Archive for September, 2006

A nova Biblioteca da FCT-UNL

Não é má. Mas também não é boa, na minha opinião. Aqui tento explicar porquê, com base nas primeiras impressões nos dois dias em que lá estive a trabalhar.

No site da biblioteca é dito o que podemos encontrar no novo edifício:

  • Cerca de 7000 m2
  • 5 Pisos
  • 6 Salas de leitura com documentação em regime de livre acesso

Open Space

IMGP2589.JPG

IMGP2596.JPG

  • 40 Gabinetes individuais de trabalho

Gabinetes de trabalho individuais

  • 8 Gabinetes de trabalho em grupo

Gabinetes de trabalhos em grupo

  • Sala de leitura informal

Sala de leitura informal

  • Bar

Bar

  • Sala de exposições

Zona para exposições, junto ao auditório

  • Auditório

Auditório

  • 3 Depósitos para documentação
  • 550 Lugares de leitura

Três pisos comunicantes

  • Wireless
  • 50 computadores disponíveis

A trabalhar nos PCs da nova biblioteca da FCT-UNL

  • Equipamento de expurgo de documentação

—————————

Começando pelos glitches mais fáceis (e ainda a tempo de resolver, i guess):

  • Os WCs não estão bem sinalizados, não é baseando-nos nas placas (quase inexistentes) que os achamos.
  • A sinaléctica dos WCs é estranha e ambígua, mais valia porem simplesmente “homens” e “mulheres”, em vez de dois bonecos quase iguais em que o mais inchado é a mulher… Como o dos homens não está ao pé do das mulheres, nem sequer tempos comparação para escolher quando lá vamos a primeira vez.
  • Os WCs estão preparados para pessoas em cadeiras de rodas, e há elevadores, mas os acessos ao edifício e as portas de entrada não permitem a entrada a cadeiras de rodas…
  • Alguns dos WCs (os para deficientes) não têm trinco, têm fechaduras “normais” mas sem chave…
  • Há elevadores e há WCs preparados para cadeiras de rodas. Resta saber como as pessoas que andem numa acedem ao edifício.

A única porta de entrada em funcionamento tem um sistema de divisórias rotativas, empurradas pela pessoa que por lá circula a dado momento. Esse sistema não dá para alguém de cadeira de rodas usar. Há duas portas destas, lado a lado, mas só uma está a uso. Do lado interior as pessoas desembocam numa passagem com um sistema de alarme, mas que me parece desnecessariamente estreito. No exterior há um pequeno desnivelamento no piso, não sei para quê.

Entrada principal

Ainda antes de chegar à porta, temos que chegar ao edifício. Ambos os acessos são desnivelados (not wheelchair friendly), e não há nada a impedir as pesssoas de estacionarem os carros à frente, bloqueando o acesso dos peões…

Acesso à biblioteca desnivelado

Acesso à biblioteca

Acesso pedonal (desnivelado) obstruído por carros

Não sei se haverá mais portas a funcionar no futuro, que sejam acessíveis fácil e rapidamente por eventuais pessoas em cadeiras de rodas. Também se poderá pôr a questão: tanta preocupação para quê se não há ninguém na FCT que ande lá de cadeira de rodas? Primeiro podemos perguntar o porquê de isso se verificar (talvez não haja lá ninguém porque não têm condições pra isso), e depois, se isso é verdade então porquê preparar os WCs no novo edifício para uma população que nunca lá chegará?

Eu não gosto das cadeiras, são demasiado altas e não consigo assentar bem os pés no chão. Acabo por ficar com as pernas inchadas e a sentir-me desconfortável rapidamente… :-( Com são todas assim não posso escolher outra mais adequada à minha altura. Isto é importante para mim, mas suponho que agradar a gregos e troianos seja difícil. :-P

Os PCs não são de trabalho, mas sim de pesquisa. O SO é o Windows. Se é para pesquisa e pouco mais porque não poupar dinheiro nas licenças e instalar Linux?

As impressoras e fotocopiadoras não estão isoladas das salas de leitura, logo o barulho que fazem ao serem utilizadas propaga-se pela biblioteca quase toda. Já era assim nas bibliotecas antigas e pelos vistos não se corrigiu na nova.

Os balcões de atendimento também não estão isolados dos espaços de leitura. Claro que não deviam estar isolados visualmente, mas deviam estar isolados em termos de som, para não se ouvir as conversas cada vez que alguém chega e pede informações ou ajuda ou whatever. Também já era assim nas bibliotecas antigas e também não se corrigiu nesta.

A biblioteca é muito open space, e na maior parte dos sítios tem bastante luz natural. No entanto vêem-se luzes acesas por todo o lado em sítios em que não é de todo necessário. Isto é dinheiro da faculdade simplesmente desperdiçado, e energia desperdiçada (o que implica poluição a montante, na sua produção, que não serviu para nada).

