Monthly Archive for Janeiro, 2009

Leis

Ando para aqui à procura de umas cenas relacionadas com o Código da Estrada e tropecei nisto. Excertos:

Artigo 1.o – Definição e fins da segurança interna

1 — A segurança interna é a actividade desenvolvida pelo Estado para garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, proteger pessoas e bens, prevenir e reprimir a criminalidade e contribuir para assegurar o normal funcionamento das instituições democráticas, o regular exercício dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e o respeito pela legalidade democrática.

2 — A actividade de segurança interna exerce-se nos termos da Constituição e da lei, designadamente da lei penal e processual penal, da lei quadro da política criminal, das leis sobre política criminal e das leis orgânicas das forças e dos serviços de segurança.

3 — As medidas previstas na presente lei destinam-se, em especial, a proteger a vida e a integridade das pessoas, a paz pública e a ordem democrática, designadamente contra o terrorismo, a criminalidade violenta ou altamente organizada, a sabotagem e a espionagem, a prevenir e reagir a
acidentes graves ou catástrofes, a defender o ambiente e a preservar a saúde pública.

Artigo 2.o – Princípios fundamentais

1 — A actividade de segurança interna pauta-se pela observância dos princípios do Estado de direito democrático, dos direitos, liberdades e garantias e das regras gerais de polícia.

2 — As medidas de polícia são as previstas na lei, não devendo ser utilizadas para além do estritamente necessário e obedecendo a exigências de adequação e proporcionalidade.

Artigo 5.o – Deveres gerais e especiais de colaboração

1 — Os cidadãos têm o dever de colaborar na prossecução dos fins de segurança interna, cumprindo as disposições preventivas estabelecidas na lei, acatando ordens e mandados legítimos das autoridades e não obstruindo o normal exercício das competências dos funcionários e agentes das forças e dos serviços de segurança.

Artigo 28.o – Medidas de polícia

1 — São medidas de polícia:

a) A identificação de pessoas suspeitas que se encontrem ou circulem em lugar público, aberto ao público ou sujeito a vigilância policial;

b) A interdição temporária de acesso e circulação de pessoas e meios de transporte a local, via terrestre, fluvial, marítima ou aérea;

c) A evacuação ou abandono temporários de locais ou meios de transporte.

2 — Considera-se também medida de polícia a remoção de objectos, veículos ou outros obstáculos colocados em locais públicos sem autorização que impeçam ou condicionem a passagem para garantir a liberdade de circulação em condições de segurança.

Artigo 31.o – Dever de identificação

Os agentes e funcionários de polícia não uniformizados que, nos termos da lei, aplicarem medida de polícia ou emitirem qualquer ordem ou mandado legítimo devem previamente exibir prova da sua qualidade.

Artigo 34.o – Meios coercivos

1 — Os agentes das forças e dos serviços de segurança só podem utilizar meios coercivos nos seguintes casos:

a) Para repelir uma agressão actual e ilícita de interesses juridicamente protegidos, em defesa própria ou de terceiros;

b) Para vencer resistência à execução de um serviço no exercício das suas funções, depois de ter feito aos resistentes intimação formal de obediência e esgotados os outros meios para o conseguir.

2 — O recurso à utilização de armas de fogo e explosivos pelas forças e pelos serviços de segurança é regulado em diploma próprio.

É interesssante analisar os acontecimentos de dia 16 (e 23) de Janeiro, em Almada, com esta lei que nos rege, supostamente. Estou um bocado surpreendida com o Art. 31: desde que uniformizados, os agentes não têm que ter identificação?…

It makes me smile inside

Não é lindo? É como ser de uma tribo em extinção e de repente ver alguém familiar. Bom, neste caso não será em extinção, mas em expansão. But you get my point. :-)

Rescaldo d’A Marcha do Caracol

Estava a trabalhar pelo que não pude participar, mas até agora encontrei este relato no site do movimento, este artigo no Jornal de Notícias (também tinham divulgado o evento no dia anterior), este artigo no Portugal Diário, outro igual no Sol e no DiárioDigital, um artigo no Publico, e um relato num blog, (e fotos aqui)

Não foi o nível de terrorismo da primeira celebração, mas o facto de terem aparecido tantos agentes para tão poucos cidadãos, e o facto de terem aparecido e agido de cara tapada e capacetes, denota alguma má-fé, ou pelo menos falta de bom senso na gestão e planeamento destas intervenções…

Não percebo também a necessidade de tirar o rapaz do chão à força, aquela zona é tão ampla que os carros poderiam passar ao lado, desviando-se, tal como os peões têm que desviar deles muitas vezes…

Celebração II – A Marcha do Caracol

Isto não pode ficar assim.

