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Oeiras mais atrás

Na 5ª-feira passei pelo novo Centro de Saúde de Paço de Arcos, ia buscar uns exames (mas só depois de lá entrar me lembrei que tinha sido atendida ali mas as análises tinham sido feitas no CS de Oeiras). A zona de parque de estacionamento ainda estava em obras, mas quase terminada.

Novo Centro de Saúde de Paço de Arcos

Fui de bicicleta e constatei que não havia lugar oficial para ela (nem para motas, diga-se de passagem). Isto não é uma obra feita há 20 anos, foi feita hoje. Não é admissível. Ainda cheguei eu a ir perder tempo para sessões de participação pública da Agenda XXI Local

Oeiras mais atrás Parque de estacionamento p/ carros no novo CS de Paço de Arcos Estes tipos projectam para o passado... Business as usual

No regresso do CS de Oeiras, e a caminho de outro centro de exames, desta vez para levantar um raio-X, passei pela estação de comboios de Oeiras, onde aproveitei para fotografar mais uma vez o novo suporte para estacionamento de bicicletas:

Design & usability how-not-to

E porquê? Porque exemplifica alguns dos defeitos destas estruturas. Não permitem prender o quadro da bicicleta com um U-lock, e se só tivermos 1 cadeado, só podemos prender a roda, o que pode dar nisto:

Exemplo 2 em 1

Esta foto ilustra também outro problema, a incapacidade destas estruturas de acomodarem bicicletas com travões de disco (cada vez mais comuns). Embora nem todos os dobra-rodas tenham este problema em particular (exemplo aqui).

Na presença de um mau design, muitos utilizadores optam por não usar as estruturas, ou usá-las de forma diferente do suposto. Neste caso, o ciclista usou o suporte como se fosse um U invertido:

Dobra-rodas usado como um U invertido

Finalmente, não pude resistir a perder mais uns instantes e experimentar colocar lá a minha bicicleta. Resultado:

Um dobra-rodas que também dobra raios...

Ainda o pneu não tinha chegado ao fundo, ficando apoiado à frente e atrás no suporte em baixo, já os ferros em cima estavam a comprimir os raios… Claro que eu não deixaria ali a minha bicicleta. Será assim tão difícil fazer as coisas como deve de ser? *sigh*…

E será pedir muito esperar estacionamentos cobertos nos interfaces? Se até põem árvores para dar sombra aos carros, alardeando “mais estacionamento para carros (ao preço da chuva) = mais qualidade de vida”, será assim tão descabido pedir um pouco mais de cuidado e consideração para quem requer 10 vezes menos investimento e espaço?…

Oeiras e as suas não-soluções

Ao voltar para casa, em direcção a Porto Salvo, passei pelo Oeiras Parque, para ver se encontrava uma cena no Continente. Não encontrei, mas aproveitei a viagem para re-abastecer ligeiramente a despensa. São as vantagens de andar com uma Xtracycle, a capacidade de carga está lá sempre, sem nos apercebermos sequer. :-)

A X é para os imprevistos

Deixei a bicicleta à entrada do Continente, o meu spot habitual. No entanto, ao voltar à estrada não resisti a parar e subir para uma zona em frente à entrada principal para tirar uma foto:

Entrada principal do Oeiras Parque

Havia 2 bicicletas e 2 motas estacionadas em cima do passeio presas ao gradeamento. À direita vemos os desgraçados que andam de transportes públicos, sem abrigo do sol e da chuva e sem bancos para se sentarem, enquanto que quem vai de carro tem centenas de lugares de estacionamento coberto, iluminado e gratuito. À esquerda vêm-se alguns dos carros estacionados numa zona de proibição de parar e estacionar (percebo o estacionar, mas se não se pode parar não sei para que serve aquela via…).

Antes de chegar ao OP, vim em contramão por uma estrada que ladeia o Parque dos Poetas e tirei esta foto:

A paisagem em mudança...

