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US $33,535.00

O meu namorado é um querido. Oferecia-me isto se pudesse. :-) Se ganhasse o Euromilhões isto devia ser das primeiras coisas em que eu investiria o dinheiro. :-P

Perspectivas díspares do mesmo problema e do mesmo evento

Comparem isto com isto. Alguns remarks breves (os bolds são meus):

Na opinião de Madalena Castro, “a decisão em matérias desta natureza deve depender também do conhecimento directo do terreno, pois só assim as políticas de proximidade, e particularmente a política de transportes, servirão o cidadão”.

Nota-se o conhecimento que os decisores autárquicos têm do “terreno”, uma pessoa percebe logo que eles têm imeeeeeeeensa experiência a circular de transportes públicos, a pé ou de bicicleta por Oeiras…

Recorde-se que o seminário “Melhor Mobilidade, Melhor Oeiras” foi promovido pela Oeinerge – Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras em parceria com a Câmara Municipal e visou sensibilizar autarquias, empresas e público em geral para a importância da gestão da mobilidade a nível local, concretamente através de acções que permitam melhorar a qualidade de vida.

Pffff! Viu-se o esforço de sensibilização na divulgação que o evento teve junto das massas, a afluência estrondosa de “público em geral” e “empresas” e no interesse demonstrado em ouvir o “público em geral” que se dignou assistir àquilo e ainda se deu ao trabalho de (tentar) participar activamente na discussão.

Para além de um enquadramento da temática, com a apresentação pública dos resultados do ‘Estudo de Mobilidade e Acessibilidades de Oeiras’, com a divulgação do ‘Serviço Combus’ e com o lançamento do ‘Consultório de Mobilidade, Energia e Ambiente’, o seminário constituiu-se como um espaço de debate e discussão acerca da temática dos transportes e da mobilidade sustentável.

lol Grande debate, sim senhor. A democracia participativa no seu melhor.

Assinale-se que a apresentação pública de projectos e iniciativas que caracterizam as políticas locais ligadas à mobilidade sustentável em Oeiras tem ocorrido, anualmente, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

Claro, para apresentar trabalho em dia solene, para europeu ver.

Conversas sobre bici cultura & política

Hoje, a partir das 16h, em Lisboa. A manter-se, a chuva deve cancelar os bike smoothies planeados, mas o resto está confirmado. :-(

‘Pedalcars’ cá do burgo

Eheheh! Carros a pedais na Madeira! :-D

Construção Sustentável

Há dias fui ouvir mais umas pessoas, desta vez sobre Construção Sustentável“, o tema da “Conferência Anual BCSD Portugal. Adoro coisas grátis. :-) E ainda deram aos inscritos um CD com as apresentações (que estão também disponíveis online!), e pude trazer uma série de panfletos, newsletters, revistas. Freebies! :-P Não cheguei a usufruir do coffee-break, though, não tinha fome.

Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável

Foi interessante, aprendi umas coisa e tal. :-) E aproveitei e comprei o livro “Construção Sustentável - soluções eficientes hoje são a nossa riqueza amanhã”, da Lívia Tirone, que conheço, entre outras coisas, das conferências da Lisboa E-nova. Um bocado caro, 23 €, mas como é um tema que me interessa muito, aproveitei a viagem e comprei-o. Não tinha ainda ouvido falar dele, se bem que havia sido lançado apenas uns 20 dias antes. ;-)

Esta é outra das áreas em que gostaria de trabalhar um dia, de alguma forma. Devíamos poder ter direito a múltiplas vidas, como nos jogos de computador, para podermos ter oportunidade de fazer várias coisas na vida, e da vida. :-P

Outro livro sobre o tema, desta vez do Prof. Manuel Duarte Pinheiro, “Ambiente e Construção Sustentável” encontra-se disponível para oferta no Centro de Documentação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e para download no site do IA (a.k.a APA). Cool! :-D

Mais uma bicicletada

Foi na 6ª-feira, dia 30, a Massa Crítica de Novembro. Já fomos tarde, mas ainda deu, chegámos mesmo mesmo na hora da partida (às 18h50, praí) e lançámo-nos para a rotunda a ver se os apanhávamos. :-)

Foi um percurso curto e simples: depois de umas voltas na rotunda do Marquês fomos pela Av. Fontes Pereira de Melo até ao Saldanha, demos a volta e regressámos ao Marquês, descendo depois pela Av. da Liberdade até ao Rossio, onde o grupo parou e ficou na conversa um bocado. O percurso foi condicionado para permitir uma MC com música ao vivo! :-D Um músico foi o caminho todo dentro de um carrinho de supermercado a tocar gaita-de-foles! O carrinho não era pilotado, mas sim “controlado” e vagamente dirigido por outros 2 ou 3 ciclistas presos a ele com umas cordas. Desportos radicais, é o que é. Mas correu bem, chegámos todos sãos e salvos ao fim. ;-) A única desvantagem foi que para manter a segurança do músico e dos ciclistas acoplados muitas vezes a coluna de ciclistas ocupou mais que uma faixa, o que noutras condições seria um desnecessário (e ilegal) empatar do trânsito dos restantes utilizadores da estrada.