A marcha do caracol

Vamos ver que estratégias criativas serão usadas pela polícia desta vez, contra quem, e em defesa do quê… Filmem, fotografem, gravem. De perto e de longe. Descaradamente e dissimuladamente. ;-)

Mais um awareness test

Falhei 8 perguntas e errei o total de pontos por 1.

Não sei se isto faz muito sentido, afinal, uma coisa é estarmos atentos ao que nos rodeia, nomeadamente peões e outros utentes das vias, outra coisa é estarmos atentos às cores das suas camisolas e a fazer contas e a registar mentalmente o número de pontos acumulados… :-P As áreas do cérebro que usamos para diferentes coisas devem ser relevantes para isto, não?

[via]

Terrorismo interno

Terrorismo policial” parece ser a melhor descrição para as atitudes e acções de alguns agentes da PSP no passado dia 16 de Janeiro, contra uma vintena de cidadãos, na chamada Zona Pedonal de Almada.

É sempre complicado perceber estas histórias vistas de fora, quando não há muitas testemunhas nem provas, é uma questão de credibilidade dos envolvidos, o que torna difícil tomar partido. Contudo, conheço pelo menos uma das vítimas, e acredito na sua versão dos factos.

Testemunhos:

Peões agredidos e detidos pela polícia na Zona Pedonal de Almada
Quando a cidadania fica refém da intolerância
Mais um relato da violência policial na Zona Pedonal Almada

Galeria de fotos no site do movimento Almada Pedonal.

Alguma da repercussão na blogosfera:

Cultura de violência
Peões agredidos e detidos em Almada

Eco nos media:

Primeiro Jornal da SIC (19/01/2009) (min 02:16)
Manifestação contra circulação automóvel resulta em três feridos e duas detenções
Almada: Peões agredidos vão apresentar queixa contra PSP
Agredidos em manifestação vão apresentar queixa contra PSP
Peões agredidos em manifestação vão apresentar queixa contra a PSP

20 pessoas transformaram-se em 200. Uma celebração transformou-se numa manifestação & protesto. A circulação pedonal (trânsito de peões), transformou-se em “perturbação do trânsito” (motorizado e ilegal, presume-se). Um grupo de pessoas na rua que “se recusam a dispersar” sujeitam-se a levar porrada por isso.

Impressionante.

Posto isto, e na onda do apelo feito, fiz o mínimo que me é possível, escrevi um e-mail que enviei ao IGAI (c/ conhecimento da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias), a pedir informações acerca dos procedimentos de inquérito em curso. E achei por bem divulgar esta questão aqui no blog.

Isto é terrorismo. Pior que o “outro”, porque mina a confiança nas pessoas e instituições encarregues de zelar pela ordem, pela liberdade e pela justiça no seu país.

Os agentes envolvidos deveriam ser expulsos e processados criminalmente. O facto de não se identificarem (por distintivo nem em resposta ao pedidos dos cidadãos) e de se preocuparem em apagar fotos e vídeos e destruir máquinas fotográficas/vídeo demonstra a má fé subjacente aos seus actos…

15 vidas

Ontem eu e o Bruno comemorámos 8 anos de namoro. :-) Não deu tempo para grandes comemorações especiais, pelo que fomos apenas ao cinema, precedido de um jantar fast-food (crepes!). Continuo a querer ir ver o Austrália, mas o Bruno não está para aí muito virado, e aquilo dura 3 horas, pelo que optámos por ir ver um mais curtinho, de “apenas” 2 horas, o 7 vidas, com o Will Smith. Ainda não tinha lido ou visto nada acerca deste filme, tinha apenas uma pequena sinopse no guia do cinema e a referềncia do Bruno (Alexandre) no post sobre o Benjamin Button. ;-)

[Há cenas nos trailers online que eu não me lembro de ver durante o filme...]

