Archive for February, 2008

Testemunha

Sabem que eu sou uma huge fan da TED. :-) Agora resolvi começar a ver os vídeos que tenho em atraso, começando por ordem cronológica, para não falhar nenhum. Acabei de ver este, que fala da Witness e do seu fundador, o músico Peter Gabriel. Como a justiça é um valor e um tema que me é caro, não posso deixar de divulgar:

The world now eats (and dies) like Americans

3 minutos bastam to make the point

Hmmm…

Via Renas:

Falaram com um amigo de longa data, foram todos fazer exames médicos. E ele acabou por doar o esperma. Marta fez “uma inseminação artificial caseira“. Foi “tudo muito clean”, conta a futura mãe a sorrir. Só foi preciso uma seringa e à terceira tentativa conseguiu engravidar. O acto é, para todos os efeitos, ilegal, diz Pamplona Côrte-Real. A lei portuguesa só permite o acesso à Procriação Medicamente Assistida em centros autorizados e a pessoas casadas ou que, sendo de sexo diferente, vivam em união de facto (…).

Errr…

Pénis dentro de vagina com ejaculação no interior = procriação normal, natural, whatever

Pénis masturbado até à ejaculação para dentro de um frasco + esperma introduzido dentro da vagina com uma *seringa* = procriação *medicamente* assistida.

RiiiigthI wonder, será “medicamente assistida” por envolver uma seringa ou por envolver outra pessoa além da mãe e do pai biológicos? Mas e se o ajudante nem for médico? :-P

Bom, ficamos então a saber que enfiar seringas com esperma dentro de vaginas, é um acto ilegal. Pelo menos se daí resultar uma criancinha. Vejam lá, não se metam em brincadeiras esquisitas. :-P E não façam batota. É ilegal. Não pode haver intermediários caseiros entre pilas e vaginas. Ou bem que é tudo convencional, sem truques, ou bem que é num hospital e tal…

Isto terá saído assim do especialista ou da jornalista?…

A história das coisas

Tenho isto aberto numa das minhas 500 mil tabs há meses. Acho que foi um link indicado pelo Mário, mas não me recordo. The Story of Stuff:

From its extraction through sale, use and disposal, all the stuff in our lives affects communities at home and abroad, yet most of this is hidden from view. The Story of Stuff is a 20-minute, fast-paced, fact-filled look at the underside of our production and consumption patterns. The Story of Stuff exposes the connections between a huge number of environmental and social issues, and calls us together to create a more sustainable and just world. It’ll teach you something, it’ll make you laugh, and it just may change the way you look at all the stuff in your life forever.

Uns teasers muito elucidativos do que está aqui em questão:

O vídeo foi realizado pelo pessoal da FreeRangeStudios responsáveis por outras cenas fixes como a Meatrix, the Mouth Revolution, as Grocery Wars, e outras).

A Cidade Lego

Porra, a minha escola não foi nada assim… A escola ensina coisas que podemos facilmente aprender lendo livros. A nossa escola serve essencialmente o propósito de sociabilizar as crianças. Sociabilizar as in, ver onde cada um se encaixa: nos nerds, nos populares, nos bullies, nos falhados, nos palhaços, etc, etc. As aulas servem para debitar matéria que não “digerimos”, apenas assimilamos para depois expelir.

A escola deveria ser muito mais que isto. Mais como a Escola da Ponte.

Andei na escola uns 20 anos. Para quê? As coisas importantes e que “ficaram” não as aprendi lá (pelo menos nas aulas). Claro que houve experiências positivas e outras não tanto, mas necessárias e úteis para me conhecer e construir a mim própria, mas… no geral, foi uma perda de tempo. Atenção que não estou a advogar a não-escola, mas sim uma escola que provoque a dúvida, o questionar de dogmas, convenções, crenças, comportamentos, que nos faça interagir com os outros a um nível intelectual e emocional, que nos mostre o mundo e como nós o podemos moldar. Uma escola mais dinâmica, em vez do tradicional dia sentado numa cadeira, frente a uma secretária com livros e um professor going blah blah blah.

Não tenho ideias miraculosas nem soluções geniais. Só tenho muitas dúvidas e muitas perguntas e muitas expectativas de haver algo mais eficaz, produtivo e estimulante do que aquilo que eu tive, e muitos outros continuam a ter.