Gostei do último piso, em baixo. A sala de leitura informal, com os sofás e as revistas é agradável. :-) Achei o bar (ao lado) muito pequeno para a quantidade de gente que deverá circular naquele edifício.

Não percebo porque se grava som juntamente com as imagens da câmara de vigilância! É uma invasão de privacidade inadmissível e desnecessária num espaço e contexto daqueles, parece-me.

Gravam som? WTF?

Achei gira a ideia do mural com fotos, mas aquilo é apenas do processo de instalação ali das esculturas. Chamam-se ‘árvores’ mas são de pedra:

Árvores de pedra

«Conjunto escultórico constituído por dois elementos, um instalado no interior da Biblioteca e outro no pátio exterior. Separados pela vidraça, permite o prolongamento da peça do exterior para o interior, devido ao alinhamento dos elementos.O elemento que se encontra no interior simboliza a germinação, o do exterior o gérmen que se fez árvore. Assentes num plano horizontal com sulcos ondulantes, o rio do saber alimenta a árvore que se torna forte e robusta. (…) Peça executada em pedra (Brecha de Sto. António) com aproveitamento dos cristais que aparecem na pedra para sugerir a floração.»

Preferia árvores a sério, vasos, canteiros, espacinhos verdes e floridos aqui e ali. Está tudo muito nú. Canteiros já não dá, mas espero que “plantem” por ali alguns vasos com plantas bonitas… E uns bancos “de jardim” para o pessoal apanhar sol (e sombra) e ar fresco nos intervalos do estudo. :-)

Vista para o pátio, do Piso 3

Would-be nice bike spot

Há salas de trabalho em grupo, e salas chamadas “gabinetes individuais de trabalho”. Sinceramente não sei para que servem. Não serve para eu ir para lá estudar em silêncio porque são abertos e virados para as salas de leitura nos pisos mais abaixo! Além disso a divisória não chegou para dividir também as secretárias, por isso posso ver e ouvir os colegas do lado. Os gabinetes têm porta trancável, mas as pessoas dos gabinetes ao lado podem mexer nas minhas coisas se quiserem, a não ser que ponha tudo no chão quando me ausento… Assim, qual é a diferença (e a mais-valia) destes gabinetes versus as outras salas e mesas de trabalho?

Gabinetes de trabalho individuais

Preferia ir estudar para os gabinetes de trabalho em grupo, que estão isolados do resto, como as salas de trabalho individual na biblioteca da FCUL. O sistema da FCT só funcionaria se fosse possível manter o silêncio em toda a biblioteca, sendo os gabinetes para grupos para se poder falar e fazer algum ruído. Achei os gabinetes individuais completamente pointless. Ainda por cima os alunos vêm em último na lista de prioridades para acesso aos ditos gabinetes! Os investigadores têm prioridade…

Working (or trying to...)

Sem sítio onde possa estudar ou trabalhar em silêncio aquela biblioteca não me resolveu problema nenhum… :-( Talvez os meus colegas (que lá continuam) tenham outra opinião mais favorável. Agora eles é que interessam, anyway.

About the web, and me on it

É brutal o poder e a beleza da internet. Nunca deixo de me espantar com as coisas que ela permite concretizar. :-)

Há pessoas, empresas, organizações e o que mais seja que simplemente não existem na web. Não aparecem referidas, não possuem nada delas online, muitas nem participam nela ou a usam. É como se não existissem. No caso de uso pessoal a perda será individual, apenas da pessoa que não usufrui das ferramentas, dos meios e dos fins que a web oferece. Mas no caso de empresas, Estado, e organizações já há perdas. Para mim uma empresa ou um produto que eu não encontro na web não existe. Simplesmente. Se quero comprar algo vou à net procurar info e fazer prospecção de mercado. Se uma empresa que venda o produto que procuro não aparece online não chega a fazer parte do meu leque de opções de compra. Se tiver um site feio ou não-funcional, ou simplesmente pobre em conteúdo, desactualizado, etc, a imagem com que eu fico da empresa é a imagem que o site me transmitiu…

Uma empresa pode facilmente viver sem site na web, mas é como não ter info nas Páginas Amarelas ou não ter uma tabuleta na porta. You can do it, but why would you?

