Archive for August, 2007

Weird things people do

No dia 4 de Agosto teve lugar no CC Vasco da Gama um almoço do Planet Geek. A bike rack à entrada estava bem composta (embora sem a contribuição dos participantes do almoço, nós éramos os únicos bicicletistas e levámos as nossas bikes pró restaurante :-P), é sempre uma bela imagem de boas-vindas. :-)

Estacionamento para bicicletas do CC Vasco da Gama

Almoço do Planet Geek no Sr. Frango da GuiaAlmoço do Planet Geek no Sr. Frango da Guia

Eu fui como acompanhante do Bruno, que está “agregado”. :-) O almoço foi no Sr. Frango da Guia, , e nós comemos… frango. :-P

Foi interessante, é sempre bom conhecer e falar com pessoas novas. :-) Depois ficámos um bocado a “engonhar” lá fora antes de decidirmos ir continuar o convívio para a esplanada da Olá, junto ao Oceanário.

No centro comercial, depois do almoçoEsplanada da Olá no Parque das Nações
Again, I strongly recommend the strawberry smoothie. :-)

Ora, foi aqui que a dada altura vimos algo um bocado… estranho.

Err... OK...

Mas ok, até aqui ainda compreendo e tal. O pior foi depois isto:

Misuse of resources? IMisuse of resources? IIMisuse of resources? III

WTF? É preciso 1 automóvel e 5 gajos para transportar um contentor do lixo (não me pareceu estar cheio ou algo assim…) com rodinhas?… :-P Isto é que é uma sociedade dependente do automóvel! lol Até gravei um vídeo da cena, a ver se o ponho no YouTube. :-P

Em busca (falhada) do Pleno Out Jazz

No passado domingo dia 12 eu e o Bruno fomos a Lx ao fim da tarde. A ideia era ir experimentar o Pleno Out Jazz, uma cena aparentemente muito fixe da qual fiquei a saber através de um post do Ricardo Sobral. Fomos de carro até ao parque junto do Tromba Rija, em Santos, e depois de Mobiky até ao Parque Eduardo VII, onde supostamente estaria a decorrer o evento. Bom, acabámos por não encontrar nada e não houve fim de tarde em puffs na relva ao som de jazz nenhum. :-( Fomos lanchar numa esplanada no topo do Parque, no jardim Amália Rodrigues (se não me engano), frente a um “espelho de água”. Depois voltámos por ali abaixo até à Baixa.

No topo do Parque Eduardo VII
Excelente vista da cidade a descer em direcção ao rio. :-)

Pelo caminho vimos uma bike estacionada. :-)

Mais uma bicicleta em Lisboa

Para não perdermos totalmente a viagem, passámos por um dos meus locais de perdição, a FNAC, neste caso a do Chiado. :-) À porta do centro comercial estavam mais duas bicicletas estacionadas, uma bem, outra mal, a barrar a passagem. Mas Lx não oferece grandes alternativas… Se lhes pedirem para instalar um suporte para estacionamento de bicicletas na Baixa eles dizem que a Baixa não é um local adequado para andar de bicicleta e negam-vos o pedido. It happened, as I was told.. “O pior cego é aquele que não quer ver” and boy is this one trying hard at not seeing!…

O estacionamento de bicicletas possível no Chiado

Bom, anyway, nós não tivémos que nos preocupar em estacionar as nossas bikes, levámo-las connosco, como sempre. ;-)

Fnac, a minha perdição

Depois retomámos o caminho de volta. Gostava de tentar ir outra vez no próximo domingo, mas tenho que programar mais alternativas para não apanhar mais banhadas… Uma cena gira que descobri hoje foram os piqueniques em Lisboa. :-) O próximo é dia 23 de Agosto. Quem sabe não é uma boa ideia? :-)

Dilema planetário

O Mundo tem 2 opções: 1) controlar o crescimento populacional (reduzindo-o drasticamente até haver uma diminuição efectiva no número de seres humanos existentes a dado momento, ou 2) diminuir drasticamente as expectativas de consumo da população, nomeadamente a do Ocidente.

É impossível suportar o acordar dos gigantes Chinês e Indiano (e quem sabe um dia, africano), com a premissa de que aqueles milhões e milhões de pessoas cujo nível de vida está a melhorar e a engordar uma classe média gigantesca poderão aspirar a consumir os mesmos recursos naturais e a mesma energia que nós. Não há petróleo, terra arável, água potável nem matérias-primas suficientes para tal. E a Terra não acomodaria tanta poluição e depredação de recursos animais, vegetais e minerais sem grandes alterações no seu ponto de equilíbrio (exemplo das alterações climáticas em curso), cujas consequências poderão ser dramáticas para os humanos (e não só…).

