Archive for the 'ambiente' Category

Cantam bem mas não me alegram

Estou farta da nova moda da responsabilidade social das empresas, e dos relatórios de sustentabilidade, e da apropriação de conceitos como bio, verde, eco, orgânico, natural, integral, etc, pelos marketeers para fazer os “consumidores” acreditarem que alguma coisa mudou. Mas na verdade, pouco mudou. À parte o branding das empresas (usam-se mais os tons verdes, castanhos, o tom “terra, e “green”), e as campanhas de marketing a lavar a imagem para parecer mais verde, mais sustentável, mais responsável relativamente à sua influência na sociedade e na Terra. It’s all bullshit, most of the times. Agora os carros são ecológicos e amigos do ambiente, os mega-centros comerciais são socialmente responsáveis, etc…

Ainda não obtive resposta do Amoreiras, por isso reenviei o mail ontem. Já a EDP dá-nos um panfleto com uma lista de comportamentos para descobrirmos se estamos a poupar energia, onde nos aconselha a «optarmos por nos deslocar a pé ou de bicicleta para distâncias curtas».

Palavras ocas? Palavras ocas?

No entanto, se eu quiser ir tratar de alguma coisa às lojas da EDP e for de bicicleta, não tenho onde a deixar lá. Não há parques de estacionamento para bicicletas. Com conhecimento de causa falo particularmente da loja no centro da vila de Oeiras e na loja da sustentabilidade no Marquês, em Lisboa. Na primeira já lá fui uma vez de bicicleta e deixei-a presa a si própria num átrio exterior à entrada, onde a podia manter debaixo de olho, dado que as paredes do edifício eram em vidro. Funcionou bem o suficiente. Na do Marquês entrei sem problemas uma vez com a Mobiky. Nunca lá fui fazer nada numa ocasião em que estivesse com a bicicleta grande, mas estive para lá ir uma vez assistir a uma conferência e planeava ir by bike. Por isso enviei-lhes um e-mail a perguntar se seria possível guardar a bicicleta algures no interior do edifício (parque, corredor, whatever), devido à ausência de infra-estruturas/serviços para ciclistas. Responderam-se que não haveria problema, o que me deixou satisfeita. Mas não cheguei a poder aferir o sucesso da experiência porque me atrasei e já não pude ir à conferência.

Imaginem um big evento sobre empresas e serviços “verdes” em que a organização não providencia caixotes com separação de resíduos para reciclagem. E em que os hot shots todos vão de carro que estacionam em cima do passeio ou do relvado. A hipocrisia dá-me vómitos. Como viver neste sistema sem entrarmos em depressão? Como interagir e participar sem nos sentirmos traidores dos nossos próprios valores de cada vez que nos associamos ao sistema ou a ele nos vemos forçados a fazer concessões in order to persevere? Talvez a solução seja o “soma”…

*sigh*

Sinto que não vale a pena correr atrás e tentar “vender-lhes” conceitos e valores que eles não entendem. Só perdemos tempo. Talvez a melhor solução no compto geral e para a nossa própria sanidade mental, emocional, fazer as coisas como achamos que elas devem ser feitas and then justtalk the walk“. Demonstrate, share, explain, educate, motivate! Maybe then they will come, on their own feet, and of their own will.

Ecocentro IPEC

Enviaram-me o link por mail (obrigada solarq!):

Mais info aqui.

Cool! :-)

«Há Festa na Horta!»

Via Lanka (obrigada pela dica! ;-) ):

“Há Festa na Horta!” – Dia comunitário na Horta popular da Graça, Domingo 11 de Maio

No próximo Domingo, dia 11 de Maio, no auge da Primavera, vamos convidar os vizinhos dos bairros da Graça, Mouraria e Alfama, os amigos e todos os simpatizantes de hortas urbanas e da ruralidade citadina para participar num dia comunitário na Horta popular da Graça.

Enquadramento:

Mais que nunca as cidades têm que reencontrar o seu equilíbrio e voltar a abraçar a natureza da qual se afastaram nos últimos 50 anos. Os habitantes das cidades nunca foram tão dependentes dos serviços de terceiros para satisfazer as suas necessidades básicas, serviços esses que se estão a tornar cada vez mais proibitivos. 2008 é o ano em que o aumento gradual dos preços das comodidades se vai sentir de maneira dramática, com os cereais a aumentar mais de 50% enquanto o acesso a legumes frescos de qualidade se limita a uma faixa cada vez mais pequena da população.

