Shit, piss, fuck, cunt, cocksucker, motherfucker, tits! George Carlin died…
I hope some other 10 Carlins are being born right now… We sure need them to maintain some sanity…
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Estou farta da nova moda da responsabilidade social das empresas, e dos relatórios de sustentabilidade, e da apropriação de conceitos como bio, verde, eco, orgânico, natural, integral, etc, pelos marketeers para fazer os “consumidores” acreditarem que alguma coisa mudou. Mas na verdade, pouco mudou. À parte o branding das empresas (usam-se mais os tons verdes, castanhos, o tom “terra, e “green”), e as campanhas de marketing a lavar a imagem para parecer mais verde, mais sustentável, mais responsável relativamente à sua influência na sociedade e na Terra. It’s all bullshit, most of the times. Agora os carros são ecológicos e amigos do ambiente, os mega-centros comerciais são socialmente responsáveis, etc…
Ainda não obtive resposta do Amoreiras, por isso reenviei o mail ontem. Já a EDP dá-nos um panfleto com uma lista de comportamentos para descobrirmos se estamos a poupar energia, onde nos aconselha a «optarmos por nos deslocar a pé ou de bicicleta para distâncias curtas».
No entanto, se eu quiser ir tratar de alguma coisa às lojas da EDP e for de bicicleta, não tenho onde a deixar lá. Não há parques de estacionamento para bicicletas. Com conhecimento de causa falo particularmente da loja no centro da vila de Oeiras e na loja da sustentabilidade no Marquês, em Lisboa. Na primeira já lá fui uma vez de bicicleta e deixei-a presa a si própria num átrio exterior à entrada, onde a podia manter debaixo de olho, dado que as paredes do edifício eram em vidro. Funcionou bem o suficiente. Na do Marquês entrei sem problemas uma vez com a Mobiky. Nunca lá fui fazer nada numa ocasião em que estivesse com a bicicleta grande, mas estive para lá ir uma vez assistir a uma conferência e planeava ir by bike. Por isso enviei-lhes um e-mail a perguntar se seria possível guardar a bicicleta algures no interior do edifício (parque, corredor, whatever), devido à ausência de infra-estruturas/serviços para ciclistas. Responderam-se que não haveria problema, o que me deixou satisfeita. Mas não cheguei a poder aferir o sucesso da experiência porque me atrasei e já não pude ir à conferência.
Imaginem um big evento sobre empresas e serviços “verdes” em que a organização não providencia caixotes com separação de resíduos para reciclagem. E em que os hot shots todos vão de carro que estacionam em cima do passeio ou do relvado. A hipocrisia dá-me vómitos. Como viver neste sistema sem entrarmos em depressão? Como interagir e participar sem nos sentirmos traidores dos nossos próprios valores de cada vez que nos associamos ao sistema ou a ele nos vemos forçados a fazer concessões in order to persevere? Talvez a solução seja o “soma”…
*sigh*
Sinto que não vale a pena correr atrás e tentar “vender-lhes” conceitos e valores que eles não entendem. Só perdemos tempo. Talvez a melhor solução no compto geral e para a nossa própria sanidade mental, emocional, fazer as coisas como achamos que elas devem ser feitas and then just “talk the walk“. Demonstrate, share, explain, educate, motivate! Maybe then they will come, on their own feet, and of their own will.
Beeem, há quase 1 mês que não posto aqui nada! O dia só tem 24 horas, e neste momento, eu precisava que ele tivesse o triplo disso… :-\
Isto não deve melhorar tão cedo, até porque entretanto teremos na família o arranque de um novo projecto, uma cafetaria aqui na zona, e se até agora the work load era em bastidores, depois são outros trabalhos…
E entretanto lá vou tentanto “tocar” o meu próprio projecto para a frente, slowly but steadily. O que é preciso é acreditar e trabalhar. Muito! ![]()
Fui ao último, sobre a cidade e o rio, gostava de ir a este de amanhã, mas não devo conseguir.
Das 18h à 01h, no Teatro S. Luís (que não tem estacionamento para bicicletas, mas dobráveis podem entrar e ficar numa espécie de bengaleiro, e que tem a estação de Metro do Chiado logo ali). Terá 3 painéis, cheio de “personalidades”:
18h - 19h30 - O despovoamento da cidade de Lisboa e a dispersão metropolitana
19h30 - 20h30 - Construção vs. reabilitação
21h - 22h - Imobiliário e direitos adquiridos vs. interesse público
22h - 23h - Debate institucional
Recomendo vivamente.
Obrigada, Mário, pelo lembrete. ![]()
Este ano será no dia 1 de Junho (próximo domingo), das 10h às 13h, entre Algés e Oeiras.