Obviamente que a alternativa n.º 2 não será aceite por nenhuma das partes, uns porque não querem abdicar daquilo a que estão habituados a ter e os outros porque sentem que também têm direito a usufruir daquilo a que os “ocidentais” tiveram como garantido durante décadas. Resta a alternativa n.º 1. Esta provavelmente não vai ser resultado de nenhuma medida voluntária por parte das populações (a não ser que se verifique a nível mundial o que se verifica actualmente em países europeus, por exemplo, em que com o aumento do nível de vida as pessoas acabam por ter menos filhos do que outras em piores situações económico-sociais. Porque a auto-perpetuação está imbutida no nosso DNA e no nosso cérebro. E depois pensem só na aflição (e consequências) da política do filho único ou na frieza da selecção de casais com direito a reproduzirem-se… Provavelmente a diminuição da população humana dar-se-á através de guerras (as do costume ou as derivadas da sobre-exploração do planeta - a guerra pela água, por exemplo, ou por comida, causada por êxodos massivos devido a catástrofes ambientais), ou de doenças que arrasem grande parte das populações (”naturais”, ou causadas (ou exponenciadas) pelo desenvolvimento, como o cancro).

Será que alguma vez estaremos num período de paz generalizada e sem turbulências de dimensão planetária no horizonte?…

Tudo isto a propósito deste artigo.

Maybe we should all just save ourselves (and the Earth) the trouble and go peacefully and voluntarily extinct. ;-)

Agricultura urbana

Na onda dos telhados verdes e da Ecopolis, tenho passado os olhos por alguns projectos - uns implementados outros apenas conceitos - de quintas urbanas. Uns em barcos, outros em arranha-céus, outros subterrâneos (site original aqui).

14-4.jpg

É interessante ver surgir estas novas ideias. A galopante “urbanização” do mundo vai exigir formas inovadoras de tratar estas questões básicas, como a alimentação da população e a mobilidade de pessoas e mercadorias.

A propósito, a SIC passou há tempos uma reportagem sobre hortas urbanas em Lisboa! :-)

Tatuagens

Que era preciso ser muito louco para ser cientista já eu sabia, mas desconhecia a que ponto a geekness científica pode ir. ;-) Exemplos:

ira-tattoo.jpg
[Fonte]

dsc02350.jpg
[Fonte]

tat.jpg
[Fonte]

Acho is tão awesome que não há palavras. :-)

Obrigada ao Bruno pela dica. ;-)

Mulheres não podem andar de bicicleta no Irão

Fónix, que viver sob o Islão é mesmo do piorio!… Agora nem andar de bicicleta (nem patins ou scooters) é permitido às mulheres no Irão, pelo menos “em público”. É uma boa capa para o lobby do petróleo e do automóvel…

Postsecret

Adoro este projecto. :-) Já recebi dois dos livros dele à pala disso. ;-)

No YouTube já há mais vídeos, embora não-oficiais.

Flickr nightmare

Flickr empty!!

Felizmente é só um bug. Já me aconteceu 2 vezes, após fazer “Save” depois de mais um upload, aparece-me isto. Se não estivesse tudo normal quando carregasse noutro link qualquer (tipo Home), acho que me atirava da ponte. :-P Perder mais de 2000 fotos, o trabalho que deram a tirar, uploadar, taggar, pôr títulos e descrições, geotagging de algumas, escolher grupos para as partilhar, organizá-las em sets e collections… Ui, que pesadelo só de imaginar… :-(

Peso da mobilidade no orçamento familiar: o caso americano

Visto aqui, há um estudo que revela que cerca de 20 % dos gastos domésticos de um lar americano médio são em transportes. Isto em 2001, o aumento do preço do petróleo já terá aumentado este valor…

bar-graph-us-household-spending-741163.gif

Só a habitação sorve mais dinheiro.

Dependendo do rendimento familiar, os gastos com transporte podem sorver 13 % a 40 % do orçamento familiar. Quanto mais pobres maior o peso do transporte.

bls-consumer-spending-graph-798046.gif

O estudo revela ainda que:

36 % das maiores estradas urbanas americanas estão congestionadas,

88 % de todas as milhas-pessoa de viagem vêm de veículos motorizados privados (só 8 % vem de viagens de avião e 1 % de transportes públicos colectivos),

as viagens em veículos nas estradas americanas cresceram 161 % entre 1970 e 2003 (a população cresceu 43 % e a kilometragem de novas estradas 6%),

estradas em mau estado custam aos automobilistas $54 biliões/ano em reparações extra de veículos e custos de operação - $275/automobilista,

os engarrafamentos custam aos automobilistas mais de $63 biliões/ano em tempo perdido e custos de combustível,

os americanos perdem mais de 3.5 biliões de horas / ano presos no trânsito,

os acidentes de viação com automóveis custam aos cidadãos $230 biliões/ano em despesas médicas, produtividade perdida, atrasos em viagens, custos no emprego, seguros e custas legais - $819/cidadão.

Brutal, não é? Uma pessoa pobre que ande de carro para ir trabalhar, no fundo trabalha para ir trabalhar…

Mutato Collection

Não gosto de um mundo todo homogeneizado. Gosto que haja o inesperado, o estranho, o insólito, o fora do normal. É como as pessoas, todos tentamos ser o mais normais possível até que acabamos por ficar todos iguais, sem nada que nos distinga, diferencie. As pessoas normais são aborrecidas, previsíveis, superficiais, pouco estimulantes. São como frangos de aviário ou fruta de estufa: todas iguais, com a mesma composição, forma, peso, tamanho, com a mesma vida, e tudo “massificado”. Eu prefiro frangos do campo, fruta torta e sem brilho (falso) mas saborosa, pessoas meio fucked up or twisted mas interessantes.

E vem isto a propósito de…? Perguntam vocês. Disto:

mutatocollection.jpg