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Fucking bastards!

Phishing on Flickr:

phishing.png

Looks like Flickr but it’s not Flickr, check the URL on the address bar! A guy left a comment on one of my photos with some blah blah blah and said he had made something for me and hoped I would enjoy it. Then there’s a “Private Photo” link that goes to this page. To see the photo I’d have to log in. But I’m not logging in to Flickr but to some other strange website!

Stupid spammers and cyberthieves! They should burn in hell!

Assim não vale!

Aquele plugin dos stats é uma treta, volta e meia faz reset! :-( Vou desinstalar aquilo não tarda…

Descobrindo o Flickr

O Bruno enviou-me isto. Não é um doce? :-D



My son discovered Flickr today on Vimeo

Com apenas dois aninhos, hein! Já a ficar fascinado com o “fick leeeer”! lol So cuteeeee! :-)

Caça aos farsantes na web

Via Times Online, no Reino Unido a partir de 31 de Dez de 2007, os estabelecimentos comerciais (hotéis, restaurantes, lojas online, etc) e demais empresas que publiquem online generosas reviews deles próprios (ou criando mesmo websites inteiros) sob falsas identidades (fingindo serem clientes) poderão ser identificados e expostos ou até mesmo processados criminalmente. Isto será resultado de uma directiva europeia que proíbe os comerciantes de “falsamente se representarem a si próprios como um consumidor”. Isto aplicar-se-á igualmente a autores que elogiem os seus próprios livros sob uma falsa identidade em sites como a Amazon. (…)

A mudança faz parte de uma revisão a nível europeu das leis de protecção do consumidor. Irá obrigar as empresas a não induzirem em erro os consumidores e irá também banir práticas comerciais agressivas tais como a venda porta-a-porta, saldos por liquidações fictícias e usar as crianças para pressionar os pais a comprar produtos.

São boas notícias! :-) Só gostava de saber se a lei também acautelou o reverso da moeda naquilo das reviews falsas (inventadas) ou feitas sob identidades falsas ou que não explicitem os interesses do autor (se eu fizer uma review de um produto que eu uso mas que também vendo tenho que indicar esse facto!), ou seja, esse mesmo tipo de review mas feita para denegrir a concorrência ou os seus produtos. Na minha opinião as duas coisas têm que ser previstas e legisladas pois estão intimamente interligadas.

Claro que isto pode tornar-se um bocado perverso. Antes de sermos empresários somos também consumidores. Teremos que estar sempre de sobreaviso de cada vez que comentamos um blog, uma notícia, ou que postamos no nosso blog pessoal, porque podemos estar a falar de experiências e opiniões nossas individuais que possam ser interpretadas como uma tentativa de bajular produtos que também vendemos (além de os usarmos como consumidores) ou de denegrir produtos vendidos por terceiros ou serviços e trabalhos feitos também por terceiros. Ou teremos que passar a assinar todos os nossos comentários e posts com uma assinatura com um disclaimer tipo “Atenção, eu sou fulano tal, trabalho na empresa tal, e tenho interesses nos negócios tal e tal”. G’anda seca. :-P Era tudo tão mais fácil se fôssemos todos honestos e de boa índole. :-P

Web 2.0… The Machine is Us/ing Us

O que é a Web 2.0?

By Michael Wesch, Assistant Professor of Cultural Anthropology, Kansas State University

[Via Loucos de Lisboa]

Mais um plugin engraçado

Já chaguei o Bruno pra ele me instalar mais uma mariquice, eheheh! :-P É o Snap Preview Anywhere! Basta pôr o cursor do rato sobre qualquer link externo para aparecer uma janelinha com uma preview do site. Ele está aqui a rir-se e a gozar comigo e com o facto de eu ter não-sei-quantos plugins instalados. :-P Pois é, eu gosto de plugins, dos widgets e dessas tretas assim. Que posso fazer? ;-)

Salvem a internet!

A luta continua…

Um dia que começou bem e acabou mal - parte II

Mais tarde, já em casa, finalmente eu e o Bruno íamos começar a ver o filme. Agora tenho que explicar como fazemos isso em minha casa.

