Archive for the 'mulheres' Category

Bubble bursting

Um texto para matar o mito da igualdade de géneros nórdica? Um blog de uma mulher cientista, ‘Professor‘. Interessante. :-)

Através dele fui dar a este, também de uma mulher na ciência e meio académico.

E depois a este, em que li um texto que achei interessante, sobre o aborto. Trechos:

«The studies I’ve read show that women are vastly responsible about children. Give women economic power, and the status and well-being of children rises. Educate women, their children will be educated. Give women power over their lives, including the power to decide when to become mothers, and children are much, much better off. I went to the March on Washington in April, and I took pseudonymous kid and carried him sleeping the whole way, and I have never, never felt so safe as a mother, so sure that my kid was adored, as in that crowd of feminist women who know that motherhood is something to be taken seriously.» (…)

«My experience, my belief, my knowledge is that women take children incredibly seriously. It seems to me that so much of the abortion debate is predicated on an abstraction that fails to acknowledge that basic fact. Read the stories in that blog I linked: over and over the women in those stories say, “I can’t do that to a child,” meaning, “I can’t give birth to a child with a drug addiction,” “I can’t raise a child in my abusive relationship,” “I want the best for my child, and that includes giving my child a mother who has achieved something.”» (…)

«It is precisely because having children is so important that abortion is something that can’t be legislated away. When it’s illegal, desperate women who know the importance of children will still abort pregnancies they know they can’t bring to term. Because women will do anything, including risk their own lives, for their kids. Women have had abortions from time immemorial. To call abortion “selfish,” as some do, is to completely deny that women are moral agents, to completely deny the importance of motherhood. I have no doubt that there are women who are selfish, who have abortions for idiotic reasons, who do stupid things. Women can be fucked up. But fucked-up women make fucked-up mothers; more importantly, the vast, vast majority of women take this whole question of children incredibly seriously. It is one of the most serious things we have to deal with (whether or not we have them, because having them will, as people say, “change your life”), and there is just no way that it’s right to take away from women, to take away from mothers, the right to make decisions for their children. Because no one is better qualified, no one cares more, no one knows better than I do, or than any woman does, what is best for my kid. Period.»

Burqinis!

Lembram-se dos fatos-de-banho para mulheres cristãs? Agora também há para mulheres muçulmanas… [via Religious Freaks]

Burqinis Ahida

Estes são mais bonitos, mas cobrem mais, que isto há que manter “a modéstia”… No word on male modest dressing, of course.

Ainda bem que sou ateia e posso usar absolutamente tudo o que eu quiser ou até não usar nada e continuar a ser uma pessoa digna…

TEDsters

Nestas últimas semanas, em que estive de volta do relatório de estágio, ia com o Bruno para a FCUL, de carro. No tempo de viagem deu para ver vários videos das TED Talks. Recomendo VI-VA-MEN-TE estes videos. Dá para sacar video ou audio.

Achei particularmente interessantes duas apresentações, uma do Barry Schwartz, onde é explicado como e porquê a abundância de escolhas na sociedade moderna está na verdade a fazer-nos sentir pior - “O Paradoxo da Escolha”. A outra é do Dan Gilbert, em que ele demonstra como nós humanos somos tão maus a prever (ou perceber) o que nos fará felizes. Apresenta um conceito muito interessante, o da felicidade sintetizada. :-) Some people can do it, others just can’t. I’m on the second group, i think. :-(

O Tom Robbins tem um aspecto físico e uma voz imponentes, e fala de como podemos libertar o nosso verdadeiro potencial. Adorei a história da Julia Sweeney, “Letting go of God“.

A apresentação do Hans Rosling (fundador do Gapminder, esclarece aqui alguns mitos acerca do mundo “em desenvolvimento”), da Majora Carter (fundadora do “Sustainable South Bronx“, explica o seu empenho para com a justiça ambiental e a sua visão para um South Bronx renovado), do Larry Brilliant (responsável pela erradicação da varíola, deseja construir um sistema global que detecte cada nova doença ou desastre logo que se iniciem), da Amy Smith (designer de aparelhos engenhosos de baixo custo para resolver problemas em países em desenvolvimento), do Nicholas Negroponte (projecto “One Laptop Per Child“), mostram-nos que “mudar o mundo” não só é possível como vai sendo feito. :-)

Também no caminho para um mundo melhor, temos as apresentações do Richard Baraniuk, onde é apresentado o Connexions, um sistema de publicação open source, e do Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, onde ele explica como funciona o seu sistema colaborativo funciona e o porquê do seu sucesso.

