Tag Archive for 'saúde & medicinas'

Twitching

Eu costumo ter frequentemente fasciculações. Nas pernas, nas pálpebras, nos braços, nas costas, até nos pés. Fasciculações são umas contracções localizadas, involuntárias e repetitivas dos músculos, um twitching engraçado and freaky das primeiras vezes que nos acontecem mas enervantes quando começam a ser muito frequentes e quando duram muito tempo. Há uns anos andei com um numa pálpebra, ao longo de uma semana. Começava sempre a seguir ao almoço. Desde ontem que estou com um numa coxa. Epá, que nervos! O meu corpo está com vontade própria! :-P

Não sei se está associado a umas dores estranhas e uma beca debilitantes que ando a ter desde a passada 6ª-feira (e que já me levaram ao hospital e depois ao Centro de Saúde), mas it’s really freakin’ me out! E depois uma pessoa mete-se a ler cenas na net, à procura de diagnósticos para os sintomas e fica doente. Não sei como ainda estou viva. :-P

No fundo tenho uma daquelas máquinas da tv shop, que nos fazem contrair os músculos sozinhos para “fazermos exercício” parados, totalmente integrada. Bué à frente.

Mais felizes a pedalar

Este tipo de notícias e factóides começa a chegar à imprensa portuguesa. :-)

"Mais feliz a pedalar"

Nascimentos de meninos vs. meninas - 106:100 para 50:100

Enquanto este tipo de dramas se passava na China (devido à política do filho único para controlo do crescimento da população) e na Índia (porque as filhas mulheres implicam dote e mais não o quê) por motivos culturais, onde os bebés do sexo feminino ou são abortados ou são assassinados porque valem menos ou exigem maior despesa ou investimento,… passava um bocado ao lado, ainda mais quando o que faltava eram mulheres. Mas se isto realmente começa a afectar o Ocidente e a causa é “ambiental” (mas provocada pelo Homem), e são os homens a desaparecer, e em larga escala, de certeza que vai haver mudanças grandes…

Quando se diz que “o futuro é das mulheres”, nunca pensei que fosse por no futuro simplesmente não haverem quase homens nenhuns… :-P

Agora a sério, isto é grave. É grave porque isto pode significar desequilíbrios entre os sexos, defraudando as naturais expectativas dos jovens de casar, ter um companheiro, ter filhos, etc. E é grave porque estes químicos podem provocar um aumento dos distúrbios de desenvolvimento a nível sexual (sexos genético, anatómico e cerebral não coincidentes). Penso eu de que…

Seminário ”Radiocomunicações - Novos paradigmas e impacto na saúde”

Seminário ''Radiocomunicações - Novos paradigmas e impacto na saúde''

Ora aqui está um tema muito actual e muito crítico! É em Lisboa, a 28 de Novembro de 2007.

“Apple vs. Snack Cake: Battle to the Death for the Farm Bill”

Mais um excelente vídeo da equipa que fez o Meatrix, The Mouth Revolution e o Grocery Star Wars. :-)

Aqui está um tipo de activismo que podíamos começar a importar também. ;-) Não era o riso uma poderosa ferramenta pedagógica e de aprendizagem? :-)

License to be a hypocrite

“Ora ‘bora lá ser objector de consciência aqui no hospital público mas deixar as objecções à porta do meu consultório privado”. Sim, vai ser possível.

Reino Unido defende direito ao ar

Depois da Irlanda, Gales e Escócia, é a Inglaterra a ser smoke-free a partir de dia 1 de Julho de 2007. O Reino Unido passará a ser o maior país smoke-free do mundo. :-)

Em Portugal falam, falam mas não fazem nada. Eu bem gostaria de sair mais vezes a bares e afins, e mesmo umas discotecas pra curtir a música e dançar um pouco. Mas com tanto fumo não consigo estar. É suposto uma pessoa sair e ir a um lugar para se divertir e passar um serão agradável. Se não consigo respirar, se me ardem os olhos e a garganta, se o meu cabelo, pele, roupa, mala, etc ficam a tresandar a tabaco, um cheiro seco e insuportável, obviamente não estou a divertir-me nada. Quando vou, tento sair o mais depressa possível e acabo por consumir menos do que poderia. E na maior parte das vezes nem chego a sair.

