Archive for the 'produtos' Category

Vende-se bicicleta B’twin 7 de 2005

Lembram-se deste anúncio? Pois, bem, entretanto vendi o kit FreeRadical, pelo que voltei a ter uma bicicleta “normal”, e é esta que continua agora à venda, incluindo o antigo porta-bagagens + alforge duplo + cesto, tudo do sistema modular da Decathlon:

Regresso ao passado

Back to the past

O equipamento, a nível de upgrades, e os acessórios, são os mesmo que listei no anúncio anterior, excepto toda a parte do kit FreeRadical, claro. O conjunto novo rondaria os 425 €. Vendo tudo por 300 €, negociáveis. É uma bicicleta confortável, e equipada com o básico e alguns extras (salvo o apoio de descanso!), é o ideal para alguém que pretenda uma bicicleta para usar no dia a dia, e/ou como meio de transporte.

Questões? Interesse? Contactem-me: anabananasplit @ gmail . com.

Bicicleta longtail procura novo(a) dono(a)

Eu quero trocar de bicicleta “do dia-a-dia”, por razões que se prendem com uma mudança de casa, mudança de concelho de residência, e consequente plano de procurar ter um estilo de vida o mais “car light” possível. Como tal, em nome da optimização do mui escasso espaço disponível na minha nova morada T0 sem garagem, e do investimento numa bicicleta dobrável para facilitar as muitas deslocações multimodais intra- e inter-urbanas previstas, pretendo vender a minha Xtracycle. Até dói dizer isto, mas é o melhor dadas as circunstâncias. Claro que mal tenha hipótese comprarei outra, continuo a sonhar com uma Big Dummy. :-P Mas por agora acartar diariamente e fazer caber 2 Xtracycles num mini-apartamento seria complicado a escorregar para o inviável, por mais que eu sinta que a Xtracycle é “a bicicleta da minha vida”. ;-)

Posto isto, aqui ficam os detalhes da minha X, com indicação dos preços das principais peças novas, para referência:

Back and top

Mais fotos aqui.

Quadro: B’twin 7 tamanho M (roda 26″) de 2005 (299 €). Esta foi a bicicleta “dadora” onde mais tarde (Janeiro 2008) instalei o kit FreeRadical (449 €), transformando-a numa Xtracycle ou “longtail“.

Pouco depois mudei os pneus para uns mais adequados a estrada (e com reflectores laterais embutidos).

A transmissão foi mudada também, para lidar melhor com as subidas (afinal, é uma “cargo bike”), tem uma pedaleira Alivio. Os manípulos das mudanças também foram alvo de um upgrade, de punhos rotativos para tipo gatilho (“trigger shifters“), para maior conforto e eficiência – no início custei a habituar-me, mas agora não voltava aos rotativos nem por nada.

Os pedais também são diferentes dos originais, e são em alumínio, e têm suportes para melhor “encaixar” o pé ao pedalar.

Mais tarde também mudei o guiador (e punhos) e o avanço (ambos da Humpert, em inox), para um estilo de condução mais direito/vertical, e uma posição das mãos mais ergonómica.

O selim também sofreu um upgrade, para um Royal Respiro Athletic (women), que melhorou imenso o meu conforto na bicicleta.

E depois há os acessórios básicos, essenciais: uma buzina AirZound, um espelho retrovisor Cyclestar e boas luzes atrás e à frente, e ainda um ciclocomputador (dá jeito para controlar as horas, a velocidade, e as distâncias). Tudo isto foi um upgrade. Embora mantenha a campainha simples original (para os peões, a buzina é para os motoristas).

É uma bicicleta muito confortável (de notar que tem suspensão atrás e à frente) e muito prática para as voltas do dia-a-dia, especialmente para quem tem regularmente que transportar coisas pesadas ou volumosas, ou para quem goste simplesmente de não ter que planear as suas actividades e as suas compras com muito detalhe ou antecedência. Se a oportunidade surge, há espaço na bicicleta. :-)

Tem tido uso regular, mas não intensivo, e tem sido bem estimada e bem mantida.