À esquerda têm o IZI (que, a propósito, não tem estacionamento para bicicletas…). Foi construído num ápice. Devem ter agradado bastante ao sr. 10 %… Neste preciso local estava o único sítio verdejante da zona. Foi arrasado e agora só há betão. À direita vê-se a linha do SATUO, que supostamente terá continuidade. Mas se agora está ali o IZI, fico sem saber por onde é que aquilo irá passar. Duas grandes superfícies que podiam muito bem ser ligadas por uma ponte pedonal/ciclável. Mas não, estamos em Oeiras, onde se espera que para andar 200 metros usemos o carro…

As últimas duas fotos da viagem, junto à rotunda das oliveiras, na saída da A5 em Porto Salvo / Paço de Arcos:

Fuck the pedestrians Oeiras cada vez mais atrás

Neste local, como em dezenas (ou centenas) de outros espalhados pelo concelho de Oeiras, os fluxos, a mobilidade e a acessibilidade pedonal foi esquecida. Quando não é simplesmente esquecida é até dificultada ou impedida. Mas hey!, o munícípio ganhou um prémio de mobilidade/acessibilidade e tudo!!

Isto já diz muito do resto do país...

Não há pachorra para isto, pá, a sério que não…

Novidades das Amoreiras

No dia 21 de Maio enviei o primeiro e-mail. Foi lido mas não tive resposta. No dia 20 de Junho enviei um segundo e-mail, reencaminhando a mensagem original. Foi novamente lida mas não recebi resposta. No sábado, dia 9 de Agosto enviei um terceiro e-mail, desta vez incluindo todos os endereços que vi na página:

——– Forwarded Message ——–
From: bananalogic
To: amoreiras-shopping@mundicenter.pt
Cc: dgeral.amoreiras@mundicenter.pt,
dcomercial.amoreiras@mundicenter.pt,
dmarketing.amoreiras@mundicenter.pt,
doperacoes.amoreiras@mundicenter.pt
Subject: Marketing sustentável, ou nem por isso?
Date: Sat, 09 Aug 2008 20:11:33 +0100

Boa tarde,

Gostava de dar follow up público a isto: http://azulebanana.com/anabananasplit/2008/05/21/ir-as-compras-ao-amoreiras-de-triciclo/

Seria pedir muito solicitar uma resposta dos vossos serviços, depois de decorridos dois meses e meio e 2 e-mails? Independentemente de qual seja a resposta, a ausência dela diz mais do que a situação que originou a pergunta…

Grata pela atenção.

Cumprimentos,

Ana Pereira

——– Forwarded Message ——–
From: bananalogic
To: amoreiras-shopping@mundicenter.pt
Subject: Feedback
Date: Fri, 20 Jun 2008 19:24:53 +0100

Olá,

Será que já têm informação, nesta altura, para me poderem facultar uma resposta às questões que coloquei neste e-mail de 21 de Maio?

Grata pela atenção.

Cumprimentos,

Ana Pereira

——– Forwarded Message ——–
From: bananalogic
To: amoreiras-shopping@mundicenter.pt
Subject: Estacionamento no shopping Amoreiras
Date: Wed, 21 May 2008 11:46:58 +0100

Bom dia,

Há dias reparei num outdoor do Amoreiras em que aparecia uma mulher de triciclo, a ilustrar o “prazer urbano” de “passear”. Como utilizadora regular de bicicleta como veículo de transporte, fiquei muito contente de retratarem esse comportamento numa luz de sofisticação, glamour e prazer, dando-lhe visibilidade e valorizando-o.

Serve o presente e-mail para procurar saber se os 900 lugares de estacionamento referidos no vosso site contemplam alguns para bicicletas (e triciclos, porque não?). Se contemplam, gostaria de saber se são pagos e se sim, a que tarifa, bem como quais as condições oferecidas (localização, segurança, tipo de estrutura de estacionamento).

Aguardarei com expectativa uma resposta.

Muito obrigada pela vossa atenção.

Cumprimentos,

Ana Pereira

A mesma pessoa que leu os outros dois e-mails apagou este último sem o ler. No entnato, a resposta (dada por outra pessoa) veio hoje, com boas notícias (quão boas só poderei dizer quando vir a localização e o tipo de suportes). Só não gostei da mensagem-standard, em que nem lamentaram o atraso na resposta… Enfim.

——– Forwarded Message ——–
From: Maria João Boaventura
To: bananalogic @ gmail . com
Cc: André Cabral , Sofia Cêpa
Subject: estacionamento para bicicletas
Date: Wed, 13 Aug 2008 18:16:51 +0100

Exma. Senhora,

Acusamos a recepção da vossa sugestão sobre os lugares para bicicletas no parque de estacionamento, a qual mereceu a nossa maior atenção.

