Monthly Archive for Fevereiro, 2007

Coisas estranhas

É costume reparar em sapatos perdidos em sítios inusitados, principalmente na beira das estradas (às vezes também roupa, bonés,…). Agora também já vi um par completo, abandonado “arrumado”. :-P

Alguém abandonou as botas

Na 6ªf fomos a Lisboa tratar de uns recados (por isso é que deu bem para participarmos na MC). No IMOPPI reparámos que havia uma maquineta nas escadas para levar as pessoas em cadeiras de rodas para o piso de cima, mas curiosamente a entrada daquele serviço não tinha nenhuma rampa. Um paradoxo um bocado estranho (ou até estúpido…). Entrámos com as bicicletas e o segurança não levantou problemas, só pediu para as colocarmos num recanto para não atrapalhar ninguém. :-) O IMOPPI parece ser Mobiky-friendly (embora não seja muito people-friendly no que concerne a tempos de espera…). Já agora, outros sítios Mobiky-friendly têm sido: o Metro de Lisboa, a Bertrand do Chiado e a do CC Vasco da Gama, o próprio CC Vasco da Gama, a FNAC do Chiado e o respectivo centro comercial onde está inserida, a CP na linha de Cascais, o restaurante Status e a FIL, ambos no Parque das Nações, a Biblioteca Municipal de Oeiras, a FCUL, a Telepizza de Cascais (junto ao início da ciclovia do Guincho). Estes são aqueles de que me estou a lembrar agora. Depois vou fazendo updates. :-P

Bom, enquanto estava à espera do Bruno, no átrio de um prédio que dá para a Praça de Touros do Campo Pequeno,

Trânsito

… reparei nas placas junto às campainhas. Era tudo de empresas (de construção civil, de informática, de plásticos, de advogados, eu sei lá…), acho que ninguém mora ali mas aquilo parecia um prédio de habitação… Não é esquisito? À noite não há gente a habitar o centro da cidade… Creepy…

A nossa segunda Massa Crítica

Depois da estreia em Junho de 2006, este mês participámos pela segunda vez numa Bicicletada. A primeira vez foi no Verão, com a B’Twin 7, de dia. Desta vez foi no Inverno (mas com bom tempo), de noite e com a Mobiky (sim, é perfeitamente possível “fazer” a Massa Crítica de Mobiky, aliás, foi um excelente teste e ela ficou aprovadíssima). Correu muito smoothly. :-)

Massa Crítica de Fevereiro em LisboaMassa Crítica de Fevereiro em LisboaMassa Crítica de Fevereiro em LisboaMassa Crítica de Fevereiro em Lisboa

Desta vez o passeio acabou num largo na Graça, com vista sobre Lisboa:

Massa Crítica de Fevereiro em Lisboa

[Onde paguei 1 € por uma garrafa de água de 33 cl num quiosque chupista, glup!]

Heterocromia central da íris: parece que é de família

Lembram-se de, há tempos, eu ter falado da Heterocromia da Íris? Depois de me terem tirado umas fotos aos olhos reparei que tinham duas cores. Na última vez que fui à terra natal paterna aproveitei para inspeccionar os olhos de mais uns quantos parentes. Até agora só a minha irmã é que não tem heterocromia central, de resto, eu, o meu irmão, a minha prima, o meu avô e a minha avó, e a minha tia, todos têm. Dos meus pais ainda não tenho fotos mas já vi que têm também. Falta a família lá de baixo do Algarve. Numa próxima visita a ver se os fotografo. Vou fazer uma árvore genealógica com estas imagens, eheheh! Ficava giro. ;-)

O Bruno, a minha mana, e o E. não parecem ter isto, são “homocrómicos” (?).

Bruno: azulinho ;-)Mana: só castanhoE.: azul com ligeiro halo mais claro?

Eu:

Eu: verde e castanho

A avó:

Avó: cinzento/azul e castanho

O avô:

Avô: cinzento/azul e castanho

A tia:

Tia: azul e castanho

O mano:

Mano: verde e castanho

A prima:

Prima: verde e castanho

Mas há outras variantes de heterocromia da íris além da central, nomeadamente a sectorial (exemplos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e depois há as pessoas que têm um olho de cada côr (exemplo lindo aqui). Acho isto mesmo mesmo muito fixe. :-)

[UPDATE de 26/02/2007: Criei um grupo no Flickr: "Heterochromia"!]

