EMEL, ou devo dizer EMEAL?

Soube há dias que a EMEL é parceira num projecto europeu de promoção do carro eléctrico (está na moda). E não só, parece que vai mudar de nome, para não lidar só com o estacionamento, quer meter-se também no carsharing.

Como pessoa carfree que sou (quando preciso de um carro vou buscá-lo emprestado a Oeiras), sou uma potencial cliente particular e empresarial de um bom sistema de carsharing em Lisboa. Mas numa cidade gerida de forma a inviabilizar coisas destas, dadas as rédeas livres dadas aos automóveis (particulares, nomeadamente), não sei se faz sentido ter uma empresa municipal a competir com uma empresa de transportes públicos, a não ser que efectivamente tome medidas para tornar isto mais competitivo (coisa que a Carris não pode fazer).

O que eu queria mesmo era uma verdadeira empresa municipal de estacionamento (e mobilidade), e não apenas uma empresa municipal de estacionamento e mobilidade em automóvel, que é o que a EMEL é. Admite-se que os parques e zonas de estacionamento da EMEL não incluam lugares para bicicletas, e este incentivo aos veículos eléctricos não incluam as bicicletas eléctricas? É que nem que fosse só para inglês ver, independentemente de serem capazes de ver o valor estratégico da coisa, ou de se importarem.

Enfim.

P.S.: Hoje é o segundo dia do Simpósio “A Rua de TODOS”.

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Uma resposta a EMEL, ou devo dizer EMEAL?

  1. miguel diz:
    Mozilla Firefox 3.6.13 Ubuntu Linux

    ridículo. uma empresa pública a competir com uma empresa pública, num serviço em que serial essencial haver um monopólio centralizado em vez de pequenos serviços dispersos.
    os conselhos administrativos destas empresas não devem ter pachorra para resolver os problemas internos, então ocupam o tempo com estes projectos sexy…

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