Tag Archive for 'up close & personal'

Bola-cadeira

Ando a testar.

Gymnastic's ball

Não é mau, embora não saiba ainda dizer se é melhor ou pior para a postura, a coluna, os músculos, etc. :-P Gosto de fingir que trabalho no Google. ;-)

Rádio universitária

Que giro, ainda está a passar (às 19h35) na Radio Zero (emissão online) o programa que o Bruno foi gravar, com o Gil Brandão, no passado domingo, no Técnico. :-) A primeira maquete, gravada com mais people, não chegou a ser emitida, por razões técnicas.

Fomos de bike até Oeiras Paço d’Arcos, depois de comboio, depois novamente a pedalar até à Alameda. Para casa viémos sempre a pedalar. :-) Já blogo mais. ;-)

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Estacionámos à porta. :-P

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O Bruno e o Gil passaram “horas” a falar:

IMGP8728.JPGNo ar!

Eu passei o tempo a ler os jornais de sábado. :-)

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Já de noite, voltámos à estrada.

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I’m a ‘city cycling’ banana!

Não sei se já vos disse, mas eu adoro a internet. É uma coisa verdadeiramente fantástica! :-) A distância passa a ser quase irrelevante, podemos contactar rapida e facilmente com pessoas em qualquer canto do mundo, espreitar o mundo delas e deixá-las espreitar o nosso, tudo sem ter que sair da cadeira. Não digo que seja melhor do que viajar e estar com as pessoas e nos lugares ao vivo, porque não é, mas é um excelente sucedâneo.

Bom, isto para introduzir a notícia de que esta banana foi featured num artigo da revista online CityCycling, edição de Novembro: «pedal power from portugal - citycycling talks to Ana Pereira, Portuguese “bikepreneur” and “cenas a pedal” co-founder».

artigo_ana_citycycling.jpg

Muito fixe! :-)

O Anthony, editor da revista (e com quem ‘partilhei’ a página na coluna “I love riding in the city“, da Urban Velo de Setembro!), convidou-me a responder a uma série de perguntas e deu-me liberdade para redigir o texto de resposta. O resultado foram 5 páginas com a minha história com as bicicletas. Foi engraçado lembrar-me de tudo aquilo e passá-lo para o papel (em inglês, claro está). A primeira página do artigo é esta, depois é só clicar em “next”. :-)

Também curto bué escrever, já vos tinha dito? :-P

Comentários que desaparecem

O Bruno acabou de me dizer que alguns comentários dele desapareciam ou eram apagados. Fui tentar ver o que se passou e detectei 2 comentários legítimos (um dele e outro do Miguel) apanhados pelo Akismet. Devo dizer que o Akismet funciona muito bem, poupa-me de ter que lidar com as centenas de comentários de spam que recebo diariamente, mas pelos vistos não é infalível, e da mesma forma que por vezes deixa passar um ou outro spam, outras vezes retém mensagens legítimas. Infelizmente ao fim de 15 dias ele apaga todo o spam arquivado, pelo que não posso ver se mais comentários foram ao ar assim… :-(

Peço desculpa a quem possa ter dedicado algum do seu tempo a comentar no meu blog para depois ver o seu comentário desaparecer. :-( Prometo que vou andar mais atenta a partir de agora. ;-)

Old bike commute route

I really miss this experience

FCUL commute

20 km each way, riding the city roads, exercising a bit, arriving fresh and energetic at work, tired but relaxed when returning home. :-)

Livros técnicos para vender

Livros técnicos para vender

Molecular Cell Biology” | 5ª Ed. | Lodish, Darnell, et al |Freeman | 53 € (83.33 € 6ª Ed.)

Fundamentals of Biochemistry” | 1ª Ed. | Voet, Voet, Pratt | Wiley | 40 € (52 € 2ª Ed)

Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Vollhardt, Schore | Freeman | 40 € (75 € 5ª Ed.)

Study Guide and Solutions Manual for Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Freeman | 29 € (59 € 4ª Ed.)

Química” | 5ª Ed. | R. Chang | Macgraw Hill | anotado | 25 € (60 € 8ª Ed.)

