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Free Range Kids em livro

A Lenore Skenazy do blog Free Range Kids vai lançar um livro com o mesmo nome, dentro de pouco tempo, e o primeiro capítulo está disponível para consulta livre online. (Ainda) estou quase a acabar de ler o Last Child in the Woods, este é um tema relacionado e também há-de ser companhia de cabeceira. :-)

Selling yourself

É-me muito difícil entrar numa livraria e não sair de lá com nenhum livro. :-) A minha última compra, mais por impulso, foi um livro pequenino, muito fácil e agradável de ler, com algumas words of wisdom de um tal Paul Arden: “It’s not how good you are, it’s how good you want to be“. Apesar de ser um livro brotado da área da publicidade, usando dela referências e histórias, é realmente uma boa metáfora para o mundo dos negócios, como dizem na contracapa (a primeira metade do livro é mais liberta da associação ao sector da advertising). Gostei e recomendo.

Entre uma série de conselhos, uns já interiorizados e aprendidos (sabe sempre bem some validation!), outros que me fizeram pensar noutras coisas e perspectivas, alguns provocam um reboot mental. :-)

Duas secções que fizeram click comigo foram as das páginas 64 à 67. E percebi que tenho que agir e apresentar-me como aquilo que quero ser, e não necessariamente como aquilo que sou agora. É isso que pushs things forward and gets us there, where we want to be, being what we want to be.

Isto a propósito de cartões de visita, perfis em sites de redes sociais, páginas de about, etc, inscrições em eventos, etc. Para mim é sempre complicado decidir o que escrever. O que sou? O que faço?

Há pessoas que se apresentam referindo a sua formação académica tradicional (ex.: Eng. Bioquímico). Outros que a omitem ou não especificam (ou não têm) e que listam outros tipos de cursos ou formações mais ligeiras, alternativas ou de nicho (ex.: formado em agricultura biológica). Muitas pessoas mencionam aquilo que fazem actualmente, ou que fizeram mais recentemente (ex.: Técnico de Laboratório). Algumas pessoas referem as suas skills, sem menção a certificações ou acreditações “oficiais” (até porque para muitas actividades e conhecimentos, não as há) (ex.: especialista em Ervas Aromáticas). Há quem se apresente como fazendo ou sendo aquilo que, efectivamente, ainda não faz ou é, mas pretende vir a fazer ou ser (ex.: consultor em produção biológica de ervas aromáticas). Outros levam as coisas mais à letra e descrevem a sua condição ou função corrente literal (ex.: estudante de mestrado).

Chateia-me não saber o que escrever quando me inscrevo num evento qualquer. Acabo por escrever “empresária”, à falta de melhor. Mas isso soa-me sempre a alguém tipo “patrão”, que tem uma ou mais empresas, e para enriquecer (não só para “viver delas”), mas não necessariamente a trabalhar nelas. :-P And that is sooo far from truth no meu caso.

Vendo no dicionário:

empresário
aquele que tem ou dirige uma empresa;

empresa

empreendimento;
tarefa que alguém se determina a executar;
cometimento ousado;
associação organizada que, sob a direcção e responsabilidade de uma pessoa ou de uma sociedade, explora uma indústria, um ramo de comércio ou outra actividade de interesse económico;
os que dirigem ou administram essa associação;

Eu sinto-me essencialmente como alguém que tem uma tarefa, que dirige uma investida ousada. :-) Mas o “ter uma empresa” não me define (posso ser sócia em mais que uma e não desempenhar nenhuma tarefa nesse âmbito, ser apenas um investimento). E o “dirigir uma empresa” não esgota aquilo que sou, faço e tenho competências ou capacidade para fazer no contexto dessa empresa ou doutra. Nomeadamente, eu não me limito a dirigir uma empresa, ou sou a empresa, o meu trabalho é a empresa, pelo que a descrição “empresária” falls too short.

“Lic. em Química/Biotecnologia pela FCT-UNL” não me serve de nada, não é nessa área que eu trabalho nem que quero trabalhar, e tal menção servirá apenas para encher o olho a algumas pessoas, porque tal afirmação transporta consigo a credibilidade de que a instituição desfruta, e porque significa que eu tive a oportunidade de beneficiar de formação “superior” (diz, geralmente, algo da minha família e não de mim) e tive capacidade para a concluir com aprovação. But it doesn’t mean a thing, além de atestar a minha perseverança e capacidade de dedicação e empenho (on a good day), e talvez revelar um interesse em ciência e um provável pensamento analítico.

