Foi o que gastei este mês no carro (de 1997), na revisão dos 165 000 km, no seguro, na IPO e na oficina, após não ter passado na IPO. Agora ainda faltam mais uns 5-10 € para repetir a IPO… Mais uns 250 € desde o início do ano, em gasóleo, portagens e estacionamento.
Assumindo que até ao fim do ano ainda gasto pelo menos mais 250 €, terão ido 1900 € para o carro, em 2007… Isto para um carro que já está pago, não tenho já o peso das prestações.
Imagine-se alguém que ganhe 625 € mensais. O carro sorverá pelo menos 3 ordenados anuais!!
Talvez alguém que ganhe 625 € / mês não tenha carro, sob pena de mais de 20 % do seu rendimento anual ir para o carro…? E a alimentação, saúde, lazer, formação e desenvolvimento pessoal, férias,… filhos?…
«Women work 2/3 of the world’s working hours, yet receive only about ten percent of the world’s income. This is because women are responsible for most of the world’s unpaid labour, which often goes unrecognized – like childcare, cooking and cleaning.»
Têm notado a crescente “ecologicação” dos automóveis nos anúncios televisivos e na imprensa?
Vender-nos um automóvel (mesmo com a crescente reciclabilidade dos materiais, e melhores eficiências de combustível e de controlo de emissões poluentes) como sendo “amigo do ambiente” e “ecológico” é, no mínimo, gozar com a nossa cara. O motor de combustão interna e os carros de 5 lugares por default são conceitos obsoletos e sem sustentabilidade a nível social, ambiental e económico.
Criei um set no Flickr só para colocar as pérolas deste género que for encontrando e documentando…
Quem tiver exemplos e os quiser partilhar, pode enviar-mos que eu ponho online. Ou então uploadá-los para as suas próprias contas, quem sabe criamos um grupo para reunir todas as imagens recolhidas?
Agora que já pude ler o Expresso das duas últimas semanas, encontrei mais dados e notícias sobre o incidente de Silves com o Verde Eufémia.
Já debati um bocado isto no Fórum da FCT e não tenho pachorra de o repetir nem desenvolver aqui também. Mas achei uma coisa curiosa neste artigo do Expresso:
Então, aqueles tipos conseguiram cortar quase 1 hectare de milho (isso é 1 campo de futebol, certo? em menos de 15 minutos? Fogo! O agricultor devia mas é contratá-los.
Li a entrevista que o novo vereador do Urbanismo da CM Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado, deu ao Expresso de dia 18 ou 25, mas quando li esta pequena nota na foto, perdi a esperança que tinha na recuperação da cidade e na procura de um novo paradigma de urbanismo em Lisboa…
Pelos vistos isto significa que se poderá construir na frente ribeirinha, a toda a extensão, desde que os edifícios sejam posicionados na perpendicular ao rio… Que importa que nunca mais sejamos capazes de apreciar a vista do rio para montante e jusante, desde que consigamos vislumbrá-lo pelo meio do betão, dos prédios (hotéis, escritórios, condomínios, etc), virados de frente para ele? Serei só eu a deduzir que esta frase se traduz numa licença para urbanizar a margem norte do Tejo?… Se a APL has its way, é o que acontecerá, sem dúvida…
Será que alguma vez o meu país será tão bom nas coisas básicas, que me poderei dar ao luxo de não pensar nisso? De nem pensar duas vezes, de “take it for granted“?…
Noutra notícia mais antiga, e relativamente ao Algarve e à moda dos resorts e da PINização de tudo o que seja grande e para ricos:
Aqui é dito que, no Algarve, só existe 1 % de faixa livre de construção nos primeiros 500 metros desde o mar… Isto é um crime (económico, ambiental, social) e uma dor de observar de perto…
Eu até me dava ao trabalho de rebater o que ele diz, mas trata-se de uma pessoa inteligente, se não vê é porque não quer. Basta ver o que tem acontecido noutros locais do mundo, ler os estudos, search the web a bit.
