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Pois, realmente…

Apercebi-me que os últimos posts são todos sobre bicicletas, estacionamentos de bicicletas, ou qualquer coisa que envolva bicicletas. Ando um bocado enjoativa e dull por estes dias… :-P

Preciso de tempo para pensar e filosofar… e não estar tão podre que só me saem rants das minhas deambulações diárias… :-)

Zombieness

Esta banana está desaparecida em combate. Agora já sabem porque é que não digo nada e os mails demoram eternidades a serem respondidos.

Quando tiver tempo para me coçar (ou dormir, respirar, etc), tentarei voltar à vida. Tipo, lá para Outubro… :-P Não, just kidding. I hope

Twitching

Eu costumo ter frequentemente fasciculações. Nas pernas, nas pálpebras, nos braços, nas costas, até nos pés. Fasciculações são umas contracções localizadas, involuntárias e repetitivas dos músculos, um twitching engraçado and freaky das primeiras vezes que nos acontecem mas enervantes quando começam a ser muito frequentes e quando duram muito tempo. Há uns anos andei com um numa pálpebra, ao longo de uma semana. Começava sempre a seguir ao almoço. Desde ontem que estou com um numa coxa. Epá, que nervos! O meu corpo está com vontade própria! :-P

Não sei se está associado a umas dores estranhas e uma beca debilitantes que ando a ter desde a passada 6ª-feira (e que já me levaram ao hospital e depois ao Centro de Saúde), mas it’s really freakin’ me out! E depois uma pessoa mete-se a ler cenas na net, à procura de diagnósticos para os sintomas e fica doente. Não sei como ainda estou viva. :-P

No fundo tenho uma daquelas máquinas da tv shop, que nos fazem contrair os músculos sozinhos para “fazermos exercício” parados, totalmente integrada. Bué à frente.

Relatos de um dia em bicicleta

A caminho de LisboaNo passado dia 12 de Maio fui fazer umas coisas a Lisboa. E fui de bicicleta, conjugando-a com o comboio da linha de Cascais entre Paço de Arcos e o Cais do Sodré. Só possível a partir das 10h, claro.

Almocei na Baixa com um amigo, após uma reunião de trabalho, depois segui para o Rossio, queria ir comprar umas cenas old school na Brás & Brás. Só que cheguei lá e deparei-me com um problema: obviamente que não havia bike racks, mas a questão é que não havia uma única peça de mobiliário urbano naquela ruela pedonal onde eu pudesse prender a bicicleta por uns minutos… Resultado, a loja perdeu uma cliente.

Uma loja de desporto, vende bicicletas, mas não há estacionamento para quem lá vá de bicicleta...Voltei para baixo, decidi dar um pulo à FNAC no Chiado. Cheguei lá pela rua de baixo, na entrada da SportZone. Por acaso já não me lembro se nesse dia também havia lá alguma, mas é comum verem-se uma ou duas bicicletas estacionadas como dá naquela zona. Como não queria deixar a bicicleta presa a um sinal de trânsito e a empatar as pessoas no passeio, tentei ver a minha sorte no parque de estacionamento subterrâneo ali ao lado. Já antes tinha feito isso, com aceitável sucesso, dadas as condições, no Picoas Plaza, uns dois meses antes.

Num parque de estacionamento subterrâneo do ChiadoOs dois funcionários primeiro hesitaram, depois acordaram em eu deixar algures, mas tirando um ticket, mas depois lá me deram uma borla, também porque como o sistema marcava “lotado” a máquina não emitia mais tickets. Também havia um bocado de “good cop and bad cop”, mas os senhores foram bastante prestáveis, e resolveram o meu problema o melhor possível, dadas as circunstâncias (as regras não lhes permitiam fazer aquilo, supostamente, e não havia nenhuma área que estivesse preparada de algum modo para receber e prender bicicletas, à borlix ou a pagar). Lá deixei a bina presa a um rail, atrás de uns carros. Coloquei-a do lado de fora e não do lado de dentro, como o funcionário me indicou, porque tive receio que alguém a tirar ou a pôr o carro me batesse na bicicleta, quer inadvertidamente quer apenas por maldade. Pus os cadeados todos, tirei os meus pertences, desmontei o ciclo-computador e a luz da frente, e lá fui eu à minha vida. :-) Tive que andar carregada com o portátil e umas papeladas, mas felizmente era o Mac do Bruno e não o meu “tijolo”, ou precisaria de uma mala com rodinhas. :-P

