O meu namorado é um querido. Oferecia-me isto se pudesse.
Se ganhasse o Euromilhões isto devia ser das primeiras coisas em que eu investiria o dinheiro.
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… if all the other families are as fucked up as mine. Most of them look so normal from the outside. We’re just dysfunctional (without the ‘fun’ part of it).
*sigh*
Note to self: do not, I repeat do NOT bring kids into this world. Just have pets.
Esta música dá-me arrepios. E adoro a série, “Grey’s Anatomy”.
Tropecei neste vídeo por acaso, estava no Hi5 da minha prima, que está no auge da juventude, com os seus quase-quase 17 aninhos.
Estar aqui a ouvir isto, a rever imagens familiares da série, invade-me um sentimento de tristeza, vulnerabilidade, helplessness, que me arrasta até à minha adolescência. E note-se que foi longa, precoce e prolongada. Acho que fui adolescente até ao fim da faculdade, ou seja até ao final de 2006.
Era assim que me sentia. Ainda me vejo um bocado como uma miúda. Tenho aspecto disso, até a voz.
Só me apercebo que já não sou mesmo uma adolescente quando me encontro no meio dos verdadeiros adolescentes. Aí, reality settles in. E como estou contente de essa fase da vida (minha e dos que com quem convivo) já ter passado, e de lhe ter sobrevivido. Sobreviver é a palavra aqui, porque com tantos traumas, decepções, angústias, incertezas, inseguranças, é um milagre saírmos vivos da adolescência, mais ainda se o fazemos com algum equilíbrio emocional.
No entanto, se sou adulta, não me sinto como pensava que um adulto se sentiria. Continuo com perguntas sem resposta, dúvidas, inseguranças, medos,… E fiz há uma semana 27 anos, quase trintona!
Não houve nenhum clique automático de transição, sou eu na mesma, only older and with a longer history.
Eu sei que os meus “verdes anos” foram um período terrível emocionalmente (e olhem que a infância também não tinha sido um mar de rosas). Durante esses anos devorei infindáveis filmes românticos, absorvi e curti sessões de choro ou de simples lying around a ouvir baladas românticas ou depressivas, mostly both, absorta nos meus próprios sentimentos, nas minhas desilusões e traumas amorosos, nas minhas inseguranças de me achar uma merda, unattractive, dumb and unintelligent, nas frustrações de sociabilização e das tentativas de fitting in and searching for people and places where I could belong. I never did fit in, and those people and places never were. Bom, algumas, por breves períodos. Mas nem tudo é mau, daqui a uns dias comemoro 7 anos de vida partilhada com the person where I belong.
Ainda não encontrei a place to belong, mas sinto que as minhas loucuras sobre rodas me levarão lá, de uma maneira ou de outra.
Não tenho saudades de ser adolescente. Aquela cena de nos sentirmos sempre na merda, ansiosos com o futuro, inseguros de nós próprios em tudo, inexperientes em tudo, os desgostos de amor, amar quem não nos ama, os desencontros amorosos (estados de desenvolvimento, expectativas, diferentes), as criancices dos colegas e dos “amigos”,…
Agora já não curto fossas com banda sonora. Claro que isso não tem só a ver com o ultrapassar da adolescência, mas também com o facto de ter encontrado alguém que mais do que me dar aquilo por que desesperadamente ansiava – um companheiro na verdadeira acepção da palavra – veio provar que tal pessoa realmente podia existir. Até aí tudo o que via acontecer à minha volta, nos filmes, livros, etc, me levava a crer que o sexo masculino era formado exclusivamente por sacanas ou simples desligados emocionais. Com essa perspectiva, não havia esperança nenhuma de um horizonte onde surgisse alguém com quem eu conseguisse estabelecer aquela deep and strong connection de que sentia que precisava como se de um transplante vital se tratasse.
Naquela altura essas músicas lindas tristes eram uma constante. Era aquilo que eu queria ouvir. É um paradoxo, mas era o que me fazia sentir bem sentindo-me mal. Era estúpido, claro, uma pessoa quando está na merda procura sair dela, e não ir-se enterrar mais nela. Mas os adolescentes são uma raça esquisita de gente.
Aquilo é como uma droga, pá. Ouvimos aquilo porque nos sentimos deprimidos porque ouvimos aquilo que é deprimente e por isso mantemo-nos deprimidos e por isso ouvimos aquilo porque nos identificamos.