O valor dela, equipada como descrito (incluindo acessórios) e ilustrado nas fotos, “nova” está estimado em cerca de 1000 €. Vendo-a por 650 €, negociáveis. É possível vê-la e experimentá-la, é só combinar um encontro aqui em Porto Salvo. Contacto: anabananasplit @ gmail . com. O Bruno tem a dele também à venda, pelo que se houver quem queira as duas, faz-se um desconto! :-)

Airbag para cavaleiros

Primeiro os capacetes, depois a roupa reflectora, em breve um airbag para ciclistas? Já há ideias para um para cavaleiros

[Via já não sei quem...]

Cegos a conduzir automóveis

Apesar de perceber como isso pode ser positivo para a autonomia e realização pessoal dos visados, não consigo achar isto boa ideia. Se com dois olhos funcionais já se fazem tantas asneiras…

Surfar numa Xtracycle

No outro dia a Ava divertiu-se a fazer surf em bicicleta, no final de uma aula de condução. Ciclosurf? Bikesurf? Velosurf? :-P

Bom, surf a dançar e a cantar. :-)

Uma Xtracycle é uma ferramenta realmente polivalente. ;-)

Programa para o serão de hoje

Integrado na Conferência internacional “Roteiro Local para as Alterações Climáticas: Mobilizar, Planear e Agir, em Almada, há hoje à noite sessão de cinema: Cineclima – Mostra de filmes sobre Alterações Climáticas.

Outra opção:

Esta quinta-feira, das 19h às 20h30, no Centro Social do Gaia, antes do Jantar Popular, terá lugar mais um debate “C-days”:

consumir v. tr. 1 fazer desaparecer pelo uso ou pelo gasto…

Comprar, trocar, impingir, oferecer, usar, reutilizar, arranjar, desperdiçar, esbanjar, roubar, vestir, guardar,…
Não faltam verbos transitivos para descrever a nossa relação com os objectos. Desde a primeira ponta de lança em pedra até aos ipods e iphones, também não faltam pessoas que os considerem imprescindíveis. As fronteiras entre objectos essenciais, objectos úteis, objectos de decoração, objectos de recordação e objectos de estimação são nebulosas. Os nossos objectos parecem adquirir os traços das nossas personalidades tais como os nossos animais domésticos. Nesta projecção que anima os objectos aos nossos olhos, muitos de nós encontramos a nossa auto-estima, a nossa segurança e até a nossa definição. Afinal, quem somos sem coisas? E o que são coisas sem nós?

Convidamo-vos, não para petiscar algumas facetas do consumo, mas para produzir as vossas próprias respostas num debate sem publicidade, sem obsolência programada (a não ser as horas do jantar :-) ), sem ideias descartáveis, sem embalagens e sem divisão de trabalho.

Quatro convidados ajudarão a responder a quatro das perguntas sugeridas em dez minutos. Se vos apetecer, escolham também uma e exijam quatro minutos! Ou então venham só escutar, comentar, perguntar.. Tudo menos consumir ;-)

Apareçam!

O verdadeiro “transporte individual”

Precisamos de um TopGear para as cenas a pedal. :-)

Vejam um programa sobre o “carro de produção mais pequeno do mundo”:

[Via Fritz]

Em Portugal isto deve ser considerado um ciclomotor. Engraçado, contudo, parece o “missing link” da evolução agora inversa entre os velomobiles/velocars e os automóveis.

Curioso seria testar o comportamento e reacções dos outros utentes das estradas face a um veículo destes vs. um similar não motorizado…

Airbags exteriores

Espero que isto não comece a ser comum, tipo, de série. Em termos do efeito da compensação do risco, isto pode ser muito mauzinho para os peões e ciclistas…

Bike stuff

[Ainda estou doente. Já me passou a cena da febre, arrepios, dores de cabeça, etc, mas continuo com uma tosse do catano! :-( Era fixe que conseguisse dar conta dela durante o dia de hoje, a ver se amanhã já conseguia sair de casa... Precisava de tentar arranjar alguma roupita nos saldos. Estou aqui fechada desde 3ª-feira à noite. Por um lado sabe bem, porque dizem que lá fora está frio comó caraças! :-P Mas é chato ficar sempre no mesmo sítio. E não poder andar de bicicleta.]

