Archive for January, 2008

Há que impôr respeito

Assim é que é!!

US $33,535.00

O meu namorado é um querido. Oferecia-me isto se pudesse. :-) Se ganhasse o Euromilhões isto devia ser das primeiras coisas em que eu investiria o dinheiro. :-P

“Nunca pensei nisso”

Eu tentei, eu tentei escrever um comentário a isto… Mas, epá, é tão mau e tão típico e tão revelador das incoerências e contradições destes gajos que,… desisti.

Faz lembrar o Marcelo, durante a campanha do referendo à lei do aborto.

I’m just here because God called me“. Será que lhe ligou pró telemóvel?

Perspectivas díspares do mesmo problema e do mesmo evento

Comparem isto com isto. Alguns remarks breves (os bolds são meus):

Na opinião de Madalena Castro, “a decisão em matérias desta natureza deve depender também do conhecimento directo do terreno, pois só assim as políticas de proximidade, e particularmente a política de transportes, servirão o cidadão”.

Nota-se o conhecimento que os decisores autárquicos têm do “terreno”, uma pessoa percebe logo que eles têm imeeeeeeeensa experiência a circular de transportes públicos, a pé ou de bicicleta por Oeiras…

Recorde-se que o seminário “Melhor Mobilidade, Melhor Oeiras” foi promovido pela Oeinerge – Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras em parceria com a Câmara Municipal e visou sensibilizar autarquias, empresas e público em geral para a importância da gestão da mobilidade a nível local, concretamente através de acções que permitam melhorar a qualidade de vida.

Pffff! Viu-se o esforço de sensibilização na divulgação que o evento teve junto das massas, a afluência estrondosa de “público em geral” e “empresas” e no interesse demonstrado em ouvir o “público em geral” que se dignou assistir àquilo e ainda se deu ao trabalho de (tentar) participar activamente na discussão.

Para além de um enquadramento da temática, com a apresentação pública dos resultados do ‘Estudo de Mobilidade e Acessibilidades de Oeiras’, com a divulgação do ‘Serviço Combus’ e com o lançamento do ‘Consultório de Mobilidade, Energia e Ambiente’, o seminário constituiu-se como um espaço de debate e discussão acerca da temática dos transportes e da mobilidade sustentável.

lol Grande debate, sim senhor. A democracia participativa no seu melhor.

Assinale-se que a apresentação pública de projectos e iniciativas que caracterizam as políticas locais ligadas à mobilidade sustentável em Oeiras tem ocorrido, anualmente, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

Claro, para apresentar trabalho em dia solene, para europeu ver.

I wonder…

… if all the other families are as fucked up as mine. Most of them look so normal from the outside. We’re just dysfunctional (without the ‘fun’ part of it).

*sigh*

Note to self: do not, I repeat do NOT bring kids into this world. Just have pets.

Mais sobre as “ruas nuas”

Um vídeo britânico interessante sobre esta temática das “ruas nuas” (naked streets) disponível aqui.

Interessante, como os semáforos provocam congestionamentos, em vez de fazer o trânsito fluir melhor, como se pensaria à partida… Também aumentam a poluição (pára-arranca, acelerações rápidas seguidas de travagens nos semáforos logo a seguir).

A look into our future?

É na Inglaterra, mas já se vêem algumas destas questões por cá, mesmo que em menor escala. Se fôssemos uns tipos inteligentes aprendíamos com os outros e evitávamos trilhar os mesmos caminhos, why not jump throught some of the mistakes?

É um documentário da BBC:

A Grâ-Bretanha está à beira de uma escalada na crise de road rage. Filmando em algumas das ruas do Reino Unido mais congestionadas pelo trânsito, esta investigação especial expõe o quão má a situação se tornou, à medida que a violência e abusos na guerra entre motoristas, ciclistas, políticos e polícia entra em escalada sem nenhuma solução à vista.

Durante décadas, o sempre crescente número de motoristas no Reino Unido têm sido reis da estrada; pagando impostos e taxas de combustível, eles acreditam que as ruas lhes pertencem. Mas agora o equilíbrio de poder está a mudar. Números crescentes de ciclistas e peões estão a exigir, e a exercer, direitos iguais à estrada e a raiva em cada facção está a aumentar.

Encontrado via o fantástico Streetsblog.

Gostar de estar na merda

Esta música dá-me arrepios. E adoro a série, “Grey’s Anatomy”.

