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Relatos de um dia em bicicleta

A caminho de LisboaNo passado dia 12 de Maio fui fazer umas coisas a Lisboa. E fui de bicicleta, conjugando-a com o comboio da linha de Cascais entre Paço de Arcos e o Cais do Sodré. Só possível a partir das 10h, claro.

Almocei na Baixa com um amigo, após uma reunião de trabalho, depois segui para o Rossio, queria ir comprar umas cenas old school na Brás & Brás. Só que cheguei lá e deparei-me com um problema: obviamente que não havia bike racks, mas a questão é que não havia uma única peça de mobiliário urbano naquela ruela pedonal onde eu pudesse prender a bicicleta por uns minutos… Resultado, a loja perdeu uma cliente.

Uma loja de desporto, vende bicicletas, mas não há estacionamento para quem lá vá de bicicleta...Voltei para baixo, decidi dar um pulo à FNAC no Chiado. Cheguei lá pela rua de baixo, na entrada da SportZone. Por acaso já não me lembro se nesse dia também havia lá alguma, mas é comum verem-se uma ou duas bicicletas estacionadas como dá naquela zona. Como não queria deixar a bicicleta presa a um sinal de trânsito e a empatar as pessoas no passeio, tentei ver a minha sorte no parque de estacionamento subterrâneo ali ao lado. Já antes tinha feito isso, com aceitável sucesso, dadas as condições, no Picoas Plaza, uns dois meses antes.

Num parque de estacionamento subterrâneo do ChiadoOs dois funcionários primeiro hesitaram, depois acordaram em eu deixar algures, mas tirando um ticket, mas depois lá me deram uma borla, também porque como o sistema marcava “lotado” a máquina não emitia mais tickets. Também havia um bocado de “good cop and bad cop”, mas os senhores foram bastante prestáveis, e resolveram o meu problema o melhor possível, dadas as circunstâncias (as regras não lhes permitiam fazer aquilo, supostamente, e não havia nenhuma área que estivesse preparada de algum modo para receber e prender bicicletas, à borlix ou a pagar). Lá deixei a bina presa a um rail, atrás de uns carros. Coloquei-a do lado de fora e não do lado de dentro, como o funcionário me indicou, porque tive receio que alguém a tirar ou a pôr o carro me batesse na bicicleta, quer inadvertidamente quer apenas por maldade. Pus os cadeados todos, tirei os meus pertences, desmontei o ciclo-computador e a luz da frente, e lá fui eu à minha vida. :-) Tive que andar carregada com o portátil e umas papeladas, mas felizmente era o Mac do Bruno e não o meu “tijolo”, ou precisaria de uma mala com rodinhas. :-P

A minha bike estacionada no Parque de Estacionamento subterrâneo do Picoas PlazaPraí uma hora e tal depois voltei, a minha bicicleta ainda lá estava, sã e salva. Arrumei as minhas coisas, agradeci aos senhores na recepção, e bazei (ou será basei? :-P ). Subi, seguindo para o CIUL, no Picoas Plaza, onde estive entretetida com trabalho. A solução para o estacionamento da bicicleta foi o mesmo da última vez, pedir encarecidamente ao segurança na recepção do parque de estacionamento subterrâneo. Voltou a funcionar muito bem. :-)

Bicicletas no Picoas Plaza, excepcionalmente, no dia 12/05/2008, das 18h às 20hEnquanto lá estava vi as preparações para a segunda reportagem da SIC sobre o projecto “100 dias de bicicleta em Lisboa”, do Paulo Guerra Santos. Confesso que conjuguei os meus afazeres em Lx para aquele dia porque sabia da reportagem, nomeadamente, estava a contar aproveitar-me dos estacionamentos para bicicletas que o Paulo tinha anunciado que iriam ser disponibilizados naquele dia. Pensei, “perfeito, assim posso ir trabalhar para o CIUL e deixar a bike debaixo de vista estacionada na praça central daquele edifício”. O que eu não sabia era que a excepção que a administração do Picoas Plaza abriu naquele dia não significava que haveria os tais estacionamentos todo o dia, eram mesmo só “para a fotografia” durante a reportagem para receber os ciclistas apoiantes do projecto, pelo que só apareceram pouco antes da hora marcada para a dita reportagem.