Estou a precisar de arranjar mais equipamento para conseguir andar ao frio e à chuva com conforto e sem demasiadas hassles. Preciso principalmente de umas boas luvas, quentes e impermeáveis (digo-vos, andar à chuva e sentir as mãos ensopadas e geladas é mesmo muito mauzinho). Também quero comprar um gorro daqueles que tapam as orelhas, e a testa, para conjugar com cachecóis, balaclavas e semi-balaclavas, conforme a situação. Mas aproveito e faço o ponto da situação.

No Inverno passado o meu equipamento era este:

Cold night cycling gear - a bit more detail

[a foto tem notas, se a virem na página no Flickr]

Óculos

Os que aparecem nesta foto foram os meus primeiros óculos “para andar de bicicleta”. Eram fixes porque tapavam bem os olhos (não entrava facilmente vento frio, pó, etc), mas andar sempre a mudar entre as 3 lentes (noite, chuva e sol) era chato, e tinha que andar com o estojo atrás com as outras lentes. Mas entretanto partiram-se (com tanto clip on, clip off das várias lentes, provavelmente). This is how I looked with them on.

Comprei depois uns iguais aos do Bruno, que teriam a vantagem de ter umas lentes cuja coloração se ajustava automaticamente às condições de luminosidade, dispensado aquela treta de andar a mudar de lentes para andar à noite ou de dia. Não são maus, mas comparando a capacidade de “isolar” os olhos do vento ficam a perder relativamente aos primeiros.

Depois o Bruno lá encomendou outros não sei onde, uns tipo “de laboratório”. Bom, estes são mesmo transparentes, para usar à noite, não servem de óculos de sol, pelo que os outros ainda estão a uso. Estes são mesmo muito fixes, protegem muito bem os olhos. E como não têm aquela borracha nos apoios, dá para os pôr e tirar só com uma mão, com os outros não dá, a borracha prende na pele, no cabelo…

Estes dois em uso actualmente, em imagens:

imgp6736.jpgimgp6737.jpgimgp6740.jpgimgp6738.jpg

Os óculos são, para mim, acessórios quase indispensáveis, para conforto e segurança. Conforto por causa do sol, do vento, do pó, do frio, segurança por causa dissso tudo também. É do caraças quando vamos a abrir e nos entra um bicho qualquer ou outra porcaria para os olhos, podemos atrapalhar-nos e espetarmo-nos. Os óculos são tão mais importantes quanto maior a velocidade a que vamos e quanto maior a complexidade do meio em que navegamos.

Balaclava

Esta balaclava é de seda, e fez parte de um conjunto de cenas que o Bruno me ofereceu há tempos. A única experiência prévia parecida era com uma semi-balaclava num material mais grosso (também na foto), e por isso mais quente mas também menos respirável, o que levava a que se verificasse muita condensação por causa da respiração, tornava-se desagradável, os óculos embaciavam mais facilmente, etc. Esta semi-balaclava até é do Bruno, mas agora tem estado comigo, emprestadada, parece. :-P Mas não a uso como balaclava, mas apenas como uma espécie de cachecol, quando está frio, pois funciona melhor que um cachecol propriamente dito. A balaclava de seda não tenho usado muito, não tem sido necessário, por diversos motivos. Mas é um acessório muito útil e funciona muito bem (não deixa o frio de fora, mas serve de corta-vento, o que ajuda bastante, e não restringe os movimentos da cabeça nem tem o problema da condensação).

Um problema com as balaclavas é que se não usarmos mais nada por cima (capacete, gorro, chapéu) ficamos com um aspecto esquisito, tipo ninja. :-P

Estes acessórios não são essenciais, mas se não temos tendências masoquistas relativamente ao clima, é um add-on interessante.

Prende-calças

Dependendo da roupa, dos sapatos e da situação, ou uso uns de plástico tipo clips, ou uso os da foto, ajustáveis com velcro (e retroflectores). Se tiver umas botas mais gordas os clips não dão conta do recado, por exemplo. Uso em ambas as pernas porque à direita tenho a corrente e à esquerda tenho a bottom bracket onde as calças ficam com óleo na bainha se esta calha a tocar lá.

