Ando a testar.
Não é mau, embora não saiba ainda dizer se é melhor ou pior para a postura, a coluna, os músculos, etc.
Gosto de fingir que trabalho no Google. ![]()
“Life is not about finding yourself, life is about creating yourself”.
Que giro, ainda está a passar (às 19h35) na Radio Zero (emissão online) o programa que o Bruno foi gravar, com o Gil Brandão, no passado domingo, no Técnico.
A primeira maquete, gravada com mais people, não chegou a ser emitida, por razões técnicas.
Fomos de bike até Oeiras Paço d’Arcos, depois de comboio, depois novamente a pedalar até à Alameda. Para casa viémos sempre a pedalar.
Já blogo mais.
Estacionámos à porta.
O Bruno e o Gil passaram “horas” a falar:
Eu passei o tempo a ler os jornais de sábado.
Já de noite, voltámos à estrada.
Não sei se já vos disse, mas eu adoro a internet. É uma coisa verdadeiramente fantástica!
A distância passa a ser quase irrelevante, podemos contactar rapida e facilmente com pessoas em qualquer canto do mundo, espreitar o mundo delas e deixá-las espreitar o nosso, tudo sem ter que sair da cadeira. Não digo que seja melhor do que viajar e estar com as pessoas e nos lugares ao vivo, porque não é, mas é um excelente sucedâneo.
Bom, isto para introduzir a notícia de que esta banana foi featured num artigo da revista online CityCycling, edição de Novembro: «pedal power from portugal - citycycling talks to Ana Pereira, Portuguese “bikepreneur” and “cenas a pedal” co-founder».
Muito fixe!
O Anthony, editor da revista (e com quem ‘partilhei’ a página na coluna “I love riding in the city“, da Urban Velo de Setembro!), convidou-me a responder a uma série de perguntas e deu-me liberdade para redigir o texto de resposta. O resultado foram 5 páginas com a minha história com as bicicletas. Foi engraçado lembrar-me de tudo aquilo e passá-lo para o papel (em inglês, claro está). A primeira página do artigo é esta, depois é só clicar em “next”.
Também curto bué escrever, já vos tinha dito? ![]()
O Bruno acabou de me dizer que alguns comentários dele desapareciam ou eram apagados. Fui tentar ver o que se passou e detectei 2 comentários legítimos (um dele e outro do Miguel) apanhados pelo Akismet. Devo dizer que o Akismet funciona muito bem, poupa-me de ter que lidar com as centenas de comentários de spam que recebo diariamente, mas pelos vistos não é infalível, e da mesma forma que por vezes deixa passar um ou outro spam, outras vezes retém mensagens legítimas. Infelizmente ao fim de 15 dias ele apaga todo o spam arquivado, pelo que não posso ver se mais comentários foram ao ar assim…
Peço desculpa a quem possa ter dedicado algum do seu tempo a comentar no meu blog para depois ver o seu comentário desaparecer.
Prometo que vou andar mais atenta a partir de agora. ![]()
I really miss this experience…
20 km each way, riding the city roads, exercising a bit, arriving fresh and energetic at work, tired but relaxed when returning home. ![]()
“Molecular Cell Biology” | 5ª Ed. | Lodish, Darnell, et al |Freeman | 53 € (83.33 € 6ª Ed.)
“Fundamentals of Biochemistry” | 1ª Ed. | Voet, Voet, Pratt | Wiley | 40 € (52 € 2ª Ed)
“Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Vollhardt, Schore | Freeman | 40 € (75 € 5ª Ed.)
“Study Guide and Solutions Manual for Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Freeman | 29 € (59 € 4ª Ed.)
“Química” | 5ª Ed. | R. Chang | Macgraw Hill | anotado | 25 € (60 € 8ª Ed.)
“Essentials of Molecular Biology” 3ª ED. | Malacinski, Freifelder | Jones and Bartlett | anotado | 30 €
International Edition “Brock Biology of Microorganisms” | 10ª Ed | Madigan, Martinko, Parker | Prentice Hall | 50 € (73.45 € 11ª Ed)
“Biologia Microbiana” | 1996 | A. Madeira, A. Fonseca | Universidade Aberta | 7 € (10.20 €)
“Cinética Química” | 2003 | João Sotomayor | Lidel | 10 €
“Biologia Molecular e Celular” | 1998 | Stansfield, Colomé, Cano | Macgraw Hill | anotado | 20 € (28.50 €)
“Engenharia Genética - Princípios e Aplicações” | 2001 | Arnaldo Videira | Lidel |10 € (14.95 €)
“Nomenclatura dos Compostos Orgânicos” | 1ª Ed. | L. Campos, M. Mourato | Escolar Editora | 8 € (16.90 € 2ª Ed.)
