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Keepin’em on a short leash

Ontem passei pelo Alegro, em Alfragide, onde vi pela primeira vez ao vivo e a cores um puto seguro por uma trela para bebés, acompanhado pelo que me pareceu ser o avô.

Juro que não sei o que pensar, por um lado parece uma ideia fixe, os putos têm a mania de desatar a correr e de repente olhamos e ele já deu à sola. Por outro parece-me algo verdadeiramente castrador, imbecil, e ofensivo.

Estes miúdos crescem e vivem presos. Como podem ser felizes, como podem crescer, descobrir o mundo, testarem-se, desenvolverem-se se ninguém lhes dá espaço para tal?…

Estou a ler o Last Child in the Woods (HIGHLY recommended, para pais, políticos, empresários, everybody!!), do Richard Louv, and it’s kinda scary… Mais que Nature Deficit Disorder, muitos putos estão em risco de sofrer de Space Deficit Disorder, pois nem no ambiente totalmente artificial lhes é permitido esticar os braços e as pernas… Se nem atrás dos nossos filhos corrermos, dentro dos hipermercados para onde entramos directamente de carro, não tarda seremos todos uns fat bastards exigindo que todos os serviços sejam home delivery ou drive-in porque simplesmente não teremos força para levantar o cu do sofá ou do banco do carro…

Há necessidade em breve para um lobby de protecção da espécie em vias de extinção, os freerange kids

A onda do eco-consumo e outras nuances de greenwashing (da consciência ou do marketing)

O João Nunes enviou este vídeo para a lista da MC, um grande achado:

É uma onda em grande expansão no Ocidente e, embora possa ser bem intencionada, os seus seguidores podem incorrer em algumas armadilhas de raciocínio. A sustentabilidade EXIGE um redimensionamento das nossas necessidades. O tamanho das nossas casas (e o número delas que possuímos!), o tamanho e outras características do carro que temos e/ou conduzimos (e o número deles!!), a quantidade de electrodomésticos consumidores de matéria-prima e de energia, as deslocações que fazemos e por que meios as fazemos,…

Um estilo de vida com uma casa principal e sei lá quantas de férias, não sei quantos carros, mesmo que seja uma “eco-casa”, uma moradia de várias centenas de m2 não é “verde”. Um SUV tipo tanque nunca será “verde” mesmo que seja híbrido. Ter a casa cheia de tralha secundária não é verde mesmo que essa tralha seja feita de “eco-materiais”…

A sustentabilidade passa por ter menos e usar menos, e só depois, e aí sim, aquilo que temos e usamos ser feito de materiais reciclados e/ou recicláveis, não tóxicos nem a jusante nem a montante, e sempre que possível fabricados localmente, com materiais locais. O american way of life (tudo em versão XXL) não é sustentável mesmo que seja “eco”.

Beware of marketing greenwash (and its sins), but also of your own conscience’s greenwash…