Este acessório é praticamente essencial (na maior parte das bicicletas em PT, que não têm protecção da corrente), a não ser que gostemos de sujar ou rasgar roupa. Mas há opções de emergência, ou mais baratas: enrolar as calças para cima (convém ter boas meias no Inverno!!), ou prendê-las dentro das meias ou sapatos.

Luvas

Eu tenho dois pares de luvas, umas sem dedos para o Verão, outras mais quentinhas para o Inverno. Contudo, e como referi no início, para a chuva não prestam, pois não são impermeáveis. E bem que podiam ser mais quentes, pelo que assim que encontrar umas que me resolvam estes 2 problemas, compro-as. Eu já tenho sempre as mão frias de qualquer modo, imaginem na rua ao frio e em velocidade… Uma cena fixe destas luvas é que têm uns elementos reflectores, o que ajuda a tornar a sinalização mais visível.

Se não for pelo conforto, pela segurança: mãos e dedos gelados não respondem tão rapidamente caso seja precisar travar de repente!

Casaco

O casaco da foto é um corta-vento, impermeável (ou será só resistente à água?), respirável, e reflector. É mesmo para andar de bicicleta, pois atrás é mais comprido para nos tapar o rabo. É fininho e confortável, mas o facto de não ter um capuz deixa-nos na mão quando começa a chover. :-( Eu costumava usá-lo sempre nas noites frias, com qualquer coisa quente mas não muito abafada por baixo. Ultimamente não o tenho usado quase nunca, não se proporciona.

O resultado final com estas cenas era este:

My pimped out cold night ride gear

O capacete dá jeito para manter a cabeça mais quentinha (com a balcaclava por baixo) e para segurar o espelho. :-)

Só neste Inverno (2008/2009) é que comecei a não ser lame e a usar a bicicleta mesmo quando está de chuva (embora continue a evitar os dilúvios sempre que posso). Para isso uso as minhas novas RainMates, uma espécie de tapa-calças com a opção de ser só até aos joelhos ou ir mesmo até aos pés. São uma evolução das RainLegs (só até aos joelhos). Nunca experimentei umas calças impermeáveis completas, cheguei a experimentar umas na Decathlon mas aquilo era inusável (os baixinhos, então, estão lixados neste sector). O que me atrai nas RainMates e que umas calças completas não me poderiam oferecer, é a facilidade de as pôr e tirar. Num instante tiro aquilo no meio da rua sem parecer que me estou a despir. :-P Só quando arranjar umas calças decentes é que poderei fazer uma comparação mais séria, contudo, a não ser para deslocações mais longas e/ou com mais chuva que possa precisar de fazer, as RainMates funcionam bem comigo para o meu tipo de deslocações actual.

Nas primeiras vezes que as usei fotografei o setup:

Little Red Riding HoodRainMatesCapuchinho VermelhoCapuchinho Vermelho

Não notei o efeito em mim, infelizmente, mas as do Bruno dão-lhe um sex-appeal especial, assim pretas e justas, parecem calças de cabedal, parece um ninja, um motard, ou um Michael Night. :-P

Na bike:

Second day out with the RainMates

Só me apercebi de ter ficado com as calças sujas na primeira vez que as usei, numa das pernas, atrás, entre o calcanhar e quase até à dobra do joelho, tinha várias pintas de água suja. As calças eram beje, pelo que se notava (nas outras calças pode acontecer mas torna-se imperceptível). Contudo, e dado que me falta o pára-lamas traseiro na Xtracycle, o problema é quase de certeza derivado disso e não das RainMates.

Aliás, o pára-lamas está encomendado e é a peça em falta fundamental para a bicicleta ser usável no Inverno. Agora sempre que ando em chão molhado a bicicleta fica toda suja. :-( A work in progress.