Publicidade de jeito ao transporte público colectivo

[Via]

Deve haver aqui algum engano

Os cuidados da pele feminina, segundo a Avene:

Alguém avise a minha pele, sff

Ora, tenho 27 anos e uso produtos para a faixa dos 12 aos 20. Daqui a pouco já devia estar a mudar para a gama dos 30 e ainda nem passei para a dos 20!! Alguém avise a minha pele que o acne já passou de validade, sff. Acne e rugas é que não dá, man! Não posso usar dois tipos de cremes em simultâneo. Ou bem que trato do acne ou bem que trato das rugas. Se fizer um mix a pele ainda apodrece e cai, ou seca e quebra, ou… :-P

Talvez a minha pele reflicta a minha idade mental, lol!

Já cá está

O despertador que a Carolina me sugeriu. Muito obrigada, Carolina, é mesmo o que eu precisava! :-)

SlabangSlabang

Usei-o pela primeira vez de domingo para 2ª, e nessa noite faltou a luz. Mas eu acordei a horas na mesma graças ao meu novo despertador a pilhas, eheheh! Agora o telemóvel fica longe, não entra no quarto. ;-)

A resposta não está nos “biocombustíveis”

Nova moda: usar óleo alimentar NOVO para fazer andar o carrinho…

"Condutores atestam com óleo de fritar"

Cenas para ir

5ª-feira, dia 21 há um seminário sobre mobilidade sustentável em Santa Maria da Feira. É um bocado longe e o programa é muito vago para me interessar. Estou é a pensar ir às “Jornadas Quercus de Arquitectura Sustentável”, o primeiro dia é já neste sábado. É uma chatice ser tão longe, no Porto. Se acabar mesmo por ir serão 6 horas de viagem ida-e-volta, de comboio. Não é problema, eu gosto de andar de comboio, sempre posso ler, navegar na web (se levar o portátil), mas ainda fica caro. :-( Já estive a ver os horários, para lá tinha que apanhar um Alfa Pendular, que são 27,5 €, e para cá um Intercidades, por 19,5 €. 47 € do comboio, mais 40 € da inscrição no evento, mais almoço e snacks fora… Uns 100 €. Em 2006 foram em Fátima, aqui mais perto, e gratuitas.

Espero que valha a pena. Gostava de ir aos 4 dias (espaçados entre Fevereiro até Maio), mas já sei que pelo menos ao de dia 29 de Março não vou poder ir, porque a CaP vai participar num evento nesse dia. Damn it! Durante uns meses está tudo morto e de repente surgem montes de eventos e cenas, pá. O que eu não dava pelo dom da ubiquidade (bom, bastava o de estar em 2 ou 3 lugares ao mesmo tempo, estar simultaneamente em TODO o lado dificultava o blogging posterior, lol). Bom, é uma pena não poder ir ao das casas de madeira e dos green roofs, mas o da água já me parece interessante (e fundamental), e até agora nunca participei em nada que abordasse o tema.

Entretanto, soube também de outro evento interessante para este sábado, um dos Cursos Livres sobre Feminismos da UMAR: “Prostituição/Serviços Sexuais”: estudos e experiências + perspectivas feministas ao fenómeno da prostituição/serviços sexuais (abolicionismo vs regulamentarismo). Sim, eu sei, nada a ver, mas já sabem que eu curto estes temas assim. :-P Mas acho que vou optar pelo do Porto. A não ser que me dê muita preguiiiiiiiçaaaaa. ;-)

Goodies

O meu namorado é um querido e ofereceu-me uns bike goodies!! :-D Uma balaclava, um “espelho de dentista” (esta fui eu que inventei agora :-P ) e um selim xpto, which I had been lusting over for a few months. Também comprou goodies para ele. ;-)

E já transferi o Airzound da Mobiky para a Xtracycle, porque ultimamente é esta que tenho usado mais, e está difícil arranjar as peças extra para o poder mudar facilmente entre bicicletas. Assim já estou preparada para andar no trânsito, sentia-me nua antes. No outro dia uma velhota ia-me passando por cima e eu não pude fazer nada, senti-me mesmo impotente (ainda tentei ir atrás dela mas a sacana apanhou o sinal verde e deu à sola :-P)… Not anymore! They might go unpunished but it shall no longer go unnoticed!! :-P

E o namorado ainda me “instalou” um kit de luzes igual ao dele. :-) Tá toda kitada a bicicleta, lol.