A minha bike estacionada no Parque de Estacionamento subterrâneo do Picoas PlazaPraí uma hora e tal depois voltei, a minha bicicleta ainda lá estava, sã e salva. Arrumei as minhas coisas, agradeci aos senhores na recepção, e bazei (ou será basei? :-P ). Subi, seguindo para o CIUL, no Picoas Plaza, onde estive entretetida com trabalho. A solução para o estacionamento da bicicleta foi o mesmo da última vez, pedir encarecidamente ao segurança na recepção do parque de estacionamento subterrâneo. Voltou a funcionar muito bem. :-)

Bicicletas no Picoas Plaza, excepcionalmente, no dia 12/05/2008, das 18h às 20hEnquanto lá estava vi as preparações para a segunda reportagem da SIC sobre o projecto “100 dias de bicicleta em Lisboa”, do Paulo Guerra Santos. Confesso que conjuguei os meus afazeres em Lx para aquele dia porque sabia da reportagem, nomeadamente, estava a contar aproveitar-me dos estacionamentos para bicicletas que o Paulo tinha anunciado que iriam ser disponibilizados naquele dia. Pensei, “perfeito, assim posso ir trabalhar para o CIUL e deixar a bike debaixo de vista estacionada na praça central daquele edifício”. O que eu não sabia era que a excepção que a administração do Picoas Plaza abriu naquele dia não significava que haveria os tais estacionamentos todo o dia, eram mesmo só “para a fotografia” durante a reportagem para receber os ciclistas apoiantes do projecto, pelo que só apareceram pouco antes da hora marcada para a dita reportagem.

Quando lá cheguei, subi com a bicicleta a rampa para a praça e olhei em volta. Como não vi bike racks nenhumas perguntei à florista que lá estava. Ela também não sabia de nada, estava a dar-lhe uma novidade. Eu expliquei aquilo que sabia, que normalmente a administração proíbe a entrada com bicicletas mas naquele dia abriam uma excepção por causa de uma reportagem, e que iam instalar uns suportes e tal. Ela disse que “sim, sim, os seguranças não deixam ninguém levar para ali bicicletas [eheheh, mas eu já levei umas quantas vezes a minha Mobiky sem problemas, vivam as dobráveis! :-) ], muitas vezes, chegam ali grupos de ciclistas vindos de algum passeio, ao fim-de-semana, e os seguranças vêm logo a correr a dizer-lhes que não podem entrar”. Vejam só a [falta de] visão estratégica comercial destes tipos… tsc tsc… Enfim, saloismos por vencer. Posto este cenário decepcionante, lá fui recambiada para o parque “dos carros”.

Curiosamente, no interior do centro comercial, onde depois lanchei, tinha junto à zona a caminho dos WCs duas imagens publicitárias onde a bicicleta fazia parte do cenário, e numa óptica positiva:

Making cycling look cool Avó ciclista

A segunda é num contexto desportivo, mas a primeira retrata uma situação de utilização da bicicleta como meio de transporte, como quem vai encontrar-se com uns amigos para tomar uma bebida numa esplanada ao sol… ;-)

O people todoQuando me fui embora do CIUL, o pessoal do Paulo ainda lá estava no átrio do Picoas Plaza. Passei por lá ao descer para tirar umas fotos e tal, e dizer um olá ao Paulo, o único rosto que reconheci. Tirei umas fotos aos suportes, infelizmente uns wheel-benders, e troquei umas palavras com o Paulo.

Isto é o chamado "wheel bender"Infelizmente, e como pude concluir ao longo dos seus posts e comentários no seu blog durante os 100 dias do projecto, bem como em conversas e nos media, discordamos em vários e fulcrais pontos. A cena dos suportes para bicicletas, que despoletou alguma polémica no seu blog, o advogar ciclovias e circulação de bicicletas no passeio como uma solução a instituir, a hierarquia de prioridades para tornar “lisboa mais ciclável”, a mentalidade do coitadinho do ciclista que já vai com sorte se tiver uns wheel-benderzitos e um espacinho de faixa ciclável na berma da estrada, etc, etc. Two wheel bender rack typesPosto isto (my view on this issues and therefore, our disagreement), não sei se neste caso da promoção do uso da bicicleta e da imagem e direitos dos ciclistas se aplique aquela máxima do «There is no such thing as bad publicity (…).», espero que sim, embora tema as consequências desta bola de neve de fashionablization da bicicleta e das ciclovias que se vem colando simultaneamente à psicose colectiva em curso com a segurança (ou sensação de segurança…), e onde isto vai dar em termos de direitos dos ciclistas. É que noutros países os ciclistas podem escolher por onde andam, se as “vias para ciclistas” que os engenheiros municipais se lembram de fazer forem uma merda ou down right dangerous, nós podemos fazer como sempre e usar a estrada se não estivermos a falar de uma 2ª Circular or something. Cá não, se houver uma ciclovia (algo que, pelo que sei, carece de regulamentação a nível de parametrização/padronização em termos de implementação técnica), nós somos obrigados a usá-la, assim dita o nosso Código da Estrada. Não é uma “pista reservada a velocípedes”, é uma pista OBRIGATÓRIA para ciclistas.