Actualmente, há muitas coisas que me angustiam, mas nada que se compare àqueles anos todos de blues. Finding love is so fundamentally important, significant, urgent!, that I can’t help feeling sorry for all those people who can’t seem to find it. And where do you find love? How? I’m not even talking about chemistry. I’m talking about the brain, the “heart”… Love is compatibility, same-levelness in understanding, being able to build stuff together: projects, dreams. Sometimes, or for some people, it just doesn’t work out. Maybe it’s bad luck, maybe it’s a lack of willingness to see what’s in front of us, or even an inability to build a relationship. I think many people browse through partners like zapping, perhaps a modern Relationship Attention Deficit Disorder of some kind?
Uma coisa boa de envelhecer e de ter uma história com muitos baixos (mesmo que internally fostered), é que sabemos reconhecer as coisas boas quando as vemos e quando as vivemos. Temos a sensibilidade para tirar um instante e inspirar esses pequenos momentos, saboreá-los e sentirmo-nos infinitamente gratos ao universo por essa pequena mas milagrosa dádiva. Por isso sofrer é tão importante no crescimento de uma pessoa. Ele dá a medida das coisas, a métrica da vida. Dá os pontos de referência. É o que permite apreciar as coisas boas. Dá-nos uma noção das nossas forças e das nossas fraquezas, torna-nos mais humanos para com os outros. Alguém que passa pela vida sem sofrer não vive. A vida é como o sinal do batimento cardíaco num monitor de um hospital: aos altos e baixos. If it’s flat, you’re actually dead.
Há tempos houve aí uma pequena “polémica” por causa dos sacos de plástico nos supermercados e afins a pagar (como já acontece no Pingo Doce e no Lidl, por exemplo).
Resultado: agora tem-me acontecido as meninas da caixa comentarem “ah, mas ainda não se pagam os sacos!”, quando lhes digo que não preciso dos de plástico delas e começo a sacar dos meus. Como se uma pessoa pudesse fazer isto apenas e só porque de repente vai passar a pagar uns cêntimos a mais para ter direito a sacos descartáveis. Que mentalidade pobre. Por outro lado, já tive comentários positivos, tipo “se todos fizessem isso…”.
Ora, eu já ando com 2 na mala, o Bruno anda com 1 (a mala é mais pequena
) e tem outro de reserva, e já ofereci 4 a amigos no Natal e outro à minha mana. Esta estreou o dela ontem, nos saldos.
E disse que no outro dia viu um casal não sei onde com 2 sacos iguaizinhos aos nossos!
Por isso, e como respondi à senhora da caixa, “um dia todos farão isto”.
Sim, porque as pessoas que escolhem deixar os presentes para oferecer noutras alturas do ano podem passar esta época calmas, com mais dinheiro no bolso, sem envelhecer prematuramente por causa do stress das compras, tendo tempo para passear e passar tempo com a família, dispensando as compras e prendas sem sentido nem valor nem significado (comprar porque se tem que oferecer algo). Abdicar da bonecada, do plástico, do excess packaging and wrapping, do lixo, do desperdício. As pessoas levam uma vida parva, sem tempo para conhecer as outras pessoas e saber o que as fará felizes, verdadeiramente, sem tempo para se dedicarem a elas pensando a sério as prendas que oferecem. Detesto prendas tipo bugigangas sem significado nem utilidade. Detesto prendas para encher chouriços. Detesto-as para mim e detesto-as para os outros. Por isso sou difícil de agradar (ou pelo menos contentar) e escolher prendas dá-me o triplo das dores de cabeça que ao average Joe. Because I care. E isso dá trabalho com’ó caraças, pá.
A todos, um bom Natal, com casa quentinha, comida boa na mesa e muita gente em casa.
E não se esqueçam de pôr para reciclar todo esse papel e afins das prendas. Ai a loucura, a loucura…
AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!
Tenho 500 mil coisas “urgentes” para fazer, coisas importantes pendentes porque a bola está com outras pessoas e entidades que não dão resposta, mails para ler e responder, encontros e reuniões marcados e por marcar, tenho que ir comprar (muita) roupa urgentemente sob pena de não ter nada para vestir (e morrer de frio entretanto) e eu DETESTO ir “às compras para roupa”, tenho que desencantar tempo para ir cortar o cabelo porque já não vejo nada com a franja à frente, mas não me apetecia ir ao MacDonalds dos cabeleireiros outra vez (sinto-me como mais uma na linha indiferenciada de produção), detesto o Natal e o rádio a dar músicas sobre o Natal, os anúncios na TV, o ainda maior caos e stress nas ruas e nas estradas, as enchentes, a paralisação do país nestas 2 semanas,… tenho que decidir o que raio fazer e/ou onde ir no fim-de-ano e no meu aniversário, logo a seguir (as únicas coisas piores que o Natal), queria escrever nos blogs e não deixar acumular os feeds por ler mas não tenho tempo, queria ir andar mais de bike ou experimentar o kart mas não tenho tido fins-de-semana, trabalho 7 days a week. Ufff!… I need a break!