Frequentar e concluir um curso não significa automaticamente que se perceba alguma coisa do assunto, ou que se seja bom a usar aquilo numa profissão subsequente. Formação “superior” não implica necessariamente pessoas melhores ou mais competentes. Simplesmente podem ter reunido mais alguma bagagem, mas nada nos garante que tenham olhado verdadeiramente para ela, que a tenham usado para construir uma bagagem própria, nova.

Quantos melhores-alunos-da-turma vocês conhecem que tenham acabado por tornar-se aquilo que geralmente os outros lhes vaticinam (pessoas muito bem sucedidas na vida, geralmente implicando cargos importantes e ordenados gordos)? E quantos dos outros, e particularmente dos mais baldas ou underachievers se revelaram pessoas bem sucedidas nesse e noutros aspectos?

A menção à formação académica visa validar-nos por algo que fomos capazes de fazer no passado para algo que fazemos ou queremos fazer agora, e que não tem nada a ver, frequentemente, mesmo que seja na mesma “área”. Obter mais formação académica é algo que pondero há alguns anos. Uma ideia recorrente é um MBA, “verde”, de preferência, para procurar corrigir o meu handicap nessa área. Numa fase em que andava mesmo muito interessada na construção sustentável (arquitectura bioclimática, materiais eco-friendly, eficiência energética, etc, etc) ponderei estudar arquitectura (a minha primeira opção para o Ensino Secundário, depois desviada para as ciências exactas) para poder trabalhar naquilo. Entretanto envolvi-me cada vez mais nestas questões do planeamento urbano e da mobilidade e gostava de aprofundar mais esta área, nomeadamente no que concerne aos modos suaves. Frequentar um curso académico serviria para duas coisas: expandir e interligar (hopefully) os meus conhecimentos informais, e validá-los (ter alguém a dizer “sim senhor, fulana tal foi avaliada nestes tópicos e foi aprovada”), algo que não acontece neste momento. Contudo, a oferta pós-graduada nesta área no nosso país parece-me praticamente inexistente… Bom, no fundo o que eu queria era ganhar mais insight das áreas tradicionais de onde vêm as pessoas que decidem as coisas por cá (arquitectura, engenharia,…), naquilo que envolve e joga com a parte que eu conheço (empiricamente, em auto-didactismo, por todas as palestras com especialistas e técnicos a que assisto, por todos os livros, artigos, blogs e afins que leio e analiso).

Na onda do Paul Arden, tenho que me re-inventar. O meu problema, crónico, é que nunca acho que sei o suficiente de nada, nem que sou suficientemente competente e reliable a fazer algo para poder dizer de mim que “sei bastante disto” ou “faço isto bem”. Quanto mais sei, mais sei que há mais para saber e para relacionar com o que já conheço ou sei. :-) Como tenho uma rede de interacções sociais muito limitada, é-me difícil situar-me porque tenho pouca oportunidade de me ver na situação de ser comparada e comparar-me com outros. E depois, as pessoas gostam de construir muralhas e palacetes em torno dos seus galões e achievements, com nomes pomposos, fatos janotas, “protocolos” formais e discursos herméticos. O resultado é que quem está de fora cria grandes expectativas, e tende a olhar “os especialistas” como pessoas muito sábias, muito inteligentes, muito conhecedoras e infalíveis na sua especialidade. Independentemente de isso ser assim ou não (and humans are only humans, even if great humans). Isso é negativo se a pessoa for realmente “um especialista”, and a good one, porque intimida os outros restringindo a interacção e o enriquecimento mútuo em conhecimentos e experiências, mas pode ser ainda pior se não for, mas simplesmente projectar essa imagem nos outros, porque tal imagem conferirá às suas opiniões uma credibilidade que elas podem não ter, e serão aceites como verdades indisputadas independentemente da sua qualidade. Isto para dizer que me é difícil ver-me um dia a apresentar-me como “especialista” (pessoa que se ocupa exclusivamente de um ramo particular de uma ciência, de uma arte, etc. ; perito.), “perita” (experimentado; que tem perícia; hábil; versado; douto; sabedor) em alguma coisa, mesmo que o seja na prática. O problema é que se quero sê-lo trabalhando como tal tenho que me saber vender como tal. Tenho, em suma, que ter lata para projectar uma imagem de mim própria que eu não considero exacta, mesmo que seja precisa (e a Química revela-se… ;-) ).