Essentials of Molecular Biology” 3ª ED. | Malacinski, Freifelder | Jones and Bartlett | anotado | 30 €

International Edition “Brock Biology of Microorganisms” | 10ª Ed | Madigan, Martinko, Parker | Prentice Hall | 50 € (73.45 € 11ª Ed)

Biologia Microbiana” | 1996 | A. Madeira, A. Fonseca | Universidade Aberta | 7 € (10.20 €)

Cinética Química” | 2003 | João Sotomayor | Lidel | 10 €

Biologia Molecular e Celular” | 1998 | Stansfield, Colomé, Cano | Macgraw Hill | anotado | 20 € (28.50 €)

Engenharia Genética - Princípios e Aplicações” | 2001 | Arnaldo Videira | Lidel |10 € (14.95 €)

Nomenclatura dos Compostos Orgânicos” | 1ª Ed. | L. Campos, M. Mourato | Escolar Editora | 8 € (16.90 € 2ª Ed.)

Biotecnologia - Fundamentos e Aplicações” | 2003 | N Lima, M. Mota | Lidel | 28 € - (35 €)

Alguém interessado? bananalogic @ gmail . com

O início

A minha primeira bicicleta também era amarela:

Me trying out my first and brand new bike!

:-) Eu tinha praí uns 5 anos, e a minha irmã uns 2. Estava a dar uma volta inaugural na minha rua, e a miúda queria empurrar. :-P Aqui ainda tinha as rodinhas, mas detestava aquilo e fui logo pedir para as tirarem. Depois disso caí logo na primeira curva (do prédio, recta, a 90º) mas depois never more. Olhando hoje para o quintal onde comecei a andar vejo que aquilo era minúsculo, mas na altura parecia-me ser muito espaço para andar. E não cresci muito, tenho 1.55 m. :-P

Reviver o passado (with a twist)

O meu primeiro triciclo:

My first trike

O segundo:

KMXing banana

23 anos de separação. :-)

Shopping ride

Primeiro, preparo-me a mim e à bicicleta (nestas andanças levo a B’twin, a Mobiky é para outro tipo de necessidades):

Preparing to leave

Desta vez, por acaso, levei capacete, mas é raro. Os acessórios indispensáveis são os clips para prender as calças, as luvas (estas são de Verão), e os óculos (como estava quase de noite, levei as lentes “brancas”). O capacete à noite e com tempo fresco ou até frio não me incomoda, pode até poupar a mioleira do vento frio, mas durante o dia, no Verão, detesto usá-lo.

Os acessórios indispensáveis

Depois de me certificar que tenho tudo (sacos de compras, cadeados, mala, luzes e os tais acessórios, saio de casa…

Leaving the house

e faço-me à estrada.

Riding away

São poucos quilómetros até ao supermercado, talvez uns 4 km, e para lá vai-se bastante bem, quase sempre a descer. Para cá é pior, mais tempo em subidas, e com a bicicleta carregada. ;-)

Chegada ao Polisuper, prendo a bicicleta ao poste do sinal de trânsito mais próximo da porta:

Chegada ao local, resta prender a bicicleta ao único sítio possível

Faço as minhas comprinhas e volto para a bicicleta:

Colocar as compras nos alforges

Desta vez estreei um saco de compras reutilizável, “heavy duty“, que comprei na Intercasa (more on this on another post), mas tenho que afinar a estratégia para o usar com a bike. Adiante. Após um anormalmente longo e complicado (devido à inovação com o tal saco) período de organização e arrumação das compras nos dois alforges (estava a ver que não cabia tudo, mas isto já é costume, “esqueço-me” que o porta-bagagens é mais limitado que no carro), lá consegui pôr tudo lá dentro. Ficaram cheios até não dar mais, e pesados, claro.

PolisuperAll set and ready to rideAll set and ready to ride - fully packed

E faço-me à estrada de novo, a caminho de casa, que a minha mãe estava à espera dos bifes para fazer para o jantar. ;-)

Somewhere along the trip back home

Cheguei a casa sã e salva, in one piece, bem como a mercadoria toda.