Achei o filme um bocado lento e frustrante até meio, talvez dois terços do mesmo. Não via ali um fio condutor, não conseguia perceber a lógica unificadora de todas aquelas pontas soltas. No fim tudo se revelou e a história “fez-se”. Não me lembro da última vez que chorei com um filme (à parte o Titanic, há vários anos – sim, eu chorei com o Titanic :-P ). Neste chorei. É uma história especial, singular na maneira como alguém decide reagir e agir sobre algo que fez, que aconteceu, e que marca de uma forma insuportável a sua vida.

É diferente do Benjamin Button, não são comparáveis. Vejam os dois. ;-)

The curious case of Benjamin Button

Fui ver este filme ontem, com o Bruno. Recomendo, é muito bom.

Os efeitos são espantosos, a história é triste e linda, e tem o Brad Pitt. :-P

Lembra-nos a dádiva que é encontrar alguém certo na altura certa, e podermos ir juntos na mesma direcção…

Apelo às mulheres das bicicletas

Pá, a caderneta das Binas tem neste momento 10 cromos, dos quais apenas 2 são mulheres (uma delas sou eu), os outros 8 são homens e jovens. O retrato típico. Não pode ser! Onde estão as mulheres e os mais velhos?… Ponham lá o vosso cromo também. ;-)

‘Bora reivindicar o direito dos peões às zonas pedonais

Recebi esta mensagem:

Olá ,

Dois meses após a inauguração da zona pedonal de Almada, é tempo de experimentar e celebrar este novo espaço. Um espaço que ajuda Almada a ser uma cidade com vida própria, afastando-a do seu papel de subúrbio dominado pelo automóvel.

Almada tem finalmente uma zona pedonal. Curiosamente, nesta zona circulam veiculos autorizados, que incluem 4 carreiras de autocarro, táxis, cargas e descargas e centenas de automóveis com autorização especial. Em qualquer dia da semana, à hora de ponta, pode contar-se mais de 50 veículos a circular num período de 15 minuto. Trata-se provavelmente da zona pedonal com mais carros do mundo.

Esta festa é uma oportunidade para todos os automobilistas, peões, ciclistas, skaters, ou outros veículos, disfrutarem da zona pedonal sem usar o motor.

Há muitas pessoas que não têm ou não querem ter um automóvel. Outras, que tendo um, preferem circular na cidade de bicicleta, disfrutar o convívio a pé e fazer as compras nas lojas do seu bairro, em vez de deslocar-se para uma grande superfície fora da cidade.

Se você é uma destas pessoas, então venha também celebrar a zona pedonal, na próxima 6ª feira, dia 16 de Janeiro, a partir das 16:00 em frente ao Café Central, no praça do MFA. Daqui seguiremos com um passeio pela zona, animados por música e outros elementos de animação que os cidadãos decidirem trazer para a sua rua – um rádio, instrumentos musicais, mesa e cadeiras de campismo, vinho, sumos, bicicletas, patins, trotinetes, skates e carrinhos de bébes! Haverá também uma banda de percussão.

Para os automobilistas que diariamente estacionam de forma ilegal na zona: é melhor prepararem-se para estacionar os carros fora da nossa zona, uma vez vamos precisar de todo o espaço a que temos direito para fazer a nossa celebração!

Já experimentou percorrer a zona pedonal a pé?

Experimente e junte-se a nós!

Como chegar:

A praça do MFA fica bem no centro da zona pedonal, entre as paragens de metro de S. João Baptista e Gil Vicente. Para quem vem de fora de Almada, pode apanhar o comboio para o Pragal e daí a linha de metro para Cacilhas; ou o barco para Cacilhas, podendo depois seguir em qualquer uma das linhas de metro.

Da última vez que lá passei ainda aquilo estava com obras a terminar, mas também não me pareceu muito pedonal… :-(

BiciCamp II – the comeback

No próximo domingo, dia 18, é dia de Cicloficina e dia de BiciCamp! :-)

Na Crew Hassan, a Cicloficina funcionará entre as 15h e as 17h (começa e acaba meia-hora mais tarde que o habitual).

O BiciCamp está previsto começar às 18h (altura em que a Crew Hassan abre – as salas de cima, visto que para a cave, para a Cicloficina, temos chave). Poderemos usar a sala principal (à entrada no 1º piso, mais outra sala interior).

Esta 2ª edição do BiciCamp pretende ser uma continuação dos temas da 1ª, no fundo. As bicicletas no OE, o OPLx, o CE, a associação. O funcionamento é idêntico, em formato de desconferência.