À falta de autonomia dos munícipes e o seu afastamento da produção da terra, se juntam a perda de espaços comuns e sobretudo de espaços verdes para conviver, para gozar os tempos livres e para fomentar um sentimento de segurança e de pertença.

O conceito da horta urbana insere-se firmemente numa estratégia de recuperação da sustentabilidade urbana, ligando factores sociais, culturais e ambientais. Contribui para a conservação de espaços verdes naturais, um planeamento urbano mais humano, a segurança alimentar, a estabilidade socioeconómica, e ainda para proporcionar lazer ou mesmo terapia.

Horta popular da Graça-Mouraria:

A Horta popular, na intersecção da Rua Damasceno Monteiro com a Calçada do Monte, nasceu como projecto do GAIA – Grupo de Acção e Intervenção ambiental, no âmbito da campanha “Por uma Agricultura mais sustentável” iniciada em 2007, no momento em que o GAIA começou o projecto “Centro Social”, albergando a sua sede nas instalações cedidas pelo Grupo Desportivo da Mouraria. Os objectivos do projecto da Horta são: Promoção da Agricultura Sustentável, Consciencialização para os Benefícios da Agricultura Sustentável, Atrair os Jovens para a dinâmica entre cidade e campo, Convidar os Mais Jovens para o desenvolvimento de actividades comuns ligadas ao Desenvolvimento Sustentável e Preservação da Natureza, Envolver a Comunidade local na manutenção de uma horta urbana, promovendo a sua autonomia.

Todas as segundas-feiras o Grupo da Horta reúne no local para juntos trabalharem a encosta solarenga, cuja terra sofreu sucessivos despejos de entulho e lixo e está ainda pouco fértil, plantando variedades que vão arranjando e partilhando, semeando novos mini-lotes, soltando a terra e regando-a, com o objectivo de ali recriar um ecossistema equilibrado, aplicando as técnicas ancestrais da agricultura biológica. Sempre que passe um morador curioso, é convidado para espreitar os afazeres e receber uma explicação do projecto, impulsionando a participação activa dos residentes dos bairros adjacentes.

A iniciativa está a começar a ganhar alento e os resultados estão à vista, com uma variedade de talhões semeados ou plantados – diversas couves, alfaces, tomate, milho, favas, cebola, acelga, alho francês, abóbora, morangos, hortelã, poejo,.. -, umas jovens árvores e algumas plantas resgatadas das Hortas de Benfica, um talhão preparado para flores, todos rodeados por plantas e ervas espontâneas essenciais para o controlo natural das pragas.

Neste Domingo queremos celebrar a promessa desta iniciativa, incentivar o arranque de muitas mais e partilhar conhecimentos sobre horticultura social e jardinagem com vizinhos, interessados e outros horticultores. Durante todo o dia operará uma oficina de construção de mobiliário urbano reciclado, aberta a todos. À tarde juntar-nos-emos para umas tertúlias sobre hortas urbanas e ruralidade e teremos a oportunidade de uma visita guiada à Horta, enquanto as crianças são entretidas por dois animadores e um artista plástico, tudo isto ao som de música acústica e ao sabor de petiscos com ingredientes da própria Horta. Ao fim do dia a festa continua no Centro Social na Travessa de Nazaré.

Propósitos do dia comunitário:

- Promover o conceito das hortas urbanas.

- Promover em particular a horta urbana da Graça para que ela ganhe massa crítica.

- Fomentar a troca de conhecimentos com vizinhos, interessados e outros horticultores.

- Ajudar a garantir o continuado uso público para fins verdes do terreno em questão.

- Proporcionar um verdadeiro convívio comunitário.

- Servir de exemplo para outras iniciativas semelhantes.

