Enviaram-me o link por mail (obrigada solarq!):
Mais info aqui.
Cool! ![]()
“Life is not about finding yourself, life is about creating yourself”.
É brutal, não é?
Não vou dizer “olhem, como basta a força de vontade e blá blá blá, e que um deficiente pode levar uma vida normal e blá blá blá”. Aquele discurso do coitadinho ao contrário. O que distingue o Paulo dos outros não é a sua deficiência. Porque senão todos os deficientes seriam desta “estirpe”. O que o distingue é a sua personalidade, em muito moldada pela sua educação e, claro, pela forma como ele e a família reagiram à deficiência. O Paulo não é um deficiente extraordinário, é uma pessoa extraordinária, quer tenha sido por causa da deficiência com que se confrontou, quer tivesse sido por quaisquer outras dificuldades com que ele pudesse ter sido confrontado ao longo da vida.
A talidomida é uma molécula quiral, é como as nossas mãos, há uma esquerda e outra direita, enantiómeros, são imagens de espelho uma da outra. O problema dos bebés da talidomida ocorreu porque a produção da molécula, usada na altura como um medicamento para os enjoos, originava misturas racémicas (mãos direitas e esquerdas tudo ao molho), e as moléculas não eram separadas para serem comercializadas como medicamentos… O problema surgiu porque a talidomida não foi contra-indicada às grávidas, que a tomavam para combater os enjoos matinais. Ora, a forma “mão esquerda” era um tranquilizante poderoso mas a forma “mão direita” era capaz de perturbar o desenvolvimento fetal, resultando em deficiências graves nos recém-nascidos. Ao não retirar o enantiómero “mau” e não indicar a contra-indicação para a toma do medicamento por grávidas, criou-se uma geração de bebés da talidomida…
Eu não duvido da existência, impacto e relevância das alterações climáticas em curso, e concordo totalmente com a urgência em introduzir resuisitos de eficiência energética e respeito ambiental em todas as actividades humanas. Mas há que ouvir as vozes discordantes ou aquelas que nos alertam para coisas que correm o risco de nos passar ao lado. Por isso achei interessantes os artigos publicados no Expresso, uma entrevista a um investigador português, João Corte-Real, e outro na Sábado, uma entrevista a Bjorn Lomborg, o director do Centro de Consenso de Copenhaga:
Outro dissidente é o José Delgado Domingos, professor do IST. Deste último ainda não tive tempo de ver as apresentações e ouvir o podcast da apresentação, mas lembro-me de ler algo dele sobre as alterações climáticas numa revista.
Adolescentes inseguros quanto à sua sexualidade tornam-se homofóbicos, lutando contra algo que têm medo de ser. A ciência começa a confirmar as suspeitas naturais…
Encontrado no Devaneios Desintéricos via Renas.
Este ano há mais ciência aberta ao público e, particularmente, às crianças, no ITQB. Dia Aberto, 23 de Fevereiro, das 10h às 17h, em Oeiras. Recomendo vivamente! Levem os miúdos e os graúdos, aquilo é giro!
E vão cedo, porque é um evento muito concorrido…
Há umas semanas atrás, quando andava à procura de um artigo sobre a “ecopolis” que tinha lido em tempos numa revista na biblioteca da FCUL, resolvi assinar a NewScientist, para ter acesso ao bendito artigo. Na verdade não queria assinar aquilo, só queria mesmo AQUELE artigo. Assim, acabei por gastar dinheiro numa coisa que não queria nem precisava e agora recebo mais uma revista todas as semanas, como se ainda precisasse de mais coisas para ler que me sorva a atenção e o tempo… Enfim.
Mas eu gosto de ler e gosto de ciência, pelo que não está tudo perdido.
Acabei ontem de ler a de 19 de Janeiro, e tem lá umas cenas giras. Como um artigo que diz que, ao contrário do que é defendido pelos médicos, investigadores e autoridades, a actual epidemia de obesidade não se deve ao facto de as pessoas engordarem porque comem demais ou exercitam-se de menos, mas sim porque há uma disfunção hormonal despoletada pelo consumo de certos tipos de alimentos contendo carboidratos - Atkins was on to something. Estes carboidratos refinados estimulam a produção de insulina, que é o regulador primário da armazenagem de gordura. Insulina elevada, toca a criar pneus, insulina baixa, toca a queimá-los. Acho isto muito interessante porque também tenho a tendência de pensar que - salvo situações particulares de saúde ou de genética - a obesidade está relacionada de algum modo com as atitudes e comportamentos das pessoas, relativamente à alimentação e ao estilo de vida… Tenho que me pôr a pau com estes tais de “carboidratos refinados”…
Outro artigo interessante falava da “ilusão do tempo”. Uma hipótese que sugeria algo do género: o tempo é como a temperatura, um estado estatístico de um sistema.
