Monthly Archive for Outubro, 2006

Free Hugs

Descobri isto através do fórum D-Eficiente: Free Hugs Campaign.

Vi o primeiro video e achei lindo. Depois vi este, e também achei lindo as reacções das pessoas que a rapariga descreve. Há um grupo no YouTube, aqui.

“The Gender Puzzle” & “Uma questão de sexo(s)”

No Domingo o Bruno deu-me a dica de um documentário que estava a passar na SIC Notícias e eu lá fui espreitar. Ainda bem, pois era sobre sobre as questões do género (as in sex). Fiquei colada ao ecrã até aquilo acabar. Não houve assim nada de especial que eu não tivesse já lido ou visto antes, mas gostei de ouvir as histórias pessoais de algumas pessoas transgénero. Foi a primeira vez que ouvi falar do termo “brain sex”. Achei brutal saber que 1 em cada 500 pessoas tem alguma anomalia genética nos cromossomas sexuais (40.000 dos australianos, por exemplo)… Isto significa que o tradicional XX/XY = mulher/homem não é exactamente verdade. Há um espectro de géneros. E o género não pode ser definido unicamente com base no sexo cromossómico, nem unicamente no sexo genital, nem na combinação dos dois. Tem que se ter em conta o sexo cerebral. Este tema é absolutamente fascinante!

A primeira vez que ouvi falar de intersexo foi numa série brasileira cujo tema se desenvolvia em torno de uma clínica médica para mulheres, e onde a Ana Paula Aerósio desempenhava o papel de uma mulher jovem, lindíssima e estéril. A causa da esterilidade (e da ausência de menstruação) devia-se ao facto de ela ser geneticamente um homem. O seu desenvolvimento desde o útero foi feminino devido a uma deficiência numa enzima que transforma a testosterona (or something like that). O resultado é que o embrião não é sujeito à testosterona que era suposto para um rapaz e, logo, desenvolve-se como alguém do sexo feminino. O mundo é feminino por default, meus amigos. Só há um tipo de pessoas, os humanos, a existência de um outro sexo (masculino) prende-se com questões de estratégia biológico-evolutiva para aumentar a diversidade, nada mais. ;-P

Adorei este documentário (ver sinopse aqui, preços aqui). Ao pesquisar encontrei outros filmes que parecem interessantes. Pena os preços… :-( Ok, não podem ser gratuitos. Mas pelo menos vendê-los ao preço de um filme de cinema normal, não? Assim ninguém vê aquilo… E era tão importante que isto fizesse parte da cultura e da educação das pessoas! Para lhes manter a plasticidade mental e evitar que formatem o mundo em pequenos blocos estanques e pré-definidos…

Também a ver com esta questão dos sexos, está patente no Pavilhão do Conhecimento (Parque das Nações, Lisboa) uma exposição que me parece interessante: “Uma questão de sexo(s)”. Quero ver se consigo arranjar um tempinho para lá ir espreitar. :-) Está disponível até Agosto de 2007, por isso ainda tenho algum tempo. ;-)

Máfia

Acabou de estoirar aqui uma “bomba” em casa. Uns tios meus estão a ser ameaçados por uma máfia qualquer para pagar uma suposta dívida de há 5 anos (muito inflacionada, claro) a um tipo que lhes construiu a casa mas não fez o trabalho todo (e por isso não foi pago todo). Agora têm 5 dias para pagar ou eles resolvem as coisas por meios “extra-judiciais”. Cool! Mais um problema (muito) bicudo… :-(

Mas será impossível ter paz, será impossível não nos cruzarmos com os filhos-da-puta that walk this earth?! Tanto AVC e acidente de automóvel que acontecem praí e estes gajos ainda cá andam a fazer merda?…

*sigh*

Amanhã há Massa Crítica

Amanhã há mais bicicletada. No entanto ainda não é desta que consigo ir outra vez. E eu que gostava de aproveitar e fazer já a rodagem com as nossas novas meninas-dos-nossos-olhos. :-(

Cobalt Blue Genius (riding mode) Green Genius (storage mode)

Mas amanhã tenho que trabalhar até tarde e além disso, embora elas caibam facilmente no carro, é completamente estúpido ir de carro pra Lisboa e depois tirar as jingas do porta-bagagem e ir à MC. E depois voltar pra trás e voltar de carro pra casa. Talvez em Novembro dê, e aí espero já estar a andar de transportes públicos outra vez. Logo se vê. Ou então nessa altura já chove torrencialmente todos os dias e o pessoal fica todo em casa e não há mas é bicicletada pra ninguém. :-P

No próximo fim-de-semana há o 3º Festival Bike Portugal! Nós vamos, claro! ;-)

Info-escravatura

Ontem eliminei todas as minhas subscrições de feeds RSS. Acabaram-se os 30 posts diários do Boing Boing, os 15 do Treehugger, 1 ou 2 do Commute by Bike, meia-dúzia do Diário Ateísta, 1 ou dois do Inhabitat, outra meia-dúzia do Popgadget,… De seguida cancelei também as minhas subscrições nas mailing-lists da Quercus (2) e do GAIA.

