Archive for October, 2007

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 23

Já ao fim da manhã fomos a correr até ao jardim do Casino Estoril ver a cena dos acessórios para transformar cadeiras-de-rodas em handcycles, anunciada no programa da CMCascais. Não vimos nada. :-( Perguntámos a um senhor que estava lá com um posto de Bicas e ele disse que não viu nada disso ali. Banhada…

Enfim, ainda fomos a tempo de ter um glimpse do que é a Marginal Ciclável:

Marginal CiclávelMarginal CiclávelMarginal Ciclável

A faixa da direita já estava quase a ser reaberta ao trânsito automóvel, mas mesmo assim ainda vimos várias pessoas a passar de bicicleta, pelo que presumo que a iniciativa tenha tido uma adesão siginificativa. Só acho que 30 km/h de limite para os automóveis é excessiva e desnecessariamente baixo, dado que os ciclistas teriam uma faixa inteira só pra si… Claro que quem foi para ali de carro se arrependeu, pois ficou preso no pára-arranca…

Na zona vimos um Hummer a passar… Tinha esperança que aquelas bestas não chegassem a Portugal. Deviam ser proibidos de circular na cidade (ou tudo o que não fosse o deserto ou zona de guerra…).

Um Hummer na cidade

Acho o Marginal Ciclável uma iniciativa interessante e válida, mas acho que há prioridades, e primeiro há que ter “passeios caminháveis”…

Passeio por onde as pessoas mal conseguem passar...

E pelos vistos aqui o estacionamento para bicicletas (e para motas) é inexistente ou insuficiente…

Bicicletas junto ao Casino EstorilBicicletas junto ao Casino Estoril

Reparem que aquele U invertido não é para estacionar bikes, mas sim para evitar que os carros subam o passeio. :-) Curioso, não?

Bikes junto às esplanadas, no Estoril

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o dos dias 20 e 21

O Festival do Táxi decorreu na Gulbenkian nos dias 20 (todo o dia) e 21 (apenas de manhã).

Festival do Táxi - Colóquio Científico e Técnico

No dia 21 eram também as Jornadas de Ambiente da Quercus sobre Mobilidade Sustentável. Inicialmente eram pra ter sido em Abril ou lá o que era, mas entretanto foram adiadas alguns meses, e cometeram o erro de as passar para a Semana Europeia da Mobilidade… O erro de as fazer em Fátima foi repetido (fui às do ano passado, sobre Construção Sustentável, e também foi lá). Resultado, no meio de tantos eventos sobre mobilidade nesta altura, a afluência de participantes ainda foi mais diminuta que no ano passado. Além disso, suspeito que a maior parte dos inscritos seriam novamente da zona de Lisboa (como eu), e às tantas ter que perder 3h em viagens (isto se formos de carro e pela autoestrada) desmotiva um bocado e o mais certo é sermos levados a participar noutra coisa qualquer a decorrer. Foi o que aconteceu comigo, preferi assistir ao Festival do Táxi. Se fosse em Lx ainda teria ido assistir às conferências da tarde, mas sendo em Fátima essa hipótese não era exequível… :-( Foi pena, mas não possuo o dom da ubiquidade. ;-)

Fui de carro até Sassoeiros, de Mobiky até à estação de comboios de Oeiras, de comboio até ao Cais do Sodré, de Metro até à estação de S. Sebastião, e de Mobiky até à Gulbenkian.

Headed to the Taxi Festival

Guardei a bicicleta no serviço de bengaleiro que eles disponibilizam. 5 estrelas. :-)

