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Bicicletas e outras coisas

Há dias fui à Loja do Cidadão nas Laranjeiras e reparei nisto na porta do Centro Comercial contíguo:

Proibida a entrada a bicicletas Proibida a entrada a bicicletas

Foi a primeira vez que vi um sinal a proibir explicitamente a entrada de bicicletas num edifício. Vou assumir que sejam as bicicletas normais (”grandes”), o que até compreendo. Só gostava que da mesma forma que sentiram necessidade de lá pôr este sinal (devem ter tidos pessoas a querer levar pra lá as bicicletas) e se deram a esse trabalho, tivessem colocado cá fora estacionamento para essas mesmas bicicletas… Ontem voltei lá e presenciei a chegada praticamente em simultâneo de duas pessoas em bicicleta, que foram ao Pingo Doce, um supermercado contíguo ao tal Centro Comercial…

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Há procura. Se lá pusessem o tal parque de estacionamento para bicicletas (que serviria o supermercado, o Centro Comercial e a Loja do Cidadão!) incentivariam mais utentes a deslocarem-se para aquela zona de bicicleta e não de carro, aliviando a pressão sobre o espaço para estacionamento…

Há uma semana fui à FCT tratar de umas coisas e vi algumas mudanças. O Metro Sul do Tejo já chega ao campus e há uma estação chamada “Universidade”. :-) Na altura ainda havia obras em curso mas penso que entretanto aquilo já foi inaugurado.

Obras do MST Metro Sul do Tejo

A paragem de autocarros junto à entrada principal da faculdade continua a vergonha que sempre foi. Não é diferente de todas as outras paragens, mas podia ser diferente, a FCT podia oferecer melhor aos seus alunos e utentes, já que a Câmara não o faz.

Afinal, para quem vai de carro há estacionamento livre, ordenado, com bons acessos e bom piso.

Que outra faculdade em Lisboa tem estas condições para os alunos que levam o carro para o campus?...

Tudo gratuito. Quem vai de transportes públicos fica à espera em pé e se se quer. Ao frio, à chuva, ao sol, ao calor, ao vento. Com os livros e os portáteis às costas. Não se admite isto, pá. Não tem que ser assim, porra… [Agora vai haver uma remodelação das regras de estacionamento e acessos ao campus, coisa que tem suscitado debate no fórum da faculdade.]

Há uns anos que a FCT instalou uns racks para bicicletas no campus. Discordo do modelo por que optaram e até mesmo da localização de alguns desses racks. As escolhas dos ciclistas corroboram a minha opinião…

Eu também nem hesitaria. A escolha é óbvia. A escolha óbvia para qualquer ciclista

Alguns spots parecem nunca ter bikes.

Parque vazio. Mau local, havia opções melhores.

E este… bom, espero que este desastre não tenha apanhado ninguém! :-( É preciso ter pontaria, e azar.

Fosga-se!!

A confirmação

Aha! Está a ser utilizado! :-D

Infrastrutura de estacionamento de bikes a ser usada! :-)Infrastrutura de estacionamento de bikes a ser usada! :-)

Diários da bicicleta

No dia 4 de Novembro, um domingo, fizémos, bom, fez o Bruno, a viagem inaugural “a sério” da Xtracycle dele (Xtracycle é o fabricante do kit FreeRadical e define também qualquer bicicleta equipada com esse kit). Uma Xtracycle tem (no mínimo) 4 vezes maior capacidade de transporte de carga que uma bicicleta normal:

À espera do comboioXtracycle

Esta cena é outro dos nossos produtos-paixão e há quase 2 anos que sonhávamos com isto. :-) Bom, mais tarde, quando instalar o kit na minha bike também, voltarei a falar dela. ;-)

Ele ia gravar outra maquete (a primeira a solo e a ser emitida) do programa Sociedade Livre na Rádio Zero, no Técnico e aproveitámos para fazer a viagem by bike. Bom, pelo menos a maior parte dela. Ao domingo pode-se levar as bicicletas no comboio da linha de Cascais, gratuitamente e a qualquer hora. Por isso aproveitámos e fomos apanhar um em Paço de Arcos. Até lá é smooth. :-)

A caminho da estação de Paço de Arcos

Ora, dado que as carruagens da CP nesta linha não contemplam as necessidades dos utentes com bagagem mais volumosa (bicicletas, pranchas de surf, carrinhos de bebé,…) o segredo para uma viagem tranquila é posicionarmo-nos na zona da primeira ou da última carruagem (ou qualquer uma com uma ponta sem passagem inter-carruagens).