“Biotecnologia - Fundamentos e Aplicações” | 2003 | N Lima, M. Mota | Lidel | 28 € - (35 €)
Alguém interessado? bananalogic @ gmail . com
A minha primeira bicicleta também era amarela:
Eu tinha praí uns 5 anos, e a minha irmã uns 2. Estava a dar uma volta inaugural na minha rua, e a miúda queria empurrar.
Aqui ainda tinha as rodinhas, mas detestava aquilo e fui logo pedir para as tirarem. Depois disso caí logo na primeira curva (do prédio, recta, a 90º) mas depois never more. Olhando hoje para o quintal onde comecei a andar vejo que aquilo era minúsculo, mas na altura parecia-me ser muito espaço para andar. E não cresci muito, tenho 1.55 m. ![]()
Primeiro, preparo-me a mim e à bicicleta (nestas andanças levo a B’twin, a Mobiky é para outro tipo de necessidades):
Desta vez, por acaso, levei capacete, mas é raro. Os acessórios indispensáveis são os clips para prender as calças, as luvas (estas são de Verão), e os óculos (como estava quase de noite, levei as lentes “brancas”). O capacete à noite e com tempo fresco ou até frio não me incomoda, pode até poupar a mioleira do vento frio, mas durante o dia, no Verão, detesto usá-lo.
Depois de me certificar que tenho tudo (sacos de compras, cadeados, mala, luzes e os tais acessórios, saio de casa…
e faço-me à estrada.
São poucos quilómetros até ao supermercado, talvez uns 4 km, e para lá vai-se bastante bem, quase sempre a descer. Para cá é pior, mais tempo em subidas, e com a bicicleta carregada.
Chegada ao Polisuper, prendo a bicicleta ao poste do sinal de trânsito mais próximo da porta:
Faço as minhas comprinhas e volto para a bicicleta:
Desta vez estreei um saco de compras reutilizável, “heavy duty“, que comprei na Intercasa (more on this on another post), mas tenho que afinar a estratégia para o usar com a bike. Adiante. Após um anormalmente longo e complicado (devido à inovação com o tal saco) período de organização e arrumação das compras nos dois alforges (estava a ver que não cabia tudo, mas isto já é costume, “esqueço-me” que o porta-bagagens é mais limitado que no carro), lá consegui pôr tudo lá dentro. Ficaram cheios até não dar mais, e pesados, claro.
E faço-me à estrada de novo, a caminho de casa, que a minha mãe estava à espera dos bifes para fazer para o jantar.
Cheguei a casa sã e salva, in one piece, bem como a mercadoria toda.
Só há relativamente pouco tempo corrigi a enorme falha que era andar sem luzes. Só tinha a luz vermelha atrás que veio com a bicicleta, e os reflectores dos pedais e das rodas. Depois comprei uma luz de sinalização que pus à frente e uso a piscar, e uma lâmpada para iluminar o caminho. Entretanto mudei os pneus para uns mais “urbanos” que têm um rebordo lateral reflector. Os alforges também têm cenas reflectoras. Já estou melhor.
Depois destas pedaladas é importante fazer um alongamento.
Agora, a análise da viagem, em termos de transporte de carga:
Fui buscar uma balança para ver o peso da mercadoria que transportei desta vez:
Ora bem, são cerca de 11 kg (e falta a carne que a minha mãe levou logo):
Deu para trazer isto tudo (mais a tal carne):
Nada mau, embora por vezes desse jeito um pouquinho mais de capacidade de carga (me aguardem, estou a tratar disso, eheheh!).
E pronto, volto a pôr o veículo na “garagem” (a.k.a. hall de entrada):
Em termos de upgrades, recentemente comprei um computador de bicicleta todo xpto, porque queria um que me mostrasse a cadência de pedalagem.