Massa Crítica de Novembro, em LisboaMassa Crítica de Novembro, em Lisboa

Foram distribuídos panfletos, várias pessoas tinham cartazes com palavras de ordem presos às bicicletas ou às costas. Que eu me apercebesse houve apenas 2 ou 3 situações pontuais de algum conflito com automobilistas. Um dos principais problemas da MC (e não é só cá), e que me desmotiva a participar por vezes é a falta de coesão do grupo que origina comportamentos repreensíveis por parte de alguns ciclistas (não saberem circular, responderem com hostilidade aos motoristas mais impacientes or plain dumb, etc). Eu sou da opinião que a MC deve ser um evento reivindicativo mas sensato, cordial e não hostil para com os não-ciclistas, sob pena de se estar a piorar a imagem dos ciclistas (já de si tão desvalorizada) e a piorar-lhes a vida fora da MC… A Critical Mass tem que ter Critical Manners (sugiro leitura deste post). ;-)

Bom, depois alguns de nós ainda seguiram juntos até à Praça do Município, onde se falou mais um pouco e alguns de nós gritaram umas palavras de ordem para o edifício da Câmara Municipal. :-)

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Foi mais uma oportunidade de ver a falar um bocadinho com o Mário, com o Miguel, com o Marcos, com o Hugo, entre outras pessoas novas. Antes, no caminho enquanto pedalávamos, falei brevemente com um rapaz acerca da minha opção de usar um espelho retrovisor, e com uma rapariga acerca das opções de luzes e de transporte de bagagem (cesto v.s alforges, essencialmente). Também tivemos oportunidade para falar com o Zé, um fellow Mobikyan, e que pela segunda vez consecutiva participava numa Bicicletada na sua Mobiky. :-)

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Talvez numa próxima MC sejamos 3 Mobikyanos. :-P

No final, seguimos de volta até à estação do Cais do Sodré. O Zé acompanhou-nos. :-)

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Depois ele apanhou o Metro e nós o comboio. Quando chegámos, vimos um homem que vinha a pedalar pela estação (o que é proibido, como é óbvio) e só parou junto à máquina dos bilhetes. Tipo drive-in. :-)

Um ciclista a comprar o bilhete de comboio, by bike

Para participarmos na bicicletada de Lx, desta vez fomos de bicicleta até Paço de Arcos (uns 15 min), onde apanhámos o comboio por volta das 18h10 até ao Cais do Sodré. Depois fomos a pedalar até ao Marquês. O trânsito estava caótico, o que aliado ao estacionamento automóvel omnipresente e a má qualidade do piso nas vias, nos levou a optar por levar a bicicleta à mão em alguns troços, circular pela parte pedonalizada da Baixa e seguir pelas ilhas de passeio na Av. da Liberdade.

Aqui há uns meses, saindo de Porto Salvo às horas a que conseguimos sair, não poderíamos ter participado. Ou melhor, poderíamos tê-lo feito mas recorrendo ao carro e prescindindo do comboio - teríamos levado as bicicletas dobráveis no porta-bagagem do carro, deixando-o no Cais do Sodré e a) pedalando na mesma até ao Marquês ou b) apanhando o Metro até lá (porque já estávamos atrasados). Com a grande o Metro não é opção (bicicletas só depois das 20h30). E quando somos 2 o carro já fica mais barato que o comboio (4.80 € para 2 pessoas, ida e volta). Assim, é mesmo óptimo que a CP tenha passado a permitir o transporte (e gratuito!) de bicicletas nos seus comboios urbanos, mesmo que ainda com severas limitações a esse uso multimodal para quem vai trabalhar nas horas “convencionais”… Ganhou clientes!

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Deu alternativas às pessoas, ajudou a tirar carros da estrada. :-) Falta só mais um bocadinho to go all the way

Mais fotos da MC no grupo no Flickr (espero que entretanto mais gente vá adicionando fotos!).