Nestas fotos, além dos óculos de que falei mais atrás, estava a usar o casaco que geralmente uso por estes dias, mesmo e especialmente quando chove. É um casaco impermeável e com mais forro, que comprei para a viagem à Spezi, na Alemanha. Vantagens relativamente ao corta-vento: tem gorro ajustável (posso apertar o cordão para que o gorro não fuja com o vento), e este faz um bocado um efeito, pequeno, de pala, pelo que a chuva não cai directamente na cara, e protege bem o pescoço e até parte da cara se nos enterrarmos dentro dele, e sendo vermelho é menos gritante para usar normalmente. É mais quentinho e tem vários bolsos com fecho. Desvantagens: não é respirável, e não tem o rabo mais comprido, pelo que se chover ficamos com ele molhado à mesma, à noite vermelho é menos fácil de ver do que o amarelo reflector, pelo que no trânsito oferece menos visibilidade.

O capuz torna mais complicado olhar para trás, porque ele não acompanha a cabeça ao virar, é como se olhássemos para dentro do capuz. No trânsito isto é uma desvantagem.

Recentemente o Bruno encomendou-nos também uns espelhos novos. Nos últimos tempos tinha andado sem nenhum e não gosto, é como andar sem espelho no carro. Tive dois espelhos iguais, de prender na ponta do guiador, que se partiram (um foi com o meu irmão, num incidente com um peão, outro foi alguém que mo quebrou acidental ou propositadamente quando a bike estava estacionada frente ao supermercado).

Second damned broken mirror

Agora mesmo que quisesse não podia comprar outro do género pois tenhos uns “corninhos” de cada lado do guiador, que impossibilitariam este setup.

Como não uso normalmente capacete também não dava para usar aquele que se prende num. Mas fica fixe, não fica? Este é o Bruno, já agora. :-P

Terrorist? Paintball player? Special ops? Weird looking dentist?

Estou contente com a nova aquisição:

My new rearview mirrorMy new rearview mirror

Também se coloca no guiador, mas já não fica no caminho das mãos. É pequenino mas bastante ajustável e dá uma boa perspectiva do que se passa atrás de nós.

Ao longo do tempo foram sendo substituídas peças, e até acessórios. Mas neste momento continuo com aquele sistema de luzes de dínamo sem-fricação meio DIY que o Bruno instalou há bué, uns leds azuis à frente e vermelhos atrás, que piscam quando estamos a andar:

O meu SUVO meu SUV

Aquela luz traseira já a mudei, pus uma das que vêm com a Mobiky, muito mais luz, visível de lado, muito mais fixe. À frente continuo com a mesma:

O meu SUV

A pilhas (recarregáveis), funciona bem e dá uma luz razoável. Mas queria uma com mais output, tipo carro. :-P Mas como geralmente ando em zonas com iluminação pública, esta vai servindo.

O selim que ele me ofereceu também tem sido uma boa aposta:

O meu SUV

O original que vinha com a bicicleta, em gel, aquecia-me demasiado aquela zona, e tinha uma cobertura que oferecia um bocado de atrito com a roupa.

O meu cadeado integrado é um must, um icebreaker e desculpa para meter conversa infalível :-)

O meu SUV

A AirZound (que tinha originalmente na Mobiky mas que transferi depois para esta porque actualmente é a bicicleta que uso mais frequentemente), é um acessório INDISPENSÁVEL para quem usa a bicicleta como meio de transporte e, como tal, usa a estrada e interage com outros condutores.

O meu SUVO meu SUV

Tipo, man, é mesmo mesmo um must. Nem sei como alguma vez andei só com aquela campainhazita que a bicicleta trazia, que nem os peões ouvem, muitas vezes, quanto mais uma pessoa dentro do carro. Já se imaginaram sem buzina no carro? Pois é, de bicicleta é pretty much the same. Assim até um camionista no meio da rotunda do Marquês me ouve. :-)

Este kung fu sugerido pelo pessoal da Surly (que fazem a Big Dummy) e que o Bruno pôs nas nossas Xtracycles também é uma boa ideia, para proteger a estrutura da água:

O meu SUV

Num dos lados tenho também um pisca-pisca vermelho.

Outro acessório que dá jeito são umas cordas e tiras elásticas:

O meu SUV

Esta vai sempre enrolada no SnapDeck (ajuda a evitar que salte caso passemos por um buraco com muita carga na bicicleta), e quando há algo extra para levar é só prender com isto.