Quando lá cheguei, subi com a bicicleta a rampa para a praça e olhei em volta. Como não vi bike racks nenhumas perguntei à florista que lá estava. Ela também não sabia de nada, estava a dar-lhe uma novidade. Eu expliquei aquilo que sabia, que normalmente a administração proíbe a entrada com bicicletas mas naquele dia abriam uma excepção por causa de uma reportagem, e que iam instalar uns suportes e tal. Ela disse que “sim, sim, os seguranças não deixam ninguém levar para ali bicicletas [eheheh, mas eu já levei umas quantas vezes a minha Mobiky sem problemas, vivam as dobráveis! :-) ], muitas vezes, chegam ali grupos de ciclistas vindos de algum passeio, ao fim-de-semana, e os seguranças vêm logo a correr a dizer-lhes que não podem entrar”. Vejam só a [falta de] visão estratégica comercial destes tipos… tsc tsc… Enfim, saloismos por vencer. Posto este cenário decepcionante, lá fui recambiada para o parque “dos carros”.

Curiosamente, no interior do centro comercial, onde depois lanchei, tinha junto à zona a caminho dos WCs duas imagens publicitárias onde a bicicleta fazia parte do cenário, e numa óptica positiva:

Making cycling look cool Avó ciclista

A segunda é num contexto desportivo, mas a primeira retrata uma situação de utilização da bicicleta como meio de transporte, como quem vai encontrar-se com uns amigos para tomar uma bebida numa esplanada ao sol… ;-)

O people todoQuando me fui embora do CIUL, o pessoal do Paulo ainda lá estava no átrio do Picoas Plaza. Passei por lá ao descer para tirar umas fotos e tal, e dizer um olá ao Paulo, o único rosto que reconheci. Tirei umas fotos aos suportes, infelizmente uns wheel-benders, e troquei umas palavras com o Paulo.

Isto é o chamado "wheel bender"Infelizmente, e como pude concluir ao longo dos seus posts e comentários no seu blog durante os 100 dias do projecto, bem como em conversas e nos media, discordamos em vários e fulcrais pontos. A cena dos suportes para bicicletas, que despoletou alguma polémica no seu blog, o advogar ciclovias e circulação de bicicletas no passeio como uma solução a instituir, a hierarquia de prioridades para tornar “lisboa mais ciclável”, a mentalidade do coitadinho do ciclista que já vai com sorte se tiver uns wheel-benderzitos e um espacinho de faixa ciclável na berma da estrada, etc, etc. Two wheel bender rack typesPosto isto (my view on this issues and therefore, our disagreement), não sei se neste caso da promoção do uso da bicicleta e da imagem e direitos dos ciclistas se aplique aquela máxima do «There is no such thing as bad publicity (…).», espero que sim, embora tema as consequências desta bola de neve de fashionablization da bicicleta e das ciclovias que se vem colando simultaneamente à psicose colectiva em curso com a segurança (ou sensação de segurança…), e onde isto vai dar em termos de direitos dos ciclistas. É que noutros países os ciclistas podem escolher por onde andam, se as “vias para ciclistas” que os engenheiros municipais se lembram de fazer forem uma merda ou down right dangerous, nós podemos fazer como sempre e usar a estrada se não estivermos a falar de uma 2ª Circular or something. Cá não, se houver uma ciclovia (algo que, pelo que sei, carece de regulamentação a nível de parametrização/padronização em termos de implementação técnica), nós somos obrigados a usá-la, assim dita o nosso Código da Estrada. Não é uma “pista reservada a velocípedes”, é uma pista OBRIGATÓRIA para ciclistas.

Epá, que o pessoal queira começar pelo fim, ok, que gastem dinheiro que não têm para coisas infinitamente mais importantes, ok, agora não me venham é pisar os calos, e com isso refiro-me a obrigarem-me a andar na rua com uma armadura em material reflector e a obrigarem-me a usar as ciclovias que eles salpicam aqui e ali, sem interligação umas com as outras e com os locais onde quero ir, e sem nenhum tipo de coerência na construção e implementação de concelho para concelho… já para não falar quando são perigosas, sujas, obstruídas ou simplesmente populadas por peões.

