Archive for December, 2007

Sinalização criativa

Então é suposto passarmos por onde?...Em Sintra vi há tempos a situação da foto do lado direito. Obstáculo no passeio significa que os peões ficam impedidos de passar…

Já os responsáveis por esta obra na foto à esquerda resolveram de outra maneira uma situação similar. Plantaram um sinal que significa “pista especial WTF?para peões” (que penso que não é sinónimo de “passeio”) num local obstruído. Mas não há pista nenhuma, nem passeio, as pessoas terão que circular pela estrada, neste caso um corredor BUS (!). Dois erros: 1) utilização indevida de um sinal de trânsito, e 2) falha em providenciar alternativas seguras para os peões circularem.

Recolha de ‘monstros’

Faz-se em Albufeira, é só telefonar. :-P

Para deposição de "Monstros" há que ligar para o número azul Para deposição de "Monstros" há que ligar para o número azul

Nascimentos de meninos vs. meninas - 106:100 para 50:100

Enquanto este tipo de dramas se passava na China (devido à política do filho único para controlo do crescimento da população) e na Índia (porque as filhas mulheres implicam dote e mais não o quê) por motivos culturais, onde os bebés do sexo feminino ou são abortados ou são assassinados porque valem menos ou exigem maior despesa ou investimento,… passava um bocado ao lado, ainda mais quando o que faltava eram mulheres. Mas se isto realmente começa a afectar o Ocidente e a causa é “ambiental” (mas provocada pelo Homem), e são os homens a desaparecer, e em larga escala, de certeza que vai haver mudanças grandes…

Quando se diz que “o futuro é das mulheres”, nunca pensei que fosse por no futuro simplesmente não haverem quase homens nenhuns… :-P

Agora a sério, isto é grave. É grave porque isto pode significar desequilíbrios entre os sexos, defraudando as naturais expectativas dos jovens de casar, ter um companheiro, ter filhos, etc. E é grave porque estes químicos podem provocar um aumento dos distúrbios de desenvolvimento a nível sexual (sexos genético, anatómico e cerebral não coincidentes). Penso eu de que…

Bicicletas e outras coisas

Há dias fui à Loja do Cidadão nas Laranjeiras e reparei nisto na porta do Centro Comercial contíguo:

Proibida a entrada a bicicletas Proibida a entrada a bicicletas

Foi a primeira vez que vi um sinal a proibir explicitamente a entrada de bicicletas num edifício. Vou assumir que sejam as bicicletas normais (”grandes”), o que até compreendo. Só gostava que da mesma forma que sentiram necessidade de lá pôr este sinal (devem ter tidos pessoas a querer levar pra lá as bicicletas) e se deram a esse trabalho, tivessem colocado cá fora estacionamento para essas mesmas bicicletas… Ontem voltei lá e presenciei a chegada praticamente em simultâneo de duas pessoas em bicicleta, que foram ao Pingo Doce, um supermercado contíguo ao tal Centro Comercial…

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Há procura. Se lá pusessem o tal parque de estacionamento para bicicletas (que serviria o supermercado, o Centro Comercial e a Loja do Cidadão!) incentivariam mais utentes a deslocarem-se para aquela zona de bicicleta e não de carro, aliviando a pressão sobre o espaço para estacionamento…

Há uma semana fui à FCT tratar de umas coisas e vi algumas mudanças. O Metro Sul do Tejo já chega ao campus e há uma estação chamada “Universidade”. :-) Na altura ainda havia obras em curso mas penso que entretanto aquilo já foi inaugurado.

Obras do MST Metro Sul do Tejo

A paragem de autocarros junto à entrada principal da faculdade continua a vergonha que sempre foi. Não é diferente de todas as outras paragens, mas podia ser diferente, a FCT podia oferecer melhor aos seus alunos e utentes, já que a Câmara não o faz.

Afinal, para quem vai de carro há estacionamento livre, ordenado, com bons acessos e bom piso.

Que outra faculdade em Lisboa tem estas condições para os alunos que levam o carro para o campus?...

Tudo gratuito. Quem vai de transportes públicos fica à espera em pé e se se quer. Ao frio, à chuva, ao sol, ao calor, ao vento. Com os livros e os portáteis às costas. Não se admite isto, pá. Não tem que ser assim, porra… [Agora vai haver uma remodelação das regras de estacionamento e acessos ao campus, coisa que tem suscitado debate no fórum da faculdade.]