Quando começamos a participar na vida online criamos um rasto. Se participamos em fóruns de discussão, se subscrevemos mailing-lists, se comentamos os blogs de outras pessoas, se temos contas em sites de alojamento de fotos, videos e afins, se mantemos sites pessoais ou blogs… a nossa identidade começa a aparecer por aí. Quer as coisas recentes como as antigas, informação pessoal indevidamente divulgada (por terceiros ou pela nossa ingenuidade ou descuido), como endereços de e-mail, dados pessoais como a morada,…

Se eu procurar por “anabananasplit” no Google, em “web”, aparecem cerca de 876 resultados. Às vezes encontro referências a fotos ou posts nos meus blogs noutros sites e acho lindo. Alguém que eu não conheço nem me conhece achou utilidade ou interesse em algo que eu criei ou documentei. :-) Em “imagens” aparecem 79 resultados, todos do Flickr, embora eu tenha muito mais fotos que isso lá.

A minha conta no Flickr (até agora) tem disponíveis 1 002 fotos, sob uma licença Creative Commons. Neste momento tem registadas 3 294 views.

O meu primeiro blog teve, até este momento, 10 252 page views. O primeiro post foi no dia 3 de Setembro de 2005 e o último no dia 26 de Março de 2006, cerca de 6 meses de blogging. Não sei quantos posts foram publicados mas sei que foram bastantes. :-)

O meu segundo blog teve, até este preciso momento, 14 416 views. O primeiro post foi no dia 10 de Março de 2006 e o último no dia 22 deste mês, cerca de 6 meses de blogging. Este blog teve 242 posts, 2 páginas, e 130 comentários, contidos em 35 categorias. A categoria com mais posts é a de “mobilidade”, com 50. Até agora o Akismet protegeu-me de 83 comentários de spam. À custa do post da Lisboa Bike Tour tive 404 views num só dia, o máximo de sempre, e este post foi o mais popular, com 801 views desde 31 de Agosto. Nos últimos tempos andava com 100 a 200 views por dia, e de 5 até um máximo de 21 feed readers diários (mas esta ferramente, ainda beta, não me parece muito fiável…). No Technorati, este blog aparece como tendo 74 links de 8 blogs (1 deles é o azulebanana.com), e na posição 377 069 do rank (whatever that means). Nem vos passa pela cabeça as coisas que as pessoas pesquisam e que vão dar ao meu blog…

Às vezes descubro por acaso que alguém pôs o meu blog no seu blogroll. É engraçado e recompensador. :-)

No fórum de discussão em que mais participo, o da escola, tenho 197 mensagens, desde 23 de Março de 2005. Todos os posts no fórum antigo não são contabilizados, senão dariam um número ainda mais assustador… I should get a life. :-P

A web é uma coisa espectacular, uma ferramenta e um recurso de valor inestimável. Deve ser a melhor invenção a seguir à roda. ;-) Bom, e ao PC, necessariamente, lol! :-P

Valdispert meia-hora antes de dormir?

Hoje regressei à minha casa de sempre… Acordei muito cedo (nem me lembro da última vez que consegui estar despachada antes das 7h30) e vim com o Bruno para a FCUL. Trouxe o portátil para poder trabalhar. Viémos prá Central por causa de uns livros, mas preferia as cadeiras da de Química, que me permitem apoiar bem os pés no chão e por isso não me fazem inchar e doer as pernas tão facilmente.

Acho que vou abandonar a ideia de ir trabalhar prá FCT, não gostei muito da nova Biblioteca. Não me oferece as condições de que eu preciso. :-( Assim, não sei se alguma vez chegarei a ir pra lá de bicicleta (em trabalho, pelo menos)… A chatice de vir para aqui para a FCUL é que tenho que trazer o portátil (que é pesadíssimo!), logo não posso vir de bicicleta, logo tenho que vir de carro, logo não faço exercício nenhum e estou condenada ao trânsito e ao pára-arranca como hoje de manhã… :-(

Em casa não consigo fazer nada de jeito. Ando a procrastinar ad eternum, e há sempre coisas mais interessantes para fazer. Além de subverter a minha lista de prioridades ainda cedo às minhas próprias abébias, do género “vou navegar só mais 15 min, ou só mais 30 min, ou até tais horas e depois volto ao trabalho“. E depois tenho que ir fazer o almoço ou são horas de lanchar… Como tenho o hábito de comer enquanto leio algum dos jornais e revistas recentes espalhados pela mesa de jantar que ainda não consegui terminar, ou vejo televisão, é difícil parar quando termino a refeição…

E depois há sempre gente a cirandar, nomeadamente os meus irmãos e os amigos, e depois há barulho, há interrupções, há conversas que se começam… Ou imprevistos como os senhores que apareceram para arranjar a porta encravada, ou o meu pai a pedir-me para tirar umas cópias disto e daquilo, e coisas do género.

Ultimamente há ainda as cenas da empresa. Tenho enviado uma série de e-mails e quando há resposta há-que dar o devido acompanhamento.