Por detrás das máscaras de maquilhagem, iluminação e laca

Para uma injecção de sensação de normalidade, clicar nestas fotos. ;-)

Obras em Cascais

No Domingo ao final da tarde estivémos em Cascais, na zona da Marina e no princípio da ciclovia. Mas deparámo-nos com umas alterações estranhas… As fotos têm notas e descrições no Flickr.

Frente ao Centro Cultural de Cascais, antes e agora:

Lousy bike rack at Centro Cultural de CascaisFrente ao Centro Cultural de Cascais

Troço entre o Centro Cultural e a marina de Cascais, agora cortado ao trânsito (de carros, bicicletas e peões), em obras de monta (o antes e o agora):

Obras não sei do quê (não havia placa deste lado)Como é bom ver a vida a passar parados dentro de um carro

Deste lado, pelo menos, não vimos placa nenhuma a explicar o que eram aquelas obras.

Do lado de lá das obras, frente à entrada para a marina e no (ex-)início da ciclovia, antes:

"Início de ciclovia" (?!)Quem tem carro é dono do espaço "público"Comodismo 10 : Civismo 0

Passeio pedonal de ambos os lados da estrada, faixa de ciclovia e uma faixa para os carros (sentido único).

E agora:

Ex-troço inicial da ciclovia de CascaisEx-troço inicial da ciclovia de CascaisCarros estacionados no passeioTroço da via pública que sofreu alteraçõesEmpedrado

Dois passeios ocupados por carros na mesma, dois sentidos de trânsito, um deles graças à supressão do troço inicial da ciclovia. Isto percebe-se, porque por causa do corte ao trânsito devido às obras os carros têm que voltar a sair da marina por ali. O que eu não percebo é o empedrado sobre o alcatrão! Talvez tenha sido para nivelar a ex-ciclovia com a outra faixa?… Mas o empedrado é tão mau… E além disso anularam o desnível do passeio, tornando ainda mais fácil o pessoal estacionar os carros em cima do passeio (e lá vão os peões circular pelo empedrado…

Foi a primeira vez que passeámos pela marina e achámos tudo muito “morto” Só lojas fechadas ou sem nada. Será da sazonalidade ou das obras que roubam fluxo de pessoas?… E que raio estarão a fazer naquele buraco enorme que escavaram no sítio onde era a estrada? Bolas, pá, que curiosidade. :-P Vou Googlar a ver se descubro alguma coisa… ;-)

UPDATE: A explicação aqui. Ainda vai ficar assim até Julho, estão a construir um parque de estacionamento de 560 (!?!) lugares…

Descobrindo o Flickr

O Bruno enviou-me isto. Não é um doce? :-D



My son discovered Flickr today on Vimeo

Com apenas dois aninhos, hein! Já a ficar fascinado com o “fick leeeer”! lol So cuteeeee! :-)

HBO ‘Friends of God’ Documentary

Esta gente é mesmo lunática. E os putos são muito… aborventes. Estão a criar gerações de gente que se rege por dogmas, despreza a ciência e os cientistas e todos os que não se limitam a acreditar cegamente no que uns tipos dizem que Deus disse. Além disso estão a moldar gente para ser ignorante, burrinha e cega. Vejam aquela mãe (minuto 1:45), acha que é melhor ensinar os filhos o criacionismo porque “é mais fácil” e “faz mais sentido para ela”. Não houve referência se também ensina aos filhos que a Terra é o centro do Universo e que o Sol gira em torno da Terra porque realmente é muito mais fácil de compreender o que vemos assim… Duh!

54 milhões de americanos não “acreditam” na Evolução… Ok, até podiam ter muitas dúvidas e alegar falta de provas, mas ao preferirem acreditar no criacionismo perdem toda a credibilidade intelectual que de que poderiam beneficiar à partida.