Achei muito interessante o colóquio. Na pasta com documentação estava incluída uma listagem dos participantes no evento (incluia os oradores e organizadores), com nome, país, profissão, empresa e e-mail. Achei aquilo um bocado “abusado” porque na minha inscrição, ao colocar a informação, não autorizei ninguém a divulgar essa mesma informação… Mas enfim, até foi interessante ver o conjunto de pessoas presentes. Contei 152 pessoas, sendo que apenas 21 eram de Portugal (13.8 %). Cerca de 7, pelo menos, tinham directamente a ver com o Festival (eram oradores ou organizadores), logo, talvez uns 9 % dos participantes tenham sido portugueses, umas 14 pessoas que foram ali não por irem falar nem por estarem ligadas ao evento, mas porque estavam mesmo interessadas naquilo. Penso que não havia ali ninguém da Carris, da CP, da Transtejo, ou de outro operador de transportes públicos. Não penso que houvesse nenhum taxista nem nenhum dono de uma empresa de táxis (excepto talvez 1 pessoa, cuja área não consegui perceber pelo nome da empresa). A maior parte das pessoas eram de França ou de países próximos (Bélgica, etc). Dada a afluência de portugueses (ou pelo menos, de não-franceses), fazer este Festival cá fez tanto sentido como fazer as Jornadas da Quercus em Fátima… Mas não me queixo, assim tive a oportunidade de ser exposta ao que se faz lá fora, gratuita e facilmente, aqui perto de casa e até com direito a almoço e coffee-brakes gratuitos! ;-)

O evento foi divulgado nos mainstream media e não percebo o porquê do desinteresse por parte de quem trabalha nesta indústria (transportes públicos e privados, mobilidade,…). Conhecimento, experiência e informação aqui à mão de semear, a custo zero, e ninguém aproveita? Ninguém se preocupa em ganhar uma edge na competitividade, na inovação?

Não tenho tempo nem paciência neste momento para fazer um relato como deve de ser do evento, mas falou-se do táxi como serviço e não como veículo. Os táxis podem ser automóveis ligeiros, carrinhas multi-passageiros (táxis colectivos), motas. Podem funcionar em esquema de rua (praças de táxis e mandar para um quando passa por nós algures), ou por reserva ou pedido prévio, por telefone, internet,… Falou-se muito na gestão da mobilidade, nas soluções de mobilidade em zonas de pouca densidade populacional, e para populações envelhecidas e/ou com necessidades especiais de mobilidade.

Cá fora, estavam em exposição dois “táxis do futuro”, que ainda espreitei:

Táxi do futuroTáxi do futuro
Táxi do futuroTáxi do futuro

Vi a apresentação da equipa vencedora do concurso Táxi Stand:

Festival do Táxi - Colóquio Científico e Técnico

E num evento posterior em que participei, no CIUL, pude ver ao vivo o protótipo de alguns dos módulos desta “paragem” de táxis futurista:

Protótipos de alguns dos módulos do Táxi Stand vencedor

Adoro os eventos na Gulbenkian, com aquelas janelas amplas para o jardim exuberante, os edifícios com varandas e telhados verdes, o jardim lindíssimo, cheio, vivo. :-) A maior parte dos “jardins” em Portugal são meia-dúzia de árvores e muita relva… :-(

Festival do Táxi - Colóquio Científico e TécnicoO belíssimo jardim da Gulbenkian

Montes de fotos do Festival disponíveis aqui.

Lotação esgotada

A procura dos parques de estacionamento para bicicletas na estação de comboios de Oeiras já excede largamente a oferta, a lotação fica esgotada rapidamente.

O parque de estacionamento de bicicletas tem a lotação mais que esgotadaMais bikes e motas do outro lado da rua, frente à PSPMais bikes e motas do outro lado da rua, frente à PSP
Mais bikes do outro lado da rua, frente à PSPMais bikes do outro lado da rua, frente à PSPBicicleta junto ao barEstacionamento para bicicletas no lado Sul da estação de comboios de Oeiras

Agora imaginem a quantidade de pessoas que se perde em atrair para a utilização da bicicleta como meio de transporte, porque não há lugares suficientes, porque os lugares que existem não oferecem a segurança que algumas pessoas exigiriam para deixar as suas bicicletas ali durante um dia inteiro (como eu), porque não há lugar para guardar bicicletas diferentes do modelo previsto (ex.: muita gente diz que até gostava de usar a bicicleta mais vez mas tem que levar o cônjuge e os filhos de manhã)…