Epá, que o pessoal queira começar pelo fim, ok, que gastem dinheiro que não têm para coisas infinitamente mais importantes, ok, agora não me venham é pisar os calos, e com isso refiro-me a obrigarem-me a andar na rua com uma armadura em material reflector e a obrigarem-me a usar as ciclovias que eles salpicam aqui e ali, sem interligação umas com as outras e com os locais onde quero ir, e sem nenhum tipo de coerência na construção e implementação de concelho para concelho… já para não falar quando são perigosas, sujas, obstruídas ou simplesmente populadas por peões.

Bom, já me estou a dispersar do meu post a la “querido diário”. :-P Posts mais sérios terão que ficar para outro dia, que já esgotei o meu tempo de descompressão bloguística de hoje. ;-) De regresso a casa

Após as fotos e o olá voltei ao parque subterrâneo, onde encontrei a minha bicicleta como a deixei. Agradeci mais uma vez ao funcionário na recepção e fui-me embora, a pedalar até ao Cais do Sodré, onde depois apanhei o comboio de novo (só possível a partir das 20h), até Paço de Arcos, terminando depois o meu dia com mais uns 15 minutos a pedalar até casa. :-) Assim, no lusco-fusco, com uma brisa fresca e já fora da hora-de-ponta. Bliss.

Cantam bem mas não me alegram

Estou farta da nova moda da responsabilidade social das empresas, e dos relatórios de sustentabilidade, e da apropriação de conceitos como bio, verde, eco, orgânico, natural, integral, etc, pelos marketeers para fazer os “consumidores” acreditarem que alguma coisa mudou. Mas na verdade, pouco mudou. À parte o branding das empresas (usam-se mais os tons verdes, castanhos, o tom “terra, e “green”), e as campanhas de marketing a lavar a imagem para parecer mais verde, mais sustentável, mais responsável relativamente à sua influência na sociedade e na Terra. It’s all bullshit, most of the times. Agora os carros são ecológicos e amigos do ambiente, os mega-centros comerciais são socialmente responsáveis, etc…

Ainda não obtive resposta do Amoreiras, por isso reenviei o mail ontem. Já a EDP dá-nos um panfleto com uma lista de comportamentos para descobrirmos se estamos a poupar energia, onde nos aconselha a «optarmos por nos deslocar a pé ou de bicicleta para distâncias curtas».

Palavras ocas? Palavras ocas?

No entanto, se eu quiser ir tratar de alguma coisa às lojas da EDP e for de bicicleta, não tenho onde a deixar lá. Não há parques de estacionamento para bicicletas. Com conhecimento de causa falo particularmente da loja no centro da vila de Oeiras e na loja da sustentabilidade no Marquês, em Lisboa. Na primeira já lá fui uma vez de bicicleta e deixei-a presa a si própria num átrio exterior à entrada, onde a podia manter debaixo de olho, dado que as paredes do edifício eram em vidro. Funcionou bem o suficiente. Na do Marquês entrei sem problemas uma vez com a Mobiky. Nunca lá fui fazer nada numa ocasião em que estivesse com a bicicleta grande, mas estive para lá ir uma vez assistir a uma conferência e planeava ir by bike. Por isso enviei-lhes um e-mail a perguntar se seria possível guardar a bicicleta algures no interior do edifício (parque, corredor, whatever), devido à ausência de infra-estruturas/serviços para ciclistas. Responderam-se que não haveria problema, o que me deixou satisfeita. Mas não cheguei a poder aferir o sucesso da experiência porque me atrasei e já não pude ir à conferência.

