1.55 m. :-P

Passeio na ciclovia do Guincho

No domingo passado fomos dar uma voltinha ao Guincho, apanhar sol e o ar do mar. :-)

O passeio pedonal do lado do mar, pintado de amarelo, ainda não está terminado a toda a extensão. Não sei se é por isso, mas continua-se a ver muita gente a circular na ciclovia que não pode e não deve estar ali. Pessoas a caminhar, a correr, a correr com o cão, a andar de patins (embora estes até não seja muito descabido, embora seja ilegal na mesma):

Caminhar na cicloviaCorrer com o cão na ciclovia

A dada altura passámos para o outro lado e encontrámos um pequeno troço de estrada alcatroada cujo propósito nos escapa completamente. Será uma pista de aterragem? :-P

Pista de aterragem junto à ciclovia? :-P

Encontrámos algumas pessoas em família, com os filhos em cadeirinhas ou atrelados:

Pais e filhos de bicicletaCom os filhos no reboque

Mas isto já começa a ser bastante comum, a grande novidade foi cruzarmo-nos com uma pessoa numa bicicleta dobrável, penso que uma B’fold, e outra num triciclo reclinado!! :-) Muito encorajador!

Two small-wheelers!Outro triciclo reclinado na ciclovia de Cascais!!!

Uma coisa estranha, a dada altura encontrámos estas marcas no chão:

Passagem de ciclistas?!

Esta sinalização consta do Código da Estrada, mas não se enquadra nesta situação, visto ser uma passadeira na estrada a ligar ciclovias, tal como as passadeiras de peões ligam passeios. Ora, aqui aquilo actua como uma passadeira normal, visto que do outro lado não é sequer ciclovia, é passeio pedonal… E nenhum dos lados está desnivelado. Não percebo isto…