Há uns anos que a FCT instalou uns racks para bicicletas no campus. Discordo do modelo por que optaram e até mesmo da localização de alguns desses racks. As escolhas dos ciclistas corroboram a minha opinião…

Eu também nem hesitaria. A escolha é óbvia. A escolha óbvia para qualquer ciclista

Alguns spots parecem nunca ter bikes.

Parque vazio. Mau local, havia opções melhores.

E este… bom, espero que este desastre não tenha apanhado ninguém! :-( É preciso ter pontaria, e azar.

Fosga-se!!

Há meios de publicidade mesmo fúteis

Que sentido faz pagar a alguém para andar com um billboard de um lado para o outro, a poluir, ocupar espaço, consumir petróleo e libertar o tão temido CO2? Não é um autocarro, um comboio ou sei lá o quê que serve para alguma coisa e que a publicidade ajuda a rentabilizar. Não, aqui a publicidade é o único propósito.

Coisas estúpidas: uma carrinha para publicidadeCoisas estúpidas: uma carrinha para publicidade

Votos de um Natal sem prendas

Sim, porque as pessoas que escolhem deixar os presentes para oferecer noutras alturas do ano podem passar esta época calmas, com mais dinheiro no bolso, sem envelhecer prematuramente por causa do stress das compras, tendo tempo para passear e passar tempo com a família, dispensando as compras e prendas sem sentido nem valor nem significado (comprar porque se tem que oferecer algo). Abdicar da bonecada, do plástico, do excess packaging and wrapping, do lixo, do desperdício. As pessoas levam uma vida parva, sem tempo para conhecer as outras pessoas e saber o que as fará felizes, verdadeiramente, sem tempo para se dedicarem a elas pensando a sério as prendas que oferecem. Detesto prendas tipo bugigangas sem significado nem utilidade. Detesto prendas para encher chouriços. Detesto-as para mim e detesto-as para os outros. Por isso sou difícil de agradar (ou pelo menos contentar) e escolher prendas dá-me o triplo das dores de cabeça que ao average Joe. Because I care. E isso dá trabalho com’ó caraças, pá.

A todos, um bom Natal, com casa quentinha, comida boa na mesa e muita gente em casa. ;-) E não se esqueçam de pôr para reciclar todo esse papel e afins das prendas. Ai a loucura, a loucura… :-P

As touradas são uma indignidade

Mas isto é mesmo real?

Porra. Não sei se hei-de me sentir mal por, aos quase 27, estar em muito pior forma que esta senhora de 71 (!), ou se me devo sentir bem porque é possível que daqui a uns anos eu também possa ser assim, uma velhota toda práfrentex and with her groove on. :-)

Allow me to scream for an instant, please.

AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

Tenho 500 mil coisas “urgentes” para fazer, coisas importantes pendentes porque a bola está com outras pessoas e entidades que não dão resposta, mails para ler e responder, encontros e reuniões marcados e por marcar, tenho que ir comprar (muita) roupa urgentemente sob pena de não ter nada para vestir (e morrer de frio entretanto) e eu DETESTO ir “às compras para roupa”, tenho que desencantar tempo para ir cortar o cabelo porque já não vejo nada com a franja à frente, mas não me apetecia ir ao MacDonalds dos cabeleireiros outra vez (sinto-me como mais uma na linha indiferenciada de produção), detesto o Natal e o rádio a dar músicas sobre o Natal, os anúncios na TV, o ainda maior caos e stress nas ruas e nas estradas, as enchentes, a paralisação do país nestas 2 semanas,… tenho que decidir o que raio fazer e/ou onde ir no fim-de-ano e no meu aniversário, logo a seguir (as únicas coisas piores que o Natal), queria escrever nos blogs e não deixar acumular os feeds por ler mas não tenho tempo, queria ir andar mais de bike ou experimentar o kart mas não tenho tido fins-de-semana, trabalho 7 days a week. Ufff!… I need a break!