Achei muito interessante a análise dos princípios económicos em funcionamento no mundo real, neste caso dentro de um gang urbano, por parte do autor do livro Freakonomics, Steven Levitt.

Por abordarem o meu tema favorito, sexo, amor e questões de género, adorei (deixem frisar, a-do-rei) poder ouvir a minha antropóloga preferida, Helen Fisher, falar sobre as bases bioquímicas do amor (e da luxúria) e discutir os talentos naturais das mulheres e a sua importância no mundo moderno. [A propósito, no canal Odisseia costuma dar um programa delicioso chamado a Guerra dos Sexos que aborda as diferenças entre homens e mulheres. Acabou de dar um episódio ainda agora. :-)]. Gostei muito de ouvir também a Eve Ensler, que escreveu “The Vagina Monologues” e fundou o movimento global “V-Day“, que trabalha para acabar com a violência contra mulheres e raparigas. Nesta apresentação ela “representa” um excerto do “The Vagina Monologues” e explica como o espectáculo ganhou vida própria.

Há mais vídeos para ver! :-) Agora saquei os mp3s, para ouvir depois no Zen.

Digam lá que a internet e a web não é uma coisa maravilhosa? De que outra forma eu ouviria falar deste evento e como poderia ter acesso a estas ideias? :-)

That’s why we must keep it free!!

Evolution

Este video de 60 s mostra perfeitamente porque nenhuma mulher por mais bonita que seja se pode sentir efectivamente bonita.

Choice of words

‘Aborto’ e ‘IVG’. Porquê the fancy words? Ainda por cima quando não descrevem aquilo de que se trata…

aborto

do Lat. abortu

s. m., acto ou efeito de abortar;
expulsão do feto antes do fim da gestação;
o que nasceu prematuramente;
fig., monstruosidade.

Não se pode “interromper” uma gravidez. Simplesmente porque não se pode fazer “pause“! Interromper algo subentende que esse algo prosseguirá no futuro após a interrupção, certo? Pelo menos é o que eu entendo das definições:

interrupção

do Lat. interruptione

s. f., suspensão;
acto ou efeito de interromper;
intermissão;
reticência.

interromper

do Lat. interrumpere

v. tr., suspender;
atalhar;
fazer parar por algum tempo;
estorvar;
obstar a.

gravidez

de grávido

s. f., estado da fêmea durante a gestação do feto;
prenhez.

Um aborto é um aborto, é uma terminação da gravidez, não uma interrupção! A causa do direito à escolha e da liberdade após a escolha (!) não deve usar eufemismos. Há que chamar as coisas pelos nomes e lidar com elas.

Mulheres e não só

Porque é que a mulher de um presidente da república é automaticamente nomeada “primeira-dama”, passando a fazer parte do Governo, dando a cara, ocupando-se de campanhas e obras humanitárias e de beneficiência? O povo elege o marido, não a mulher. E ela não tem profissão e vida própria? Porque tem que passar a desempenhar aquele papel? Será que nos (poucos) países com mulheres à frente da nação os maridos passam a acompanhá-la nos eventos de Estado? Passam a fazer de Lady Di versão masculina?

Há o ‘esposo’ e ‘esposa’ e depois há o ‘marido’ e ‘mulher’. A primeira designação parece muito pomposa. Geralmente usa-se a segunda. Mas eu acho-a um bocado “degradante” para a mulher. Não há um equivalente feminino de ‘marido’? Só as classes sociais mais baixas (e rurais?) costumam referir-se ao marido como “o meu homem”, ou “o teu homem”. ‘Marido’ soa mais a uma categoria de status. ‘Mulher’ é só a designação de alguém do sexo feminino. Em inglês há o ‘husband’ e ‘wife’, não é ‘husband’ e ‘woman’. Cá é como se houvesse o homem, e depois ele tem uma série de acessórios: a casa, o emprego, o carro, o cão, o gato, e a mulher. Tem “uma mulher”. Como quem tinha um escravo, ou como quem tem qualquer outro “objecto”. Are you following me on this? Mais uma razão para não me casar e poder referir-me ao Bruno como o meu namorado até já não ter dentes nem me lembrar que ele se chama Bruno. :-P Além disso, tem uma sonoridade muito mais doce que qualquer outra que se use vulgarmente (marido, namorado, companheiro, parceiro, esposo,…), porque tem lá metido no meio a palavra ‘amor’. :-)

