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Construção Sustentável

Há dias fui ouvir mais umas pessoas, desta vez sobre Construção Sustentável“, o tema da “Conferência Anual BCSD Portugal. Adoro coisas grátis. :-) E ainda deram aos inscritos um CD com as apresentações (que estão também disponíveis online!), e pude trazer uma série de panfletos, newsletters, revistas. Freebies! :-P Não cheguei a usufruir do coffee-break, though, não tinha fome.

Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável

Foi interessante, aprendi umas coisa e tal. :-) E aproveitei e comprei o livro “Construção Sustentável - soluções eficientes hoje são a nossa riqueza amanhã”, da Lívia Tirone, que conheço, entre outras coisas, das conferências da Lisboa E-nova. Um bocado caro, 23 €, mas como é um tema que me interessa muito, aproveitei a viagem e comprei-o. Não tinha ainda ouvido falar dele, se bem que havia sido lançado apenas uns 20 dias antes. ;-)

Esta é outra das áreas em que gostaria de trabalhar um dia, de alguma forma. Devíamos poder ter direito a múltiplas vidas, como nos jogos de computador, para podermos ter oportunidade de fazer várias coisas na vida, e da vida. :-P

Outro livro sobre o tema, desta vez do Prof. Manuel Duarte Pinheiro, “Ambiente e Construção Sustentável” encontra-se disponível para oferta no Centro de Documentação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e para download no site do IA (a.k.a APA). Cool! :-D

O futuro da construção

Edifícios dinâmicos e auto-suficientes energeticamente. :-)

[Via]

A importância da comunicação

Boa solução, um semáforo para peões, animado e com informação sobre o tempo que falta para mudar:

[Visto n'O Carmo e a Trindade]

Bola-cadeira

Ando a testar.

Gymnastic's ball

Não é mau, embora não saiba ainda dizer se é melhor ou pior para a postura, a coluna, os músculos, etc. :-P Gosto de fingir que trabalho no Google. ;-)

Cybercars no Hospital Rovisco Pais?

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Nunca gostei da ideia de estar dentro de um veículo que eu não estou a controlar, mas reconheço que estas ideias até são interessantes do ponto de vista da mobilidade urbana. Vi esta notícia numa revista qualquer há umas semanas atrás, e agora aqui, aqui e aqui, mas não sei se a demonstração convenceu a administração do Hospital a adoptar este sistema. Detesto a mania dos media de não fazerem o follow up daquilo que anunciam…

Exemplos da EPUL

No outro dia fui ao III Workshop - Veículos mais amigos do ambiente - Lisboa E-Nova. E estava lá uma exposição de maquetes de urbanizações da EPUL. Duas abordagens diferentes:

Não
Não!

Sim
Sim!

As razões parecem-me óbvias… ;-)

Estava lá ainda uma enorme maquete da cidade de Lisboa:

Maquete de Lisboa

:-)

WCs públicos para cães, na rua

Vi isto nas Caldas da Rainha:

Dog toiletWC caninoWC canino nas Caldas da Rainha

Interessante. Pelo menos concentra os maus cheiros num só local e ninguém corre o risco de pisar dejectos…

Geradores eólicos

Na última vez que fui a casa da minha avó, já estavam os 3 geradores instalados, embora apenas um em funcionamento.

3 geradores eólicos

Não resisti e fui lá acima vê-los de perto. :-P

Os geradores eólicos vistos de perto

A escala daquelas coisas é gigantesca!!

Base de um gerador eólicoGerador eólico visto de baixo

Estranhamente, mesmo por baixo daquilo não se ouvia barulho algum das hélices a girar, apenas um zumbido do motor. Mas lá em baixo, onde fica a casa da minha avó e a dos meus tios (um pouco mais para trás), ouve-se um “zuuummmm” mais forte e que parece estar associado ao girar das hélices…

Vista lá do alto

O ruído não é dramático, mas em algumas situações/circunstâncias pode ser um bocado incomodativo. Esperemos que os 3 a funcionar não seja muito pior…

Quando lá fui ao monte espreitar ainda andei às voltas à procura de outra coisa, a escola antiga da minha mãe e dos meus tios. Não a encontrei mas vi imensas casinhas lá no alto, incluindo esta, que ou era mesmo nova ou restaurada:

Casa no topo do cerro

Atrás tinha outra, em ruínas. Está à venda. Parei lá e fui bisbilhotar. Não imaginam o silêncio daquele lugar. Um silêncio ABSOLUTO. Mesmo com os geradores a pouca distância. Só muito raramente passava algum carro. De resto,… era o silêncio. Não me lembro da última vez que senti tanta paz. :-) Nada a ver com o Algarve que a maior parte das pessoas conhece… (e que eu detesto!).