O wiki desta 2ª edição está aqui (podem ver o que se discutiu em Dezembro aqui). Inscrevam-se, mesmo que não saibam ainda em que Tema, é só para nos dar uma ideia de quantas pessoas esperar. Ou então apareçam só e pronto. Mais livre que isto é difícil. :-P

Às pessoas que se comprometeram com tarefas, nomeadamente recolha de informação e afins, peço que tentem colocar no wiki essa mesma info, mesmo que não possam participar neste 2º BiciCamp. Isso permitirá que outros possam ir avançando a partir dessas contribuições, em vez de continuar tudo por fazer. Não é necessário registo para editar as páginas nem para criar outras.

O projecto da nova associação já tem um sítio e um wiki próprios dentro do Bicicultura.org.

A discussão do CE é uma oportunidade de discutir entre nós as alterações que achamos necessário reivindicar, para melhorar e completar o actual CE, através de uma nova petição. Listei os pontos e questões a abordar no wiki, indicando os respectivos artigos do CE, para que os interessados possam pensar nessas questões antes e assim acelerarmos a discussão no dia.

Há desenvolvimentos na questão das bicicletas no IRS (OE2009), e juntamente com a questão do Orçamento Participativo de Lisboa, são coisas “para já”.

Da outra vez a desconferência durou cerca de 3 horas, pelo que é razoável contar com esse tempo também para esta. Quando acabar, acabou. :-)

Este tipo de eventos são uma oportunidade fantástica de nos conhecermos, de convivermos, trocarmos dois dedos de conversa, aprendermos umas coisas e ensinarmos outras, e trabalharmos juntos por algo que é do interesse de todos nós, como utilizadores de bicicleta e elementos desta “nova” cultura urbana da bicicleta. :-)

Apareçam e participem! :-)

Instruction Manual for Life

Sweet!

Bike stuff

[Ainda estou doente. Já me passou a cena da febre, arrepios, dores de cabeça, etc, mas continuo com uma tosse do catano! :-( Era fixe que conseguisse dar conta dela durante o dia de hoje, a ver se amanhã já conseguia sair de casa... Precisava de tentar arranjar alguma roupita nos saldos. Estou aqui fechada desde 3ª-feira à noite. Por um lado sabe bem, porque dizem que lá fora está frio comó caraças! :-P Mas é chato ficar sempre no mesmo sítio. E não poder andar de bicicleta.]

Estou a precisar de arranjar mais equipamento para conseguir andar ao frio e à chuva com conforto e sem demasiadas hassles. Preciso principalmente de umas boas luvas, quentes e impermeáveis (digo-vos, andar à chuva e sentir as mãos ensopadas e geladas é mesmo muito mauzinho). Também quero comprar um gorro daqueles que tapam as orelhas, e a testa, para conjugar com cachecóis, balaclavas e semi-balaclavas, conforme a situação. Mas aproveito e faço o ponto da situação.

No Inverno passado o meu equipamento era este:

Cold night cycling gear - a bit more detail

[a foto tem notas, se a virem na página no Flickr]

Óculos

Os que aparecem nesta foto foram os meus primeiros óculos “para andar de bicicleta”. Eram fixes porque tapavam bem os olhos (não entrava facilmente vento frio, pó, etc), mas andar sempre a mudar entre as 3 lentes (noite, chuva e sol) era chato, e tinha que andar com o estojo atrás com as outras lentes. Mas entretanto partiram-se (com tanto clip on, clip off das várias lentes, provavelmente). This is how I looked with them on.

Comprei depois uns iguais aos do Bruno, que teriam a vantagem de ter umas lentes cuja coloração se ajustava automaticamente às condições de luminosidade, dispensado aquela treta de andar a mudar de lentes para andar à noite ou de dia. Não são maus, mas comparando a capacidade de “isolar” os olhos do vento ficam a perder relativamente aos primeiros.