Imaginem um big evento sobre empresas e serviços “verdes” em que a organização não providencia caixotes com separação de resíduos para reciclagem. E em que os hot shots todos vão de carro que estacionam em cima do passeio ou do relvado. A hipocrisia dá-me vómitos. Como viver neste sistema sem entrarmos em depressão? Como interagir e participar sem nos sentirmos traidores dos nossos próprios valores de cada vez que nos associamos ao sistema ou a ele nos vemos forçados a fazer concessões in order to persevere? Talvez a solução seja o “soma”…

*sigh*

Sinto que não vale a pena correr atrás e tentar “vender-lhes” conceitos e valores que eles não entendem. Só perdemos tempo. Talvez a melhor solução no compto geral e para a nossa própria sanidade mental, emocional, fazer as coisas como achamos que elas devem ser feitas and then justtalk the walk“. Demonstrate, share, explain, educate, motivate! Maybe then they will come, on their own feet, and of their own will.

Sinais de vida

Beeem, há quase 1 mês que não posto aqui nada! O dia só tem 24 horas, e neste momento, eu precisava que ele tivesse o triplo disso… :-\

Isto não deve melhorar tão cedo, até porque entretanto teremos na família o arranque de um novo projecto, uma cafetaria aqui na zona, e se até agora the work load era em bastidores, depois são outros trabalhos…

New Café in the making

E entretanto lá vou tentanto “tocar” o meu próprio projecto para a frente, slowly but steadily. O que é preciso é acreditar e trabalhar. Muito! ;-)

Great depression

É impressão minha ou há uma nuvem gigante negra e pesada a começar a pairar por cima de nós, tugas?…

Everywhere I look, people are gloomy, going nuts, edgy. É a crise, é a crise, vamos todos passar fome e comer-nos uns aos outros no desespero das vacas magras.

O meu pai só me diz que isto anda tudo fodido da cabeça. As pessoas, as empresas, tudo disfuncional. A mãe do Bruno, que também lida com várias empresas, diz que parece que o país está fechado para obras. Em casa o discurso é de catástrofe e de prepararmo-nos para o pior, inclusive ir plantar batatas para a terrinha. Não há emprego, não há consumo, as empresas e as pessoas retraem-se de investir, de consumir, de viver, tudo à espera que a crise passe (e assim, inadvertidamente, tornando-a ainda pior).

Está tudo na merda e é difícil não nos deixarmos contaminar com esta depressão e psicose colectiva. Ainda há pouco o meu pai me falava no cenário negro traçado pelo Expresso de hoje (que ainda não tive oportunidade de ler), e como isto está tão mau ou pior como na altura antes de Portugal se juntar à CEE, em 1986…

Claro que isto não está assim nestes tons só em Portugal, mas talvez se não tivéssemos gente mal-formada, atrasada, incompetente e corrupta a desgovernar o país na política e nos grandes grupos económicos, isto tivesse melhor aspecto…

E depois ter que aturar políticos a dizer que vão “experimentar dizer a verdade”… Olha, obrigadinha!!

Um país em que duas pessoas a trabalhar na mesma empresa podem ganhar ordenados obscenamente díspares como o top ganhar 30 a 40 vezes mais que o bottom… (havendo exemplos de 50, 70 ou mais de 200 vezes mais!!!). Quando o desejável seria 6 a 8… Que raio de sociedade é que isto reflecte? Que pesadelo de sociedade é que isto vai desenvolver?… Será que ninguém vê que isto está doente? Desequilibrado?

Um tipo ou uma empresa muito muito rica é como uma pessoa morbidamente obesa. Isso já é mau por si só, mas se essa pessoa obesa viver numa comunidade com mais 9 morbidamente obesos, uns 30 tipos com um IMC normal e depois 60 desgraçados subnutridos… That tells you something, doesn’t it?

O lucro deve ser usado para alavancar coisas que se toda a gente ganhasse sempre apenas o suficiente para as suas necessidades “normais” não haveria maneira de criar. Investigação científica, novos produtos e serviços que sirvam para melhorar a vida das pessoas, etc. Não deveria servir para ser acumulado por indivíduos e entidades que por sua vez acumulam McMansions, SUVs, jactos particulares, etc, etc, etc. Esses 10 gajos morbidamente obesos só seriam aceites face à desnutrição dos outros 60 se se estivessem a preparar para uma expedição qualquer em busca de mais fontes de comida, abrigo, whatever, para a comunidade, para a qual tivessem que acumular reservas.

*sigh*

Mais do que com medo “da crise” e das minhas já parcas expectativas de futuro sairem goradas, estou farta de ninguém me deixar sonhar um pouco e manter-me à tona da água, pelo menos. Família, media, tudo nos traça cenários negros. Assim uma pessoa nem tem já força para tentar melhorar as coisas e perseverar. Chiça.