Esta noite demorei horas a adormecer, o que levou a que não tenha dormido muito… Já é a segunda noite em que não durmo logo. Só penso nas cenas da empresa. Penso em todas as ideias que temos e se alguma vez teremos capacidade financeira para as implementar, penso no que devo fazer quanto à questão A ou B, penso nas teorias da conspiração do que pode correr mal com determinada coisa que estamos a fazer (podermos ser enganados ou run over por terceiros), penso em tudo aquilo que não sei de gestão, contabilidade, marketing, economia, e know how próprio da área em que me meti… Espero que a situação se regularize porque não me apetece passar por isto todas as noites. Gosto muito de dormir. Muito. E bem. ;-)

Estou a fazer este relatório sem interesse, entusiasmo nem gozo nenhum. A única coisa que pretendo é acabar o curso, de preferência sem que o estágio me baixe o meu 14. E a perspectiva de iniciar a bolsa de três meses e meio no lab do estágio (como não-licenciada) agora em Outubro, ainda me repulsa mais. Definitivamente, não é aquilo que eu quero (embora goste muito das minhas colegas). Por mim dedicava-me já a 100% à empresa e a obter formação noutras áreas (e há tantas coisas que me interessam!). Era tão bom que eles mudassem de ideias e não me “contratassem”… Faziam-me um favor. :-P

Enfim, que sera, sera

Houve um amigo meu que ficou muito surpreso quando lhe disse que tinha criado uma empresa (com nada a ver com o meu curso!), e dizendo “então andaste este tempo todo a tirar um curso e agora não vais trabalhar na tua área?!“. Realmente é estúpido. :-P Mas aprendi que para erros basta o inicial. Dar continuidade ao erro para tentar que faça mais sentido só leva a que tudo se torne uma gigantesca bola de neve de erros. Estou farta de perder tempo a fazer coisas que, por qualquer razão, não me estão a dar prazer. I want to “start each day like if it was on purpose”. Let by-gones be by-gones and move forward. :-)

“Amo a Laura mas esperarei até ao casamento” & “Não vejas a MTV”

Já se depararam por aí com esta campanha da MTV? [Felizmente descobri que era "a brincar", já me estava a assustar com os textos e demais material que puseram no site!] ;-)

Video aqui, e aqui o nomiresmtv.

Best solar-power commercial ever?

Hoje encontrei um video publicitário excelente, via Treehugger, a favor do uso da energia solar. Isto devia passar cá também. ;-)

Progressos (?) na bike scene FCTence

Fiquei muito contente ao ver que instalaram 3 estruturas para parqueamento de bicicletas na FCT-UNL, quando lá voltei para trabalhar no relatório na semana passada.

Bom, fiquei contente por um lado, mas triste por outro…

As próximas primeiras 3 fotos foram tiradas no primeiro dia (Ed. VI, ED. X e Ed. VII), não vi bicicletas em lado nenhum. As outras 3 foram tiradas num dia posterior (Ed. VII e Ed. VI).

Novo estacionamento para bicicletas em frente ao Departamental!Novo estacionamento para bicicletas frente ao Ed. X!

Novo estacionamento para bicicletas frente ao Ed. VII!Rapaz pega na bicicleta e segue

Bicicleta estacionada de forma não-ortodoxa ;-PBicicleta estacionada

No segundo dia vi um rapaz a desprender a sua bicicleta de um poste junto ao Edifício VII - não usou o suporte mesmo em frente. Vi também uma bicicleta estacionada no suporte junto ao Ed. Departamental, mas se repararem, não está estacionada como é suposto, encaixando uma das rodas no suporte. Dentro do Dep. via ainda aquela bicicleta de sempre lá encostada no vão da escada (espreitar post anteriores aqui e aqui).

O que é que está bem aqui?

–» Pessoas a querer usar a bicicleta como meio de transporte. levando-a para a escola.

–» Receptividade da escola e iniciativa de instalar algum equipamento para servir as tais pessoas.

O que é que está mal aqui?

–» As intenções foram boas, mas a implementação foi má. Pior, foi contrapruducente. Foi má porque optou-se por equipamento desadequado (as bicicletas ficam presas apenas por uma das rodas), onde não se consegue apoiar bem a bicicleta e muito menos prendê-la. Os melhores sistemas são aqueles em que se encosta a bicicleta pelo quadro a algum suporte, e se consegue prender directamente o quadro ao suporte, bem como as rodas. Documento elucidativo disponível aqui (outro aqui, por exemplo…). Se eu tiver uma opção melhor não coloco a minha bicicleta num suporte daqueles (logo que consiga ir de jinga prá faculdade! :-P). Além disso, não se procurou colocar os uportes num local o mais abrigado possível do sol (que dá cabo dos plásticos e borrachas das bicicletas - e dos carros, p.e.). Foi contrapruducente porque se as poucas pessoas que levam a bicicleta não usarem as novas infraestruturas isso será lido como desinteresse e provavelmente da próxima vez a faculdade estará ainda mais relutante em investir nessa área…

