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Uma Cicloficina mais perto de casa

Aqui no concelho de Oeiras, em Linda-a-Velha, está a surgir um projecto com muitos sonhos e vontade de os realizar - a Ciclo-Via. Uma das ideias que os principais promotores têm vindo a cozinhar vai ter a sua primeira edição no próximo sábado, dia 29, entre as 10h e as 13h, no Quartel dos Bombeiros, a Cicloficina de Linda-a-Velha! :-) Partilha o nome com o projecto inicialmente surgido, e agora ressuscitado, em Lisboa, porque o conceito é o mesmo, e assim contribui para consolidá-lo e divulgá-lo, usando uma marca e uma referência central comum. Há mais voluntários na fase de arranque, e bastante dinâmicos!, pelo que esta Cicloficina terá, espera-se, uma escala e abrangência maiores. Ateliers para ensinar os miúdos (o principal - mas não exclusivo - grupo-alvo da iniciativa) a manter as suas bicicletas em bom estado, as mudanças e os travões afinados, etc, e a ajustá-las ao utilizador e à utilização. Quem sabe não haverá oportunidade também para um Bicicletada após a Cicloficina? :-)

Apareçam e tragam as biclas. :-)

A propósito, fotos das sessões de ensaio e inaugural da sessão de Novembro da Cicloficina em Lisboa podem ser vistas aqui.

I wonder…

… if all the other families are as fucked up as mine. Most of them look so normal from the outside. We’re just dysfunctional (without the ‘fun’ part of it).

*sigh*

Note to self: do not, I repeat do NOT bring kids into this world. Just have pets.

O desafio dos transportes públicos: integrar e expandir

Integrar os marginalizados e expandir o leque de clientes:

slingIsto é, todos aqueles potenciais utentes que simplesmente não podem ou não querem usar os serviços dos operadores de transportes públicos porque as infrastruturas e/ou as regras não servem as suas necessidades e/ou preferências: pessoas em cadeira-de-rodas ou com outras deficiências e limitações/condicionantes de mobilidade, idosos, pessoas com crianças, shoppers, pessoas com animais de companhia, desportistas (surfistas, esquiadores, ciclistas),…Xtracycle + surfboards

Actualmente, um tipo em Lisboa que queira ir surfar para Carcavelos e levar a prancha, vai de carro. Não tem muita escolha. Mas as condições podiam ser oferecidas para que ele pudesse ir de um modo multimodal: a pé ou de bicicleta e de comboio, por exemplo. Ou também de autocarro. E numa zona de esqui? bike rack

Uma família que tenha que ir buscar as crianças às escolas e tenha que ir fazer compras grandes ao supermercado, não vai usar os transportes públicos, vai andar de carro. De que forma podemos tornar os TP uma alternativa viável para estas pessoas? Além das políticas de urbanismo que privilegiassem cidades densas e muito comércio de rua em oposição a grandes pólos comerciais centralizados…

Uma pessoa em cadeira-de-rodas ou não sai de casa ou vai de carro com alguém. Quando sai, nunca sabe até onde consegue ir, ficando impedida de continuar por meio de alguma barreira arquitectónica na via pública ou por falta de acessibilidades nas estações, paragens e veículos dos transportes públicos…

Uma pessoa que queira usar a bicicleta como meio de transporte, conciliando-a com algum outro meio de transporte público, nem sempre o pode fazer, e as condições à disposição não são as melhores…

A UE já tem uma directiva a acautelar algumas destas necessidades no caso dos comboios. Quando será que chega cá? E quando será que chega a outros meios de transporte (autocarros, metro,…).

E alguém que precise de levar o seu cão ao veterinário, ou que queira viajar com ele, ou que pretenda ir passear para um parque e levá-lo? Vai de carro. Não haverá maneira de ganhar estas pessoas nestas situações de utilização para o transporte público, ganhando estes clientes e poupando-se no uso do espaço, no trânsito, na poluição, no consumo de combustível?…

Sugiro visita aos projectos D.O.B. (Dogs On Board) e ao B.O.F. (Bikes On Front).

Passeio na ciclovia do Guincho

No domingo passado fomos dar uma voltinha ao Guincho, apanhar sol e o ar do mar. :-)

O passeio pedonal do lado do mar, pintado de amarelo, ainda não está terminado a toda a extensão. Não sei se é por isso, mas continua-se a ver muita gente a circular na ciclovia que não pode e não deve estar ali. Pessoas a caminhar, a correr, a correr com o cão, a andar de patins (embora estes até não seja muito descabido, embora seja ilegal na mesma):

Caminhar na cicloviaCorrer com o cão na ciclovia

A dada altura passámos para o outro lado e encontrámos um pequeno troço de estrada alcatroada cujo propósito nos escapa completamente. Será uma pista de aterragem? :-P

Pista de aterragem junto à ciclovia? :-P

Encontrámos algumas pessoas em família, com os filhos em cadeirinhas ou atrelados:

Pais e filhos de bicicletaCom os filhos no reboque

Mas isto já começa a ser bastante comum, a grande novidade foi cruzarmo-nos com uma pessoa numa bicicleta dobrável, penso que uma B’fold, e outra num triciclo reclinado!! :-) Muito encorajador!

Two small-wheelers!Outro triciclo reclinado na ciclovia de Cascais!!!

Uma coisa estranha, a dada altura encontrámos estas marcas no chão:

Passagem de ciclistas?!

Esta sinalização consta do Código da Estrada, mas não se enquadra nesta situação, visto ser uma passadeira na estrada a ligar ciclovias, tal como as passadeiras de peões ligam passeios. Ora, aqui aquilo actua como uma passadeira normal, visto que do outro lado não é sequer ciclovia, é passeio pedonal… E nenhum dos lados está desnivelado. Não percebo isto…