Bom, já me estou a dispersar do meu post a la “querido diário”. :-P Posts mais sérios terão que ficar para outro dia, que já esgotei o meu tempo de descompressão bloguística de hoje. ;-) De regresso a casa

Após as fotos e o olá voltei ao parque subterrâneo, onde encontrei a minha bicicleta como a deixei. Agradeci mais uma vez ao funcionário na recepção e fui-me embora, a pedalar até ao Cais do Sodré, onde depois apanhei o comboio de novo (só possível a partir das 20h), até Paço de Arcos, terminando depois o meu dia com mais uns 15 minutos a pedalar até casa. :-) Assim, no lusco-fusco, com uma brisa fresca e já fora da hora-de-ponta. Bliss.

Feeling connected

Ontem e no dia anterior pedalei à chuva. I mean real rain. Heavy, downpouring rain. Durante o pior abriguei-me mas a bicicleta permaneceu à chuva. Ficou toda suja e os FreeLoaders encharcados (aquilo é feito para o clima da Califórnia, dude). A zwei também - é “impermeável” mas não ao nível de a podermos deixar dentro de água. :-P

Eu tinha apenas o meu casaco reflector impermeável e um boné. It worked fine, really. :-) E no segundo dia, curti mesmo bué pedalar à chuva, sentir as gotas de água no rosto, ultrapassar o receio e aquela cena de “ai que vou-me sujar/molhar/whatever”. A sério, fiquei surpreendida and hooked. É mesmo verdade, there’s no bad weather for cycling, only bad equipment. ;-) Só não arrisco num caso de chuva + vento fortes. Aí é desagradável e muito mais complicado. De resto, só tenho que preparar a bicicleta e o vestuário e calçado. E curtir bué depois! Eheheh! ;-)

Desde 6ª-feira que têm sido uns dias mesmo fixes. :-) Sabem, quando as coisas correm bem, tudo se encaixa e encadeia fluidamente. Passar um bocado com novos amigos, aprender coisas novas, aprender a pensar nas coisas de outra forma, sair, conversar, andar de bicicleta, partilhar as coisas de que gostamos com outros,…

Sim, continuo overworked, mas se tudo correr razoavelmente bem, daqui a umas semanas tiro uns dias off. ;-)

Conversas sobre bici cultura & política

Hoje, a partir das 16h, em Lisboa. A manter-se, a chuva deve cancelar os bike smoothies planeados, mas o resto está confirmado. :-(

Mais felizes a pedalar

Este tipo de notícias e factóides começa a chegar à imprensa portuguesa. :-)

"Mais feliz a pedalar"

O mundo está a mudar

Aspectos práticos do uso quotidiano da bicicleta: as calças

O que fazer para que as calças não se sujem na corrente ou na bottom bracket onde os pedais “giram”, ou não se prendam em alguma parte da bicicleta?

Duas opções simples:

O estilo à dread (total ou parcial), prender as calças dentro das meias:

Como prender as calças para pedalar - II

O estilo mais clássico, usar clips:

Como prender as calças para pedalar - I

Há quem opte por esta última alternativa com simples molas da roupa (demasiado para mim) ou com tiras reflectoras (aumenta a segurança por aumentar a visibilidade do ciclista).

A desvantagem da primeira alternativa é que não funciona (bem, pelo menos) com todas as combinações de calças/meias/sapatos, e pode amarrotar a roupa, mas é a mais simples. A desvantagem da segunda é que temos que andar com os clips ou tiras sempre connosco ou na bicicleta, ou então lembramo-nos de as levar quando saímos.

Bicycling photographer

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Já não me lembro onde ouvi (ou li) falar do Russ Roca pela primeira vez, já foi há uns tempos atrás. Penso que tinha a ver com o facto de ele usar uma Xtracycle (e, quando necessário, mais um reboque) como veículo de trabalho (ele leva uma vida carfree, tal como a namorada, ou pelo menos, carlight), mas não sei onde vi aquilo. Anyway, Só há dias descobri que ele tinha um blog, além do site profissinal, e do espaço no Flickr.