Velo-City 2007

Trouxe uns 5 panfletos disto da Eurobike. A ideia era disseminar, não sei ainda onde… :-(

Logo Velo-City 2007

Adorava assistir a estas conferências e participar nas excursões e demais actividades. Infelizmente acho que isto é só para pessoas dos governos e ONGs, não é para o cidadão comum (até pelos preços de inscrição que eles pedem…). É uma pena. :-(

Dizem que Munique é uma cidade muito bike-friendly (e eu que fiquei impressionada com Friedrichshafen e Lindau…), e ainda querem ser mais! :-)

A Velo-City acontece de 2 em 2 anos. Quem sabe se não dá para ir em 2009? :-) [Este optimismo nem parece meu...]

Ponto de transição

Os posts até ao anterior foram importados do meu blog antigo, o “bananalogic”alojado no wordpress.com (o meu segundo blog, sendo o primeiro o “the original banana”). Ao mudar para esta nova casa (própria!) pude trazer a minha “tralha” toda, excepto os comentários, que podem continuar a ser lidos associados aos respectivos posts no endereço que referi. A partir daqui os posts seguintes are born and raised já neste cantinho em tons de azul e banana. ;-)

Dia Europeu Sem Carros, de carro…

Hoje é o Dia Europeu Sem Carros e o que é que eu fiz? Vim de carro, claro. :-P O plano era ter vindo de bicicleta prá FCT ontem. Entretanto caiu uma carga de água e acabei mesmo por ficar em casa (não toquei no relatório… :-( ) e despachar umas cenas pendentes, como o blog do site (provisório) da minha empresa (eheheh, sabe tão bem dizer isto, “a minha empresa”) e regularizar o meu ficheiro das despesas (sim, sou uma miúda muito certinha, até tenho controlo financeiro informatizado e tudo, lol!), e outras cenas do género.

Depois pensei, “amanhã levo a bicicleta”. Mas hoje também tinha chovido e não consegui acordar suficientemente cedo para vir testar o percurso de bicicleta. Ainda por cima hoje ao fim do dia sigo para Ourém, que amanhã é dia de vindima “à dos meus avós”.

Na 4ªf a A5 estava com trânsito quase parado logo em Porto Salvo, às 10h… Hoje eram 9h25 e a mesma coisa. Fui pelo meu “atalho” apanhá-la no Jamor. Deve levar o mesmo tempo, mas ao menos não estou parada e com a sensação de estar presa dentro do meu próprio carro, num tapete isolado de alcatrão… Como é possível ainda haver tanto trânsito às 10 da manhã? Parece que já não há “horas de ponta”, a “ponta” prolonga-se praticamente pelo dia todo… :-(

A ver se consigo ir de bicicleta na próxima semana, vamos ver se o Outono ainda não é para já. Não tenho equipamento para chuva! Tenho que comprar um poncho, pelo menos. ;-) Provavelmente tenho que encomendar online do estrangeiro, não me lembro de ver disso à venda cá…

Parece que Almada tem umas cenas giras a decorrer hoje, relacionadas com bicicletas. Vi um panfleto da Semana da Mobilidade em Almada aqui na FCT. Gostava de ir. Talvez me balde ao relatório (mais uma vez(!)) e vá espreitar. De carro. Sou uma lame. :-P

Há algumas fotos da inauguração do Parque Infantil de Bicicletas da Cova da Piedade disponíveis aqui. Reparem nas calhas que a CMA colocou nas escadas para podermos transportar as bicicletas mais facilmente. :-)

Calhas para bicicletas

Podiam pôr isso nas escadas do Metro em Lisboa, ou da Fertagus (uma vez que, estupidamente, não nos deixam usar as rolantes nem os elevadores…).

O meu Domingo

No Domingo fui com o Bruno passear para a Marginal, de bicicleta. Mas fizemos a cena “à séria”, fomos até lá também de bicicleta (em vez de as levar de carro, estacionar num sítio ao pé e depois sacar das jingas). ;-) A Sofia estava meio adoentada e acabou por não ir connosco.