Na expectativa de melhorar as condições oferecidas aos seus utilizadores, informamos que passámos a ter à disposição do cliente, 5 lugares de estacionamento para bicicletas.

Estes lugares situam-se no piso -1 junto a central de Apoio a Clientes, não sendo cobrado qualquer valor pela sua utilização.

Certos que continuaremos a contar com a sua preferência, com os melhores cumprimentos,

Cumprimentos,

Maria João Boaventura

Recepção
Av. Engº. Duarte Pacheco
Amoreiras Shopping Center, loja 2037
1070-103 Lisboa
Telf.: + 351 21 381 02 00 Fax: +351 21 383 27 35
Site: www.amoreiras.com

Então, alguém que ande ali para os lados das Amoreiras e que tenha uma máquina digital esteja up for a report? ;-)

Exemplos práticos de nabice

Há tempos reparei que instalaram umas bike racks no Complexo Desportivo do Jamor, embora o tivessem feito num local less than ideal:

Ao sol e à chuva, afastado do "movimento", num canto

Ao sol e à chuva, e afastado da zona de passagem e debaixo de vista dos seguranças (onde as pessoas costumavam colocar as bicicletas, antes das racks):

Tanto espaço livre coberto...

Cheguei a ver lá bicicletas presas, mas nunca testei com a minha.

Já tem utilizadores!

À segunda ou terceira vez que olhei para aquilo apercebi-me que tinha sido colocado ao contrário… Provavelmente para conseguirem aparafusar aquilo ao muro. Comparando com esta foto que tirei ontem em Cascais numa estrutura idêntica, depois de testar com a minha BICA de ocasião, dá para perceber o como e o porquê de ser esta a orientação certa:

The right way to use these racks

O problema com as nossas “infraestruturas para ciclistas”, em Portugal, é que, na maior parte dos casos, são escolhidas, feitas e/ou montadas por pessoas que não percebem um cu disto. E olhem que não basta ser ciclista para saber automaticamente estas coisas…

Entretanto, enviei há pouco um mail para piscinas . jamor @ idesporto . pt. :-)

Mexa-se na Marginal!

Este ano será no dia 1 de Junho (próximo domingo), das 10h às 13h, entre Algés e Oeiras.

Folheto do "Mexa-se na Marginal" 2008 Folheto do "Mexa-se na Marginal" 2008

De bicicleta, a pé, seja lá como for, é um evento imperdível! :-)

O ano passado foi assim.

Patrick Dempsey

It just makes him even hotter. :-)

Capacete para ciclistas, com espelho retrovisor integrado

O Bruno teve a grande gentileza de me enviar um destes capacetes da Reevu (já não se produzem), all the way from Denmark, para eu experimentar, depois de ver algumas fotos do meu set up. :-) Obrigada, Bruno! ;-)

Qual a particularidade deste capacete? Bom, tem um espelho retrovisor integrado:

Frontal rear view mirror Internal rear view mirror
Ver todas as fotos aqui.

Outra comparação visual aqui.

Eu gostei da experiência, acho que é um produto fenomenal. Nada a ver com usar um espelho montado no guiador ou no capacete, que têm uma abrangência muito menor, estão muito mais sujeitos a desafinações pois basta um toquezinho para deixarmos de ver a imagem que queremos e que por (demasiadas) vezes se tornam quase inúteis devido à trepidação transmitida através da bicicleta (directamente no montado no guiador, ou indirectamente no montado no capacete - este também é mais afectado pelo vento forte, penso eu). O Reevu é como ter um espelho retrovisor interior tipo o dos automóveis. Mas tem algumas características que põem um pouco em cheque esta enorme vantagem:

1) É um capacete muito grande, notando-se isso particularmente visto de lado:

Side view

2) Enquando ando de bicicleta, tenho que inclinar a cabeça demasiado para a frente para poder ver a imagem reflectida na área que pretendo.

3) Para ver a estrada e o tráfego propriamente dito tenho que rodar a cabeça ligeiramente para a direita, para que consiga centrar a imagem reflectida na zona da estrada e não tanto na berma. Isto é tão mais acentuado quanto mais à direita se circule.

