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Casas de palha

Contra o aquecimento global, ver um curto vídeo em inglês aqui.

Um post recente sobre este tema, aqui.

Ora aqui está, a solução para os nossos prédios!

Uma janela que se transforma em varanda (apenas) quando queremos!

balcony-thumb.jpg

É muito mais prático e estético do que as varandas permanentes que a maioria das pessoas manda tapar, de qualquer modo. E depois cada um fazia à sua maneira, tornando os prédios feios. Agora já há legislação a uniformizar o aspecto, mas mesmo assim, se ninguém quer varandas mais vale não as fazerem… Com este sistema a possibilidade está sempre lá, só aproveita quem quer e quando quer. Um conceito muito fixe! :-)

[Via Treehugger]

UPDATE 7 Mar 07: Há um vídeo!

Uma casa geodésica

Aha! Aqui está, uma metáfora dos portugueses (ou de Portugal) no dia-a-dia normal:

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A viver dentro de uma bola de futebol. :-P Com a diferença de que a nossa não flutua (e mete água) e não é à prova de terramotos. :-P

[Via]

Ideias “verdes”

Que tal fazer um chão de terra?

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Atraente, durável, confortável de pisar, quente e amigo do ambiente. Além disso é muito mais barato do que um chão de madeira, por exemplo. É um material pouco processado (menor poluição associada), mais fácil de obter e simples de reparar/substituir ou “deitar fora” (não cria lixo!), caso necessário.

Estes chãos podem dar problemas com rachaduras (saltos altos e pés das cadeiras podem causar deformações e brechas). Por isso há pessoas a tentar desenvolver receitas para fazer este tipo de chão que o tornem livre de rachaduras, sólido e de fácil manutenção.

Os benefícios térmicos são apelativos. A elevada densidade e baixa condutividade térmica dos materiais de terra torna-os “aparelhos” solares passivos, facilmente capturando e retendo o calor durante o dia e libertando-o à noite. (Claro que isto tem que estar conjugado com uma construção eficiente da casa, para a chão não apanhar a luz do sol directamente também no Verão! :-P )

O NYT tem um artigo sobre isto. [Via Treehugger].

Outra boa ideia é substituir os cabides de plástico dos serviços de limpeza a seco por cabides 100 % feitos de papel reciclado. Ainda por cima pagam-se a si próprios com publicidade! São os EcoHangers.

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Depois poderão ser novamente reciclados, sempre se evitam uns milhares de cabides de plástico nas lixeiras e aterros…

[Via Treehugger]

Finalmente, a solução para as minhas “preces”. Uma alternativa mais ecológica do que os talheres de plástico descartáveis e mais prática do que os de metal reutilizáveis mais tradicionais. Vêm aí os talheres comestíveis! Melhor, além de totalmente comestíveis, ainda são nutritivos! ;-) E com sabores, doce e salgado/picante, e diferentes cores. Já viram, acabar de comer a sopa e passar à colher e até mesmo à tigela? Eheheh! Muito fixe. Podem ler mais sobre a empresa (BK Edible Innovations) e os seus planos aqui. Aqui está disponível uma apresentação com algo tipo plano de negócios. Entretanto li no artigo que nuns restaurantes em Chicago os clientes podem ver e escolher a sua refeição do menu e depois… comê-lo, dado que é feito de papel de arroz com sabor a parmesão, e impresso com tinta de soja comestível! :-D Buéda fixe, já estou mesmo a imaginar o restaurante do futuro. Já não é uma questão de “deixar o prato limpo”, faz-se uma “limpeza” à mesa toda! lol

Tamera na TV

A SIC Notícias vai passar um documentário sobre Tamera: “TAMERA – Uma Fórmula Para a Paz“. Tem cerca de 50 min e passa hoje às 23h e amanhã às 13h.

Soube através de um e-mail da Meike Müller, na newsletter que subscrevi desde que assisti a uma apresentação do projecto, em Évora, em 14 de Maio de 2005 no Encontro Alternativas e Resistências. Na altura gostei muito do que vi e ouvi e fiquei bastante interessada na temática (mais na vertente ambiental do que propriamente na espiritual). Antes do Encontro tinha ficado a conhecer o projecto através das mailing-lists do GAIA.

«Estimados amigos, estimadas amigas !