Estou farta farta de ver anúncios a detergentes em que só aparecem mulheres, e que passam esta imagem estúpida de que só as mulheres lidam com roupa suja, só elas tomam decisões sobre detergentes, e como se a escolha de um detergente fosse uma questão fulcral na vida daquelas mulheres. Nota-se pelo ar de especialista que apresentam. Não há homens a viver sozinhos? Os homens não lavam roupa? Os homens não vivem na mesma casa e não fazem compras com as suas mulheres? Se as relações de poder de educação e de rendimento já estão alteradas porque se continua a publicitar os produtos baratos e de âmbito doméstico para um target group exclusivamente feminino e os produtos de luxo, lazer e status, para o masculino? Às vezes apetece-me vomitar nos intervalos publicitários televisivos… E os anúncios a telemóveis e a cenas tipo o GE Money? Over and over and over again! Repetem os mesmos anúncios 500 vezes num único ‘intervalo’. Não basta a monstruosa carga publicitária na televisão (e a começar no cinema!) ainda por cima são sempre os mesmos, apelando essencialmente ao sexismo e ao consumo inconsequente. A repetição deve ser pelo “água mole em pedra dura,…”….

Porque surgiu esta clivagem de designações estúpida na questão do aborto? “Pro-choice” e “pro-life”. Os pró-escolha também são pró-vida! Duh! Ou a maneira como os jornais falam do aborto cá em Portugal, qualquer coisa blá blá, “em defesa do aborto”. Dumb fucks! Ninguém ‘defende’ o aborto. Ninguém gosta da ideia de aborto, muito menos de ter que fazer um. O que se defende é o direito a optar por fazer um. É completamente diferente! Este tipo de escolha de palavras faz parecer que quem defende o direito à escolha gosta de sangue, morte, dor, e quer ver a humanidade extinguir-se porque não ser pró-vida significa ser pró-morte ou pró-não-ter-filhos-at-all.

A polémica não é “pessoas contra o aborto” vs. “pessoas a favor do aborto”, porque não há ninguém que seja a favor do aborto. O mesmo acontece com a eutanásia ou com a morte assistida ou com a morte por suspensão de tratamento médico. A questão é quem acha que em última instância cada indivíduo é responsável por si próprio e tem direito a si próprio. Ter direito a si próprio significa ninguém poder overrule as suas decisões que afectam exclusivamente a sua vida e o seu corpo. Significa ninguém me poder obrigar a morrer se eu não quiser, nem obrigar-me a viver se eu não quiser. Significa não poderem negar-me tratamentos médicos se eu tiver direito a eles, nem imporem-me terapias, tratamentos, medicamentos, transplantes ou transfusões contra a minha vontade. Isto deverá excluir crianças, pelo menos sempre que as decisões provenham de crenças e imposições dos pais (recusa dos Jeovás de permitirem transfusões sanguíneas aos filhos, preferindo deixá-los morrer, por exemplo). Significa também eu poder escolher como me sustento, para quem trabalho, e a fazer o quê = ter direito a não ser escravizada e usurpada da minha livre-vontade e arbítrio.

Também não percebo porque é que o Governo pergunta a opinião ao povo nalgumas questões mas noutras não. Não tenho voto na matéria quando se trata da minha reforma, mas tenho voto na matéria na reprodução dos outros…

Eu sou fervorosamente pela defesa do direito a si próprio. Mas não sei se seria capaz de abortar uma gravidez. Nem sei se teria força para deixar morrer alguém que amo. Mas não acho sequer remotamente justo alguém ir para a prisão ou ser socialmente ostracizado por exercer o seu direito à escolha e a viver a vida (ou deixá-la cessar) como entender melhor .

Estes idiotas que ocupam a vida a meter-se na vida dos outros e a tentar impôr-lhes as suas opiniões, preferências e comportamentos should get a fucking life! E o mais inacreditável disto é que eles são muitas vezes os primeiros a fazer o contrário daquilo que andam a pregar (afinal descobre-se que são gays, ou adúlteros, ou criminosos, ou viciados em pr0n, ou child molesters, ou alcóolicos, ou junkies, you name it).

Realmente, se há coisa que não suporto is nosy dumb people.