Infelizmente, a Reevu deixou de produzir capacetes para ciclistas com esta tecnologia, limitando-a aos capacetes para motociclistas.


[Fonte: Gizmag]

O Bruno indicou o preço inicial destes capacetes como um motivo provável para o conceito não ter vingado (aqui há uns anos ninguém dava 60 € por um capacete para andar de bicicleta…). Apesar dos 3 pontos menos “ideais”, não considero que sejam determinantes, será mais uma questão de hábito para se tornar second nature lidar com eles.

Acho isto mesmo excelente para ciclistas que circulem na estrada, isto é, bike commuters e roadies. Muito mais eficiente que os outros sistemas.

Não uso muito o capacete (não me refiro ao Reevu, mas aos meus, no geral). Acho-o útil essencialmente para 3 coisas: proteger um pouco do frio, prender os cabelos compridos para não andar a levar com eles nos olhos e assim em dias de vento, e para servir de suporte ao espelho retrovisor. Por motivos de protecção (segurança passiva), vario, às vezes uso, outras vezes não. Não tenho confiança de que me proteja de choques graves (contra veículos, solo ou objectos) e temo que o efeito de compensação do risco e de resposta à percepção/interpretação das minhas competências como ciclista por parte dos outros utentes das vias crie efectivamente maior risco de acidentes à partida. O capacete poderá talvez poupar-me de alguma road rash na cabeça, no couro cabeludo, mas nem me protege o rosto… Isto ainda é um tema em estudo para mim, mas actualmente a minha opinião sobre o assunto segue estas linhas gerais.

Nos últimos tempos tenho andado sem espelho, no guiador já não posso usar aquele que tinha (e que entretanto se quebrara) porque lhe montei (i.e., o Bruno montou) uns “corninhos” de lado. :-P Como também não tenho usado capacete não posso usar aquele acoplado a ele. Não gosto de andar assim. Não gosto de ouvir o tráfego atrás e não poder ir monitorizando o que se passa atrás de mim. Tenho que olhar para trás muito mais frequentemente, e isso é sempre um risco acrescido de quedas ou acidentes (que foi, por coincidência, o que despoletou o desenvolvimento do Reevu). Ainda não decidi qual a solução definitiva. Sei que há alguns ciclistas mais puristas que desprezam um bocado os espelhos. Obviamente que nenhum espelho deve substituir o olhar para trás antes de qualquer manobra, mas a monitorização do tráfego parece-me importante, tal como o é dentro de um carro (onde eu também olho para trás e para a esquerda antes de qualquer manobra que o requeira, por causa do ângulo morto).

Bom, dispersei-me, mas finalizo com a minha avaliação final do Reevu: muito fixe! ;-) Era bom que continuassem o desenvolvimento deste produto… :-/

Crónicas da SPEZI I: os alemães

Os alemães são tipos grandes. Os pacotes de sumos deles são de 50 cl no mínimo, bem como as garrafas de água.

Drinks for pirates

Os pratos nos restaurantes davam pra duas doses.

Dinner before leaving

A T-shirt mais pequena que tinham na SPEZI era um S mas equivalia na boa a um M português.

SPEZI nostalgia look

Não sei se eles comem e bebem muito porque são grandes ou se são grandes porque comem e bebem muito… :-P

“Água” lá equivale a água com gás. É o default. Se queremos sem gás temos que pedir à partida. É ao contrário daqui.

Muitos não falam inglês, mas parecem perceber alguma coisa. O pior é que depois respondem na mesma em alemão. :-P Mas lá nos vamos desenrascando, e o mini-dicionário alemão-português-alemão dá muito jeito. :-)

Checking words on the little book german-to-portuguese

——
Este post faz parte de uma série sobre a nossa viagem à SPEZI, na Alemanha, em Abril de 2008.

/away (as in abroad and offline)

Vou espairecer durante uns dias no meio de cenas a pedal especiais, esquisitas, lindas, geralmente as 3 coisas ao mesmo tempo. :-P Espero que desta vez não haja problemas com os vôos nem nos percam as malas. Mas alguma coisa se vai aprendendo com a experiência e com os erros, não é mesmo? ;-)

Se gostarmos muito muito mesmo, não é considerado trabalho, pois não? :-P (Eheheh, na verdade eu digo que vou em trabalho para dar um ar profissional, na verdade vou mesmo é para curtir bué! lol)

MobQua

O seminário foi dos mais interessantes em que tenho participado, pelas pessoas que intervieram, pelos projectos e temas apresentados.