Programa do dia – Concertos e consertos, conversas e passeios na Horta:

9.00 – 19.30:

Oficina de construção de mobiliário urbano reciclado

14.30 – 19.30:

Tertúlias com Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Ângelo Rocha, Fernando Pires e o GAIA

Visitas guiadas à Horta

Bancas informativas do Banco Comum de Conhecimentos e do GAIA-CSM

Espaço para crianças, Pintura livre, Música acústica ao vivo, Petiscos vegetarianos

A partir das 20.00:

Jantar popular e festa no Centro Social da Mouraria

[Programa completo]
[Mapa de localização]

Gostava de espreitar, mas vou estar a trabalhar. :-(

Fiquei contente por saber disto (é do género de tópico que me interessa) e muito contente por saber que há cá quem queira Retomar a Rua também! :-D

Fiquei mesmo revoltada pela cena da CRIL e de arrasarem as hortas. Recebi o mail da Lanka na noite anterior ao dia marcado dos bulldozers (era de manhã), pelo que já ia tarde para ajudar a divulgar e a pedir voluntários. Lendo posts deste caso é de uma pessoa sentir-se mesmo revoltada com a gente que manda neste país. Até dói pensar em tanta natureza, plantas e bichos, destruídos, principalmente num deserto urbano como é Lisboa… E olhem que eu nem sou pessoa de andar a mexer na terra, a cuidar de plantas (nem de animais), a conhecer-lhes os nomes, as aplicações,… (nisso não saí nada à minha mãe e à mãe dela, minha avó…). É um amor platónico. Mas sei reconhecer o valor (e é tanto e tão diverso!) da natureza, do “verde”, e sinto a sua falta quando não a vejo ao meu redor…

Bom, vivam as hortas urbanas! :-)

The world is just awesome

[Via]

Tab clearing

O José Rodrigues dos Santos poupa água mas não recicla. Nada. É “muito complicado” e é o que as pessoas normais (não) fazem.

Reciclagem? Pois, isso não. Nem vidro, nem plástico, nem papel? Nada? «Não, não faço. Sou uma pessoa normal». Muitas pessoas normais reciclam. «A média do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão»

[Via]

É por ‘role models‘ destes que o mundo (e nós que nele vivemos!) anda a ficar exaurido e envenenado.

Este artista (mas este é mesmo um artista, o JRS é mais um ‘artista‘) incorpora a sensibilização/educação/advocay nas suas performances:

[Via]

Quem não gosta de ser uma “pessoa normal” (a.k.a. irresponsável, porca, negligente) aqui no concelho de Oeiras tem a vida dificultada. O município começou por ser pioneiro, exemplar até, neste campo; tínhamos ecopontos e recolha porta-a-porta (o sistema mais eficiente, mesmo economicamente). Em Julho de 2007 o princípio do fim foi decretado. Assumi que fosse em todo o concelho, mas havia sinais que indicavam outra realidade.

Estamos em 2008 e em Porto Salvo não há recolha porta-a-porta de reciclagem (nem do lixo normal, como há muitos outros locais, com contentores individuais para cada moradia ou prédio). Em Leceia aqui a 3 km continua a haver. Pelo menos teoricamente, pois umas semanas aparecem, noutras não, é conforme lhes apetece. Mas noutros locais do concelho o sistema porta-a-porta mantém-se. Ora, se eu pago os mesmo impostos que os outros, não deverei ter direito aos mesmos serviços e infrastruturas?… Será que só Barcarena e Porto Salvo foram negativamente discriminadas para este downgrade? Para quem não sabe, estas duas freguesias são os filhos bastardos do Isaltino Morais que faz questão de não fazer cá nada. Quando faz é servindo outros interesses externos…

Entretanto o governo está a estudar a hipótese de implementar a recolha porta-a-porta de fraldas descartáveis para as reciclar e impedir de se acumularem no ambiente (degradação leva 500 anos… e cada bebé implica várias toneladas de fraldas).

Nunca percebi a displicência com que as pessoas admitem, orgulhosas até, por vezes, que não reciclam. Para mim é como dizer que não se dão ao trabalho de usar a casa-de-banho e mijam e cagam onde calhar, porque o WC é muito complicado ou dá muito trabalho. Epá, desculpem lá, mas é mesmo assim. Eu sou péssima na questão da poupança de água. Bom, péssima não, para o padrão das “pessoas normais”, mas péssima para o meu padrão, pelo menos. Se confontada com isso eu tenho é que admitir e ficar envergonhada, e não ostentar orgulhosamente a minha própria estupidez, má educação e falta de sentido cívico.