P.S.: De uma vez por todas, reivindicar o direito ao espaço público livre de fumo do tabaco NÃO é metermo-nos na vida dos outros (nomeadamente dos fumadores), nem impôr-lhes comportamentos. Isso aconteceria se se proibisse o consumo de tabaco nos espaços privados, se se proibisse o consumo de tabaco como se faz com outro tipo de drogas. O que se faz é impedi-los a eles de impôr o seu fumo aos outros.

Discriminação lógica

Na Madrid Fashion Week deste ano não desfilam na passerelle manequins com um IMC abaixo de 18.  Aplaudo a medida. Demonstra consciência do impacto social que o mundo da moda tem sobre as mulheres, nomeadamente as adolescentes, e tenta controlar o tipo de referências corporais que impinge nos media.

Não digo que as agências “obriguem” as modelos a regimes alimentares que as levem a parecer saídas dos campos de concentração nazis, nem que sejam as próprias modelos a transformar-se assim, propositadamente. Mas talvez as que são naturalmente (muito) magras sejam preferidas à partida…

Assim, esta medida tenta apenas que se escolham modelos menos magras (mesmo que elas sejam naturalmente assim e sejam saudáveis), para proteger a saúde das próprias e das miúdas que as idolatram.

Só não posso deixar de assinalar o cinismo de algumas pessoas como um tipo qualquer ligado à moda nos EUA que acusou a medida de “discriminatória”. [Esta palavra desde há uns tempos é muito mal usada, como se "discriminar" fosse mau, até parece que não passamos a vida a "discriminar" entre o certo e o errado, o bom e o mau, o que é melhor para nós e o que é pior, quem é o empregado mais competente e quem é o mais incompetente,...] E alguns disseram que havia pessoas (as modelos) que deixaram de trabalhar por causa desta medida. Engraçado, nunca vi ninguém queixar-se de discriminação quando uma mulher com menos de 1.70 m quer ser modelo e não pode, ou quando alguém com medidas um pouco acima do 86-60-86 gostaria de trabalhar nas passerelles e não a aceitam. Pode-se “discriminar” mulheres bonitas e absolutamente normais e saudáveis desde que seja por serem baixas de mais ou “gordas” (ou musculadas, sei lá!) de mais, mas se “discriminarem” as magras a atirar para o sub-nutridas já é uma injustiça. Certo.

Corrida Sempre Mulher

A causa (cancro da mama) é nobre! :-) Dia 1 de Outubro de 2006, no Parque das Nações em Lisboa, uma corrida só para mulheres.

«Esta prova não tem carácter competitivo e pode ser disputada na distância de 4km ou alternativamente de 1km. Pode ser feita a correr ou a andar. Todas as participantes terão direito a uma t-shirt e brindes no momento de levantarem o dorsal.»

Há vários escalões possíveis, e haverá prémios de participação especiais para esses mesmos escalões.

«O preço da inscrição na prova é de 10€. O prazo de inscrições inicia-se no dia 1 de Agosto e termina no dia 24 de Setembro (máximo 5.000 participantes). Por cada inscrição efectuada serão entregues 2,50€ à Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama.»

Olivia Lum

Há uns dias vi um documentário na 2 sobre a Olivia Lum.

Olivia Lum

Estava no zapping, mas aquilo acabou por me prender a atenção. A história de vida dela, a iniciativa, a perseverança. Inspirou-me. Pode ser lido um artigo sobre ela na Time Magazine.

No final do programa eles mostraram um aparelho que a empresa dela (a Hyflux) desenvolveu e que permite obter água pura para beber simplesmente através da humidade do ar! Fiquei muito interessada nisto! É o dragon-fly, e custa uns 2000 $. Uma FAQ útil pode ser lida aqui.

Dragon-fly M18 Dragon-fly T16

Uns fatos de banho à maneira…

Para pessoas com graves doenças de pele ou deformações físicas. Ou para pessoas com deformações intelectuais/psíquicas, como os religiosos.

Wholesome Wear

Bom para quem se quer afogar, ajuda a puxar para baixo.

Corte e padrões modernos e bonitos para qualquer bom cristão.

Não tão bom como uma burqa, mas há que dar tempo ao tempo.

Para aqueles que acham o corpo um pecado. Mas só o das mulheres, claro. Não há modelos para homens. Já se sabe que as mulheres não sentem luxúria. Só a despertam. Por isso há que as esconder.

A história aqui. O site dos fabricantes aqui.

