Adolescentes inseguros quanto à sua sexualidade tornam-se homofóbicos, lutando contra algo que têm medo de ser. A ciência começa a confirmar as suspeitas naturais…
Encontrado no Devaneios Desintéricos via Renas.
“Life is not about finding yourself, life is about creating yourself”.
Adolescentes inseguros quanto à sua sexualidade tornam-se homofóbicos, lutando contra algo que têm medo de ser. A ciência começa a confirmar as suspeitas naturais…
Encontrado no Devaneios Desintéricos via Renas.
Uma amiga enviou-me isto por mail e encontrei no YouTube. A versão hetero:
E a versão homo masculina:
Achei engraçado. ![]()
Este ano há mais ciência aberta ao público e, particularmente, às crianças, no ITQB. Dia Aberto, 23 de Fevereiro, das 10h às 17h, em Oeiras. Recomendo vivamente! Levem os miúdos e os graúdos, aquilo é giro!
E vão cedo, porque é um evento muito concorrido…
O Bruno encontrou uma cena destas online aqui há uns tempos, um agrafador sem agrafos. Recentemente pedi-lhe para me comprar um, pela net. Chegou esta semana. Infelizmente, o “normal” não vendiam para Portugal, por isso ele comprou um similar mas para crianças.
Funciona da mesma forma, mas tem um bónus, as folhas ficam carimbadas com umas estrelinhas.
Muito profissional.
Dá para agrafar até 4 folhas, o que não é mau, já me permite abdicar dos agrafos de metal convencionais numa série de situações.
As vantagens deste produto são duas:
1) poupança de recursos e de dinheiro - não usa agrafos,
2) poupa trabalho porque já não tenho que andar a tirar os agrafos do papel antes de o pôr para reciclar, e também não tenho que me preocupar com o refilling.
Muito fixe! ![]()
Costumo acordar com a aparelhagem com o rádio a tocar. Não tem snooze, mas controlo a hora de início e de fim, a estação, e o volume de som. Como extra, ponho 5 alarmes no telemóvel, que posso escolher o som, o volume, e tem snooze. Mas tem um problema tenho que o deixar ligado durante a noite, e mesmo assim às vezes tem uns bugs e não toca. Preciso de comprar outro, mas a ideia era não ter nenhum telemóvel no quarto à noite.
O que eu quero é muito simples. Preciso de um despertador a pilhas, para que não me falhe quando falta a luz. Tem que poder usar pilhas recarregáveis, obviamente. Tem que ter um alarme de buzzer e ter a função de snooze. Isto é o fundamental. Idealmente, teria 2 alarmes independentes, com vários sons diferentes à escolha, e com volume de som ajustável. Se tivesse função de despertador com rádio como opção, seria excelente. E por fim, não deveria custar mais de 25 ou 30 €, dependendo das specs que enunciei.
Procurei e procurei, examinei exaustivamente a oferta na Box do Jumbo, no Media Markt (não tem nada!) e na Worten do Colombo. Nesta última devo lá ter estado quase uma hora. No fim apareceu um funcionário a saber se eu precisava de ajuda. Também lá andou a abrir caixas e ver instruções, mas a conclusão foi a mesma. Não há nada como aquilo que eu procuro. Mais clientes perguntam pelo mesmo.
E eu pergunto: como é isto possível? Inventam modelos todos xpto, que projectam as horas na parede, e mais não sei o quê, mas se uma pessoa precisar de um despertador que não nos falhe num dia em que temos MESMO que acordar a horas, não há. Não percebo esta gente, juro.
Alguém sabe se ainda se vendem daqueles relógios despertadores à moda antiga, de corda?… Preciso de arranjar um. Esta cena do digital é uma treta.
Isto foi realmente das melhores engenhocas que eu já comprei:
Não imaginam o jeitão que dá. Geralmente nunca há sítio onde colocar as malas nos restaurantes, bares, etc. Assim consigo ter a mala junto a mim, sem se sujar ou pisar no chão, e sempre à mão.
E os empregados acham muita graça quando me vêem a montar o estaminé.
