Hoje andei de recumbent no Seixal e curti. Vi ciclovias no passeio. Vi parques de estacionamento para bicicletas. Tivemos um furo ao regressar a casa e não deu para resolver hoje. Nem vai dar para o fazer amanhã. Mas vamos precisar do carro. Uma tenda que tínhamos encomendado e de que precisávamos para este fds não veio. Estou cansada. Vou dormir pouco, outra vez. Ia dizer que a minha vida anda um bocado merdosa mas seria falso. Há coisas positivas, algumas coisas correm bem, de vez em quando, e comparando com o resto do mundo não me posso de todo queixar. As outras hão-de resolver-se. Mas às vezes ando tão farta e tão cansada que só queria desaparecer, fazer um reboot, sei lá. Estou a precisar de férias. Férias mesmo férias. Unplugged. Continuo à espera que a minha vida comece. É uma sensação que me persegue, mas sei que a vida acontece quando fazemos com que aconteça, o meu problema é que não consigo desligar e aceitar que a vida são dois dias, já o trabalho nunca acaba e eu tenho um especial jeito para o inventar ou descobrir, mas muito pouco para lhe dar despacho rápido… *sigh*
Chateia-me solenemente não poder viajar de bicicleta pelo país em regime de co-modalidade com o comboio. Parece-me uma combinação perfeita mas a CP parece viver na Idade das Trevas e não consegue ver o potencial da coisa. Por isso há que fazer lobby para que esse potencial seja percebido e explorado, servindo assim os ciclistas, um grupo actualmente desprezado nas ligações de longo curso, e apenas tolerado nas urbanas.
Ora, para fazer lobby temos que saber do que raio estamos a falar, pelo que a compilação do estado actual de coisas deverá ser, a meu ver o primeiro passo. Como tal, perdi umas horas valentes a dar o pontapé de saída disto:
Velocípedes e a Multimodalidade em Portugal
Não respeita apenas às bicicletas & comboios, mas tem a ambição de incluir todos os meios e operadores de transporte (epá, se é pra fazer, aim for great! :-P). Comecei com a CP.
Convido quem tenha experiência com outros meios de transporte e operadores, nomeadamente de outras zonas do país que não Lisboa, a contribuir para o projecto. Funciona num wiki, aberto, não requer sequer
registo. É só editar.
Penso que esta compilação poderá constituir-se um recurso em si mesma (muitas vezes as pessoas não sabem quais as condições que se aplicam ou onde procurar essa info), mas poderá ser uma óptima base de trabalho de actuais e futuras campanhas de advocacy na área, permitindo detectar os inconsistências e descontinuidades nas redes, as boas práticas, etc, etc, e definir melhor as prioridades e o modo de acção.
Um exemplo, num semáforo junto às Docas de Alcântara.
P.S.: Eu quase nunca passo sinais vermelhos de bicicleta, apenas porque me sinto responsável por transmitir uma imagem dos ciclistas, um grupo minoritário, o mais positiva possível. Mas cada vez reconheço mais situações em que as regras de trânsito actuais estão desfazadas das características e condicionantes do trânsito de bicicletas. Este é um exemplo.
Hoje é dia de Massa Crítica. Peguem na bicicleta e apareçam no Marquês, em Lisboa, até às 18h30, hora do arranque.
A Massa Crítica, para quem não sabe, é uma volta pela cidade, à tradicional hora de ponta da última 6ª-feira de cada mês, em bicicleta (ou outros veículos movidos a energia humana), com carácter de celebração do uso da bicicleta. Não pretende ser de antagonização dos outros utentes da estrada, nem pretende ser anti-carro, é apenas pró-bicicleta (e andar a pé e de transportes públicos…). Apenas procura mostrar que a bicicleta é uma opção interessante, válida, divertida, amiga do ambiente, convivial, agradável e ao alcance de muita gente.
A Massa Crítica é aquilo que quem nela participa fizer dela, em cada edição. Se só aparecerem crianças a imagem que passará será a de um evento infantil, se só aparecerem betos, será uma cena de betos, se só aparecerem hippies será um evento hippie, etc. Se só aparecerem pessoas numa mentalidade de confrontação e anti-carro, será essa a vibe dessa bicicletada. Por isso é importante participar, quanto mais diversa e heterogéna for a Massa Crítica mais eficaz será em transmitir a ideia de que a bicicleta é para todos. Não há percursos pré-definidos, tudo é decidido na hora. É como se fosse um grupo a ir de carro para um casamento, por exemplo. Não é desporto, nem sequer é uma manifestação política tradicional. É apenas um grupo de pessoas a deslocar-se para um sítio, de bicicleta.
E no Domingo há uma Alleycat Race em Lisboa! É uma espécie de peddy-paper em bicicleta.
E a Cicloficina de Junho coincidirá parcialmente com a corrida (foi adiada justamente para isso, pois vai ser um dos checkpoints da Alleycat).