Além disso, também o estacionamento de motas parece não ser muito levado em conta no planeamento de lugares de parqueamento, o que leva a que os donos as estacionem em cima dos passeios e noutros locais menos adequados…

Para que serve a Divisão de Acessibilidades e Mobilidade do Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Oeiras?… Presumo que nenhum deles passe pela estação de comboios no seu dia-a-dia e que não saibam o que se passa no seu concelho… Ou simplesmente sirvam apenas o lobby do alcatrão e do automóvel e por isso é que tudo o que tenha a ver com “acessibilidade” e “mobilidade” do não-automobilista (peões, ciclistas, motociclistas até) seja ignorada, negligenciada, até desprezada…

Vale Fuzeiros nos media

A minha família materna é toda natural do Conselho de Silves e por lá vive. A minha tia e o marido vivem em Vale Fuzeiros, um local de rara beleza natural. Nem vos consigo descrever o quão lindo é o céu nocturno naquele lugar… :-) Nem o da minha avó, perto de Messines, que eu já acho tão overwhelming consegue igualar o do Vale.

É um local habitado essencialmente por pessoas idosas e algumas menos idosas mas de fracos recursos económicos e pouca educação académica. E depois, como um pouco por todo o Algarve mais interior, há os estrangeiros, que são os que descobrem estes pequenos paraísos, e aí instalam diferentes actividades (turismo rural, agricultura biológica, artesanato, etc, etc). São eles que trazem inovação (e dinheiro) a estas povoações e, muitas vezes, são os que mais as defendem de abusos por parte do nosso próprio Governo e por parte de lobbys económicos. Claro que não o fazem exclusivamente por altruísmo, se ali têm os seus refúgios privados ou negócios implementados ou por implementar, mas seja como for, são infinitamente mais activistas e mais informados do que as populações locais que por lá resistem.

Ontem veio um grupo de residentes de Vale Fuzeiros manifestar-se em Lisboa contra o traçado de uma linha de muito alta tensão da REN, que parece que vai passar por lá, colocando em risco a saúde das pessoas e desvalorizando a área, por isso, e por contaminar e afectar a beleza natural daquela zona. Tiveram o apoio dos residentes de Sintra, afectados por uma situação similar (embora mais em questões de saúde, visto não podermos, not in our wildest dreams, comparar o contexto de paisagem de Vale Fuzeiros com o da sobrepopulada Sintra urbana…).

Não sei que interesses este traçado e o modo de implementação (aéreo) servem. Talvez outras alternativas existam, e provavelmente serão mais caras. Azar, gastem-no. Se têm dinheiro a rodos para deixar fugir para os bolsos de políticos e funcionários públicos corruptos ou sem ética, se têm dinheiro para gastar em coisas etéreas e fúteis, também têm para salvaguardar o bem-estar, a vida e os parcos interesses destas pessoas. Não sou de forma alguma contra o “progresso” (autoestradas, rede eléctrica, etc, etc) mas este não pode ser feito com prejuízo para os indivíduos, os pequenos e os insignificantes. E se há maneiras melhores de fazer as coisas, há que optar por elas.

But hey, isto é Portugal. Um país de governo corrupto (brandos costumes, mas a corrupção branda também mói e atrasa) e povo acomodado. Vejam o que têm feito e deixado fazer ao algarve litoral, agora ao alentejo litoral, a tudo o que seja natureza. Destroem os recursos para fazer dinheiro fácil e rápido, e amanhã já não teremos nada para vender nem para atrair turistas e investimento porque as pessoas não vêm cá pelo betão e pelos hotéis luxuosos. Esse podem ser feitos em qualquer lugar. As pessoas vêm cá pelo que a Natureza construiu, não o Homem, vêm pelo mar, pelas praias, pela costa unspoiled and uninhabited (not for long), pelas terras desertas de gente mas povoadas de paz, ar puro, Natureza, beleza.