Vídeo da viagem:

A Bicicletada de Novembro em Portugal aconteceu em 5 cidades: Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro e Portimão (~40, 10, 2, 3 e 8 pessoas, respectivamente), num total de cerca de 60 pessoas.

País insustentável, intolerável

Na 5ª-feira passada, 22 de Novembro, fomos a Lisboa, ao lançamento do livro “País (In)sustentável“, da Luísa Schmidt, no Teatro S. Luiz (again!).

Não sabia do livro, foi através de um blog or something que soube disto, praí na véspera, e decidi ir. Leio a coluna da autora no Expresso desde que me lembro, gostei de ver aqueles documentários «Portugal – Um Retrato Ambiental», e tenho-a em boa conta, no geral. Bom, àparte de ela no final do último “Um Dia Por Lisboa” ter dado convites para o lançamento do livro a pessoas com quem nós estávamos a conversar mas não a nós, à nossa frente. Na altura não sabia o que era, agora já sei. Enfim, também não tem importância, foi só um pormenor. :-P

Nunca tinha ido ao lançamento de um livro, e fui mais para saber como era. Posso comprar o livro noutro sítio qualquer. Afinal ali era mais barato uns 5 € e aproveitei o desconto. ;-)

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Não, no final não fui “falar com a autora”, nem pedir um autógrafo. O que iria dizer? “Ah, gosto muito do seu trabalho.” Ou outros clichés do género? Eu não conheço a mulher! E não sei fazer conversa, já sabem. :-P E também não fomos petiscar depois, afinal, não fomos convidados. lol

Foi uma viagem multimodal: carro + bicicleta para lá, bicicleta + Metro + carro para cá.

No Metro

Já tenho bastante experiência de utilização da Mobiky com o Metro e há cenas que me lixam o juízo. Porque é que a política de mobilidade e acessibilidade não é uniforme em TODAS as estações? Numas há elevadores, noutras não…

No elevador do Metro de Lisboa

Numas vêem-se placas para esses mesmos elevadores, noutras andamos feitos parvos a tentar vê-las. Numas há escadas rolantes além das escadas normais.

Nas escadas rolantes do Metro de Lisboa

Noutras só há escadas normais. Noutras há escadas rolantes mas só nalguns troços das escadas normais, ou só nalgumas entradas… F***-se! Uma pessoa tem que saber à partida que estações vai usar para se certificar de que consegue entrar e/ou sair de lá (assumindo que já as conhece). Isto admite-se? Para mim isto apenas me rouba tempo e torna a minha viagem mais cansativa, quando não habia nexexidade. Pego na bicicleta e lá subo ou desço as escadas. Claro que ao fim de 4 ou 5 ou 6 vezes em que tive que a carregar (quando ela está preparada para eu a levar a rolar ao meu lado!) já começo a questionar a minha opção de ter optado ou pela bicicleta ou pelo Metro. Geralmente quem perde é o Metro porque ou vou o caminho todo de bicicleta ou substituo o Metro pelo carro… (Hey Metropolitano de Lisboa, take a damn HINT!!). Mas e se for uma pessoa com um miúdo num carrinho? Ou uma pessoa em cadeira-de-rodas? Ou um idoso ou outra pessoa com mobilidade algo limitada/condicionada? Porque é que estas pessoas não se vêem no Metro em grande quantidade? Hein? Talvez porque o Metro não serve as suas necessidades. Por isso ou ficam em casa (muitos dos deficientes) ou compram um carro e usam-no intensivamente quer queiram quer não, quer gostem quer não, quer o consigam sustentar quer não (famílias com filhos)!! A sério, isto revolta-me. E sinto-me impotente e é uma sensação horrível. E gostava de ter energia e combater o conformismo e lutar, fazer alguma coisa mais útil que postar fotos das asneiras deste país e blogá-las. Aaargh! :-(

