Archive for November, 2007

Right…

Então é suposto passarmos por onde?...

Viagem inaugural

O vídeo da viagem inaugural da Xtracycle do Bruno está lame porque a minha máquina não é para grandes vôos, e porque não consigo ficar quieta e estabilizada com ela. :-P Mas pronto, dá pra ter uma ideia de como é pedalar em Lisboa. ;-) Chamo particular atenção para a zona do Terreiro do Paço, onde por momentos pensámos que tinha havido uma revolução, havia árvores no “meio” da estrada. :-) Afinal, era tudo adereços. :-P E depois a parte na Baixa, quase sem carros. Que maravilha!! Tentei filmar o piso, porque acho que as más condições das estradas são a principal razão que pode desincentivar as pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte (tal como as medíocres infrastruturas pedonais levam os peões a arranjar um carro logo que possam…), mas a qualidade da imagem depois de uploadar (é um verbo novo) o vídeo não dá para perceber muito bem.

Triciclo de carga chinês, nas Caldas

No dia em que fui às Caldas da Rainha comprar os sacos reutilizáveis, vi isto à porta de uma loja chinesa. Custava cerca de 350 € e acho que dava até 300 kg de carga (?).

Triciclo de carga à porta de uma loja chinesa, nas CaldasTriciclo de carga à porta de uma loja chinesa, nas Caldas

Não gosto de “chinesices”, mas either way, é um bom sinal, ver aquilo ali, disponível. :-)

Diários da bicicleta

No dia 4 de Novembro, um domingo, fizémos, bom, fez o Bruno, a viagem inaugural “a sério” da Xtracycle dele (Xtracycle é o fabricante do kit FreeRadical e define também qualquer bicicleta equipada com esse kit). Uma Xtracycle tem (no mínimo) 4 vezes maior capacidade de transporte de carga que uma bicicleta normal:

À espera do comboioXtracycle

Esta cena é outro dos nossos produtos-paixão e há quase 2 anos que sonhávamos com isto. :-) Bom, mais tarde, quando instalar o kit na minha bike também, voltarei a falar dela. ;-)

Ele ia gravar outra maquete (a primeira a solo e a ser emitida) do programa Sociedade Livre na Rádio Zero, no Técnico e aproveitámos para fazer a viagem by bike. Bom, pelo menos a maior parte dela. Ao domingo pode-se levar as bicicletas no comboio da linha de Cascais, gratuitamente e a qualquer hora. Por isso aproveitámos e fomos apanhar um em Paço de Arcos. Até lá é smooth. :-)

A caminho da estação de Paço de Arcos

Ora, dado que as carruagens da CP nesta linha não contemplam as necessidades dos utentes com bagagem mais volumosa (bicicletas, pranchas de surf, carrinhos de bebé,…) o segredo para uma viagem tranquila é posicionarmo-nos na zona da primeira ou da última carruagem (ou qualquer uma com uma ponta sem passagem inter-carruagens).

À espera do comboio

Ora, pela minha experiência, o mais seguro é, na estação, ficarmos no fim, para entrarmos na última carruagem (a primeira costuma ter mais gente e mais fluxo de pessoas). Depois é só entrar com as bicicletas (2 no máximo, para não obstruir a passagem nessas portas).

Como cabem 2 bicicletas nas carruagens dos comboios da linha de CascaisComo cabem 2 bicicletas nas carruagens dos comboios da linha de Cascais

Assim, as pessoas nas estações seguintes conseguem entrar ali (não sabem à partida que lá estão bicicletas) e as que quiserem sair também o podem fazer (embora geralmente optem pelas restantes portas da carruagem). Como é a última carruagem, as bicicletas encostadas à parede (e à eventual porta) não estão no caminho nem obstruem a porta nem a passagem de pessoas.