À medida que ia navegando pelos posts, pensei “que vida fixe”. :-) Andar de bicicleta para todo o lado, conhecer pessoas, locais e temas diferentes todos os dias, ser pago para tirar fotografias, poder registar no tempo imagens de famílias, casais, pais & bebés…, e depois ainda fazer coisas giras com as imagens. :-) Gostava de levar uma vida assim. Independente, flexível, criativa, conected.

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Também me deu vontade de fazer uma sessão fotográfica profissional do tipo da que ele faz a famílias, casais, retratos, etc. A minha família não é de tirar fotos junta e cenas assim, somos um bocado desligados como grupo. Gostava de conseguir contrariar isso… Mais não seja na nova. ;-)

Alguém sabe de um eco-friendly bicycling photographer cá pelas nossas bandas? ;-)

Viagem inaugural

O vídeo da viagem inaugural da Xtracycle do Bruno está lame porque a minha máquina não é para grandes vôos, e porque não consigo ficar quieta e estabilizada com ela. :-P Mas pronto, dá pra ter uma ideia de como é pedalar em Lisboa. ;-) Chamo particular atenção para a zona do Terreiro do Paço, onde por momentos pensámos que tinha havido uma revolução, havia árvores no “meio” da estrada. :-) Afinal, era tudo adereços. :-P E depois a parte na Baixa, quase sem carros. Que maravilha!! Tentei filmar o piso, porque acho que as más condições das estradas são a principal razão que pode desincentivar as pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte (tal como as medíocres infrastruturas pedonais levam os peões a arranjar um carro logo que possam…), mas a qualidade da imagem depois de uploadar (é um verbo novo) o vídeo não dá para perceber muito bem.

De bicicleta na publicidade

Bicicleta na publicidade

“Not models, real people.” Espero bem que sim! ;-)

Sacos reutilizáveis

O petróleo também é gasto nos plásticos. Montes de cenas do dia-a-dia são de plástico. Incluindo os sacos dos supermercados. Alguns locais já vendem os sacos, e/ou incentivam a sua reutilização, mas não é suficiente.

Campanha de redução dos sacos de plástico do Pingo DoceCampanha de redução dos sacos de plástico do Pingo Doce

Os sacos nunca podem ser oferecidos gratuitamente, e não devem custar uma ninharia. Os sacos de plástico são usados uma vez (ou poucas mais, mesmo que os reutilizemos nem que seja para pôr o lixo) e levam anos a degradar-se na natureza. Com consequências ambientais. As pessoas têm que se habituar a trazer consigo um ou dois sacos reutilizáveis para as ocasiões. E o mercado tem que oferecer soluções para tal, práticas e eficientes.

Até há pouco tempo usava uns sacos de pano para ir às compras (tinha-os no carro, ou nos alforges na bicicleta):

Trouxe menos 2 sacos de plástico para casa :-)

A desvantagem daqueles sacos é que eram difíceis de manipular para arrumar as compras. Sabem aquele stress de estar numa fila de supermercado a arrumar as coisas nos sacos e ter gente à espera?

Bom, há tempos fui à Intercasa, na FIL, e no stand da “A Janela da Minha Casa”, cheio de tralha, embora engraçada na maior parte das vezes, e encontrei uns sacos reutilizáveis, em poliéster, da Reisenthel. Trouxe 1 pequeno, um mini maxi shopper (20 L / 10 kg), e um grande, para usar com os carrinhos de supermercado, um easy shopping bag (40 L / 15 kg). Ambos em poliéster, laváveis. O primeiro vem numa bolsinha que podemos depois prender ao próprio saco durante o uso, e o grande tem uma bolsa para os nossos pertences, no interior. Também vem numa bolsa, mas tem uma footprint muito maior, nomeadamente por causa das peças de suporte em plástico.

Sacos reutilizáveisSaco reutilizável

Saco de compras reutilizávelSaco de compras reutilizável

Bom, o saco grande é mesmo para usar com o carro, experimentei com a bicicleta e não dá jeito porque encho-o e depois não o consigo enfiar nos alforges. Realmente, é muito prático para usar com o carrinho de compras, evitam-se muitos sacos de plástico e não demoro eternidades a arrumar as compras, consigo até ser mais rápida, é só mandar para lá as cenas. :-)

Gostei mesmo muito dos saquitos pequenos também, por isso decidi comprar mais. Aproveitei uma ida à zona e fui à loja nas Caldas da Rainha.