Desde Tamera, lhes desejamos uma boa passagem de ano e esperamos que tenham tido um bom natal.
Lhes escrevemos hoje para avisar sobre a exibicão em televisão do documentário “Tamera- Uma fórmula para a Paz”, de cerca de 50 min., realizado por uma produtora portuguesa há um ano e meio atrás. Para quem ainda não esteve aqui, o documentário dá uma boa vista sobre as ideias base do projecto, para os que já conhecem é uma lembranca- passem a palavra para que quem tenha interesse possa utilizar esta chance de ter uma primeiríssima impressão. Mesmo já não estando completamente actualizado, penso que ele consegue dar alguma ideia do que pretendemos fazer.

Com cumprimentos ansiosos por um futuro sem guerra,
Meike Müller
Tamera.
»

Sinopse

Não há caminho para a Paz. A Paz é o caminho.

(Mahatma Gandhi)

Esta história conduz-nos até Tamera, uma pequena comunidade nascida, em 1995, no sul de Portugal.

Tamera tem um sonho que implica uma mudança na forma de ver e de compreender o (nosso) mundo. Porque o Homem é o motor dessa transformação, este projecto de Paz apresenta-se como uma espécie de laboratório social, em plena harmonia com a Natureza.

Tamera define-se como um biótopo de cura. Este processo estende-se a todas as áreas da convivência humana e leva a comunidade a acreditar que, se for possível montar num determinado ponto do planeta um modelo de cultura não-violento, onde a Paz possa realmente ser vivida, então, esse modelo terá um efeito concreto sobre a esfera de pensamento da própria Terra, como um ponto de acupunctura para a Paz. Criar uma rede global de trabalho para erguer o “Movimento por uma Terra Livre” é a ambição política de Tamera.

Para atingir estes objectivos, a comunidade, que conta actualmente com cerca de 100 pessoas, precisa ainda de cultivar a sua
auto-suficiência. Longe da selva urbana e alimentada pelo calor do Sol, a energia do Amor e da Vida, Tamera ensaia um modelo social que ganha forma à medida que a semente de uma nova cultura cresce. Será esta a chave para enfrentar os actuais problemas do mundo? Será este o caminho que poderá levar a Humanidade à descoberta de uma fórmula da Paz?

Agenda para Dezembro, em Lisboa

A minha agenda no Google tem andado muito em baixo (reflexo da minha própria indisponibilidade para ver e participar em coisas, mas aqui vai uma lista de coisas interessantes para Dezembro:

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Dia 2, a partir das 14h:

Preparação do espaço da futura Cicloficina

(Espaço Crew Hassan, Rua de S. José, perto do Ateneu e Coliseu, em Lisboa.)

Citando Marcos Pais num e-mail de 30/11/2006 enviado para a mailinglist de Lisboa da Massa Crítica:

«Preparação do espaço da futura Cicloficina, este Sábado, dia 2 de Dezembro, 14h.

O espaço Crew Hassan irá ceder-nos um espaço, ali na Rua de S. José, perto do Ateneu e Coliseu, para fazermos oficinas comunitárias e tudo o mais que nos lembrarmos ligado às bicicletas (aluguer, aulas de circular em bicicleta em segurança, reciclagem de bicicletas antigas,.. quaisquer sugestões são bem vindas). Quem quiser vir neste dia ajudar a iniciar a preparação do espaço, é muito bem vindo.»

Adenda do Ricardo Sobral:

«O que vamos fazer no Sábado é arrumar, limpar e fazer um inventário do que existe naquele espaço (armários, prateleiras, cadeiras,…) para saber com o que podemos vir a contar e o que nos poderá ser útil.»

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Dia 5, às 17h30:

Debate sobre Mobilidade

(Instituto Superior Técnico)

Segundo um mail enviado para a mailinglist de Lisboa da Massa Crítica pelo Pedro Vicente, um grupo de alunos do Técnico está a organizar um debate sobre Mobilidade a decorrer no IST dia 5 de Dezembro pelas 17h30.

«A ideia é passar um filme ou documentário que introduza o tema e depois ter dois comentadores convidados para expressar a sua opinião de modo a abrir uma discussão com o público presente.»

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Dia 6, das 17h30 às 19h30:

Conferência “Ponto de Encontro”: Catalizadores de Mudança (Drivers of Change)

(CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, R. do Viriato 13)

Info aqui. Inscrições prévias e pagas (2.5 ou 5 €).