Sempre que temos levado as bicicletas no comboio ao fim-de-semana, as carruagens andam tão vazias que nunca houve sequer o perigo de as bicicletas se constituírem num incómodo para alguém. Em contrapartida, é ver os automóveis a fazer fila na estrada ao lado da linha…

Chegados ao Cais do Sodré, passámos pelo Terreiro do Paço (cada vez mais morto, infelizmente), e por momentos pensámos ver uma revolução, estavam árvores no meio do alcatrão. Afinal era tudo para uma filmagem para um filme de época… :-( Seguimos em direcção à R. dos Bacalhoeiros, para participar na Cicloficina, embora tivéssemos quase certeza de que não iria ocorrer, o que se verificou. Bom, a não ser que o Bruno ter afinado as mudanças da minha bici conte. :-P

Cicloficina a dois

Deu pra ver que a interdição ao trânsito automóvel naquela zona não tem sido respeitada nem fiscalizada…

Bom, depois seguimos em direcção à Alameda, para a tal gravação na Rádio Zero no IST. Fomos pela Baixa (estranhíssimo estar ali de bike, e sem trânsito automóvel, o sossego, a calma…), Restauradores, Av. da Liberdade (uma das ruas laterais), jardim do Parque Eduardo VII e depois mais umas ruas ali pelo meio até ao Técnico.

Estamos quase na Alameda!

As pessoas clamam por ciclovias para andar de bicicleta na cidade, mas não percebem que deviam estar a clamar por 2 coisas imensamente mais importantes e que, a realizarem-se, tornariam as ciclovias desnecessárias: o arranjo e manutenção das estradas (e passeios e demais vias públicas) e a acalmia de tráfego (incluindo regularização do estacionamento automóvel)…

Exemplos da degradação do pisoExemplos da degradação do piso

Os ilhéus pedonais são estupidamente pequenos dado o tempo que dão aos peões para atravessarem as estradas… (acumulando-se as pessoas em passeios minúsculos em vias de tráfego intenso e rápido, muitas das vezes).

Ilhéus de dimensão insuficiente

Bom, lá chegámos à Alameda (fiquei a conhecer um pouco melhor a cidade, nada como viajar de bicicleta) e fomos para o estúdio. Aquilo levou horas, foi só conversa. :-P Eu tinha levado o Expresso e entretive-me a ler. :-) Quando saí do estúdio para ir comprar um lanche, num café cá fora, vi o Jardim Arco do Cego. Tinha bastantes pessoas, sentadas nos bancos, a andar de bicicleta, etc, e tinha bom aspecto. :-) Um pequeno parque verde dentro da cidade, muito bom! :-)

Jardim do Arco do CegoJardim do Arco do CegoJardim do Arco do Cego

Quando voltei, pude ver uma rapariga a sair de bicicleta (que tinha visto antes presa a um poste - a bicicleta, não a rapariga). De bicicleta! Uma rapariga! Weeeee! :-)

Uma estudante do Técnico, utilizadora de bicicleta! :-)

Saímos do estúdio já de noite. Voltámos à estrada de bicicleta. :-)

De bike nos Restauradores

Decidimos ir pela Marginal, ou chegaríamos bué tarde a casa. Correu bem. Temos luzes e reflectores and we “take the lane” sempre que é o necessário para nos mantermos em segurança no meio dos carros. Foi uma viagem pacífica, sempre a pedalar em bom ritmo, o que estranhei pois estou habituada às intermitências dos percursos urbanos.

Na Marginal, de volta a casa

No dia seguinte, segunda-feira, dia 5, houve uma concentração / encenação / manifestação da ACA-M no Terreiro do Paço, no local onde houve aquele acidente homicídio por negligência com contornos macabros. Eu e o Bruno resolvemos ir, tínhamos recebido um e-mail a apelar à participação, que precisavam de gente para fazer um “passadeira humana”. Levámos uns lençóis velhos e lá fomos, de bicicleta, como no dia anterior. Nota: na estação de Paço de Arcos vimos uma bike presa a um gradeamento. :-)

Bike estacionada junto à estação de Paço de Arcos

Para lá fomos de comboio (no sentido Cascais -> Lisboa só deixava de ser permitido levar as bicicletas a partir das 17h). Chegámos lá e vimos um grupo de pessoas mas ficámos à espera pois não conhecíamos ninguém e ainda não era suficientemente claro o que se estava a passar.