Um objectivo nosso é mudar de quadro para um um pouco mais leve e sem suspensão, um peso morto que nos rouba energia a pedalar.

Epá, as cadeirinhas são um logro?…

Hmm, isto é material muito interessante…

Parece um logro como os cintos de segurança nos carros, aparentemente. E com os capacetes para ciclistas e motociclistas?…

Esta é uma área que me desperta bastante interesse, a do risco, real e percepcionado, e as respostas pessoais e societais ao mesmo. Esta cena dos capacetes é algo cujo estudo ando há tempos a adiar por falta de tempo, mas que na crescente trend securitária batendo-se pelo uso (obrigatório) do capacete por ciclistas importa não descurar, porque haverá lobby para alterar as leis mais tarde ou mais cedo.

A propósito, uma cena mesmo insólita e… estúpida? Em Espanha, onde os ciclistas são obrigados a usar capacete, excepto em determinadas circunstâncias (tipo subidas), os ciclistas “profissionais” estão isentos desta obrigação. Hmmm… I see.

Keepin’em on a short leash

Ontem passei pelo Alegro, em Alfragide, onde vi pela primeira vez ao vivo e a cores um puto seguro por uma trela para bebés, acompanhado pelo que me pareceu ser o avô.

Juro que não sei o que pensar, por um lado parece uma ideia fixe, os putos têm a mania de desatar a correr e de repente olhamos e ele já deu à sola. Por outro parece-me algo verdadeiramente castrador, imbecil, e ofensivo.

Estes miúdos crescem e vivem presos. Como podem ser felizes, como podem crescer, descobrir o mundo, testarem-se, desenvolverem-se se ninguém lhes dá espaço para tal?…

Estou a ler o Last Child in the Woods (HIGHLY recommended, para pais, políticos, empresários, everybody!!), do Richard Louv, and it’s kinda scary… Mais que Nature Deficit Disorder, muitos putos estão em risco de sofrer de Space Deficit Disorder, pois nem no ambiente totalmente artificial lhes é permitido esticar os braços e as pernas… Se nem atrás dos nossos filhos corrermos, dentro dos hipermercados para onde entramos directamente de carro, não tarda seremos todos uns fat bastards exigindo que todos os serviços sejam home delivery ou drive-in porque simplesmente não teremos força para levantar o cu do sofá ou do banco do carro…

Há necessidade em breve para um lobby de protecção da espécie em vias de extinção, os freerange kids

Peões gigantes virtuais

Com as ruas tão saturadas de sinalização rodoviária e outra, e a atenção dos condutores a não conseguir captar e processar toda a info, associada à crescente desresponsabilização dos mesmos condutores, colocando o ónus da segurança e da responsabilidade nos mais fracos (peões), talvez isto não seja nada má ideia…

[Via]

Outra cena interessante são estes espelhos em Amsterdão.

Capacete para ciclistas, com espelho retrovisor integrado

O Bruno teve a grande gentileza de me enviar um destes capacetes da Reevu (já não se produzem), all the way from Denmark, para eu experimentar, depois de ver algumas fotos do meu set up. :-) Obrigada, Bruno! ;-)

Qual a particularidade deste capacete? Bom, tem um espelho retrovisor integrado:

Frontal rear view mirror Internal rear view mirror
Ver todas as fotos aqui.

Outra comparação visual aqui.

Eu gostei da experiência, acho que é um produto fenomenal. Nada a ver com usar um espelho montado no guiador ou no capacete, que têm uma abrangência muito menor, estão muito mais sujeitos a desafinações pois basta um toquezinho para deixarmos de ver a imagem que queremos e que por (demasiadas) vezes se tornam quase inúteis devido à trepidação transmitida através da bicicleta (directamente no montado no guiador, ou indirectamente no montado no capacete – este também é mais afectado pelo vento forte, penso eu). O Reevu é como ter um espelho retrovisor interior tipo o dos automóveis. Mas tem algumas características que põem um pouco em cheque esta enorme vantagem:

1) É um capacete muito grande, notando-se isso particularmente visto de lado:

Side view

2) Enquando ando de bicicleta, tenho que inclinar a cabeça demasiado para a frente para poder ver a imagem reflectida na área que pretendo.