Depois o Bruno lá encomendou outros não sei onde, uns tipo “de laboratório”. Bom, estes são mesmo transparentes, para usar à noite, não servem de óculos de sol, pelo que os outros ainda estão a uso. Estes são mesmo muito fixes, protegem muito bem os olhos. E como não têm aquela borracha nos apoios, dá para os pôr e tirar só com uma mão, com os outros não dá, a borracha prende na pele, no cabelo…

Estes dois em uso actualmente, em imagens:

imgp6736.jpgimgp6737.jpgimgp6740.jpgimgp6738.jpg

Os óculos são, para mim, acessórios quase indispensáveis, para conforto e segurança. Conforto por causa do sol, do vento, do pó, do frio, segurança por causa dissso tudo também. É do caraças quando vamos a abrir e nos entra um bicho qualquer ou outra porcaria para os olhos, podemos atrapalhar-nos e espetarmo-nos. Os óculos são tão mais importantes quanto maior a velocidade a que vamos e quanto maior a complexidade do meio em que navegamos.

Balaclava

Esta balaclava é de seda, e fez parte de um conjunto de cenas que o Bruno me ofereceu há tempos. A única experiência prévia parecida era com uma semi-balaclava num material mais grosso (também na foto), e por isso mais quente mas também menos respirável, o que levava a que se verificasse muita condensação por causa da respiração, tornava-se desagradável, os óculos embaciavam mais facilmente, etc. Esta semi-balaclava até é do Bruno, mas agora tem estado comigo, emprestadada, parece. :-P Mas não a uso como balaclava, mas apenas como uma espécie de cachecol, quando está frio, pois funciona melhor que um cachecol propriamente dito. A balaclava de seda não tenho usado muito, não tem sido necessário, por diversos motivos. Mas é um acessório muito útil e funciona muito bem (não deixa o frio de fora, mas serve de corta-vento, o que ajuda bastante, e não restringe os movimentos da cabeça nem tem o problema da condensação).

Um problema com as balaclavas é que se não usarmos mais nada por cima (capacete, gorro, chapéu) ficamos com um aspecto esquisito, tipo ninja. :-P

Estes acessórios não são essenciais, mas se não temos tendências masoquistas relativamente ao clima, é um add-on interessante.

Prende-calças

Dependendo da roupa, dos sapatos e da situação, ou uso uns de plástico tipo clips, ou uso os da foto, ajustáveis com velcro (e retroflectores). Se tiver umas botas mais gordas os clips não dão conta do recado, por exemplo. Uso em ambas as pernas porque à direita tenho a corrente e à esquerda tenho a bottom bracket onde as calças ficam com óleo na bainha se esta calha a tocar lá.

Este acessório é praticamente essencial (na maior parte das bicicletas em PT, que não têm protecção da corrente), a não ser que gostemos de sujar ou rasgar roupa. Mas há opções de emergência, ou mais baratas: enrolar as calças para cima (convém ter boas meias no Inverno!!), ou prendê-las dentro das meias ou sapatos.

Luvas

Eu tenho dois pares de luvas, umas sem dedos para o Verão, outras mais quentinhas para o Inverno. Contudo, e como referi no início, para a chuva não prestam, pois não são impermeáveis. E bem que podiam ser mais quentes, pelo que assim que encontrar umas que me resolvam estes 2 problemas, compro-as. Eu já tenho sempre as mão frias de qualquer modo, imaginem na rua ao frio e em velocidade… Uma cena fixe destas luvas é que têm uns elementos reflectores, o que ajuda a tornar a sinalização mais visível.

Se não for pelo conforto, pela segurança: mãos e dedos gelados não respondem tão rapidamente caso seja precisar travar de repente!

Casaco

O casaco da foto é um corta-vento, impermeável (ou será só resistente à água?), respirável, e reflector. É mesmo para andar de bicicleta, pois atrás é mais comprido para nos tapar o rabo. É fininho e confortável, mas o facto de não ter um capuz deixa-nos na mão quando começa a chover. :-( Eu costumava usá-lo sempre nas noites frias, com qualquer coisa quente mas não muito abafada por baixo. Ultimamente não o tenho usado quase nunca, não se proporciona.