No site deles: “Aconselhamos as pessoas de mobilidade reduzida a viajarem acompanhadas.” No shit!! Claro, elas precisam de alguém que as ajude a localizar os elevadores, quando existam, ou que vá “chamar alguém” para inventar ou lhes indicar uma maneira de saírem dali. Ora, todos os utentes do Metro (ou de qualquer outro transporte público), se pagam o mesmo que toda a gente pelo bilhete, deveriam ter condições para usar os serviços de uma forma independente e fluida. Se eu não posso chegar e sair dos cais de embarque de forma autónoma e rápida, sem ter que esperar e perder tempo a pedir ajuda e a usar infrastruturas “especiais” ou condicionadas, mais vale comprar um carro, porra!! Como está, seria mais justo colocarem nas entradas das estações sinais e dizer “se traz carrinhos ou cadeiras-de-rodas, esqueça, isto não serve para si. Apanhe um táxi, vá a pé ou desista”. Os transportes públicos não podem ser uma não-escolha dos seus utentes, não podem ser o último recurso, porque assim só vão atrair os que não têm dinheiro para comprar e manter um carro, ou andar de táxi. Os transportes públicos têm que atrair utentes porque são melhores alternativas do que ir de carro, ou a pé ou de bicicleta (e não devido à falta de condições dignas para estes modos!).

*sigh*

Aquilo começou às 18h e já era de noite quando íamos para lá (chegámos uns 15 ou 20 minutos atrasados). Passámos pela ciclovia do Campo Grande para fugir aos carros, mas a ciclovia não tem iluminação absolutamente nenhuma, e está toda cheia de caruma e folhas, além de rachas e outros danos no piso.

Na ciclovia ÀS ESCURAS do Campo Grande

Há iluminação nas vias do lado esquerdo e do lado direito, destinadas aos carros (e às bicicletas cujos condutores não temam pela vida a circular num local multi-faixas e onde as latas andam a velocidades MUITO acima dos 50 km/h legais…), que têm luz própria para dar e vender, mas a ciclovia pode ficar às escuras para ser insegura pela infrastrutura e pelo ambiente propício a assaltos… Mas alguém percebe este povo?

Para lá, íamos a descer a Av. Fontes Pereira de Melo e estava fila, hora de ponta. Houve uma gaja que tinha um problema qualquer com bicicletas e então “ultrapassava-nos” para se tentar meter à nossa frente. Atenção, estava tudo parado, muitos carros, semáforos uns atrás dos outros. Qual era a necessidade? Tipo, parece que se pica de estarmos à frente dela, e não pode ser. Ela não nos apitou, simplesmente teve uma atitude imbecil, o que ainda não é crime, infelizmente. :-P A primeira vez que me fez aquilo, passou-me rente (mesmo que a baixa velocidade), para parar 50 cm à minha frente, dei-lhe uma Airzoundzada logo. :-P Adoro, o pessoal nunca está à espera de uma buzinadela de um ciclista, muito menos de uma tipo camião vinda de uma mini-bicicleta como a Mobiky. lolol Ao menos sempre me vou divertindo com estas pequenas desgraças inconsequentes do trânsito. :-D Bom, ela continuou a fazer aquilo a seguir, mas já não passou perto… ;-)

No dia seguinte, 6ª-feira, voltei a Lx, e meti-me em novas aventuras. :-P Logo blogo sobre as minhas peripécias, quando der. ;-)

Um dia por Lisboa

No passado dia 12 de Novembro eu e o Bruno fomos ao Teatro S. Luiz, em Lisboa, no Chiado, a propósito do “Um Dia por Lisboa: O Tejo e tudo”. Foi muito interessante.

Um dia por Lisboa: "O Tejo e tudo"

Estivémos lá desde as 18h30 até à meia-noite e meia, o pior foi depois das 22h, em que tivémos que ficar em pé porque já não havia cadeiras livres (desocupámos as nossas pra ir jantar um double cheeseburger no caminho).

Independentemente do que se abordou lá, fiquei com uma sensação muito boa de comunidade. Ali estiveram umas 500 pessoas ao longo daquelas 6 horas, e teve a participação de pessoas em cargos políticos e técnicos elevados. Não teve o feeling das conferências convencionais, parecia mais uma conversa de igual para igual numa praça pública. Não houve muito debate / diálogo com o “povo”, primeiro falaram os técnicos, depois os políticos, e umas amostras do público.

Um dia por Lisboa: "O Tejo e tudo"Um dia por Lisboa: "O Tejo e tudo"

Mas comparado com o resto, foi excelente. Senti que talvez o país esteja a mudar, a mentalidade (de alguns, pelo menos), a relação com a política e com quem a faz. Nota-se um esforço de intervenção, de discussão, de intimação a prestar contas do que se pretende fazer, do que se está a fazer, do que se fez. Foi estranho ver pessoas que vemos nos media assim ao perto, como se fossem pessoas “normais”. :-P

Um dia por Lisboa: "O Tejo e tudo"

Talvez o país não esteja realmente a mudar, talvez tudo continue na mesma, mas naquele dia, naquele local, senti-me bem com Lisboa, com esperança.

