Archive for July, 2007

Rumar a Sul

Daqui a umas horas vou para Sul, em trabalho, mas aproveitando para visitar a família da costela algarvia, respirar ar puro e tranquilidade no monte da avó, talvez pôr os pés na areia e dar uns mergulhos no mar. :-)

Que saudades de férias no Algarve, férias de mar e sol, que saudades das nossas viagens de Verão, pela Costa Vicentina, do sair sem rumo, acampar, descobrir paisagens novas, arejar, desanuviar.

A minha vida agora está num limbo estúpido e só quero que isto avance para o próximo nível. :-P

Livre circulação ponto e vírgula!

Para ir ao Oeiras Parque, à Biblioteca Municipal e outros locais próximos, costumo apanhar esta estrada, entre a rotunda da Quinta da Fonte e a rotunda da Fonte Luminosa. Isto não é uma rua, é uma estrada. Não tem passeios, nem sequer bermas, há a estrada, a guia e depois logo a valeta. Mesmo assim, é frequente ver pessoas a pé a passarem aqui. Adolescentes, idosos, mulheres com carrinhos de bebé, grupos de pessoas. É o acesso mais rápido e curto ao centro comercial, principalmente, mas só foi contemplada a hipótese de as pessoas o usarem de carro. Mesmo que seja para percorrer uns miseráveis metros. É completamente imbecil. E injusto! É perigoso circular ali sem ser “protegido” dentro de uma lata qualquer. Detesto passar ali de bicicleta, mas faço-o algumas vezes. Este troço é um exemplo da vergonhosa política de mobilidade urbana neste país. Quando vi este texto no 30Dias do mês passado ou lá o que foi, apeteceu-me bater no gajo que escreveu aquilo.

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Rede anti-4×4’s urbanos

A propósito da crescente invasão das cidades portuguesas pelos SUV, uma grande febre nos EUA que pelos vistos também está a pegar cá, descobri uma rede online de organizações contra os veículos 4×4 em meio urbano. França, Bélgica, Finlândia, Espanha, Suiça, Suécia, Reino Unido e EUA são os países representados.

A rede 4×4 procura educar as pessoas acerca dos danos ambientais e sociais causados pelo crescente número de 4×4 urbanos e promover formas sustentáveis de transporte. A rede também faz campanhas por carros no geral mais eficientes do ponto de vista energético, aos níveis europeu e internacional.

Farão lobby por legislação forte para desencorajar 4×4’s e outros veículos poluentes, devoradores de combustível e socialmente inaceitáveis.

We’re Fucked

Gosto dos cartoons do Andy Singer. :-)

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License to be a hypocrite

“Ora ‘bora lá ser objector de consciência aqui no hospital público mas deixar as objecções à porta do meu consultório privado”. Sim, vai ser possível.

Brinquedos adequados ao espectro familiar da sociedade actual

A casa de brincar Detacho é uma casa brinquedo reconfigurável que pode ser separada e transformada em múltiplos lares, para replicar situações tais como o divórcio e a constituição variável de muitas famílias da sociedade moderna. Isto foi um projecto espontâneo do designer Ben Forman, que se lembrou de desenhar brinquedos que incorporassem a questão do divórcio, algo que é transversal na sociedade e, no entanto, é ignorado pelos fabricantes de brinquedos, que reflectem nos seus produtos apenas o estereótipo da família nuclear tradicional.