Foi agradável, soube muito bem sentir o cheiro a mar a ouvir o som das ondas a rebentar na areia e nas rochas. Num dia normal isso seria “soterrado” pelo ruído e pela poluição dos automóveis. Foi bom ver as pessoas a usufruir da Marginal, umas a caminhar, outras (muitas!) de patins, alguns empurravam carrinhos com bebés, outros levavam putos atrás, na bicicleta, outros em atrelados, viam-se putos em jingas com rodinhas, outros já mais autónomos, uns em trotinetes, vimos duas bicicletas tandem, um triciclo, e um puto num carro a pedais tipo os GoKarts do Parque das Nações. Vimos duas pessoas em bicicletas com motor eléctrico, um senhor mais velho e uma rapariga nova, esta tinha uma ilegal, que anda sem darmos aos pedais - cá têm que ser pedalec. Vimos imensas pessoas em bicicletas da Lisboa Bike Tour, o que prova que muita gente foi a esta para arranjar uma bicicleta barata. Vi um homem numa cadeira de rodas a ser empurrado por um amigo. Devia ser Marginal Sem Carros uma vez por mês. ;-)
Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!

Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!

Fomos espreitar o Porto de Recreio de Oeiras, porque na última vez ainda estavam os estabelecimentos comerciais por abrir. Agora está cheio de esplanadas. No Domingo estavam lá muitas bicicletas estacionadas enquanto o pessoal tomava qualquer coisa na esplanada, mas não sei como é nos outros dias. Não há nenhuma estrutura de estacionamento para as bicicletas, a malta limita-se a encostá-las aqui e ali. :-)
Bicicletas nas esplanadas do Porto de Recreio de OeirasBicicletas nas esplanadas do Porto de Recreio de Oeiras

A seguir passámos na Telepizza de Santo Amaro e comprámos umas pizzas. :-) Seguimos para o Jardim da Quinta dos Sete Castelos alguns metros mais à frente. Tirei umas fotos aos muitos postes plantados no meio do passeio. Vergonhoso…

Fileira de obstáculos no passeio!

[No dia 14 fui ao dentista à Amadora; a rua Elias Garcia, que passa em frente ao C.C. Babilónia é muito movimentada, não é pedonal mas os passeios andam cheios. Para atravessar tive que carregar num botão para o semáforo ficar verde. Aí tive um embate de uma realidade que no estrangeiro me tinha já desabituado. Tive que esperar uns 60 segundos até aquilo ficar verde! Lembrei-me da Suiça, montes de passadeiras ao longo da rua, e o sinal dos peões caia quase imediatamente para verde quando carregávamos no botão. Mostra a diferente atitude para com as pessoas num país e noutro...]

Bom, lá fizémos o nosso piquenique no jardim e depois ficámos por ali, sentados numas cadeiras reclinadas, à sombra a ler as revistas Única (jornal Expresso) e Tabu (jornal Sol).

À sombra no jardim, a ler

Mais tarde passámos para o relvado. Nesse dia havia lá muito mais gente do que nas vezes anteriores. É um sítio mesmo agradável. :-)
Tarde de leitura no jardim

A propósito do Sol, gostei do jornal. Principalmente da secção “Mundo Real” no caderno principal. Na Única gostei de ler o artigo sobre a Cientologia. De partir a rir. Ou de chorar, conforme a perspectiva. Será que não há gente sã neste mundo? Aquele pessoal de Hollywood também tem umas pancadas valentes… Nunca pensei que o Tom Cruise (que sempre admirei) fosse assim tão completamente louco. Só lendo a história… A Madonna (que “segue” a Cabala) aconselhou o governo Britânico a usar um fluido místico da religião dela na limpeza de um resíduo radioactivo, porque acredita que pode ter efeitos curativos mágicos (!). Give me a break!!!

É só totós! Tudo a acreditar em fadas, deuses, mágicos e super-poderes!! Está tudo louco, mesmo. Antes pensava que uma guerra nuclear (a 3ª guerra mundial, previa-se) seria terrível, mas cada vez mais acho que antes virá uma guerra religiosa global muito pior, todos contra todos, a aniquilarem-se mutuamente porque não acreditam nas mesmas personagens e histórias mitológicas e não toleram a divergência nas crenças, afinal há milhentas religiões no mundo, tantas quanto os malucos que decidem ser “Deus na Terra”.

Não consigo pensar numa característica geográfica, étnica, linguística, física ou de pensamento intelectual (gostos pessoais e ideias políticas) que me leve a sentir uma cisão tão profunda entre mim e terceiros quanto a crença religiosa. É como sentir-me uma alien num planeta desconhecido.