Loja "A janela da minha casa", nas Caldas da Rainha

Devo dizer que a loja estava tão atravancada de coisas e coisinhas quanto o stand. E o facto de venderem alguns artigos destes não significa que o façam por consciência ambiental, por saberem que estão a contribuir por dar alternativas práticas e bonitas aos sacos de plástico e afins, ou não tivessem insistido em dar-me um saco de papel da loja “para fazer publicidade”, mesmo tendo eu dito que não era preciso porque tinha ali o primeiro saco, igual aos que acabara de comprar, e que tinha vindo ali de propósito para comprar aqueles sacos!! Publicidade? Ninguém ia ver a merda do saco, pá, foi comigo para o carro e só saiu em Lisboa, para casa, e para o caixote-dos-sacos-para-reutilizar-mas-que-a-maioria-não-são- reutilizados-porque-não-surge-oportunidade. Pointless! Desperdício do dinheiro deles, e de matéria prima e energia. E ficaram mal vistos aos meus olhos. Que a factura só veio reforçar: 6 itens iguais e eles dão-me uma factura/recibo em 2 páginas A4 densamente ocupadas por imagens a cores, como se fosse um panfleto publicitário. Eu já escolhi a loja deles! Já lhes comprei produtos! E a melhor publicidade são os produtos deles que acabei de comprar e mandar embrulhar para oferecer!!! Que tónis, meu… Enfim…

Comprei 6 8 sacos mini maxi shopper, a 6 4.5 € cada um [EDIT: estive a lembrar-me disto e apercebi-me que se enganaram, só me cobraram 6 sacos, mas eu comprei e trouxe 8!!]. 1 para mim, 2 para o Bruno e 3 5 para oferecer no Natal a umas pessoas (há que evangelizar o people nestas questões de cidadania ambiental). São muito fixes, cabem bem na minha mala, e depois é só sacá-los quando preciso. Não tenho que pensar com antecedência se preciso de os levar ou não, estão sempre comigo. :-) E são a medida exacta para os alforges da minha bicicleta. Se os encher aos dois, sei que consigo levar tudo, e é só chegar à bicicleta, abrir os alforges e meter para lá os sacos, um de cada lado. Perfeito! :-D

Uma das alternativas equivalentes, nos EUA são os BAGGU.

Rádio universitária

Que giro, ainda está a passar (às 19h35) na Radio Zero (emissão online) o programa que o Bruno foi gravar, com o Gil Brandão, no passado domingo, no Técnico. :-) A primeira maquete, gravada com mais people, não chegou a ser emitida, por razões técnicas.

Fomos de bike até Oeiras Paço d’Arcos, depois de comboio, depois novamente a pedalar até à Alameda. Para casa viémos sempre a pedalar. :-) Já blogo mais. ;-)

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Estacionámos à porta. :-P

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O Bruno e o Gil passaram “horas” a falar:

IMGP8728.JPGNo ar!

Eu passei o tempo a ler os jornais de sábado. :-)

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Já de noite, voltámos à estrada.

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I’m a ‘city cycling’ banana!

Não sei se já vos disse, mas eu adoro a internet. É uma coisa verdadeiramente fantástica! :-) A distância passa a ser quase irrelevante, podemos contactar rapida e facilmente com pessoas em qualquer canto do mundo, espreitar o mundo delas e deixá-las espreitar o nosso, tudo sem ter que sair da cadeira. Não digo que seja melhor do que viajar e estar com as pessoas e nos lugares ao vivo, porque não é, mas é um excelente sucedâneo.

Bom, isto para introduzir a notícia de que esta banana foi featured num artigo da revista online CityCycling, edição de Novembro: «pedal power from portugal - citycycling talks to Ana Pereira, Portuguese “bikepreneur” and “cenas a pedal” co-founder».

