Archive for the 'imprensa' Category

Aveiro pelo NYT

(…)«There is a young and vibrant energy in the streets and on the canals. Clutches of giggling and flirting university students rush past smartly dressed 30-somethings. Elderly women perch on terraces, leaning against 18th-century ironwork, bemusedly looking on.

“I live in the city center,” Mr. Vieira said, pointing on a map to a street in the old city’s pedestrian quarter. “I can walk everywhere. And just outside of Aveiro, there are great places to ride a bicycle. There you can see herons and seagulls and wildlife. You just give them an ID and you can ride a bike for free.”

Mr. Vieira was referring to the Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro, a five-year-old town hall project. Just beyond the old quarter, bicycles are parked waiting to be borrowed. The idea has been ridiculously successful, with white and green bikes everywhere.

Manning the desk at the bicycle office one afternoon was Pedro Sena, a 26-year-old student from Cape Verde studying for a degree in physics and engineering. A steady stream of bicyclists — locals, tourists, kids, adults — popped in, handed over an identification card and peddled out along the bike paths that line the canals. (…)»

Alargamento do IC19 só piorou o congestionamento?(!)

É impressão minha ou este autarca está a dizer que o alargamento do IC19 chamou mais carros para esta via e para Lisboa, entupindo ainda mais os acessos e o próprio IC19?

Mais faixas no IC 19 implica mais caos nas localidades de acesso

A mim parece-me óbvio, mas é sempre estranho ouvir alguém da administração central ou local a admitir isto…

Greenwashing em fotos

Já criei o tal grupo no Flickr para reunir exemplos de “greenwashing” da indústria automóvel.

«About Car greenwashing

This group is meant to gather evidence and examples of the growing trend of greenwashing of the traditional automobile industry. Cars are suddenly and apparently becoming “green”, “eco”, “ecological”, “environment friendly”, and so on.

Cars need to get smaller, more energy effcient, made of recyclable and non toxic materials and get better engines and pollute less. They also need to be used less often and more frequently carrying more passengers and/or cargo, putting a stop to 5 seats’ cars running around with only 1 person inside…

Technology and product design must keep on improving, but please don’t try to fool us by associating buzz, trendy eco-conscience words to obsolete concepts.»

Logo que tenha tempo ponho a descrição também em português. :-P Quem quiser contribuir com exemplos pode juntar-se ao grupo como membro ou enviar-me as fotos (bananalogic @ gmail.com) que eu coloco-as online com os devidos créditos.

Na Noruega o governo proibiu o uso de termos como “limpo”, “verde” e “amigo do ambiente” nos anúncios a automóveis…

UPDATE 30 Set: Depois de ver o post do Renato e seguir uns links, vi num comentário o link para um vídeo. Resolvi criar um grupo no YouTube, assim cobrimos foto e vídeo. ;-)

Gaffe no Jornal de Oeiras

"Eventos" cardiovasculares

Do dicionário da Priberam:

evento | s. m.

evento

do Lat. eventu

s. m.,
acontecimento;
ocorrência;
sucesso;
eventualidade.

Esqueçam os “acidentes” ou até os “incidentes” cardiovasculares, agora in é ter “eventos” cardiovasculares. Silly me, pensava que os tínhamos a toda a hora (pelo menos até termos um acidente cardiovascular). :-P

Auto Green-Washing

Têm notado a crescente “ecologicação” dos automóveis nos anúncios televisivos e na imprensa?

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Vender-nos um automóvel (mesmo com a crescente reciclabilidade dos materiais, e melhores eficiências de combustível e de controlo de emissões poluentes) como sendo “amigo do ambiente” e “ecológico” é, no mínimo, gozar com a nossa cara. O motor de combustão interna e os carros de 5 lugares por default são conceitos obsoletos e sem sustentabilidade a nível social, ambiental e económico.

Criei um set no Flickr só para colocar as pérolas deste género que for encontrando e documentando… ;-)

Por outro lado, criei outro para o mesmo fim, mas para reunir exemplos da bicicleta utilizada na publicidade e aparecendo noutros media.