De bicicleta, a pé, seja lá como for, é um evento imperdível!
O ano passado foi assim.
É impressão minha ou há uma nuvem gigante negra e pesada a começar a pairar por cima de nós, tugas?…
Everywhere I look, people are gloomy, going nuts, edgy. É a crise, é a crise, vamos todos passar fome e comer-nos uns aos outros no desespero das vacas magras.
O meu pai só me diz que isto anda tudo fodido da cabeça. As pessoas, as empresas, tudo disfuncional. A mãe do Bruno, que também lida com várias empresas, diz que parece que o país está fechado para obras. Em casa o discurso é de catástrofe e de prepararmo-nos para o pior, inclusive ir plantar batatas para a terrinha. Não há emprego, não há consumo, as empresas e as pessoas retraem-se de investir, de consumir, de viver, tudo à espera que a crise passe (e assim, inadvertidamente, tornando-a ainda pior).
Está tudo na merda e é difícil não nos deixarmos contaminar com esta depressão e psicose colectiva. Ainda há pouco o meu pai me falava no cenário negro traçado pelo Expresso de hoje (que ainda não tive oportunidade de ler), e como isto está tão mau ou pior como na altura antes de Portugal se juntar à CEE, em 1986…
Claro que isto não está assim nestes tons só em Portugal, mas talvez se não tivéssemos gente mal-formada, atrasada, incompetente e corrupta a desgovernar o país na política e nos grandes grupos económicos, isto tivesse melhor aspecto…
E depois ter que aturar políticos a dizer que vão “experimentar dizer a verdade”… Olha, obrigadinha!!
Um país em que duas pessoas a trabalhar na mesma empresa podem ganhar ordenados obscenamente díspares como o top ganhar 30 a 40 vezes mais que o bottom… (havendo exemplos de 50, 70 ou mais de 200 vezes mais!!!). Quando o desejável seria 6 a 8… Que raio de sociedade é que isto reflecte? Que pesadelo de sociedade é que isto vai desenvolver?… Será que ninguém vê que isto está doente? Desequilibrado?
Um tipo ou uma empresa muito muito rica é como uma pessoa morbidamente obesa. Isso já é mau por si só, mas se essa pessoa obesa viver numa comunidade com mais 9 morbidamente obesos, uns 30 tipos com um IMC normal e depois 60 desgraçados subnutridos… That tells you something, doesn’t it?
O lucro deve ser usado para alavancar coisas que se toda a gente ganhasse sempre apenas o suficiente para as suas necessidades “normais” não haveria maneira de criar. Investigação científica, novos produtos e serviços que sirvam para melhorar a vida das pessoas, etc. Não deveria servir para ser acumulado por indivíduos e entidades que por sua vez acumulam McMansions, SUVs, jactos particulares, etc, etc, etc. Esses 10 gajos morbidamente obesos só seriam aceites face à desnutrição dos outros 60 se se estivessem a preparar para uma expedição qualquer em busca de mais fontes de comida, abrigo, whatever, para a comunidade, para a qual tivessem que acumular reservas.
*sigh*
Mais do que com medo “da crise” e das minhas já parcas expectativas de futuro sairem goradas, estou farta de ninguém me deixar sonhar um pouco e manter-me à tona da água, pelo menos. Família, media, tudo nos traça cenários negros. Assim uma pessoa nem tem já força para tentar melhorar as coisas e perseverar. Chiça.
Yeah, this banana got the blues. Dark-storm-like blues.
Há dias reparei nuns outdoors do centro comercial Amoreiras em que aparecia uma mulher num triciclo numa aura de glamour, transportando umas compras, a ilustrar o “prazer urbano” de “passear”. Como imaginam fiquei contentíssima!
Como não sou frequentadora habitual deste centro (só lá fui umas 2 ou 3 vezes), lembrei-me de procurar saber se aquela publicidade era “inteligente”, i.e., se aquele comportamento que era usado no outdoor e no site para atrair clientes e “vender” o conceito do Amoreiras era suportado por políticas internas do mesmo ou se era mais uma hipocrisia da moda do “verde” (geralmente oco).
Assim, resolvi tornar-me uma activista, e perder 10 minutos nisto. Fui ao site procurar info dos serviços do centro e vi que referem a existência de 900 lugares de estacionamento (pago) à disposição dos seus clientes. Não é discriminado quantos são para automóveis, motas e, eventualmente, bicicletas. Assim, resolvi enviar-lhes um e-mail a procurar saber:
From: bananalogic
To: amoreiras - shopping @ mundicenter . pt
Subject: Estacionamento no shopping Amoreiras
Date: Wed, 21 May 2008 11:46:58 +0100Bom dia,
Há dias reparei num outdoor do Amoreiras em que aparecia uma mulher de triciclo, a ilustrar o “prazer urbano” de “passear”. Como utilizadora regular de bicicleta como veículo de transporte, fiquei muito contente de retratarem esse comportamento numa luz de sofisticação, glamour e prazer, dando-lhe visibilidade e valorizando-o.