Ok, end of scream.
Quase enchi a caixa em que veio a minha Mobiky com papel: folhas de cadernos, apontamentos, fotocópias de livros, relatórios, etc, etc, tudo dos 7 anos de universidade:
Vai tudo para reciclar. Perguntam vocês, “mas porquê”? Porque preciso de espaço e aqueles papéis não me trazem boas memórias, pelo que não faz sentido guardar todos aqueles dossiês. Fiz um overhaul à minha cave/garagem nos últimos dias, e muita coisa foi fora, essencialmente papel para a reciclagem. Eu tenho o hábito de guardar as coisas. Mas comecei há uns anos a sentir que ter livros (de escola, infantis, etc) guardados onde mais ninguém ia usufruir deles não fazia sentido. De nenhum ponto de vista. E dei uma batelada de livros. Pois ainda encontrei mais uma data deles, entre meus e da minha irmã (alguns já estavam de lado há muitos meses, para mais uma doação). Vou dá-los também, um dia destes. Já os pus de lado. A custo, lá decidi também dar toda a minha colecção de livros de quadradinhos. E de livros infanto-juvenis como a colecção “Uma Aventura” (tinha todos), o Clube das Chaves, e outros avulsos. Custa-me desfazer-me de livros, ainda mais daqueles de que gostei tanto. Quando saía mais um da “Uma Aventura” ia logo comprá-la, chegava a casa, deitava-me sobre a cama a lê-lo e devorava aquilo em menos de 2 horas. Mas se eu os tirar da cave talvez outros miúdos cresçam com eles, a gostar de ler.
Tenho várias caixas de livros para dar, resta-me decidir a quem. Uma tarefa para quando tiver um tempinho livre.
Ao revolver tanta tralha encontrei uma coisa que há muito julgava perdida: a minha pasta de criações de moda.

(Não acredito que não me dignei a fazer uma capa minimamente decente!
)
Quando tinha 13 anos, durante as férias de Verão passadas no monte da avó, no Algarve, deu-me para desenhar roupa. Coloquei uma pseudo-Barbie da minha irmã sobre uma folha de papel e desenhei os contornos da boneca. Depois fiz os ajustes. O resultado foi este, que me serviu de base para os desenhos posteriores:
Fiz imensos modelos, cerca de 100 (em dois verões, 94 e 95), de fatos de banho, vestidos de noite, etc. Exemplos:
O meu estilo era muito a la Fátima Lopes, muitos buracos na roupa e carne à mostra.
Não sei porquê, mas lembro-me que algures entre o 9º e o 12º anos, eu me considerava uma pessoa “não criativa”. Não sei por que tinha esta ideia, mas lembro-me de pensar isso. À medida que fui ficando mais velha, apercebi-me que até sou uma pessoa criativa, o que me surpreendeu bastante. Será que tem a ver com a sensação de “liberdade” para criar? Para arriscar, errar, sujeitar-me ao ridículo? Na escola não me considerava criativa, desenhava roupa, móveis e casas, construía cenas, em casa, nunca “em público”. Talvez fosse medo do ridículo, do fracasso. Até ao 12º ano sempre fui “top of the class” e isso criava expectativas nas outras pessoas, nomeadamente nos professores. Não tinha que me esforçar mais para as corresponder, mas sentia o desejo e a obrigação de não falhar nessas mesmas expectativas. E o nosso sistema de ensino não ensina nem fomenta a criatividade. Baseia-se em absorver informação e debitar respostas a seguir. Para mim isso era fácil, pois tinha boa memória (nos testes, eu via cada página dos livros na minha cabeça, quase bastava lê-las) e uma cultura geral muito avançada para a minha idade (resultado de ser uma ávida leitora e consumidora de cinema e TV). Os meus bons resultados nunca foram resultado de grande esforço e trabalho, mas sim de concentração nas aulas e leitura e sessões de decorar texto nas vésperas dos testes. A excepção eram os trabalhos e relatórios, que obviamente requeriam trabalho e onde sempre me esforcei e esmerei para os fazer o melhor possível. Na faculdade foi tudo ao contrário. A minha outrora reliable memória e capacidade de concentração esfumaram-se, e tudo era incrivelmente difícil. Nunca trabalhei e estudei tanto na minha vida. Não sei como não tenho o sistema nervoso queimado também, além de largos milhões de neurónios que foram sendo “implodidos”.