Não é a realidade que tem um curso de tempo, mas o nosso muito aproximado conhecimento da realidade. O tempo é o efeito da nossa ignorância.
Eu até gostava de conseguir descrever melhor isto, mas isso implicava que eu realmente percebesse alguma coisa.
Entre outros artigos que gostei de ler, um sobre o ataque do fundamentalismo religioso, New Ageism e astrologia, à ciência vs. a verdadeira ameaça: os Estados e as Corporations, outro sobre a possível razão de gostarmos de olhar para gente bonita, famosa, poderosa, etc,… O que mais gostei foi mesmo o “Beastly tales“. Ele começa a ssim, e passo a citar, traduzindo:
Segundo os livros de história, o arquipélago da Madeira, a 600 km oeste de África, foi descoberto em 1419 quando marinheiros Portugueses foram arrastados para fora de rota por uma tempestade. Nos tempos romanos, Pliny e Plutarco escreveram acerca de ilhas que podiam ser a Madeira, mas não há registo definido das ilhas, nem sinais nenhuns de pessoas, anteriores à chegada dos Portugueses. Os ratos da ilha da Madeira, no entanto, contam uma história diferente e inesperada.Os ratos não são nativos da ilha e terão que ter chegado em navios europeus. Geneticamente, são mais parecidos com os ratos de Portugal. No entanto, algum do seu DNA tem fortes similaridades com o de ratos encontrados na Escandinávia - uma pista forte de que barcos Viking encontraram a Madeira muito antes dos Portugueses. “Pode ter sido uma ocupação temporária, ou apenas alguns barcos que atracaram por um curto período de tempo”, diz Jeremy Searle, um biólogo evolucionista na Universidade de York no Reino Unido e um autor do estudo (Heredity, vol 99, p432). “Mas os ratos estão a contar-nos algo que nenhum artefacto até agora nos contou.”
E continua depois, com outros animais, países e enigmas. Gosto muito deste tema, a “arqueologia genética”. A primeira vez que ouvi falar disto foi numa conferência na FCUL, com o Professor António Amorim, do IPATIMUP. Gostei e acabei por convidá-lo a dar a mesma palestra no II Fórum da Química, evento que ajudei a organizar na minha faculdade:
Arqueogenética & Paleogenética: Escavações nos genomas para reconstituição do passado
A genética, particularmente nos últimos anos, com a possibilidade de analisar não só populações existentes como extintas, tem vindo a contribuir poderosamente para a reconstituição da história e da evolução humanas. No entanto, ao contrário de outras ciências, cuja importância se
reduz a fornecer instrumentos auxiliares da história (um bom exemplo é o da física e as datações absolutas), a genética incorpora directamente a dimensão temporal nos seus modelos, pelo que se constitui em espaço teórico alternativo, capaz de, não só resolver questões levantadas pela história, como igualmente fornecer-lhe novos problemas. Exemplificam-se estas situações através de resultados recentes sobre a demografia genética de populações portuguesas e das suas ex-colónias bem como sobre a reconstrução de moléculas de espécies extintas.
O tema fascinou-me mesmo. Até cheguei a comprar o livro dele “A Espécie das Origens”, mas nunca cheguei a ter tempo de o ler (para variar). ![]()
Hans Monderman, o engenheiro de tráfego holandês conhecido pelos seus inovadores planos de “espaço partilhado” enfatizando a interacção e negociação humanas em vez da obediência cega aos aparelhos de controlo de tráfego mecânicos, morreu ontem. Para saberem mais, leiam o post (e sigam os links) no Streets Blog.
Esta abordagem atrai-me, pois muitas vezes ao conduzir de carro dentro da cidade sinto que há demasiada sinalização vertical, semafórica e no chão a exigir a minha atenção e sinto que em vez de me concentrar nos outros carros, ciclistas e peões tenho a atenção dispersa pelos inúmeros sinais que tenho que visualizar, registar e compreender para não incorrer em nenhuma infracção ou acidente. E depois há a dispersão espacial e falta de uniformidade na posição e tipo de suporte das indicações como ruas, institutos, etc.
Gostava de um dia visitar os locais em que o Hans implementou este sistema.