Tropecei neste vídeo por acaso, estava no Hi5 da minha prima, que está no auge da juventude, com os seus quase-quase 17 aninhos. :-)

Estar aqui a ouvir isto, a rever imagens familiares da série, invade-me um sentimento de tristeza, vulnerabilidade, helplessness, que me arrasta até à minha adolescência. E note-se que foi longa, precoce e prolongada. Acho que fui adolescente até ao fim da faculdade, ou seja até ao final de 2006. :-) Era assim que me sentia. Ainda me vejo um bocado como uma miúda. Tenho aspecto disso, até a voz. :-P Só me apercebo que já não sou mesmo uma adolescente quando me encontro no meio dos verdadeiros adolescentes. Aí, reality settles in. E como estou contente de essa fase da vida (minha e dos que com quem convivo) já ter passado, e de lhe ter sobrevivido. Sobreviver é a palavra aqui, porque com tantos traumas, decepções, angústias, incertezas, inseguranças, é um milagre saírmos vivos da adolescência, mais ainda se o fazemos com algum equilíbrio emocional. :-P No entanto, se sou adulta, não me sinto como pensava que um adulto se sentiria. Continuo com perguntas sem resposta, dúvidas, inseguranças, medos,… E fiz há uma semana 27 anos, quase trintona! :-P Não houve nenhum clique automático de transição, sou eu na mesma, only older and with a longer history.

Eu sei que os meus “verdes anos” foram um período terrível emocionalmente (e olhem que a infância também não tinha sido um mar de rosas). Durante esses anos devorei infindáveis filmes românticos, absorvi e curti sessões de choro ou de simples lying around a ouvir baladas românticas ou depressivas, mostly both, absorta nos meus próprios sentimentos, nas minhas desilusões e traumas amorosos, nas minhas inseguranças de me achar uma merda, unattractive, dumb and unintelligent, nas frustrações de sociabilização e das tentativas de fitting in and searching for people and places where I could belong. I never did fit in, and those people and places never were. Bom, algumas, por breves períodos. Mas nem tudo é mau, daqui a uns dias comemoro 7 anos de vida partilhada com the person where I belong. :-) Ainda não encontrei a place to belong, mas sinto que as minhas loucuras sobre rodas me levarão lá, de uma maneira ou de outra.

Não tenho saudades de ser adolescente. Aquela cena de nos sentirmos sempre na merda, ansiosos com o futuro, inseguros de nós próprios em tudo, inexperientes em tudo, os desgostos de amor, amar quem não nos ama, os desencontros amorosos (estados de desenvolvimento, expectativas, diferentes), as criancices dos colegas e dos “amigos”,…

Agora já não curto fossas com banda sonora. Claro que isso não tem só a ver com o ultrapassar da adolescência, mas também com o facto de ter encontrado alguém que mais do que me dar aquilo por que desesperadamente ansiava - um companheiro na verdadeira acepção da palavra - veio provar que tal pessoa realmente podia existir. Até aí tudo o que via acontecer à minha volta, nos filmes, livros, etc, me levava a crer que o sexo masculino era formado exclusivamente por sacanas ou simples desligados emocionais. Com essa perspectiva, não havia esperança nenhuma de um horizonte onde surgisse alguém com quem eu conseguisse estabelecer aquela deep and strong connection de que sentia que precisava como se de um transplante vital se tratasse.

Naquela altura essas músicas lindas tristes eram uma constante. Era aquilo que eu queria ouvir. É um paradoxo, mas era o que me fazia sentir bem sentindo-me mal. Era estúpido, claro, uma pessoa quando está na merda procura sair dela, e não ir-se enterrar mais nela. Mas os adolescentes são uma raça esquisita de gente. ;-) Aquilo é como uma droga, pá. Ouvimos aquilo porque nos sentimos deprimidos porque ouvimos aquilo que é deprimente e por isso mantemo-nos deprimidos e por isso ouvimos aquilo porque nos identificamos. :-P

Actualmente, há muitas coisas que me angustiam, mas nada que se compare àqueles anos todos de blues. Finding love is so fundamentally important, significant, urgent!, that I can’t help feeling sorry for all those people who can’t seem to find it. And where do you find love? How? I’m not even talking about chemistry. I’m talking about the brain, the “heart”… Love is compatibility, same-levelness in understanding, being able to build stuff together: projects, dreams. Sometimes, or for some people, it just doesn’t work out. Maybe it’s bad luck, maybe it’s a lack of willingness to see what’s in front of us, or even an inability to build a relationship. I think many people browse through partners like zapping, perhaps a modern Relationship Attention Deficit Disorder of some kind?

