Archive for October, 2007

A desilusão com os delírios dos tradutores…

Já estou habituada a constatar verdadeiros atentados em legendas de filmes, séries, talk shows, etc. Mas ver uma coisa destas na capa de um livro deste calibre é sempre inesperado…

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Realmente, fica tão parecido que é tentador, mas “The God Delusion” não significa “A Desilusão de Deus”. Estive mesmo, mesmo quase a comprar este livro no outro dia, na FNAC, mas queria a versão original, acho até que era uma versão “de bolso”. Queria a original porque não confio nas traduções e não queria perder o sentido do que o autor diz. Com uma capa destas nem dei hipótese à versão portuguesa. Só não comprei porque compro livros por impulso, adoro ler, adoro livros, mas a velocidade a que os acumulo ultrapassa em muito a velocidade a que os leio. :-P Daquela vez consegui conter-me. ;-) Mas hei-de lê-lo, um dia… :-P

Comentários que desaparecem

O Bruno acabou de me dizer que alguns comentários dele desapareciam ou eram apagados. Fui tentar ver o que se passou e detectei 2 comentários legítimos (um dele e outro do Miguel) apanhados pelo Akismet. Devo dizer que o Akismet funciona muito bem, poupa-me de ter que lidar com as centenas de comentários de spam que recebo diariamente, mas pelos vistos não é infalível, e da mesma forma que por vezes deixa passar um ou outro spam, outras vezes retém mensagens legítimas. Infelizmente ao fim de 15 dias ele apaga todo o spam arquivado, pelo que não posso ver se mais comentários foram ao ar assim… :-(

Peço desculpa a quem possa ter dedicado algum do seu tempo a comentar no meu blog para depois ver o seu comentário desaparecer. :-( Prometo que vou andar mais atenta a partir de agora. ;-)

Old bike commute route

I really miss this experience

FCUL commute

20 km each way, riding the city roads, exercising a bit, arriving fresh and energetic at work, tired but relaxed when returning home. :-)

Cybercars no Hospital Rovisco Pais?

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Nunca gostei da ideia de estar dentro de um veículo que eu não estou a controlar, mas reconheço que estas ideias até são interessantes do ponto de vista da mobilidade urbana. Vi esta notícia numa revista qualquer há umas semanas atrás, e agora aqui, aqui e aqui, mas não sei se a demonstração convenceu a administração do Hospital a adoptar este sistema. Detesto a mania dos media de não fazerem o follow up daquilo que anunciam…

Livros técnicos para vender

Livros técnicos para vender

Molecular Cell Biology” | 5ª Ed. | Lodish, Darnell, et al |Freeman | 53 € (83.33 € 6ª Ed.)

Fundamentals of Biochemistry” | 1ª Ed. | Voet, Voet, Pratt | Wiley | 40 € (52 € 2ª Ed)

Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Vollhardt, Schore | Freeman | 40 € (75 € 5ª Ed.)

Study Guide and Solutions Manual for Organic Chemistry - Structure and Function” |3ª Ed. | Freeman | 29 € (59 € 4ª Ed.)

Química” | 5ª Ed. | R. Chang | Macgraw Hill | anotado | 25 € (60 € 8ª Ed.)

Essentials of Molecular Biology” 3ª ED. | Malacinski, Freifelder | Jones and Bartlett | anotado | 30 €

International Edition “Brock Biology of Microorganisms” | 10ª Ed | Madigan, Martinko, Parker | Prentice Hall | 50 € (73.45 € 11ª Ed)

Biologia Microbiana” | 1996 | A. Madeira, A. Fonseca | Universidade Aberta | 7 € (10.20 €)

Cinética Química” | 2003 | João Sotomayor | Lidel | 10 €

Biologia Molecular e Celular” | 1998 | Stansfield, Colomé, Cano | Macgraw Hill | anotado | 20 € (28.50 €)

Engenharia Genética - Princípios e Aplicações” | 2001 | Arnaldo Videira | Lidel |10 € (14.95 €)

Nomenclatura dos Compostos Orgânicos” | 1ª Ed. | L. Campos, M. Mourato | Escolar Editora | 8 € (16.90 € 2ª Ed.)