Sou geek, eu sei. O outro, mais simples, passei-o para a Mobiky. Sinceramente gosto mais deste do que o outro mais sofisticado, era mais intuitivo e simples. Enfim, não se pode ter tudo. Comprei ainda um outro kickstand, porque o que escolhi inicialmente na altura em que comprei a bicicleta não se aguenta com ela carregada. Agora tenho 2, que é por causa das tosses. Outra cena útil foi um espelho retrovisor, que dá imenso jeito (este já é o segundo, o primeiro partiu-se numa vez em que o meu irmão levou a bicicleta a um sítio qualquer e passou demasiado perto de uma pessoa…). Outra coisa foram umas pastilhas de travão. A ideia era comprar umas que me poupassem disto:
Ficar com a roupa e os sapatos assim cada vez que pegava na bicicleta e ia a algum lado era chato, especialmente se vamos ter com alguém ou coisa do género. E então comprei umas pastilhas mais caras e aparentemente xpto com 3 zonas diferentes com cores diferentes e blá blá blá.
Resultado: não voltei a ter o problema das calças salpicadas de pintas pretas, mas passei a ter um aviso sonoro integrado de cada vez que usava o travão da frente (aquele que mudei), tal chiadeira é algo que me lembra a minha dolescência e a minha BMX Turbo.
É a tal coisa, não se pode ter tudo, não há coisas perfeitas para todas as situações…
Ah, no que toca às soluções de transporte de carga, já passei por 3 estádios:
1 - Os sacos de plástico cheios de compras, pendurados de ambos os lados do guiador. Not very safe, mas foi assim que usei a bike para ir à mercearia e afins durante muitos anos enquanto criança e adolescente. I didn’t know better at the time.
2 - A grelha de bagagem com um cesto de metal em cima. É prático de usar, tira-se o cesto e usa-se em vez dos da loja, e depois é só encaixar de novo na bicicleta. Mas tem uma desvantagem grande, os sacos e as coisas dentro deles podem saltar se não prender tudo muito bem, e tornam a bicicleta extremamente instável, pois deslocam o centro de gravidade muito para cima.
3 - A grelha de bagagem com os alforges. Dá muito jeito para levar tudo e qualquer coisa, fecham-se e não se vê para o interior. Mantêm o centro de gravidade mais baixo, o que oferece mais estabilidade e manouvreability do que a opção do cesto em cima. É este o sistema que uso actualmente, mas ainda não é perfeito (is anything perfect, anyway?). Às vezes sinto a bicicleta a oscilar um bocado. Primeiro não percebia de onde vinha aquilo. A minha sensação é que tinha uma roda empenada, prestes a saltar, sei lá. Depois pensei melhor e acho que o problema é do design da grelha de bagagem + alforges:
Acho que a grelha forma um triângulo de lado que fecha muito cedo, em cima. Deste modo, os alforges estão apoiados apenas sobre um tubo, presos com um fecho velcro, e acabam por oscilar ao longo da direcção da bicicleta, para trás e para a frente (enquanto que no caso do cesto a tendência de oscilação, da força, era transversal à bicicleta, para a direita e para a esquerda).
Enfim, live and learn (or try stuff out and learn). ![]()
Já viram alguém fazer pão caseiro, no forno a lenha? A minha avó materna ainda vai fazendo, de vez em quando (aquilo é trabalho braçal puxado!).
Preparar e depois tender a massa:
Colocar a massa preparada no tabuleiro:
Pôr o pão no forno:
Uma hora depois, voilà:
Pãozinho algarvio caseiro!
Melhor, só o pão-bolo que eles chamam “costa” e que é uma gulodice simples mas irresistível. ![]()
Na última vez que fui a casa da minha avó, já estavam os 3 geradores instalados, embora apenas um em funcionamento.
Não resisti e fui lá acima vê-los de perto.
A escala daquelas coisas é gigantesca!!