Manifestação da ACA-M no Terreiro do PaçoManifestação da ACA-M no Terreiro do Paço

Acabou por não se fazer aquilo das pessoas enroladas nos lençóis, deitas na passadeira, puseram só os lençóis. Entretanto ficámos depois lá a falar um bocado com o Marcos, o Miguel, o Mário e outro rapaz de cujo nome agora não me recordo. Sobre bicicletas, segurança rodoviária, etc. Entretanto ficou de noite e tivemos que nos pôr a caminho. Ainda tinha que passar por Algés a buscar uma roupa que tinha deixado a arranjar, essa loja fechava às 20h, mas não podíamos levar as bicicletas no comboio no sentido Lisboa -> Cascais antes dessas mesmas 20h. Não tivemos escolha e fomos pela Marginal. Que, desde o Terreiro do Paço, estava entupida. Mas lá fomos andando, indo pelo meio dos carros quando tal era fisicamente possível e minimamente seguro. Foi uma experiência útil e desmistificou a Marginal como sítio improprio para ciclistas, pelo menos à hora de ponta (mais carros -> menor velocidade).

A caminho de casa, na Av. 24 de JulhoNo meio do trânsito, rumo a casa, pela MarginalCruzamento da Av. 24 de Julho, em AlcântaraÀ porta da loja Cort&Cose

A questão da sinistralidade rodoviária é um drama tão grande e as pessoas nem se apercebem de quão grande… É uma guerra, um homicídio em massa, uma guerra civil levada a cabo, maioritariamente, por cidadãos normais: integrados, law abiding,… Mas negligentes ou simplesmente inaptos para a condução de um veículo de 1 ou 2 toneladas passível de ser usado (deliberada e conscientemente ou não) como uma arma de arremesso letal… E depois há a questão mais abrangente da mobilidade e dos transportes, porque a poluição também mata, o aquecimento global também, o estrangulamento económico das cidades pelo congestionamento e perda de produtividade e de qualidade de vida também mata (mesmo que suave e lentamente…).

Carros VIP e Sem-Abrigo

Publicidade da empresa de estacionamento em Algés

Ok, é de carros, mas achei giro o outdoor. :-P

Lx: 1 ciclista a cada 10 min: nice rate!

Há uns dias atrás fui a Lisboa, e enquanto esperava pelo Bruno, à porta de um prédio em frente à Praça de Touros, vi passar 3 pessoas de bicicleta. A primeira era uma mulher, não levava capacete e ia pela estrada, não consegui sacar da máquina a tempo. O segundo era um homem, levava capacete e ia pela estrada.

Ciclista n.º 2 - na estrada

O terceiro era um homem, não levava capacete e ia pelo passeio.

Ciclista n.º 3 - no passeioCiclista n.º 3 - no passeio

Entretanto fomos embora e numa rua lateral vimos passar um quarto ciclista, um homem, que não levava capacete e ia pela estrada.

Ciclista n.º 4 - na estrada

Eram todos bike commuters, não iam em desporto. Isto aconteceu ao longo de um período de 30 minutos, mais ou menos, por volta das 16h-17h. Já dá uma excelente média! :-D

La velorution
is taking off! ;-)

Estatísticas:

Dos bike commuters em Lisboa:

25 % são mulheres : : 75 % são homens
25 % circulam pelos passeios : : 75 % circulam pela estrada
25 % usam capacete : : 75 % não usam capacete

:-P

De bicicleta na publicidade

Bicicleta na publicidade

“Not models, real people.” Espero bem que sim! ;-)

Sacos reutilizáveis

O petróleo também é gasto nos plásticos. Montes de cenas do dia-a-dia são de plástico. Incluindo os sacos dos supermercados. Alguns locais já vendem os sacos, e/ou incentivam a sua reutilização, mas não é suficiente.