Yeah, this banana got the blues. Dark-storm-like blues.

*sigh*

Às vezes é difícil evitar umas breves recaídas

Ousar

Ah, the story of my life… Aquela vontade de recuar, desistir, fugir… I get it all the time, with big things and “little” things. Mas há que vencer os medos, as inseguranças, as fraquezas e avançar! Nesse aspecto, eu “oiço vozes”, há outra Ana que me diz a toda a hora, “não sejas parva, go for it, rise above!”. I do have to be a bit crazy to be able to keep living in this world. ;-) Mas isto de estar sempre a “contrariar-me”, a forçar-me a ir na direcção oposta, a fazer aquilo que não me sinto capaz ou confortável a fazer, é cansativo. Mas aprendi que é algo que tenho que fazer se quero levar uma vida com sentido, ao longo da qual possa ir crescendo e enriquecendo-me de experiências fulfilling, com significado, que me transformem e me tornem em alguém que eu goste de ser e que se sinta confortável e minimamente segura na sua pele, e na sua vida.

Obrigada ao Mário por me enviar este vídeo. Gostei. :-)

Crónicas da SPEZI I: os alemães

Os alemães são tipos grandes. Os pacotes de sumos deles são de 50 cl no mínimo, bem como as garrafas de água.

Drinks for pirates

Os pratos nos restaurantes davam pra duas doses.

Dinner before leaving

A T-shirt mais pequena que tinham na SPEZI era um S mas equivalia na boa a um M português.

SPEZI nostalgia look

Não sei se eles comem e bebem muito porque são grandes ou se são grandes porque comem e bebem muito… :-P

“Água” lá equivale a água com gás. É o default. Se queremos sem gás temos que pedir à partida. É ao contrário daqui.

Muitos não falam inglês, mas parecem perceber alguma coisa. O pior é que depois respondem na mesma em alemão. :-P Mas lá nos vamos desenrascando, e o mini-dicionário alemão-português-alemão dá muito jeito. :-)

Checking words on the little book german-to-portuguese

——
Este post faz parte de uma série sobre a nossa viagem à SPEZI, na Alemanha, em Abril de 2008.

/away (as in abroad and offline)

Vou espairecer durante uns dias no meio de cenas a pedal especiais, esquisitas, lindas, geralmente as 3 coisas ao mesmo tempo. :-P Espero que desta vez não haja problemas com os vôos nem nos percam as malas. Mas alguma coisa se vai aprendendo com a experiência e com os erros, não é mesmo? ;-)

Se gostarmos muito muito mesmo, não é considerado trabalho, pois não? :-P (Eheheh, na verdade eu digo que vou em trabalho para dar um ar profissional, na verdade vou mesmo é para curtir bué! lol)

Free Range Kids

I was a Free Range Kid. :-) Safei-me à mania de prender os miúdos dentro de 4 paredes, de onde só saem para dentro de outras 4 paredes, fechados dentro de um carro. Foi uma conjugação de época, pais e local onde vivia. Tive espaço próprio, pude arriscar, aprender, testar. Tornei-me autónoma, desenrascada, responsável, organizada, cautelosa, curiosa. Desfrutei do imenso prazer de deambular por aí, de rua em rua, pelas casas e quintais de amigos e vizinhos, subi muitas árvores, pulei muitos muros, joguei às escondidas até à noite, conversei com amigos sentada no muro de minha casa, e no dos outros. Construí cabanas. Brinquei com carrinhos na terra. Corri pelo meio das ervas, nos campos. Andei de bicicleta por todo o lado. Partilhei com amigos descobertas, riscos, medos, aventuras, crises, problemas. Tudo na rua. Tudo sem câmaras de vigilância nem pais a controlarem-me via telemóvel nem guarda-costas.

Isto para falar deste artigo, que originou este site.