Eu tinha um leitor de cassetes de video VHS. Até há uns anos era nele que eu via as centenas de filmes que alugava. Depois pifou pela terceira ou quarta vez e ficou em águas de bacalhau uns tempos. É que nós somos do tipo de pessoas de tentar arranjar antes de ir comprar um novo e fazer lixo ao mandar o velho fora. Mas neste caso a despesa com arranjar mais uma vez este já começava a ser ilógica. Entretanto o Bruno emprestou-me um que ficou cá durante uns meses. Neste meio tempo o VHS tornou-se obsoleto e os clubes de video acabaram completamente com os filmes em cassete, generalizando o DVD. Mas eu não tinha um leitor de DVD e nem tinha dinheiro para ir comprar um (ainda eram muito caros, e também não sou de comprar chinesices baratas que deixam de funcionar no dia seguinte). E fui adiando. Entretanto comprámos o portátil, com leitor de DVD. E desde essa altura e até agora era através desse leitor que víamos os filmes. Levávamos o portátil prá sala, ligávamo-lo à TV, e víamos o filme. O SO era o Ubuntu. Em Windows seriam necessários programas próprios, pagos, concerteza. E nem sei se deixariam ver o filme. Em Linux há vários programas que permitem ler o DVD.

Estaminé para poder ver filmes em casaEstaminé para poder ver filmes em casa

Bom, este sistema tem funcionado até agora. Já tivémos um ou dois DVDs que deram problemas antes. Um conseguia ler mas a imagem congelava de 5 em 5 minutos. Outro não deu mesmo para ler. Dessa vez fui ao video clube (no Centro Comercial Palmeiras) e reclamei. Mas acabei por pagar o filme que não tinha visto.

Desta vez o DVD também não funcionou. Testámos dois leitores. O problema não é do DVD (não estava sujo nem danificado). O que acontece é que tem erros propositados para impedir que seja lido em leitores integrados em computadores. Isto é por causa da luta contra a pirataria. Ora, eu não ia copiar o filme. Ia apenas vê-lo. Paguei-o e tenho o direito a assistir ao filme como qualquer outra pessoa.

NADA no Oásis Video Clube, NADA nas caixas de DVD deles, e NADA no próprio DVD indicam os requisitos mínimos para este funcionar correctamente.

Caixa dos DVDs do Video Clube Oásis - frenteCaixa dos DVDs do Video Clube Oásis - verso

Caixa dos DVDs do Video Clube Oásis - interior, topoCaixa dos DVDs do Video Clube Oásis - interior, fundo

Em lado algum é dito que não se pode ver o DVD em leitores de computador. Em lado algum é dito que os DVDs só funcionam em leitores de DVD independentes.

DVD Sony do filme

Claro que o DVD tinha que ser da Sony…

É um DVD. Qualquer leitor de DVD lê… um DVD!!!! Ora os cabrões da Sony lixam o consumidor introduzindo erros no DVD para que este não seja lido num leitor qualquer. Mas claro que não informam o consumidor disto. Quam não souber o que se passa sugiro que procure saber, porque os gajos das indústrias do audiovisual e da música estão on a quest to screw the consumer and screw the fans. Procurem na web por DRM (Digital Rights Management)…

Ficámos sem o nosso serão de cinema enrolados no sofá. Grrrrr!

No dia seguinte, domingo, lá voltei ao Video Clube para devolver o filme. Até esse momento andei ansiosa, porque sabia que ia levantar problemas, e haver confronto. E eu detesto confrontos. I really suck at them, usually. Mesmo que a razão esteja do meu lado, o que não falta por aí são imbecis sem capacidade argumentativa nem inteligência mas com muita autoconfiança e linguagem corporal de intimidação. Por isso prefiro discussões escritas, onde só valem as ideias, as palavras, a capacidade de raciocínio e argumentação, independentemente de intimidações subliminares e tons de voz agressivos.

Adiante. Estava um dia lindo, aliás, uma tarde linda, em Oeiras. :-) Soalheira, calma, silenciosa. Levei o carro até à Estação de comboios e estacionei quase no mesmo sítio do dia anterior. Saquei da Mobiky e pus-me a caminho. Voltei a fotografar o estacionamento das bicicletas (de dia vê-se melhor ;-)). Havia uma bicicleta cujo dono preferiu prendê-la a um posto em frente à PSP, do outro lado da rua.