À espera do comboio

Ora, pela minha experiência, o mais seguro é, na estação, ficarmos no fim, para entrarmos na última carruagem (a primeira costuma ter mais gente e mais fluxo de pessoas). Depois é só entrar com as bicicletas (2 no máximo, para não obstruir a passagem nessas portas).

Como cabem 2 bicicletas nas carruagens dos comboios da linha de CascaisComo cabem 2 bicicletas nas carruagens dos comboios da linha de Cascais

Assim, as pessoas nas estações seguintes conseguem entrar ali (não sabem à partida que lá estão bicicletas) e as que quiserem sair também o podem fazer (embora geralmente optem pelas restantes portas da carruagem). Como é a última carruagem, as bicicletas encostadas à parede (e à eventual porta) não estão no caminho nem obstruem a porta nem a passagem de pessoas.

Sempre que temos levado as bicicletas no comboio ao fim-de-semana, as carruagens andam tão vazias que nunca houve sequer o perigo de as bicicletas se constituírem num incómodo para alguém. Em contrapartida, é ver os automóveis a fazer fila na estrada ao lado da linha…

Chegados ao Cais do Sodré, passámos pelo Terreiro do Paço (cada vez mais morto, infelizmente), e por momentos pensámos ver uma revolução, estavam árvores no meio do alcatrão. Afinal era tudo para uma filmagem para um filme de época… :-( Seguimos em direcção à R. dos Bacalhoeiros, para participar na Cicloficina, embora tivéssemos quase certeza de que não iria ocorrer, o que se verificou. Bom, a não ser que o Bruno ter afinado as mudanças da minha bici conte. :-P

Cicloficina a dois

Deu pra ver que a interdição ao trânsito automóvel naquela zona não tem sido respeitada nem fiscalizada…

Bom, depois seguimos em direcção à Alameda, para a tal gravação na Rádio Zero no IST. Fomos pela Baixa (estranhíssimo estar ali de bike, e sem trânsito automóvel, o sossego, a calma…), Restauradores, Av. da Liberdade (uma das ruas laterais), jardim do Parque Eduardo VII e depois mais umas ruas ali pelo meio até ao Técnico.

Estamos quase na Alameda!

As pessoas clamam por ciclovias para andar de bicicleta na cidade, mas não percebem que deviam estar a clamar por 2 coisas imensamente mais importantes e que, a realizarem-se, tornariam as ciclovias desnecessárias: o arranjo e manutenção das estradas (e passeios e demais vias públicas) e a acalmia de tráfego (incluindo regularização do estacionamento automóvel)…

Exemplos da degradação do pisoExemplos da degradação do piso

Os ilhéus pedonais são estupidamente pequenos dado o tempo que dão aos peões para atravessarem as estradas… (acumulando-se as pessoas em passeios minúsculos em vias de tráfego intenso e rápido, muitas das vezes).

Ilhéus de dimensão insuficiente

Bom, lá chegámos à Alameda (fiquei a conhecer um pouco melhor a cidade, nada como viajar de bicicleta) e fomos para o estúdio. Aquilo levou horas, foi só conversa. :-P Eu tinha levado o Expresso e entretive-me a ler. :-) Quando saí do estúdio para ir comprar um lanche, num café cá fora, vi o Jardim Arco do Cego. Tinha bastantes pessoas, sentadas nos bancos, a andar de bicicleta, etc, e tinha bom aspecto. :-) Um pequeno parque verde dentro da cidade, muito bom! :-)

Jardim do Arco do CegoJardim do Arco do CegoJardim do Arco do Cego

Quando voltei, pude ver uma rapariga a sair de bicicleta (que tinha visto antes presa a um poste - a bicicleta, não a rapariga). De bicicleta! Uma rapariga! Weeeee! :-)

Uma estudante do Técnico, utilizadora de bicicleta! :-)

Saímos do estúdio já de noite. Voltámos à estrada de bicicleta. :-)

De bike nos Restauradores

Decidimos ir pela Marginal, ou chegaríamos bué tarde a casa. Correu bem. Temos luzes e reflectores and we “take the lane” sempre que é o necessário para nos mantermos em segurança no meio dos carros. Foi uma viagem pacífica, sempre a pedalar em bom ritmo, o que estranhei pois estou habituada às intermitências dos percursos urbanos.

