Archive for the 'produtos' Category

Peões gigantes virtuais

Com as ruas tão saturadas de sinalização rodoviária e outra, e a atenção dos condutores a não conseguir captar e processar toda a info, associada à crescente desresponsabilização dos mesmos condutores, colocando o ónus da segurança e da responsabilidade nos mais fracos (peões), talvez isto não seja nada má ideia…

[Via]

Outra cena interessante são estes espelhos em Amsterdão.

Capacete para ciclistas, com espelho retrovisor integrado

O Bruno teve a grande gentileza de me enviar um destes capacetes da Reevu (já não se produzem), all the way from Denmark, para eu experimentar, depois de ver algumas fotos do meu set up. :-) Obrigada, Bruno! ;-)

Qual a particularidade deste capacete? Bom, tem um espelho retrovisor integrado:

Frontal rear view mirror Internal rear view mirror
Ver todas as fotos aqui.

Outra comparação visual aqui.

Eu gostei da experiência, acho que é um produto fenomenal. Nada a ver com usar um espelho montado no guiador ou no capacete, que têm uma abrangência muito menor, estão muito mais sujeitos a desafinações pois basta um toquezinho para deixarmos de ver a imagem que queremos e que por (demasiadas) vezes se tornam quase inúteis devido à trepidação transmitida através da bicicleta (directamente no montado no guiador, ou indirectamente no montado no capacete - este também é mais afectado pelo vento forte, penso eu). O Reevu é como ter um espelho retrovisor interior tipo o dos automóveis. Mas tem algumas características que põem um pouco em cheque esta enorme vantagem:

1) É um capacete muito grande, notando-se isso particularmente visto de lado:

Side view

2) Enquando ando de bicicleta, tenho que inclinar a cabeça demasiado para a frente para poder ver a imagem reflectida na área que pretendo.

3) Para ver a estrada e o tráfego propriamente dito tenho que rodar a cabeça ligeiramente para a direita, para que consiga centrar a imagem reflectida na zona da estrada e não tanto na berma. Isto é tão mais acentuado quanto mais à direita se circule.

Infelizmente, a Reevu deixou de produzir capacetes para ciclistas com esta tecnologia, limitando-a aos capacetes para motociclistas.


[Fonte: Gizmag]

O Bruno indicou o preço inicial destes capacetes como um motivo provável para o conceito não ter vingado (aqui há uns anos ninguém dava 60 € por um capacete para andar de bicicleta…). Apesar dos 3 pontos menos “ideais”, não considero que sejam determinantes, será mais uma questão de hábito para se tornar second nature lidar com eles.

Acho isto mesmo excelente para ciclistas que circulem na estrada, isto é, bike commuters e roadies. Muito mais eficiente que os outros sistemas.

Não uso muito o capacete (não me refiro ao Reevu, mas aos meus, no geral). Acho-o útil essencialmente para 3 coisas: proteger um pouco do frio, prender os cabelos compridos para não andar a levar com eles nos olhos e assim em dias de vento, e para servir de suporte ao espelho retrovisor. Por motivos de protecção (segurança passiva), vario, às vezes uso, outras vezes não. Não tenho confiança de que me proteja de choques graves (contra veículos, solo ou objectos) e temo que o efeito de compensação do risco e de resposta à percepção/interpretação das minhas competências como ciclista por parte dos outros utentes das vias crie efectivamente maior risco de acidentes à partida. O capacete poderá talvez poupar-me de alguma road rash na cabeça, no couro cabeludo, mas nem me protege o rosto… Isto ainda é um tema em estudo para mim, mas actualmente a minha opinião sobre o assunto segue estas linhas gerais.

Nos últimos tempos tenho andado sem espelho, no guiador já não posso usar aquele que tinha (e que entretanto se quebrara) porque lhe montei (i.e., o Bruno montou) uns “corninhos” de lado. :-P Como também não tenho usado capacete não posso usar aquele acoplado a ele. Não gosto de andar assim. Não gosto de ouvir o tráfego atrás e não poder ir monitorizando o que se passa atrás de mim. Tenho que olhar para trás muito mais frequentemente, e isso é sempre um risco acrescido de quedas ou acidentes (que foi, por coincidência, o que despoletou o desenvolvimento do Reevu). Ainda não decidi qual a solução definitiva. Sei que há alguns ciclistas mais puristas que desprezam um bocado os espelhos. Obviamente que nenhum espelho deve substituir o olhar para trás antes de qualquer manobra, mas a monitorização do tráfego parece-me importante, tal como o é dentro de um carro (onde eu também olho para trás e para a esquerda antes de qualquer manobra que o requeira, por causa do ângulo morto).

Bom, dispersei-me, mas finalizo com a minha avaliação final do Reevu: muito fixe! ;-) Era bom que continuassem o desenvolvimento deste produto… :-/

Vigília por um país decente

Esta cena da CRIL é o exemplo acabado da razão pela qual este país é uma merda. Os ricos são uns fdp que destroem tudo e depois vão viver para a Quinta do Lago ou outro local verdejante, calmo e bonito.