O resultado final com estas cenas era este:

My pimped out cold night ride gear

O capacete dá jeito para manter a cabeça mais quentinha (com a balcaclava por baixo) e para segurar o espelho. :-)

Só neste Inverno (2008/2009) é que comecei a não ser lame e a usar a bicicleta mesmo quando está de chuva (embora continue a evitar os dilúvios sempre que posso). Para isso uso as minhas novas RainMates, uma espécie de tapa-calças com a opção de ser só até aos joelhos ou ir mesmo até aos pés. São uma evolução das RainLegs (só até aos joelhos). Nunca experimentei umas calças impermeáveis completas, cheguei a experimentar umas na Decathlon mas aquilo era inusável (os baixinhos, então, estão lixados neste sector). O que me atrai nas RainMates e que umas calças completas não me poderiam oferecer, é a facilidade de as pôr e tirar. Num instante tiro aquilo no meio da rua sem parecer que me estou a despir. :-P Só quando arranjar umas calças decentes é que poderei fazer uma comparação mais séria, contudo, a não ser para deslocações mais longas e/ou com mais chuva que possa precisar de fazer, as RainMates funcionam bem comigo para o meu tipo de deslocações actual.

Nas primeiras vezes que as usei fotografei o setup:

Little Red Riding HoodRainMatesCapuchinho VermelhoCapuchinho Vermelho

Não notei o efeito em mim, infelizmente, mas as do Bruno dão-lhe um sex-appeal especial, assim pretas e justas, parecem calças de cabedal, parece um ninja, um motard, ou um Michael Night. :-P

Na bike:

Second day out with the RainMates

Só me apercebi de ter ficado com as calças sujas na primeira vez que as usei, numa das pernas, atrás, entre o calcanhar e quase até à dobra do joelho, tinha várias pintas de água suja. As calças eram beje, pelo que se notava (nas outras calças pode acontecer mas torna-se imperceptível). Contudo, e dado que me falta o pára-lamas traseiro na Xtracycle, o problema é quase de certeza derivado disso e não das RainMates.

Aliás, o pára-lamas está encomendado e é a peça em falta fundamental para a bicicleta ser usável no Inverno. Agora sempre que ando em chão molhado a bicicleta fica toda suja. :-( A work in progress.

Nestas fotos, além dos óculos de que falei mais atrás, estava a usar o casaco que geralmente uso por estes dias, mesmo e especialmente quando chove. É um casaco impermeável e com mais forro, que comprei para a viagem à Spezi, na Alemanha. Vantagens relativamente ao corta-vento: tem gorro ajustável (posso apertar o cordão para que o gorro não fuja com o vento), e este faz um bocado um efeito, pequeno, de pala, pelo que a chuva não cai directamente na cara, e protege bem o pescoço e até parte da cara se nos enterrarmos dentro dele, e sendo vermelho é menos gritante para usar normalmente. É mais quentinho e tem vários bolsos com fecho. Desvantagens: não é respirável, e não tem o rabo mais comprido, pelo que se chover ficamos com ele molhado à mesma, à noite vermelho é menos fácil de ver do que o amarelo reflector, pelo que no trânsito oferece menos visibilidade.

O capuz torna mais complicado olhar para trás, porque ele não acompanha a cabeça ao virar, é como se olhássemos para dentro do capuz. No trânsito isto é uma desvantagem.

Recentemente o Bruno encomendou-nos também uns espelhos novos. Nos últimos tempos tinha andado sem nenhum e não gosto, é como andar sem espelho no carro. Tive dois espelhos iguais, de prender na ponta do guiador, que se partiram (um foi com o meu irmão, num incidente com um peão, outro foi alguém que mo quebrou acidental ou propositadamente quando a bike estava estacionada frente ao supermercado).

Second damned broken mirror

Agora mesmo que quisesse não podia comprar outro do género pois tenhos uns “corninhos” de cada lado do guiador, que impossibilitariam este setup.

Como não uso normalmente capacete também não dava para usar aquele que se prende num. Mas fica fixe, não fica? Este é o Bruno, já agora. :-P

Terrorist? Paintball player? Special ops? Weird looking dentist?

Estou contente com a nova aquisição:

My new rearview mirrorMy new rearview mirror

Também se coloca no guiador, mas já não fica no caminho das mãos. É pequenino mas bastante ajustável e dá uma boa perspectiva do que se passa atrás de nós.

Ao longo do tempo foram sendo substituídas peças, e até acessórios. Mas neste momento continuo com aquele sistema de luzes de dínamo sem-fricação meio DIY que o Bruno instalou há bué, uns leds azuis à frente e vermelhos atrás, que piscam quando estamos a andar:

O meu SUVO meu SUV

Aquela luz traseira já a mudei, pus uma das que vêm com a Mobiky, muito mais luz, visível de lado, muito mais fixe. À frente continuo com a mesma:

O meu SUV

A pilhas (recarregáveis), funciona bem e dá uma luz razoável. Mas queria uma com mais output, tipo carro. :-P Mas como geralmente ando em zonas com iluminação pública, esta vai servindo.