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Dia 14, das 9h às 18h:

Conferência “Estratégia Energético - Ambiental para a Cidade de Lisboa

(Auditório do Alto dos Moinhos, R. João de Freitas Branco)

«Objectivo:

A conferência tem como principal objectivo a apresentação da Estratégia Energético-Ambiental de Lisboa e o alargamento do diálogo sobre os objectivos que esta define para Lisboa.

Tendo por base dados tecnicamente e cientificamente consensuais, já recolhidos, que quantificam os fluxos da cidade - energia e respectivas emissões de CO2, água e efluentes líquidos, materiais e resíduos sólidos - sobre os quais existe consenso técnico e científico- torna possível uma gestão consciente e sustentável do desempenho energético-ambiental da cidade.»

Ver mais info, incluindo preços, programa e ficha de inscrição aqui. Vai estar cheia de hotshots

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Dias 15 e 16:

17º ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE DEFESA DO AMBIENTE / ONGAs

(ISCTE, Edifício 2, Auditório, na Av. das Forças Armadas)

A Defesa do Ambiente e a Participação Cidadã em Portugal

Mobilidade, Novas Tecnologias de Comunicação (Vídeo-Conferência, Internet, Correio Digital e Tele-trabalho na redução do tempo gasto em deslocações) e Eco-Eficiência, Defesa do Ambiente e a Participação Cidadã em Portugal, Gestão da Água Desertificação.

O Encontro Nacional das ADA/ONGA é um fórum aberto a todas as ADA/ONGA locais, regionais e nacionais, formais ou informais, confederadas ou não confederadas. É um espaço de debate para as associações que se dedicam às múltiplas vertentes de intervenção no ambiente - conservação da natureza, património, qualidade do ambiente, bem-estar animal, qualidade de vida urbana, gestão da água, transportes e mobilidade sustentável, energia, educação ambiental, defesa do consumidor, actividades de natureza, eco turismo, agricultura biodinâmica, etc. Concertar posições na defesa do ambiente, em prol de um desenvolvimento sustentável e trocar experiências são os principais objectivos deste encontro.

O Encontro debaterá igualmente as preocupações do movimento associativo ambiental para 2007 e a avaliação das representações das ADA/ONGA nos Organismos Públicos com a demonstração dos resultados.

Coordenação e Secretariado – FPCUB - Apartado 4031 – 1501-001 Lisboa TM: 917241793, Tel.: 213159648, Fax. 213561253 E-mail. fpcubicicleta@sapo.pt Organização – CPADA. Tel./Fax: 213542819, E-mail: cpada@cpada.pt

PROGRAMA Provisório

Sexta-Feira, 15 de Dezembro

14h15 – Recepção dos participantes
14h45 – Sessão de Abertura, com a presença de entidades convidadas
Representantes da Confederação; Representante da AdP - Águas de Portugal; Representante do MAOTDR; Representante da Presidência da República; Representante do ISCTE; Fernando Catarino (Prémio Carreira CPADA 2006); Jorge Paiva (Prémio Carreira 2005); Eugénio Sequeira (Prémio Carreira 2004) e Humberto Vasconcelos (Prémio Carreira 2003)

1ª Sessão - A Defesa do Ambiente e a Participação Cidadã em Portugal

15h15 - Fernando Catarino - Globalização, Cidadania e a Responsabilidade de Cada Um
15h35 - Espaço de Intervenção Aberto aos representantes das ADA/ONGA (convida-se a inscrever-se antecipadamente para este espaço)
16h50 - Debate - Moderador – Pedro Vieira (Jornalista)
17h15 – Representante das Águas de Portugal, Eugénio Sequeira (LPN) e Jorge Moedas (Lusotur) - Gestão da Água, Perdas da Água, Dessalinização, Aproveitamento das Águas Residuais e Desertificação
17h45 – Debate – Moderadora - Teresa Goulão (Bandeira Azul)

2º Sessão - Mobilidade, Meios de Transporte Alternativos ao Automóvel

18h10 – Carlos Gaivoto – Mobilidade e Transporte Alternativo ao Automóvel
18h25 - Jorge Nabais (Carris)
18h40 - Os Amigos dos Caminhos-de-ferro
18h55 - Debate – Moderador - Paulo Esperança (ISCTE)
19h20 - Fim dos trabalhos

