Tinha ideia que os gatos eram muito independentes, mas nunca pensei que pudesse ser a este nível… A Rucha faz self-service com a ração.
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“Life is not about finding yourself, life is about creating yourself”.
Não estou a falar dos cada vez mais omnipresentes SUVs, nem sequer do seu expoente máximo, o Hummer. Falo de um tanque mesmo, um veículo militar. Tosco, altamente barulhento, feio, para cenários de guerra. Bom, mas com uma diferença, tem rodas e pneus “normais”. E está autorizado para circular na via pública, em condições civis de paz (se não contarmos com a guerra do Iraque…).
Usando a expressão do Miguel acerca de um outro tema relacionado, “estes gajos drogam-se brutalmente”.
1) Há um gajo que quer e gosta de usar isto como se fosse um carro normal. 2) As autoridades aceitam e validam a loucura.
No dia 4 de Agosto teve lugar no CC Vasco da Gama um almoço do Planet Geek. A bike rack à entrada estava bem composta (embora sem a contribuição dos participantes do almoço, nós éramos os únicos bicicletistas e levámos as nossas bikes pró restaurante :-P), é sempre uma bela imagem de boas-vindas.
Eu fui como acompanhante do Bruno, que está “agregado”.
O almoço foi no Sr. Frango da Guia, , e nós comemos… frango.
Foi interessante, é sempre bom conhecer e falar com pessoas novas.
Depois ficámos um bocado a “engonhar” lá fora antes de decidirmos ir continuar o convívio para a esplanada da Olá, junto ao Oceanário.


Again, I strongly recommend the strawberry smoothie.
Ora, foi aqui que a dada altura vimos algo um bocado… estranho.
Mas ok, até aqui ainda compreendo e tal. O pior foi depois isto:
WTF? É preciso 1 automóvel e 5 gajos para transportar um contentor do lixo (não me pareceu estar cheio ou algo assim…) com rodinhas?…
Isto é que é uma sociedade dependente do automóvel! lol Até gravei um vídeo da cena, a ver se o ponho no YouTube. ![]()
Fónix, que viver sob o Islão é mesmo do piorio!… Agora nem andar de bicicleta (nem patins ou scooters) é permitido às mulheres no Irão, pelo menos “em público”. É uma boa capa para o lobby do petróleo e do automóvel…
Felizmente é só um bug. Já me aconteceu 2 vezes, após fazer “Save” depois de mais um upload, aparece-me isto. Se não estivesse tudo normal quando carregasse noutro link qualquer (tipo Home), acho que me atirava da ponte.
Perder mais de 2000 fotos, o trabalho que deram a tirar, uploadar, taggar, pôr títulos e descrições, geotagging de algumas, escolher grupos para as partilhar, organizá-las em sets e collections… Ui, que pesadelo só de imaginar… ![]()
Não gosto de um mundo todo homogeneizado. Gosto que haja o inesperado, o estranho, o insólito, o fora do normal. É como as pessoas, todos tentamos ser o mais normais possível até que acabamos por ficar todos iguais, sem nada que nos distinga, diferencie. As pessoas normais são aborrecidas, previsíveis, superficiais, pouco estimulantes. São como frangos de aviário ou fruta de estufa: todas iguais, com a mesma composição, forma, peso, tamanho, com a mesma vida, e tudo “massificado”. Eu prefiro frangos do campo, fruta torta e sem brilho (falso) mas saborosa, pessoas meio fucked up or twisted mas interessantes.
E vem isto a propósito de…? Perguntam vocês. Disto:

O Bruno enviou-me isto. Um colecção de fotos de sítios preparados para impedir as pessoas de se sentarem neles. Alguns eu até compreendo (ex.: montras de lojas e afins), outros acho simplesmente estúpido. Que mal faz?!… Sadistic people… “No, just keep walking or wait standing still, no resting places here, MOVE!”.
Porque é que será que estas merdas são sempre com mulheres? Os pés das japonesas, os pescoços das Kayan,…? Que imbecilidade. Ah, já sei, é o relativismo moral, cultural, eu sei lá…
Sim, os homens também têm cenas deste tipo, mas geralmente são mais “soft”, uns piercings exagerados e buracos nos lábios e assim. Mas não vão ao nível de alterar o esqueleto e cenas do género, acho eu.



