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Erm…

Publicado ontem no DN, crónica dos Jogos Olímpicos, escrita por Rui Hortelão:

Tinham acabado de nadar, pedalar e correr durante quase duas horas. Conquistado medalhas olímpicas, dado entrevistas para o mundo inteiro e até autógrafos. Mas na hora de voltarem ao hotel, Vanessa Fernandes, Emma Snowsill e Emma Moffat continuaram iguais a elas próprias. Montaram-se nas respectivas bicicletas e partiram rampa acima. Sim, a pedalar. É talvez o único aspecto em que o triatlo remete para o passado. Em tudo o resto, a modalidade transpira juventude, inovação, organização e profissionalismo. (…) O resultado da rigorosa organização interna, do contacto profissional com o exterior e da ambição de fazer melhor está à vista: uma medalha de prata e uma atleta com a garra de Vanessa Fernandes. Quando se entusiasma, a vice-campeã olímpica até fala de si no masculino. Ontem, aconteceu várias vezes: “um gajo” isto, “um gajo” aquilo e “quando um gajo”…

Daqui se depreende que o jornalista é um homem atrás do seu tempo: usar a bicicleta como meio de transporte (além de desporto e ganha-pão) é uma cena do passado, e garra é coisa de homem.

Nem sei o que diga, sem comentários…

Pro-life and the sanctity of life, by George Carlin

A propósito disto, que descobri por aqui, dou a palavra ao George:

[Claro que o homem não podia ser perfeito. :-P ]

It’s all in your mind, for real

Epá isto é tão creepy… Percebo a cena como um brinquedo masturbatório altamente sofisticado. I get that. I’d probably digg it if I was a guy. Agora a ligação emocional, a fantasia além sexo… It blows my mind.

Será que este “fenómeno não ocorre com mulheres? Não há mercado para “bonecos reais”? O sexo nos homens está como a maternidade para as mulheres?…

Isto é fascinante…

Agora chega cá ao cinema o “Lars and the Real Girl“. Eu gostei. As coisas que as pessoas aceitam e fazem quando gostam de outras. :-)

For some people finding a partner in life can be difficult.. 10 years ago, a small factory in California began making alternative partners.

[Via]

Hmmm…

Via Renas:

Falaram com um amigo de longa data, foram todos fazer exames médicos. E ele acabou por doar o esperma. Marta fez “uma inseminação artificial caseira“. Foi “tudo muito clean”, conta a futura mãe a sorrir. Só foi preciso uma seringa e à terceira tentativa conseguiu engravidar. O acto é, para todos os efeitos, ilegal, diz Pamplona Côrte-Real. A lei portuguesa só permite o acesso à Procriação Medicamente Assistida em centros autorizados e a pessoas casadas ou que, sendo de sexo diferente, vivam em união de facto (…).

Errr…

Pénis dentro de vagina com ejaculação no interior = procriação normal, natural, whatever

Pénis masturbado até à ejaculação para dentro de um frasco + esperma introduzido dentro da vagina com uma *seringa* = procriação *medicamente* assistida.

RiiiigthI wonder, será “medicamente assistida” por envolver uma seringa ou por envolver outra pessoa além da mãe e do pai biológicos? Mas e se o ajudante nem for médico? :-P

Bom, ficamos então a saber que enfiar seringas com esperma dentro de vaginas, é um acto ilegal. Pelo menos se daí resultar uma criancinha. Vejam lá, não se metam em brincadeiras esquisitas. :-P E não façam batota. É ilegal. Não pode haver intermediários caseiros entre pilas e vaginas. Ou bem que é tudo convencional, sem truques, ou bem que é num hospital e tal…

Isto terá saído assim do especialista ou da jornalista?…

Cenas para ir

5ª-feira, dia 21 há um seminário sobre mobilidade sustentável em Santa Maria da Feira. É um bocado longe e o programa é muito vago para me interessar. Estou é a pensar ir às “Jornadas Quercus de Arquitectura Sustentável”, o primeiro dia é já neste sábado. É uma chatice ser tão longe, no Porto. Se acabar mesmo por ir serão 6 horas de viagem ida-e-volta, de comboio. Não é problema, eu gosto de andar de comboio, sempre posso ler, navegar na web (se levar o portátil), mas ainda fica caro. :-( Já estive a ver os horários, para lá tinha que apanhar um Alfa Pendular, que são 27,5 €, e para cá um Intercidades, por 19,5 €. 47 € do comboio, mais 40 € da inscrição no evento, mais almoço e snacks fora… Uns 100 €. Em 2006 foram em Fátima, aqui mais perto, e gratuitas.

Espero que valha a pena. Gostava de ir aos 4 dias (espaçados entre Fevereiro até Maio), mas já sei que pelo menos ao de dia 29 de Março não vou poder ir, porque a CaP vai participar num evento nesse dia. Damn it! Durante uns meses está tudo morto e de repente surgem montes de eventos e cenas, pá. O que eu não dava pelo dom da ubiquidade (bom, bastava o de estar em 2 ou 3 lugares ao mesmo tempo, estar simultaneamente em TODO o lado dificultava o blogging posterior, lol). Bom, é uma pena não poder ir ao das casas de madeira e dos green roofs, mas o da água já me parece interessante (e fundamental), e até agora nunca participei em nada que abordasse o tema.