A experiência da faculdade ensinou-me uma coisa fundamental: o trabalho é parte da vida, e nesta devemos fazer aquilo que nos dá prazer, que nos suscita interesse, construir aquilo que sonhamos, bater-nos por aquilo em que acreditamos, conviver com quem gostamos. Só temos uma vida, e a felicidade (a sua busca e o seu desfrute) deve fazer parte dela. E isso não é coisa para um hobby ou mesmo um part-time. Passamos a maior parte dos nossos dias, da nossa vida, no “trabalho”, convivendo com outras pessoas nesse contexto profissional. Nesse sentido, dividir a nossa vida em “trabalho” e “vida pessoal” não faz sentido, uma ideia que vi pela primeira vez verbalizada no livro “Nunca almoce sozinho” do Keith Ferrazzi (que também recomendo) e que faz todo o sentido para mim. People are people, no matter in what contex you deal with them. The values that rule your life have no reason to be differently applied in “personal” or “professional” context. Para mim o meu trabalho não pode ser só uma maneira de pagar as contas, tem que ser algo que me realize, que me permita crescer e expandir, que me dê gozo fazer, cuja obra me dê orgulho. E se há algo assim to start with, o mais natural é querermos fazê-lo durante mais tempo, pelo que faz todo o sentido integrá-lo no nosso trabalho de todos os dias and get people to pay us to do what we would do for free if somehting or someone took care of our bills. ;-)

I’m into bicycles as transportation (and leisure, and fun!), I’m into urban planning for livable cities. I’m into sustainability. I’m into… :-)

Agora tenho que reflectir um pouco sobre “how I want to be perceived” in order to get payed work doing what people perceived like that get hired to do. While maintaining a realistic light on things (well, on myself) and still only promising what I can deliver, but believing I can deliver. Not an easy nor simple task.

Keepin’em on a short leash

Ontem passei pelo Alegro, em Alfragide, onde vi pela primeira vez ao vivo e a cores um puto seguro por uma trela para bebés, acompanhado pelo que me pareceu ser o avô.

Juro que não sei o que pensar, por um lado parece uma ideia fixe, os putos têm a mania de desatar a correr e de repente olhamos e ele já deu à sola. Por outro parece-me algo verdadeiramente castrador, imbecil, e ofensivo.

Estes miúdos crescem e vivem presos. Como podem ser felizes, como podem crescer, descobrir o mundo, testarem-se, desenvolverem-se se ninguém lhes dá espaço para tal?…

Estou a ler o Last Child in the Woods (HIGHLY recommended, para pais, políticos, empresários, everybody!!), do Richard Louv, and it’s kinda scary… Mais que Nature Deficit Disorder, muitos putos estão em risco de sofrer de Space Deficit Disorder, pois nem no ambiente totalmente artificial lhes é permitido esticar os braços e as pernas… Se nem atrás dos nossos filhos corrermos, dentro dos hipermercados para onde entramos directamente de carro, não tarda seremos todos uns fat bastards exigindo que todos os serviços sejam home delivery ou drive-in porque simplesmente não teremos força para levantar o cu do sofá ou do banco do carro…

Há necessidade em breve para um lobby de protecção da espécie em vias de extinção, os freerange kids

Construção Sustentável

Há dias fui ouvir mais umas pessoas, desta vez sobre Construção Sustentável“, o tema da “Conferência Anual BCSD Portugal. Adoro coisas grátis. :-) E ainda deram aos inscritos um CD com as apresentações (que estão também disponíveis online!), e pude trazer uma série de panfletos, newsletters, revistas. Freebies! :-P Não cheguei a usufruir do coffee-break, though, não tinha fome.

Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável

Foi interessante, aprendi umas coisa e tal. :-) E aproveitei e comprei o livro “Construção Sustentável – soluções eficientes hoje são a nossa riqueza amanhã”, da Lívia Tirone, que conheço, entre outras coisas, das conferências da Lisboa E-nova. Um bocado caro, 23 €, mas como é um tema que me interessa muito, aproveitei a viagem e comprei-o. Não tinha ainda ouvido falar dele, se bem que havia sido lançado apenas uns 20 dias antes. ;-)

Esta é outra das áreas em que gostaria de trabalhar um dia, de alguma forma. Devíamos poder ter direito a múltiplas vidas, como nos jogos de computador, para podermos ter oportunidade de fazer várias coisas na vida, e da vida. :-P

Outro livro sobre o tema, desta vez do Prof. Manuel Duarte Pinheiro, “Ambiente e Construção Sustentável” encontra-se disponível para oferta no Centro de Documentação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e para download no site do IA (a.k.a APA). Cool! :-D

País insustentável, intolerável

Na 5ª-feira passada, 22 de Novembro, fomos a Lisboa, ao lançamento do livro “País (In)sustentável“, da Luísa Schmidt, no Teatro S. Luiz (again!).