Uma coisa boa de envelhecer e de ter uma história com muitos baixos (mesmo que internally fostered), é que sabemos reconhecer as coisas boas quando as vemos e quando as vivemos. Temos a sensibilidade para tirar um instante e inspirar esses pequenos momentos, saboreá-los e sentirmo-nos infinitamente gratos ao universo por essa pequena mas milagrosa dádiva. Por isso sofrer é tão importante no crescimento de uma pessoa. Ele dá a medida das coisas, a métrica da vida. Dá os pontos de referência. É o que permite apreciar as coisas boas. Dá-nos uma noção das nossas forças e das nossas fraquezas, torna-nos mais humanos para com os outros. Alguém que passa pela vida sem sofrer não vive. A vida é como o sinal do batimento cardíaco num monitor de um hospital: aos altos e baixos. If it’s flat, you’re actually dead.

Humor: um recurso pouco aproveitado?

Epá, era muita fixe fazer isto cá!! :-D

Às vezes o sinal de stop sozinho não é suficiente para as pessoas pararem. Talvez com uma gargalhada se consiga maior eficiência? ;-) Pelo menos foi o que pensou o Presidente da Câmara de um subúrbio de Chicago. :-)

[Via] (dica do Bruno)

Mais uma reportagem sobre a guerra civil em curso

Na RTP, emitida a 13 de Janeiro de 2008.

Isto é tão vergonhoso, a impunidade, a condescendência com que as autoridades (leia-se, juízes) olham para os criminosos, desvalorizando as vítimas (imaginem se a moda pega e passam a fazer isso com tudo na nossa “Justiça”…), que é revoltante…

Mulheres das obras

Também as há, e devem ter equipamento próprio desenhado para elas, sem ter que se sujeitar aos produtos feitos para os homens (dominantes no ramo). Pois aqui está: TomBoy Trades, uma linha de equipamento (botas, cintos de ferramentas, óculos de protecção, T-shirts e capacetes) para mulheres. :-) É uma excelente ideia de negócio! A ideia partiu da fundadora que, depois de deixar o emprego na IBM, se inscreveu num curso de formação nas áreas da construção civil, planeando criar a sua própria empresa no ramo. Foi quando se deparou com a falta de equipamento para mulheres que teve esta ideia de negócio “paralela”. :-)

Mas há mais, uma linha de ferramentas especialmente desenhadas para mulheres (não só para construção civil, mas para o bricolage caseiro, porque não?), da Barbara K. Mais ferramentas (e formação) da Tomboy Tools. E finalmente, um empresa de construção civil “com um toque feminino”, “A Woman’s Touch“, para quem não curte contratar serviços em que os trabalhadores dizem palavrões como se fossem pontuação, cospem para o chão, bebem álcool em serviço e deixam as garrafas por todo o lado, etc, etc.

Muito fixe, não é? :-)

Cuter Scooter

Eléctrica, leve, dobrável, e com preço acessível. E até pode ser levada a rolar ao lado, dobrada, como a Mobiky. ;-) Cool! :-)

scooter-2-enlarged.jpg

Conversas sobre bici cultura & política

Hoje, a partir das 16h, em Lisboa. A manter-se, a chuva deve cancelar os bike smoothies planeados, mas o resto está confirmado. :-(

Acho muito bem!

Oportunidade de negócio: serviço de acompanhantes de pessoas em cadeiras-de-rodas que fossem abrindo caminho com métodos destes… :-P

Médico vai pró trabalho num ‘tanque’

Não estou a falar dos cada vez mais omnipresentes SUVs, nem sequer do seu expoente máximo, o Hummer. Falo de um tanque mesmo, um veículo militar. Tosco, altamente barulhento, feio, para cenários de guerra. Bom, mas com uma diferença, tem rodas e pneus “normais”. E está autorizado para circular na via pública, em condições civis de paz (se não contarmos com a guerra do Iraque…).

Usando a expressão do Miguel acerca de um outro tema relacionado, “estes gajos drogam-se brutalmente”. :-P 1) Há um gajo que quer e gosta de usar isto como se fosse um carro normal. 2) As autoridades aceitam e validam a loucura.