Dá vontade de emigrar para Marte or something.

Façamos todos de conta que é pela Selecção e participemos em massa na vigília amanhã às 19h30 em Belém. Boa? Eu ainda estarei working a essa hora. :-(

[Via]

/away (as in abroad and offline)

Vou espairecer durante uns dias no meio de cenas a pedal especiais, esquisitas, lindas, geralmente as 3 coisas ao mesmo tempo. :-P Espero que desta vez não haja problemas com os vôos nem nos percam as malas. Mas alguma coisa se vai aprendendo com a experiência e com os erros, não é mesmo? ;-)

Se gostarmos muito muito mesmo, não é considerado trabalho, pois não? :-P (Eheheh, na verdade eu digo que vou em trabalho para dar um ar profissional, na verdade vou mesmo é para curtir bué! lol)

Multifunctional urban furniture

Clever. :-)

A história das coisas

Tenho isto aberto numa das minhas 500 mil tabs há meses. Acho que foi um link indicado pelo Mário, mas não me recordo. The Story of Stuff:

From its extraction through sale, use and disposal, all the stuff in our lives affects communities at home and abroad, yet most of this is hidden from view. The Story of Stuff is a 20-minute, fast-paced, fact-filled look at the underside of our production and consumption patterns. The Story of Stuff exposes the connections between a huge number of environmental and social issues, and calls us together to create a more sustainable and just world. It’ll teach you something, it’ll make you laugh, and it just may change the way you look at all the stuff in your life forever.

Uns teasers muito elucidativos do que está aqui em questão:

O vídeo foi realizado pelo pessoal da FreeRangeStudios responsáveis por outras cenas fixes como a Meatrix, the Mouth Revolution, as Grocery Wars, e outras).

Deve haver aqui algum engano

Os cuidados da pele feminina, segundo a Avene:

Alguém avise a minha pele, sff

Ora, tenho 27 anos e uso produtos para a faixa dos 12 aos 20. Daqui a pouco já devia estar a mudar para a gama dos 30 e ainda nem passei para a dos 20!! Alguém avise a minha pele que o acne já passou de validade, sff. Acne e rugas é que não dá, man! Não posso usar dois tipos de cremes em simultâneo. Ou bem que trato do acne ou bem que trato das rugas. Se fizer um mix a pele ainda apodrece e cai, ou seca e quebra, ou… :-P

Talvez a minha pele reflicta a minha idade mental, lol!

Já cá está

O despertador que a Carolina me sugeriu. Muito obrigada, Carolina, é mesmo o que eu precisava! :-)

SlabangSlabang

Usei-o pela primeira vez de domingo para 2ª, e nessa noite faltou a luz. Mas eu acordei a horas na mesma graças ao meu novo despertador a pilhas, eheheh! Agora o telemóvel fica longe, não entra no quarto. ;-)

Reborns

Se as bonecas são sinistras, que pensar de bebés falsos

Infelizmente os vídeos já foram retirados do YouTube, devia ter blogado logo, assim ainda viam. :-P

Acho estas cenas fascinantes. Desconcertantes…

Um agrafador sem agrafos

O Bruno encontrou uma cena destas online aqui há uns tempos, um agrafador sem agrafos. Recentemente pedi-lhe para me comprar um, pela net. Chegou esta semana. Infelizmente, o “normal” não vendiam para Portugal, por isso ele comprou um similar mas para crianças. :-P

Agrafador sem agrafosAgrafador sem agrafos

Funciona da mesma forma, mas tem um bónus, as folhas ficam carimbadas com umas estrelinhas.

Agrafador sem agrafosAgrafador sem agrafos

Muito profissional. :-P Dá para agrafar até 4 folhas, o que não é mau, já me permite abdicar dos agrafos de metal convencionais numa série de situações.

Agrafador sem agrafos

As vantagens deste produto são duas:

1) poupança de recursos e de dinheiro - não usa agrafos,

2) poupa trabalho porque já não tenho que andar a tirar os agrafos do papel antes de o pôr para reciclar, e também não tenho que me preocupar com o refilling.

Muito fixe! :-)

Em busca de um despertador off grid

Costumo acordar com a aparelhagem com o rádio a tocar. Não tem snooze, mas controlo a hora de início e de fim, a estação, e o volume de som. Como extra, ponho 5 alarmes no telemóvel, que posso escolher o som, o volume, e tem snooze. Mas tem um problema tenho que o deixar ligado durante a noite, e mesmo assim às vezes tem uns bugs e não toca. Preciso de comprar outro, mas a ideia era não ter nenhum telemóvel no quarto à noite.