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Muito fixe! :-)

O Anthony, editor da revista (e com quem ‘partilhei’ a página na coluna “I love riding in the city“, da Urban Velo de Setembro!), convidou-me a responder a uma série de perguntas e deu-me liberdade para redigir o texto de resposta. O resultado foram 5 páginas com a minha história com as bicicletas. Foi engraçado lembrar-me de tudo aquilo e passá-lo para o papel (em inglês, claro está). A primeira página do artigo é esta, depois é só clicar em “next”. :-)

Também curto bué escrever, já vos tinha dito? :-P

O início

A minha primeira bicicleta também era amarela:

Me trying out my first and brand new bike!

:-) Eu tinha praí uns 5 anos, e a minha irmã uns 2. Estava a dar uma volta inaugural na minha rua, e a miúda queria empurrar. :-P Aqui ainda tinha as rodinhas, mas detestava aquilo e fui logo pedir para as tirarem. Depois disso caí logo na primeira curva (do prédio, recta, a 90º) mas depois never more. Olhando hoje para o quintal onde comecei a andar vejo que aquilo era minúsculo, mas na altura parecia-me ser muito espaço para andar. E não cresci muito, tenho 1.55 m. :-P

Shopping ride

Primeiro, preparo-me a mim e à bicicleta (nestas andanças levo a B’twin, a Mobiky é para outro tipo de necessidades):

Preparing to leave

Desta vez, por acaso, levei capacete, mas é raro. Os acessórios indispensáveis são os clips para prender as calças, as luvas (estas são de Verão), e os óculos (como estava quase de noite, levei as lentes “brancas”). O capacete à noite e com tempo fresco ou até frio não me incomoda, pode até poupar a mioleira do vento frio, mas durante o dia, no Verão, detesto usá-lo.

Os acessórios indispensáveis

Depois de me certificar que tenho tudo (sacos de compras, cadeados, mala, luzes e os tais acessórios, saio de casa…

Leaving the house

e faço-me à estrada.

Riding away

São poucos quilómetros até ao supermercado, talvez uns 4 km, e para lá vai-se bastante bem, quase sempre a descer. Para cá é pior, mais tempo em subidas, e com a bicicleta carregada. ;-)

Chegada ao Polisuper, prendo a bicicleta ao poste do sinal de trânsito mais próximo da porta:

Chegada ao local, resta prender a bicicleta ao único sítio possível

Faço as minhas comprinhas e volto para a bicicleta:

Colocar as compras nos alforges

Desta vez estreei um saco de compras reutilizável, “heavy duty“, que comprei na Intercasa (more on this on another post), mas tenho que afinar a estratégia para o usar com a bike. Adiante. Após um anormalmente longo e complicado (devido à inovação com o tal saco) período de organização e arrumação das compras nos dois alforges (estava a ver que não cabia tudo, mas isto já é costume, “esqueço-me” que o porta-bagagens é mais limitado que no carro), lá consegui pôr tudo lá dentro. Ficaram cheios até não dar mais, e pesados, claro.

PolisuperAll set and ready to rideAll set and ready to ride - fully packed

E faço-me à estrada de novo, a caminho de casa, que a minha mãe estava à espera dos bifes para fazer para o jantar. ;-)

Somewhere along the trip back home

Cheguei a casa sã e salva, in one piece, bem como a mercadoria toda.

Back home, safe and soundBack home, safe and sound

Só há relativamente pouco tempo corrigi a enorme falha que era andar sem luzes. Só tinha a luz vermelha atrás que veio com a bicicleta, e os reflectores dos pedais e das rodas. Depois comprei uma luz de sinalização que pus à frente e uso a piscar, e uma lâmpada para iluminar o caminho. Entretanto mudei os pneus para uns mais “urbanos” que têm um rebordo lateral reflector. Os alforges também têm cenas reflectoras. Já estou melhor. :-)

Depois destas pedaladas é importante fazer um alongamento.

Os alongmentos pós-pedaladas

Agora, a análise da viagem, em termos de transporte de carga:

Compras do dia, brought home by bike

Fui buscar uma balança para ver o peso da mercadoria que transportei desta vez:

Compras do dia, brought home by bikeCompras do dia, brought home by bike

Ora bem, são cerca de 11 kg (e falta a carne que a minha mãe levou logo):

11 kg de compras, by bike

Deu para trazer isto tudo (mais a tal carne):

Compras do dia, brought home by bike

Nada mau, embora por vezes desse jeito um pouquinho mais de capacidade de carga (me aguardem, estou a tratar disso, eheheh!).