Biotecnologia - Fundamentos e Aplicações” | 2003 | N Lima, M. Mota | Lidel | 28 € - (35 €)

Alguém interessado? bananalogic @ gmail . com

O Parque das Nações subjugado pelo automóvel

O Parque das Nações tem sido progressivamente aberto ao trânsito automóvel. Com isso vieram as filas, o barulho, o estacionamento selvagem, o fim da paz e do sossego. Mais uns tempos e abrem o resto… Why do people spoil the good stuff?

A destruição do Parque das Nações

I kidd you not

Um sinal dos céus

I saw a sign from the sky! What did it mean? I’m puzzled. :-P

“Um carro com H grande.”

Um carro com H grande...

Deve ser para condutores com um h muito pequenino…

“amo-te, és linda, deixa-me foder-te”

(…)Mas se precisa tanto de companhia por que não abre o coração a alguém?

Estou mal arranjo uma companhia?!? Arranjar mulher porque preciso de companhia era no tempo do Salazar. Respeito as pessoas. Uma mulher sentia-se bem com um homem que dissesse: ‘ amo-te, és linda, deixa-me foder-te’, só porque queria companhia e alguém à espera quando chegasse a casa? Se fosse mulher sentir-me-ia muito mal se alguém estivesse comigo só porque precisava de alguém à espera em casa. Prefiro tratar das minhas neuras sozinho.

Nunca diz ‘fazer amor’?

O amor não se faz, acontece. Essa expressão é feíssima. Ama-se, faz-se sexo, mesmo que seja com amor. Isso é um preconceito português de achar que foder é só com as putas. Um dos grandes tabus da humanidade continua a ser o sexo. Como é possível viver os dias de hoje sem prazer? O sexo não serve só para procriar! Acho a expressão ‘fazer amor’ muito pouco ‘tesuda’.(…)

Trecho de uma entrevista ao Rogério Samora, publicada na revista Tabu, do jornal Sol, de 27/10/2007.

Achei interessante o que ele disse. Realmente, o amor não se faz, acontece. Depois pode ser enriquecido e fortalecido com outras coisas, mas é algo que “acontece”. Já o sexo faz-se. A expressão “fazer amor” é muito certinha e politicamente correcta. Mentalmente associo-a a sexo essencialmente “ternurento”. :-P É uma expressão “fofa”, querida, doce, segura de utilizar em qualquer contexto. Já “fazer sexo” soa-me estranha, tipo linguagem médica ou científica. Depois há as “relações sexuais”, que é algures entre “fazer amor” e “fazer sexo”. Não faz sentido ser usada para descrever o sexo, ou faz? Porque parece que se refere à relação entre as pessoas envolvidas, querendo dizer que o sexo faz parte dessa relação, ou é aquilo que a define. Mas também pode ser uma relação afectiva, amorosa, fraterna, sei lá. :-P Não gosto muito da expressão, é cerimoniosa. Já “foder” é uma expressão muito mais interessante. Tem uma carga erótica muito forte e só o seu uso já é estimulante. A não ser que seja num contexto em que palavras deste género são ditas a torto e a direito, como adjectivos, verbos, substantivos e até pontuação. A banalidade cansa, e o uso destas expressões para significar insultos leva à descontextualização das mesmas, perdendo o seu sex appeal.

Vi algures que a palavra “foder” vem do “latim vulgar “futére”: ter relações com mulher”. Desconheço a razão por que tal palavra é usada para insultar. Se toda a gente gosta de sexo, porque é que é insultuoso dizer a alguém “vai-te foder” ou é mau sinal quando alguém diz “estou fodido”? Será que a opressão e desconsideração das mulheres pelos homens é que levou a que este tipo de expressões signifique, basicamente, que quem fode é o maior, está no topo da hierarquia, no controlo da situação, e que quem é fodido é lixado, humilhado?

Enfim, deambulações semânticas domingueiras. :-P

P.S.: Achei piada a esta adulteração de um ditado popular: “Deitar cedo e cedo erguer, só se for para foder.” lol Sou forçada a concordar.

O início

A minha primeira bicicleta também era amarela:

Me trying out my first and brand new bike!

