Epá, temos tanto material por cá para fazer uma cena destas… ![]()
Archive for the 'serviços' Category
Há tempos reparei que instalaram umas bike racks no Complexo Desportivo do Jamor, embora o tivessem feito num local less than ideal:
Ao sol e à chuva, e afastado da zona de passagem e debaixo de vista dos seguranças (onde as pessoas costumavam colocar as bicicletas, antes das racks):
Cheguei a ver lá bicicletas presas, mas nunca testei com a minha.
À segunda ou terceira vez que olhei para aquilo apercebi-me que tinha sido colocado ao contrário… Provavelmente para conseguirem aparafusar aquilo ao muro. Comparando com esta foto que tirei ontem em Cascais numa estrutura idêntica, depois de testar com a minha BICA de ocasião, dá para perceber o como e o porquê de ser esta a orientação certa:
O problema com as nossas “infraestruturas para ciclistas”, em Portugal, é que, na maior parte dos casos, são escolhidas, feitas e/ou montadas por pessoas que não percebem um cu disto. E olhem que não basta ser ciclista para saber automaticamente estas coisas…
Entretanto, enviei há pouco um mail para piscinas . jamor @ idesporto . pt. ![]()
Há dias reparei nuns outdoors do centro comercial Amoreiras em que aparecia uma mulher num triciclo numa aura de glamour, transportando umas compras, a ilustrar o “prazer urbano” de “passear”. Como imaginam fiquei contentíssima!
Como não sou frequentadora habitual deste centro (só lá fui umas 2 ou 3 vezes), lembrei-me de procurar saber se aquela publicidade era “inteligente”, i.e., se aquele comportamento que era usado no outdoor e no site para atrair clientes e “vender” o conceito do Amoreiras era suportado por políticas internas do mesmo ou se era mais uma hipocrisia da moda do “verde” (geralmente oco).
Assim, resolvi tornar-me uma activista, e perder 10 minutos nisto. Fui ao site procurar info dos serviços do centro e vi que referem a existência de 900 lugares de estacionamento (pago) à disposição dos seus clientes. Não é discriminado quantos são para automóveis, motas e, eventualmente, bicicletas. Assim, resolvi enviar-lhes um e-mail a procurar saber:
From: bananalogic
To: amoreiras - shopping @ mundicenter . pt
Subject: Estacionamento no shopping Amoreiras
Date: Wed, 21 May 2008 11:46:58 +0100Bom dia,
Há dias reparei num outdoor do Amoreiras em que aparecia uma mulher de triciclo, a ilustrar o “prazer urbano” de “passear”. Como utilizadora regular de bicicleta como veículo de transporte, fiquei muito contente de retratarem esse comportamento numa luz de sofisticação, glamour e prazer, dando-lhe visibilidade e valorizando-o.
Serve o presente e-mail para procurar saber se os 900 lugares de estacionamento referidos no vosso site contemplam alguns para bicicletas (e triciclos, porque não?). Se contemplam, gostaria de saber se são pagos e se sim, a que tarifa, bem como quais as condições oferecidas (localização, segurança, tipo de estrutura de estacionamento).
Aguardarei com expectativa uma resposta.
Muito obrigada pela vossa atenção.
Cumprimentos,
Agora resta aguardar.
Tenho que fazer isto mais frequentemente, porque as pessoas destas empresas não vêm ler as minhas rants sobre mobilidade neste blog.
Tenho que me queixar e tenho que dar sugestões, uma vez que o interesse e a proactividade não parece partir deles, espontaneamente… ![]()
Passo a divulgar (finalmente…):
Este projecto de Doutoramento em Transportes a decorrer no Instituto Superior Técnico (IST), com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tem como objectivo avaliar a viabilidade de sistemas de partilha do automóvel privado na região de Lisboa, com vista à diminuição do número de veículos que todos os dias se deslocam para o centro das cidades desta região, reduzindo assim as emissões poluentes dos veículos, o tempo perdido no trânsito e a pressão sobre o estacionamento.