Não sabia do livro, foi através de um blog or something que soube disto, praí na véspera, e decidi ir. Leio a coluna da autora no Expresso desde que me lembro, gostei de ver aqueles documentários «Portugal – Um Retrato Ambiental», e tenho-a em boa conta, no geral. Bom, àparte de ela no final do último “Um Dia Por Lisboa” ter dado convites para o lançamento do livro a pessoas com quem nós estávamos a conversar mas não a nós, à nossa frente. Na altura não sabia o que era, agora já sei. Enfim, também não tem importância, foi só um pormenor. :-P

Nunca tinha ido ao lançamento de um livro, e fui mais para saber como era. Posso comprar o livro noutro sítio qualquer. Afinal ali era mais barato uns 5 € e aproveitei o desconto. ;-)

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Não, no final não fui “falar com a autora”, nem pedir um autógrafo. O que iria dizer? “Ah, gosto muito do seu trabalho.” Ou outros clichés do género? Eu não conheço a mulher! E não sei fazer conversa, já sabem. :-P E também não fomos petiscar depois, afinal, não fomos convidados. lol

Foi uma viagem multimodal: carro + bicicleta para lá, bicicleta + Metro + carro para cá.

No Metro

Já tenho bastante experiência de utilização da Mobiky com o Metro e há cenas que me lixam o juízo. Porque é que a política de mobilidade e acessibilidade não é uniforme em TODAS as estações? Numas há elevadores, noutras não…

No elevador do Metro de Lisboa

Numas vêem-se placas para esses mesmos elevadores, noutras andamos feitos parvos a tentar vê-las. Numas há escadas rolantes além das escadas normais.

Nas escadas rolantes do Metro de Lisboa

Noutras só há escadas normais. Noutras há escadas rolantes mas só nalguns troços das escadas normais, ou só nalgumas entradas… F***-se! Uma pessoa tem que saber à partida que estações vai usar para se certificar de que consegue entrar e/ou sair de lá (assumindo que já as conhece). Isto admite-se? Para mim isto apenas me rouba tempo e torna a minha viagem mais cansativa, quando não habia nexexidade. Pego na bicicleta e lá subo ou desço as escadas. Claro que ao fim de 4 ou 5 ou 6 vezes em que tive que a carregar (quando ela está preparada para eu a levar a rolar ao meu lado!) já começo a questionar a minha opção de ter optado ou pela bicicleta ou pelo Metro. Geralmente quem perde é o Metro porque ou vou o caminho todo de bicicleta ou substituo o Metro pelo carro… (Hey Metropolitano de Lisboa, take a damn HINT!!). Mas e se for uma pessoa com um miúdo num carrinho? Ou uma pessoa em cadeira-de-rodas? Ou um idoso ou outra pessoa com mobilidade algo limitada/condicionada? Porque é que estas pessoas não se vêem no Metro em grande quantidade? Hein? Talvez porque o Metro não serve as suas necessidades. Por isso ou ficam em casa (muitos dos deficientes) ou compram um carro e usam-no intensivamente quer queiram quer não, quer gostem quer não, quer o consigam sustentar quer não (famílias com filhos)!! A sério, isto revolta-me. E sinto-me impotente e é uma sensação horrível. E gostava de ter energia e combater o conformismo e lutar, fazer alguma coisa mais útil que postar fotos das asneiras deste país e blogá-las. Aaargh! :-(

No site deles: “Aconselhamos as pessoas de mobilidade reduzida a viajarem acompanhadas.” No shit!! Claro, elas precisam de alguém que as ajude a localizar os elevadores, quando existam, ou que vá “chamar alguém” para inventar ou lhes indicar uma maneira de saírem dali. Ora, todos os utentes do Metro (ou de qualquer outro transporte público), se pagam o mesmo que toda a gente pelo bilhete, deveriam ter condições para usar os serviços de uma forma independente e fluida. Se eu não posso chegar e sair dos cais de embarque de forma autónoma e rápida, sem ter que esperar e perder tempo a pedir ajuda e a usar infrastruturas “especiais” ou condicionadas, mais vale comprar um carro, porra!! Como está, seria mais justo colocarem nas entradas das estações sinais e dizer “se traz carrinhos ou cadeiras-de-rodas, esqueça, isto não serve para si. Apanhe um táxi, vá a pé ou desista”. Os transportes públicos não podem ser uma não-escolha dos seus utentes, não podem ser o último recurso, porque assim só vão atrair os que não têm dinheiro para comprar e manter um carro, ou andar de táxi. Os transportes públicos têm que atrair utentes porque são melhores alternativas do que ir de carro, ou a pé ou de bicicleta (e não devido à falta de condições dignas para estes modos!).