:-) Eu tinha praí uns 5 anos, e a minha irmã uns 2. Estava a dar uma volta inaugural na minha rua, e a miúda queria empurrar. :-P Aqui ainda tinha as rodinhas, mas detestava aquilo e fui logo pedir para as tirarem. Depois disso caí logo na primeira curva (do prédio, recta, a 90º) mas depois never more. Olhando hoje para o quintal onde comecei a andar vejo que aquilo era minúsculo, mas na altura parecia-me ser muito espaço para andar. E não cresci muito, tenho 1.55 m. :-P

Reviver o passado (with a twist)

O meu primeiro triciclo:

My first trike

O segundo:

KMXing banana

23 anos de separação. :-)

A Opel e os passarinhos

E eles a darem-lhe no “lava mais verde”…

Opel e os passarinhosOpel e o ar

Syphilis Girl

Sorry, couldn’t resist… :-P

Doesn’t this strike you as… weird?

Publicidade a carros... nos autocarros...

Um anúncio publicitário na traseira de um autocarro de transporte público de passageiros, a um carro, e com o slogan “Ultrapasse em grande estilo (…)“.

Hmmm…

Shopping ride

Primeiro, preparo-me a mim e à bicicleta (nestas andanças levo a B’twin, a Mobiky é para outro tipo de necessidades):

Preparing to leave

Desta vez, por acaso, levei capacete, mas é raro. Os acessórios indispensáveis são os clips para prender as calças, as luvas (estas são de Verão), e os óculos (como estava quase de noite, levei as lentes “brancas”). O capacete à noite e com tempo fresco ou até frio não me incomoda, pode até poupar a mioleira do vento frio, mas durante o dia, no Verão, detesto usá-lo.

Os acessórios indispensáveis

Depois de me certificar que tenho tudo (sacos de compras, cadeados, mala, luzes e os tais acessórios, saio de casa…

Leaving the house

e faço-me à estrada.

Riding away

São poucos quilómetros até ao supermercado, talvez uns 4 km, e para lá vai-se bastante bem, quase sempre a descer. Para cá é pior, mais tempo em subidas, e com a bicicleta carregada. ;-)

Chegada ao Polisuper, prendo a bicicleta ao poste do sinal de trânsito mais próximo da porta:

Chegada ao local, resta prender a bicicleta ao único sítio possível

Faço as minhas comprinhas e volto para a bicicleta:

Colocar as compras nos alforges

Desta vez estreei um saco de compras reutilizável, “heavy duty“, que comprei na Intercasa (more on this on another post), mas tenho que afinar a estratégia para o usar com a bike. Adiante. Após um anormalmente longo e complicado (devido à inovação com o tal saco) período de organização e arrumação das compras nos dois alforges (estava a ver que não cabia tudo, mas isto já é costume, “esqueço-me” que o porta-bagagens é mais limitado que no carro), lá consegui pôr tudo lá dentro. Ficaram cheios até não dar mais, e pesados, claro.

PolisuperAll set and ready to rideAll set and ready to ride - fully packed

E faço-me à estrada de novo, a caminho de casa, que a minha mãe estava à espera dos bifes para fazer para o jantar. ;-)

Somewhere along the trip back home

Cheguei a casa sã e salva, in one piece, bem como a mercadoria toda.

Back home, safe and soundBack home, safe and sound

Só há relativamente pouco tempo corrigi a enorme falha que era andar sem luzes. Só tinha a luz vermelha atrás que veio com a bicicleta, e os reflectores dos pedais e das rodas. Depois comprei uma luz de sinalização que pus à frente e uso a piscar, e uma lâmpada para iluminar o caminho. Entretanto mudei os pneus para uns mais “urbanos” que têm um rebordo lateral reflector. Os alforges também têm cenas reflectoras. Já estou melhor. :-)

Depois destas pedaladas é importante fazer um alongamento.