Seminário final do MobQua

Gostei. :-) Embora algumas coisas avançadas por alguns dos intervenientes me pusessem um bocado ansiosa na expectativa do que aí vem em termos políticos e mediáticos relativamente à promoção do uso da bicicleta… Algumas fotos disponíveis aqui. E é giro ver muitas das mesmas caras nestas coisas. Chego à conclusão que há pouca gente a trabalhar ou interessada nisto… Devo ser a única que anda ali em turismo, sem trabalhar em nenhuma Câmara ou empresa de consultoria or something like that. Outros no dia de folga vão ao cinema, à praia,… Eu vou a conferências como hobby. I need to get a life. :-P

Na estação de comboios em Oeiras reparei que instalaram outra bike rack, mas a opção foi por um wheel bender:-( No parque antigo duas bicicletas estavam caídas…

Novo estacionamento para bicicletas junto à estação de comboios de Oeiras Fallen bikes

Antes passei por um terreno onde andavam duas vaquinhas a pastar. Foi estranho, porque geralmente vejo estes animais sempre muito quietos e “parados”, e aqui elas estavam a brincar, corriam de um lado para o outro e,… Como cães ou gatos. Senti-me mal por comer carne de vaca. Bom, na verdade é muito raro, mas still

Vaquinhas a brincar

Desta vez não fui de bicicleta, mas vi duas estacionadas nas redondezas, além de motas.

Motas e bicicletas estacionadas no já exíguo passeio Distribuição modal, sort of

Da última vez que fui ao CIUL, a uma conferência das Sessões Ponto de Encontro, fui de bicicleta. Fui a pedalar até Paço de Arcos, levei a bicicleta comigo no comboio, e depois pedalei até Picoas. O problema foi estacionar. Não queria deixá-la na rua e num passeio tão pequeno. Aí lembrei-me da discussão na mailing-list da MC e resolvi tentar o parque de estacionamento subterrâneo quando reparei que havia ali um. O funcionário foi excelente e embora não houvesse um lugar para bicicletas (o das motas não dava por não ter nada onde prender), deixou-me pô-la num canto sob o seu ângulo de visão. Correu tudo bem. :-)

O edifício do CIUL é novo, mas a vista para as traseiras é péssima, edifícios podres, abandonados,…

Lisbon's backyards - some are ugly... Lisbon's backyards - some are ugly...

Ando um bocado sem tempo, ultimamente, e há mails que demoro dias a responder. Aos visados, sorry. ;-)

CA meetings available?

The word got out. I can’t hide anymore the fact that I’m a bike nut, Mobiky fan. :-D Perhaps there’s some Cycleholics Anonymous where I can get some help with my uncontrolably growing everything-cycling addiction?…

Goodies

O meu namorado é um querido e ofereceu-me uns bike goodies!! :-D Uma balaclava, um “espelho de dentista” (esta fui eu que inventei agora :-P ) e um selim xpto, which I had been lusting over for a few months. Também comprou goodies para ele. ;-)

E já transferi o Airzound da Mobiky para a Xtracycle, porque ultimamente é esta que tenho usado mais, e está difícil arranjar as peças extra para o poder mudar facilmente entre bicicletas. Assim já estou preparada para andar no trânsito, sentia-me nua antes. No outro dia uma velhota ia-me passando por cima e eu não pude fazer nada, senti-me mesmo impotente (ainda tentei ir atrás dela mas a sacana apanhou o sinal verde e deu à sola :-P)… Not anymore! They might go unpunished but it shall no longer go unnoticed!! :-P

E o namorado ainda me “instalou” um kit de luzes igual ao dele. :-) Tá toda kitada a bicicleta, lol.