Na Marginal, de volta a casa

No dia seguinte, segunda-feira, dia 5, houve uma concentração / encenação / manifestação da ACA-M no Terreiro do Paço, no local onde houve aquele acidente homicídio por negligência com contornos macabros. Eu e o Bruno resolvemos ir, tínhamos recebido um e-mail a apelar à participação, que precisavam de gente para fazer um “passadeira humana”. Levámos uns lençóis velhos e lá fomos, de bicicleta, como no dia anterior. Nota: na estação de Paço de Arcos vimos uma bike presa a um gradeamento. :-)

Bike estacionada junto à estação de Paço de Arcos

Para lá fomos de comboio (no sentido Cascais -> Lisboa só deixava de ser permitido levar as bicicletas a partir das 17h). Chegámos lá e vimos um grupo de pessoas mas ficámos à espera pois não conhecíamos ninguém e ainda não era suficientemente claro o que se estava a passar.

Manifestação da ACA-M no Terreiro do PaçoManifestação da ACA-M no Terreiro do Paço

Acabou por não se fazer aquilo das pessoas enroladas nos lençóis, deitas na passadeira, puseram só os lençóis. Entretanto ficámos depois lá a falar um bocado com o Marcos, o Miguel, o Mário e outro rapaz de cujo nome agora não me recordo. Sobre bicicletas, segurança rodoviária, etc. Entretanto ficou de noite e tivemos que nos pôr a caminho. Ainda tinha que passar por Algés a buscar uma roupa que tinha deixado a arranjar, essa loja fechava às 20h, mas não podíamos levar as bicicletas no comboio no sentido Lisboa -> Cascais antes dessas mesmas 20h. Não tivemos escolha e fomos pela Marginal. Que, desde o Terreiro do Paço, estava entupida. Mas lá fomos andando, indo pelo meio dos carros quando tal era fisicamente possível e minimamente seguro. Foi uma experiência útil e desmistificou a Marginal como sítio improprio para ciclistas, pelo menos à hora de ponta (mais carros -> menor velocidade).

A caminho de casa, na Av. 24 de JulhoNo meio do trânsito, rumo a casa, pela MarginalCruzamento da Av. 24 de Julho, em AlcântaraÀ porta da loja Cort&Cose

A questão da sinistralidade rodoviária é um drama tão grande e as pessoas nem se apercebem de quão grande… É uma guerra, um homicídio em massa, uma guerra civil levada a cabo, maioritariamente, por cidadãos normais: integrados, law abiding,… Mas negligentes ou simplesmente inaptos para a condução de um veículo de 1 ou 2 toneladas passível de ser usado (deliberada e conscientemente ou não) como uma arma de arremesso letal… E depois há a questão mais abrangente da mobilidade e dos transportes, porque a poluição também mata, o aquecimento global também, o estrangulamento económico das cidades pelo congestionamento e perda de produtividade e de qualidade de vida também mata (mesmo que suave e lentamente…).

Lx: 1 ciclista a cada 10 min: nice rate!

Há uns dias atrás fui a Lisboa, e enquanto esperava pelo Bruno, à porta de um prédio em frente à Praça de Touros, vi passar 3 pessoas de bicicleta. A primeira era uma mulher, não levava capacete e ia pela estrada, não consegui sacar da máquina a tempo. O segundo era um homem, levava capacete e ia pela estrada.

Ciclista n.º 2 - na estrada

O terceiro era um homem, não levava capacete e ia pelo passeio.