Ah, enfim, já me disperso.
Há dois livros que não consigo dar, não sei porquê inspiram-me uma sensação especial. São livros especiais, por algum motivo:
Não sei se já tinha mencionado isto aqui, mas o meu gosto pela leitura e subsequente facilidade em escrever e os bons resultados escolares daí derivados, devem-se à minha mãe. Desde que me lembro de ser gente que ela nos comprava livros, nos lia histórias à noite, e muitas vezes simplesmente nos contava histórias que ia inventando à medida que ia falando. Ela sentada no meio das nossas camas, de luz apagada (só a luminosidade que vinha da sala, pela porta aberta), nós debaixo das mantas, e ela a contar-nos histórias absolutamente malucas e mirabolantes, são das memórias mais marcantes e prazenteiras que tenho da minha infância. A nossa minúscula casa para 4 estava cheia de dezenas e dezenas de livros do meu pai e da minha mãe: economia, política, filosofia, etc, etc. E sempre houve jornais e revistas em casa. Agora que penso nisso, eu cresci no meio de cenas para ler, está-me no ADN.
E sinto (e tenho lido artigos científicos a atestar o mesmo) que esse contexto foi determinante nas minhas capacidades intelectuais anos mais tarde, e pela vida fora. Não é só a matemática que “ginastica” e desenvolve o cérebro. Ler é fundamental.
Ainda encontrei outras cenas velhas giras, relacionadas com bicicletas, mas isso fica para outro dia.
O que fazer para que as calças não se sujem na corrente ou na bottom bracket onde os pedais “giram”, ou não se prendam em alguma parte da bicicleta?
Duas opções simples:
O estilo à dread (total ou parcial), prender as calças dentro das meias:
O estilo mais clássico, usar clips:
Há quem opte por esta última alternativa com simples molas da roupa (demasiado para mim) ou com tiras reflectoras (aumenta a segurança por aumentar a visibilidade do ciclista).
A desvantagem da primeira alternativa é que não funciona (bem, pelo menos) com todas as combinações de calças/meias/sapatos, e pode amarrotar a roupa, mas é a mais simples. A desvantagem da segunda é que temos que andar com os clips ou tiras sempre connosco ou na bicicleta, ou então lembramo-nos de as levar quando saímos.
Já sei o que quero pró Natal: Dreams of Flying, mas não em livro, em fotos para pôr nas paredes.
Não é LINDO?
Vídeo inspirado neste trabalho:
Na 5ª-feira passada, 22 de Novembro, fomos a Lisboa, ao lançamento do livro “País (In)sustentável“, da Luísa Schmidt, no Teatro S. Luiz (again!).
Não sabia do livro, foi através de um blog or something que soube disto, praí na véspera, e decidi ir. Leio a coluna da autora no Expresso desde que me lembro, gostei de ver aqueles documentários «Portugal – Um Retrato Ambiental», e tenho-a em boa conta, no geral. Bom, àparte de ela no final do último “Um Dia Por Lisboa” ter dado convites para o lançamento do livro a pessoas com quem nós estávamos a conversar mas não a nós, à nossa frente. Na altura não sabia o que era, agora já sei. Enfim, também não tem importância, foi só um pormenor.
Nunca tinha ido ao lançamento de um livro, e fui mais para saber como era. Posso comprar o livro noutro sítio qualquer. Afinal ali era mais barato uns 5 € e aproveitei o desconto.
Não, no final não fui “falar com a autora”, nem pedir um autógrafo. O que iria dizer? “Ah, gosto muito do seu trabalho.” Ou outros clichés do género? Eu não conheço a mulher! E não sei fazer conversa, já sabem.
E também não fomos petiscar depois, afinal, não fomos convidados. lol
Foi uma viagem multimodal: carro + bicicleta para lá, bicicleta + Metro + carro para cá.
Já tenho bastante experiência de utilização da Mobiky com o Metro e há cenas que me lixam o juízo. Porque é que a política de mobilidade e acessibilidade não é uniforme em TODAS as estações? Numas há elevadores, noutras não…
Numas vêem-se placas para esses mesmos elevadores, noutras andamos feitos parvos a tentar vê-las. Numas há escadas rolantes além das escadas normais.