Walk21

We were made to walk and for 99% of human existence, that’s how we moved, by walking. Walking is healthy for the heart, the mind and the soul.
– David Suzuki

Em Toronto, irá decorrer entre 1 e 4 de Outubro um congresso sobre como tornar as cidades mais “caminháveis”: “Walk21 - Putting pedestrians first”. Design urbano, campanhas, Pedibuses, segurança,… Como eu adoraria ir a isto… :-P

Festival do Táxi - Colóquio Científico e Técnico
(foto tirada durante o Festival do Táxi, de um slide sobre o conceito de Pedibus)

O projecto da quinta vertical

Ainda no tópico da agricultura urbana, outro site sobre um projecto de quinta ou fazenda vertical. Tem um texto em português do Brasil.

Vantagens da agricultura vertical:

1. produção durante o ano inteiro.

2. eliminação da contaminação do solo por fertilizantes, pesticidas, fungicidas.

3. redução significativa do uso de combustíveis fósseis (máquinas de fazenda e transporte das colheitas).

4. utilização de propriedades abandonadas ou sem uso.

5. independência de condições climáticas capazes de sabotar o plantio ou a colheita.

6. possibilidade de sustentabilidade aos centros urbanos.

7. tratamento de esgoto (incluindo águas provenientes de banhos, lavadoras de prato e roupas, etc) em água potável.

8. melhor aproveitamento energético com a geração de metano.

9. geração de emprego urbano.

10. redução no risco de infecções causadas por organismos e ou transmitidas por vetores que vivem na interface agrícola.

11. restauração das funções e serviços do ecossistema nas terras cultiváveis da zona rural.

12. melhor controle entomológico através do gerenciamento adequado do lixo.

Agricultura urbana

Na onda dos telhados verdes e da Ecopolis, tenho passado os olhos por alguns projectos - uns implementados outros apenas conceitos - de quintas urbanas. Uns em barcos, outros em arranha-céus, outros subterrâneos (site original aqui).

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É interessante ver surgir estas novas ideias. A galopante “urbanização” do mundo vai exigir formas inovadoras de tratar estas questões básicas, como a alimentação da população e a mobilidade de pessoas e mercadorias.

A propósito, a SIC passou há tempos uma reportagem sobre hortas urbanas em Lisboa! :-)

Telhados verdes

Já devem ter percebido que, além da mobilidade sustentável (entre outros tópicos), a construção sustentável é outra das minhas grandes paixões. Quem sabe, se não fossem duas professoras do Ensino Básico que, no último momento, me convenceram a desistir da ideia de seguir a área de Artes, no final do 9º ano (o que implicaria mudar de escola), possivelmente teria acabado mesmo por seguir arquitectura. Mas na altura estava muito indecisa entre esta perspectiva e a área de ciências. Acabei por ficar em Talaíde, na ESAR, e acabei por seguir depois Química Aplicada / Biotecnologia, na FCT-UNL. Foi um erro. Não sou criativa tipo “artista”, mas penso que o sou tipo “engenheira”. Gosto de criar coisas que sirvam um propósito utilitário, gosto de contribuir para resolver problemas, para melhorar o funcionamento ou o feeling de algo. Não gostava de ser uma arquitecta “típica”. Gostava de ser uma arquitecta-engenheira. :-P Não sei se terei algum dia pachorra para voltar à faculdade e tirar outro curso. Tenho medo de queimar os poucos neurónios e sinapses que conseguiram resistir ao primeiro. :-P Sei que quero ir fazendo formação em várias áreas, mas coisas pontuais, intensivas. Um MBA também acho importante (embora este já seja mais parecido com a faculdade, durante a licenciatura). Mas gosto tanto da ideia de criar espaços que a ideia louca de tentar tirar um curso de arquitectura é algo que volta e meia me ocorre. Enfim, talvez na Universidade da Terceira Idade. :-P

Bom, estou já a começar a divagar. Este post era só para partilhar o link para um site com várias fotos de telhados verdes (”green roofs“). Acho a estética linda e as vantagens ambientais um forte factor pró. Nunca vi nenhum ao vivo, só um em Zurique, de relance, ao passar de comboio. Imaginem Lisboa vista de cima assim:

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QuercusTV

Descobri isto através de um link para um vídeo que passou na SIC sobre carpooling. Que fixe! :-)