Back home, safe and soundBack home, safe and sound

Só há relativamente pouco tempo corrigi a enorme falha que era andar sem luzes. Só tinha a luz vermelha atrás que veio com a bicicleta, e os reflectores dos pedais e das rodas. Depois comprei uma luz de sinalização que pus à frente e uso a piscar, e uma lâmpada para iluminar o caminho. Entretanto mudei os pneus para uns mais “urbanos” que têm um rebordo lateral reflector. Os alforges também têm cenas reflectoras. Já estou melhor. :-)

Depois destas pedaladas é importante fazer um alongamento.

Os alongmentos pós-pedaladas

Agora, a análise da viagem, em termos de transporte de carga:

Compras do dia, brought home by bike

Fui buscar uma balança para ver o peso da mercadoria que transportei desta vez:

Compras do dia, brought home by bikeCompras do dia, brought home by bike

Ora bem, são cerca de 11 kg (e falta a carne que a minha mãe levou logo):

11 kg de compras, by bike

Deu para trazer isto tudo (mais a tal carne):

Compras do dia, brought home by bike

Nada mau, embora por vezes desse jeito um pouquinho mais de capacidade de carga (me aguardem, estou a tratar disso, eheheh!).

E pronto, volto a pôr o veículo na “garagem” (a.k.a. hall de entrada):

Nada como levar "o carro" para o hall, mesmo dentro de casa...

Em termos de upgrades, recentemente comprei um computador de bicicleta todo xpto, porque queria um que me mostrasse a cadência de pedalagem. :-P Sou geek, eu sei. O outro, mais simples, passei-o para a Mobiky. Sinceramente gosto mais deste do que o outro mais sofisticado, era mais intuitivo e simples. Enfim, não se pode ter tudo. Comprei ainda um outro kickstand, porque o que escolhi inicialmente na altura em que comprei a bicicleta não se aguenta com ela carregada. Agora tenho 2, que é por causa das tosses. Outra cena útil foi um espelho retrovisor, que dá imenso jeito (este já é o segundo, o primeiro partiu-se numa vez em que o meu irmão levou a bicicleta a um sítio qualquer e passou demasiado perto de uma pessoa…). Outra coisa foram umas pastilhas de travão. A ideia era comprar umas que me poupassem disto:

Borracha dos travões na roupa (2)Borracha dos travões na roupa (1)

Ficar com a roupa e os sapatos assim cada vez que pegava na bicicleta e ia a algum lado era chato, especialmente se vamos ter com alguém ou coisa do género. E então comprei umas pastilhas mais caras e aparentemente xpto com 3 zonas diferentes com cores diferentes e blá blá blá.

Pastilhas de travões xpto

Resultado: não voltei a ter o problema das calças salpicadas de pintas pretas, mas passei a ter um aviso sonoro integrado de cada vez que usava o travão da frente (aquele que mudei), tal chiadeira é algo que me lembra a minha dolescência e a minha BMX Turbo. :-D É a tal coisa, não se pode ter tudo, não há coisas perfeitas para todas as situações… :-P

Ah, no que toca às soluções de transporte de carga, já passei por 3 estádios:

1 - Os sacos de plástico cheios de compras, pendurados de ambos os lados do guiador. Not very safe, mas foi assim que usei a bike para ir à mercearia e afins durante muitos anos enquanto criança e adolescente. I didn’t know better at the time.

2 - A grelha de bagagem com um cesto de metal em cima. É prático de usar, tira-se o cesto e usa-se em vez dos da loja, e depois é só encaixar de novo na bicicleta. Mas tem uma desvantagem grande, os sacos e as coisas dentro deles podem saltar se não prender tudo muito bem, e tornam a bicicleta extremamente instável, pois deslocam o centro de gravidade muito para cima.