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Interessante. :-)

Telhados verdes

Já devem ter percebido que, além da mobilidade sustentável (entre outros tópicos), a construção sustentável é outra das minhas grandes paixões. Quem sabe, se não fossem duas professoras do Ensino Básico que, no último momento, me convenceram a desistir da ideia de seguir a área de Artes, no final do 9º ano (o que implicaria mudar de escola), possivelmente teria acabado mesmo por seguir arquitectura. Mas na altura estava muito indecisa entre esta perspectiva e a área de ciências. Acabei por ficar em Talaíde, na ESAR, e acabei por seguir depois Química Aplicada / Biotecnologia, na FCT-UNL. Foi um erro. Não sou criativa tipo “artista”, mas penso que o sou tipo “engenheira”. Gosto de criar coisas que sirvam um propósito utilitário, gosto de contribuir para resolver problemas, para melhorar o funcionamento ou o feeling de algo. Não gostava de ser uma arquitecta “típica”. Gostava de ser uma arquitecta-engenheira. :-P Não sei se terei algum dia pachorra para voltar à faculdade e tirar outro curso. Tenho medo de queimar os poucos neurónios e sinapses que conseguiram resistir ao primeiro. :-P Sei que quero ir fazendo formação em várias áreas, mas coisas pontuais, intensivas. Um MBA também acho importante (embora este já seja mais parecido com a faculdade, durante a licenciatura). Mas gosto tanto da ideia de criar espaços que a ideia louca de tentar tirar um curso de arquitectura é algo que volta e meia me ocorre. Enfim, talvez na Universidade da Terceira Idade. :-P

Bom, estou já a começar a divagar. Este post era só para partilhar o link para um site com várias fotos de telhados verdes (”green roofs“). Acho a estética linda e as vantagens ambientais um forte factor pró. Nunca vi nenhum ao vivo, só um em Zurique, de relance, ao passar de comboio. Imaginem Lisboa vista de cima assim:

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Oeiras: Adjudicado prolongamento do Passeio Marítimo

Retirado do site da Câmara Municipal de Oeiras:

A obra, cujo valor ultrapassa os cinco milhões e 200 mil euros, deverá ser executada num prazo de 18 meses, prevendo-se a sua conclusão para finais de 2008.

O projecto de prolongamento corresponde à execução do troço compreendido entre o restaurante Saísa e a Doca dos Faróis, na praia de Paço de Arcos.

Recorde-se que o Passeio Marítimo se desenvolve, actualmente, entre o Forte de S. Julião da Barra e a praia de Santo Amaro de Oeiras, ao longo de uma extensão de 2400m, sendo um local de referência do concelho, onde se pode, desfrutando da vista para o mar, correr, caminhar e andar de bicicleta.

Essa do andar de bicicleta é que não é bem verdade, não é?… A notícia verdadeiramente interessante seria: “CMO adjudicou alargamento do Passeio Marítimo para inclusão de faixa ciclável e o prolongamento até Paço de Arcos”. Maybe someday.

Concorrência desleal

É o que o carro faz a todos os outros modos de locomoção, nomeadamente os transportes públicos. Pelo menos enquanto eu não conseguir estar numa paragem de autocarros com bancos onde me sentar, e abrigada do sol/calor e da chuva/vento. No mínimo.

Transportes públicos: condições menores

Desenrascanço

A semana passada fui à FCT buscar o certificado de conclusão do curso. Acho que tenho que lá voltar porque só trouxe o “certificado” mas penso que também terei pago a “carta de curso”. Não pedi o diploma porque custa um balúrdio, demora uns 3 anos a ser entregue e não serve absolutamente para nada. Mesmo isto que pedi, só um certificado, e com as disciplinas discriminadas, paguei cerca de 128 €. Glup! Tinha feito as contas e com o 18 que tive no último estágio, o “final”, dava pra ficar com 15 valores de nota de curso. Mas o curso de LQA sofreu uma restruturação há uns anos em que, entre outras coisas, alteraram o “valor” das disciplinas de “Unidades de Crédito” para ECTS. Só que isto foi um processo, tendo visto muitas disciplinas aparecerem com diferentes valores de ECTS “de dia para dia”. Pelos vistos os valores definitivos alteraram a ponderação das várias cadeiras e em vez do 15 fiquei com 14. Tem menos dignidade, mas paciência. Só quero esquecer aqueles anos. A nota já é irrelevante. Derreter os neurónios e matar sinapses e ficar com um 15 ou com um 14 no final de tanto sacrifício, empenho, e esforço estúpido e fútil é rigorosamente igual. Adiante.