Sábado, 16 de Dezembro

3ª Sessão – Telecomunicações e Eco-Eficiência

10h00 - Cisco Portugal - Videoconferência (a confirmar)
10h15 - CTT - Correios de Portugal - Correio Digital (a confirmar)
10h30 - Gustavo Cardoso (ISCTE) - Internet
10h45 - Vodafone –Telemóveis (a confirmar)
11h00 – Debate – Moderador – Bruno Tavares (FPCUB)
11h20 – Intervalo
11h30 – Manuel Ferreira dos Santos (GEOTA) – Energias Renováveis na Mobilidade
11h45 - Henrique Schwarz – Economia Digital e as Interacções Informação, Energia, Materiais
12h00 – Debate – Moderador – João Caninas (CPADA)
12h30 – Almoço
14h15 – André Vizinho (GAIA) - Tele-trabalho e Eco-eficiência
14h30 - Sandra Martinho - Low Carbon City
14h45 – Debate – Moderador - Maria do Céu Sampaio (LPDA)

4ª Sessão - Encerramento

15h10 – Apresentação, discussão e aprovação de documentos e moções
16h30 – Discussão e aprovação das conclusões do 17º ENADA
18h30 – Fim dos trabalhos e Sessão de Encerramento

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Dia 20, 17h30-19h30:

Conferência “Ponto de Encontro”: Mecanismos de Democracia Participativa

Info aqui.

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Vai ser um mês interessante! :-)

Cycling Friendly

Cycling Friendly: lin-do. Tem legendas em português brasileiro. [via viver na alta de lisboa] Vale a pena ver, faz-nos sentir vontade de chorar por vivermos noutro planeta… Ao reunir exemplos de países ricos e de países pobres passa-nos um brutal atestado de estupidez. Não é uma questão de dinheiro, nem de “cultura”, é uma questão de inteligência. Queria ter uma profissão que me permitisse trabalhar em casa sempre que quisesse só para não ter que sair à rua todos os dias e deparar-me com estes cenários degradantes e degradadores…

Se pudesse dedicava-me a uma organização de advocacy para fazer marketing e lobbying cultural, político e comercial para novos paradigmas no desenho e gestão dos espaços urbanos (e não só), na construção civil (mais ambiental e economicamente sustentável), e na mobilidade (mais saudável, mais eco-lógica, mais amiga das pessoas, das carteiras e do ambiente).

A chatice é que uma pessoa tem que trabalhar pra viver. Mas depois encontramos problemas que sentimos que temos que resolver porque aquilo nos afecta muito a nós ou aos outros. Mas esses problemas deviam ser evitados ou resolvidos pelas pessoas que a sociedade elege para tratar dos bens e serviços comuns. Mas essa gente farta-se de fazer asneiras, opta por “soluções” que não o são, na verdade. E ainda por cima são coisas que facilmente podemos ver como foram resolvidas noutros lugares antes, e aprender com isso. Cá ninguém sabe nada, ninguém aprende nada. Quer dizer, só nas conferências é que aparecem todos como uns senhores doutores muito cultos e viajados. Mas na prática é este atraso de vida generalizado que se vê e que se sente diariamente.

Bolas, eu não devia sentir necessidade de combater o meu próprio Governo. Eu não devia sentir necessidade de fazer o trabalho deles, ou tentar que eles façam melhor (or just do) o seu trabalho! Mas que merda, pá… Estou farta disto tudo. :-( Portugal é uma merda. É isso que sinto no dia-a-dia. Ok, às vezes recebo uns mails com uns slideshows muito giros a dizer que nós inventámos a Via Verde e mais não sei o quê. Isso é óptimo. Mas o que me interessa é que eu todos os dias tenho que passar por sítios horríveis, desumanizantes, que sufoco com o fumo, o barulho e o stress dos automóveis e camiões que circulam por todo o lado a abrir, e usurpam todos os mm2 de espaço público e privado disponíveis. Pior, que a merda das ruas, estradas, casas e tudo o mais é feito de forma que eu sinto que muitas vezes não tenho grandes alternativas a também usar a porcaria do carro. As pessoas querem livrar-se dos carros e não podem. Não têm condições para o fazer. Não têm condições para circular na rua. É uma tristeza. Mais, é um crime. E os responsáveis andam praí livres, a gastar o nosso dinheiro em merdas para português ver.