Os alongmentos pós-pedaladas

Agora, a análise da viagem, em termos de transporte de carga:

Compras do dia, brought home by bike

Fui buscar uma balança para ver o peso da mercadoria que transportei desta vez:

Compras do dia, brought home by bikeCompras do dia, brought home by bike

Ora bem, são cerca de 11 kg (e falta a carne que a minha mãe levou logo):

11 kg de compras, by bike

Deu para trazer isto tudo (mais a tal carne):

Compras do dia, brought home by bike

Nada mau, embora por vezes desse jeito um pouquinho mais de capacidade de carga (me aguardem, estou a tratar disso, eheheh!).

E pronto, volto a pôr o veículo na “garagem” (a.k.a. hall de entrada):

Nada como levar "o carro" para o hall, mesmo dentro de casa...

Em termos de upgrades, recentemente comprei um computador de bicicleta todo xpto, porque queria um que me mostrasse a cadência de pedalagem. :-P Sou geek, eu sei. O outro, mais simples, passei-o para a Mobiky. Sinceramente gosto mais deste do que o outro mais sofisticado, era mais intuitivo e simples. Enfim, não se pode ter tudo. Comprei ainda um outro kickstand, porque o que escolhi inicialmente na altura em que comprei a bicicleta não se aguenta com ela carregada. Agora tenho 2, que é por causa das tosses. Outra cena útil foi um espelho retrovisor, que dá imenso jeito (este já é o segundo, o primeiro partiu-se numa vez em que o meu irmão levou a bicicleta a um sítio qualquer e passou demasiado perto de uma pessoa…). Outra coisa foram umas pastilhas de travão. A ideia era comprar umas que me poupassem disto:

Borracha dos travões na roupa (2)Borracha dos travões na roupa (1)

Ficar com a roupa e os sapatos assim cada vez que pegava na bicicleta e ia a algum lado era chato, especialmente se vamos ter com alguém ou coisa do género. E então comprei umas pastilhas mais caras e aparentemente xpto com 3 zonas diferentes com cores diferentes e blá blá blá.

Pastilhas de travões xpto

Resultado: não voltei a ter o problema das calças salpicadas de pintas pretas, mas passei a ter um aviso sonoro integrado de cada vez que usava o travão da frente (aquele que mudei), tal chiadeira é algo que me lembra a minha dolescência e a minha BMX Turbo. :-D É a tal coisa, não se pode ter tudo, não há coisas perfeitas para todas as situações… :-P

Ah, no que toca às soluções de transporte de carga, já passei por 3 estádios:

1 - Os sacos de plástico cheios de compras, pendurados de ambos os lados do guiador. Not very safe, mas foi assim que usei a bike para ir à mercearia e afins durante muitos anos enquanto criança e adolescente. I didn’t know better at the time.

2 - A grelha de bagagem com um cesto de metal em cima. É prático de usar, tira-se o cesto e usa-se em vez dos da loja, e depois é só encaixar de novo na bicicleta. Mas tem uma desvantagem grande, os sacos e as coisas dentro deles podem saltar se não prender tudo muito bem, e tornam a bicicleta extremamente instável, pois deslocam o centro de gravidade muito para cima.

Bicicleta estacionada frente ao PolisuperTrying to take a picture of myself, while riding

3 - A grelha de bagagem com os alforges. Dá muito jeito para levar tudo e qualquer coisa, fecham-se e não se vê para o interior. Mantêm o centro de gravidade mais baixo, o que oferece mais estabilidade e manouvreability do que a opção do cesto em cima. É este o sistema que uso actualmente, mas ainda não é perfeito (is anything perfect, anyway?). Às vezes sinto a bicicleta a oscilar um bocado. Primeiro não percebia de onde vinha aquilo. A minha sensação é que tinha uma roda empenada, prestes a saltar, sei lá. Depois pensei melhor e acho que o problema é do design da grelha de bagagem + alforges:

Sistema grelha de bagagem + alforges da Decathlon

Acho que a grelha forma um triângulo de lado que fecha muito cedo, em cima. Deste modo, os alforges estão apoiados apenas sobre um tubo, presos com um fecho velcro, e acabam por oscilar ao longo da direcção da bicicleta, para trás e para a frente (enquanto que no caso do cesto a tendência de oscilação, da força, era transversal à bicicleta, para a direita e para a esquerda).

Enfim, live and learn (or try stuff out and learn). ;-)