Passar os vermelhos

Há dias percebi o porquê de alguns ciclistas passarem os sinais vermelhos dos semáforos, algo que nunca percebi e que sempre olhei com desaprovação.

Estava no carro e apanhei uma série de gente de bicicleta ao longo da viagem, nomeadamente este ciclista de licra (a.k.a. desportista/atleta):

Ciclista a treinar

Mais à frente apanhou-nos, e vi-o a passar uma série de sinais vermelhos.

Ciclista de licra que não respeita os semáforos

Estava a comentar isso com o Bruno e de repente é que me ocorreu. Um tipo destes passar um vermelho não é a mesma coisa que um bike commuter passar um vermelho. Ele está a treinar, não está a ir de A a B. Agora imaginem que raio de treino conseguiria ele fazer se tivesse que parar a cada 2 minutos. Isto revela que há falta de infrastruturas desportivas adequadas aos ciclistas. Percursos longos e desimpedidos em que eles possam andar a abrir e sem parar. Tem que ser algo distinto (ou pelo menos separado) das vias similares mas para utilizadores em passeio, em lazer.

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2 Responses to Passar os vermelhos

  1. miguel diz:
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    Eu muitas vezes passo os vermelhos.. só para poupar tempo. Claro que só faço quando há pouquíssimo trânsito…
    Se pensares bem, os semáforos só existem porque há automóveis. Só com transportes públicos e bicicletas, as regras da prioridade seriam suficientes.

  2. Mozilla Firefox 2.0.0.6 Ubuntu Linux

    Eu páro sempre nos vermelhos (não páro nos stops se não tiver mesmo que parar, por exemplo). Gostemos ou não, circulamos com automóveis (eles existem!), e um tipo que páre no vermelho, de carro, e veja um ciclista a passar, vai ficar mal impressionado com o ciclista. Ora, os ciclistas não precisam de ajuda a serem vistos de lado, por isso, antes de qualquer outra coisa, para mim é uma questão de princípio. Até porque faz sentido os semáforos aplicarem-se também aos ciclistas. A minha infracção mais comum é andar em sentido proibido, que é algo que faz todo o sentido ser legalizado para ciclistas, com placas adequadas, salvo em ruas muito estreitas. A seguir é andar em passeios (sem grande fluxo de peões) quando as estradas disponíveis não oferecem condições para eu circular, mas isso geralmente é mais com a de 12”, e quase à velocidade de um peão, pelo que não considero muito grave (enquanto não houver centenas de pessoas a fazer o mesmo, claro).

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