Sim, sim, não estamos em guerra e ainda podemos andar na rua sem corrermos riscos sérios de sermos alvejados ou sequestrados. Mas levamos uma vida pior quando temos as condições para levar uma vida tão melhor! É isto que me frustra acima de tudo. Quando algo não pode ser melhor porque falta qualquer coisa (dinheiro, condições físicas, conhecimento, etc) ainda vá. Agora se temos as condições, temos o dinheiro, o conhecimento está aí por todo o lado, mais não seja online! E porque é que insistimos em fazer coisas que se provaram erradas noutros locais há 30 anos?! Se isto não é de uma estupidez atávica e CRIMINOSA, não sei o que é…

Portugal tem muitas coisas boas, coisas bonitas, coisas inteligentes. Mas são a excepção e não a regra. A regra é a mediocridade. Porquê?

Às vezes penso que não seria assim tão louco direccionar-me para uma ocupação profissional tipo jornalista / fotógrafa / activista / empreendedora freelancer. Adoro escrever e adoro documentar coisas e adoro apontar o que está mal e dizer como e porquê. Mas depois penso que isso não me deve pôr pão na mesa. E lá voltamos nós à mediocridade do deixa-me-ficar-aqui-que-ao-menos-isto-já-conheço-e-pronto, deixem-me-no-meu-canto-que-eu-também-não-vos-chateio. Do you know what i mean?

Devia haver um euromilhões que desse jackpots de talento, coragem, inteligência, energia. Acho que jogaria mais vezes.

Estádio de futebol ‘eco’

Há imensas maneiras de construir um estádio de forma inteligente, sustentável económica e ambientalmente. O uso e gestão da água e da energia é de fulcral importância.

No Reino Unido foi construído “o primeiro estádio de futebol sustentável”, em Kent.

Estádio

Dois lagos ao lado permitem armazenar água da chuva para alimentar a rega do relvado, nomeadamente em períodos de seca, sem recorrer à rede pública. Os lagos tornarão o estádio auto-suficiente, serão um motivo de embelezamento e atrairão vida selvagem local.

Como o estádio é pequeno os arquitectos puderam usar materiais sustentáveis, como madeira de fontes renováveis. Painéis solares e boa insulação contribuem para a eficiência energética global.

[via treehugger]

Luz natural em qualquer lado

Hoje descobri uns produtos muito inovadores para iluminação. :-) Não sei o custo que ainda implicam, mas o conceito está excelente. São sistemas que captam a luz solar no exterior e a distribuem, por fibra óptica, por toda a casa. Assim temos luz natural em qualquer lugar!

Parans

Além de ser mais barato (sol é grátis), mais “verde” (não gastamos electricidade nem outro combustível), é mais saudável e mais natural, porque permite reproduzir a normal variação de luminosidade no exterior dentro de casa.

Sunlight-direct

O mais perto disto que eu conhecia era um sistema que vi num filme, em que uma série de buracos numa pirâmide ou algo similar coordenados com espelhos estrategicamente colocados conseguiam iluminar tudo com a luz do sol. Não sei se aquilo era só ficção, mas desde essa altura que penso que deve ser possível desenhar uma casa com um esquema parecido. :-P
Também há produtos que permitem conjugar a luz natural com a artificial (p.e. à noite!).

Zeno

Os produtos a que me refiro podem ser vistos aqui: Parans, Sunlight-direct, Luceplan (procurar por “Zeno”).

[via inhabitat]

Casas de palha são seguras face a risco de incêndio

Lembram-se de eu falar de casas de palha? Pois bem, agora a construção em palha passou num teste de incêndio. :-)
Foi criada recentemente uma mailing-list sobre este tema, a strawbale, e cujas mensagens podem ser lidas no arquivo, inclusive a do anúncio do teste de incêndio.

O treehugger sugeriu também um livro sobre construção em terra e palha, o Buildings of Earth and Straw: Structural Design for Rammed Earth and Straw Bale Architecture, by Bruce King.