Podem responder ao inquérito aqui.
Sistemas actualmente em funcionamento:
Carpool - Partilha de Viagens (bastante melhorado e desenvolvido desde que falei sobre ele aqui pela primeira vez, provavelmente porque conseguiu o apoio institucional de algumas Câmaras Municipais e projectos da UE)
Eco19 Sintra»Lisboa - menos carro, menos caro (o mais antigo)
Hooray! A Carris vai lançar em Setembro deste ano o primeiro serviço de carsharing no nosso país!
Cool! Na fase inicial vai disponibilizar 10 carros, e os parques serão no Cais do Sodré, Gare do Oriente, Campo Pequeno, Marquês de Pombal e Campo de Ourique.
Meus amigos, há esperança neste país!
Quem sabe daqui a uns anos já há em Oeiras e posso dar-me facilmente ao “luxo” de não ter carro? Sweet!
Na 5ª-feira passada, 22 de Novembro, fomos a Lisboa, ao lançamento do livro “País (In)sustentável“, da Luísa Schmidt, no Teatro S. Luiz (again!).
Não sabia do livro, foi através de um blog or something que soube disto, praí na véspera, e decidi ir. Leio a coluna da autora no Expresso desde que me lembro, gostei de ver aqueles documentários «Portugal – Um Retrato Ambiental», e tenho-a em boa conta, no geral. Bom, àparte de ela no final do último “Um Dia Por Lisboa” ter dado convites para o lançamento do livro a pessoas com quem nós estávamos a conversar mas não a nós, à nossa frente. Na altura não sabia o que era, agora já sei. Enfim, também não tem importância, foi só um pormenor.
Nunca tinha ido ao lançamento de um livro, e fui mais para saber como era. Posso comprar o livro noutro sítio qualquer. Afinal ali era mais barato uns 5 € e aproveitei o desconto.
Não, no final não fui “falar com a autora”, nem pedir um autógrafo. O que iria dizer? “Ah, gosto muito do seu trabalho.” Ou outros clichés do género? Eu não conheço a mulher! E não sei fazer conversa, já sabem.
E também não fomos petiscar depois, afinal, não fomos convidados. lol
Foi uma viagem multimodal: carro + bicicleta para lá, bicicleta + Metro + carro para cá.
Já tenho bastante experiência de utilização da Mobiky com o Metro e há cenas que me lixam o juízo. Porque é que a política de mobilidade e acessibilidade não é uniforme em TODAS as estações? Numas há elevadores, noutras não…
Numas vêem-se placas para esses mesmos elevadores, noutras andamos feitos parvos a tentar vê-las. Numas há escadas rolantes além das escadas normais.
Noutras só há escadas normais. Noutras há escadas rolantes mas só nalguns troços das escadas normais, ou só nalgumas entradas… F***-se! Uma pessoa tem que saber à partida que estações vai usar para se certificar de que consegue entrar e/ou sair de lá (assumindo que já as conhece). Isto admite-se? Para mim isto apenas me rouba tempo e torna a minha viagem mais cansativa, quando não habia nexexidade. Pego na bicicleta e lá subo ou desço as escadas. Claro que ao fim de 4 ou 5 ou 6 vezes em que tive que a carregar (quando ela está preparada para eu a levar a rolar ao meu lado!) já começo a questionar a minha opção de ter optado ou pela bicicleta ou pelo Metro. Geralmente quem perde é o Metro porque ou vou o caminho todo de bicicleta ou substituo o Metro pelo carro… (Hey Metropolitano de Lisboa, take a damn HINT!!). Mas e se for uma pessoa com um miúdo num carrinho? Ou uma pessoa em cadeira-de-rodas? Ou um idoso ou outra pessoa com mobilidade algo limitada/condicionada? Porque é que estas pessoas não se vêem no Metro em grande quantidade? Hein? Talvez porque o Metro não serve as suas necessidades. Por isso ou ficam em casa (muitos dos deficientes) ou compram um carro e usam-no intensivamente quer queiram quer não, quer gostem quer não, quer o consigam sustentar quer não (famílias com filhos)!! A sério, isto revolta-me. E sinto-me impotente e é uma sensação horrível. E gostava de ter energia e combater o conformismo e lutar, fazer alguma coisa mais útil que postar fotos das asneiras deste país e blogá-las. Aaargh!