Vivam os Free Range Kids! :-)

Feeling connected

Ontem e no dia anterior pedalei à chuva. I mean real rain. Heavy, downpouring rain. Durante o pior abriguei-me mas a bicicleta permaneceu à chuva. Ficou toda suja e os FreeLoaders encharcados (aquilo é feito para o clima da Califórnia, dude). A zwei também - é “impermeável” mas não ao nível de a podermos deixar dentro de água. :-P

Eu tinha apenas o meu casaco reflector impermeável e um boné. It worked fine, really. :-) E no segundo dia, curti mesmo bué pedalar à chuva, sentir as gotas de água no rosto, ultrapassar o receio e aquela cena de “ai que vou-me sujar/molhar/whatever”. A sério, fiquei surpreendida and hooked. É mesmo verdade, there’s no bad weather for cycling, only bad equipment. ;-) Só não arrisco num caso de chuva + vento fortes. Aí é desagradável e muito mais complicado. De resto, só tenho que preparar a bicicleta e o vestuário e calçado. E curtir bué depois! Eheheh! ;-)

Desde 6ª-feira que têm sido uns dias mesmo fixes. :-) Sabem, quando as coisas correm bem, tudo se encaixa e encadeia fluidamente. Passar um bocado com novos amigos, aprender coisas novas, aprender a pensar nas coisas de outra forma, sair, conversar, andar de bicicleta, partilhar as coisas de que gostamos com outros,…

Sim, continuo overworked, mas se tudo correr razoavelmente bem, daqui a umas semanas tiro uns dias off. ;-)

verde com duas rodas, foi o ponto alto do meu dia

Hoje apanhei uma seca monumental dentro do carro para chegar ao Parque das Nações. 1h35 min desde entrar no carro até voltar a sair…

Mas onde é que eu me fui meter... Mas onde é que eu me fui meter...

Há poucas coisas que me façam sentir tão estúpida quanto isto. Estúpida, bored, etc, etc. Devia ter saído mais cedo de casa, mas deitei-me mais tarde do que devia ontem e… enfim.

Fui a uma conferência sobre mobilidade empresarial (gestão da mobilidade para empresas) na Vodafone no PdN, mais um freebie que consegui “papar”. :-P Um dos oradores falou via videoconferência a partir de Inglaterra. :-)

Conferência «Mobilidade Empresarial - mais eficiência | mais qualidade de vida | menos carbono»

Foi a primeira vez que presenciei uma cena destas. Muito fixe. :-) Embora a apresentação se torne mais monótona porque a pessoa está sentada a falar frente ao computador e tudo perde ritmo, expressividade… Mas correu bem e achei aquilo tecnicamente muito feasible.

Mas o melhor do dia foram mesmo aqueles quilómetros (não sei quantos, tirei o ciclocomputador há tempos e ainda não o recoloquei) entre o carro e o edifício da Vodafone. Talvez uns 3 km para lá, outros 3 no regresso.

Multimodal trip: bike + car

Um sol esplendoroso às 10h15 da manhã, praí uns 25 ºC, e eu a pedalar a minha Mobiky, que já tinha saudades dela, não a tenho usado nas últimas semanas, talvez até meses, porque não se tem proporcionado. Aliás, há quase 2 semanas que não ando de bicicleta at all, nem com a outra. Na minha vida as rotinas não duram muito tempo ininterruptas. :-P É assim, sou capaz de andar 15 km todos os dias durante 2 semanas e depois secar outras 2 semanas with my ass sitting behind a desk or behind a wheel.

Estou a precisar de férias. Não as tenho há meses e meses. Bolas, será mais de 1 ano, já? E nos últimos meses nem fins-de-semana nem feriados, nem nada. All work all day e mesmo assim ele nunca parece acabar. Nunca há um momento em que diga “epá, parece que fiz tudo o que tinha para fazer e agora posso descansar até surgir mais alguma coisa”. :-P Neste momento estou envolvida em 3 empresas da família, todas em áreas diferentes: mobilidade, construção civil e restauração. lol, sou uma gaja multifacetada. :-) Bom, pelo menos é algo mais ou menos flexível, ainda me tem dado para assistir às minhas conferênciazitas e tal, algo que nunca aconteceria se estivesse a trabalhar noutra empresa. As coisas não andam fáceis, mas sempre andam. Às vezes penso que estaria melhor a trabalhar para outros, que isto de ser empresário por conta própria é uma escravatura e o meio português é muito hostil para os “pequenos”. Pelo menos é o que tenho aprendido com o dia-a-dia do meu pai…

Entretanto, lá vou perseverando em seguir muiiiiito lentamente os meus sonhos de “mudar o mundo” por terras lusas. Nesse aspecto, espero que aquilo que dizem dos Capricórnios seja verdade. ;-)

CA meetings available?

The word got out. I can’t hide anymore the fact that I’m a bike nut, Mobiky fan. :-D Perhaps there’s some Cycleholics Anonymous where I can get some help with my uncontrolably growing everything-cycling addiction?…