Ok, end of scream. :-P

Construção Sustentável

Há dias fui ouvir mais umas pessoas, desta vez sobre Construção Sustentável“, o tema da “Conferência Anual BCSD Portugal. Adoro coisas grátis. :-) E ainda deram aos inscritos um CD com as apresentações (que estão também disponíveis online!), e pude trazer uma série de panfletos, newsletters, revistas. Freebies! :-P Não cheguei a usufruir do coffee-break, though, não tinha fome.

Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável Conferência Anual BCSD Portugal 2007: Construção Sustentável

Foi interessante, aprendi umas coisa e tal. :-) E aproveitei e comprei o livro “Construção Sustentável - soluções eficientes hoje são a nossa riqueza amanhã”, da Lívia Tirone, que conheço, entre outras coisas, das conferências da Lisboa E-nova. Um bocado caro, 23 €, mas como é um tema que me interessa muito, aproveitei a viagem e comprei-o. Não tinha ainda ouvido falar dele, se bem que havia sido lançado apenas uns 20 dias antes. ;-)

Esta é outra das áreas em que gostaria de trabalhar um dia, de alguma forma. Devíamos poder ter direito a múltiplas vidas, como nos jogos de computador, para podermos ter oportunidade de fazer várias coisas na vida, e da vida. :-P

Outro livro sobre o tema, desta vez do Prof. Manuel Duarte Pinheiro, “Ambiente e Construção Sustentável” encontra-se disponível para oferta no Centro de Documentação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e para download no site do IA (a.k.a APA). Cool! :-D

Down Memory Lane

Quase enchi a caixa em que veio a minha Mobiky com papel: folhas de cadernos, apontamentos, fotocópias de livros, relatórios, etc, etc, tudo dos 7 anos de universidade:

7 anos de papel para reciclar 7 anos de papel para reciclar

Vai tudo para reciclar. Perguntam vocês, “mas porquê”? Porque preciso de espaço e aqueles papéis não me trazem boas memórias, pelo que não faz sentido guardar todos aqueles dossiês. Fiz um overhaul à minha cave/garagem nos últimos dias, e muita coisa foi fora, essencialmente papel para a reciclagem. Eu tenho o hábito de guardar as coisas. Mas comecei há uns anos a sentir que ter livros (de escola, infantis, etc) guardados onde mais ninguém ia usufruir deles não fazia sentido. De nenhum ponto de vista. E dei uma batelada de livros. Pois ainda encontrei mais uma data deles, entre meus e da minha irmã (alguns já estavam de lado há muitos meses, para mais uma doação). Vou dá-los também, um dia destes. Já os pus de lado. A custo, lá decidi também dar toda a minha colecção de livros de quadradinhos. E de livros infanto-juvenis como a colecção “Uma Aventura” (tinha todos), o Clube das Chaves, e outros avulsos. Custa-me desfazer-me de livros, ainda mais daqueles de que gostei tanto. Quando saía mais um da “Uma Aventura” ia logo comprá-la, chegava a casa, deitava-me sobre a cama a lê-lo e devorava aquilo em menos de 2 horas. Mas se eu os tirar da cave talvez outros miúdos cresçam com eles, a gostar de ler. :-) Tenho várias caixas de livros para dar, resta-me decidir a quem. Uma tarefa para quando tiver um tempinho livre.

Ao revolver tanta tralha encontrei uma coisa que há muito julgava perdida: a minha pasta de criações de moda. :-)

Reminiscências da adolescência
(Não acredito que não me dignei a fazer uma capa minimamente decente! :-P )

Quando tinha 13 anos, durante as férias de Verão passadas no monte da avó, no Algarve, deu-me para desenhar roupa. Coloquei uma pseudo-Barbie da minha irmã sobre uma folha de papel e desenhei os contornos da boneca. Depois fiz os ajustes. O resultado foi este, que me serviu de base para os desenhos posteriores:

Modelo base

Fiz imensos modelos, cerca de 100 (em dois verões, 94 e 95), de fatos de banho, vestidos de noite, etc. Exemplos:

image000246_pg2.jpgimage000248_pg2.jpgimage000249_pg11.jpgimage000250_pg4.jpgimage000250_pg18.jpgimage000250_pg22.jpgimage000250_pg26.jpgimage000250_pg28.jpgimage000250_pg33.jpgimage000250_pg38.jpgimage000252_pg6.jpgimage000250_pg32.jpg