Campanha de redução dos sacos de plástico do Pingo DoceCampanha de redução dos sacos de plástico do Pingo Doce

Os sacos nunca podem ser oferecidos gratuitamente, e não devem custar uma ninharia. Os sacos de plástico são usados uma vez (ou poucas mais, mesmo que os reutilizemos nem que seja para pôr o lixo) e levam anos a degradar-se na natureza. Com consequências ambientais. As pessoas têm que se habituar a trazer consigo um ou dois sacos reutilizáveis para as ocasiões. E o mercado tem que oferecer soluções para tal, práticas e eficientes.

Até há pouco tempo usava uns sacos de pano para ir às compras (tinha-os no carro, ou nos alforges na bicicleta):

Trouxe menos 2 sacos de plástico para casa :-)

A desvantagem daqueles sacos é que eram difíceis de manipular para arrumar as compras. Sabem aquele stress de estar numa fila de supermercado a arrumar as coisas nos sacos e ter gente à espera?

Bom, há tempos fui à Intercasa, na FIL, e no stand da “A Janela da Minha Casa”, cheio de tralha, embora engraçada na maior parte das vezes, e encontrei uns sacos reutilizáveis, em poliéster, da Reisenthel. Trouxe 1 pequeno, um mini maxi shopper (20 L / 10 kg), e um grande, para usar com os carrinhos de supermercado, um easy shopping bag (40 L / 15 kg). Ambos em poliéster, laváveis. O primeiro vem numa bolsinha que podemos depois prender ao próprio saco durante o uso, e o grande tem uma bolsa para os nossos pertences, no interior. Também vem numa bolsa, mas tem uma footprint muito maior, nomeadamente por causa das peças de suporte em plástico.

Sacos reutilizáveisSaco reutilizável

Saco de compras reutilizávelSaco de compras reutilizável

Bom, o saco grande é mesmo para usar com o carro, experimentei com a bicicleta e não dá jeito porque encho-o e depois não o consigo enfiar nos alforges. Realmente, é muito prático para usar com o carrinho de compras, evitam-se muitos sacos de plástico e não demoro eternidades a arrumar as compras, consigo até ser mais rápida, é só mandar para lá as cenas. :-)

Gostei mesmo muito dos saquitos pequenos também, por isso decidi comprar mais. Aproveitei uma ida à zona e fui à loja nas Caldas da Rainha.

Loja "A janela da minha casa", nas Caldas da Rainha

Devo dizer que a loja estava tão atravancada de coisas e coisinhas quanto o stand. E o facto de venderem alguns artigos destes não significa que o façam por consciência ambiental, por saberem que estão a contribuir por dar alternativas práticas e bonitas aos sacos de plástico e afins, ou não tivessem insistido em dar-me um saco de papel da loja “para fazer publicidade”, mesmo tendo eu dito que não era preciso porque tinha ali o primeiro saco, igual aos que acabara de comprar, e que tinha vindo ali de propósito para comprar aqueles sacos!! Publicidade? Ninguém ia ver a merda do saco, pá, foi comigo para o carro e só saiu em Lisboa, para casa, e para o caixote-dos-sacos-para-reutilizar-mas-que-a-maioria-não-são- reutilizados-porque-não-surge-oportunidade. Pointless! Desperdício do dinheiro deles, e de matéria prima e energia. E ficaram mal vistos aos meus olhos. Que a factura só veio reforçar: 6 itens iguais e eles dão-me uma factura/recibo em 2 páginas A4 densamente ocupadas por imagens a cores, como se fosse um panfleto publicitário. Eu já escolhi a loja deles! Já lhes comprei produtos! E a melhor publicidade são os produtos deles que acabei de comprar e mandar embrulhar para oferecer!!! Que tónis, meu… Enfim…