Não sei se isto é um problema das pessoas no geral, se das do meu país em particular. Mas enoja-me o que as pessoas com mais poder (económico, político) fazem just because they can, quando é delas que se esperaria maior ética, maior sentido de dever, maior inteligência (não em proveito próprio, mas da comunidade). Mas não, parece que quanto mais têm e são, mais querem ter e ser and fuck everyone else. Viver neste mundo é uma desilusão permantente, aliviada apenas por alguns momentos intercalares de esperança ténue…

Enfim, gloomy day, I guess.

Forma de vida não-identificada, no meu quintal

Alguém sabe o que poderá ser esta coisa?

Uma forma de vida estranha no meu quintal

É um objecto terrestre não-identificado. A minha mãe chamou-me hoje para o fotografar, disse-me que de vez em quando brota do chão e cheira muito mal…

Não faço ideia do que será.

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 18

No dia 18 fui assistir ao seminário da OEINERGE, “MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS”.

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Era na Biblioteca Municipal de Oeiras e por isso fui de bicicleta. :-)

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Era a única. Não sei que opções tomaram as pessoas que participaram no seminário e trabalham na Câmara Municipal (ali perto), arrisco a assumir que usaram o carro, mesmo que tenha sido em carpooling. Alguns “meros” cidadãos” usaram os TP. Estava muito pouca gente no seminário, a maioria era das entidades que organizaram ou apresentaram estudos no seminário. A sociedade civil não apareceu (salvo meia-dúzia de excepções nas quais me incluo).

Na apresentação do estudo de mobilidade para Oeiras da TIS, percebi que o Professor José Manuel Viegas deve ter mudado de ideias quanto à bicicleta, visto abordar o seu uso, vias cicláveis, etc, neste estudo. Ou então acha que Oeiras é diferente de Lisboa e que aqui as pessoas não se vão matar umas às outras e a si próprias ao optar por circular de bicicleta…

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Houve algumas coisas que aprendi ao assistir a este evento, nomeadamente que para mudar uma paragem de autocarros de sítio ou o percurso de uma carreira, tem que se pedir o aval à administração central… (!!!). Mas houve outros pomenores que não foram abordados ou que foram mal explicados e, pela primeira vez, decidi arriscar e colocar perguntas aos oradores. Delineei-as no papel e pus o braço no ar. Ia fazer aquelas perguntas independemente do coração acelerado (isto de ser tímido é do caraças). Mas não me deixaram, “não havia tempo”. Só 3 pessoas fizeram perguntas, e se tivessem gerido melhor o tempo quer dos que perguntaram quer dos oradores que responderam, eu também teria podido falar… :-(

Enfim, foi uma banhada, como esperava. Vejam os exemplos desta foto:

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

O SATUO anda prá frente e pra trás VAZIO, há anos, a gastar energia e a fazer ruído desnecessário junto às casas dos prédios por onde passa.

Os comboios não estão preparados para serem utilizados por utentes com maiores necessidades de espaço (mesmo que pagassem por isso): bicicleta, carrinhos de bebé, cadeiras-de-rodas, equipamento desportivo como pranchas de surf, mal cabem nas carruagens e tornam-se um empecilho. Tem havido progressos por parte da CP, mas a falta de carruagens adequadas e a subsequente limitação de levar bicicletas nos fluxos e horas de ponta, impedem a utilização do conjunto comboio/bicicleta para ir para o emprego…

Os autocarros andam todos sujos, sebosos, e as paragens não têm conforto nenhum (a maior parte não tem sequer abrigo, nem banco).

É assim que querem tirar pessoas dos seus carros e pô-las a usar transportes públicos?…

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 14

Era para ter ido assistir ao colóquio: “Estratégias para a Implementação dos Modos Suaves de Transporte em Lisboa. A Bicicleta e o Peão: Instrumentos de uma Nova Mobilidade”. E tentei ir. Mas não vi com atenção o local e acabei por me perder na Ajuda, junto ao pólo da Universidade Técnica, a pedir direccions a uma prostituta desdentada, e a ficar apeada, de bicicleta (tive um problema num travão) no meio do que parecia ser uma zona de habitação social, e a ter putos ciganos todos andrajosos, com as mãos peganhentas e negras (um tinha a variante vermelha, como se tivesse estado a mexer em gelatina…) a tocarem na bicicleta enquanto perguntavam o que era cada peça em que tocavam (campainha, luzes, etc). E eu já a pensar que me iam fanar o meu meio de transporte e “menina dos meus olhos” e o que mais que apanhassem da minha mala…