Vindos do Cais do Sodré, passámos por uma bicicleta holandesa (literalmente, Gazelle), estacionada encostada a uma parede.

Bicicleta holandesa estacionada em Lisboa, durante a noite

Tinha bom aspecto e perguntámo-nos onde estaria o seu dono. No regresso, já depois da meia-noite, a bicicleta continuava lá.

Bicicleta holandesa estacionada em Lisboa, durante a noite

Sim, eu sei, desculpem lá a mania de pôr bicicletas em tudo, mas não consigo evitar fotografá-las e depois tenho que as mostrar, não é? ;-)

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 23

Já ao fim da manhã fomos a correr até ao jardim do Casino Estoril ver a cena dos acessórios para transformar cadeiras-de-rodas em handcycles, anunciada no programa da CMCascais. Não vimos nada. :-( Perguntámos a um senhor que estava lá com um posto de Bicas e ele disse que não viu nada disso ali. Banhada…

Enfim, ainda fomos a tempo de ter um glimpse do que é a Marginal Ciclável:

Marginal CiclávelMarginal CiclávelMarginal Ciclável

A faixa da direita já estava quase a ser reaberta ao trânsito automóvel, mas mesmo assim ainda vimos várias pessoas a passar de bicicleta, pelo que presumo que a iniciativa tenha tido uma adesão siginificativa. Só acho que 30 km/h de limite para os automóveis é excessiva e desnecessariamente baixo, dado que os ciclistas teriam uma faixa inteira só pra si… Claro que quem foi para ali de carro se arrependeu, pois ficou preso no pára-arranca…

Na zona vimos um Hummer a passar… Tinha esperança que aquelas bestas não chegassem a Portugal. Deviam ser proibidos de circular na cidade (ou tudo o que não fosse o deserto ou zona de guerra…).

Um Hummer na cidade

Acho o Marginal Ciclável uma iniciativa interessante e válida, mas acho que há prioridades, e primeiro há que ter “passeios caminháveis”…

Passeio por onde as pessoas mal conseguem passar...

E pelos vistos aqui o estacionamento para bicicletas (e para motas) é inexistente ou insuficiente…

Bicicletas junto ao Casino EstorilBicicletas junto ao Casino Estoril

Reparem que aquele U invertido não é para estacionar bikes, mas sim para evitar que os carros subam o passeio. :-) Curioso, não?

Bikes junto às esplanadas, no Estoril

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o dos dias 20 e 21

O Festival do Táxi decorreu na Gulbenkian nos dias 20 (todo o dia) e 21 (apenas de manhã).

Festival do Táxi - Colóquio Científico e Técnico

No dia 21 eram também as Jornadas de Ambiente da Quercus sobre Mobilidade Sustentável. Inicialmente eram pra ter sido em Abril ou lá o que era, mas entretanto foram adiadas alguns meses, e cometeram o erro de as passar para a Semana Europeia da Mobilidade… O erro de as fazer em Fátima foi repetido (fui às do ano passado, sobre Construção Sustentável, e também foi lá). Resultado, no meio de tantos eventos sobre mobilidade nesta altura, a afluência de participantes ainda foi mais diminuta que no ano passado. Além disso, suspeito que a maior parte dos inscritos seriam novamente da zona de Lisboa (como eu), e às tantas ter que perder 3h em viagens (isto se formos de carro e pela autoestrada) desmotiva um bocado e o mais certo é sermos levados a participar noutra coisa qualquer a decorrer. Foi o que aconteceu comigo, preferi assistir ao Festival do Táxi. Se fosse em Lx ainda teria ido assistir às conferências da tarde, mas sendo em Fátima essa hipótese não era exequível… :-( Foi pena, mas não possuo o dom da ubiquidade. ;-)

Fui de carro até Sassoeiros, de Mobiky até à estação de comboios de Oeiras, de comboio até ao Cais do Sodré, de Metro até à estação de S. Sebastião, e de Mobiky até à Gulbenkian.