Caça aos farsantes na web

Via Times Online, no Reino Unido a partir de 31 de Dez de 2007, os estabelecimentos comerciais (hotéis, restaurantes, lojas online, etc) e demais empresas que publiquem online generosas reviews deles próprios (ou criando mesmo websites inteiros) sob falsas identidades (fingindo serem clientes) poderão ser identificados e expostos ou até mesmo processados criminalmente. Isto será resultado de uma directiva europeia que proíbe os comerciantes de “falsamente se representarem a si próprios como um consumidor”. Isto aplicar-se-á igualmente a autores que elogiem os seus próprios livros sob uma falsa identidade em sites como a Amazon. (…)

A mudança faz parte de uma revisão a nível europeu das leis de protecção do consumidor. Irá obrigar as empresas a não induzirem em erro os consumidores e irá também banir práticas comerciais agressivas tais como a venda porta-a-porta, saldos por liquidações fictícias e usar as crianças para pressionar os pais a comprar produtos.

São boas notícias! :-) Só gostava de saber se a lei também acautelou o reverso da moeda naquilo das reviews falsas (inventadas) ou feitas sob identidades falsas ou que não explicitem os interesses do autor (se eu fizer uma review de um produto que eu uso mas que também vendo tenho que indicar esse facto!), ou seja, esse mesmo tipo de review mas feita para denegrir a concorrência ou os seus produtos. Na minha opinião as duas coisas têm que ser previstas e legisladas pois estão intimamente interligadas.

Claro que isto pode tornar-se um bocado perverso. Antes de sermos empresários somos também consumidores. Teremos que estar sempre de sobreaviso de cada vez que comentamos um blog, uma notícia, ou que postamos no nosso blog pessoal, porque podemos estar a falar de experiências e opiniões nossas individuais que possam ser interpretadas como uma tentativa de bajular produtos que também vendemos (além de os usarmos como consumidores) ou de denegrir produtos vendidos por terceiros ou serviços e trabalhos feitos também por terceiros. Ou teremos que passar a assinar todos os nossos comentários e posts com uma assinatura com um disclaimer tipo “Atenção, eu sou fulano tal, trabalho na empresa tal, e tenho interesses nos negócios tal e tal”. G’anda seca. :-P Era tudo tão mais fácil se fôssemos todos honestos e de boa índole. :-P

Violência doméstica

Ontem cerca das 01h30 da manhã ouvi um carro a passar aqui pela rua, travar e dar meia-volta. Depois comeceu a ouvir pessoas. Alguns minutos depois apercebi-me que era uma discussão. Fui espreitar à janela o que se passava. Um carro tinha estacionado mesmo aqui ao pé, e vi um rapaz a tentar puxar alguém à força para fora do carro. Pensei que era uma rixa qualquer entre amigos, conhecidos, dealers, sei lá. Já estava a pensar chamar a polícia. Já estou habituada. Tenho-o feito imensas vezes (para a polícia e para os bombeiros) para reportar incêndios (muitos de fogo-posto) aqui por trás em terrenos com barracas e nos campos (alguns bastante grandes!), acidentes rodoviários e rixas decorrentes, carros roubados e abandonados aqui mesmo à nossa porta (putos que os roubam para vir pra casa e depois os deixam um bocado mais longe e vão o resto a pé aqui para o Bairro Social ao pé). Houve uma vez um gajo bêbedo que quase ia entrando com o carro dentro do nosso quintal em manobras e mais manobras. Durante uns tempos havia bandos de miúdos do Bairro que nos azucrinavam o juízo cada vez que passavam por aqui, roubando fruta (mesmo verde, estragando-a), atirando essa mesma fruta e caroços às janelas, atirando pedras, etc, etc. Felizmente essa fase já passou e tudo está mais calmo, civilizado, normal. :-) Mas foram tempos angustiantes…

Adiante, apercebi-me que era um casal, o rapaz puxou a rapariga pra fora do carro e começaram à porrada, ela partia pra cima dele aos socos e estaladas mas ele também não se limitava apenas a defender-se. Estava mesmo pra ir chamar a polícia. Depois pararam, ele abraçava-a tipo para a segurar e acalmar. Andaram ali a rebolar um pouco pelo carro e chão, mas lá amainaram. Acabei por não chamar a polícia. Depois fiquei a pensar se não o deveria ter feito de qualquer forma…