O que eu quero é muito simples. Preciso de um despertador a pilhas, para que não me falhe quando falta a luz. Tem que poder usar pilhas recarregáveis, obviamente. Tem que ter um alarme de buzzer e ter a função de snooze. Isto é o fundamental. Idealmente, teria 2 alarmes independentes, com vários sons diferentes à escolha, e com volume de som ajustável. Se tivesse função de despertador com rádio como opção, seria excelente. E por fim, não deveria custar mais de 25 ou 30 €, dependendo das specs que enunciei.

Procurei e procurei, examinei exaustivamente a oferta na Box do Jumbo, no Media Markt (não tem nada!) e na Worten do Colombo. Nesta última devo lá ter estado quase uma hora. No fim apareceu um funcionário a saber se eu precisava de ajuda. Também lá andou a abrir caixas e ver instruções, mas a conclusão foi a mesma. Não há nada como aquilo que eu procuro. Mais clientes perguntam pelo mesmo.

E eu pergunto: como é isto possível? Inventam modelos todos xpto, que projectam as horas na parede, e mais não sei o quê, mas se uma pessoa precisar de um despertador que não nos falhe num dia em que temos MESMO que acordar a horas, não há. Não percebo esta gente, juro.

Alguém sabe se ainda se vendem daqueles relógios despertadores à moda antiga, de corda?… Preciso de arranjar um. Esta cena do digital é uma treta.

Mini-cabide para mesas

Isto foi realmente das melhores engenhocas que eu já comprei:

Um gadget em uso

Não imaginam o jeitão que dá. Geralmente nunca há sítio onde colocar as malas nos restaurantes, bares, etc. Assim consigo ter a mala junto a mim, sem se sujar ou pisar no chão, e sempre à mão. :-) E os empregados acham muita graça quando me vêem a montar o estaminé. :-P

Recomendo vivamente. :-)

Mulheres das obras

Também as há, e devem ter equipamento próprio desenhado para elas, sem ter que se sujeitar aos produtos feitos para os homens (dominantes no ramo). Pois aqui está: TomBoy Trades, uma linha de equipamento (botas, cintos de ferramentas, óculos de protecção, T-shirts e capacetes) para mulheres. :-) É uma excelente ideia de negócio! A ideia partiu da fundadora que, depois de deixar o emprego na IBM, se inscreveu num curso de formação nas áreas da construção civil, planeando criar a sua própria empresa no ramo. Foi quando se deparou com a falta de equipamento para mulheres que teve esta ideia de negócio “paralela”. :-)

Mas há mais, uma linha de ferramentas especialmente desenhadas para mulheres (não só para construção civil, mas para o bricolage caseiro, porque não?), da Barbara K. Mais ferramentas (e formação) da Tomboy Tools. E finalmente, um empresa de construção civil “com um toque feminino”, “A Woman’s Touch“, para quem não curte contratar serviços em que os trabalhadores dizem palavrões como se fossem pontuação, cospem para o chão, bebem álcool em serviço e deixam as garrafas por todo o lado, etc, etc.

Muito fixe, não é? :-)

Cuter Scooter

Eléctrica, leve, dobrável, e com preço acessível. E até pode ser levada a rolar ao lado, dobrada, como a Mobiky. ;-) Cool! :-)

scooter-2-enlarged.jpg

Incapazes de amar

Este homem de 45 anos, “simplesmente não consegue amar mulheres verdadeiras“. Em vez disso, compra bonecas realistas (sex dolls) que acumula em casa, um harém de silicone, nas quais já gastou mais de 172.000 USD (algo como 117.000 €). É a elas que recorre para “amor, afecto e sexo“. “Uma rapariga humana pode ser-te infiel ou trair-te às vezes, mas estas bonecas nunca fazem essas coisas. Elas pertencem-me a 100 %.” What a fucked up guy… E parece que esta incapacidade de relacionamento humano, de estabelecer uma relação afectiva/amorosa/sexual com outro ser humano, afecta cada vez mais homens no Japão…

Haverá algo mais triste que a incapacidade de amar (e ser amado)?…

Lembram-se do filme “Boneca Mecânica”, com a Melanie Griffith (Cherry 2000)? Eu gosto bué deste género de filmes que exploram a fronteira homem-máquina (Terminator, Bicentennial Man, I Robot, Artificial Inteligence, etc), o tema fascina-me. Claro que a Cherry realmente parecia uma mulher verdadeira, era um robot hiper-realista. Estas são apenas bonecas imóveis.

Espero que um dia estas bonecas-robot sejam mesmo muito realistas e hiper-baratas, talvez o tráfico, violação e escravização, abuso e violência dos homens (e algumas mulheres!) sobre as mulheres (reais) acabe, se as bonecas servirem a procura de sexo e violência por parte de homens perturbados e/ou sem escrúpulos. Vi há umas semanas na televisão um filme sobre esta questão e fiquei horrorizada. Uma coisa é ler sobre isso e ver uma coisa aqui e outra ali, outra é espreitar a vida de alguém concreto enredado nesse pesadelo do tráfico e exploração sexual de mulheres… Não compreendo como pode haver gente tão cruel…