Publicado ontem no DN, crónica dos Jogos Olímpicos, escrita por Rui Hortelão:
Tinham acabado de nadar, pedalar e correr durante quase duas horas. Conquistado medalhas olímpicas, dado entrevistas para o mundo inteiro e até autógrafos. Mas na hora de voltarem ao hotel, Vanessa Fernandes, Emma Snowsill e Emma Moffat continuaram iguais a elas próprias. Montaram-se nas respectivas bicicletas e partiram rampa acima. Sim, a pedalar. É talvez o único aspecto em que o triatlo remete para o passado. Em tudo o resto, a modalidade transpira juventude, inovação, organização e profissionalismo. (…) O resultado da rigorosa organização interna, do contacto profissional com o exterior e da ambição de fazer melhor está à vista: uma medalha de prata e uma atleta com a garra de Vanessa Fernandes. Quando se entusiasma, a vice-campeã olímpica até fala de si no masculino. Ontem, aconteceu várias vezes: “um gajo” isto, “um gajo” aquilo e “quando um gajo”…
Daqui se depreende que o jornalista é um homem atrás do seu tempo: usar a bicicleta como meio de transporte (além de desporto e ganha-pão) é uma cena do passado, e garra é coisa de homem.
Nem sei o que diga, sem comentários…
A propósito do projecto de pedibus do MobQua, apareceu esta notícia no jornal Sol do fim-de-semana passado:

E esta na revista Visão desta semana:

Cool! 
[Pensava que tinha publicado isto, weird... Atrasado, mas aqui fica.]
Não ando com tempo para grandes dissertações, pelo que me limito a partilhar isto, que achei interessante.
Este artigo porque nunca me tinha lembrado disso, de a terra para cultivo de alimentos também ser cobiçada e usada para cultivo de outras coisas, umas mais importantes que outras (ex.: roupa vs. tabaco):

Este porque perpetua a falácia: mesmo que não se usem culturas alimentares, exerce-se uma pressão brutal sobre a terra/agricultores para que se produzam culturas destinadas à produção de combustível automóvel… Logo, os agricultores passam a cultivar aquilo que dá mais dinheiro e abandonam o cultivo de bens alimentares…

Entretanto, a verdadeira solução vai sendo lentamente asfixiada… Literalmente, com tanto carro que para aí anda…

Via Renas:
Falaram com um amigo de longa data, foram todos fazer exames médicos. E ele acabou por doar o esperma. Marta fez “uma inseminação artificial caseira“. Foi “tudo muito clean”, conta a futura mãe a sorrir. Só foi preciso uma seringa e à terceira tentativa conseguiu engravidar. O acto é, para todos os efeitos, ilegal, diz Pamplona Côrte-Real. A lei portuguesa só permite o acesso à Procriação Medicamente Assistida em centros autorizados e a pessoas casadas ou que, sendo de sexo diferente, vivam em união de facto (…).
Errr…
Pénis dentro de vagina com ejaculação no interior = procriação normal, natural, whatever…
Pénis masturbado até à ejaculação para dentro de um frasco + esperma introduzido dentro da vagina com uma *seringa* = procriação *medicamente* assistida.
Riiiigth… I wonder, será “medicamente assistida” por envolver uma seringa ou por envolver outra pessoa além da mãe e do pai biológicos? Mas e se o ajudante nem for médico?
Bom, ficamos então a saber que enfiar seringas com esperma dentro de vaginas, é um acto ilegal. Pelo menos se daí resultar uma criancinha. Vejam lá, não se metam em brincadeiras esquisitas.
E não façam batota. É ilegal. Não pode haver intermediários caseiros entre pilas e vaginas. Ou bem que é tudo convencional, sem truques, ou bem que é num hospital e tal…
Isto terá saído assim do especialista ou da jornalista?…
Nova moda: usar óleo alimentar NOVO para fazer andar o carrinho…

Eu não duvido da existência, impacto e relevância das alterações climáticas em curso, e concordo totalmente com a urgência em introduzir resuisitos de eficiência energética e respeito ambiental em todas as actividades humanas. Mas há que ouvir as vozes discordantes ou aquelas que nos alertam para coisas que correm o risco de nos passar ao lado. Por isso achei interessantes os artigos publicados no Expresso, uma entrevista a um investigador português, João Corte-Real, e outro na Sábado, uma entrevista a Bjorn Lomborg, o director do Centro de Consenso de Copenhaga:




Outro dissidente é o José Delgado Domingos, professor do IST. Deste último ainda não tive tempo de ver as apresentações e ouvir o podcast da apresentação, mas lembro-me de ler algo dele sobre as alterações climáticas numa revista.
Este tipo de notícias e factóides começa a chegar à imprensa portuguesa.


“Not models, real people.” Espero bem que sim! 
Não sei se já vos disse, mas eu adoro a internet. É uma coisa verdadeiramente fantástica!
A distância passa a ser quase irrelevante, podemos contactar rapida e facilmente com pessoas em qualquer canto do mundo, espreitar o mundo delas e deixá-las espreitar o nosso, tudo sem ter que sair da cadeira. Não digo que seja melhor do que viajar e estar com as pessoas e nos lugares ao vivo, porque não é, mas é um excelente sucedâneo.
Bom, isto para introduzir a notícia de que esta banana foi featured num artigo da revista online CityCycling, edição de Novembro: «pedal power from portugal - citycycling talks to Ana Pereira, Portuguese “bikepreneur” and “cenas a pedal” co-founder».

Muito fixe!
O Anthony, editor da revista (e com quem ‘partilhei’ a página na coluna “I love riding in the city“, da Urban Velo de Setembro!), convidou-me a responder a uma série de perguntas e deu-me liberdade para redigir o texto de resposta. O resultado foram 5 páginas com a minha história com as bicicletas. Foi engraçado lembrar-me de tudo aquilo e passá-lo para o papel (em inglês, claro está). A primeira página do artigo é esta, depois é só clicar em “next”.
Também curto bué escrever, já vos tinha dito? 
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