Porquê? Porque me consumiam diariamente demasiado tempo. E muitas vezes sentia-me na obrigação de ver tudo. A maior parte das coisas no Boing Boing não me interessavam, nas listas ambientalistas também não (eventos e formação a que não quero ou não posso ir, notícias que só me entristecem e me dão um sentimento de impotência,…).

Passo a usar os links no blog como plataforma de websurfing. Em vez de receber sempre as últimas, de vez em quando espreito os sites e faço o update devido. Assim consigo gerir melhor o meu tempo e rentabilizá-lo melhor. E sem me sentir frustrada por não conseguir ler e assimilar tudo o que recebo ou que gosto de seguir…

Não gostei do mail automático do unsubscribe do GAIA:

«A abandonar o barco do ambiente? Onde ficou a tua vontade de ver um mundo melhor?

Volta sempre! :) »

Achei estúpido, desnecessário e arrogante. Não é por subscrever a lista que estou no barco do ambiente, nem que tenho mais vontade de ver um mundo melhor. O mundo está cheio de gente a explorar outras, e de gente a dar cabo das coisas, sejam man made ou naturais. Saber que a Coca-Cola está a arrasar os recursos hídricos ao pé da sua fábrica no Nepal, ou coisa que o valha, não implica que eu possa ir já a correr fazer alguma coisa para acabar com aquilo. Receber este tipo de notícias de coisas e sítios distantes que ficam depois a afligir-me quando nem no meu próprio país eu posso fazer alguma coisa de relevante… Tenho que aprender a desligar algumas coisas, para ter tempo, energia e vontade para me dedicar a outras que produzam resultados palpáveis. Nomeadamente para efectivamente fazer alguma coisa para ver esse tal mundo melhor.

No outro dia vi um documentário sobre o comércio justo (e não só) de café. Já conhecia o Comércio Justo, embora nunca tenha comprado nada (e ainda não visitei nenhuma loja), excepto um chá uma vez numa feira qualquer na FIL. Gostei do documentário, foi interessante e educativo. Acho as coisas do comércio justo um pouco caras. O problema é que nós estamos a habituados a um nível de vida insustentável (os preços não incorporam custos ambientais e sociais), passar a comprar mais coisas pelo comércio justo implicaria uma perda de rendimento, sobraria menos dinheiro para outras coisas. Ninguém que abdicar de melhor qualidade de vida (poder aceder a mais bens e serviços) quando a tal não se vê forçado. Nós não vemos as pessoas exploradas, nem as terras transformadas em desertos, nem os rios e aquíferos a ficarem contaminado ou secos, nem vemos coisas como Bhopal. No fundo, é como a co-incineração ou as lixeiras. Desde que não sejam no nosso quintal, não nos preocupamos em fazer menos lixo nem em dispose of it properly no fim.

Uma das coisas que mais me frustra é não saber a idoneidade das empresas e das lojas a que compro coisas. Houve uma altura em que boicotei os produtos Nike. Li acerca de coisas muito reles (ambientais e sociais) que eles faziam e não quis compactuar. O mesmo com a MacDonalds. E eu gostava dos ténis da Nike, eram das minhas marcas principais quando lá tinha que ir às malfadadas compras. Já a MacDonalds não me fez mossa nenhuma. Lá optei por uns ténis de outra marca nessa altura. Mais tarde soube que as fábricas onde a Nike subcontratava eram muitas vezes as mesmas onde outras marcas também subcontratavam, tipo Reebok, Adidas, sei lá. Senti-me estúpida. Abandonei o boicote. Agora faço o contrário, se for para fazer escolhas dessas opto pela positiva, isto é, compro qualquer coisa ali ou ali porque sei que nesse sítio fazem isto ou aquilo e agem assim ou assado. Porque o principal problema nestas coisas do consumo e das opções que com ele fazemos (e respectivos sinais económicos e políticos subjacentes) é que o facto de sabermos determinada coisa negativa ou até inaceitável por parte de determinado fabricante ou determinado serviço (loja, restaurante, whatever) e boicotarmos a empresa em causa, não significa que estejamos a fazer uma coisa boa, ou evitar algo mau, pelo menos enquanto não tivermos garantia de que o sítio onde passamos a obter aquele produto ou serviço não faz o mesmo (ou pior).