O meu estilo era muito a la Fátima Lopes, muitos buracos na roupa e carne à mostra. :-P

Não sei porquê, mas lembro-me que algures entre o 9º e o 12º anos, eu me considerava uma pessoa “não criativa”. Não sei por que tinha esta ideia, mas lembro-me de pensar isso. À medida que fui ficando mais velha, apercebi-me que até sou uma pessoa criativa, o que me surpreendeu bastante. Será que tem a ver com a sensação de “liberdade” para criar? Para arriscar, errar, sujeitar-me ao ridículo? Na escola não me considerava criativa, desenhava roupa, móveis e casas, construía cenas, em casa, nunca “em público”. Talvez fosse medo do ridículo, do fracasso. Até ao 12º ano sempre fui “top of the class” e isso criava expectativas nas outras pessoas, nomeadamente nos professores. Não tinha que me esforçar mais para as corresponder, mas sentia o desejo e a obrigação de não falhar nessas mesmas expectativas. E o nosso sistema de ensino não ensina nem fomenta a criatividade. Baseia-se em absorver informação e debitar respostas a seguir. Para mim isso era fácil, pois tinha boa memória (nos testes, eu via cada página dos livros na minha cabeça, quase bastava lê-las) e uma cultura geral muito avançada para a minha idade (resultado de ser uma ávida leitora e consumidora de cinema e TV). Os meus bons resultados nunca foram resultado de grande esforço e trabalho, mas sim de concentração nas aulas e leitura e sessões de decorar texto nas vésperas dos testes. A excepção eram os trabalhos e relatórios, que obviamente requeriam trabalho e onde sempre me esforcei e esmerei para os fazer o melhor possível. Na faculdade foi tudo ao contrário. A minha outrora reliable memória e capacidade de concentração esfumaram-se, e tudo era incrivelmente difícil. Nunca trabalhei e estudei tanto na minha vida. Não sei como não tenho o sistema nervoso queimado também, além de largos milhões de neurónios que foram sendo “implodidos”. :-P Ah, enfim, já me disperso. ;-)

Há dois livros que não consigo dar, não sei porquê inspiram-me uma sensação especial. São livros especiais, por algum motivo:

"Fadas, duendes e gnomos""O homem alto, a mulher baixinha"

Não sei se já tinha mencionado isto aqui, mas o meu gosto pela leitura e subsequente facilidade em escrever e os bons resultados escolares daí derivados, devem-se à minha mãe. Desde que me lembro de ser gente que ela nos comprava livros, nos lia histórias à noite, e muitas vezes simplesmente nos contava histórias que ia inventando à medida que ia falando. Ela sentada no meio das nossas camas, de luz apagada (só a luminosidade que vinha da sala, pela porta aberta), nós debaixo das mantas, e ela a contar-nos histórias absolutamente malucas e mirabolantes, são das memórias mais marcantes e prazenteiras que tenho da minha infância. A nossa minúscula casa para 4 estava cheia de dezenas e dezenas de livros do meu pai e da minha mãe: economia, política, filosofia, etc, etc. E sempre houve jornais e revistas em casa. Agora que penso nisso, eu cresci no meio de cenas para ler, está-me no ADN. :-) E sinto (e tenho lido artigos científicos a atestar o mesmo) que esse contexto foi determinante nas minhas capacidades intelectuais anos mais tarde, e pela vida fora. Não é só a matemática que “ginastica” e desenvolve o cérebro. Ler é fundamental.

Ainda encontrei outras cenas velhas giras, relacionadas com bicicletas, mas isso fica para outro dia. ;-)

Incapazes de amar

Este homem de 45 anos, “simplesmente não consegue amar mulheres verdadeiras“. Em vez disso, compra bonecas realistas (sex dolls) que acumula em casa, um harém de silicone, nas quais já gastou mais de 172.000 USD (algo como 117.000 €). É a elas que recorre para “amor, afecto e sexo“. “Uma rapariga humana pode ser-te infiel ou trair-te às vezes, mas estas bonecas nunca fazem essas coisas. Elas pertencem-me a 100 %.” What a fucked up guy… E parece que esta incapacidade de relacionamento humano, de estabelecer uma relação afectiva/amorosa/sexual com outro ser humano, afecta cada vez mais homens no Japão…

Haverá algo mais triste que a incapacidade de amar (e ser amado)?…

Lembram-se do filme “Boneca Mecânica”, com a Melanie Griffith (Cherry 2000)? Eu gosto bué deste género de filmes que exploram a fronteira homem-máquina (Terminator, Bicentennial Man, I Robot, Artificial Inteligence, etc), o tema fascina-me. Claro que a Cherry realmente parecia uma mulher verdadeira, era um robot hiper-realista. Estas são apenas bonecas imóveis.