E pronto, volto a pôr o veículo na “garagem” (a.k.a. hall de entrada):

Nada como levar "o carro" para o hall, mesmo dentro de casa...

Em termos de upgrades, recentemente comprei um computador de bicicleta todo xpto, porque queria um que me mostrasse a cadência de pedalagem. :-P Sou geek, eu sei. O outro, mais simples, passei-o para a Mobiky. Sinceramente gosto mais deste do que o outro mais sofisticado, era mais intuitivo e simples. Enfim, não se pode ter tudo. Comprei ainda um outro kickstand, porque o que escolhi inicialmente na altura em que comprei a bicicleta não se aguenta com ela carregada. Agora tenho 2, que é por causa das tosses. Outra cena útil foi um espelho retrovisor, que dá imenso jeito (este já é o segundo, o primeiro partiu-se numa vez em que o meu irmão levou a bicicleta a um sítio qualquer e passou demasiado perto de uma pessoa…). Outra coisa foram umas pastilhas de travão. A ideia era comprar umas que me poupassem disto:

Borracha dos travões na roupa (2)Borracha dos travões na roupa (1)

Ficar com a roupa e os sapatos assim cada vez que pegava na bicicleta e ia a algum lado era chato, especialmente se vamos ter com alguém ou coisa do género. E então comprei umas pastilhas mais caras e aparentemente xpto com 3 zonas diferentes com cores diferentes e blá blá blá.

Pastilhas de travões xpto

Resultado: não voltei a ter o problema das calças salpicadas de pintas pretas, mas passei a ter um aviso sonoro integrado de cada vez que usava o travão da frente (aquele que mudei), tal chiadeira é algo que me lembra a minha dolescência e a minha BMX Turbo. :-D É a tal coisa, não se pode ter tudo, não há coisas perfeitas para todas as situações… :-P

Ah, no que toca às soluções de transporte de carga, já passei por 3 estádios:

1 - Os sacos de plástico cheios de compras, pendurados de ambos os lados do guiador. Not very safe, mas foi assim que usei a bike para ir à mercearia e afins durante muitos anos enquanto criança e adolescente. I didn’t know better at the time.

2 - A grelha de bagagem com um cesto de metal em cima. É prático de usar, tira-se o cesto e usa-se em vez dos da loja, e depois é só encaixar de novo na bicicleta. Mas tem uma desvantagem grande, os sacos e as coisas dentro deles podem saltar se não prender tudo muito bem, e tornam a bicicleta extremamente instável, pois deslocam o centro de gravidade muito para cima.

Bicicleta estacionada frente ao PolisuperTrying to take a picture of myself, while riding

3 - A grelha de bagagem com os alforges. Dá muito jeito para levar tudo e qualquer coisa, fecham-se e não se vê para o interior. Mantêm o centro de gravidade mais baixo, o que oferece mais estabilidade e manouvreability do que a opção do cesto em cima. É este o sistema que uso actualmente, mas ainda não é perfeito (is anything perfect, anyway?). Às vezes sinto a bicicleta a oscilar um bocado. Primeiro não percebia de onde vinha aquilo. A minha sensação é que tinha uma roda empenada, prestes a saltar, sei lá. Depois pensei melhor e acho que o problema é do design da grelha de bagagem + alforges:

Sistema grelha de bagagem + alforges da Decathlon

Acho que a grelha forma um triângulo de lado que fecha muito cedo, em cima. Deste modo, os alforges estão apoiados apenas sobre um tubo, presos com um fecho velcro, e acabam por oscilar ao longo da direcção da bicicleta, para trás e para a frente (enquanto que no caso do cesto a tendência de oscilação, da força, era transversal à bicicleta, para a direita e para a esquerda).

Enfim, live and learn (or try stuff out and learn). ;-)

Isto não me parece uma boa ideia…

Uma solução pouco recomendável