O selim que ele me ofereceu também tem sido uma boa aposta:

O meu SUV

O original que vinha com a bicicleta, em gel, aquecia-me demasiado aquela zona, e tinha uma cobertura que oferecia um bocado de atrito com a roupa.

O meu cadeado integrado é um must, um icebreaker e desculpa para meter conversa infalível :-)

O meu SUV

A AirZound (que tinha originalmente na Mobiky mas que transferi depois para esta porque actualmente é a bicicleta que uso mais frequentemente), é um acessório INDISPENSÁVEL para quem usa a bicicleta como meio de transporte e, como tal, usa a estrada e interage com outros condutores.

O meu SUVO meu SUV

Tipo, man, é mesmo mesmo um must. Nem sei como alguma vez andei só com aquela campainhazita que a bicicleta trazia, que nem os peões ouvem, muitas vezes, quanto mais uma pessoa dentro do carro. Já se imaginaram sem buzina no carro? Pois é, de bicicleta é pretty much the same. Assim até um camionista no meio da rotunda do Marquês me ouve. :-)

Este kung fu sugerido pelo pessoal da Surly (que fazem a Big Dummy) e que o Bruno pôs nas nossas Xtracycles também é uma boa ideia, para proteger a estrutura da água:

O meu SUV

Num dos lados tenho também um pisca-pisca vermelho.

Outro acessório que dá jeito são umas cordas e tiras elásticas:

O meu SUV

Esta vai sempre enrolada no SnapDeck (ajuda a evitar que salte caso passemos por um buraco com muita carga na bicicleta), e quando há algo extra para levar é só prender com isto.

Um objectivo nosso é mudar de quadro para um um pouco mais leve e sem suspensão, um peso morto que nos rouba energia a pedalar.

Gripe?

I never get sick (when I do is something somewhat much more serious). Por isso chateia-me agora estar. Começou ontem e hoje não estou melhor, ao contrário da última vez que estive assim, no início de “chocar alguma”, em que aterrei na cama e no dia seguinte estava óptima.

Deve ser de andar a comer mal (faltam-me os verdes), apanhar pouco sol e não fazer mais exercício, o meu “super-sistema imunitário” anda mais fracote. :-P

Estar doente é uma treta. Especialmente quando amanhã faço 28 anos. Pior que envelhecer só mesmo fazê-lo doente. :-P

Resoluções de ano novo

Talvez devesse definir resoluções de mês novo, de semana novo, ou mesmo de dia novo. Pequenas metas funcionam sempre melhor, não é? :-)

1 – Give dermatologists a chance. O acne que me persegue há 18 anos tem-me destruído a pele, o rosto e a autoconfiança. Quero um tratamento milagroso como o que eles mostram no Extreme MakeOver! :-P

2 – Be more of a doer and not just a thinker. I like to watch. :-) Sou circunspectiva, gosto de observar e contemplar para aprender. Sou reservada e contida, tímida e pouco auto-confiante, ponho tudo em causa, principalmente a mim própria. É difícil pôr coisas a andar assim. E eu quero fazer mais, contribuir mais, keep whining about all the wrongs but taking more chances at making rights.

3 – Call more. Fight the inter-personal skills’ handicap.

4 – Embrace the rituals and atmosphere of “special occasions”.

5 – Be more assertive selling myself.

6 – Keep a consistent routine of reading a book in bed, right before sleep. It feels good, it works best for the brain. Take the time!

7 – Stop worrying about all the wrongs, mine, my life’s, the world’s, past, present and future, all the time. Disconnect. Un-worry. Free the mind from the clutter running in the background.

8 – Walk more.

9 – Get a hobby or something to learn about completely unrelated to cycling, mobility, transportation, planning, business, web, etc. Gostava de construir maquetes de casas e coisas assim. :-) Gostava de fazer caminhadas “outdoor”, pela natureza. Gostava de aprender a fazer massagens decentes. Gostava de fazer um curso de jornalismo, ou fotografia, ou…

10 – Find a spot in time and space to enjoy my boyfriend away from all things bicycle, all things company, and all things wrong or yet to accomplish in our lives.