Aqueles empresários todos sempre a queixarem-se que se proibirem o tabaco os clientes desaparecem, nunca pensaram que há outros clientes que não aparecem justamente pela ausência de proibição… Tónis. Por mim, que se lixe. Um dia ainda abro uma rede de bares smoke-free e agarro o nicho de mercado. Já se a proibição for real e não ao gosto do empresário, lixa-me a ideia de negócio. ;-)

A dignified way out

Há dias vi o documentário sobre a EXIT, na RTP2.

Do site deles:

«The World Federation, founded in 1980, consists of 38 right to die organisations from 23 countries. The Federation provides an international link for organisations working to secure or protect the rights of individuals to self-determination at the end of their lives.»

Foi interessante acompanhar um pouco do trabalho desta associação. É pesado. Mas é tão importante! Fico tão feliz por saber que há pessoas que se sujeitam a este desgaste a bem de terceiros! É preciso muita abnegação, aguentar aquele fardo emocional para ajudar alguém que não nos é - à partida - próximo, da nossa família, amigos,…

Há demasiada procura para a oferta deles. E muita procura de pessoas de outros países, onde a eutanásia/suicídio assistido [já agora, qual a diferença, exactamente?] não é permitida pela lei, e que a associação não pode ajudar…

Há tanta gente a sofrer tanto… Não consigo compreender aqueles que negam aos outros o direito a morrer, a dispôr da própria vida e do próprio corpo, à auto-determinação. Geralmente também são contra o direito a abortar uma gravidez. Embora possa tentar compreender a posição deles neste caso - porque envolve um outro ser vivo em desenvolvimento - não posso aceitar a sua posição quanto à eutanásia, porque só envolve a pessoa em causa. Haverá algo mais humilhante e degradante do que ser obrigado a viver uma vida que não se quer viver? É de um egoísmo e de uma falta de compaixão e de empatia que me choca. Ia dizer que é desumano, mas não, é totalmente humano, só estes são capazes de actos tão cruéis.

Hoje li no Público a notícia de que 40 % dos 450 médicos oncologistas inquiridos num estudo defendem legalização da eutanásia. Aaah, mais algum alento na inteligência e compaixão das pessoas neste país!… Nomeadamente, dos médicos. Já na campanha do referendo sobre a despenalização do aborto fiquei contente pela existência do Movimento Médicos pela Escolha, esta notícia vem reforçar a confiança na evolução das mentalidades.

Embora 40 % sejam pelo direito a, só 20 % admitem praticar a eutanásia caso esta seja legalizada. Não interessa, tal como com o aborto e a grande quantidade de médicos e instituições que farão objecção de consciência, o importante é que quem execute estes procedimentos o possa fazer dentro da legalidade, e da dignidade…

«(…)Rui Nunes, presidente do Serviço de Bioética da Faculdade de Medicina [do Porto, que realizou o estudo], manifestou a sua preocupação pela percentagem de médicos que é favorável à eutanásia e ao suicídio assistido, o que, em sua opinião, reflecte “uma mudança na forma como estas questões fracturantes passaram a ser encaradas”. “O resultado evidencia que há cerca de 40 por cento dos médicos oncológicos que antevêem legalizar a eutanásia em Portugal e isso é, naturalmente, um resultado preocupante, dado que a ética e a deontologia médicas tradicionalmente são contra esta prática no nosso país”, declarou Rui Nunes.