Noutras só há escadas normais. Noutras há escadas rolantes mas só nalguns troços das escadas normais, ou só nalgumas entradas… F***-se! Uma pessoa tem que saber à partida que estações vai usar para se certificar de que consegue entrar e/ou sair de lá (assumindo que já as conhece). Isto admite-se? Para mim isto apenas me rouba tempo e torna a minha viagem mais cansativa, quando não habia nexexidade. Pego na bicicleta e lá subo ou desço as escadas. Claro que ao fim de 4 ou 5 ou 6 vezes em que tive que a carregar (quando ela está preparada para eu a levar a rolar ao meu lado!) já começo a questionar a minha opção de ter optado ou pela bicicleta ou pelo Metro. Geralmente quem perde é o Metro porque ou vou o caminho todo de bicicleta ou substituo o Metro pelo carro… (Hey Metropolitano de Lisboa, take a damn HINT!!). Mas e se for uma pessoa com um miúdo num carrinho? Ou uma pessoa em cadeira-de-rodas? Ou um idoso ou outra pessoa com mobilidade algo limitada/condicionada? Porque é que estas pessoas não se vêem no Metro em grande quantidade? Hein? Talvez porque o Metro não serve as suas necessidades. Por isso ou ficam em casa (muitos dos deficientes) ou compram um carro e usam-no intensivamente quer queiram quer não, quer gostem quer não, quer o consigam sustentar quer não (famílias com filhos)!! A sério, isto revolta-me. E sinto-me impotente e é uma sensação horrível. E gostava de ter energia e combater o conformismo e lutar, fazer alguma coisa mais útil que postar fotos das asneiras deste país e blogá-las. Aaargh!
No site deles: “Aconselhamos as pessoas de mobilidade reduzida a viajarem acompanhadas.” No shit!! Claro, elas precisam de alguém que as ajude a localizar os elevadores, quando existam, ou que vá “chamar alguém” para inventar ou lhes indicar uma maneira de saírem dali. Ora, todos os utentes do Metro (ou de qualquer outro transporte público), se pagam o mesmo que toda a gente pelo bilhete, deveriam ter condições para usar os serviços de uma forma independente e fluida. Se eu não posso chegar e sair dos cais de embarque de forma autónoma e rápida, sem ter que esperar e perder tempo a pedir ajuda e a usar infrastruturas “especiais” ou condicionadas, mais vale comprar um carro, porra!! Como está, seria mais justo colocarem nas entradas das estações sinais e dizer “se traz carrinhos ou cadeiras-de-rodas, esqueça, isto não serve para si. Apanhe um táxi, vá a pé ou desista”. Os transportes públicos não podem ser uma não-escolha dos seus utentes, não podem ser o último recurso, porque assim só vão atrair os que não têm dinheiro para comprar e manter um carro, ou andar de táxi. Os transportes públicos têm que atrair utentes porque são melhores alternativas do que ir de carro, ou a pé ou de bicicleta (e não devido à falta de condições dignas para estes modos!).
*sigh*
Aquilo começou às 18h e já era de noite quando íamos para lá (chegámos uns 15 ou 20 minutos atrasados). Passámos pela ciclovia do Campo Grande para fugir aos carros, mas a ciclovia não tem iluminação absolutamente nenhuma, e está toda cheia de caruma e folhas, além de rachas e outros danos no piso.
Há iluminação nas vias do lado esquerdo e do lado direito, destinadas aos carros (e às bicicletas cujos condutores não temam pela vida a circular num local multi-faixas e onde as latas andam a velocidades MUITO acima dos 50 km/h legais…), que têm luz própria para dar e vender, mas a ciclovia pode ficar às escuras para ser insegura pela infrastrutura e pelo ambiente propício a assaltos… Mas alguém percebe este povo?
Para lá, íamos a descer a Av. Fontes Pereira de Melo e estava fila, hora de ponta. Houve uma gaja que tinha um problema qualquer com bicicletas e então “ultrapassava-nos” para se tentar meter à nossa frente. Atenção, estava tudo parado, muitos carros, semáforos uns atrás dos outros. Qual era a necessidade? Tipo, parece que se pica de estarmos à frente dela, e não pode ser. Ela não nos apitou, simplesmente teve uma atitude imbecil, o que ainda não é crime, infelizmente.
A primeira vez que me fez aquilo, passou-me rente (mesmo que a baixa velocidade), para parar 50 cm à minha frente, dei-lhe uma Airzoundzada logo.
Adoro, o pessoal nunca está à espera de uma buzinadela de um ciclista, muito menos de uma tipo camião vinda de uma mini-bicicleta como a Mobiky. lolol Ao menos sempre me vou divertindo com estas pequenas desgraças inconsequentes do trânsito.