Logo que tenha um tempinho faço uma overview à minha bike with all the geeky stuff, eheheh! ;-)

Teorias dissidentes do ‘Aquecimento Global’

Eu não duvido da existência, impacto e relevância das alterações climáticas em curso, e concordo totalmente com a urgência em introduzir resuisitos de eficiência energética e respeito ambiental em todas as actividades humanas. Mas há que ouvir as vozes discordantes ou aquelas que nos alertam para coisas que correm o risco de nos passar ao lado. Por isso achei interessantes os artigos publicados no Expresso, uma entrevista a um investigador português, João Corte-Real, e outro na Sábado, uma entrevista a Bjorn Lomborg, o director do Centro de Consenso de Copenhaga:

"Debate a quente" - Parte 1"Debate a quente" - Parte 2

"O aquecimento global é um conto de fadas" - Parte 1"O aquecimento global é um conto de fadas" - Parte 2

Outro dissidente é o José Delgado Domingos, professor do IST. Deste último ainda não tive tempo de ver as apresentações e ouvir o podcast da apresentação, mas lembro-me de ler algo dele sobre as alterações climáticas numa revista.

Reborns

Se as bonecas são sinistras, que pensar de bebés falsos

Infelizmente os vídeos já foram retirados do YouTube, devia ter blogado logo, assim ainda viam. :-P

Acho estas cenas fascinantes. Desconcertantes…

Workshop “Livro Verde Para uma Nova Cultura de Mobilidade Urbana”

Fui a este workshop no passado dia 13 de Fevereiro. Decorreu no CCB e foi organizado pelo IMTT (um novo instituto que incorporou as antigas DGV e DGTTF). Na verdade não foi um workshop, foi mais uma conferência…

Aquilo foi dividido em 7 temas:

1 - Vilas e cidades descongestionadas
2 - Vilas e cidades mais verdes
3 - Transportes urbanos mais inteligentes
4 - Transportes urbanos mais acessíveis
5 - Transportes urbanos seguros
6 - Criação de uma nova cultura de mobilidade urbana
7 - Recursos financeiros

De manhã decorreram em paralelo 4 sessões, cada uma dedicada a um dos 4 primeiros temas. Foi-me difícil escolher, queria ir a todas, mas tendo que optar, escolhi o tema 4.

Workshop IMTT: Livro Verde para uma Nova Cultura de Mobilidade

Teoricamente, os temas 5 e 6 seriam tratados transversalmente em todas as sessões. De tarde seria discutido o tema 7, na última sessão do dia.

Workshop IMTT: Livro Verde para uma Nova Cultura de MobilidadeWorkshop IMTT: Livro Verde para uma Nova Cultura de Mobilidade

Na verdade, o tema 5 foi “esquecido”. Pelo menos nas sessões em que participei (4 e 7)… Foi neste tema que vi o parágrafo que me “indignou”:

009/365 || 13 Fevereiro 2008

A propósito do “comportamento mais prudente”:

Para aumentar a consciencialização dos cidadãos sobre o seu comportamento na estrada, há que dar prioridade a campanhas de educação e informação. Sugere-se a organização de campanhas de segurança e de iniciativas especiais de formação dos jovens e a consagração de uma das próximas jornadas europeias de segurança rodoviária às zonas urbanas. As partes interessadas sugeriram também que se fomentasse o comportamento prudente dos ciclistas, promovendo, por exemplo, a utilização de capacetes em toda a Europa ou a investigação sobre desenhos de capacetes mais ergonómicos. A aplicação mais severa do código da estrada é igualmente essencial para todos os motociclistas, condutores de ciclomotores e ciclistas. As partes interessadas sugeriram que a UE apoiasse actividades de vulgarização de dispositivos de controlo activo nas vilas e cidades para todos os utentes da estrada.

A melhor sugestão para um comportamento mais prudente por parte dos ciclistas é que estes usem capacete?!… Eu pensava que o mais importante, relevante e urgente fosse ensiná-los a circular na estrada em segurança, e ensinar os outros utentes da estrada a respeitá-los e a agir de forma a não colocar em risco a sua segurança…

E depois consideram ainda igualmente essencial a aplicação mais severa do código da estrada justamente aos elementos mais fracos da “cadeia alimentar rodoviária” e aos que estão mais vulneráveis aos erros cometidos por eles próprios e por todos os outros utilizadores da estrada… Eu pensava que urgente e essencial era aplicar o CE mais severamente aos condutores de máquinas de várias toneladas, homicidas e fazedores de caos urbano em potência…

Fquei a saber também que «em 2005, morreram nas estradas da UE 41 600 pessoas», estando «ainda muito longe o objectivo comum de 25 000 acidentes mortais por ano até 2010». Há que ser realista, mas estes objectivos são um bocado sinistros. :-P