As pessoas não se preocupam com o tipo e quantidade de embalagens que adquirem e como se desfazem delas, com os seus gastos de energia eléctrica em casa, no trabalho, nos transportes…

Tenho a sensação que para a imensa maioria de “pessoas normais” em Portugal todos os dias são “Energy Wasting Day“2…

[Via]

Entretanto encontrei algo que ajuda a perceber por que é que para, uma viagem, optar pela solução mais respeitadora do ambiente e mais agradável, o comboio, em vez do avião, sai mais caro ao consumidor… *sigh*

A propósito of all the fuss acerca da indisciplina e violência nas escolas despoletada pelo último incidente mediatizado, da miúda a medir forças com a professora por causa de um telemóvel, recomendo a leitura deste artigo. Não é o mesmo tema, mas tem subjacente as mesmas causas: crianças mal educadas, mal formadas, que se tornam adultos egocêntricos, tiranos, mimados, prepotentes, etc, etc.

este outro artigo é sobre a educação/ensino e trata de tentar responder à questão “porque é que os miúdos filandeses são tão espertos?”.

Entretanto estou muito lixada da vida porque perdi todas as minhas tabs do firefox depois de um upgrade menos suave. :-( Eram dezenas de cenas em stand-by. Damn it! Só não perdi estes links porque já os tinha num draft de post. Enfim, uma limpeza geral forçada. Mas já acumulei umas 10 tabs entretanto. Há hábitos difíceis de largar, ou pelo menos domar. :-P

Cheating-offsetting

Brilliant!

Acho que a moda do carbono zero é uma coisa válida e interessante para coisas “inevitáveis”. Mas usar esse sistema para simplesmente continuarmos a levar o mesmo estilo de vida de overcomsumption do costume mas com a consciência tranquila, em vez de fazermos mudanças e melhorias nas nossas opções e consumos quotidianos, é uma hipocrisia. É realmente continuarmos a portar-nos mal pagando a outros para se portarem bem por nós. Ora, é difícil alguém se portar bem por si próprio e por outros. Se consegue, talvez não se esteja a portar assim tão bem só por si…

Cada vez gosto menos da nova trend verde e bio. Está a tornar-se politicamente correcta mas numa versão que é mais fantochada que outra coisa. Detesto gente que só passa a agir da forma correcta quando vê que aquilo lhe pode dar mais dinheiro, quando tinha informação e condições antes para o fazer e não fez. E o pior é que muitas vezes esse novo shift é mais aparência do que substância… :-(

Mas adiante, não acham a iniciativa destes gajos, excelente? :-D Eheheh, eu adorei! :-P

[Via]

A história das coisas

Tenho isto aberto numa das minhas 500 mil tabs há meses. Acho que foi um link indicado pelo Mário, mas não me recordo. The Story of Stuff:

From its extraction through sale, use and disposal, all the stuff in our lives affects communities at home and abroad, yet most of this is hidden from view. The Story of Stuff is a 20-minute, fast-paced, fact-filled look at the underside of our production and consumption patterns. The Story of Stuff exposes the connections between a huge number of environmental and social issues, and calls us together to create a more sustainable and just world. It’ll teach you something, it’ll make you laugh, and it just may change the way you look at all the stuff in your life forever.

Uns teasers muito elucidativos do que está aqui em questão:

O vídeo foi realizado pelo pessoal da FreeRangeStudios responsáveis por outras cenas fixes como a Meatrix, the Mouth Revolution, as Grocery Wars, e outras).

A resposta não está nos “biocombustíveis”

Nova moda: usar óleo alimentar NOVO para fazer andar o carrinho…

"Condutores atestam com óleo de fritar"

Cenas para ir

5ª-feira, dia 21 há um seminário sobre mobilidade sustentável em Santa Maria da Feira. É um bocado longe e o programa é muito vago para me interessar. Estou é a pensar ir às “Jornadas Quercus de Arquitectura Sustentável”, o primeiro dia é já neste sábado. É uma chatice ser tão longe, no Porto. Se acabar mesmo por ir serão 6 horas de viagem ida-e-volta, de comboio. Não é problema, eu gosto de andar de comboio, sempre posso ler, navegar na web (se levar o portátil), mas ainda fica caro. :-( Já estive a ver os horários, para lá tinha que apanhar um Alfa Pendular, que são 27,5 €, e para cá um Intercidades, por 19,5 €. 47 € do comboio, mais 40 € da inscrição no evento, mais almoço e snacks fora… Uns 100 €. Em 2006 foram em Fátima, aqui mais perto, e gratuitas.