Enquanto este tipo de dramas se passava na China (devido à política do filho único para controlo do crescimento da população) e na Índia (porque as filhas mulheres implicam dote e mais não o quê) por motivos culturais, onde os bebés do sexo feminino ou são abortados ou são assassinados porque valem menos ou exigem maior despesa ou investimento,… passava um bocado ao lado, ainda mais quando o que faltava eram mulheres. Mas se isto realmente começa a afectar o Ocidente e a causa é “ambiental” (mas provocada pelo Homem), e são os homens a desaparecer, e em larga escala, de certeza que vai haver mudanças grandes…
Quando se diz que “o futuro é das mulheres”, nunca pensei que fosse por no futuro simplesmente não haverem quase homens nenhuns…
Agora a sério, isto é grave. É grave porque isto pode significar desequilíbrios entre os sexos, defraudando as naturais expectativas dos jovens de casar, ter um companheiro, ter filhos, etc. E é grave porque estes químicos podem provocar um aumento dos distúrbios de desenvolvimento a nível sexual (sexos genético, anatómico e cerebral não coincidentes). Penso eu de que…
Isto acontece-me com o Metro em Lisboa. Conheço a cidade pelas linhas de Metro, mas a percepção das distâncias fica distorcida pelo diagrama nas carruagens. Claro que o de Londres é muito mais complexo, mas still…
Mental Mapping from Legible London on Vimeo.
Edifícios dinâmicos e auto-suficientes energeticamente.
[Via]
Já estou habituada a constatar verdadeiros atentados em legendas de filmes, séries, talk shows, etc. Mas ver uma coisa destas na capa de um livro deste calibre é sempre inesperado…
Realmente, fica tão parecido que é tentador, mas “The God Delusion” não significa “A Desilusão de Deus”. Estive mesmo, mesmo quase a comprar este livro no outro dia, na FNAC, mas queria a versão original, acho até que era uma versão “de bolso”. Queria a original porque não confio nas traduções e não queria perder o sentido do que o autor diz. Com uma capa destas nem dei hipótese à versão portuguesa. Só não comprei porque compro livros por impulso, adoro ler, adoro livros, mas a velocidade a que os acumulo ultrapassa em muito a velocidade a que os leio.
Daquela vez consegui conter-me.
Mas hei-de lê-lo, um dia… ![]()
“Molecular Cell Biology” | 5ª Ed. | Lodish, Darnell, et al |Freeman | 53 € (83.33 € 6ª Ed.)
“Fundamentals of Biochemistry” | 1ª Ed. | Voet, Voet, Pratt | Wiley | 40 € (52 € 2ª Ed)
“Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Vollhardt, Schore | Freeman | 40 € (75 € 5ª Ed.)
“Study Guide and Solutions Manual for Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Freeman | 29 € (59 € 4ª Ed.)
“Química” | 5ª Ed. | R. Chang | Macgraw Hill | anotado | 25 € (60 € 8ª Ed.)
“Essentials of Molecular Biology” 3ª ED. | Malacinski, Freifelder | Jones and Bartlett | anotado | 30 €
International Edition “Brock Biology of Microorganisms” | 10ª Ed | Madigan, Martinko, Parker | Prentice Hall | 50 € (73.45 € 11ª Ed)
“Biologia Microbiana” | 1996 | A. Madeira, A. Fonseca | Universidade Aberta | 7 € (10.20 €)
“Cinética Química” | 2003 | João Sotomayor | Lidel | 10 €
“Biologia Molecular e Celular” | 1998 | Stansfield, Colomé, Cano | Macgraw Hill | anotado | 20 € (28.50 €)
“Engenharia Genética - Princípios e Aplicações” | 2001 | Arnaldo Videira | Lidel |10 € (14.95 €)
“Nomenclatura dos Compostos Orgânicos” | 1ª Ed. | L. Campos, M. Mourato | Escolar Editora | 8 € (16.90 € 2ª Ed.)
“Biotecnologia - Fundamentos e Aplicações” | 2003 | N Lima, M. Mota | Lidel | 28 € - (35 €)
Alguém interessado? bananalogic @ gmail . com
“We were made to walk and for 99% of human existence, that’s how we moved, by walking. Walking is healthy for the heart, the mind and the soul.”
– David Suzuki
Em Toronto, irá decorrer entre 1 e 4 de Outubro um congresso sobre como tornar as cidades mais “caminháveis”: “Walk21 - Putting pedestrians first”. Design urbano, campanhas, Pedibuses, segurança,… Como eu adoraria ir a isto…

(foto tirada durante o Festival do Táxi, de um slide sobre o conceito de Pedibus)
Ora aqui está um tema muito actual e muito crítico! É em Lisboa, a 28 de Novembro de 2007.
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