Quem tiver exemplos e os quiser partilhar, pode enviar-mos que eu ponho online. :-) Ou então uploadá-los para as suas próprias contas, quem sabe criamos um grupo para reunir todas as imagens recolhidas? :-)

Sinais da não-revolução

Li a entrevista que o novo vereador do Urbanismo da CM Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado, deu ao Expresso de dia 18 ou 25, mas quando li esta pequena nota na foto, perdi a esperança que tinha na recuperação da cidade e na procura de um novo paradigma de urbanismo em Lisboa…

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Pelos vistos isto significa que se poderá construir na frente ribeirinha, a toda a extensão, desde que os edifícios sejam posicionados na perpendicular ao rio… Que importa que nunca mais sejamos capazes de apreciar a vista do rio para montante e jusante, desde que consigamos vislumbrá-lo pelo meio do betão, dos prédios (hotéis, escritórios, condomínios, etc), virados de frente para ele? Serei só eu a deduzir que esta frase se traduz numa licença para urbanizar a margem norte do Tejo?… :-( Se a APL has its way, é o que acontecerá, sem dúvida…

Hotel da Doca do Bom Sucesso

Será que alguma vez o meu país será tão bom nas coisas básicas, que me poderei dar ao luxo de não pensar nisso? De nem pensar duas vezes, de “take it for granted“?…

Noutra notícia mais antiga, e relativamente ao Algarve e à moda dos resorts e da PINização de tudo o que seja grande e para ricos:

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Aqui é dito que, no Algarve, só existe 1 % de faixa livre de construção nos primeiros 500 metros desde o mar… :-( Isto é um crime (económico, ambiental, social) e uma dor de observar de perto…

MST e o paradigma do comércio/vida = carros (relação biunívoca)

Primeira parte da coluna:

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[Fonte: Expressode 25/08/2007]

Eu até me dava ao trabalho de rebater o que ele diz, mas trata-se de uma pessoa inteligente, se não vê é porque não quer. Basta ver o que tem acontecido noutros locais do mundo, ler os estudos, search the web a bit.

Desde que as coisas sejam bem feitas, a restrição ao automóvel e o incentivo a outros meios de locomoção (TP, bicicleta,…) só pode ser positivo. Como está (ou pior, que é a tendência visível) é que não pode continuar…

Além disso, se nunca se fizer nada porque há muito por fazer, faltará sempre fazer tudo.

Frase do mês

«Qualquer papalvo e imbecil pensa que a internet é o instrumento mais democrático do mundo e é a coisa mais antidemocrática.»

Tozé Brito, administrador da Universal, em entrevista à revista Tabu, do jornal Sol de 18/08/2007.

Já não tenho pachorra para fazer comentários a estas alarvidades anti-internet, anti-downloads, anti-cultura,…

Livre circulação ponto e vírgula!

Para ir ao Oeiras Parque, à Biblioteca Municipal e outros locais próximos, costumo apanhar esta estrada, entre a rotunda da Quinta da Fonte e a rotunda da Fonte Luminosa. Isto não é uma rua, é uma estrada. Não tem passeios, nem sequer bermas, há a estrada, a guia e depois logo a valeta. Mesmo assim, é frequente ver pessoas a pé a passarem aqui. Adolescentes, idosos, mulheres com carrinhos de bebé, grupos de pessoas. É o acesso mais rápido e curto ao centro comercial, principalmente, mas só foi contemplada a hipótese de as pessoas o usarem de carro. Mesmo que seja para percorrer uns miseráveis metros. É completamente imbecil. E injusto! É perigoso circular ali sem ser “protegido” dentro de uma lata qualquer. Detesto passar ali de bicicleta, mas faço-o algumas vezes. Este troço é um exemplo da vergonhosa política de mobilidade urbana neste país. Quando vi este texto no 30Dias do mês passado ou lá o que foi, apeteceu-me bater no gajo que escreveu aquilo.

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Camiões em comboios

Notícia no semanário Sol do passado fim-de-semana:

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Faz todo o sentido usar o comboio para transportar mercadorias, e tirar o máximo de camiões das estradas. Mas a tendência geral em Portugal é eliminar linhas de caminhos-de-ferro e fazer mais estradas. Os camiões poluem, são ruidosos, sobrecarregam as estradas acelerando o seu desgaste, contribuem para os engarrafamentos e para os acidentes (condutores a conduzir mais horas e mais depressa do que devem, por exemplo). Se há alternativas, porque não usá-las?