Entretanto, soube também de outro evento interessante para este sábado, um dos Cursos Livres sobre Feminismos da UMAR: “Prostituição/Serviços Sexuais”: estudos e experiências + perspectivas feministas ao fenómeno da prostituição/serviços sexuais (abolicionismo vs regulamentarismo). Sim, eu sei, nada a ver, mas já sabem que eu curto estes temas assim. :-P Mas acho que vou optar pelo do Porto. A não ser que me dê muita preguiiiiiiiçaaaaa. ;-)

Reborns

Se as bonecas são sinistras, que pensar de bebés falsos

Infelizmente os vídeos já foram retirados do YouTube, devia ter blogado logo, assim ainda viam. :-P

Acho estas cenas fascinantes. Desconcertantes…

“Nunca pensei nisso”

Eu tentei, eu tentei escrever um comentário a isto… Mas, epá, é tão mau e tão típico e tão revelador das incoerências e contradições destes gajos que,… desisti.

Faz lembrar o Marcelo, durante a campanha do referendo à lei do aborto.

I’m just here because God called me“. Será que lhe ligou pró telemóvel?

Mulheres das obras

Também as há, e devem ter equipamento próprio desenhado para elas, sem ter que se sujeitar aos produtos feitos para os homens (dominantes no ramo). Pois aqui está: TomBoy Trades, uma linha de equipamento (botas, cintos de ferramentas, óculos de protecção, T-shirts e capacetes) para mulheres. :-) É uma excelente ideia de negócio! A ideia partiu da fundadora que, depois de deixar o emprego na IBM, se inscreveu num curso de formação nas áreas da construção civil, planeando criar a sua própria empresa no ramo. Foi quando se deparou com a falta de equipamento para mulheres que teve esta ideia de negócio “paralela”. :-)

Mas há mais, uma linha de ferramentas especialmente desenhadas para mulheres (não só para construção civil, mas para o bricolage caseiro, porque não?), da Barbara K. Mais ferramentas (e formação) da Tomboy Tools. E finalmente, um empresa de construção civil “com um toque feminino”, “A Woman’s Touch“, para quem não curte contratar serviços em que os trabalhadores dizem palavrões como se fossem pontuação, cospem para o chão, bebem álcool em serviço e deixam as garrafas por todo o lado, etc, etc.

Muito fixe, não é? :-)

Nascimentos de meninos vs. meninas - 106:100 para 50:100

Enquanto este tipo de dramas se passava na China (devido à política do filho único para controlo do crescimento da população) e na Índia (porque as filhas mulheres implicam dote e mais não o quê) por motivos culturais, onde os bebés do sexo feminino ou são abortados ou são assassinados porque valem menos ou exigem maior despesa ou investimento,… passava um bocado ao lado, ainda mais quando o que faltava eram mulheres. Mas se isto realmente começa a afectar o Ocidente e a causa é “ambiental” (mas provocada pelo Homem), e são os homens a desaparecer, e em larga escala, de certeza que vai haver mudanças grandes…

Quando se diz que “o futuro é das mulheres”, nunca pensei que fosse por no futuro simplesmente não haverem quase homens nenhuns… :-P

Agora a sério, isto é grave. É grave porque isto pode significar desequilíbrios entre os sexos, defraudando as naturais expectativas dos jovens de casar, ter um companheiro, ter filhos, etc. E é grave porque estes químicos podem provocar um aumento dos distúrbios de desenvolvimento a nível sexual (sexos genético, anatómico e cerebral não coincidentes). Penso eu de que…

Mas isto é mesmo real?

Porra. Não sei se hei-de me sentir mal por, aos quase 27, estar em muito pior forma que esta senhora de 71 (!), ou se me devo sentir bem porque é possível que daqui a uns anos eu também possa ser assim, uma velhota toda práfrentex and with her groove on. :-)

Incapazes de amar

Este homem de 45 anos, “simplesmente não consegue amar mulheres verdadeiras“. Em vez disso, compra bonecas realistas (sex dolls) que acumula em casa, um harém de silicone, nas quais já gastou mais de 172.000 USD (algo como 117.000 €). É a elas que recorre para “amor, afecto e sexo“. “Uma rapariga humana pode ser-te infiel ou trair-te às vezes, mas estas bonecas nunca fazem essas coisas. Elas pertencem-me a 100 %.” What a fucked up guy… E parece que esta incapacidade de relacionamento humano, de estabelecer uma relação afectiva/amorosa/sexual com outro ser humano, afecta cada vez mais homens no Japão…

Haverá algo mais triste que a incapacidade de amar (e ser amado)?…

Lembram-se do filme “Boneca Mecânica”, com a Melanie Griffith (Cherry 2000)? Eu gosto bué deste género de filmes que exploram a fronteira homem-máquina (Terminator, Bicentennial Man, I Robot, Artificial Inteligence, etc), o tema fascina-me. Claro que a Cherry realmente parecia uma mulher verdadeira, era um robot hiper-realista. Estas são apenas bonecas imóveis.

Espero que um dia estas bonecas-robot sejam mesmo muito realistas e hiper-baratas, talvez o tráfico, violação e escravização, abuso e violência dos homens (e algumas mulheres!) sobre as mulheres (reais) acabe, se as bonecas servirem a procura de sexo e violência por parte de homens perturbados e/ou sem escrúpulos. Vi há umas semanas na televisão um filme sobre esta questão e fiquei horrorizada. Uma coisa é ler sobre isso e ver uma coisa aqui e outra ali, outra é espreitar a vida de alguém concreto enredado nesse pesadelo do tráfico e exploração sexual de mulheres… Não compreendo como pode haver gente tão cruel…