Bicicleta estacionada frente ao PolisuperTrying to take a picture of myself, while riding

3 - A grelha de bagagem com os alforges. Dá muito jeito para levar tudo e qualquer coisa, fecham-se e não se vê para o interior. Mantêm o centro de gravidade mais baixo, o que oferece mais estabilidade e manouvreability do que a opção do cesto em cima. É este o sistema que uso actualmente, mas ainda não é perfeito (is anything perfect, anyway?). Às vezes sinto a bicicleta a oscilar um bocado. Primeiro não percebia de onde vinha aquilo. A minha sensação é que tinha uma roda empenada, prestes a saltar, sei lá. Depois pensei melhor e acho que o problema é do design da grelha de bagagem + alforges:

Sistema grelha de bagagem + alforges da Decathlon

Acho que a grelha forma um triângulo de lado que fecha muito cedo, em cima. Deste modo, os alforges estão apoiados apenas sobre um tubo, presos com um fecho velcro, e acabam por oscilar ao longo da direcção da bicicleta, para trás e para a frente (enquanto que no caso do cesto a tendência de oscilação, da força, era transversal à bicicleta, para a direita e para a esquerda).

Enfim, live and learn (or try stuff out and learn). ;-)

Gatinhos

Tenho 3 coisas destas para dar. Alguém interessado? :-)

Gatinhos

Forma de vida não-identificada, no meu quintal

Alguém sabe o que poderá ser esta coisa?

Uma forma de vida estranha no meu quintal

É um objecto terrestre não-identificado. A minha mãe chamou-me hoje para o fotografar, disse-me que de vez em quando brota do chão e cheira muito mal…

Não faço ideia do que será.

Fazer pão, à moda antiga

Já viram alguém fazer pão caseiro, no forno a lenha? A minha avó materna ainda vai fazendo, de vez em quando (aquilo é trabalho braçal puxado!).

Preparar e depois tender a massa:

A avó a tender a massa do pãoA avó a tender a massa

Colocar a massa preparada no tabuleiro:

A avó a ajeitar os panitos por cozer

Pôr o pão no forno:

A avó a pôr os pães no forno

Uma hora depois, voilà:

O pão cozido

Pãozinho algarvio caseiro! :-) Melhor, só o pão-bolo que eles chamam “costa” e que é uma gulodice simples mas irresistível. :-D

Geradores eólicos

Na última vez que fui a casa da minha avó, já estavam os 3 geradores instalados, embora apenas um em funcionamento.

3 geradores eólicos

Não resisti e fui lá acima vê-los de perto. :-P

Os geradores eólicos vistos de perto

A escala daquelas coisas é gigantesca!!

Base de um gerador eólicoGerador eólico visto de baixo

Estranhamente, mesmo por baixo daquilo não se ouvia barulho algum das hélices a girar, apenas um zumbido do motor. Mas lá em baixo, onde fica a casa da minha avó e a dos meus tios (um pouco mais para trás), ouve-se um “zuuummmm” mais forte e que parece estar associado ao girar das hélices…

Vista lá do alto

O ruído não é dramático, mas em algumas situações/circunstâncias pode ser um bocado incomodativo. Esperemos que os 3 a funcionar não seja muito pior…

Quando lá fui ao monte espreitar ainda andei às voltas à procura de outra coisa, a escola antiga da minha mãe e dos meus tios. Não a encontrei mas vi imensas casinhas lá no alto, incluindo esta, que ou era mesmo nova ou restaurada:

Casa no topo do cerro

Atrás tinha outra, em ruínas. Está à venda. Parei lá e fui bisbilhotar. Não imaginam o silêncio daquele lugar. Um silêncio ABSOLUTO. Mesmo com os geradores a pouca distância. Só muito raramente passava algum carro. De resto,… era o silêncio. Não me lembro da última vez que senti tanta paz. :-) Nada a ver com o Algarve que a maior parte das pessoas conhece… (e que eu detesto!).

“Aos Domingos o Terreiro do Paço é das Pessoas”

Eu e o Bruno passámos lá no segundo dia da iniciativa, 2 de Setembro, para ver como era e aproveitar para ver onde é o local da Cicloficina (conseguimos encontrar, desta vez, embora não estivesse lá ninguém, como já tinha sido avisado, de resto).