Logo que tenha um tempinho faço uma overview à minha bike with all the geeky stuff, eheheh! ;-)

Bicicletas e outras coisas

Há dias fui à Loja do Cidadão nas Laranjeiras e reparei nisto na porta do Centro Comercial contíguo:

Proibida a entrada a bicicletas Proibida a entrada a bicicletas

Foi a primeira vez que vi um sinal a proibir explicitamente a entrada de bicicletas num edifício. Vou assumir que sejam as bicicletas normais (”grandes”), o que até compreendo. Só gostava que da mesma forma que sentiram necessidade de lá pôr este sinal (devem ter tidos pessoas a querer levar pra lá as bicicletas) e se deram a esse trabalho, tivessem colocado cá fora estacionamento para essas mesmas bicicletas… Ontem voltei lá e presenciei a chegada praticamente em simultâneo de duas pessoas em bicicleta, que foram ao Pingo Doce, um supermercado contíguo ao tal Centro Comercial…

IMGP9413.JPG IMGP9415.JPG

IMGP9414.JPG IMGP9416.JPG

Há procura. Se lá pusessem o tal parque de estacionamento para bicicletas (que serviria o supermercado, o Centro Comercial e a Loja do Cidadão!) incentivariam mais utentes a deslocarem-se para aquela zona de bicicleta e não de carro, aliviando a pressão sobre o espaço para estacionamento…

Há uma semana fui à FCT tratar de umas coisas e vi algumas mudanças. O Metro Sul do Tejo já chega ao campus e há uma estação chamada “Universidade”. :-) Na altura ainda havia obras em curso mas penso que entretanto aquilo já foi inaugurado.

Obras do MST Metro Sul do Tejo

A paragem de autocarros junto à entrada principal da faculdade continua a vergonha que sempre foi. Não é diferente de todas as outras paragens, mas podia ser diferente, a FCT podia oferecer melhor aos seus alunos e utentes, já que a Câmara não o faz.

Afinal, para quem vai de carro há estacionamento livre, ordenado, com bons acessos e bom piso.

Que outra faculdade em Lisboa tem estas condições para os alunos que levam o carro para o campus?...

Tudo gratuito. Quem vai de transportes públicos fica à espera em pé e se se quer. Ao frio, à chuva, ao sol, ao calor, ao vento. Com os livros e os portáteis às costas. Não se admite isto, pá. Não tem que ser assim, porra… [Agora vai haver uma remodelação das regras de estacionamento e acessos ao campus, coisa que tem suscitado debate no fórum da faculdade.]

Há uns anos que a FCT instalou uns racks para bicicletas no campus. Discordo do modelo por que optaram e até mesmo da localização de alguns desses racks. As escolhas dos ciclistas corroboram a minha opinião…

Eu também nem hesitaria. A escolha é óbvia. A escolha óbvia para qualquer ciclista

Alguns spots parecem nunca ter bikes.

Parque vazio. Mau local, havia opções melhores.

E este… bom, espero que este desastre não tenha apanhado ninguém! :-( É preciso ter pontaria, e azar.

Fosga-se!!

A confirmação

Aha! Está a ser utilizado! :-D

Infrastrutura de estacionamento de bikes a ser usada! :-)Infrastrutura de estacionamento de bikes a ser usada! :-)

Diários da bicicleta

No dia 4 de Novembro, um domingo, fizémos, bom, fez o Bruno, a viagem inaugural “a sério” da Xtracycle dele (Xtracycle é o fabricante do kit FreeRadical e define também qualquer bicicleta equipada com esse kit). Uma Xtracycle tem (no mínimo) 4 vezes maior capacidade de transporte de carga que uma bicicleta normal:

À espera do comboioXtracycle

Esta cena é outro dos nossos produtos-paixão e há quase 2 anos que sonhávamos com isto. :-) Bom, mais tarde, quando instalar o kit na minha bike também, voltarei a falar dela. ;-)

Ele ia gravar outra maquete (a primeira a solo e a ser emitida) do programa Sociedade Livre na Rádio Zero, no Técnico e aproveitámos para fazer a viagem by bike. Bom, pelo menos a maior parte dela. Ao domingo pode-se levar as bicicletas no comboio da linha de Cascais, gratuitamente e a qualquer hora. Por isso aproveitámos e fomos apanhar um em Paço de Arcos. Até lá é smooth. :-)

A caminho da estação de Paço de Arcos

Ora, dado que as carruagens da CP nesta linha não contemplam as necessidades dos utentes com bagagem mais volumosa (bicicletas, pranchas de surf, carrinhos de bebé,…) o segredo para uma viagem tranquila é posicionarmo-nos na zona da primeira ou da última carruagem (ou qualquer uma com uma ponta sem passagem inter-carruagens).

