Archive for the 'imprensa' Category

Erm…

Publicado ontem no DN, crónica dos Jogos Olímpicos, escrita por Rui Hortelão:

Tinham acabado de nadar, pedalar e correr durante quase duas horas. Conquistado medalhas olímpicas, dado entrevistas para o mundo inteiro e até autógrafos. Mas na hora de voltarem ao hotel, Vanessa Fernandes, Emma Snowsill e Emma Moffat continuaram iguais a elas próprias. Montaram-se nas respectivas bicicletas e partiram rampa acima. Sim, a pedalar. É talvez o único aspecto em que o triatlo remete para o passado. Em tudo o resto, a modalidade transpira juventude, inovação, organização e profissionalismo. (…) O resultado da rigorosa organização interna, do contacto profissional com o exterior e da ambição de fazer melhor está à vista: uma medalha de prata e uma atleta com a garra de Vanessa Fernandes. Quando se entusiasma, a vice-campeã olímpica até fala de si no masculino. Ontem, aconteceu várias vezes: “um gajo” isto, “um gajo” aquilo e “quando um gajo”…

Daqui se depreende que o jornalista é um homem atrás do seu tempo: usar a bicicleta como meio de transporte (além de desporto e ganha-pão) é uma cena do passado, e garra é coisa de homem.

Nem sei o que diga, sem comentários…

Projecto de pedibus em Lisboa nos media

A propósito do projecto de pedibus do MobQua, apareceu esta notícia no jornal Sol do fim-de-semana passado:

«Circuitos a pé até à escola»

E esta na revista Visão desta semana:

Pedibus - artigo na revista Visão

Cool! :-)

Patrick Dempsey

It just makes him even hotter. :-)

A falácia dos biocombustíveis como solução mágica e verde para a crise energética

[Pensava que tinha publicado isto, weird... Atrasado, mas aqui fica.]

Não ando com tempo para grandes dissertações, pelo que me limito a partilhar isto, que achei interessante.

Este artigo porque nunca me tinha lembrado disso, de a terra para cultivo de alimentos também ser cobiçada e usada para cultivo de outras coisas, umas mais importantes que outras (ex.: roupa vs. tabaco):

«A crise alimentar e as limitações à agricultura»

Este porque perpetua a falácia: mesmo que não se usem culturas alimentares, exerce-se uma pressão brutal sobre a terra/agricultores para que se produzam culturas destinadas à produção de combustível automóvel… Logo, os agricultores passam a cultivar aquilo que dá mais dinheiro e abandonam o cultivo de bens alimentares…

«Fome que não dá em fartura»

Entretanto, a verdadeira solução vai sendo lentamente asfixiada… Literalmente, com tanto carro que para aí anda…

«Os comboios já não passam aqui»

Carsharing em Portugaaaaaal!

Carris lança primeiro serviço de carsharing em Portugal!Hooray! A Carris vai lançar em Setembro deste ano o primeiro serviço de carsharing no nosso país! :-D Cool! Na fase inicial vai disponibilizar 10 carros, e os parques serão no Cais do Sodré, Gare do Oriente, Campo Pequeno, Marquês de Pombal e Campo de Ourique.

Meus amigos, há esperança neste país! :-P Quem sabe daqui a uns anos já há em Oeiras e posso dar-me facilmente ao “luxo” de não ter carro? Sweet!

Hmmm…

Via Renas:

Falaram com um amigo de longa data, foram todos fazer exames médicos. E ele acabou por doar o esperma. Marta fez “uma inseminação artificial caseira“. Foi “tudo muito clean”, conta a futura mãe a sorrir. Só foi preciso uma seringa e à terceira tentativa conseguiu engravidar. O acto é, para todos os efeitos, ilegal, diz Pamplona Côrte-Real. A lei portuguesa só permite o acesso à Procriação Medicamente Assistida em centros autorizados e a pessoas casadas ou que, sendo de sexo diferente, vivam em união de facto (…).