De 23 de Setembro a 1 de Outubro deste ano decorrerá a International Straw Bale Building Conference, em Ontário no Canadá, organizada pela Ontario Straw Bale Buiding Coalition. Ainda não há ninguém de Portugal. :-P Na agenda deste evento há três áreas: dono-construtor, profissionais do design/construção, ‘networking’ e educação.

Parece que há também um curso de certificação em construção sustentável, nomeadamente em palha, ministrado na Universidade de Fleming, em Haliburton, Ontário (ver álbum de fotos aqui).

Sustainable Building Design and Construction class

P.S.: Em vez de cereais também se pode usar Cannabis (um material bastante polivalente, sabiam? :-)).

Bons exemplos vindos da Irlanda

O governo da Irlanda do Norte propôs-se alterar os regulamentos da construção para tornar obrigatório para todos os novos edifícios construídos a partir de 2008 o uso de energias renováveis. Isto aplicar-se-á a todas as casas, edifícios empresariais e públicos, tornando a micro-geração, tal como painéis solares para aquecer água, painéis solares fotovoltaicos nos telhados para gerar electricidade ou pequenas turbinas eólicas, obrigatórios. O programa oferecerá subsídios de até 50% do custo de instalação deste tipo de sistemas a 4000 lares.

[Via Treehugger]

Porque não cá também? A iniciativa de tornar obrigatório a pré-instalação de painés solares térmicos já é bom, mas podia ser melhor. De que têm medo, se no final é melhor para a carteira, para o ambiente e para a conveniência (um pouco de independência energética é sempre um bónus!).

Esta semana apanhei um programa qualquer turístico (português) sobre a Irlanda, e fiquei com muita vontade de lá ir. Pelos belíssimos e gigantescos parques e jardins, e pela juventude: 45% da população tem menos de 25 anos! :-) Inédito nesta Europa envelhecida. Jovens e instruídos, suponho, ou não fosse a educação o milagre irlandês…

Munições

Hoje passei pelo Media Markt e trouxe uma ventoinha. Uma coisa modesta, relativamente silenciosa, e das que consumia menos energia. Tem uma cena fixe, um temporizador. E surprise, surprise!, o stock da loja estava no fim, houve um “assalto” às ventoinhas e as prateleiras estavam vazias. Não sou só eu que vivo numa casa construída por gente com conhecimentos e políticas obsoletas… :-P A propósito, saiu hoje no Público um artigo sobre os novos regulamentos para a habitação:

Parte 1

Parte 2

De passagem por um hiper para trazer algumas mercearias aproveitei e comprei uma cena para afastar as melgas, um difusor Ezalo ou lá o que é. Vamos a ver se esta noite sou eu que ganho a guerra!

Geralmente evito estes biocidas porque receio que sejam prejudiciais à saúde (minha, as melgas podem morrer todas). Mesmo os repelentes para aplicar no corpo, como o Butix, também fico naquela,… será que isto me faz mal? Mas depois lembro-me de todas as doenças tropicais que as melgas podem transmitir e que com as alterações climáticas estão a chegar cá… Bom, vamos a ver se isto resulta.

“Quiet revolution”

Que tal uma turbina para transformar energia eólica que se pode usar facilmente em meio urbano? Existe e chama-se "quiet revolution". É "virtualmente silenciosa e sem vibrações" e como só tem uma parte móvel diminui a manutenção e aumenta a fiabilidade. Dependendo das condições de implantação, pode gerar entre 5000 a 1000 kW-hora por ano. Pode ser usada não-ligada à rede e conectada a baterias.

E tem ainda uma característica potencialmente interessante, pode ser usado como uma espécie de ecrã:

«Unlike other renewable energy sources, quietrevolution is also available in a unique model capable of creating a striking visual display that is part illuminated billboard, part artwork, part renewable energy device.

Light Emitting Diodes (LEDs) embedded in each of its three S-shaped blades fire in sequence as the blades rotate, painting a video screen that appears to hang in the air. This full colour and motion image is clearly visible day and night.»

Pretty cool, uh? ;-)

“6 Houses of the Future”

Cimento, aço, cartão, madeira, vidro ou barro. Pré-fabricadas, ambientalmente sustentáveis, futurísticas na aparência e no uso do espaço doméstico. Check it out here. Mais info (e fotos of the real thing) aqui.

Prefab

Casas pré-fabricadas, modulares, são uma alternativa cada vez mais interessante de habitação. Exemplo: Modular3.

Modular3