Ciclista n.º 3 - no passeioCiclista n.º 3 - no passeio

Entretanto fomos embora e numa rua lateral vimos passar um quarto ciclista, um homem, que não levava capacete e ia pela estrada.

Ciclista n.º 4 - na estrada

Eram todos bike commuters, não iam em desporto. Isto aconteceu ao longo de um período de 30 minutos, mais ou menos, por volta das 16h-17h. Já dá uma excelente média! :-D

La velorution
is taking off! ;-)

Estatísticas:

Dos bike commuters em Lisboa:

25 % são mulheres : : 75 % são homens
25 % circulam pelos passeios : : 75 % circulam pela estrada
25 % usam capacete : : 75 % não usam capacete

:-P

Old bike commute route

I really miss this experience

FCUL commute

20 km each way, riding the city roads, exercising a bit, arriving fresh and energetic at work, tired but relaxed when returning home. :-)

Aveiro pelo NYT

(…)«There is a young and vibrant energy in the streets and on the canals. Clutches of giggling and flirting university students rush past smartly dressed 30-somethings. Elderly women perch on terraces, leaning against 18th-century ironwork, bemusedly looking on.

“I live in the city center,” Mr. Vieira said, pointing on a map to a street in the old city’s pedestrian quarter. “I can walk everywhere. And just outside of Aveiro, there are great places to ride a bicycle. There you can see herons and seagulls and wildlife. You just give them an ID and you can ride a bike for free.”

Mr. Vieira was referring to the Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro, a five-year-old town hall project. Just beyond the old quarter, bicycles are parked waiting to be borrowed. The idea has been ridiculously successful, with white and green bikes everywhere.

Manning the desk at the bicycle office one afternoon was Pedro Sena, a 26-year-old student from Cape Verde studying for a degree in physics and engineering. A steady stream of bicyclists — locals, tourists, kids, adults — popped in, handed over an identification card and peddled out along the bike paths that line the canals. (…)»

Passeio na ciclovia do Guincho

No domingo passado fomos dar uma voltinha ao Guincho, apanhar sol e o ar do mar. :-)

O passeio pedonal do lado do mar, pintado de amarelo, ainda não está terminado a toda a extensão. Não sei se é por isso, mas continua-se a ver muita gente a circular na ciclovia que não pode e não deve estar ali. Pessoas a caminhar, a correr, a correr com o cão, a andar de patins (embora estes até não seja muito descabido, embora seja ilegal na mesma):

Caminhar na cicloviaCorrer com o cão na ciclovia

A dada altura passámos para o outro lado e encontrámos um pequeno troço de estrada alcatroada cujo propósito nos escapa completamente. Será uma pista de aterragem? :-P

Pista de aterragem junto à ciclovia? :-P

Encontrámos algumas pessoas em família, com os filhos em cadeirinhas ou atrelados:

Pais e filhos de bicicletaCom os filhos no reboque

Mas isto já começa a ser bastante comum, a grande novidade foi cruzarmo-nos com uma pessoa numa bicicleta dobrável, penso que uma B’fold, e outra num triciclo reclinado!! :-) Muito encorajador!

Two small-wheelers!Outro triciclo reclinado na ciclovia de Cascais!!!

Uma coisa estranha, a dada altura encontrámos estas marcas no chão:

Passagem de ciclistas?!

Esta sinalização consta do Código da Estrada, mas não se enquadra nesta situação, visto ser uma passadeira na estrada a ligar ciclovias, tal como as passadeiras de peões ligam passeios. Ora, aqui aquilo actua como uma passadeira normal, visto que do outro lado não é sequer ciclovia, é passeio pedonal… E nenhum dos lados está desnivelado. Não percebo isto…

Outro spot com procura de estacionamento para bicicletas

Cascais.

Junto à estação de comboios:

Bicicletas junto à estação de comboios da CP em Cascais

Ali ao pé mas junto ao centro comercial Cascais Villa:

Bicicletas junto ao centro comercial Dolce Vita em CascaisBicicletas junto ao centro comercial Dolce Vita em Cascais

Também perto, mais uma bike e algumas motas:

Estacionamento de bicicletas e motas no passeio

Isto foi cerca das 10h da manhã de um dia de semana.