Headed to the Taxi Festival

Guardei a bicicleta no serviço de bengaleiro que eles disponibilizam. 5 estrelas. :-)

Achei muito interessante o colóquio. Na pasta com documentação estava incluída uma listagem dos participantes no evento (incluia os oradores e organizadores), com nome, país, profissão, empresa e e-mail. Achei aquilo um bocado “abusado” porque na minha inscrição, ao colocar a informação, não autorizei ninguém a divulgar essa mesma informação… Mas enfim, até foi interessante ver o conjunto de pessoas presentes. Contei 152 pessoas, sendo que apenas 21 eram de Portugal (13.8 %). Cerca de 7, pelo menos, tinham directamente a ver com o Festival (eram oradores ou organizadores), logo, talvez uns 9 % dos participantes tenham sido portugueses, umas 14 pessoas que foram ali não por irem falar nem por estarem ligadas ao evento, mas porque estavam mesmo interessadas naquilo. Penso que não havia ali ninguém da Carris, da CP, da Transtejo, ou de outro operador de transportes públicos. Não penso que houvesse nenhum taxista nem nenhum dono de uma empresa de táxis (excepto talvez 1 pessoa, cuja área não consegui perceber pelo nome da empresa). A maior parte das pessoas eram de França ou de países próximos (Bélgica, etc). Dada a afluência de portugueses (ou pelo menos, de não-franceses), fazer este Festival cá fez tanto sentido como fazer as Jornadas da Quercus em Fátima… Mas não me queixo, assim tive a oportunidade de ser exposta ao que se faz lá fora, gratuita e facilmente, aqui perto de casa e até com direito a almoço e coffee-brakes gratuitos! ;-)

O evento foi divulgado nos mainstream media e não percebo o porquê do desinteresse por parte de quem trabalha nesta indústria (transportes públicos e privados, mobilidade,…). Conhecimento, experiência e informação aqui à mão de semear, a custo zero, e ninguém aproveita? Ninguém se preocupa em ganhar uma edge na competitividade, na inovação?

Não tenho tempo nem paciência neste momento para fazer um relato como deve de ser do evento, mas falou-se do táxi como serviço e não como veículo. Os táxis podem ser automóveis ligeiros, carrinhas multi-passageiros (táxis colectivos), motas. Podem funcionar em esquema de rua (praças de táxis e mandar para um quando passa por nós algures), ou por reserva ou pedido prévio, por telefone, internet,… Falou-se muito na gestão da mobilidade, nas soluções de mobilidade em zonas de pouca densidade populacional, e para populações envelhecidas e/ou com necessidades especiais de mobilidade.

Cá fora, estavam em exposição dois “táxis do futuro”, que ainda espreitei:

Táxi do futuroTáxi do futuro
Táxi do futuroTáxi do futuro

Vi a apresentação da equipa vencedora do concurso Táxi Stand:

Festival do Táxi - Colóquio Científico e Técnico

E num evento posterior em que participei, no CIUL, pude ver ao vivo o protótipo de alguns dos módulos desta “paragem” de táxis futurista:

Protótipos de alguns dos módulos do Táxi Stand vencedor

Adoro os eventos na Gulbenkian, com aquelas janelas amplas para o jardim exuberante, os edifícios com varandas e telhados verdes, o jardim lindíssimo, cheio, vivo. :-) A maior parte dos “jardins” em Portugal são meia-dúzia de árvores e muita relva… :-(

Festival do Táxi - Colóquio Científico e TécnicoO belíssimo jardim da Gulbenkian

Montes de fotos do Festival disponíveis aqui.

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 18

No dia 18 fui assistir ao seminário da OEINERGE, “MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS”.

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Era na Biblioteca Municipal de Oeiras e por isso fui de bicicleta. :-)

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Era a única. Não sei que opções tomaram as pessoas que participaram no seminário e trabalham na Câmara Municipal (ali perto), arrisco a assumir que usaram o carro, mesmo que tenha sido em carpooling. Alguns “meros” cidadãos” usaram os TP. Estava muito pouca gente no seminário, a maioria era das entidades que organizaram ou apresentaram estudos no seminário. A sociedade civil não apareceu (salvo meia-dúzia de excepções nas quais me incluo).

Na apresentação do estudo de mobilidade para Oeiras da TIS, percebi que o Professor José Manuel Viegas deve ter mudado de ideias quanto à bicicleta, visto abordar o seu uso, vias cicláveis, etc, neste estudo. Ou então acha que Oeiras é diferente de Lisboa e que aqui as pessoas não se vão matar umas às outras e a si próprias ao optar por circular de bicicleta…

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Houve algumas coisas que aprendi ao assistir a este evento, nomeadamente que para mudar uma paragem de autocarros de sítio ou o percurso de uma carreira, tem que se pedir o aval à administração central… (!!!). Mas houve outros pomenores que não foram abordados ou que foram mal explicados e, pela primeira vez, decidi arriscar e colocar perguntas aos oradores. Delineei-as no papel e pus o braço no ar. Ia fazer aquelas perguntas independemente do coração acelerado (isto de ser tímido é do caraças). Mas não me deixaram, “não havia tempo”. Só 3 pessoas fizeram perguntas, e se tivessem gerido melhor o tempo quer dos que perguntaram quer dos oradores que responderam, eu também teria podido falar… :-(

Enfim, foi uma banhada, como esperava. Vejam os exemplos desta foto:

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

O SATUO anda prá frente e pra trás VAZIO, há anos, a gastar energia e a fazer ruído desnecessário junto às casas dos prédios por onde passa.