Bom, ela continuou a fazer aquilo a seguir, mas já não passou perto…
No dia seguinte, 6ª-feira, voltei a Lx, e meti-me em novas aventuras.
Logo blogo sobre as minhas peripécias, quando der.
Já não me lembro onde ouvi (ou li) falar do Russ Roca pela primeira vez, já foi há uns tempos atrás. Penso que tinha a ver com o facto de ele usar uma Xtracycle (e, quando necessário, mais um reboque) como veículo de trabalho (ele leva uma vida carfree, tal como a namorada, ou pelo menos, carlight), mas não sei onde vi aquilo. Anyway, Só há dias descobri que ele tinha um blog, além do site profissinal, e do espaço no Flickr.
À medida que ia navegando pelos posts, pensei “que vida fixe”.
Andar de bicicleta para todo o lado, conhecer pessoas, locais e temas diferentes todos os dias, ser pago para tirar fotografias, poder registar no tempo imagens de famílias, casais, pais & bebés…, e depois ainda fazer coisas giras com as imagens.
Gostava de levar uma vida assim. Independente, flexível, criativa, conected.
Também me deu vontade de fazer uma sessão fotográfica profissional do tipo da que ele faz a famílias, casais, retratos, etc. A minha família não é de tirar fotos junta e cenas assim, somos um bocado desligados como grupo. Gostava de conseguir contrariar isso… Mais não seja na nova.
Alguém sabe de um eco-friendly bicycling photographer cá pelas nossas bandas?
O vídeo da viagem inaugural da Xtracycle do Bruno está lame porque a minha máquina não é para grandes vôos, e porque não consigo ficar quieta e estabilizada com ela.
Mas pronto, dá pra ter uma ideia de como é pedalar em Lisboa.
Chamo particular atenção para a zona do Terreiro do Paço, onde por momentos pensámos que tinha havido uma revolução, havia árvores no “meio” da estrada.
Afinal, era tudo adereços.
E depois a parte na Baixa, quase sem carros. Que maravilha!! Tentei filmar o piso, porque acho que as más condições das estradas são a principal razão que pode desincentivar as pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte (tal como as medíocres infrastruturas pedonais levam os peões a arranjar um carro logo que possam…), mas a qualidade da imagem depois de uploadar (é um verbo novo) o vídeo não dá para perceber muito bem.
O petróleo também é gasto nos plásticos. Montes de cenas do dia-a-dia são de plástico. Incluindo os sacos dos supermercados. Alguns locais já vendem os sacos, e/ou incentivam a sua reutilização, mas não é suficiente.
Os sacos nunca podem ser oferecidos gratuitamente, e não devem custar uma ninharia. Os sacos de plástico são usados uma vez (ou poucas mais, mesmo que os reutilizemos nem que seja para pôr o lixo) e levam anos a degradar-se na natureza. Com consequências ambientais. As pessoas têm que se habituar a trazer consigo um ou dois sacos reutilizáveis para as ocasiões. E o mercado tem que oferecer soluções para tal, práticas e eficientes.
Até há pouco tempo usava uns sacos de pano para ir às compras (tinha-os no carro, ou nos alforges na bicicleta):
A desvantagem daqueles sacos é que eram difíceis de manipular para arrumar as compras. Sabem aquele stress de estar numa fila de supermercado a arrumar as coisas nos sacos e ter gente à espera?
Bom, há tempos fui à Intercasa, na FIL, e no stand da “A Janela da Minha Casa”, cheio de tralha, embora engraçada na maior parte das vezes, e encontrei uns sacos reutilizáveis, em poliéster, da Reisenthel. Trouxe 1 pequeno, um mini maxi shopper (20 L / 10 kg), e um grande, para usar com os carrinhos de supermercado, um easy shopping bag (40 L / 15 kg). Ambos em poliéster, laváveis. O primeiro vem numa bolsinha que podemos depois prender ao próprio saco durante o uso, e o grande tem uma bolsa para os nossos pertences, no interior. Também vem numa bolsa, mas tem uma footprint muito maior, nomeadamente por causa das peças de suporte em plástico.
Bom, o saco grande é mesmo para usar com o carro, experimentei com a bicicleta e não dá jeito porque encho-o e depois não o consigo enfiar nos alforges. Realmente, é muito prático para usar com o carrinho de compras, evitam-se muitos sacos de plástico e não demoro eternidades a arrumar as compras, consigo até ser mais rápida, é só mandar para lá as cenas.
Gostei mesmo muito dos saquitos pequenos também, por isso decidi comprar mais. Aproveitei uma ida à zona e fui à loja nas Caldas da Rainha.