Contrário à legalização da eutanásia, mas favorável à realização de um referendo, “precisamente por se tratar de uma questão fracturante”, aquele professor observa que a legalização não é a solução. “A nosso ver a resposta não é legalizar a eutanásia é ver porque é que as pessoas pedem a eutanásia e tentar responder a isso”, disse ao PÚBLICO Rui Nunes, sublinhando que é preciso reflectir por que é que “uma franja tão significativa da população médica é favorável à legalização da eutanásia”

Sou totalmente a favor da aposta e expansão dos cuidados paliativos, mas estes têm os limites da medicina. Esta não consegue evitar todas as doenças, não consegue curá-las a todas e nem sequer consegue ao menos livrar completamente os doentes (terminais ou não) da dor. Por melhores que sejam os recursos materiais e humanos disponíveis. Vai sempre haver alguém para quem a medicina não tem resposta ou solução para uma vida condigna. Esse alguém deve ter o direito de escolher continuar e aguentar ou ficar por ali. Esta questão “fracturante” não deve ser decidida em referendo, porque implicaria que parte da população poderá impôr à outra um código de conduta para a sua vida pessoal que só ao indivíduo diz respeito. Tal como poderia ter acontecido no referendo à despenalização do aborto, mas ainda pior, porque aqui não há terceiros envolvidos e afectados pela decisão da pessoa.

«“(…)nada se fizer, temo que estes 40 por cento sejam amanhã 60 ou 70 por cento e depois aí a população vai começar a aderir mais a esta causa”.»

Espero bem que sim, que adira e se dê um salto civilizacional importantíssimo.

Os mosquitos da dengue reproduzem-se na água

lololol

Quem viu o vídeo da Daniela Cicarelli e do namorado a fazer sexo na praia - um vídeo famosíssimo e que correu mundo - vai perceber a beleza e piada deste “novo” vídeo, inspirado naquele:

Vejam até ao fim. ;-) Muito bom, não é?

Banana loner, not lonely


«Field Guide to the Loner: The Real Insiders
Loners are pitied in our up-with-people culture. But the introvert reaps secret joy from the solitary life.
»

Introverts aren’t just less sociable than extroverts; they also engage with the world in fundamentally different ways. (…)

Contrary to popular belief, not all loners have a pathological fear of social contact. “Some people simply have a low need for affiliation,” (…)

Previous MRI studies have shown that during social situations, specific areas in the brains of loners experience especially lively blood flow, indicating a sort of overstimulation, which explains why they find parties so wearying. (…)

Acho que… that’s me, a loner. I used to be a lonely loner, and even had some times where I was not so loner but have always been lonely. You know, even with friends and with people around and going places and socializing. Always felt alone, like I could not truely connect to others. Like I never belong anywhere (group ou place). I realized it made me feel even lonelier and even more inadequate and alien and like I don’t fit. I longed for friends and socializing with them and with other people, and most of the times I just felt like a failure afterwards. Now I only have 1 person I call “friend”, and haven’t really socialized much with anybody outside my family. Funny enough, I usually feel much better now, I don’t feel lonely. I don’t miss anything or anyone. I like to be alone, I enjoy it, it works for me. This whole thing has some pretty obvious disadvantages (weak social safety net, and so on), but it’s who I am. I will always be a loner. I haven’t been lonely since I found my boyfriend. I hope I never have to feel that overwhelming, crushing feeling of being completely alone and alien in the world, I had all my life before we met and became so close.

Reading this made me feel less ackward, there’s other people out there who share some of these not-mainstream features. :-) Maybe I’m not from Mars, afterall. Or maybe there are more Martians on Earth than I supposed. ;-P

O corpo humano

Morto, dissecado e ‘plastinizado’ (expressão que ouvi o “inventor” do processo usar num documentário que vi há vários meses atrás, na TV).

BODIES: the exhibition“. Aha! Finalmente, esta exposição chegou a Lisboa!! :-D Fixe, mal posso esperar por ir ver! Pena é o preço de entrada, glup! :-(

Apresentação do projecto:

Filmes com imagens tiradas à socapa por visitantes:

Outro vídeo interessante, mas cujo “uploader” desactivou o embedding…

Eu e o Bruno vamos, também já falei com uma amiga, que é enfermeira, que também quer ir. Mais interessados? ;-) Será que aceitam o desconto para grupos de 15 mesmo que não sejamos crianças nem estudantes? :P

The quickest way to get it on

Excelente invenção esta dos preservativos PRONTO! Ganhou até um prémio de design na África do Sul. A ideia é tornar a colocação o mais rápida e simples possível, de modo a convencer mais pessoas a protegerem-se da epidemia da SIDA, num continente totalmente arrasado por esta…

Dois vídeos exemplificativos: aqui um mais divertido, aqui outro mais formal. Genial, não é? :-)

[Via Treehugger]

Uma cena para acertar nas veias à primeira!