Estranhamente, mesmo por baixo daquilo não se ouvia barulho algum das hélices a girar, apenas um zumbido do motor. Mas lá em baixo, onde fica a casa da minha avó e a dos meus tios (um pouco mais para trás), ouve-se um “zuuummmm” mais forte e que parece estar associado ao girar das hélices…
O ruído não é dramático, mas em algumas situações/circunstâncias pode ser um bocado incomodativo. Esperemos que os 3 a funcionar não seja muito pior…
Quando lá fui ao monte espreitar ainda andei às voltas à procura de outra coisa, a escola antiga da minha mãe e dos meus tios. Não a encontrei mas vi imensas casinhas lá no alto, incluindo esta, que ou era mesmo nova ou restaurada:
Atrás tinha outra, em ruínas. Está à venda. Parei lá e fui bisbilhotar. Não imaginam o silêncio daquele lugar. Um silêncio ABSOLUTO. Mesmo com os geradores a pouca distância. Só muito raramente passava algum carro. De resto,… era o silêncio. Não me lembro da última vez que senti tanta paz.
Nada a ver com o Algarve que a maior parte das pessoas conhece… (e que eu detesto!).
Eu e o Bruno passámos lá no segundo dia da iniciativa, 2 de Setembro, para ver como era e aproveitar para ver onde é o local da Cicloficina (conseguimos encontrar, desta vez, embora não estivesse lá ninguém, como já tinha sido avisado, de resto).
Tinha até bastante gente, embora sinta que vai precisar de mais atracções, e mais diversificadas, para conseguir atrair as pessoas ao local mais do que uma vez. Não sei que tipo de vantagens a Câmara oferece aos parceiros sociais e empresariais para os fazer escolher ir para ali e não para outro local qualquer mais aprazível e rentável, mas acho que se não houver casas-de-banho, locais para as pessoas se sentarem e estarem à sombra, comes e bebes disponíveis e coisas para ver (mas não sempre as mesmas) e para fazer (aquilo que se gosta de fazer, faz-se over and over again sem perder o entusiasmo) a iniciativa corre o risco de morrer ou de não passar de um estádio embrionário. Penso que com o tempo as coisas se hão-de compor e a ideia há-de vingar.
Amanhã há mais.
Quando andávamos à procura da Rua dos Bacalhoeiras démos com isto:
Suponho que seja uma relíquia e que tal associação já não exista.
Junto a este edifício estava isto:
Não há parques de estacionamento próprios para motas, nem para bicicletas, e o resultado é este. O exemplo da bicicleta mostra a importância de prender bem a bicicleta, e de escolher bem o local de estacionamento e a duração do mesmo…
Fomos para Lx de bicicleta grande nesse dia. Pedalámos até Paço de Arcos, apanhámos o comboio para o Cais do Sodré. Preferíamos ter ido de bike até lá, mas já íamos tarde e achámos melhor encurtar o percurso. O problema também é as infrastruturas. Não queríamos ir pela Marginal, os carros passam a abrir, não há bermas nem espaço de fuga, e queríamos ir numa de passeio, parar onde nos apetecesse, etc. As opções entre a Cruz Quebrada e Belém são miseráveis. De comboio vimos um tipo a circular por lá, mas da última vez que fizémos aqule percurso jurámos para nunca mais.
Tudo cheio de lixo e pedras, e depois temos que passar por debaixo de uma ponte ferroviária na Cruz Quebrada para voltar para este lado da linha. Não é uma boa zona em termos de segurança…
Se há obra necessária para requalificar a orla ribeirinha de Cascais a Lisboa é uma via com faixas pedonais e cicláveis, com pontos de infrastruturas e comércio de apoio, a toda a extensão da costa. Era bom para os turistas, para o lazer dos nativos, para o desporto e até para a mobilidade quotidiana. Enfim, talvez daqui a uns anos bons…
Or not, se continuarem a fazer isto:
O tal hotel que “não cria barreira” ao rio. Claro, basta olhar para a foto de cima, aquele muro não é barreira nenhuma, eu vejo o rio e a paisagem através dele, é perfeitamente transparente. Enfim…
Por esta passagem pedonal aérea passei eu centenas ou milhares de vezes quando andava na FCT-UNL.
Não está acessível a pessoas em cadeira-de-rodas, apenas com muito esforço com bicicletas, carrinhos de bebé ou de compras. E assim continua há anos e anos. Quem caia nesta categoria não pode entrar ou sair em Belém num comboio vindo de Lisboa e em direcção a Oeiras. Mas deve pagar o bilhete igual aos que podem. Isto lá é justo? Lógico? Certo? *sigh*
Não concordo com a extirpação dos serviços de apoio e funcionários da CP das plataformas da Estação de Paço de Arcos.