*sigh*

Aquilo começou às 18h e já era de noite quando íamos para lá (chegámos uns 15 ou 20 minutos atrasados). Passámos pela ciclovia do Campo Grande para fugir aos carros, mas a ciclovia não tem iluminação absolutamente nenhuma, e está toda cheia de caruma e folhas, além de rachas e outros danos no piso.

Na ciclovia ÀS ESCURAS do Campo Grande

Há iluminação nas vias do lado esquerdo e do lado direito, destinadas aos carros (e às bicicletas cujos condutores não temam pela vida a circular num local multi-faixas e onde as latas andam a velocidades MUITO acima dos 50 km/h legais…), que têm luz própria para dar e vender, mas a ciclovia pode ficar às escuras para ser insegura pela infrastrutura e pelo ambiente propício a assaltos… Mas alguém percebe este povo?

Para lá, íamos a descer a Av. Fontes Pereira de Melo e estava fila, hora de ponta. Houve uma gaja que tinha um problema qualquer com bicicletas e então “ultrapassava-nos” para se tentar meter à nossa frente. Atenção, estava tudo parado, muitos carros, semáforos uns atrás dos outros. Qual era a necessidade? Tipo, parece que se pica de estarmos à frente dela, e não pode ser. Ela não nos apitou, simplesmente teve uma atitude imbecil, o que ainda não é crime, infelizmente. :-P A primeira vez que me fez aquilo, passou-me rente (mesmo que a baixa velocidade), para parar 50 cm à minha frente, dei-lhe uma Airzoundzada logo. :-P Adoro, o pessoal nunca está à espera de uma buzinadela de um ciclista, muito menos de uma tipo camião vinda de uma mini-bicicleta como a Mobiky. lolol Ao menos sempre me vou divertindo com estas pequenas desgraças inconsequentes do trânsito. :-D Bom, ela continuou a fazer aquilo a seguir, mas já não passou perto… ;-)

No dia seguinte, 6ª-feira, voltei a Lx, e meti-me em novas aventuras. :-P Logo blogo sobre as minhas peripécias, quando der. ;-)

A desilusão com os delírios dos tradutores…

Já estou habituada a constatar verdadeiros atentados em legendas de filmes, séries, talk shows, etc. Mas ver uma coisa destas na capa de um livro deste calibre é sempre inesperado…

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Realmente, fica tão parecido que é tentador, mas “The God Delusion” não significa “A Desilusão de Deus”. Estive mesmo, mesmo quase a comprar este livro no outro dia, na FNAC, mas queria a versão original, acho até que era uma versão “de bolso”. Queria a original porque não confio nas traduções e não queria perder o sentido do que o autor diz. Com uma capa destas nem dei hipótese à versão portuguesa. Só não comprei porque compro livros por impulso, adoro ler, adoro livros, mas a velocidade a que os acumulo ultrapassa em muito a velocidade a que os leio. :-P Daquela vez consegui conter-me. ;-) Mas hei-de lê-lo, um dia… :-P

Excelência: inato vs. aprendizagem

No suplemento Dia D do jornal Público de 15/05/2006 saiu a tradução de um artigo dos autores do livro "Freakonomics: O Estranho Mundo da Economia, o lado escondido de todas as coisas". Já tive a oportunidade de folhear (bastante!) este livro nas visitas à FNAC e está definitivamente na minha wish list. É mesmo muito interessante de ler e não é excessivamente caro, anda à volta dos 14 €. Na altura não o comprei porque defini uma regra para mim mesma: não comprar mais livros antes de ler os que tenho em stock, que já são uns 13-15… Falta de tempo!… :-( Claro que às vezes quebro esta regra, ou não fosse uma vicicada em leituras e em livros. Talvez na reforma possa catch up with all the reading, se isso chegar a existir para a minha geração. :-P

Bom, aqui está o dito artigo. O original pode ser lido aqui. Também têm um site, aqui.

Tenho que ler este livro! :-)

80 homens para mudar o mundo
Darnil, Sylvain
Ambar
ISBN 9724310434
Preço € 20,00

Soube dele, acidentalmente, quando fui calhar a este artigo no Público. Nota: que raio!, quando será que os jornais online portugueses aprendem a pôr links nos artigos? Que atrasadinhos…