Desde que as coisas sejam bem feitas, a restrição ao automóvel e o incentivo a outros meios de locomoção (TP, bicicleta,…) só pode ser positivo. Como está (ou pior, que é a tendência visível) é que não pode continuar…
Além disso, se nunca se fizer nada porque há muito por fazer, faltará sempre fazer tudo.
Estou sozinha em casa e no escritório and I love it. A casa está um sossego, não há barulho, não há movimento. Quando saio de bicicleta para ir ao supermercado, aos Correios, ao parque, e a qualquer outro dos meus errands, é tudo tranquilo, quase deserto. Muitas lojas fechadas, há uma paz na rua… Que melhor sítio para passar o mês de Agosto do que right here? Só de pensar na confusão e caos que devem estar o Algarve e toda a costa… Talvez isto seja um sinal de que conseguiria e gostaria de viver “no campo”, algo que me atrai mas assusta, devido à falta de novidade. A questão não é estar onde tudo acontece, é ter acesso a esse local. Se eu viver num monte onde para chegar a algum sítio onde aconteça algo (new people, cultura, eventos, novidades, movimento) tenha que ir de carro e conduzir durante 2h, não dá, ficaria louca. Mas se em menos de uma hora posso passar da paz ao bulício, works for me. O meu objectivo agora é encontrar um sítio para viver onde dê para fazer os daily errands by bike, ir para o trabalho de bicicleta facilmente (directamente ou conjugando com transportes públicos), haja uma casa eco-friendly e a um preço acessível, não muito distante da costa (ter acesso ao mar é vital, psicologicamente), com muito verde e boas pessoas. Devia ser fácil, não é?…
Enfim… Hoje acaba-se o sossego, os 3 elementos da família que estavam fora regressam. De volta à casa com 5 pessoas, 2 cães e 1 gata (grávida, again…)…
Ontem apanhei a entrevista do Mário Crespo ao Gualter Baptista, na Sic Notícias, no Jornal das 9. O jornalista não conseguiu disfarçar a sua parcialidade no tema, permanentemente interrompendo o entrevistado, não evitando risos e até gargalhadas trocistas, e demonstrando uma notável falta de preparação da entrevista, limitando-se a imprimir os primeiros resultados da pesquisa por “Gualter Baptista” e “Gaia” no Google, provavelmente. Foi muito pouco racional e rigoroso. Sim, reconheço que há coisas estranhas nesta situação do Verde Eufémia, do Gaia, e do Gualter, mas a única que é mais difícil de explicar e compreender é o porquê da ligação do Gualter ao Verde Eufémia - como porta-voz indicado - quando supostamente ele não pertence ao grupo nem participou na acção…
Mas estando por dentro do tema - transgénicos, Gaia,… fiquei mesmo mal impressionada com o Mário Crespo. Fiquei a pensar, epá, será que nos outros casos, outras entrevistas, isto também acontece e eu é que não me apercebo porque sei tanto ou menos que ele?… Se bem que não me lembro de alguma vez o ver numa entrevista a comportar-se como nesta, parecia que estava ali a gozar e a subestimar o Gualter, como se fosse “um puto” e não merecesse credibilidade.
Enfim, que novela…
UPDATE (2 Set 07): O vídeo no Sapo:
Tinha perdido os primeiros 4 minutos. Esta história está um bocado confusa, embora mantenha a opinião sobre o absolutamente inenarrável trabalho do Mário Crespo…
Epá, há castigos mesmo desumanos… Até parece que ele matou alguém.
«Pirata «condenado» a usar Windows
Um americano que cumpriu pena de prisão por ter disponibilizado online um episódio da saga Star Wars antes da sua estreia nos cinemas terá agora que abandonar Linux e recorrer ao Windows se quiser usar o computador.
Scott McCausland, um antigo administrador de um servidor de torrents (ficheiros muito usados para pirataria na Internet), esteve preso cinco meses e cumpre agora outros tantos de prisão domiciliária.
A questão é que, durante este período, as autoridades vão monitorizar a actividade do seu computador pessoal. Mas a aplicação usada nestes casos pela justiça americana só pode ser instalada em Windows e McCausland é um utilizador de Linux.
McCausland já anunciou que vai contestar a medida, até porque o Windows tem que ser comprado e ele está desempregado (e, segundo diz, com poucas perspectivas de emprego devido à condenação).