"Aos Domingos, Terreiro do Paço é das Pessoas"

Tinha até bastante gente, embora sinta que vai precisar de mais atracções, e mais diversificadas, para conseguir atrair as pessoas ao local mais do que uma vez. Não sei que tipo de vantagens a Câmara oferece aos parceiros sociais e empresariais para os fazer escolher ir para ali e não para outro local qualquer mais aprazível e rentável, mas acho que se não houver casas-de-banho, locais para as pessoas se sentarem e estarem à sombra, comes e bebes disponíveis e coisas para ver (mas não sempre as mesmas) e para fazer (aquilo que se gosta de fazer, faz-se over and over again sem perder o entusiasmo) a iniciativa corre o risco de morrer ou de não passar de um estádio embrionário. Penso que com o tempo as coisas se hão-de compor e a ideia há-de vingar. :-) Amanhã há mais.

Quando andávamos à procura da Rua dos Bacalhoeiras démos com isto:

"Associação Protectora da Primeira Infância"

Suponho que seja uma relíquia e que tal associação já não exista. ;-)

Junto a este edifício estava isto:

Motas e bicicletas estacionadas no passeioBicicleta mutilada

Não há parques de estacionamento próprios para motas, nem para bicicletas, e o resultado é este. O exemplo da bicicleta mostra a importância de prender bem a bicicleta, e de escolher bem o local de estacionamento e a duração do mesmo…

Fomos para Lx de bicicleta grande nesse dia. Pedalámos até Paço de Arcos, apanhámos o comboio para o Cais do Sodré. Preferíamos ter ido de bike até lá, mas já íamos tarde e achámos melhor encurtar o percurso. O problema também é as infrastruturas. Não queríamos ir pela Marginal, os carros passam a abrir, não há bermas nem espaço de fuga, e queríamos ir numa de passeio, parar onde nos apetecesse, etc. As opções entre a Cruz Quebrada e Belém são miseráveis. De comboio vimos um tipo a circular por lá, mas da última vez que fizémos aqule percurso jurámos para nunca mais.

Beira-rio vista do comboio

Tudo cheio de lixo e pedras, e depois temos que passar por debaixo de uma ponte ferroviária na Cruz Quebrada para voltar para este lado da linha. Não é uma boa zona em termos de segurança…

Se há obra necessária para requalificar a orla ribeirinha de Cascais a Lisboa é uma via com faixas pedonais e cicláveis, com pontos de infrastruturas e comércio de apoio, a toda a extensão da costa. Era bom para os turistas, para o lazer dos nativos, para o desporto e até para a mobilidade quotidiana. Enfim, talvez daqui a uns anos bons…

Or not, se continuarem a fazer isto:

O hotel que não bloqueia a vista para o rio

O tal hotel que “não cria barreira” ao rio. Claro, basta olhar para a foto de cima, aquele muro não é barreira nenhuma, eu vejo o rio e a paisagem através dele, é perfeitamente transparente. Enfim…

Por esta passagem pedonal aérea passei eu centenas ou milhares de vezes quando andava na FCT-UNL.

Barreiras intermodais

Não está acessível a pessoas em cadeira-de-rodas, apenas com muito esforço com bicicletas, carrinhos de bebé ou de compras. E assim continua há anos e anos. Quem caia nesta categoria não pode entrar ou sair em Belém num comboio vindo de Lisboa e em direcção a Oeiras. Mas deve pagar o bilhete igual aos que podem. Isto lá é justo? Lógico? Certo? *sigh*

Não concordo com a extirpação dos serviços de apoio e funcionários da CP das plataformas da Estação de Paço de Arcos.

Fomos de comboio com as bicicletas

Aconteceu quando foi renovada e expandida há uns anos atrás. Se for de bike e quiser comprar bilhete, tenho que ir lá abaixo, mas depois não tenho como trazer a bike pra cima. Tenho que dar a volta toda pela estrada ou levá-la nas escadas rolantes, que são um bocado inclinadas e estreitas. Se levar carga na bicicleta torna-se um bocado perigoso. Felizmente aqui ao menos não há sinal a proibir levar as bicicletas nas escadas rolantes, como há no Metro de Lisboa… Tanto a CP como o Metro começaram por permitir o transporte de bicicletas em alguns horários, mas não se preocuparam em oferecer condições adequadas para os utentes o fazerem, em segurança e conforto para todos.