Na Cicloficina é possível obter alguma ajuda a resolver pequenos problemas na bicicleta (afinar travões e mudanças, apertar parafusos, montar peças ou acessórios, etc), e aprender a fazê-lo.
Não vou poder ir à MC hoje :-(, mas estarei na Alleycat Race, visto eu e o Bruno (que estará na Cicloficina) estarmos a ajudar o Ricardo na organização.
Divulguem estes eventos ciclo-culturais, participem e levem amigos!
Há uns anos ouvi falar disto e fiquei logo interessada. Mais pelo aspecto simbólico, mas também pelo aspecto prático:
Apostasia para efeitos Legais
O apóstata pode pedir formalmente para ser retirado dos registros da religião em causa deixando assim de ser contabilizado para todos os efeitos legais, o que acontecia no caso de religiões cristãs em consequência do acto de baptismo sobre o qual ele não teve (na maioria dos casos) qualquer intervenção consciente. Esta vertente “legal” da apostasia é relevante mesmo em países com separação formal entre o estado e a religião, tendo em conta que muitas decisões políticas em relação às religiões são feitas de acordo com as estatísticas de pessoas registadas e não com o número de pessoas que efectivamente a praticam.
Há umas semanas voltei a ouvir falar do processo, e quando tiver espaço mental e temporal vou tratar disto, sem falta.
Nesta área, outra coisa a tratar é fazer-me associada da AAP.
Por outro lado, sou Madrinha de uma cachopa, já tive que representar o papel na 1ª Comunhão, e acho que ainda vou ter que suportar o Crisma. Na altura do convite (uma pessoa próxima) ainda tentei explicar que sou ateia e tal, mas de nada serviu, e só mostrou a fantochada que estas coisas são para a maior parte das pessoas que continuam a seguir vagamente estes rituais (baptismo e afins, casamento, funeral). No entanto, exceptuando os 3 primeiros, cumpro melhor os 10 Mandamentos da Moral Católica do que muitos pretensos católicos que eu conheço.
Aliás, a minha categoria favorita de católicos são os chamados “não-praticantes”. É como dizer que são Benfiquistas mas depois nos jogos ora torcem pelo Sporting, ora Pelo Porto, ora pelo Benfica, conforme apetece.
O Centro Comercial Alegro, em Alfragide, tem pelo menos 2 locais com suportes para estacionamento de bicicletas, devidamente sinalizados. Este junto a uma entrada no piso térreo, é um dobra-rodas e não está protegido do trânsito:
Este é no Piso -1, também um dobra-rodas, está num antigo lugar de estacionamento para 1 automóvel, bem delimitado e protegido, igualmente perto da entrada para o Centro.
Mas isso não impediu que um motociclista lá deixasse a sua mota, a ocupar uns 3 dos 6 lugares…
O Bruno já consegue andar em 2 rodas no KMX, diz que é fácil, mas até agora ainda não apanhei o jeito à coisa e as minhas tentativas são muito trapalhonas.
Um prenúncio de Verão:
Foi solarenga e participada, com umas 56 pessoas, incluindo uma criança de 9 anos na sua própria bicicleta e outra de quase 4 numa cadeirinha na bicicleta do pai.
Ponto de encontro no Marquês de Pombal e saída para a respectiva rotunda, como habitual:
Umas voltas à rotunda antes de tomarmos a saída…
E lá começámos por subir a Av. Fontes Pereira de Melo:
Onde vi uma paragem transformada em ferramenta publicitária:
Depois continuámos pela Av. da República:
Houve corking em alguns cruzamentos semaforizados, mas não em todos.
Quando houve, o grupo nem sempre passou coeso, em bloco, o que levou a apitadelas de motoristas, porque não percebiam o porquê de se fazer aquilo.
Fomos até ao Campo Pequeno e voltámos depois para a Av. de Berna, e depois demos a volta pela Praça de Espanha:
Seguimos depois pela Av. António Augusto de Aguiar, depois a Alameda Cardeal Cerejeira, no topo do Parque Eduardo VII, e virámos para baixo pela R. Castilho:
Passámos mais umas ruas de que não me recordo o nome, e antes do último troço, numa subida em empedrado, com alcatrão irregular e carris de eléctrico e com trânsito pára-arranca (uf!), ficámos para trás para uma operação de rebocagem.
A Ava estava um bocado cansada depois de tanta pedalada (Massa Crítica e antes o “bike to school day” mensal) e então apanhou boleia na Xtracycle do Bruno (a situação fora prevista e por isso levaram-se os Footsies e o stoker bar).
A meu cargo ficou a rebocagem da bicicleta dela. O Bruno já tinha feito aquilo várias vezes, mas para mim foi a primeira.
É tricky mas faz-se.
Continuámos e descemos até à R. de S. Pedro de Alcântara, e até ao Chiado, um troço difícil pelo mau estado do piso, pelos carris e pelos carros estacionados.