Os comboios não estão preparados para serem utilizados por utentes com maiores necessidades de espaço (mesmo que pagassem por isso): bicicleta, carrinhos de bebé, cadeiras-de-rodas, equipamento desportivo como pranchas de surf, mal cabem nas carruagens e tornam-se um empecilho. Tem havido progressos por parte da CP, mas a falta de carruagens adequadas e a subsequente limitação de levar bicicletas nos fluxos e horas de ponta, impedem a utilização do conjunto comboio/bicicleta para ir para o emprego…

Os autocarros andam todos sujos, sebosos, e as paragens não têm conforto nenhum (a maior parte não tem sequer abrigo, nem banco).

É assim que querem tirar pessoas dos seus carros e pô-las a usar transportes públicos?…

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 14

Era para ter ido assistir ao colóquio: “Estratégias para a Implementação dos Modos Suaves de Transporte em Lisboa. A Bicicleta e o Peão: Instrumentos de uma Nova Mobilidade”. E tentei ir. Mas não vi com atenção o local e acabei por me perder na Ajuda, junto ao pólo da Universidade Técnica, a pedir direccions a uma prostituta desdentada, e a ficar apeada, de bicicleta (tive um problema num travão) no meio do que parecia ser uma zona de habitação social, e a ter putos ciganos todos andrajosos, com as mãos peganhentas e negras (um tinha a variante vermelha, como se tivesse estado a mexer em gelatina…) a tocarem na bicicleta enquanto perguntavam o que era cada peça em que tocavam (campainha, luzes, etc). E eu já a pensar que me iam fanar o meu meio de transporte e “menina dos meus olhos” e o que mais que apanhassem da minha mala…

Fui de comboio até Belém e depois subi aquela rua toda até lá acima ao jardim Botânico e mais acima… O percurso era assim:

Corrida de obstáculos na Calçada da AjudaCorrida de obstáculos na Calçada da AjudaCorrida de obstáculos na Calçada da Ajuda

Não é ultrajante? Ver idosos a encolherem-se pelo meio dos carros estacionados em cima dos passeios, pelos sinais de trânsito, postes, caixas de electricidade, esplanadas, vasos, publicidade, buracos, passeios não desnivelados,… Uma pessoa pensa mesmo que devia era andar de carro e pronto, que se lixe, que isto não é vida para ninguém… O carro ao menos tem amortecedores e as estradas mais ou menos desimpedidas. Chegando lá acima o piso da estrada e a largura dos passeios melhora, mas os carros estão no caminho à mesma. Engraçado como preferem ocupar o passeio a obstruir uma das duas faixas de rodagem para cada sentido da estrada…

Corrida de obstáculos na Calçada da Ajuda

A experiência deste dia (e de muitos outros dias) só mostra a pertinência das intenções do tal colóquio…

Bom, felizmente o Bruno andava por Lisboa e tinha levado o carro, pelo que enviei um pedido SOS e ele foi-me buscar. :-) Entretanto fui com ele gravar uma maquete para um programa na Rádio Zero do IST. Ele e mais outros convidados. Foi uma experiência gira. :-)

Rádio ZERO, ISTRádio ZERO, IST

Quando a conversa se tornava mais hermética (temas informáticos que eu já não captava) e as pernas exigiam movimento, fui dar uma volta pelo campus.

Vi que tinham 2 locais para estacionamento de bicicletas, um na entrada Norte:

Estacionamento de bicicletas no IST

Engraçado que muitas estavam presas ao gradeamento e não ao suporte (tal como eu faria). Na porta Sul estava outro suporte, mas com menos bicicletas (atenção que isto foi a uma 6ª-feira lá para as 18h-20h…):

Estacionamento de bicicletas no IST

Também havia um estacionamento próprio para motas, bastante concorrido:

Estacionamento para motas no IST

No exterior, em frente à porta a Poente, havia outro, que não dava para as encomendas (muitas motas estavam no passeio):

Estacionamento para motas um bocado esquisito

Uma era uma MP3! :-)

Uma MP3 junto ao IST

Uma coisa que me “impressionou” no campus do Técnico foi a sua dominação pelos carros. Tudo era estacionamento e até “estacionamentalizaram” os passeios. Um campus devia ser uma zona pedonal, as pessoas andam no meio da estrada de qualquer forma.