Foi a segunda vez a que assisti a uma cena destas. A primeira foi mais violenta, uma rapariga histérica e fora-de-controlo a gritar e a chorar e a bater num rapaz, até atirava pedras da calçada ao gajo! À segunda ou terceira vez ele deixou a pose de ouvir e calar e simplesmente aparar os golpes e deu-lhe uns sopapos. A rapariga estava acompanhada por uma ou duas amigas. O rapaz não me lembro. Fiquei chocada com aquilo e a pensar o que terá o rapaz feito para ela reagir assim… O mesmo com o casal de ontem. Este era um rapaz branco e uma rapariga preta, no outro casal eram ambos pretos. Pré-conceitos à parte, pelos locais onde isto aconteceu e dada a sócio-geografia desta zona, e uma vez que foram os únicos casos que testemunhei, será uma questão cultural, será uma questão sócio-económica? Há violência doméstica em todos os estratos sociais, a diferença é que quanto mais altos mais discretos.

Fiquei novamente a pensar, como é que há pessoas que se relacionam assim?!
Como é que casais que supostamente se amam andam à porrada? Pior, como é que algo acontece que despolete uma reacção e uma discussão/briga deste calibre e depois acabam abraçando-se?! Será esta a cultura conjugal destas pessoas? Será que estas relações continuam assim? Será que as crianças destes casais presenciarão e sentirão estas agressões entre pai e mãe?

Não consigo conceber um relacionamento em que haja espaço para cenas e atitudes destas. Só posso sentir pena destas pessoas por nunca saberem se o próximo gesto do(a) companheiro(a) será de carinho ou de agressão… :-(

Tremor de terra

Não sentiram? Foi há cerca de 1h… Creepy. Já é o segundo ou terceiro de que me consigo aperceber. É sempre uma sensação estranha. Este foi mais forte. Faz-nos lembrar que a Terra está cá, embora muitas vezes possamos ignorá-la ou esquecermo-nos da sua presença e, principalmente, da sua imensa actividade. Ela tem o poder de destruir completamente o nosso mundo em menos de 1 minuto. Somos mesmo frágeis…

Se isto fosse a América o Reverendo Pat Robertson ou lá como se chama aquele lunático, diria que é um sinal de Deus, a preparar um castigo pela vitória do SIM ontem. ;-P

[UPDATE: A notícia a confirmar que não sou maluca, aqui. ;-) ]

The majority of those who actually give a fuck said YES.

Estou feliz. Sinto-me mais segura como mulher no meu país. Sinto-me mais respeitada, sinto maior reconhecimento pela minha dignidade, autodeterminação, inteligência, capacidade de discernimento e ética. E sinto maior responsabilidade colectiva pelas crianças e pela infância. Uma lei que respeita e protege as mulheres é uma lei que respeita e protege as crianças. Vale a pena relembrar o post no blog Bitch PhD do qual citei um trecho há tempos.

Por mim só posso agradecer a todos aqueles que tiveram coragem de assumir e defender publicamente a sua opção política e ética pelo SIM, e a todos quantos puderam e quiseram fazer a opção de suspender temporariamente outras prioridades e projectos das suas vidas para poder trabalhar e dar a cara por uma causa tão importante. MUITO OBRIGADA! Portugal será um país um pouco mais livre, justo e digno depois de hoje (pelo menos desde que o carácter não-vinculativo do resultado não dê azo a “golpes” posteriores…).

Eu fiz apenas o mínimo dos mínimos: levantei-me e fui votar.

ref2007_bvoto_specimen_v0.jpg

Ao olhar para os resultados não posso deixar de me sentir um bocado decepcionada ao ver que dos cerca de 8.83 milhões de eleitores inscritos só 3.85 milhões (43.6 %) foram votar. Por isso, na verdade havia uma terceira opção no Referendo além do SIM, com 2.24 milhões de votos (59.25 %) e do NÃO, com 1.54 milhões de votos (40.75 %), a do QUERO-LÁ-SABER! Excepção àqueles que quiseram mas não puderam ir votar por circunstancialismos vários “significativos” (other than “oh, looks like it’s raining”).

Assim, fico triste de constatar mais uma vez que a maioria da população não tem nada pra dizer, abdica do seu direito a participar nos destinos do seu país e da sua própria vida, e subtrai-se do seu dever cívico nessa mesma participação. Por outro lado, fico satisfeita por saber que aqueles ~44 % de portugueses (3.85 dos ~10 milhões “registados”) que até se dão ao trabalho de cumprir os seus deveres e usufruir dos seus direitos o fazem assim, em direcção a um mundo mais “claro” e afastando-se das trevas da Idade Média e da Igreja.