O Expresso vai começar a oferecer (por +6€) uma edição limitada e exclusiva da Bíblia, comentada por um padre. Talvez isto seja um sinal para eu optar pelo Sol…

Uma cena fixe que vi na Única foi o Sleeptracker. Pena ser tão caro… :-(
Na Tabu veio um artigo sobre uma família grande, a matriarca teve 10 filhos e as filhas também tiveram proles extensas. E ficaram em casa. Percebo a paixão de querer ter filhos, muitos. Só não percebo como pode ser visto como normal uma mulher dizer que “estudava sem interesse nenhum porque já sabia que não ia trabalhar”. Ou quando alguém lhe pergunta o que quer ser quando for grande, responder “mãe!”. Se fosse um homem a dizer isto, já soava um bocado esquisito, não? E se um homem só quiser ser “pai”? Fixe n’é? Não é preciso estudar nem trabalhar, é só ter filhos e cuidar deles, em casa. E também não é preciso estudar para ter e criar filhos… Don’t get me wrong, não tenho nada contra stay-at-home-moms. Só me arrepiam aquelas que se definem apenas com a maternidade, e nunca são nada além de mães e domésticas. Claro que depois tornam-se católicas e vêm defender “os valores da família”. Têm que defender a imposição de um modelo social muito mais restrito e severo para que os maridos não as abandonem quando os filhos já estiverem criados.

Estou a planear passar a andar de transportes públicos novamente. Mas com a bicicleta como elemento essencial de inter- e multi-modalidade. Ainda estou à espera dela, quero comprar uma dobrável. Entretanto, queria ir na minha bicicleta (a Btwin’7) para a FCT-UNL, nas próximas 4 semanas. Hoje estive a ver os preços e condições de transporte de bicicletas no comboio e barco. Fiquei muito frustrada. No comboio, mesmo que pague, não a posso levar das 7h às 10h… No barco só há limitação do nº de bicicletas a bordo (6), mas os preços são sempre desencorajadores. Alguém me explica porque é que (na carreira Belém-Trafaria) um animal de companhia paga o mesmo que uma pessoa (0.75 €) e menos que uma bicicleta? Posso levar as minhas malas de viagem ou a tábua de passar a ferro que comprei no supermercado, sem pagar mais por isso, mas a bicicleta, especificamente, paga 1.60 € por viagem! Além de discriminação de bagagem, eles ignora m totalmente o facto de uma bicicleta ser um meio de transporte complementar do deles, que se encontrasse mais facilidades talvez lhes subisse a clientela.

Acho que a minha melhor hipótese é o comboio da ponte, que é gratuito para as bicicletas e a restrição da hora de ponta não me afecta porque vou contra-corrente. Só que o problema é: como vou apanhar esse comboio?… É um grande e desnecessário desvio…

Preciso mesmo de uma dobrável to dodge all this stupid obsolete directives

Discriminação lógica

Na Madrid Fashion Week deste ano não desfilam na passerelle manequins com um IMC abaixo de 18.  Aplaudo a medida. Demonstra consciência do impacto social que o mundo da moda tem sobre as mulheres, nomeadamente as adolescentes, e tenta controlar o tipo de referências corporais que impinge nos media.

Não digo que as agências “obriguem” as modelos a regimes alimentares que as levem a parecer saídas dos campos de concentração nazis, nem que sejam as próprias modelos a transformar-se assim, propositadamente. Mas talvez as que são naturalmente (muito) magras sejam preferidas à partida…

Assim, esta medida tenta apenas que se escolham modelos menos magras (mesmo que elas sejam naturalmente assim e sejam saudáveis), para proteger a saúde das próprias e das miúdas que as idolatram.

Só não posso deixar de assinalar o cinismo de algumas pessoas como um tipo qualquer ligado à moda nos EUA que acusou a medida de “discriminatória”. [Esta palavra desde há uns tempos é muito mal usada, como se "discriminar" fosse mau, até parece que não passamos a vida a "discriminar" entre o certo e o errado, o bom e o mau, o que é melhor para nós e o que é pior, quem é o empregado mais competente e quem é o mais incompetente,...] E alguns disseram que havia pessoas (as modelos) que deixaram de trabalhar por causa desta medida. Engraçado, nunca vi ninguém queixar-se de discriminação quando uma mulher com menos de 1.70 m quer ser modelo e não pode, ou quando alguém com medidas um pouco acima do 86-60-86 gostaria de trabalhar nas passerelles e não a aceitam. Pode-se “discriminar” mulheres bonitas e absolutamente normais e saudáveis desde que seja por serem baixas de mais ou “gordas” (ou musculadas, sei lá!) de mais, mas se “discriminarem” as magras a atirar para o sub-nutridas já é uma injustiça. Certo.

