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Crónicas da SPEZI I: os alemães

Os alemães são tipos grandes. Os pacotes de sumos deles são de 50 cl no mínimo, bem como as garrafas de água.

Drinks for pirates

Os pratos nos restaurantes davam pra duas doses.

Dinner before leaving

A T-shirt mais pequena que tinham na SPEZI era um S mas equivalia na boa a um M português.

SPEZI nostalgia look

Não sei se eles comem e bebem muito porque são grandes ou se são grandes porque comem e bebem muito… :-P

“Água” lá equivale a água com gás. É o default. Se queremos sem gás temos que pedir à partida. É ao contrário daqui.

Muitos não falam inglês, mas parecem perceber alguma coisa. O pior é que depois respondem na mesma em alemão. :-P Mas lá nos vamos desenrascando, e o mini-dicionário alemão-português-alemão dá muito jeito. :-)

Checking words on the little book german-to-portuguese

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Este post faz parte de uma série sobre a nossa viagem à SPEZI, na Alemanha, em Abril de 2008.

Activismo d-eficiente

O José Lima, um Eng. Electrónico que trabalhava no sector dos elevadores e que ficou paraplégico há 10 anos devido a um acidente de trabalho, iniciou em Agosto deste ano uma viagem de 788 km pelas estradas nacionais, numa cadeira de rodas transformada em handcycle, para chamar a atenção para os problemas de falta de acessibilidade dos espaços e serviços públicos e de descriminação no mercado de trabalho (está desempregado há 3 anos).


[Reportagem emitida na RTP, no dia 28/11/2007.]

A descriminação no emprego é algo que não compreendo, se o trabalho for “de secretária”, que diferença faz se a pessoa anda de cadeira-de-rodas ou não? A falta de acessibilidade e mobilidade destas pessoas é algo que eu não consigo perceber nem aceitar. É ultrajante. E pior ainda é ouvir as pessoas clamar pelo Estado, quando as pessoas, os cidadãos e as empresas têm responsabilidade nisto. Têm o poder de tomar a iniciativa de fazer as coisas bem, independentemente do Estado e das suas leis, Nós podemos fazer melhor do que a lei nos pede. Claro que dava jeito que as “autoridades” não nos cortassem as pernas nem dificultassem estas iniciativas. Tipo as Câmaras Municipais…

Mas quem faz isto a 30 % da população são os outros 70 %, nos seus cargos no Estado, em empresas grandes, pequenas e micro, e no seu dia-a-dia. Não nos iludamos, somos nós, primeiro que tudo, que perpetuamos esta vergonha. Nós, a nossa família, os nossos amigos. E é por aí que a mudança virá, se vier…