[Espero que este título não atraia search traffic relacionado com toxicodependência ou assim! :-P]

Hmm, será que isto chegará a Portugal?

boyhand.gif

O VeinViewr da Luminetx usa uma combinação de luz na zona do infra-vermelho próximo e tecnologias patenteadas para tornar visíveis estruturas vasculares, permitindo assim aos médicos, enfermeiros e demais profissionais dos cuidados de saúde, verem claramente a vasculatura acessível (ou a falta dela) em tempo real, directamente na superfície da pele.

Ou seja, já não tem que ser quase trial & error connosco como cobaias. ;-) Ugh, detesto agulhas, injecções, e tudo o que envolva objectos cortantes ou perfurantes. :-P

É uma excelente invenção! Por isso mesmo foi nomeada pela TIME Magazine uma das “Most Amazing Inventions of 2004″. :-)

[Via Popgadget]

Heterocromia central da íris: parece que é de família

Lembram-se de, há tempos, eu ter falado da Heterocromia da Íris? Depois de me terem tirado umas fotos aos olhos reparei que tinham duas cores. Na última vez que fui à terra natal paterna aproveitei para inspeccionar os olhos de mais uns quantos parentes. Até agora só a minha irmã é que não tem heterocromia central, de resto, eu, o meu irmão, a minha prima, o meu avô e a minha avó, e a minha tia, todos têm. Dos meus pais ainda não tenho fotos mas já vi que têm também. Falta a família lá de baixo do Algarve. Numa próxima visita a ver se os fotografo. Vou fazer uma árvore genealógica com estas imagens, eheheh! Ficava giro. ;-)

O Bruno, a minha mana, e o E. não parecem ter isto, são “homocrómicos” (?).

Bruno: azulinho ;-)Mana: só castanhoE.: azul com ligeiro halo mais claro?

Eu:

Eu: verde e castanho

A avó:

Avó: cinzento/azul e castanho

O avô:

Avô: cinzento/azul e castanho

A tia:

Tia: azul e castanho

O mano:

Mano: verde e castanho

A prima:

Prima: verde e castanho

Mas há outras variantes de heterocromia da íris além da central, nomeadamente a sectorial (exemplos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e depois há as pessoas que têm um olho de cada côr (exemplo lindo aqui). Acho isto mesmo mesmo muito fixe. :-)

[UPDATE de 26/02/2007: Criei um grupo no Flickr: "Heterochromia"!]

A Revolução das Bocas!

Lembram-se da Meatrix? Uma iniciativa que visava (e visa!) informar o público de como são criados os animais que consumimos na nossa alimentação, nas grandes “quintas”-fábrica, e mostrar-nos alternativas. Os videos merecem ser vistos:

The Official Meatrix I:


[Aqui com legendas em português.]

The Meatrix 2: Revolting:


[Aqui com legendas em português.]

The Meatrix II ½:

Via Treehugger soube agora desta grande produção: The Mouth Revolution (ou “A Revolução das Bocas”). Espreitem o video principal, é hilariante! :-D

Mouth Revolution (Official):

No site há ainda um mouthifesto (ou “manifesto”), um blog e uma galeria de fotos de bocas de todo o mundo.

Depois temos os bloopers, que deixam perceber um pouco como foi realizada esta “brincadeira” (a melhor maneira de pôr as pessoas a pensar num tema muito sério!):

Mouth Revolution - Outtakes Only:

A propósito, o GAIA tem alertado e feito campanha contra o relatório pró-OGM do Parlamento Europeu que foi votado ontem.