Espero que valha a pena. Gostava de ir aos 4 dias (espaçados entre Fevereiro até Maio), mas já sei que pelo menos ao de dia 29 de Março não vou poder ir, porque a CaP vai participar num evento nesse dia. Damn it! Durante uns meses está tudo morto e de repente surgem montes de eventos e cenas, pá. O que eu não dava pelo dom da ubiquidade (bom, bastava o de estar em 2 ou 3 lugares ao mesmo tempo, estar simultaneamente em TODO o lado dificultava o blogging posterior, lol). Bom, é uma pena não poder ir ao das casas de madeira e dos green roofs, mas o da água já me parece interessante (e fundamental), e até agora nunca participei em nada que abordasse o tema.

Entretanto, soube também de outro evento interessante para este sábado, um dos Cursos Livres sobre Feminismos da UMAR: “Prostituição/Serviços Sexuais”: estudos e experiências + perspectivas feministas ao fenómeno da prostituição/serviços sexuais (abolicionismo vs regulamentarismo). Sim, eu sei, nada a ver, mas já sabem que eu curto estes temas assim. :-P Mas acho que vou optar pelo do Porto. A não ser que me dê muita preguiiiiiiiçaaaaa. ;-)

Teorias dissidentes do ‘Aquecimento Global’

Eu não duvido da existência, impacto e relevância das alterações climáticas em curso, e concordo totalmente com a urgência em introduzir resuisitos de eficiência energética e respeito ambiental em todas as actividades humanas. Mas há que ouvir as vozes discordantes ou aquelas que nos alertam para coisas que correm o risco de nos passar ao lado. Por isso achei interessantes os artigos publicados no Expresso, uma entrevista a um investigador português, João Corte-Real, e outro na Sábado, uma entrevista a Bjorn Lomborg, o director do Centro de Consenso de Copenhaga:

"Debate a quente" - Parte 1"Debate a quente" - Parte 2

"O aquecimento global é um conto de fadas" - Parte 1"O aquecimento global é um conto de fadas" - Parte 2

Outro dissidente é o José Delgado Domingos, professor do IST. Deste último ainda não tive tempo de ver as apresentações e ouvir o podcast da apresentação, mas lembro-me de ler algo dele sobre as alterações climáticas numa revista.

A cena dos sacos

Há tempos houve aí uma pequena “polémica” por causa dos sacos de plástico nos supermercados e afins a pagar (como já acontece no Pingo Doce e no Lidl, por exemplo).

Resultado: agora tem-me acontecido as meninas da caixa comentarem “ah, mas ainda não se pagam os sacos!”, quando lhes digo que não preciso dos de plástico delas e começo a sacar dos meus. Como se uma pessoa pudesse fazer isto apenas e só porque de repente vai passar a pagar uns cêntimos a mais para ter direito a sacos descartáveis. Que mentalidade pobre. Por outro lado, já tive comentários positivos, tipo “se todos fizessem isso…”. :-) Ora, eu já ando com 2 na mala, o Bruno anda com 1 (a mala é mais pequena :-P ) e tem outro de reserva, e já ofereci 4 a amigos no Natal e outro à minha mana. Esta estreou o dela ontem, nos saldos. :-) E disse que no outro dia viu um casal não sei onde com 2 sacos iguaizinhos aos nossos! :-D Por isso, e como respondi à senhora da caixa, “um dia todos farão isto”. ;-)

Nascimentos de meninos vs. meninas - 106:100 para 50:100

Enquanto este tipo de dramas se passava na China (devido à política do filho único para controlo do crescimento da população) e na Índia (porque as filhas mulheres implicam dote e mais não o quê) por motivos culturais, onde os bebés do sexo feminino ou são abortados ou são assassinados porque valem menos ou exigem maior despesa ou investimento,… passava um bocado ao lado, ainda mais quando o que faltava eram mulheres. Mas se isto realmente começa a afectar o Ocidente e a causa é “ambiental” (mas provocada pelo Homem), e são os homens a desaparecer, e em larga escala, de certeza que vai haver mudanças grandes…