Dentro do comboio

Falo em termos de acessos às estações e às plataformas, bem como as condições das carruagens. Como levar uma bicicleta grande numa carruagem sem ficar a bloquear o acesso às portas de saída, à porta de ligação entre carruagens e/ou ao corredor?…

Ah, porque é que não concordo com as plataformas de comboios desertas? Já estiveram na estação de Algés ao entardecer ou à noite? Eu ali sinto-me insegura. Não há ninguém (funcionários, polícia, comércio) ali e não posso fugir. Dá vontade de usar o carro da próxima vez…

No regresso a casa viémos a pedalar.

"Estou-te a ver!"

:-)

Já repararam em como há autênticas auto-estradas dentro de Lisboa? Para quê tantas faixas de rodagem? É um abuso…

Autoestrada no meio da cidade

Se há coisa que detesto é o empedrado que em Portugal parece universal (quer na estrada quer nos passeios).

Merda de pisoMerda de piso

Só vejo 1 vantagem nisto, evitar a impermeabilização dos solos. De resto só tem desvantagens. Eu perdi um parafuso da bike à conta de tanta trepidação acumulada. :-P Aquilo é desconfortável à brava. E se tivermos o azar de andar com uma bici sem suspensão, sem banco em gel ou similar, ou com rodas mais pequenas, ainda é pior…

Em Santos passámos por um ginásio com uma bike rack daquelas que não servem para nada à porta. Um sinal positivo, mas inútil…

Bike rack para inglês ver

Ali na zona démos com um parque de estacionamento à beira-rio. Que ultraje. Uma zona privilegiada da cidade - não o é, mas devia ser - a servir para estacionar carros!?!

Área à beira-rio desperdiçada com estacionamento automóvelÁrea à beira-rio desperdiçada com estacionamento automóvel

Ao lado, o Kube, contentores de luxo plantados num cenário de abandono e degradação. Também detêm acesso restrito ao rio…

Área à beira-rio desperdiçada com estacionamento automóvelIMGP7130.JPG

Em Santos, na casa-de-banho das mulheres vi isto:

Mensagens de casa-de-banho no ÁgoraMensagens de casa-de-banho no Ágora

Coisas estranhas se passam por aqui…

No cruzamento em Alcântara cruzámo-nos com outro ciclista:

Outra pessoa na estrada, de bicicleta

:-)

Numa esplanada nas docas vimos uma mulher a ler um livro e com uma bici dobrável ao lado. :-)

De bicicleta ao lado, a ler um livro na esplanada

Em Belém parámos para comer e descansar. Ia haver um concerto dos Xutos nessa noite.

No jardim da Torre de Belém, em dia de concerto dos XutosA descansar

Depois foi seguir para Algés, apanhar o comboio numa estação quase deserta, sair em Paço de Arcos e pedalar de novo até casa. :-)

Morreu a Anita Roddick

Soube hoje. Morreu aos 64 anos, com uma hemorragia cerebral, no dia 10 de Setembro.

Lamento esta perda. Conhecia a Anita Roddick de nome, sabia que era a fundadora da Body Shop. Um dia (há alguns anos, já) no zapping do costume parei num documentário. Uma mulher andava na rua disfarçada de “velha”, para ver (e sentir) como é ser velho nesta sociedade. Também fez outra cena em que se disfarçou de obesa. O tipo de cenas que eu adoro ver na TV. :-) Bom, a dada altura percebo que aquela mulher é a Anita da Body Shop. Continuei a ver. Gostei dela. Há uns meses (talvez já mais de 1 ano), descobri o site/blog dela. Andei por lá a deambular. Li algumas coisas. Lembro-me de ter gostado de alguns textos sobre empreendedorismo, nomeadamente os de uma entrevista que ela deu (parte 1, parte 2). Identifiquei-me com o que ela dizia, gostei do estilo, das ideias. Foi reconfortante ver que alguém assim conseguiu levar as suas ideias avante, sem ter que fazer as coisas como os outros fazem.

Tomara que estejam outras Anitas a nascer por esta altura, precisamos desesperadamente de gente assim.

Success is going from failure to failure without a loss of enthusiam” – Winston Churchill