Mas safámo-nos bem, incólumes, e chegámos finalmente ao final, no Largo de Camões, no Chiado.
Estas e outras fotos aqui.
O Alexandre Páris tem mais fotos (e bem melhores) aqui (via site da MC).
Já enjoa esta psicose das pessoas com os perigos da internet para as crianças, dos predadores sexuais que, segundo a crença popular, usam este meio para conseguir abusar e violar mais criancinhas.
Segundo as estatísticas oficiais, em 2008 houve cerca de 1000 denúncias de abusos sexuais de menores investigadas pela PJ. No ano anterior tinha-se revelado que cerca de 50 % das queixas não configuravam nenhum crime (foram arquivadas). Assumindo o mesmo para 2008, temos praí 500 casos de abusos sexuais de menores efectivos. Destes, sabe-se que em 90 % dos casos o agressor é um homem da família da vítima, o que implica que não precisa de aliciá-la pela net, tem contacto directo (e confiança). Restam 50 casos de abuso sexual de menores em que o agressor pode ser um amigo da família, um professor, um padre, um amigo mais velho, ou um desconhecido que aborda a vítima pessoalmente ou que simplesmente a assalta, ou alguém que a aborda inicialmente pela net - como se distribuirão estes 50 casos por estas várias hipóteses?
O stranger danger está a atrofiar as crianças de hoje em dia, que vivem emprisionadas dentro de 4 paredes, muros e automóveis, sem desenvolver autonomia e curiosidade, e desconectadas da sua comunidade e do meio em que estão (des)inseridas. E esse mesmo medo irracional e empolado está a servir de pretexto para restringir as nossas liberdades civis a nível de privacidade e acesso a conteúdos online. Isto não é admissível. Isto não é inteligente.
Quem ganha com isso? Quem perde? Daquelas 500 crianças e adolescentes, Entre 450 e 500 continuarão a ser vítimas de abusos sexuais num mundo em que os pais não os deixam explorar o mundo online da mesma maneira como já não os deixam explorar o mundo offline. Os abusos sexuais continuarão e os abusos morais serão aceites como uma necessidade, uma inevitabilidade.
Os bons exemplos vêm de cima. Or not.
Circular pela via mais à direita é errado, e empata os tipos que cortam as rotundas, o que é uma chatice. Assim diz Alcino Cruz da Associação Portuguesa de Escolas de Condução…
No outro dia a Ava divertiu-se a fazer surf em bicicleta, no final de uma aula de condução. Ciclosurf? Bikesurf? Velosurf?
Bom, surf a dançar e a cantar.
Uma Xtracycle é uma ferramenta realmente polivalente.
Integrado na Conferência internacional “Roteiro Local para as Alterações Climáticas: Mobilizar, Planear e Agir”, em Almada, há hoje à noite sessão de cinema: Cineclima – Mostra de filmes sobre Alterações Climáticas.
Outra opção:
Esta quinta-feira, das 19h às 20h30, no Centro Social do Gaia, antes do Jantar Popular, terá lugar mais um debate “C-days”:
consumir v. tr. 1 fazer desaparecer pelo uso ou pelo gasto…
Comprar, trocar, impingir, oferecer, usar, reutilizar, arranjar, desperdiçar, esbanjar, roubar, vestir, guardar,…
Não faltam verbos transitivos para descrever a nossa relação com os objectos. Desde a primeira ponta de lança em pedra até aos ipods e iphones, também não faltam pessoas que os considerem imprescindíveis. As fronteiras entre objectos essenciais, objectos úteis, objectos de decoração, objectos de recordação e objectos de estimação são nebulosas. Os nossos objectos parecem adquirir os traços das nossas personalidades tais como os nossos animais domésticos. Nesta projecção que anima os objectos aos nossos olhos, muitos de nós encontramos a nossa auto-estima, a nossa segurança e até a nossa definição. Afinal, quem somos sem coisas? E o que são coisas sem nós?Convidamo-vos, não para petiscar algumas facetas do consumo, mas para produzir as vossas próprias respostas num debate sem publicidade, sem obsolência programada (a não ser as horas do jantar
), sem ideias descartáveis, sem embalagens e sem divisão de trabalho.
Quatro convidados ajudarão a responder a quatro das perguntas sugeridas em dez minutos. Se vos apetecer, escolham também uma e exijam quatro minutos! Ou então venham só escutar, comentar, perguntar.. Tudo menos consumir
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Apareçam!
Precisamos de um TopGear para as cenas a pedal.
Vejam um programa sobre o “carro de produção mais pequeno do mundo”:
[Via Fritz]
Em Portugal isto deve ser considerado um ciclomotor. Engraçado, contudo, parece o “missing link” da evolução agora inversa entre os velomobiles/velocars e os automóveis.
Curioso seria testar o comportamento e reacções dos outros utentes das estradas face a um veículo destes vs. um similar não motorizado…






































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