Quando se diz que “o futuro é das mulheres”, nunca pensei que fosse por no futuro simplesmente não haverem quase homens nenhuns… :-P

Agora a sério, isto é grave. É grave porque isto pode significar desequilíbrios entre os sexos, defraudando as naturais expectativas dos jovens de casar, ter um companheiro, ter filhos, etc. E é grave porque estes químicos podem provocar um aumento dos distúrbios de desenvolvimento a nível sexual (sexos genético, anatómico e cerebral não coincidentes). Penso eu de que…

Há meios de publicidade mesmo fúteis

Que sentido faz pagar a alguém para andar com um billboard de um lado para o outro, a poluir, ocupar espaço, consumir petróleo e libertar o tão temido CO2? Não é um autocarro, um comboio ou sei lá o quê que serve para alguma coisa e que a publicidade ajuda a rentabilizar. Não, aqui a publicidade é o único propósito.

Coisas estúpidas: uma carrinha para publicidadeCoisas estúpidas: uma carrinha para publicidade

Construção Sustentável

Há dias fui ouvir mais umas pessoas, desta vez sobre Construção Sustentável“, o tema da “Conferência Anual BCSD Portugal. Adoro coisas grátis. :-) E ainda deram aos inscritos um CD com as apresentações (que estão também disponíveis online!), e pude trazer uma série de panfletos, newsletters, revistas. Freebies! :-P Não cheguei a usufruir do coffee-break, though, não tinha fome.

Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável

Foi interessante, aprendi umas coisa e tal. :-) E aproveitei e comprei o livro “Construção Sustentável - soluções eficientes hoje são a nossa riqueza amanhã”, da Lívia Tirone, que conheço, entre outras coisas, das conferências da Lisboa E-nova. Um bocado caro, 23 €, mas como é um tema que me interessa muito, aproveitei a viagem e comprei-o. Não tinha ainda ouvido falar dele, se bem que havia sido lançado apenas uns 20 dias antes. ;-)

Esta é outra das áreas em que gostaria de trabalhar um dia, de alguma forma. Devíamos poder ter direito a múltiplas vidas, como nos jogos de computador, para podermos ter oportunidade de fazer várias coisas na vida, e da vida. :-P

Outro livro sobre o tema, desta vez do Prof. Manuel Duarte Pinheiro, “Ambiente e Construção Sustentável” encontra-se disponível para oferta no Centro de Documentação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e para download no site do IA (a.k.a APA). Cool! :-D

As ramificações do problema do pico do petróleo

À medida que o petróleo for escasseando, relativamente às solicitações, não é só o combustível que vai ficar mais caro, nem sequer tudo o que depende do transporte para chegar ao consumidor. TUDO fica mais caro. O petróleo é a matéria-prima para uma série de materiais que os objectos do nosso dia-a-dia incorporam.

Os pneus das bicicletas vão ficar 18 % mais caros já no próximo ano.

Mas tudo o que tenha plástico será afectado. Agora pensem em tudo aquilo que usamos todos os dias… Até a roupa (nylon e outras fibras) deriva do petróleo…

E ao mesmo tempo, com a corrida aos biocombustíveis (mais um problema do greenwashing de consciências) para continuar a alimentar os SUVs mas de uma forma “verde”, a comida também vai ficar mais cara, porque será mais rentável para os agricultores cultivarem as suas terras com espécies boas para transformar em biodiesel do que culturas para alimentação. Além da escassez de culturas para alimentação, pode haver escassez de determinadas culturas específicas também.

Vamos ter que escolher: ou temos combustível para pessoas ou temos para automóveis. Acho que a maior parte da população nem pensa nisto…

Ah, o problema não tem a ver apenas com o petróleo começar a escassear. É que além disso, as necessidades de petróleo como matéria prima para produtos ou combustível não pára de aumentar no Ocidente, e de repente a China começa a despertar e há milhões e milhões de chineses de classe média (and above) a almejar ter tudo aquilo a que nós por estes lados nos habituámos a ter facilmente. Como é óbvio, não vai dar para todos…

Dark times ahead…