À espera do comboio

Ora, pela minha experiência, o mais seguro é, na estação, ficarmos no fim, para entrarmos na última carruagem (a primeira costuma ter mais gente e mais fluxo de pessoas). Depois é só entrar com as bicicletas (2 no máximo, para não obstruir a passagem nessas portas).

Como cabem 2 bicicletas nas carruagens dos comboios da linha de CascaisComo cabem 2 bicicletas nas carruagens dos comboios da linha de Cascais

Assim, as pessoas nas estações seguintes conseguem entrar ali (não sabem à partida que lá estão bicicletas) e as que quiserem sair também o podem fazer (embora geralmente optem pelas restantes portas da carruagem). Como é a última carruagem, as bicicletas encostadas à parede (e à eventual porta) não estão no caminho nem obstruem a porta nem a passagem de pessoas.

Sempre que temos levado as bicicletas no comboio ao fim-de-semana, as carruagens andam tão vazias que nunca houve sequer o perigo de as bicicletas se constituírem num incómodo para alguém. Em contrapartida, é ver os automóveis a fazer fila na estrada ao lado da linha…

Chegados ao Cais do Sodré, passámos pelo Terreiro do Paço (cada vez mais morto, infelizmente), e por momentos pensámos ver uma revolução, estavam árvores no meio do alcatrão. Afinal era tudo para uma filmagem para um filme de época… :-( Seguimos em direcção à R. dos Bacalhoeiros, para participar na Cicloficina, embora tivéssemos quase certeza de que não iria ocorrer, o que se verificou. Bom, a não ser que o Bruno ter afinado as mudanças da minha bici conte. :-P

Cicloficina a dois

Deu pra ver que a interdição ao trânsito automóvel naquela zona não tem sido respeitada nem fiscalizada…

Bom, depois seguimos em direcção à Alameda, para a tal gravação na Rádio Zero no IST. Fomos pela Baixa (estranhíssimo estar ali de bike, e sem trânsito automóvel, o sossego, a calma…), Restauradores, Av. da Liberdade (uma das ruas laterais), jardim do Parque Eduardo VII e depois mais umas ruas ali pelo meio até ao Técnico.

Estamos quase na Alameda!

As pessoas clamam por ciclovias para andar de bicicleta na cidade, mas não percebem que deviam estar a clamar por 2 coisas imensamente mais importantes e que, a realizarem-se, tornariam as ciclovias desnecessárias: o arranjo e manutenção das estradas (e passeios e demais vias públicas) e a acalmia de tráfego (incluindo regularização do estacionamento automóvel)…

Exemplos da degradação do pisoExemplos da degradação do piso

Os ilhéus pedonais são estupidamente pequenos dado o tempo que dão aos peões para atravessarem as estradas… (acumulando-se as pessoas em passeios minúsculos em vias de tráfego intenso e rápido, muitas das vezes).

Ilhéus de dimensão insuficiente

Bom, lá chegámos à Alameda (fiquei a conhecer um pouco melhor a cidade, nada como viajar de bicicleta) e fomos para o estúdio. Aquilo levou horas, foi só conversa. :-P Eu tinha levado o Expresso e entretive-me a ler. :-) Quando saí do estúdio para ir comprar um lanche, num café cá fora, vi o Jardim Arco do Cego. Tinha bastantes pessoas, sentadas nos bancos, a andar de bicicleta, etc, e tinha bom aspecto. :-) Um pequeno parque verde dentro da cidade, muito bom! :-)

Jardim do Arco do CegoJardim do Arco do CegoJardim do Arco do Cego

Quando voltei, pude ver uma rapariga a sair de bicicleta (que tinha visto antes presa a um poste - a bicicleta, não a rapariga). De bicicleta! Uma rapariga! Weeeee! :-)

Uma estudante do Técnico, utilizadora de bicicleta! :-)

Saímos do estúdio já de noite. Voltámos à estrada de bicicleta. :-)

De bike nos Restauradores

Decidimos ir pela Marginal, ou chegaríamos bué tarde a casa. Correu bem. Temos luzes e reflectores and we “take the lane” sempre que é o necessário para nos mantermos em segurança no meio dos carros. Foi uma viagem pacífica, sempre a pedalar em bom ritmo, o que estranhei pois estou habituada às intermitências dos percursos urbanos.