Espero que um dia estas bonecas-robot sejam mesmo muito realistas e hiper-baratas, talvez o tráfico, violação e escravização, abuso e violência dos homens (e algumas mulheres!) sobre as mulheres (reais) acabe, se as bonecas servirem a procura de sexo e violência por parte de homens perturbados e/ou sem escrúpulos. Vi há umas semanas na televisão um filme sobre esta questão e fiquei horrorizada. Uma coisa é ler sobre isso e ver uma coisa aqui e outra ali, outra é espreitar a vida de alguém concreto enredado nesse pesadelo do tráfico e exploração sexual de mulheres… Não compreendo como pode haver gente tão cruel…

Mais uma bicicletada

Foi na 6ª-feira, dia 30, a Massa Crítica de Novembro. Já fomos tarde, mas ainda deu, chegámos mesmo mesmo na hora da partida (às 18h50, praí) e lançámo-nos para a rotunda a ver se os apanhávamos. :-)

Foi um percurso curto e simples: depois de umas voltas na rotunda do Marquês fomos pela Av. Fontes Pereira de Melo até ao Saldanha, demos a volta e regressámos ao Marquês, descendo depois pela Av. da Liberdade até ao Rossio, onde o grupo parou e ficou na conversa um bocado. O percurso foi condicionado para permitir uma MC com música ao vivo! :-D Um músico foi o caminho todo dentro de um carrinho de supermercado a tocar gaita-de-foles! O carrinho não era pilotado, mas sim “controlado” e vagamente dirigido por outros 2 ou 3 ciclistas presos a ele com umas cordas. Desportos radicais, é o que é. Mas correu bem, chegámos todos sãos e salvos ao fim. ;-) A única desvantagem foi que para manter a segurança do músico e dos ciclistas acoplados muitas vezes a coluna de ciclistas ocupou mais que uma faixa, o que noutras condições seria um desnecessário (e ilegal) empatar do trânsito dos restantes utilizadores da estrada.

Massa Crítica de Novembro, em LisboaMassa Crítica de Novembro, em Lisboa

Foram distribuídos panfletos, várias pessoas tinham cartazes com palavras de ordem presos às bicicletas ou às costas. Que eu me apercebesse houve apenas 2 ou 3 situações pontuais de algum conflito com automobilistas. Um dos principais problemas da MC (e não é só cá), e que me desmotiva a participar por vezes é a falta de coesão do grupo que origina comportamentos repreensíveis por parte de alguns ciclistas (não saberem circular, responderem com hostilidade aos motoristas mais impacientes or plain dumb, etc). Eu sou da opinião que a MC deve ser um evento reivindicativo mas sensato, cordial e não hostil para com os não-ciclistas, sob pena de se estar a piorar a imagem dos ciclistas (já de si tão desvalorizada) e a piorar-lhes a vida fora da MC… A Critical Mass tem que ter Critical Manners (sugiro leitura deste post). ;-)

Bom, depois alguns de nós ainda seguiram juntos até à Praça do Município, onde se falou mais um pouco e alguns de nós gritaram umas palavras de ordem para o edifício da Câmara Municipal. :-)

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Foi mais uma oportunidade de ver a falar um bocadinho com o Mário, com o Miguel, com o Marcos, com o Hugo, entre outras pessoas novas. Antes, no caminho enquanto pedalávamos, falei brevemente com um rapaz acerca da minha opção de usar um espelho retrovisor, e com uma rapariga acerca das opções de luzes e de transporte de bagagem (cesto v.s alforges, essencialmente). Também tivemos oportunidade para falar com o Zé, um fellow Mobikyan, e que pela segunda vez consecutiva participava numa Bicicletada na sua Mobiky. :-)

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Talvez numa próxima MC sejamos 3 Mobikyanos. :-P