Bom, o que motivou este post in the first place, foi a cena que presenciei logo ao chegar. No Departamental estava um tipo deitado no parapeito da janela, semi-apoiado no aparelho de ar condicionado, a arranjar este último… Espero que aquilo esteja bem seguro à parede! :-P

DesenrascançoDesenrascanço

O fim de uma era

Oeiras já não é “mais à frente”. Como eu comecei a desconfiar no ano passado, após observar a substituição de uma série de ecopontos e a colocação de mais, e também mais recentemente ao constatar que por vezes não é feita a recolha porta-a-porta nalgumas zonas, este sistema em vigor há já 10 anos vai acabar.

Nos últimos meses deixei de ver as casas “todas” com sacos e montes de papel e cartão à porta, para a recolha, às 2ªs e 5ªs. Estranhei, mas não pensei muito nisso. O Bruno tem-se queixado de que em casa dele a recolha falha. Na minha também já aconteceu.

Agora veio a confirmação e a sentença final. No correio puseram-me um folheto informativo sobre os ecopontos e uma carta de aviso.

O folheto diz: “novos equipamentos de deposição de resíduos urbanos” (embora a substituição tenha sido há mais de 1 ano e os antigos me parecessem em bom estado…).

Folheto informativo sobre os ecopontos

Lá dentro ensina o que se deve pôr em cada ecoponto. Sugere ainda, para separar os resíduos em casa, usar sacos de plástico das compras, reutilizando-os. Têm ainda a amabilidade de nos informar de que a Tratolixo oferece um “recipiente doméstico apropriado” para as 3 categorias de resíduos recicláveis.

Folheto informativo sobre os ecopontos

(Chamo a atenção para o tamanho de um saco de plástico das compras típico, e para o tamanho do recipiente na imagem.)

Depois dirigem-se aos munícipes informando, nomeadamente, que:

O sistema porta-a-porta, apesar de ser prático, tem apresentado alguns inconvenientes em zonas de habitação colectiva, pelo que se considerou oportuno substituir este sistema pela colocação de ecopontos, indo ao encontro de muitos munícipes que consideram este equipamento mais adequado à deposição selectiva dos seus resíduos.

Folheto informativo sobre os ecopontos

Por fim, na carta dizem-nos:

Atendendo à problemática das questões ambientais relacionadas com a poluição, a CMO considera urgente a necessidade de minimizar o impacto causado pela constante passagem das viaturas de recolha na zona em que reside. Com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos munícipes serão efectuadas alterações relacionadas com a recolha selectiva porta-a-porta, através do saco azul translúcido e dos contentores privativos azuis.

Aviso municipal

E avisam que a partir de 19 de Julho deixará de existir recolha porta-a-porta, passando a ser efectuada a deposição dos resíduos no ecoponto. ficou-me uma dúvida pela ambiguidade do texto: deixará de existir em todo o concelho ou só aqui nos desgraçados de Porto Salvo?

Alertam ainda:

Considerando que a preservação do espaço público é um bem comum, apela-se a todos os munícipes residentes neste local que não depositem o lixo doméstico junto dos ecopontos, de forma a evitar situações de lixo espalhado pelo chão.

Sabem o que eu acho? Tretas! É o que isto é.

1) Afinal qual é a razão: o folheto diz “inconvenientes em zonas de habitação colectiva”, a carta diz que é para “minimizar o impacto causado pela constante passagem das viaturas de recolha na zona” em que resido. Decidam-se.

2) Se é por inconvenientes em zonas de habitação colectiva porque é que vão acabar com o serviço aqui, uma zona essencialmente de vivendas?