No domingo fui apanhar sol ali para o Parque dos Poetas e fui de bike (são 5 Km).
Levei a tralha (mala, água, revistas, etc) e a indispensável manta de campismo. Livrei-me dos ténis e das meias e deitei-me ao sol (preciso de dar alguma côr a este corpinho, pareço um copo de leite), a ler a Sábado. Estava calor, mas como o vento também era muito não cozi. Foi agradável, só a manta sempre a “voar” é que me chateou um bocadinho.
Depois segui para casa do Bruno. Outros 5 Km, desta vez por uma rota diferente. Passei por Vila Fria e ainda tirei por lá umas fotos.
Imagens como esta estão condenadas a desaparecer, à medida que se ocupam os campos agrícolas com edifícios de escritórios (um dos quais aparece na foto)…
Chegada a casa do Bruno, cravei-lhe uma sessão de manutenção à bicicleta para ver se eliminava uns ruídos irritantes (corrente e travões).
O meu historial com bicicletas engloba sempre “problemas” estranhos e barulhos aqui e acolá e cenas do género.
Pelos vistos, enquanto eu estava no Parque, o Bruno esteve a dar umas voltas no kart por Leceia. Depois das afinações mecânicas ele “desafiou-me” para irmos andar mais um bocado - eu na B’twin e ele no KMX ST. Lá fomos, para a urbanização do campo de golfe. Vê-se nesta foto:
Chegámos a descer até à Fábrica da Pólvora, passando pelo LEF:
A descida é acentuada e o Bruno fez questão de ir a abrir.
E eu a rezar para que ele não fosse a direito nas curvas.
Depois de subirmos tudo de volta até cá acima, descansámos um bocado.
E eu posei no kart (não ando nele porque sou baixinha e implicaria ajustá-lo e isso seria cumbersome de estar sempre a fazer):
À noite, pedalei mais uns 3 Km até casa. Foi um dia fixe.
Ontem dei umas pedaladas de novo. Fui às compras ali ao Polisuper, no Casalinho Morais. São 4 Km de distância e fazem-se bem.
A caminho de lá, tive um episódio surreal. Ia a pedalar, junto à berma, e oiço um carro com música em altos berros a aproximar-se. Não olho pra trás mas apercebo-me que não vai passar depressa como a maioria, ia passar devagar mas rente, talvez, pensei eu. Tinha razão, mas havia um bónus. Um dos 5 ou 6 gajos dentro do carro vinha meio saído da janela e deu-me umas palmadinhas nas costas quando passou! E depois ainda grunhiu umas coisas quaisquer trocistas. Unbelieveble! I gave him the finger e mandei-o f****-se. Isto à frente de uma série de gente, homens a trabalhar nas obras do passeio que agora ladeia a estrada! De notar que eu não levava capacete e que aquele imbecil podia ter causado um acidente grave (independentemente do capacete). Se tivesse um calhau à mão tinha-o atirado ao carro. A sorte é que não havia nenhum semáforo ou assim logo a seguir. Deu-me uma raiva! Já estou habituada às grunhices de alguns automobilistas, mas esta foi nova. Pelo atrevimento e pelo perigo efectivo. Senti-me impotente e estúpida. Mas depois pensei, no final do dia, ele é que é o imbecil, cretino, e irresponsável. Ele é que é o ignorante, o idiota. Quero que ele se f*** e pronto. Não vou pensar mais nisso. Do ponto de vista sociológico, este tipo de incidentes diz muito do estatuto que alguém que se desloca de bicicleta tem na nossa sociedade. Ele não faria aquilo - ou algo igualmente abusivo - a alguém num carro ou numa mota. Ele fez aquilo porque achou que eu não tinha como impedir ou retaliar. Não lhe passou pela cabeça que eu poderia ser (ou vir a ser) sua professora, patroa, que poderia ser uma polícia, uma juíza, uma executiva. E se eu usasse as minhas connections pra saber quem é o dono de um carro vermelho de matrícula 05-67-KC que às 16h25 do dia 7 de Maio de 2007 fez uma coisa tremendamente perigosa contra outro utente da via pública? E se eu lhe encomendasse um enxerto de porrada? Ah, sonhos…
Bom, passando à frente, no supermercado o mais parecido com um lugar de estacionamento para bicicletas é este poste de sinalização de trânsito…
Nesta foto vê-se a entrada do supermercado e o pilar onde eu costumava prender a bike antigamente:
Deixava-a presa ao segundo poste, porque tem um “corrimão” alto onde podia prender os cadeados e porque fica mesmo em frente à porta (fica visível). Depois passou a ser impossível porque passaram a ter lá o cartaz do Corte & Cose…
O outro poste seria the next best thing, mas falta o corrimão superior, e o de baixo fica demasiado em baixo. Acabo por prender a bike ao poste do sinal de trânsito e é se quero… Escrever uma carta a pedir um estacionamento para bikes é uma daquelas cenas na “to do list” que nunca mais faço…
À volta o meu cesto ia bem apetrechado, e isso notou-se nas subidas.
No caminho tentei sacar umas fotos de mim própria a pedalar mas o resultado foi pouco satisfatório. Preciso de um braço mais longo.
Nesse dia à noite ainda fui nadar! Estava a prever não me aguentar nem sequer os pobres 30 minutos da praxe, dado todo o pedalar acumulado desde o dia anterior, mas, estranhamente (ou talvez não!) aguentei bem, cansei-me menos e tive muito mais energia do que é costume!
Eu sei que o exercício físico me faz muito bem e imensa falta. Quando será que consigo ter uma vida organizada que inclua actividade física como deve ser?… :-/ *sigh*
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