Recomendo vivamente. ![]()
Há uns putos aqui do bairro social ao lado que gostam de atirar pedras às casas dos outros quando por aqui passam. É um hobby. Às vezes é fruta (que arrancam e roubam das árvores do nosso quintal), outras é pedras. A varanda do meu quarto é alvo frequente. Não sei como ainda não acertaram em alguém, ou não partiram um vidro ou danificaram um carro. Pura sorte nossa, presumo. Até ver…
Hoje a minha mãe presenciou a cena. Era já no “lusco-fusco”, noite, e ela não lhes conseguiu ver as caras. Mas perguntou-lhes porque faziam aquilo, se alguém dali lhes tinha feito algum mal. Eles responderam o habitual, “vai pró caralho”. A minha mãe é conciliadora. Desde sempre, desde que o bairro práqui veio, que ela tenta falar com os míudos que nos entravam no quintal e se empoleiravam nas árvores, partindo-as, para arrancar a fruta (geralmente ainda verde), tentar estabelecer uma relação, tratá-los como pessoas, perceber porque fazem o que fazem e explicar por que não devem fazer algumas dessas coisas e do modo como fazem. Diz-lhes que prefere que lhes peçam a fruta do que a roubem. Talvez tenha resultado algumas vezes, ou com certos putos, mas não faz milagres.
Há algo de revoltante em ter pedras atiradas à nossa casa. Uma pessoa sente-se humilhada, agredida, vulnerável, desprezada. A vinda destas pessoas para aqui não foi pacífica. Houve muitos roubos no início (inclusivé a nossa casa), muitos grupos de miúdos a circular por aqui e a fazer merda. Os putos na minha época também roubavam fruta, entravam em alguns quintais, tocavam às campainhas. Mas não apedrejavam casas, não insultavam os vizinhos descaradamente, na cara deles. Ter polícias à paisana à porta de casa, a controlar o bairro era normal, como o era ter que chamar a polícia por causa de carros roubados ali abandonados (era o “transporte público” à noite, para chegarem a casa). Até operações especiais com armas e polícia à paisana já pude ver da minha janela. Pessoal a conduzir em excesso de velocidade e em défice de segurança também é frequente, e perseguições policiais já levaram a acidentes graves aqui. Os bandidos são reis, impunes, fazem o que querem. Adultos e crianças.
Este bairro social tem melhor aspecto (os prédios, os canteiros ajardinados, os bancos de jardim, a iluminação, a escola ali ao pé, etc, do que as localidades onde foram implantados, pelo que a argumento dos “coitadinhos”, estão ali no guetto, sem infrastruturas nenhumas e não sei quê” não pega. É algo além.
Quando vi este bairro incluído na lista dos piores aqui em Lisboa, num artigo do Sol do passado fim-de-semana, fiquei um bocado com (mais) medo de andar por aqui de bicicleta pra cima e pra baixo, muitas vezes às tantas da manhã…
Viver com medo é terrível. Uma pessoa não deveria ter medo de andar na rua com as suas coisas e ser roubada ou atacada por isso. Não devíamos ter medo dos marginais e dos criminosos, eles é que deviam ter medo de nós. Está tudo ao contrário.
Entretanto, pequenos grandes projectos dão-nos alguma esperança na capacidade da nossa sociedade de se curar e equilibrar…
Há umas semanas atrás, quando andava à procura de um artigo sobre a “ecopolis” que tinha lido em tempos numa revista na biblioteca da FCUL, resolvi assinar a NewScientist, para ter acesso ao bendito artigo. Na verdade não queria assinar aquilo, só queria mesmo AQUELE artigo. Assim, acabei por gastar dinheiro numa coisa que não queria nem precisava e agora recebo mais uma revista todas as semanas, como se ainda precisasse de mais coisas para ler que me sorva a atenção e o tempo… Enfim.
Mas eu gosto de ler e gosto de ciência, pelo que não está tudo perdido.
Acabei ontem de ler a de 19 de Janeiro, e tem lá umas cenas giras. Como um artigo que diz que, ao contrário do que é defendido pelos médicos, investigadores e autoridades, a actual epidemia de obesidade não se deve ao facto de as pessoas engordarem porque comem demais ou exercitam-se de menos, mas sim porque há uma disfunção hormonal despoletada pelo consumo de certos tipos de alimentos contendo carboidratos - Atkins was on to something. Estes carboidratos refinados estimulam a produção de insulina, que é o regulador primário da armazenagem de gordura. Insulina elevada, toca a criar pneus, insulina baixa, toca a queimá-los. Acho isto muito interessante porque também tenho a tendência de pensar que - salvo situações particulares de saúde ou de genética - a obesidade está relacionada de algum modo com as atitudes e comportamentos das pessoas, relativamente à alimentação e ao estilo de vida… Tenho que me pôr a pau com estes tais de “carboidratos refinados”…
Outro artigo interessante falava da “ilusão do tempo”. Uma hipótese que sugeria algo do género: o tempo é como a temperatura, um estado estatístico de um sistema.