Desfrutar da Natureza

Fechado dentro de um jipe. O que é que pensavam que era? Passeios pedestres? BTT? Escalada? :-P

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Invenções do ano, segundo a TIME

Isto já não é novidade, mas não queria deixar de referir. :-)

Sem dúvida a ‘construção’ do YouTube é um marco histórico na cultura mundial. Referidos estão também um dos meus carros de sonho, o Clever, e também o TESLA, e uma máquina para transformar palha em material de construção. Além de outras invenções engraçadas e/ou importantes.

A ciência deu-nos tudo, tem permitido melhorar as nossas vidas a um ponto nunca visto. Como tudo, o conhecimento pode ser usado para coisas boas ou para coisas más, dependendo da pessoa ou entidade que o detenha. Mas a ciência em si não é boa nem má, é apenas conhecimento. Sujeitos a juízos de valor estão apenas os propósitos com que é usada e as pessoas que a usam. Os ataques das religiões à ciência são tão imbecis quanto os seus perpetradores. O progresso humano, sobreviver às doenças mais simples ou até às mais complicadas, ter comida na mesa mais facilmente de modo a que podemos aspirar a mais da vida do que matar-nos a trabalhar apenas para comer, ter acesso facilitado à educação, à mobilidade, só é possível devido à construção e utilização do conjunto de conhecimento universal acumulado  que globalmente chamamos “ciência”. Não o devemos à Bíblia. Ou ao Corão ou aos quaisquer “livros sagrados” da IURD, dos Mórmons, dos Cientologistas, e todas as outras seitas de maluquinhos que há praí aos pontapés por todo o mundo.

“Sell a Band”

Uma iniciativa interessante! :-)

Sell a band

Velovision!

Finalmente chegou a Issue 22! :-) Fiz a subscrição há umas semanas atrás e pedi a n.º 22 e a n.º 23 (que saiu agora nas bancas). A 22 nunca chegou. Falei com o Peter Eland e expliquei a situação. Entretanto já tinha recebido a 23 mas ele voltou a enviar-me a 22 juntamente com outra cópia da 23. Foi simpático. :-)

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O serviço dos Correios a minha casa anda um bocado mau. Atrasos e extravios, deixam-me um bocado apreensiva, sabe-se lá as coisas que nunca chegam cá… É para ir na onda do serviço nas Estações às vezes. Onde se tem que estar na fila para comprar um selo, enquanto outros pagam contas, compram livros e coisas do Benfica, escolhem telemóveis e mais o diabo-a-quatro.

Enfim, mas o que interessa é que chegaram as revistas, one way or the other. Curto bué a Velovision, é bastante informativa e tem cenas out of this world. Muuuuuito fixe! :-D

Velovision delivery envelope

Estou a pensar encomendar o calendário deles - Cycle and Recycle, que tem a particularidade de ser reusável alguns anos depois. :-)

Quando tiver maior cash flow gostaria de pedir as edições anteriores da revista. Como disse, adorei aquilo. :-)

“O Portugal que sai da crise”

Na Visão desta semana o que mais gostei de ler foi o artigo sobre o software livre e um outro, tema de capa, sobre empreendedorismo e inovação. Gostei de ler este último justamente por dar uma ideia diferente e mais animadora da economia e das pessoas por detrás dela. Gostei de ler histórias de pessoas que deram a volta por cima, que inovaram, que perseveraram, que arriscaram, e que agora vêem o seu trabalho dar frutos. É em histórias destas que me inspiro e que me apoio quando as coisas parecem mais negras.

Acredito firmemente que a iniciativa privada e as empresas são um veículo privilegiado de mudança de mentalidades e paradigmas, de inovação, de trabalho social e comunitário. É tempo de acabar com esta cultura de mama do Estado e de dormir à sombra dele (a bananeira). Leva a que só nos queixemos de tudo e fiquemos à espera que alguém faça alguma coisa. Mas o pior é que (quase) ninguém faz nada… de jeito, pelo menos. :-P
Neste país em que os governos só se governam a si próprios, são as empresas que devem liderar o caminho, e levar a sociedade a reboque. Ou isso ou é melhor emigrarmos todos porque os políticos não têm estofo para salvar este país.