No final, seguimos de volta até à estação do Cais do Sodré. O Zé acompanhou-nos. :-)

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Depois ele apanhou o Metro e nós o comboio. Quando chegámos, vimos um homem que vinha a pedalar pela estação (o que é proibido, como é óbvio) e só parou junto à máquina dos bilhetes. Tipo drive-in. :-)

Um ciclista a comprar o bilhete de comboio, by bike

Para participarmos na bicicletada de Lx, desta vez fomos de bicicleta até Paço de Arcos (uns 15 min), onde apanhámos o comboio por volta das 18h10 até ao Cais do Sodré. Depois fomos a pedalar até ao Marquês. O trânsito estava caótico, o que aliado ao estacionamento automóvel omnipresente e a má qualidade do piso nas vias, nos levou a optar por levar a bicicleta à mão em alguns troços, circular pela parte pedonalizada da Baixa e seguir pelas ilhas de passeio na Av. da Liberdade.

Aqui há uns meses, saindo de Porto Salvo às horas a que conseguimos sair, não poderíamos ter participado. Ou melhor, poderíamos tê-lo feito mas recorrendo ao carro e prescindindo do comboio - teríamos levado as bicicletas dobráveis no porta-bagagem do carro, deixando-o no Cais do Sodré e a) pedalando na mesma até ao Marquês ou b) apanhando o Metro até lá (porque já estávamos atrasados). Com a grande o Metro não é opção (bicicletas só depois das 20h30). E quando somos 2 o carro já fica mais barato que o comboio (4.80 € para 2 pessoas, ida e volta). Assim, é mesmo óptimo que a CP tenha passado a permitir o transporte (e gratuito!) de bicicletas nos seus comboios urbanos, mesmo que ainda com severas limitações a esse uso multimodal para quem vai trabalhar nas horas “convencionais”… Ganhou clientes!

Massa Crítica de Novembro, em Lisboa

Deu alternativas às pessoas, ajudou a tirar carros da estrada. :-) Falta só mais um bocadinho to go all the way

Mais fotos da MC no grupo no Flickr (espero que entretanto mais gente vá adicionando fotos!).

Vídeo da viagem:

A Bicicletada de Novembro em Portugal aconteceu em 5 cidades: Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro e Portimão (~40, 10, 2, 3 e 8 pessoas, respectivamente), num total de cerca de 60 pessoas.

Mental mapping

Isto acontece-me com o Metro em Lisboa. Conheço a cidade pelas linhas de Metro, mas a percepção das distâncias fica distorcida pelo diagrama nas carruagens. Claro que o de Londres é muito mais complexo, mas still


Mental Mapping from Legible London on Vimeo.

Interessante. :-)

As ramificações do problema do pico do petróleo

À medida que o petróleo for escasseando, relativamente às solicitações, não é só o combustível que vai ficar mais caro, nem sequer tudo o que depende do transporte para chegar ao consumidor. TUDO fica mais caro. O petróleo é a matéria-prima para uma série de materiais que os objectos do nosso dia-a-dia incorporam.

Os pneus das bicicletas vão ficar 18 % mais caros já no próximo ano.

Mas tudo o que tenha plástico será afectado. Agora pensem em tudo aquilo que usamos todos os dias… Até a roupa (nylon e outras fibras) deriva do petróleo…

E ao mesmo tempo, com a corrida aos biocombustíveis (mais um problema do greenwashing de consciências) para continuar a alimentar os SUVs mas de uma forma “verde”, a comida também vai ficar mais cara, porque será mais rentável para os agricultores cultivarem as suas terras com espécies boas para transformar em biodiesel do que culturas para alimentação. Além da escassez de culturas para alimentação, pode haver escassez de determinadas culturas específicas também.

Vamos ter que escolher: ou temos combustível para pessoas ou temos para automóveis. Acho que a maior parte da população nem pensa nisto…

Ah, o problema não tem a ver apenas com o petróleo começar a escassear. É que além disso, as necessidades de petróleo como matéria prima para produtos ou combustível não pára de aumentar no Ocidente, e de repente a China começa a despertar e há milhões e milhões de chineses de classe média (and above) a almejar ter tudo aquilo a que nós por estes lados nos habituámos a ter facilmente. Como é óbvio, não vai dar para todos…

Dark times ahead…