Não é a realidade que tem um curso de tempo, mas o nosso muito aproximado conhecimento da realidade. O tempo é o efeito da nossa ignorância.
Eu até gostava de conseguir descrever melhor isto, mas isso implicava que eu realmente percebesse alguma coisa.
Entre outros artigos que gostei de ler, um sobre o ataque do fundamentalismo religioso, New Ageism e astrologia, à ciência vs. a verdadeira ameaça: os Estados e as Corporations, outro sobre a possível razão de gostarmos de olhar para gente bonita, famosa, poderosa, etc,… O que mais gostei foi mesmo o “Beastly tales“. Ele começa a ssim, e passo a citar, traduzindo:
Segundo os livros de história, o arquipélago da Madeira, a 600 km oeste de África, foi descoberto em 1419 quando marinheiros Portugueses foram arrastados para fora de rota por uma tempestade. Nos tempos romanos, Pliny e Plutarco escreveram acerca de ilhas que podiam ser a Madeira, mas não há registo definido das ilhas, nem sinais nenhuns de pessoas, anteriores à chegada dos Portugueses. Os ratos da ilha da Madeira, no entanto, contam uma história diferente e inesperada.Os ratos não são nativos da ilha e terão que ter chegado em navios europeus. Geneticamente, são mais parecidos com os ratos de Portugal. No entanto, algum do seu DNA tem fortes similaridades com o de ratos encontrados na Escandinávia - uma pista forte de que barcos Viking encontraram a Madeira muito antes dos Portugueses. “Pode ter sido uma ocupação temporária, ou apenas alguns barcos que atracaram por um curto período de tempo”, diz Jeremy Searle, um biólogo evolucionista na Universidade de York no Reino Unido e um autor do estudo (Heredity, vol 99, p432). “Mas os ratos estão a contar-nos algo que nenhum artefacto até agora nos contou.”
E continua depois, com outros animais, países e enigmas. Gosto muito deste tema, a “arqueologia genética”. A primeira vez que ouvi falar disto foi numa conferência na FCUL, com o Professor António Amorim, do IPATIMUP. Gostei e acabei por convidá-lo a dar a mesma palestra no II Fórum da Química, evento que ajudei a organizar na minha faculdade:
Arqueogenética & Paleogenética: Escavações nos genomas para reconstituição do passado
A genética, particularmente nos últimos anos, com a possibilidade de analisar não só populações existentes como extintas, tem vindo a contribuir poderosamente para a reconstituição da história e da evolução humanas. No entanto, ao contrário de outras ciências, cuja importância se
reduz a fornecer instrumentos auxiliares da história (um bom exemplo é o da física e as datações absolutas), a genética incorpora directamente a dimensão temporal nos seus modelos, pelo que se constitui em espaço teórico alternativo, capaz de, não só resolver questões levantadas pela história, como igualmente fornecer-lhe novos problemas. Exemplificam-se estas situações através de resultados recentes sobre a demografia genética de populações portuguesas e das suas ex-colónias bem como sobre a reconstrução de moléculas de espécies extintas.
O tema fascinou-me mesmo. Até cheguei a comprar o livro dele “A Espécie das Origens”, mas nunca cheguei a ter tempo de o ler (para variar). ![]()
Sempre me disseram que não se pode andar na via pública sem o BI (ou outro documento de identificação). E que se formos apanhados sem ele podemos ser levados para a esquadra para sermos identificados. Isto aconteceu com um miúdo amigo meu.
Ora, acabo de saber que isto afinal é um mito. Não há lei nenhuma que nos obrigue a andar com ID, e nenhum polícia nos pode pedir os documentos, a não ser que sejamos suspeitos de algum crime. Nesse caso, então, é que, se não tivermos ID connosco, podemos ser levados para a esquadra por um período de até 2 horas, para sermos identificados.