Errr…

Pénis dentro de vagina com ejaculação no interior = procriação normal, natural, whatever

Pénis masturbado até à ejaculação para dentro de um frasco + esperma introduzido dentro da vagina com uma *seringa* = procriação *medicamente* assistida.

RiiiigthI wonder, será “medicamente assistida” por envolver uma seringa ou por envolver outra pessoa além da mãe e do pai biológicos? Mas e se o ajudante nem for médico? :-P

Bom, ficamos então a saber que enfiar seringas com esperma dentro de vaginas, é um acto ilegal. Pelo menos se daí resultar uma criancinha. Vejam lá, não se metam em brincadeiras esquisitas. :-P E não façam batota. É ilegal. Não pode haver intermediários caseiros entre pilas e vaginas. Ou bem que é tudo convencional, sem truques, ou bem que é num hospital e tal…

Isto terá saído assim do especialista ou da jornalista?…

A resposta não está nos “biocombustíveis”

Nova moda: usar óleo alimentar NOVO para fazer andar o carrinho…

"Condutores atestam com óleo de fritar"

Teorias dissidentes do ‘Aquecimento Global’

Eu não duvido da existência, impacto e relevância das alterações climáticas em curso, e concordo totalmente com a urgência em introduzir resuisitos de eficiência energética e respeito ambiental em todas as actividades humanas. Mas há que ouvir as vozes discordantes ou aquelas que nos alertam para coisas que correm o risco de nos passar ao lado. Por isso achei interessantes os artigos publicados no Expresso, uma entrevista a um investigador português, João Corte-Real, e outro na Sábado, uma entrevista a Bjorn Lomborg, o director do Centro de Consenso de Copenhaga:

"Debate a quente" - Parte 1"Debate a quente" - Parte 2

"O aquecimento global é um conto de fadas" - Parte 1"O aquecimento global é um conto de fadas" - Parte 2

Outro dissidente é o José Delgado Domingos, professor do IST. Deste último ainda não tive tempo de ver as apresentações e ouvir o podcast da apresentação, mas lembro-me de ler algo dele sobre as alterações climáticas numa revista.

Um mito jurídico

Sempre me disseram que não se pode andar na via pública sem o BI (ou outro documento de identificação). E que se formos apanhados sem ele podemos ser levados para a esquadra para sermos identificados. Isto aconteceu com um miúdo amigo meu.

Ora, acabo de saber que isto afinal é um mito. Não há lei nenhuma que nos obrigue a andar com ID, e nenhum polícia nos pode pedir os documentos, a não ser que sejamos suspeitos de algum crime. Nesse caso, então, é que, se não tivermos ID connosco, podemos ser levados para a esquadra por um período de até 2 horas, para sermos identificados.

Mais felizes a pedalar

Este tipo de notícias e factóides começa a chegar à imprensa portuguesa. :-)

"Mais feliz a pedalar"

A escolha de Mourinho

Mourinho rides a Mobiky

A Mobiky Genius. :-P

Mourinho rides a MobikyMourinho rides a Mobiky

Flavour: red.

De bicicleta na publicidade

Bicicleta na publicidade

“Not models, real people.” Espero bem que sim! ;-)

I’m a ‘city cycling’ banana!

Não sei se já vos disse, mas eu adoro a internet. É uma coisa verdadeiramente fantástica! :-) A distância passa a ser quase irrelevante, podemos contactar rapida e facilmente com pessoas em qualquer canto do mundo, espreitar o mundo delas e deixá-las espreitar o nosso, tudo sem ter que sair da cadeira. Não digo que seja melhor do que viajar e estar com as pessoas e nos lugares ao vivo, porque não é, mas é um excelente sucedâneo.