Instituto Superior Técnico"Estacionamentalização" dos pesseios no IST"Estacionamentalização" dos pesseios no IST

E isto é o Técnico, por isso até há lugares para “viaturas oficiais” (whatever that means):

Por aqui há "viaturas oficiais"...

E até vi um carro topo de gama a passar com um homem lá dentro com pose e pinta de milionário… Ainda bem que fui para a FCT-UNL, lá as pessoas parecem um pouco mais normais. :-P

Também dei um giro pelo edifício principal, achei engraçado os corredores, o ar de escola antiga, os degraus em pedra com sulcos, gastos da quantidade enorme de gente que passou por eles ao longo de décadas. :-)

Instituto Superior TécnicoInstituto Superior Técnico

Há aquele ar imponente das coisas com história.

Ah, e é probido fumar em todo o edifício! :-)

Instituto Superior Técnico

Uma coisa inédita, enquanto fotografava o corredor e o hall, um segurança veio dizer-me que não podia tirar fotografias ali. Eu não me fiquei e, calmamente, fui rebatendo e questionando o que ele dizia. Afinal, não estava a fazer nada de mais e não havia sinal nenhum de proibição de fotografar (como há de fumar, por exemplo). Ele dizia que era do regulamento (que pedi para ver, dado que não estava afixado em lado nenhum visível), e depois que era de ordens superiores e tal. Às tantas desistitu e disse só que se alguém viesse falar comigo que o problema era meu. E eu, “ok!”. :-P

Quando voltei ao estúdio, falei disso com o pessoal. Falámos sobre os direitos de autor, o copyright, os direitos de imagem, etc, histórias mirabolantes, and so on. Perguntei se alguém sabia se havia alguma ONG que lidasse com estes temas porque começam a ser prementes e quero fazer alguma coisa. O fundador da ANSOL (bolas, agora não me lembro do nome dele), disse que esta organização lida um bocado com isso, mas entretanto deu-me uma notícia quente, tinha acabado de ser constituída uma nova ONG para lidar especificamente com estas causas, a LED - Liberdade na Era Digital. Ainda está em desenvolvimento, mas tornar-me-ei sócia logo que seja possível.

Já agora, outra dica interessante dada pela mesma pessoa: a Torre do Tombo e a Biblioteca Nacional têm milhares de obras em domínio público acessíveis online! :-)

Pangea Day

«Here’s a big idea: Pangea Day plans to use the power of film to bring the world a little closer together. We’re divided by borders, race, religion, conflict… but most of all by misunderstanding and mistrust. Pangea Day seeks to overcome that — to help people see themselves in others — through the power of film.

(…)

So ask yourself this. If you had the entire world’s attention for just a few minutes, what story would you tell? Perhaps you think the world looks at you, your country and your culture… and just doesn’t understand. Then do something about it. Make a film and upload it here http://www.youtube.com/group/pangeaday. You never know. It could end up bringing millions of people that bit closer together.

Pangea is the name of the original super-continent which contained all the world’s land mass before the continents started splitting apart 250 million years ago. We’re launching Pangea Day with the vision that the people of the world can begin to overcome their divisions, and that the power of film can help make it possible.

Movies can’t change the world. But the people who watch them can.(…)»

This is so very cool. :-)

Walk21

We were made to walk and for 99% of human existence, that’s how we moved, by walking. Walking is healthy for the heart, the mind and the soul.
– David Suzuki

Em Toronto, irá decorrer entre 1 e 4 de Outubro um congresso sobre como tornar as cidades mais “caminháveis”: “Walk21 - Putting pedestrians first”. Design urbano, campanhas, Pedibuses, segurança,… Como eu adoraria ir a isto… :-P

Festival do Táxi - Colóquio Científico e Técnico
(foto tirada durante o Festival do Táxi, de um slide sobre o conceito de Pedibus)

Seminário ”Radiocomunicações - Novos paradigmas e impacto na saúde”

Seminário ''Radiocomunicações - Novos paradigmas e impacto na saúde''

Ora aqui está um tema muito actual e muito crítico! É em Lisboa, a 28 de Novembro de 2007.