Há uns meses fui a Lisboa tratar de um assunto ali perto de Entrecampos. Fui durante a tarde, o que me impossibilitou de fazer: bicicleta + comboio + bicicleta, como me tinha apetecido, porque para ir, tudo bem, mas para voltar já não dava para trazer a bicicleta no comboio… Fui então de carro + bicicleta dobrável. Conduzi até ali na zona do Alto dos Moinhos e estacionei - havia muitos lugares, e gratuitos. Mas depois surgiu a dúvida: como raio passo daqui para ali (junto da Universidade Católica), se não posso passar pela Av. Lusíada? Não me pareceu ter passeio, pelo menos do lado da estrada onde eu estava. Desci, acabei por ir apanhar o Metro nas Laranjeiras e,… enfim, foi uma tarde estúpida em termos de acessos e mobilidade, nem vale a pena recordar… No regresso, saí na estação da Cidade Universitária ou do Campo Grande, não me recordo bem. E vim a pedalar pela estrada entre o Hospital Santa Maria e o campo desportivo da Cidade Universitária. Chego aos semáforos, sigo pela estrada, novos semáforos e aqui ponho-me no passeio e atravesso numa passadeira junto à mesquita. E sigo por ali, há uma estrada paralela à Av. Lusíada para onde se pode entrar para aceder à tal mesquita.
Chego ao fim, há um stop, e acaba o passeio. Mas descobri, satisfeita, que o viaduto contempla uma passagem para peões, alcatroada.
E sigo por ali a pedalar na minha fiel Mobiky.
Passo em frente à Loja do Cidadão e vejo uma bike estacionada à porta.
É fixe haver o passeio mas a manutenção do mesmo não existe. Comparem a limpeza da estrada dos carros com a das pessoas:
A Av. Lusíada é a maneira mais directa de ligar o Campo Grande ao Alto dos Moinhos (zona do Media Markt e assim). Mas só contempla os automóveis, não há vias para peões! Agora digam-me como é isto possível? E Lisboa está cheia de situações destas. E Oeiras! Isto é uma injustiça social. E um erro in so many ways…
A meio do viaduto cruzei-me com outra pessoa. Mas quase chegada ao fim, começo a indagar-me se aquilo será mesmo um passeio… Afinal, está a começar a afunilar…
Reparem na (já escassa) largura da via antes de começar o afunilamento e depois de o mesmo se instalar:
E a coisa começa a ficar mesmo complicada…
Mas olho para os lados e para o carros há 3 faixas em cada sentido à minha esquerda, duas à direita, e montes de espaço de estacionamento…
E depois, a machadada final. E agora? Salto? Teletransporto-me?
Mesmo depois de saltar, fico muito vulnerável no meio de um saída de uma estrada muito movimentada, e sem passadeira, nem passagem aérea ou o que seja, para atravessar em segurança para o outro lado… Se no início do viaduto houvesse um aviso, ok, agora andar aquilo tudo a pensar que há continuidade na estrutura viária pedonal e depois deparar-me com esta triste realidade,… *sigh*
Quando o espaço público apresenta este nível de qualidade, conforto, segurança, eficiência, é apenas compreensível que os ricos construam condomínios privados que recriem o que o exterior deixou de oferecer. A mania dos mega-centros comerciais que recriam as zonas de comércio tradicional, com as suas ruazinhas e praças e dos condomínios fechados com jardim, sossego e segurança onde se possam deixar as crianças brincar é uma reacção ao espaço urbano hostil que as cidades oferecem cá fora…
Tudo para os carros, nada ou muito pouco para os peões e similares…
Como convencer as pessoas a não usarem o carro para chegarem a locais a apenas 500 metros de distância?…
Os carros têm estradas e espaços para estacionamento à larga.
Os peões não têm direito a larguezas.
E o pouco espaço que lhes é dado ainda é local de eleição para plantar coisas, na maior parte das vezes dedicada aos automobilistas, como sinais de trânsito, semáforos, parquímetros, etc.
E são sempre mais uma opção para estacionar o carrinho…
Os políticos deveriam ser obrigados por lei a deslocar-se de transportes públicos, a pé e de bicicleta, só podendo usar o carro em 20 % do tempo, para que não permitissem que se construíssem cidades assim: absurdas.
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