Fiquei contente com os resultados de Lisboa, dos seus Concelhos e particularmente de Porto Salvo, com ~76 % de votos pelo SIM. :-)

O cofre de sementes do Apocalipse

Via Treehugger:

seeds.jpg

No próximo ano estará concluído o cofre subterrâneo a ser construído pelo governo norueguês para guardar amostras de sementes de todo o mundo. Armazenará 3 milhões de sementes que estão sendo preservadas para continuar a diversidade agrícola do mundo. O cofre será construído 120 metros dentro de um lado de uma montanha gelada na remota ilha norueguesa de Spitsbergen, perto do Pólo Norte. O local foi escolhido porque está sempre entre -4 e -6ºC, sendo que haverá unidades de refrigeração para baixar a temperatura para -18ºC, pelo que se estas unidades falharem as sementes não germinarão. Os arquitectos acautelaram também a subida do nível do mar – a entrada está 130 metros acima do nível actual, por isso mesmo que a camada de gelo da Gronelândia colapse, não há ameaça. Nem mesmo se houver uma fusão total da Antárctica (assustador!). A entrada do cofre tem uma forma triangular com painéis reflectores para captar o sol da meia-noite do Verão. No Inverno emitirá um brilho discreto de modo que conseguiremos percebê-lo na paisagem. Além disso, o túnel forrado a cimento até ao par de cofres no núcleo, terá uma série de portas reforçadas. Não existirão janelas e haverá video-vigilância permanente.

A preparação para o holocausto bélico, ambiental, social… Lembram-se do filme “Impacto Profundo“?

Uma casa geodésica

Aha! Aqui está, uma metáfora dos portugueses (ou de Portugal) no dia-a-dia normal:

kimidori.jpg

A viver dentro de uma bola de futebol. :-P Com a diferença de que a nossa não flutua (e mete água) e não é à prova de terramotos. :-P

[Via]

What would Jesus…?

Conhecem o “What would Jesus do?“? Agora também há o “What would Jesus drive?“… :-P

Prova de procriação necessária para validar um casamento

Tradução:

A “Aliança de Defesa do Casamento de Washington” (Washington Defense of Marriage Alliance procura defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo naquele estado dos EUA desafiando a decisão do Supremo Tribunal no caso Andersen v. King. Esta decisão, tomada em Julho de 2006, declarou que um “interesse estadual legítimo” permite à Legislatura limitar o casamento aos casais capazes de ter e criar filhos juntos. Por causa deste “interesse estadual legítimo”, é admissível negar o direito ao casamento legal aos casais do mesmo sexo.

A forma como estamos a desafiar a decisão daquele caso é invulgar: usando a iniciativa, estamos a trabalhar para pôr a decisão do Tribunal na Lei. Faremos isto através de 3 iniciativas: 1) fazer da procriação um requisito para o casamento legal, 2) proibir o divórcio ou separação legal quando há crianças, 3) tornar o acto de ter filhos juntos o equivalente legal a uma cerimónia de casamento.

Absurdo? Muito. Mas há uma base racional para este absurdo. Através destas iniciativas esperamos incitar a discussão sobre as muitas assunções equívocas que formam a decisão do caso Andersen. Fazendo aprovar as iniciativas, esperamos que o Supremo Tribunal as ataque como inconstitucionais e assim enfraqueça a decisão de Andersen. E no mínimo, será muito divertido ver os sociais conservadores que sempre berraram que o casamento existe para o único propósito da procriação serem forçados a engasgarem-se na sua própria retórica.

Iniciativa 957

Se aprovada pelos eleitores de Washington, a Iniciativa da Defesa do Casamento iria:

* acrescentar a frase “que são capazes de ter filhos um com o outro” à definição legal de casamento;

* requerer que os casais casados em Washington apresentem prova de procriação dentro de 3 anos após a data de casamento sob pena de ter este automaticamente anulado;

* requerer que os casais casados fora do Estado apresentem prova de procriação até 3 anos após a data de casamento sob pena de ter este classificado como “não-reconhecido”;

* estabelecer um processo para apresentação de prova de procriação; e

* tornar crime pessoas num casamento não-reconhecido receberem regalias de casadas.

Lindo! :-D

[Via BoingBoing]