Fui de comboio até Belém e depois subi aquela rua toda até lá acima ao jardim Botânico e mais acima… O percurso era assim:

Corrida de obstáculos na Calçada da AjudaCorrida de obstáculos na Calçada da AjudaCorrida de obstáculos na Calçada da Ajuda

Não é ultrajante? Ver idosos a encolherem-se pelo meio dos carros estacionados em cima dos passeios, pelos sinais de trânsito, postes, caixas de electricidade, esplanadas, vasos, publicidade, buracos, passeios não desnivelados,… Uma pessoa pensa mesmo que devia era andar de carro e pronto, que se lixe, que isto não é vida para ninguém… O carro ao menos tem amortecedores e as estradas mais ou menos desimpedidas. Chegando lá acima o piso da estrada e a largura dos passeios melhora, mas os carros estão no caminho à mesma. Engraçado como preferem ocupar o passeio a obstruir uma das duas faixas de rodagem para cada sentido da estrada…

Corrida de obstáculos na Calçada da Ajuda

A experiência deste dia (e de muitos outros dias) só mostra a pertinência das intenções do tal colóquio…

Bom, felizmente o Bruno andava por Lisboa e tinha levado o carro, pelo que enviei um pedido SOS e ele foi-me buscar. :-) Entretanto fui com ele gravar uma maquete para um programa na Rádio Zero do IST. Ele e mais outros convidados. Foi uma experiência gira. :-)

Rádio ZERO, ISTRádio ZERO, IST

Quando a conversa se tornava mais hermética (temas informáticos que eu já não captava) e as pernas exigiam movimento, fui dar uma volta pelo campus.

Vi que tinham 2 locais para estacionamento de bicicletas, um na entrada Norte:

Estacionamento de bicicletas no IST

Engraçado que muitas estavam presas ao gradeamento e não ao suporte (tal como eu faria). Na porta Sul estava outro suporte, mas com menos bicicletas (atenção que isto foi a uma 6ª-feira lá para as 18h-20h…):

Estacionamento de bicicletas no IST

Também havia um estacionamento próprio para motas, bastante concorrido:

Estacionamento para motas no IST

No exterior, em frente à porta a Poente, havia outro, que não dava para as encomendas (muitas motas estavam no passeio):

Estacionamento para motas um bocado esquisito

Uma era uma MP3! :-)

Uma MP3 junto ao IST

Uma coisa que me “impressionou” no campus do Técnico foi a sua dominação pelos carros. Tudo era estacionamento e até “estacionamentalizaram” os passeios. Um campus devia ser uma zona pedonal, as pessoas andam no meio da estrada de qualquer forma.

Instituto Superior Técnico"Estacionamentalização" dos pesseios no IST"Estacionamentalização" dos pesseios no IST

E isto é o Técnico, por isso até há lugares para “viaturas oficiais” (whatever that means):

Por aqui há "viaturas oficiais"...

E até vi um carro topo de gama a passar com um homem lá dentro com pose e pinta de milionário… Ainda bem que fui para a FCT-UNL, lá as pessoas parecem um pouco mais normais. :-P

Também dei um giro pelo edifício principal, achei engraçado os corredores, o ar de escola antiga, os degraus em pedra com sulcos, gastos da quantidade enorme de gente que passou por eles ao longo de décadas. :-)

Instituto Superior TécnicoInstituto Superior Técnico

Há aquele ar imponente das coisas com história.