Fiquei assim a saber que no dia 1 de Junho foi lançado o Flexis Carpooling, um serviço oferecido pelos Serviços Municipalizados de Transportes Colectivos do Barreiro (SMTCB) e pela Fertagus, em associação. Esta decorre da candidatura que o município do Barreiro e os SMTCB, em parceria com os municípios de Lisboa, Loures, Odivelas e a empresa Inteli, Inteligência em Inovação, apresentaram no âmbito do Sub-projecto Flexis-Services Flexibles pour le Sud de l’Europe, da Operação Quadro Regional (OQR) ‘MARE - Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas Regiões da Europa do Sul’. No site do MARE descobri vários projectos propostos pelos parceiros, nomeadamente um de instalação e operação de uma frota de bicicletas de utilização pública em Lisboa! :-) Parece bom de mais, não é? :-P

Na QuercusTV acabei por descobrir um outro vídeo sobre construção sustentável, onde a protagonista é uma casa “de arquitecto”, aqui entre Porto Salvo e o Bairro Auto-Construção. Já tinha passado por lá algumas vezes de bicicleta, ainda estava em construção, e aquilo parecia um tijolo. :-P Em termos de design não me convence muito, mas sou pela function over form, pelo que se é assim tão mais eficiente que uma casa normal só posso dar os parabéns aos donos e morrer de inveja! ;-)

Paralelamente, acabei por saber também da nova rubrica do jornal da SIC, Terra Alerta. Cool! :-)

Jornadas de Eco-Construção: Casas Saudáveis para o Presente

Ai, gostava tanto de ir assistir a isto! Mas é tão longe… :-(

[Via]

Razão & Emoção para usar a bicicleta na cidade

Bicicletas na FCUL!

Estacionamento de ocasiãoA Mobiky no Metro de Lisboa

Os argumentos racionais : : : A bicicleta é o meio mais eficiente de deslocação, e o ideal para as viagens pendulares urbanas. A maneira mais fácil de nos mantermos em forma sem ter que passar três ou quatro horas por semana fechados dentro de um ginásio. Uma maneira simples, económica, flexível, saudável, não-poluente, agradável, de nos locomovermos no dia-a-dia, permitindo-nos ter maior contacto com os locais por onde circulamos e pelas pessoas com quem nos cruzamos. A ideia de que a bicicleta como meio de transporte é para os pobres e que três horas de BTT ao fim-de-semana é que é sinal de status é uma falácia. Qualidade de vida é poder desfrutá-la!! Duas a quatro horas diárias sentados dentro de um automóvel, stressados, a respirar ar poluído, sujeito ao ruído do tráfego, sem estar a produzir nada nem a relaxar nem a conviver com os amigos e família (e depois ainda irmos fecharmo-nos dentro de um ginásio mais duas horas para compensar a falta de exercício no resto do dia), não é qualidade de vida, mesmo que o façamos dentro de um Ferrari.

Passar a tarde no carro, parado no trânsito

O número excessivo de automóveis, o recurso desnecessário e crescente aos mesmos, o comportamento abusivo por parte dos seus condutores, usurpando o espaço público para passagem, estacionamento e armazenamento dos seus automóveis privados, a impunidade dos crimes cometidos ao volante, tudo contribui para matar a vida nas cidades.

"Início de ciclovia" (?!)

Aumentam os acidentes, o barulho, a poluição, as pessoas evitam andar sem ser de carro, aumenta o stress e a ansiedade, isolam-se do exterior, perde-se o sentido de comunidade, aumentam as doenças respiratórias e imunitárias, as crianças são enclausuradas em casa porque a rua não oferece condições para as suas brincadeiras, aumenta a obesidade infantil e a adulta, aumentam as doenças cardiovasculares, aumenta a solidão, a depressão e os distúrbios do sono.

O automóvel é uma invenção fantástica e precisamos muito dele. Só temos que parar esta febre motorizada e encontrar um equilíbrio sustentável.

Os argumentos emocionais e sensoriais : : : Aquecimento global, poluição, perda de qualidade de vida urbana, sedentarismo, custos económicos. Não precisamos destas razões para escolher andar mais de bicicleta e menos de carro. Podemos optar mais frequentemente pela bicicleta porque simplesmente… sabe bem fazê-lo.

O exercício físico regular (mesmo que ligeiro) mantém o nosso corpo a funcionar bem. Se for feito a pedalar uma bicicleta rentabilizamos o tempo usando-o para nos deslocarmos até onde queremos ir. A actividade física oxigena-nos o cérebro, melhorando a memória e as funções intelectuais, e induz o aumento da secreção de hormonas e químicos naturais (especialmente quando estamos expostos à luz solar) como as endorfinas, que aliviam o stress, a dor, dão-nos energia e boa disposição. Manter uma actividade regular e atingir uma boa forma física aumenta a auto-estima e oferece uma sensação de realização e controlo. O resultado é uma saúde fortalecida, energia, uma sensação de tranquilidade, noites bem dormidas, e dias mais “vividos”.

Andar mais de bicicleta sim, porque, antes de tudo, nos faz sentir muito, muito bem! :-)