Serve o presente e-mail para procurar saber se os 900 lugares de estacionamento referidos no vosso site contemplam alguns para bicicletas (e triciclos, porque não?). Se contemplam, gostaria de saber se são pagos e se sim, a que tarifa, bem como quais as condições oferecidas (localização, segurança, tipo de estrutura de estacionamento).
Aguardarei com expectativa uma resposta.
Muito obrigada pela vossa atenção.
Cumprimentos,
Agora resta aguardar.
Tenho que fazer isto mais frequentemente, porque as pessoas destas empresas não vêm ler as minhas rants sobre mobilidade neste blog.
Tenho que me queixar e tenho que dar sugestões, uma vez que o interesse e a proactividade não parece partir deles, espontaneamente… ![]()
O parque de campismo onde ficámos era nesta localidade. A zona para tendas era mínima, o parque é essencialmente para caravanas (permanentes, na prática). Na recepção não falam inglês (zero, mesmo).
Havia coelhos por todo o lado, e saíam principalmente à noite. Cute. Havia também imensos mosquitos na zona das tendas, provavelmente pela proximidade de um lago.
Do parque à estação de comboios eram uns 15-20 minutos a caminhar, essencialmente por vias agrícolas (que ligam tudo em rede, e onde o trânsito de bicicletas e peões é permitido) e depois pelo passeio.
Os comboios são a diesel (mas não cheiram mal), e passavam de hora a hora.
O bilhete para Germersheim custava 2 € e comprava-se numa máquina sem instruções em inglês, e a viagem era suave, agradável. Os comboios eram mais antigos mas confortáveis, e com zona para bicicletas e carrinhos de bebé. Em termos de acessibilidade para cadeiras-de-rodas não sei como era, pois havia uns quantos degraus a vencer…
As estações de comboio eram simples e com plataformas muito baixas. Não havia vedações ao longo da linha, everything just blended in smoothly.
Era como se tudo tivesse aquele ar neat, e novo.
A estação em Rülzheim tinha uns racks para bicicletas. E uma paragem de autocarros muito mal tratada…
Perto do parque de campismo havia umas quintas de produção de avestruzes, uma descoberta algo inusitada.
Um pouco como em Friedrichshafen e Lindau (que visitámos na viagem à Eurobike em 2006), as pessoas têm quintais que cuidam com dedicação, transformando-os em belos jardins, hortas ou locais de diversão.
Vimos algumas pessoas a passar de bicicleta com cães num cesto atrás.
Esta era uma zona agrícola, supostamente “rural”, com os campos cultivados e tal. Mas aqui e ali, ao longo da linha de comboio havia pequenas localidades de moradias concentradas num só local, em vez de haver uma casa em cada monte, como cá. Na verdade, nem sei se os habitantes destas localidades trabalham nos campos em volta, provavelmente vão todos para as localidades maiores próximas. Seja lá por que for, a organização do espaço resulta em algo eficiente e harmonioso.
No parque de campismo havia várias bicicletas estacionadas em cada quintal. As pessoas usavam-nas até para irem aos balneários.
——
Este post faz parte de uma série sobre a nossa viagem à SPEZI, na Alemanha, em Abril de 2008.
Espero que isto não se torne moda, porque eu daria em maluca…
Ah, the story of my life… Aquela vontade de recuar, desistir, fugir… I get it all the time, with big things and “little” things. Mas há que vencer os medos, as inseguranças, as fraquezas e avançar! Nesse aspecto, eu “oiço vozes”, há outra Ana que me diz a toda a hora, “não sejas parva, go for it, rise above!”. I do have to be a bit crazy to be able to keep living in this world.
Mas isto de estar sempre a “contrariar-me”, a forçar-me a ir na direcção oposta, a fazer aquilo que não me sinto capaz ou confortável a fazer, é cansativo. Mas aprendi que é algo que tenho que fazer se quero levar uma vida com sentido, ao longo da qual possa ir crescendo e enriquecendo-me de experiências fulfilling, com significado, que me transformem e me tornem em alguém que eu goste de ser e que se sinta confortável e minimamente segura na sua pele, e na sua vida.