Comprei 6 8 sacos mini maxi shopper, a 6 4.5 € cada um [EDIT: estive a lembrar-me disto e apercebi-me que se enganaram, só me cobraram 6 sacos, mas eu comprei e trouxe 8!!]. 1 para mim, 2 para o Bruno e 3 5 para oferecer no Natal a umas pessoas (há que evangelizar o people nestas questões de cidadania ambiental). São muito fixes, cabem bem na minha mala, e depois é só sacá-los quando preciso. Não tenho que pensar com antecedência se preciso de os levar ou não, estão sempre comigo. :-) E são a medida exacta para os alforges da minha bicicleta. Se os encher aos dois, sei que consigo levar tudo, e é só chegar à bicicleta, abrir os alforges e meter para lá os sacos, um de cada lado. Perfeito! :-D

Uma das alternativas equivalentes, nos EUA são os BAGGU.

Uma pequena pausa

Não tenho tido tempo para blogar. Aliás, não tenho tido tempo para pensar. Pensar, pensar na vida, filosofar, assimilar a vida e interiorizar o que vai acontecendo. Esse tipo de coisas.

Ultimamente ando muito focada no projecto da CaP e em tudo o que a envolve. Sinto falta de maior dispersão de interesses, actividades, temas. Tenho “mil” ideias que gostaria de pôr em prática, mas tudo é lento. Falta o tempo, o dinheiro, o focus, por vezes… Para mal dos meus pecados, não tenho ideias lucrativas, tipo “this will make me rich“. Até porque é difícil essas ideias serem de cenas que ajudam as pessoas e não que as exploram. :-P Era bom ganhar um euromilhões chorudo ou ter nascido geneticamente dotada e saber e conseguir fazer tudo (ou muito) bem e depressa. :-P

Estou à espera que a minha vida comece, nunca me esforcei tanto para isso (em termos da relevância do esforço, that is…) como ultimamente, mas uma vida independente e encaminhada parece ainda um ponto num horizonte longínquo… No entanto, pela primeira vez na minha vida, faço aquilo que gosto (embora não apenas o que gosto) e isso dá-me uma sensação de vida com sentido, com objectivo, com valor. Sou uma pessoa muito focada no útil, no dever, no relevante,… e isso angustia-me quando ocupo o meu tempo com coisas cujo propósito não entendo ou não acho relevante ou uma mais valia para algo. Isto acaba por se revelar neste blog. Comparando-o com o primeiro que tive, no Spaces, este é muito mais focado num só tema, muito menos pessoal e sem aquelas pequenas histórias, produtos ou notícias do dia-a-dia.

Sinto falta de parar e pensar. E escrever. Divagar sobre a vida, as pessoas, o sexo, a política, a religião, a ciência, etc, etc… Estou a precisar de umas férias, mas pela primeira vez na minha vida, aquilo de que tiraria férias dá-me realmente muito gozo, pelo que não quero necessariamente tirar férias. :-P Talvez esta ideia de juntar o útil ao agradável não seja boa ideia, pois tornamo-nos uns workholics. Se adicionarmos o facto de o fazermos por conta própria, é uma escravização voluntária total. :-P