Esperava deste workshop algo mais como a sessão participativa do campus verde, na FCT, ou a da Agenda XXI Local de Oeiras, mas não, foi muito tradicional e pouco interactiva…

Aprendi algumas coisas, mas foi mais interessante por ter lá encontrado algumas pessoas conhecidas do que outra coisa. Infelizmente, as minhas social skills ainda me inibem muito e sou incapaz de ir e meter conversa facilmente seja com quem for, ainda mais se não as conheço já… :-(

De qualquer modo, o que me chateia nisto é que estou farta de ir a conferências e afins nos últimos anos e nada muda. Falam bem mas não fazem nada. O problema é sempre outro, quem tem poder é sempre outro. E assim vamos, estagnados e atrasados… Estou farta de conversa de chacha, quero fazer alguma coisa, quero encontros e reuniões de realização e não de exposição e desfile de vedetas e bons fatos e currículos.

Provavelmente para inglês ver, mas os contributos para a discussão pública deste Livro Verde Para uma Nova Cultura de Mobilidade Urbana são bem-vindos e podem ser enviados por e-mail ou colocados directamente no site do Livro Verde no IMTT, em cada uma das secções/temas.

Chulos e sabotadores da era digital

Há anos que não compro CDs. E há largos meses que não alugo DVDs. A última vez que vi um filme alugado foi através da SmarTV do Clix. Mesmo o cinema, o último reduto, tem sido muito mais esporádico do que costumava, porque a qualidade do serviço tem-se degradado ao mesmo tempo que o preço vai subindo desajustado.

CDs nunca fui de comprar muitos, mas tinha uns quantos (20, 30?). Mas desde os 10 anos que era uma ávida consumidora de filmes de vídeo. O aluguer de filmes acabou no final de 2006, porque me fartei do tratamento que é dado aos consumidores no 3º vídeo clube de que era sócia, o Oásis Vídeo Clube, junto ao CC das Palmeiras, em Oeiras, o 2º entretanto fechou, e o 1º é muito limitado. O problema do Oásis é transversal a todos os clubes, porque é um problema que vem de cima, das grandes empresas de media, pelo que não vale a pena fazer-me sócia de outros clubes.

Eu não saco conteúdos sob copyright mas às vezes tenho acesso a alguns, de terceiros. Mas isto não se constituiu como uma alternativa aos CDs e aos DVDs. Simplesmente deixei de consumir música e vídeo que não me chegue pelo rádio, sites ou TV.

Eu queria poder comprar media online, em formato digital. Músicas avulsas, filmes, documentários, etc, etc, internacionais e portugueses, que eu pudesse escolher e pagar via net, sacar directamente para o computador e copiar depois livremente para outros eventuais suportes, como o Zen (que deixei de usar). Mas não, aqueles chupistas em vez de explorarem e optimizarem o uso da tecnologia existente, protelam ao máximo e dificultam o que podem.

Em Portugal o conceito do Netflix já cá chegou, na forma do Mooxuu, mas embora seja novidade por cá, já é obsoleto nos EUA. Mesmo cá, já se alugam filmes pela rede (ex.: Clix).

Eu quero pagar pelos produtos. Não quero nada de graça, quero a um preço justo (que na área digital, com uma base de consumidores do tamanho do mundo, pode ser quase insignificante), e num formato acessível que dê para tocar onde eu quiser e que seja entregue num suporte o mais eficiente possível do ponto de vista ambiental e económico (comparem a eficiência energética e de utilização de matéria-prima e recursos de uma música comprada e descarregada pela net com uma comprada numa loja e gravada num CD).

Quando eu vou alugar um DVD num clube de vídeo, não vou para o copiar, por isso não me lixem. Se eu quisesse copiar sacava da net ou então tinha um sistema com todos os requisitos e outros tantos hacks para copiar a merda dos DVDs.

estão a hostilizar e a perder consumidores, clientes.

A propósito do documentário do último post (”Middle Sexes: Redefining He and She“), fui procurar a ver se havia disponível na net. Encontrei, mas não vendem para Portugal. Na Amazon do UK até há, mas mesmo que o comprasse, ele não funcionaria em nenhum leitor de DVD porque eles são “marcados” e restritos por zonas. Um DVD dos EUA não toca num leitor português. Que sentido é que isto faz?! Estamos na era digital!! Tudo fica apenas à distância de um clique, porquê não usar as potencialidades da tecnologia em vez de estar a lutar contra elas? Que raio de empresas são estas que não tiram partido nem promovem o progresso para oferecer melhores serviços?… Juro que não entendo.

Que merda, pá, isto frustra-me mesmo bué.