O antigo pirata está, contudo, a recolher no seu site donativos para comprar o Windows XP ou Vista.»
Cool! Quantos menos títulos de transporte e afins, melhor.
«Aos domingos em Lisboa
Bilhete combinado junta Carris, Metro e estacionamento
A partir de Setembro, vai passar a existir um bilhete combinado entre a Carris, o Metropolitano de Lisboa e os sete parques de estacionamento que estão localizados perto do Terreiro do Paço, em Lisboa. Esta iniciativa está inserida no âmbito do programa “Aos domingos o Terreiro do Paço é das pessoas”, que está a ser desenvolvido pela Câmara Municipal, e que pretende dinamizar toda a zona da Praça do Comércio e Baixa pombalina, fomentando também a utilização dos transportes públicos. O custo do bilhete ainda não está definido, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha referido durante a apresentação desta iniciativa que «será relativamente baixo». Ao estacionar o seu automóvel num dos parques aderentes, os automobilistas poderão utilizar os transportes públicos que circulam na área, bastando para isso mostrar o título combinado. O trânsito no Terreiro do Paço será fechado aos domingos e apenas os autocarros da Carris poderão circular. Os parques de estacionamento associados à iniciativa são os do Martim Moniz, Praça da Figueira, Restauradores, Santa Apolónia, Portas do Sol, Largo Camões, Calçada do Combro e Largo Vitorino Damásio.»
A 2ª edição do Algarve Green Vehicle Challenge realizar-se-á a 22 de Setembro de 2007, terá início em Faro e terminará em Quarteira.
Será uma prova em que participarão veículos movidos a combustíveis alternativos (ex: electricidade, ar comprimido, hidrogénio), a energia solar ou com pilhas de combustível,… A ideia é fazer uma apresentação e demonstração de veículos sem emissões poluentes. Empresas e universidades foram convidadas a apresentar protótipos e a demonstrar o seu funcionamento junto do público.
[De notar que "veículo não poluente" é diferente de "veículo sem emissões poluentes" e de "veículo sem emissões". Um veículo sem emissões é por exemplo a bicicleta. Um veículo sem emissões poluentes é um movido a hidrogénio (liberta água). Um veículo eléctrico não emite nada, mas há poluição associada à energia eléctrica que consome e que foi produzida a montante. Depois, além da poluição associada (ou não) ao funcionamento dos veículos há a poluição e o impacto ambiental associados ao seu fabrico. E, claro, à sua eliminação ou tratamento no fim de vida. E aí também as bicicletas têm um impacto ambiental associado. A diferença é que é muito menor e dilui-se mais rapidamente com a sua utilização, essa sim, emission free.]
O programa do evento é o seguinte:
10h-11h - Verificações técnico-documentais (Largo da Pontinha - Faro) 11h-12h - Prova de Perícia e Regularidade de Faro
Faro – São Lourenço – Almancil – Quarteira
12h30 - Chegada a Quarteira (Praça do Mar)
13h - Almoço Solar em Quarteira 15h - Prova de Perícia e Regularidade de Quarteira
16h30 - Cerimónia de distribuição dos prémios com beberete, em Quarteira
Associado a este “rally” vai decorrer de 19 a 22 de Setembro, em Faro, uma exposição destes veículos, e de produtos e serviços na área das energias renováveis, da mobilidade sustentável, da reciclagem de resíduos e da eficiência energética em edifícios. Estão previstas igualmente palestras que abordam estes mesmos temas.
Telha Sol: prédio de 6 apartamentos - dois T2 e quatro T3 - em Leceia (Oeiras), com jardim e espaços comuns amplos. Os apartamentos, para venda, têm bons acabamentos, cozinha espaçosa e equipada, terraços e varandas convidativos, divisões amplas e desafogadas, com muita luz natural, e têm garagens individuais. Numa zona calma, com vista para o rio e para o campo.
Cenas a Pedal: bicicletas dobráveis, karts a pedal / triciclos reclinados, malas para ciclistas, buzinas, kits para transporte de carga em bicicleta (reboques sem engate), aluguer de karts, batidos a pedal.
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