Na Marginal, de volta a casa

No dia seguinte, segunda-feira, dia 5, houve uma concentração / encenação / manifestação da ACA-M no Terreiro do Paço, no local onde houve aquele acidente homicídio por negligência com contornos macabros. Eu e o Bruno resolvemos ir, tínhamos recebido um e-mail a apelar à participação, que precisavam de gente para fazer um “passadeira humana”. Levámos uns lençóis velhos e lá fomos, de bicicleta, como no dia anterior. Nota: na estação de Paço de Arcos vimos uma bike presa a um gradeamento. :-)

Bike estacionada junto à estação de Paço de Arcos

Para lá fomos de comboio (no sentido Cascais -> Lisboa só deixava de ser permitido levar as bicicletas a partir das 17h). Chegámos lá e vimos um grupo de pessoas mas ficámos à espera pois não conhecíamos ninguém e ainda não era suficientemente claro o que se estava a passar.

Manifestação da ACA-M no Terreiro do PaçoManifestação da ACA-M no Terreiro do Paço

Acabou por não se fazer aquilo das pessoas enroladas nos lençóis, deitas na passadeira, puseram só os lençóis. Entretanto ficámos depois lá a falar um bocado com o Marcos, o Miguel, o Mário e outro rapaz de cujo nome agora não me recordo. Sobre bicicletas, segurança rodoviária, etc. Entretanto ficou de noite e tivemos que nos pôr a caminho. Ainda tinha que passar por Algés a buscar uma roupa que tinha deixado a arranjar, essa loja fechava às 20h, mas não podíamos levar as bicicletas no comboio no sentido Lisboa -> Cascais antes dessas mesmas 20h. Não tivemos escolha e fomos pela Marginal. Que, desde o Terreiro do Paço, estava entupida. Mas lá fomos andando, indo pelo meio dos carros quando tal era fisicamente possível e minimamente seguro. Foi uma experiência útil e desmistificou a Marginal como sítio improprio para ciclistas, pelo menos à hora de ponta (mais carros -> menor velocidade).

A caminho de casa, na Av. 24 de JulhoNo meio do trânsito, rumo a casa, pela MarginalCruzamento da Av. 24 de Julho, em AlcântaraÀ porta da loja Cort&Cose

A questão da sinistralidade rodoviária é um drama tão grande e as pessoas nem se apercebem de quão grande… É uma guerra, um homicídio em massa, uma guerra civil levada a cabo, maioritariamente, por cidadãos normais: integrados, law abiding,… Mas negligentes ou simplesmente inaptos para a condução de um veículo de 1 ou 2 toneladas passível de ser usado (deliberada e conscientemente ou não) como uma arma de arremesso letal… E depois há a questão mais abrangente da mobilidade e dos transportes, porque a poluição também mata, o aquecimento global também, o estrangulamento económico das cidades pelo congestionamento e perda de produtividade e de qualidade de vida também mata (mesmo que suave e lentamente…).

Lx: 1 ciclista a cada 10 min: nice rate!

Há uns dias atrás fui a Lisboa, e enquanto esperava pelo Bruno, à porta de um prédio em frente à Praça de Touros, vi passar 3 pessoas de bicicleta. A primeira era uma mulher, não levava capacete e ia pela estrada, não consegui sacar da máquina a tempo. O segundo era um homem, levava capacete e ia pela estrada.

Ciclista n.º 2 - na estrada

O terceiro era um homem, não levava capacete e ia pelo passeio.

Ciclista n.º 3 - no passeioCiclista n.º 3 - no passeio

Entretanto fomos embora e numa rua lateral vimos passar um quarto ciclista, um homem, que não levava capacete e ia pela estrada.

Ciclista n.º 4 - na estrada

Eram todos bike commuters, não iam em desporto. Isto aconteceu ao longo de um período de 30 minutos, mais ou menos, por volta das 16h-17h. Já dá uma excelente média! :-D

La velorution
is taking off! ;-)

Estatísticas:

Dos bike commuters em Lisboa:

25 % são mulheres : : 75 % são homens
25 % circulam pelos passeios : : 75 % circulam pela estrada
25 % usam capacete : : 75 % não usam capacete

:-P