Enquanto não houver uma espécie de autoridade fiscalizadora global que me dê info detalhada e fidedigna sobre todas as marcas ao meu dispôr, como posso ser uma consumidora mais consciente? Sei lá se ao fugir da Zara por pôr pessoas a trabalhar em navios em alto mar para fugir às leis laborais e assim explorar as trabalhadoras não acabo por ir dar o meu voto-compra a uma Benetton que maltrata as ovelhas na produção de uma lã xpto? Se evitar o Mac e for para o Burguer King ou uma hamburgueria qualquer “local”, como sei que estes actuam de forma mais responsável? Se ao optar por dar mais dinheiro por um produto ou serviço mais caro porque estou a pensar que provém de uma empresa mais justa para com os seus trabalhadores ou mais responsável para com o ambiente, e depois descubro que a diferença de preço não equivale a maior eco-socio-justiça?

Consumir dá-me verdadeiras dores de cabeça e dores de alma. Penso em todas as coisas erradas e más que o meu dinheiro pode estar a propagar e a perpetuar sem que eu tenha noção, ou sem que eu possa decidir em verdadeira consciência. Porque eu não tenho a informação necessária! Eu quero poder privilegiar empresas, serviços, processos amigos do ambiente e amigos das pessoas, mas o seu desempenho nestes parâmetros não vem afixado na montra…

Era tão bom que fôssemos todos honestos e justos, simplesmente. Isto de ter que estar a descortinar é cansativo num mundo com tantas opções e tantas exigências.

Moção contra feriados religiosos

Era mesmo mesmo bom que isto fosse levado em conta e implementado. Mas sei que tal nunca acontecerá. Era revolução a mais para este país…

«O Movimento Liberal Social propõe que:

Sejam abolidos cinco feriados nacionais – Sexta-Feira Santa, Corpo de Deus, Assunção de Nossa Senhora, Todos os Santos, e Imaculada Conceição – e que todos os trabalhadores tenham, em substituição desses cinco feriados, o direito de declarar cinco feriados pessoais – os quais poderão coincidir, ou não, com datas de especial significado para a religião professada por esse trabalhador – nos quais eles, e só eles, são autorizados a não ir trabalhar.»

Vale a pena ler o post, está sucinto, claro, e aborda os problemas do sistema actual e as vantagens do sistema sugerido. Faz TODO o sentido, tanto do ponto de vista económico quanto do da liberdade pessoal. :-)

More copyright craze

Depois da comida, porque não os tecidos? Ler mais no Boing Boing. Esta gente está toda doida, é o que é. E quem se lixa é o consumidor. Se não abrimos os olhos e nos começamos a mexer estamos bem tramados…

P.S.: Iniciativa gira nos EUA, a Copynight.

TEDsters

Nestas últimas semanas, em que estive de volta do relatório de estágio, ia com o Bruno para a FCUL, de carro. No tempo de viagem deu para ver vários videos das TED Talks. Recomendo VI-VA-MEN-TE estes videos. Dá para sacar video ou audio.

Achei particularmente interessantes duas apresentações, uma do Barry Schwartz, onde é explicado como e porquê a abundância de escolhas na sociedade moderna está na verdade a fazer-nos sentir pior – “O Paradoxo da Escolha”. A outra é do Dan Gilbert, em que ele demonstra como nós humanos somos tão maus a prever (ou perceber) o que nos fará felizes. Apresenta um conceito muito interessante, o da felicidade sintetizada. :-) Some people can do it, others just can’t. I’m on the second group, i think. :-(

O Tom Robbins tem um aspecto físico e uma voz imponentes, e fala de como podemos libertar o nosso verdadeiro potencial. Adorei a história da Julia Sweeney, “Letting go of God“.

A apresentação do Hans Rosling (fundador do Gapminder, esclarece aqui alguns mitos acerca do mundo “em desenvolvimento”), da Majora Carter (fundadora do “Sustainable South Bronx“, explica o seu empenho para com a justiça ambiental e a sua visão para um South Bronx renovado), do Larry Brilliant (responsável pela erradicação da varíola, deseja construir um sistema global que detecte cada nova doença ou desastre logo que se iniciem), da Amy Smith (designer de aparelhos engenhosos de baixo custo para resolver problemas em países em desenvolvimento), do Nicholas Negroponte (projecto “One Laptop Per Child“), mostram-nos que “mudar o mundo” não só é possível como vai sendo feito. :-)

Também no caminho para um mundo melhor, temos as apresentações do Richard Baraniuk, onde é apresentado o Connexions, um sistema de publicação open source, e do Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, onde ele explica como funciona o seu sistema colaborativo funciona e o porquê do seu sucesso.