3) Se é pelo impacto das viaturas de recolha que, aliás, não é “constante”, visto ser apenas 2 vezes por semana (!), e da poluição, onde está a preocupação da Câmara noutras medidas bem mais significativas na redução de impactos ambientais e sociais relacionadas com a mobilidade no concelho? Aqueles camiões 2 vezes por semana é uma gota no oceano de automóveis que todos os dias entopem as estradas do concelho. E esta súbita preocupação com este impacto pernicioso também se estende à recolha porta-a-porta do lixo normal? O tópico “alterações climáticas” agora serve para tudo, até para justificar medidas potencialmente contra o ambiente…

4) Será que acabar com os “inconvenientes” e/ou o “impacto dos camiões” não gerará outros inconvenientes diferentes e outros impactos? O inconveniente de ter que ir todos os dias ao ecoponto deixar meia-dúzia de embalagens (porque o saco de plástico é pequeno, e o recipiente-tipo da Tratolixo é minúsculo, e a merda da abertura dos ecopontos nos obriga quase a enfiar embalagem a embalagem!), e o impacto de ainda menos gente se dar ao trabalho de separar o lixo e ainda o ir depositar em pequenos sacos quase todos os dias.

5) «(…) se considerou oportuno substituir este sistema pela colocação de ecopontos, indo ao encontro de muitos munícipes que consideram este equipamento mais adequado à deposição selectiva dos seus resíduos.» A mim ninguém me perguntou nada! O “muitos” deve ser porque não foi a maioria. Nem podia ser! A recolha porta-a-porta é muito mais prática! E se isso fosse um problema nos prédios (se muita gente fizesse separação, acumular-se-iam muitos sacos à porta ou no caminho) os ecopontos já lá estavam para quem os quisesse usar!

6) As pessoas deixam os sacos no chão, encostados aos ecopontos porque ninguém os foi recolher a casa e sacos de 50 Litros de resíduos não passam pelas aberturas minúsculas dos ecopontos!!!

Não é por isto que vamos passar a ser slobs, mas, que merda!, só nos dão é mais trabalho! Não há pachorra pra este país.

Ah, e devemos andar a nadar em dinheiro, para substituir ecopontos bons por outros novos e mudar para um sistema que convida à preguiça quando o original tem apenas 40 % dos custos deste e é muito mais prático e eficaz. Mas não temos dinheiro para fazer passeios, paragens de autocarros em condições, estradas com bermas largas para facilitarem o uso da bicicleta, jardins, estacionamentos para bicicletas, etc, etc.

Yes, I’m pissed.

Festa da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades

Infelizmente amanhã e domingo não estarei cá, senão iria concerteza passar o dia nos debates desta Festa. :-) Religião, deficiência, género, idade, orientação sexual, imigração. Todos temas interessantes e super relevantes na sociedade actual. Na Praça do Comércio, em Lisboa, haverão exposições, concertos, espectáculos, teatro, workshops e debates, e experiências gastronómicas. O programa é apelativo.

Ponoko - digital manufacturing

Olha que fixe, um serviço onde podemos desenhar a nossa própria mobília, tê-la feita numa fábrica e recebê-la depois em casa. Ou vendê-la. Stress free. :-) Com a extinção das lojas e oficinas artesanais, de rua, esta é uma boa opção. Qualquer dia também deve haver um de roupa, por exemplo, se é que não há já.

De bicicleta na TV

Há cerca de 1 ano atrás fizeram uma reportagem sobre a Massa Crítica que passaram na SIC. Agora voltam a abordar o tema da utilização da bicicleta na cidade mas sem se focarem na MC e sim apenas em pessoas que se deslocam habitualmente em Lisboa de bicicleta.

Será a época que não tem muitas notícias para dar e então optam por emitir estas “curiosidades” sempre nesta época do ano? Será coincidência e terá apenas a ver com a abordagem às bicicletas em alguns programas eleitorais? Será que não é coincidência e não é um caso isolado mas um sinal dos tempos?…

Venham mais! :-)

Blogo-dependência

Apanhado no Renas:

Ultimamente, por razões externas, a minha blogagem anda em baixo, mas há alturas em que me sinto assim. :-P