Quero viver numa eco-casa: feita com materiais não tóxicos, reciclados e/ou recicláveis sempre que possível, bioclimática (que não precise de arrefecimento nem de aquecimento artificiais), totalmente pensada por mim, para as minhas necessidades e preferências, com sistemas de redução de consumo de água e sua reutilização, sempre que possível (ex.: mini-bio-ETARs), com energia eólica e solar (térmica e fotovoltaica) para ser energeticamente independente na medida do possível. Com uma cozinha/sala-de-jantar-e-de-estar, 2 WCs, 1 quarto, 1 sala e um escritório/atelier/oficina, para dar asas à criatividade. :-) Não quero uma casa grande nem pequena, mas ampla. Para não me sentir presa dentro de casa, mesmo que pequenita, tenho que ter um quintal, com árvores, plantas, flores, e um pouco de relva para me deitar e passar uma tarde. Não quero ter carro próprio, mas ser associada de um bom serviço de carsharing. Considero a possibilidade de ter um mini-carro, tipo smart, ou algum eléctrico or something, mas preferia não precisar. Talvez uma mota tipo Vespa para as pequenas emergências. Mas quero locomover-me essencialmente by bike. Viver num local esteticamente aprazível, integrado na Natureza (e não a Natureza integrada na cidade, embora isso já fosse bom, se compararmos com o cenário dominante actual…), onde possa ir na boa de bicicleta até à mercearia, farmácia, padaria, supermercado, cinema, cultura, desporto,…. Muito importante: não trabalhar nem muito longe nem muito perto de casa, para fazer sentido e ser viável ir de bicicleta. :-) Talvez entre 5 e 15 km, por exemplo. O melhor seria uma carfree city ou uma urbanização sem carros (excepto os do clube de carsharing). Um local de vizinhos sorridentes (sabem a raridade que é encontrar pessoas que sorriam frequentemente nas interacções sociais sem ter que pensar nisso?), simpáticos, razoáveis, dinâmicos em termos de comunidade, virados para o futuro, com quem se pudesse conversar, discutir coisas abstractas ou mundanas, boas pessoas. Ah, e muito importante, o trabalho. Tem que ser algo na área do desenvolvimento de um modo geral, e do ambiente, e se possível da mobilidade e da acessibilidade. Não quero ter filhos, acho que não tenho o perfil de mãe, sou distante das pessoas na interacção directa, sou “mãe” no aspecto de querer cuidar das pessoas e melhorar as suas vidas, mas nos bastidores. Quero viajar, é aí que quero estoirar o dinheiro que conseguir ganhar. E em livros e bicicletas. :-P

Este é o filme que passa na minha cabeça. :-) É uma utopia, pelo menos aqui e agora. Mas as realidades de hoje foram concerteza utopias ontem. Alguém teve que acreditar que podiam ser realidade e trabalhar para isso. “Os amanhã fazem-se hoje”. Além disso, sem espaço para sonhar uma pessoa esmorece e a vida torna-se um vazio sem qualquer sentido…

Gatos

A minha irmã é uma “cat person“. Eu não sou muito dada a animais (nem a pessoas), mas prefiro os gatos aos cães, acho eu. Desde que a Cuca veio cá para casa que nos temos apercebido disso.

O sétimo elemento

A sacana foi mãe adolescente.

Cuca pregnant

Aapanhou-nos de surpresa, e o pior é que tem continuado (achamos que está grávida pela 3ª vez, neste momento), fica grávida pouco depois de ter dado à luz e ainda estar em plena amamentação. Da última ninhada tínhamos o Febras (porque parecia um bife de peru grelhado) e o Lucas - “ruivos” e a Rucha (de Pequerrucha), branca e cinzenta, de olhos azuis.

How about this pose? Like it?LucasYes, I know I'm photogenic, but enough is enough

O Febras foi para Santarém, o Lucas para Almada, e a Rucha vai ficar connosco para a Cuca ter companhia. Pelos vistos os gatos “amarelos” estão na moda. As clínicas têm 70 ou 80 gatos em lista para dar mas se aparecer um “laranja” (ruivos, amarelos, laranjas,… :-P ) conseguem dá-lo logo. Que coisa tão fútil, o que é que interessa a cor do gato?! Querem um, há dezenas disponíveis, e as pessoas ficam à espera que apareça um da cor da moda? WTF?

Os gatos são giros. :-) O Bruno gosta de lhes tirar milhentas fotos a ver se saca algumas dignas do lolcatz. :-P

I'm warning you...

Algumas ficam giras, mas são raras as que ficam meeeesmo boas. ;-)

My cats & the XtracycleMy cats & the Xtracycle

Incest?Oh dear, we've been caught!

Bom, já tive umas fotos de gatos a aparecerem num site tipo lolcatz, o katurday. :-D Ain’t the web a wonderful thing? :-)

Gato cinzento
Yawning cat

katurdaycom_chikens_2.jpg

Eheheh! Very cool! :-P

Bola-cadeira

Ando a testar.