Aconteceu quando foi renovada e expandida há uns anos atrás. Se for de bike e quiser comprar bilhete, tenho que ir lá abaixo, mas depois não tenho como trazer a bike pra cima. Tenho que dar a volta toda pela estrada ou levá-la nas escadas rolantes, que são um bocado inclinadas e estreitas. Se levar carga na bicicleta torna-se um bocado perigoso. Felizmente aqui ao menos não há sinal a proibir levar as bicicletas nas escadas rolantes, como há no Metro de Lisboa… Tanto a CP como o Metro começaram por permitir o transporte de bicicletas em alguns horários, mas não se preocuparam em oferecer condições adequadas para os utentes o fazerem, em segurança e conforto para todos.
Falo em termos de acessos às estações e às plataformas, bem como as condições das carruagens. Como levar uma bicicleta grande numa carruagem sem ficar a bloquear o acesso às portas de saída, à porta de ligação entre carruagens e/ou ao corredor?…
Ah, porque é que não concordo com as plataformas de comboios desertas? Já estiveram na estação de Algés ao entardecer ou à noite? Eu ali sinto-me insegura. Não há ninguém (funcionários, polícia, comércio) ali e não posso fugir. Dá vontade de usar o carro da próxima vez…
No regresso a casa viémos a pedalar.
Já repararam em como há autênticas auto-estradas dentro de Lisboa? Para quê tantas faixas de rodagem? É um abuso…
Se há coisa que detesto é o empedrado que em Portugal parece universal (quer na estrada quer nos passeios).
Só vejo 1 vantagem nisto, evitar a impermeabilização dos solos. De resto só tem desvantagens. Eu perdi um parafuso da bike à conta de tanta trepidação acumulada.
Aquilo é desconfortável à brava. E se tivermos o azar de andar com uma bici sem suspensão, sem banco em gel ou similar, ou com rodas mais pequenas, ainda é pior…
Em Santos passámos por um ginásio com uma bike rack daquelas que não servem para nada à porta. Um sinal positivo, mas inútil…
Ali na zona démos com um parque de estacionamento à beira-rio. Que ultraje. Uma zona privilegiada da cidade - não o é, mas devia ser - a servir para estacionar carros!?!
Ao lado, o Kube, contentores de luxo plantados num cenário de abandono e degradação. Também detêm acesso restrito ao rio…
Em Santos, na casa-de-banho das mulheres vi isto:
Coisas estranhas se passam por aqui…
No cruzamento em Alcântara cruzámo-nos com outro ciclista:
Numa esplanada nas docas vimos uma mulher a ler um livro e com uma bici dobrável ao lado.
Em Belém parámos para comer e descansar. Ia haver um concerto dos Xutos nessa noite.
Depois foi seguir para Algés, apanhar o comboio numa estação quase deserta, sair em Paço de Arcos e pedalar de novo até casa. ![]()
Soube hoje. Morreu aos 64 anos, com uma hemorragia cerebral, no dia 10 de Setembro.
Lamento esta perda. Conhecia a Anita Roddick de nome, sabia que era a fundadora da Body Shop. Um dia (há alguns anos, já) no zapping do costume parei num documentário. Uma mulher andava na rua disfarçada de “velha”, para ver (e sentir) como é ser velho nesta sociedade. Também fez outra cena em que se disfarçou de obesa. O tipo de cenas que eu adoro ver na TV.
Bom, a dada altura percebo que aquela mulher é a Anita da Body Shop. Continuei a ver. Gostei dela. Há uns meses (talvez já mais de 1 ano), descobri o site/blog dela. Andei por lá a deambular. Li algumas coisas. Lembro-me de ter gostado de alguns textos sobre empreendedorismo, nomeadamente os de uma entrevista que ela deu (parte 1, parte 2). Identifiquei-me com o que ela dizia, gostei do estilo, das ideias. Foi reconfortante ver que alguém assim conseguiu levar as suas ideias avante, sem ter que fazer as coisas como os outros fazem.
Tomara que estejam outras Anitas a nascer por esta altura, precisamos desesperadamente de gente assim.
”Success is going from failure to failure without a loss of enthusiam” – Winston Churchill
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