3) Para ver a estrada e o tráfego propriamente dito tenho que rodar a cabeça ligeiramente para a direita, para que consiga centrar a imagem reflectida na zona da estrada e não tanto na berma. Isto é tão mais acentuado quanto mais à direita se circule.

Infelizmente, a Reevu deixou de produzir capacetes para ciclistas com esta tecnologia, limitando-a aos capacetes para motociclistas.


[Fonte: Gizmag]

O Bruno indicou o preço inicial destes capacetes como um motivo provável para o conceito não ter vingado (aqui há uns anos ninguém dava 60 € por um capacete para andar de bicicleta…). Apesar dos 3 pontos menos “ideais”, não considero que sejam determinantes, será mais uma questão de hábito para se tornar second nature lidar com eles.

Acho isto mesmo excelente para ciclistas que circulem na estrada, isto é, bike commuters e roadies. Muito mais eficiente que os outros sistemas.

Não uso muito o capacete (não me refiro ao Reevu, mas aos meus, no geral). Acho-o útil essencialmente para 3 coisas: proteger um pouco do frio, prender os cabelos compridos para não andar a levar com eles nos olhos e assim em dias de vento, e para servir de suporte ao espelho retrovisor. Por motivos de protecção (segurança passiva), vario, às vezes uso, outras vezes não. Não tenho confiança de que me proteja de choques graves (contra veículos, solo ou objectos) e temo que o efeito de compensação do risco e de resposta à percepção/interpretação das minhas competências como ciclista por parte dos outros utentes das vias crie efectivamente maior risco de acidentes à partida. O capacete poderá talvez poupar-me de alguma road rash na cabeça, no couro cabeludo, mas nem me protege o rosto… Isto ainda é um tema em estudo para mim, mas actualmente a minha opinião sobre o assunto segue estas linhas gerais.

Nos últimos tempos tenho andado sem espelho, no guiador já não posso usar aquele que tinha (e que entretanto se quebrara) porque lhe montei (i.e., o Bruno montou) uns “corninhos” de lado. :-P Como também não tenho usado capacete não posso usar aquele acoplado a ele. Não gosto de andar assim. Não gosto de ouvir o tráfego atrás e não poder ir monitorizando o que se passa atrás de mim. Tenho que olhar para trás muito mais frequentemente, e isso é sempre um risco acrescido de quedas ou acidentes (que foi, por coincidência, o que despoletou o desenvolvimento do Reevu). Ainda não decidi qual a solução definitiva. Sei que há alguns ciclistas mais puristas que desprezam um bocado os espelhos. Obviamente que nenhum espelho deve substituir o olhar para trás antes de qualquer manobra, mas a monitorização do tráfego parece-me importante, tal como o é dentro de um carro (onde eu também olho para trás e para a esquerda antes de qualquer manobra que o requeira, por causa do ângulo morto).

Bom, dispersei-me, mas finalizo com a minha avaliação final do Reevu: muito fixe! ;-) Era bom que continuassem o desenvolvimento deste produto… :-/

Vigília por um país decente

Esta cena da CRIL é o exemplo acabado da razão pela qual este país é uma merda. Os ricos são uns fdp que destroem tudo e depois vão viver para a Quinta do Lago ou outro local verdejante, calmo e bonito.

Dá vontade de emigrar para Marte or something.

Façamos todos de conta que é pela Selecção e participemos em massa na vigília amanhã às 19h30 em Belém. Boa? Eu ainda estarei working a essa hora. :-(

[Via]

/away (as in abroad and offline)

Vou espairecer durante uns dias no meio de cenas a pedal especiais, esquisitas, lindas, geralmente as 3 coisas ao mesmo tempo. :-P Espero que desta vez não haja problemas com os vôos nem nos percam as malas. Mas alguma coisa se vai aprendendo com a experiência e com os erros, não é mesmo? ;-)

Se gostarmos muito muito mesmo, não é considerado trabalho, pois não? :-P (Eheheh, na verdade eu digo que vou em trabalho para dar um ar profissional, na verdade vou mesmo é para curtir bué! lol)