Comprei um livro na Bertrand, logo ali ao pé, e reparei neste sinal:

Bertrand em Cascais oferece o estacionamento do seu carro

Era muito mais giro se eles oferecessem um bilhete de comboio ou autocarro ou um bilhete de estacionamento de bicicletas numa estação qualquer a construir. ;-)

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 23

Já ao fim da manhã fomos a correr até ao jardim do Casino Estoril ver a cena dos acessórios para transformar cadeiras-de-rodas em handcycles, anunciada no programa da CMCascais. Não vimos nada. :-( Perguntámos a um senhor que estava lá com um posto de Bicas e ele disse que não viu nada disso ali. Banhada…

Enfim, ainda fomos a tempo de ter um glimpse do que é a Marginal Ciclável:

Marginal CiclávelMarginal CiclávelMarginal Ciclável

A faixa da direita já estava quase a ser reaberta ao trânsito automóvel, mas mesmo assim ainda vimos várias pessoas a passar de bicicleta, pelo que presumo que a iniciativa tenha tido uma adesão siginificativa. Só acho que 30 km/h de limite para os automóveis é excessiva e desnecessariamente baixo, dado que os ciclistas teriam uma faixa inteira só pra si… Claro que quem foi para ali de carro se arrependeu, pois ficou preso no pára-arranca…

Na zona vimos um Hummer a passar… Tinha esperança que aquelas bestas não chegassem a Portugal. Deviam ser proibidos de circular na cidade (ou tudo o que não fosse o deserto ou zona de guerra…).

Um Hummer na cidade

Acho o Marginal Ciclável uma iniciativa interessante e válida, mas acho que há prioridades, e primeiro há que ter “passeios caminháveis”…

Passeio por onde as pessoas mal conseguem passar...

E pelos vistos aqui o estacionamento para bicicletas (e para motas) é inexistente ou insuficiente…

Bicicletas junto ao Casino EstorilBicicletas junto ao Casino Estoril

Reparem que aquele U invertido não é para estacionar bikes, mas sim para evitar que os carros subam o passeio. :-) Curioso, não?

Bikes junto às esplanadas, no Estoril

Lotação esgotada

A procura dos parques de estacionamento para bicicletas na estação de comboios de Oeiras já excede largamente a oferta, a lotação fica esgotada rapidamente.

O parque de estacionamento de bicicletas tem a lotação mais que esgotadaMais bikes e motas do outro lado da rua, frente à PSPMais bikes e motas do outro lado da rua, frente à PSP
Mais bikes do outro lado da rua, frente à PSPMais bikes do outro lado da rua, frente à PSPBicicleta junto ao barEstacionamento para bicicletas no lado Sul da estação de comboios de Oeiras

Agora imaginem a quantidade de pessoas que se perde em atrair para a utilização da bicicleta como meio de transporte, porque não há lugares suficientes, porque os lugares que existem não oferecem a segurança que algumas pessoas exigiriam para deixar as suas bicicletas ali durante um dia inteiro (como eu), porque não há lugar para guardar bicicletas diferentes do modelo previsto (ex.: muita gente diz que até gostava de usar a bicicleta mais vez mas tem que levar o cônjuge e os filhos de manhã)…

Além disso, também o estacionamento de motas parece não ser muito levado em conta no planeamento de lugares de parqueamento, o que leva a que os donos as estacionem em cima dos passeios e noutros locais menos adequados…

Para que serve a Divisão de Acessibilidades e Mobilidade do Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Oeiras?… Presumo que nenhum deles passe pela estação de comboios no seu dia-a-dia e que não saibam o que se passa no seu concelho… Ou simplesmente sirvam apenas o lobby do alcatrão e do automóvel e por isso é que tudo o que tenha a ver com “acessibilidade” e “mobilidade” do não-automobilista (peões, ciclistas, motociclistas até) seja ignorada, negligenciada, até desprezada…

Fashion statement através da bicicleta?

Esta é a bicicleta mais colorida que já vi. :-)

Clown bike?

Spotted nas Caldas da Rainha.

Reparem no pormenor das rodas com missangas e do guiador com elásticos de cabelo!…

Clown bike?Clown bike?