Achei muito interessante a análise dos princípios económicos em funcionamento no mundo real, neste caso dentro de um gang urbano, por parte do autor do livro Freakonomics, Steven Levitt.

Por abordarem o meu tema favorito, sexo, amor e questões de género, adorei (deixem frisar, a-do-rei) poder ouvir a minha antropóloga preferida, Helen Fisher, falar sobre as bases bioquímicas do amor (e da luxúria) e discutir os talentos naturais das mulheres e a sua importância no mundo moderno. [A propósito, no canal Odisseia costuma dar um programa delicioso chamado a Guerra dos Sexos que aborda as diferenças entre homens e mulheres. Acabou de dar um episódio ainda agora. :-) ]. Gostei muito de ouvir também a Eve Ensler, que escreveu “The Vagina Monologues” e fundou o movimento global “V-Day“, que trabalha para acabar com a violência contra mulheres e raparigas. Nesta apresentação ela “representa” um excerto do “The Vagina Monologues” e explica como o espectáculo ganhou vida própria.

Há mais vídeos para ver! :-) Agora saquei os mp3s, para ouvir depois no Zen.

Digam lá que a internet e a web não é uma coisa maravilhosa? De que outra forma eu ouviria falar deste evento e como poderia ter acesso a estas ideias? :-)

That’s why we must keep it free!!

Evolution

Este video de 60 s mostra perfeitamente porque nenhuma mulher por mais bonita que seja se pode sentir efectivamente bonita.

Sósias

Oh, e eu que não tenho nenhum sósia! :-P Isto é um projecto engraçado. E mais curioso ainda é pensar que… estas pessoas nem sequer são da mesma família! :-)

Choice of words

‘Aborto’ e ‘IVG’. Porquê the fancy words? Ainda por cima quando não descrevem aquilo de que se trata…

aborto

do Lat. abortu

s. m., acto ou efeito de abortar;
expulsão do feto antes do fim da gestação;
o que nasceu prematuramente;
fig., monstruosidade.

Não se pode “interromper” uma gravidez. Simplesmente porque não se pode fazer “pause“! Interromper algo subentende que esse algo prosseguirá no futuro após a interrupção, certo? Pelo menos é o que eu entendo das definições:

interrupção

do Lat. interruptione

s. f., suspensão;
acto ou efeito de interromper;
intermissão;
reticência.

interromper

do Lat. interrumpere

v. tr., suspender;
atalhar;
fazer parar por algum tempo;
estorvar;
obstar a.

gravidez

de grávido

s. f., estado da fêmea durante a gestação do feto;
prenhez.

Um aborto é um aborto, é uma terminação da gravidez, não uma interrupção! A causa do direito à escolha e da liberdade após a escolha (!) não deve usar eufemismos. Há que chamar as coisas pelos nomes e lidar com elas.

Toxoplasmose na mulher grávida

Mulher + homem –» gravidez –» 51 % rapazes

(Mulher + toxoplasma) + homem –» gravidez –» 72 % rapazes

Curioso, não?

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

É o lema da Restored Church of God Ambassador Youth.

Sapatos que crescem connosco

Achei muito fixe! :-)

Do site da Inchworm Inc.:

«Built right into INCHworm shoes is the iFit technology. The iFit technology allows you to GROW the size of the shoe with a simple push of the button. So eliminate unnecessary trips to the shoe store and provide your children with better fitting shoes that last up to three sizes longer. Inchworm shoes grow in half size increments. Just push the button on the side, and pull the toe of the shoe to adjust into the next size.»

Inchworm shoes

Também se pode ver um video! Há mais na secção Press.

Cinema cristão, música cristã

Os cristãos já são um segmento de mercado específico, apetecível e bem demarcado na área do cinema:

Uma Casa na Pradaria, Ámen - Parte 1Uma Casa na Pradaria, Ámen - Parte 2Uma Casa na Pradaria, Ámen - Parte 3

Agora pelos vistos também se vê a mesma tendência na música, quer comprada quer copiada ilegalmente (hmm, pelos vistos também não consideram P2P um pecado…).