Virgindade, segundo RAP

Na Visão da semana passada gostei muito de ler a crónica do RAP… :-D

Muito fixe a comparação virgindade homens/mulheres e virgindade/não-fazer-outras-coisas-boas. Eheheh! ;-)

“Homens à esquerda”

Também na Única deste sábado, um artigo sobre um estudo interessante acerca da correlação entre número de filhas e opções políticas de voto por parte dos homens. :-)
Parte 1Parte 2

“Licença para parir”

Também no Expresso deste sábado, parte da crónica do Daniel Oliveira. Acerca da Lei da Reprodução Medicamente Assistida:

A propósito da Lei da Reprodução Medicamente Assistida

A guerra dos mundos

Uma entrevista a Ayaan Hirsi Ali, a deputada holandesa-somali que trabalhou com Theo van Gogh [assassinado há cerca de 1 ano] num filme sobre as mulheres e o Islão está disponível no site do Expresso. Pode ser lida aqui.

«A reforma islâmica virá da Europa

(…)

GV:Como lida com essas ameaças?

A.H.A.: Nasci num país muito pobre, a Somália, onde nunca soube o que era liberdade de opinião. Continuo a achar extraordinário poder dizer o que penso e o que sinto. Além disso, o facto de o meu governo me proteger dá-me força. Em qualquer país muçulmano, eu seria decapitada por aquilo que tenho dito: na Somália, no Paquistão, na Arábia Saudita e até na própria Jordânia.

(…)

GV: Porque é que tantos muçulmanos que vivem na Europa parecem ter desprezo pela Europa?

A.H.A.: Na América, é-se americano desde que se lá entra. Na Europa, a maioria dos imigrantes quer sempre regressar à sua terra natal. Em consequência, são sempre acolhidos como meros «visitantes» nas suas novas sociedades. Se uma pessoa não se defende sozinha na América, se não ganha o seu dinheiro, está literalmente morto e fracassará. Na Europa, o estado social distribuiu dinheiro generosamente, deixando os imigrantes num estado de espírito passivo. O seu «modo de ser diferente» é encorajado pelos sacerdotes islâmicos importados, que lhes dizem que não têm nada de comum com os infiéis.» (…)

O cérebro maternal?

Hoje fui estudar para a FCUL. A minha capacidade de concentração em leituras que não procurei activamente geralmente é muito baixa. Começo logo a deambular pelos meus pensamentos, começo a pensar nas coisas que tenho que fazer, como e quando as poderei fazer melhor, começo a dispersar-me por ideias de coisas que quero fazer, projectos e assim… Digamos que para mim estudar é um grande exercício de auto-disciplina. :-P Estou sempre a dizer para mim própria: "Ana, pára de pensar nisso e pensa mas é naquilo que tens à frente para ler!". É uma luta interna constante. Geralmente quando vejo que a coisa não está mesmo a funcionar opto por ceder um pouco e faço um intervalo. Vou aos PCs, ou vou folhear as revistas e/ou alguns livros na livraria, ou vou à secção de periódicos da Biblioteca Central e "perder-me" um pouco em leituras nas revistas tipo National Geographic ou Scientific American. :-) Às vezes os intervalos são longos, outras vezes são mais curtos mas em grande n.º. Isto sem contar os intervalos apenas "mentais", enquanto tenho os livros à frente. :-P
Bom, é geralmente nestes intervalos que encontro alguns artigos giros, depois tiro fotocópias e quando chego a casa partilho-os afixando-os na minha "casa"! :-) Como este!

Pelos vistos a maternidade pode remodelar o cérebro feminino, tornando-o mais eficiente em determinadas tarefas. E estes benefícios talvez sejam permanentes! E, atenção, o cérebro dos pais também poderá ver-se beneficiado de modo similar por cuidar dos pimpolhos! ;-) Eu achei muito interessante este artigo. :-)
The Maternal Brain - Parte 1 The Maternal Brain - Parte 2

The Maternal Brain - Parte 3 The Maternal Brain - Parte 4

The Maternal Brain - Parte 5

The Maternal Brain - Parte 6 The Maternal Brain - Parte 7

[Entretanto o Bruno descobriu como scannar as coisas com melhor qualidade e por isso penso que isto estará mais legível agora. :-) Aproveito e vou voltar, logo que possa, a scannar o artigo do "This Thing Called Love", que não ficou muito legível da outra vez.]