Devo dizer que a loja estava tão atravancada de coisas e coisinhas quanto o stand. E o facto de venderem alguns artigos destes não significa que o façam por consciência ambiental, por saberem que estão a contribuir por dar alternativas práticas e bonitas aos sacos de plástico e afins, ou não tivessem insistido em dar-me um saco de papel da loja “para fazer publicidade”, mesmo tendo eu dito que não era preciso porque tinha ali o primeiro saco, igual aos que acabara de comprar, e que tinha vindo ali de propósito para comprar aqueles sacos!! Publicidade? Ninguém ia ver a merda do saco, pá, foi comigo para o carro e só saiu em Lisboa, para casa, e para o caixote-dos-sacos-para-reutilizar-mas-que-a-maioria-não-são- reutilizados-porque-não-surge-oportunidade. Pointless! Desperdício do dinheiro deles, e de matéria prima e energia. E ficaram mal vistos aos meus olhos. Que a factura só veio reforçar: 6 itens iguais e eles dão-me uma factura/recibo em 2 páginas A4 densamente ocupadas por imagens a cores, como se fosse um panfleto publicitário. Eu já escolhi a loja deles! Já lhes comprei produtos! E a melhor publicidade são os produtos deles que acabei de comprar e mandar embrulhar para oferecer!!! Que tónis, meu… Enfim…
Comprei 6 8 sacos mini maxi shopper, a 6 4.5 € cada um [EDIT: estive a lembrar-me disto e apercebi-me que se enganaram, só me cobraram 6 sacos, mas eu comprei e trouxe 8!!]. 1 para mim, 2 para o Bruno e 3 5 para oferecer no Natal a umas pessoas (há que evangelizar o people nestas questões de cidadania ambiental). São muito fixes, cabem bem na minha mala, e depois é só sacá-los quando preciso. Não tenho que pensar com antecedência se preciso de os levar ou não, estão sempre comigo.
E são a medida exacta para os alforges da minha bicicleta. Se os encher aos dois, sei que consigo levar tudo, e é só chegar à bicicleta, abrir os alforges e meter para lá os sacos, um de cada lado. Perfeito!
Uma das alternativas equivalentes, nos EUA são os BAGGU.
Não tenho tido tempo para blogar. Aliás, não tenho tido tempo para pensar. Pensar, pensar na vida, filosofar, assimilar a vida e interiorizar o que vai acontecendo. Esse tipo de coisas.
Ultimamente ando muito focada no projecto da CaP e em tudo o que a envolve. Sinto falta de maior dispersão de interesses, actividades, temas. Tenho “mil” ideias que gostaria de pôr em prática, mas tudo é lento. Falta o tempo, o dinheiro, o focus, por vezes… Para mal dos meus pecados, não tenho ideias lucrativas, tipo “this will make me rich“. Até porque é difícil essas ideias serem de cenas que ajudam as pessoas e não que as exploram.
Era bom ganhar um euromilhões chorudo ou ter nascido geneticamente dotada e saber e conseguir fazer tudo (ou muito) bem e depressa.
Estou à espera que a minha vida comece, nunca me esforcei tanto para isso (em termos da relevância do esforço, that is…) como ultimamente, mas uma vida independente e encaminhada parece ainda um ponto num horizonte longínquo… No entanto, pela primeira vez na minha vida, faço aquilo que gosto (embora não apenas o que gosto) e isso dá-me uma sensação de vida com sentido, com objectivo, com valor. Sou uma pessoa muito focada no útil, no dever, no relevante,… e isso angustia-me quando ocupo o meu tempo com coisas cujo propósito não entendo ou não acho relevante ou uma mais valia para algo. Isto acaba por se revelar neste blog. Comparando-o com o primeiro que tive, no Spaces, este é muito mais focado num só tema, muito menos pessoal e sem aquelas pequenas histórias, produtos ou notícias do dia-a-dia.
Sinto falta de parar e pensar. E escrever. Divagar sobre a vida, as pessoas, o sexo, a política, a religião, a ciência, etc, etc… Estou a precisar de umas férias, mas pela primeira vez na minha vida, aquilo de que tiraria férias dá-me realmente muito gozo, pelo que não quero necessariamente tirar férias.
Talvez esta ideia de juntar o útil ao agradável não seja boa ideia, pois tornamo-nos uns workholics. Se adicionarmos o facto de o fazermos por conta própria, é uma escravização voluntária total.