Passeio domingueiro

Daqui a bocado vou de bicicleta para Oeiras com o Bruno e com a minha irmã (empresto-lhe a que ganhei na Lisboa Bike Tour), vamos passear na Marginal Sem Carros. Talvez compremos uma Pizza na Telepizza de Santo Amaro e almocemos no Jardim da Quinta dos Sete Castelos. Depois podemos ficar ali a apanhar sol e a ler as revistas do jornal Expresso e do Sol. ;-)
É um bom plano. Vamos ver se se concretiza. :-)
Estou um bocado dorida, ontem andei em limpezas. Finalmente despachei a tenda (que veio um bocado enlameada) e a mochila do campismo. Lavei a nossa casa-de-banho (detesto lavar casas-de-banho!), o escritório também levou uma volta valente e o meu quarto também está quase arrumado, falta só mais umas tralhas. So, i’m almost getting all my stuff done so i can start having my other stuff done. ;-)
Ainda me falta tratar e uploadar alguns videos da viagem e da Lisboa Bike Tour, e blogar sobre a viagem! (Qq dia passa o timing e acabo por não escrever nada…)

But, anyway, amanhã tenho MESMO que começar a trabalhar no relatório de estágio. Estou a planear ir para a FCT (a nova biblioteca já abriu!) fazê-lo, durante as próximas 4 semanas. Pensei em ir de bicicleta, mas o preço do bilhete que me fazem pagar por ela no barco é um abuso… :-( Logo se vê.

“Copyriot 2 – Gente sem Patente Contra-Ataca”

Recebi hoje um e-mail da “Gente sem Patente” a divulgar o seu segundo Festival, o “Copyriot 2 – Gente sem Patente Contra-Ataca” de 5 a 7 de Outubro, no Porto.
O seu manifesto:

«Os direitos de propriedade intelectual precisam de ver os seus estatutos
redifinidos, à luz da constante revolução tecnológica e das reais
necessidades e direitos dos seres humanos e das sociedades. Porque, tão
ou mais importante do que adaptar a realidade, quer legal quer
empresarial, às potencialidades das novas tecnologias é não esquecer e
não deixar esquecer que cada nova criação ou descoberta é fruto de
milhares de anos de saberes comuns partilhados. Essa base é social e não
reconhecemos o direito a que seja privatizada.

Nesse sentido, continuamos a publicitar ao máximo o nosso manifesto (que
podem ver em http://copyriot.azine.org) e as alternativas ao “todos os
direitos reservados”.»

O programa do festival, que inclui cinema, teatro, debates e conversas, concertos, comes & bebes, videos e sessões de instalação e experimentação de Linux, está disponível no site do Copyriot.

Gostava de ir, pena que não há também em Lisboa. ;-)

“O Portugal que sai da crise”

Na Visão desta semana o que mais gostei de ler foi o artigo sobre o software livre e um outro, tema de capa, sobre empreendedorismo e inovação. Gostei de ler este último justamente por dar uma ideia diferente e mais animadora da economia e das pessoas por detrás dela. Gostei de ler histórias de pessoas que deram a volta por cima, que inovaram, que perseveraram, que arriscaram, e que agora vêem o seu trabalho dar frutos. É em histórias destas que me inspiro e que me apoio quando as coisas parecem mais negras.

Acredito firmemente que a iniciativa privada e as empresas são um veículo privilegiado de mudança de mentalidades e paradigmas, de inovação, de trabalho social e comunitário. É tempo de acabar com esta cultura de mama do Estado e de dormir à sombra dele (a bananeira). Leva a que só nos queixemos de tudo e fiquemos à espera que alguém faça alguma coisa. Mas o pior é que (quase) ninguém faz nada… de jeito, pelo menos. :-P
Neste país em que os governos só se governam a si próprios, são as empresas que devem liderar o caminho, e levar a sociedade a reboque. Ou isso ou é melhor emigrarmos todos porque os políticos não têm estofo para salvar este país.

“Imigrantes são bom negócio”

Na Visão desta semana vem um artigo pequenino em que é dito que algumas prisões privadas americanas estão entre as 10 empresas mais rentáveis, na Bolsa de Nova Iorque. Explicam também que o negócio começou a prosperar desde que o Bush anunciou a sua campanha anti-imigração clandestina que levará para a cadeia 27 mil “sem-papéis”.

Fiquei parva:

  1. não sabia que havia prisões privadas… Isso não devia ser algo apenas reservado ao Estado? Não é preocupante que haja privados a ganhar com ter mais pessoas atrás das grades? Os lobbies deste género, contra os imigrantes, por exemplo…
  2. os EUA têm a maior população prisional do mundo (2,1 milhões de pessoas), o que dá 1 recluso por cada 140 cidadãos “livres”… (!!)

Que raio, faz algum sentido que ponham pessoas na prisão antes de elas cometerem crime algum? Como se pode criminalizar alguém por simplesmente se deslocar na Terra? Quem somos nós para impedir outros de sair de dentro de um conjunto de linhas imaginárias desenhadas no chão? Isto não pode estar certo!! :-(