Ah, e é probido fumar em todo o edifício! :-)

Instituto Superior Técnico

Uma coisa inédita, enquanto fotografava o corredor e o hall, um segurança veio dizer-me que não podia tirar fotografias ali. Eu não me fiquei e, calmamente, fui rebatendo e questionando o que ele dizia. Afinal, não estava a fazer nada de mais e não havia sinal nenhum de proibição de fotografar (como há de fumar, por exemplo). Ele dizia que era do regulamento (que pedi para ver, dado que não estava afixado em lado nenhum visível), e depois que era de ordens superiores e tal. Às tantas desistitu e disse só que se alguém viesse falar comigo que o problema era meu. E eu, “ok!”. :-P

Quando voltei ao estúdio, falei disso com o pessoal. Falámos sobre os direitos de autor, o copyright, os direitos de imagem, etc, histórias mirabolantes, and so on. Perguntei se alguém sabia se havia alguma ONG que lidasse com estes temas porque começam a ser prementes e quero fazer alguma coisa. O fundador da ANSOL (bolas, agora não me lembro do nome dele), disse que esta organização lida um bocado com isso, mas entretanto deu-me uma notícia quente, tinha acabado de ser constituída uma nova ONG para lidar especificamente com estas causas, a LED - Liberdade na Era Digital. Ainda está em desenvolvimento, mas tornar-me-ei sócia logo que seja possível.

Já agora, outra dica interessante dada pela mesma pessoa: a Torre do Tombo e a Biblioteca Nacional têm milhares de obras em domínio público acessíveis online! :-)

Alargamento do IC19 só piorou o congestionamento?(!)

É impressão minha ou este autarca está a dizer que o alargamento do IC19 chamou mais carros para esta via e para Lisboa, entupindo ainda mais os acessos e o próprio IC19?

Mais faixas no IC 19 implica mais caos nas localidades de acesso

A mim parece-me óbvio, mas é sempre estranho ouvir alguém da administração central ou local a admitir isto…

Fazer pão, à moda antiga

Já viram alguém fazer pão caseiro, no forno a lenha? A minha avó materna ainda vai fazendo, de vez em quando (aquilo é trabalho braçal puxado!).

Preparar e depois tender a massa:

A avó a tender a massa do pãoA avó a tender a massa

Colocar a massa preparada no tabuleiro:

A avó a ajeitar os panitos por cozer

Pôr o pão no forno:

A avó a pôr os pães no forno

Uma hora depois, voilà:

O pão cozido

Pãozinho algarvio caseiro! :-) Melhor, só o pão-bolo que eles chamam “costa” e que é uma gulodice simples mas irresistível. :-D

Geradores eólicos

Na última vez que fui a casa da minha avó, já estavam os 3 geradores instalados, embora apenas um em funcionamento.

3 geradores eólicos

Não resisti e fui lá acima vê-los de perto. :-P

Os geradores eólicos vistos de perto

A escala daquelas coisas é gigantesca!!

Base de um gerador eólicoGerador eólico visto de baixo

Estranhamente, mesmo por baixo daquilo não se ouvia barulho algum das hélices a girar, apenas um zumbido do motor. Mas lá em baixo, onde fica a casa da minha avó e a dos meus tios (um pouco mais para trás), ouve-se um “zuuummmm” mais forte e que parece estar associado ao girar das hélices…

Vista lá do alto

O ruído não é dramático, mas em algumas situações/circunstâncias pode ser um bocado incomodativo. Esperemos que os 3 a funcionar não seja muito pior…

Quando lá fui ao monte espreitar ainda andei às voltas à procura de outra coisa, a escola antiga da minha mãe e dos meus tios. Não a encontrei mas vi imensas casinhas lá no alto, incluindo esta, que ou era mesmo nova ou restaurada:

Casa no topo do cerro

Atrás tinha outra, em ruínas. Está à venda. Parei lá e fui bisbilhotar. Não imaginam o silêncio daquele lugar. Um silêncio ABSOLUTO. Mesmo com os geradores a pouca distância. Só muito raramente passava algum carro. De resto,… era o silêncio. Não me lembro da última vez que senti tanta paz. :-) Nada a ver com o Algarve que a maior parte das pessoas conhece… (e que eu detesto!).