Bom, isto para introduzir a notícia de que esta banana foi featured num artigo da revista online CityCycling, edição de Novembro: «pedal power from portugal - citycycling talks to Ana Pereira, Portuguese “bikepreneur” and “cenas a pedal” co-founder».

artigo_ana_citycycling.jpg

Muito fixe! :-)

O Anthony, editor da revista (e com quem ‘partilhei’ a página na coluna “I love riding in the city“, da Urban Velo de Setembro!), convidou-me a responder a uma série de perguntas e deu-me liberdade para redigir o texto de resposta. O resultado foram 5 páginas com a minha história com as bicicletas. Foi engraçado lembrar-me de tudo aquilo e passá-lo para o papel (em inglês, claro está). A primeira página do artigo é esta, depois é só clicar em “next”. :-)

Também curto bué escrever, já vos tinha dito? :-P

“Um carro com H grande.”

Um carro com H grande...

Deve ser para condutores com um h muito pequenino…

“amo-te, és linda, deixa-me foder-te”

(…)Mas se precisa tanto de companhia por que não abre o coração a alguém?

Estou mal arranjo uma companhia?!? Arranjar mulher porque preciso de companhia era no tempo do Salazar. Respeito as pessoas. Uma mulher sentia-se bem com um homem que dissesse: ‘ amo-te, és linda, deixa-me foder-te’, só porque queria companhia e alguém à espera quando chegasse a casa? Se fosse mulher sentir-me-ia muito mal se alguém estivesse comigo só porque precisava de alguém à espera em casa. Prefiro tratar das minhas neuras sozinho.

Nunca diz ‘fazer amor’?

O amor não se faz, acontece. Essa expressão é feíssima. Ama-se, faz-se sexo, mesmo que seja com amor. Isso é um preconceito português de achar que foder é só com as putas. Um dos grandes tabus da humanidade continua a ser o sexo. Como é possível viver os dias de hoje sem prazer? O sexo não serve só para procriar! Acho a expressão ‘fazer amor’ muito pouco ‘tesuda’.(…)

Trecho de uma entrevista ao Rogério Samora, publicada na revista Tabu, do jornal Sol, de 27/10/2007.

Achei interessante o que ele disse. Realmente, o amor não se faz, acontece. Depois pode ser enriquecido e fortalecido com outras coisas, mas é algo que “acontece”. Já o sexo faz-se. A expressão “fazer amor” é muito certinha e politicamente correcta. Mentalmente associo-a a sexo essencialmente “ternurento”. :-P É uma expressão “fofa”, querida, doce, segura de utilizar em qualquer contexto. Já “fazer sexo” soa-me estranha, tipo linguagem médica ou científica. Depois há as “relações sexuais”, que é algures entre “fazer amor” e “fazer sexo”. Não faz sentido ser usada para descrever o sexo, ou faz? Porque parece que se refere à relação entre as pessoas envolvidas, querendo dizer que o sexo faz parte dessa relação, ou é aquilo que a define. Mas também pode ser uma relação afectiva, amorosa, fraterna, sei lá. :-P Não gosto muito da expressão, é cerimoniosa. Já “foder” é uma expressão muito mais interessante. Tem uma carga erótica muito forte e só o seu uso já é estimulante. A não ser que seja num contexto em que palavras deste género são ditas a torto e a direito, como adjectivos, verbos, substantivos e até pontuação. A banalidade cansa, e o uso destas expressões para significar insultos leva à descontextualização das mesmas, perdendo o seu sex appeal.

Vi algures que a palavra “foder” vem do “latim vulgar “futére”: ter relações com mulher”. Desconheço a razão por que tal palavra é usada para insultar. Se toda a gente gosta de sexo, porque é que é insultuoso dizer a alguém “vai-te foder” ou é mau sinal quando alguém diz “estou fodido”? Será que a opressão e desconsideração das mulheres pelos homens é que levou a que este tipo de expressões signifique, basicamente, que quem fode é o maior, está no topo da hierarquia, no controlo da situação, e que quem é fodido é lixado, humilhado?

Enfim, deambulações semânticas domingueiras. :-P

P.S.: Achei piada a esta adulteração de um ditado popular: “Deitar cedo e cedo erguer, só se for para foder.” lol Sou forçada a concordar.