Quero viver numa eco-casa: feita com materiais não tóxicos, reciclados e/ou recicláveis sempre que possível, bioclimática (que não precise de arrefecimento nem de aquecimento artificiais), totalmente pensada por mim, para as minhas necessidades e preferências, com sistemas de redução de consumo de água e sua reutilização, sempre que possível (ex.: mini-bio-ETARs), com energia eólica e solar (térmica e fotovoltaica) para ser energeticamente independente na medida do possível. Com uma cozinha/sala-de-jantar-e-de-estar, 2 WCs, 1 quarto, 1 sala e um escritório/atelier/oficina, para dar asas à criatividade.
Não quero uma casa grande nem pequena, mas ampla. Para não me sentir presa dentro de casa, mesmo que pequenita, tenho que ter um quintal, com árvores, plantas, flores, e um pouco de relva para me deitar e passar uma tarde. Não quero ter carro próprio, mas ser associada de um bom serviço de carsharing. Considero a possibilidade de ter um mini-carro, tipo smart, ou algum eléctrico or something, mas preferia não precisar. Talvez uma mota tipo Vespa para as pequenas emergências. Mas quero locomover-me essencialmente by bike. Viver num local esteticamente aprazível, integrado na Natureza (e não a Natureza integrada na cidade, embora isso já fosse bom, se compararmos com o cenário dominante actual…), onde possa ir na boa de bicicleta até à mercearia, farmácia, padaria, supermercado, cinema, cultura, desporto,…. Muito importante: não trabalhar nem muito longe nem muito perto de casa, para fazer sentido e ser viável ir de bicicleta.
Talvez entre 5 e 15 km, por exemplo. O melhor seria uma carfree city ou uma urbanização sem carros (excepto os do clube de carsharing). Um local de vizinhos sorridentes (sabem a raridade que é encontrar pessoas que sorriam frequentemente nas interacções sociais sem ter que pensar nisso?), simpáticos, razoáveis, dinâmicos em termos de comunidade, virados para o futuro, com quem se pudesse conversar, discutir coisas abstractas ou mundanas, boas pessoas. Ah, e muito importante, o trabalho. Tem que ser algo na área do desenvolvimento de um modo geral, e do ambiente, e se possível da mobilidade e da acessibilidade. Não quero ter filhos, acho que não tenho o perfil de mãe, sou distante das pessoas na interacção directa, sou “mãe” no aspecto de querer cuidar das pessoas e melhorar as suas vidas, mas nos bastidores. Quero viajar, é aí que quero estoirar o dinheiro que conseguir ganhar. E em livros e bicicletas.
Este é o filme que passa na minha cabeça.
É uma utopia, pelo menos aqui e agora. Mas as realidades de hoje foram concerteza utopias ontem. Alguém teve que acreditar que podiam ser realidade e trabalhar para isso. “Os amanhã fazem-se hoje”. Além disso, sem espaço para sonhar uma pessoa esmorece e a vida torna-se um vazio sem qualquer sentido…
A minha irmã é uma “cat person“. Eu não sou muito dada a animais (nem a pessoas), mas prefiro os gatos aos cães, acho eu. Desde que a Cuca veio cá para casa que nos temos apercebido disso.
A sacana foi mãe adolescente.
Aapanhou-nos de surpresa, e o pior é que tem continuado (achamos que está grávida pela 3ª vez, neste momento), fica grávida pouco depois de ter dado à luz e ainda estar em plena amamentação. Da última ninhada tínhamos o Febras (porque parecia um bife de peru grelhado) e o Lucas – “ruivos” e a Rucha (de Pequerrucha), branca e cinzenta, de olhos azuis.
O Febras foi para Santarém, o Lucas para Almada, e a Rucha vai ficar connosco para a Cuca ter companhia. Pelos vistos os gatos “amarelos” estão na moda. As clínicas têm 70 ou 80 gatos em lista para dar mas se aparecer um “laranja” (ruivos, amarelos, laranjas,…
) conseguem dá-lo logo. Que coisa tão fútil, o que é que interessa a cor do gato?! Querem um, há dezenas disponíveis, e as pessoas ficam à espera que apareça um da cor da moda? WTF?
Os gatos são giros.
O Bruno gosta de lhes tirar milhentas fotos a ver se saca algumas dignas do lolcatz.
Algumas ficam giras, mas são raras as que ficam meeeesmo boas.
Bom, já tive umas fotos de gatos a aparecerem num site tipo lolcatz, o katurday.
Ain’t the web a wonderful thing?
Eheheh! Very cool!

























































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