Gymnastic's ball

Não é mau, embora não saiba ainda dizer se é melhor ou pior para a postura, a coluna, os músculos, etc. :-P Gosto de fingir que trabalho no Google. ;-)

Rádio universitária

Que giro, ainda está a passar (às 19h35) na Radio Zero (emissão online) o programa que o Bruno foi gravar, com o Gil Brandão, no passado domingo, no Técnico. :-) A primeira maquete, gravada com mais people, não chegou a ser emitida, por razões técnicas.

Fomos de bike até Oeiras Paço d’Arcos, depois de comboio, depois novamente a pedalar até à Alameda. Para casa viémos sempre a pedalar. :-) Já blogo mais. ;-)

IMGP8710.JPG

Estacionámos à porta. :-P

IMGP8715.JPGIMGP8725.JPG

O Bruno e o Gil passaram “horas” a falar:

IMGP8728.JPGNo ar!

Eu passei o tempo a ler os jornais de sábado. :-)

IMGP8740.JPG

Já de noite, voltámos à estrada.

IMGP8746.JPG

Concentração em Lx pelo fim da guerra civil nas estradas


«CONVITE

A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados vem convidar-vos para participar, na próxima segunda-feira, dia 5 de Novembro, pelas 16.30, numa concentração de homenagem às vítimas do triplo atropelamento ocorrido ontem pelas 5.30h, no local da tragédia, a passagem de peões fronteira à Estação Fluvial do Terreiro do Paço.

Pretendemos fazer uma passadeira com pessoas deitadas no chão, cobertas com um lençol.

Para garantir o sucesso desta iniciativa, vimos solicitar a vossa colaboração, participando na concentração e levando, se possível, um lençol branco.

O Governo Civil foi já notificado desta iniciativa.

Pedimos também a divulgação desta mensagem.

Pela direcção da ACA-M
Manuel João Ramos»

Li no SOL o relato de uma pessoa que socorreu as vítimas, dizendo que viu um braço decepado algures, metade do corpo de uma vítima dentro do carro, e coisas assim. Tétrico. E que o carro só parou 200 metros depois. Vi noutro sítio que a condutora foi levada sob prisão ao hospital, mas no SOL dizia que saiu em liberdade… Como é possível? Porque é que a negligência e os homicídios perpetrados atrás de um volante de um automóvel são aceites pela sociedade como “acidentes” e não por aquilo que são, homicídios por negligência, inépcia, e… sei lá, irresponsabilidade, maldade,…?

I’m a ‘city cycling’ banana!

Não sei se já vos disse, mas eu adoro a internet. É uma coisa verdadeiramente fantástica! :-) A distância passa a ser quase irrelevante, podemos contactar rapida e facilmente com pessoas em qualquer canto do mundo, espreitar o mundo delas e deixá-las espreitar o nosso, tudo sem ter que sair da cadeira. Não digo que seja melhor do que viajar e estar com as pessoas e nos lugares ao vivo, porque não é, mas é um excelente sucedâneo.

Bom, isto para introduzir a notícia de que esta banana foi featured num artigo da revista online CityCycling, edição de Novembro: «pedal power from portugal - citycycling talks to Ana Pereira, Portuguese “bikepreneur” and “cenas a pedal” co-founder».

artigo_ana_citycycling.jpg

Muito fixe! :-)

O Anthony, editor da revista (e com quem ‘partilhei’ a página na coluna “I love riding in the city“, da Urban Velo de Setembro!), convidou-me a responder a uma série de perguntas e deu-me liberdade para redigir o texto de resposta. O resultado foram 5 páginas com a minha história com as bicicletas. Foi engraçado lembrar-me de tudo aquilo e passá-lo para o papel (em inglês, claro está). A primeira página do artigo é esta, depois é só clicar em “next”. :-)

Também curto bué escrever, já vos tinha dito? :-P