No site deles: “Aconselhamos as pessoas de mobilidade reduzida a viajarem acompanhadas.” No shit!! Claro, elas precisam de alguém que as ajude a localizar os elevadores, quando existam, ou que vá “chamar alguém” para inventar ou lhes indicar uma maneira de saírem dali. Ora, todos os utentes do Metro (ou de qualquer outro transporte público), se pagam o mesmo que toda a gente pelo bilhete, deveriam ter condições para usar os serviços de uma forma independente e fluida. Se eu não posso chegar e sair dos cais de embarque de forma autónoma e rápida, sem ter que esperar e perder tempo a pedir ajuda e a usar infrastruturas “especiais” ou condicionadas, mais vale comprar um carro, porra!! Como está, seria mais justo colocarem nas entradas das estações sinais e dizer “se traz carrinhos ou cadeiras-de-rodas, esqueça, isto não serve para si. Apanhe um táxi, vá a pé ou desista”. Os transportes públicos não podem ser uma não-escolha dos seus utentes, não podem ser o último recurso, porque assim só vão atrair os que não têm dinheiro para comprar e manter um carro, ou andar de táxi. Os transportes públicos têm que atrair utentes porque são melhores alternativas do que ir de carro, ou a pé ou de bicicleta (e não devido à falta de condições dignas para estes modos!).
*sigh*
Aquilo começou às 18h e já era de noite quando íamos para lá (chegámos uns 15 ou 20 minutos atrasados). Passámos pela ciclovia do Campo Grande para fugir aos carros, mas a ciclovia não tem iluminação absolutamente nenhuma, e está toda cheia de caruma e folhas, além de rachas e outros danos no piso.
Há iluminação nas vias do lado esquerdo e do lado direito, destinadas aos carros (e às bicicletas cujos condutores não temam pela vida a circular num local multi-faixas e onde as latas andam a velocidades MUITO acima dos 50 km/h legais…), que têm luz própria para dar e vender, mas a ciclovia pode ficar às escuras para ser insegura pela infrastrutura e pelo ambiente propício a assaltos… Mas alguém percebe este povo?
Para lá, íamos a descer a Av. Fontes Pereira de Melo e estava fila, hora de ponta. Houve uma gaja que tinha um problema qualquer com bicicletas e então “ultrapassava-nos” para se tentar meter à nossa frente. Atenção, estava tudo parado, muitos carros, semáforos uns atrás dos outros. Qual era a necessidade? Tipo, parece que se pica de estarmos à frente dela, e não pode ser. Ela não nos apitou, simplesmente teve uma atitude imbecil, o que ainda não é crime, infelizmente.
A primeira vez que me fez aquilo, passou-me rente (mesmo que a baixa velocidade), para parar 50 cm à minha frente, dei-lhe uma Airzoundzada logo.
Adoro, o pessoal nunca está à espera de uma buzinadela de um ciclista, muito menos de uma tipo camião vinda de uma mini-bicicleta como a Mobiky. lolol Ao menos sempre me vou divertindo com estas pequenas desgraças inconsequentes do trânsito.
Bom, ela continuou a fazer aquilo a seguir, mas já não passou perto…
No dia seguinte, 6ª-feira, voltei a Lx, e meti-me em novas aventuras.
Logo blogo sobre as minhas peripécias, quando der. ![]()
Olha que fixe, um serviço onde podemos desenhar a nossa própria mobília, tê-la feita numa fábrica e recebê-la depois em casa. Ou vendê-la. Stress free.
Com a extinção das lojas e oficinas artesanais, de rua, esta é uma boa opção. Qualquer dia também deve haver um de roupa, por exemplo, se é que não há já.

















Latest comments