Obrigada ao Mário por me enviar este vídeo. Gostei. ![]()
Com as ruas tão saturadas de sinalização rodoviária e outra, e a atenção dos condutores a não conseguir captar e processar toda a info, associada à crescente desresponsabilização dos mesmos condutores, colocando o ónus da segurança e da responsabilidade nos mais fracos (peões), talvez isto não seja nada má ideia…
[Via]
Outra cena interessante são estes espelhos em Amsterdão.
O Bruno teve a grande gentileza de me enviar um destes capacetes da Reevu (já não se produzem), all the way from Denmark, para eu experimentar, depois de ver algumas fotos do meu set up.
Obrigada, Bruno!
Qual a particularidade deste capacete? Bom, tem um espelho retrovisor integrado:

Ver todas as fotos aqui.
Outra comparação visual aqui.
Eu gostei da experiência, acho que é um produto fenomenal. Nada a ver com usar um espelho montado no guiador ou no capacete, que têm uma abrangência muito menor, estão muito mais sujeitos a desafinações pois basta um toquezinho para deixarmos de ver a imagem que queremos e que por (demasiadas) vezes se tornam quase inúteis devido à trepidação transmitida através da bicicleta (directamente no montado no guiador, ou indirectamente no montado no capacete - este também é mais afectado pelo vento forte, penso eu). O Reevu é como ter um espelho retrovisor interior tipo o dos automóveis. Mas tem algumas características que põem um pouco em cheque esta enorme vantagem:
1) É um capacete muito grande, notando-se isso particularmente visto de lado:
2) Enquando ando de bicicleta, tenho que inclinar a cabeça demasiado para a frente para poder ver a imagem reflectida na área que pretendo.
3) Para ver a estrada e o tráfego propriamente dito tenho que rodar a cabeça ligeiramente para a direita, para que consiga centrar a imagem reflectida na zona da estrada e não tanto na berma. Isto é tão mais acentuado quanto mais à direita se circule.
Infelizmente, a Reevu deixou de produzir capacetes para ciclistas com esta tecnologia, limitando-a aos capacetes para motociclistas.

[Fonte: Gizmag]
O Bruno indicou o preço inicial destes capacetes como um motivo provável para o conceito não ter vingado (aqui há uns anos ninguém dava 60 € por um capacete para andar de bicicleta…). Apesar dos 3 pontos menos “ideais”, não considero que sejam determinantes, será mais uma questão de hábito para se tornar second nature lidar com eles.
Acho isto mesmo excelente para ciclistas que circulem na estrada, isto é, bike commuters e roadies. Muito mais eficiente que os outros sistemas.
Não uso muito o capacete (não me refiro ao Reevu, mas aos meus, no geral). Acho-o útil essencialmente para 3 coisas: proteger um pouco do frio, prender os cabelos compridos para não andar a levar com eles nos olhos e assim em dias de vento, e para servir de suporte ao espelho retrovisor. Por motivos de protecção (segurança passiva), vario, às vezes uso, outras vezes não. Não tenho confiança de que me proteja de choques graves (contra veículos, solo ou objectos) e temo que o efeito de compensação do risco e de resposta à percepção/interpretação das minhas competências como ciclista por parte dos outros utentes das vias crie efectivamente maior risco de acidentes à partida. O capacete poderá talvez poupar-me de alguma road rash na cabeça, no couro cabeludo, mas nem me protege o rosto… Isto ainda é um tema em estudo para mim, mas actualmente a minha opinião sobre o assunto segue estas linhas gerais.
Nos últimos tempos tenho andado sem espelho, no guiador já não posso usar aquele que tinha (e que entretanto se quebrara) porque lhe montei (i.e., o Bruno montou) uns “corninhos” de lado.
Como também não tenho usado capacete não posso usar aquele acoplado a ele. Não gosto de andar assim. Não gosto de ouvir o tráfego atrás e não poder ir monitorizando o que se passa atrás de mim. Tenho que olhar para trás muito mais frequentemente, e isso é sempre um risco acrescido de quedas ou acidentes (que foi, por coincidência, o que despoletou o desenvolvimento do Reevu). Ainda não decidi qual a solução definitiva. Sei que há alguns ciclistas mais puristas que desprezam um bocado os espelhos. Obviamente que nenhum espelho deve substituir o olhar para trás antes de qualquer manobra, mas a monitorização do tráfego parece-me importante, tal como o é dentro de um carro (onde eu também olho para trás e para a esquerda antes de qualquer manobra que o requeira, por causa do ângulo morto).
Bom, dispersei-me, mas finalizo com a minha avaliação final do Reevu: muito fixe!
Era bom que continuassem o desenvolvimento deste produto… :-/

































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