Estacionamento para bicicletas junto à estação de comboios de OeirasBicicleta presa a poste em Oeiras

Não havia carros nos sítos de estacionamento (e nos passeios e afins) e o trânsito era quase nenhum. Parecia um universo paralelo relativamente aos dias “úteis”. :-)

Carfree perspective

E lá fui eu, de bicicleta, a curtir o sol, a tranquilidade, a viagem. :-)

Enjoying my ride on Mobiky :-)

Cheguei ao video clube, fechei a bicicleta e entrei com ela ao lado, até ao balcão. E expus a situação. O rapaz disse que era “dos DVDs vermelhos”, às vezes não davam. E se tinha experimentado limpar o DVD (esta é um clássico). Eu expliquei que o problema era os DRMs e que sabia que a culpa não é do video clube, mas que também não era minha. E se eles não têm aviso nenhum eu não posso ser culpada e pagar por um produto/serviço defeituoso. E o rapaz sugeriu-me comprar um leitor de DVD, “que já há uns muito baratos”. Pormenor: eu já tenho um leitor de DVD, ok? Está no meu portátil! E depois ainda começou com uma conversa a dizer que os DVDs são para ser lidos em leitores de DVD, e que ler no computador pode fazer o jeito às vezes mas que não é para ler lá. What the fuck?! Quem disse que não é para ler lá?! É um leitor de DVDs!

Depois de muito blá blá blá, e de eu perceber que eles, apesar de esta indústria ser o seu trabalho, não sabem do que eu estava a falar (DRM, políticas e polémicas da Sony, etc), e de eu ter sugerido que o que eles podiam fazer era colocar um aviso para as pessoas tomarem decisões informadas (não responderam sim nem não)… o rapaz suspendeu-me a conta e eu pedi o livro de reclamações.

Reclamação de 19/11/2006 no Oásis Video Clube em Oeiras

Eles disseram que aquilo não servia de nada e que eu tinha era que reclamar com a Sony. Têm razão. Mas se eles não informam os seus clientes eles também são imputáveis. Lá fiz a reclamação. E posso riscar um video clube da minha lista, porque eu NÃO VOU PAGAR por um produto que não funciona. Além disso, se os filmes deles não funcionam não me serve de nada ter conta lá. Nunca sei quando vou perder o meu tempo e gastar gasóleo a deslocar-me lá para escolher um filme e depois chegar a casa e aquela porcaria não funcionar!

Se eu quisesse piratear eu não ia ao video clube pagar pelo DVD! Bastava sacar a merda do filme da net! It’s right there, completely available and FREE! Deu mesmo vontade de sacá-lo e pronto. Dumb fucks!

Fiquei orgulhosa de mim própria com esta situação. Porque fiz alguma coisa em vez de ceder ao nacional-porreirismo que nos deixa a todos nesta merda de atraso de vida ad eternum. E porque consegui manter uma discussão calma, educada, coerente. Fui articulada e não me deixei intimidar nem cedi. O nervosismo passou. :-)

Resolvi aproveitar the adrenalin rush e consequente autoconfiança súbita e desloquei-me ali ao lado ao Centro Comercial das Palmeiras, para resolver a questão do “Regulamento”. Não há Regulamento algum exposto nem disponível para apresentar aos clientes. Acho que isto é ilegal, mas tenho que tentar esclarecer. E na porta não há indicação nenhuma de proibição de bicicletas.

Porta principal do Centro Comercial Palmeiras

Pedi um contacto para falar com a tal Administração. O rapaz lá me deu um telefone e disse pra ligar para ali que “eles depois passam à Administração lá em cima”. ?? Pedi uma morada para poder enviar uma carta. Lá foi o rapaz escrevinhar novamente no papelinho. Falei com ele e expliquei a Genius. Perguntei porque não deixavam entrar com ela. Ele não soube responder, disse serem ordens da Admin… Eu perguntei, “mas então onde é que eu a deixo?” Ele disse “lá fora”. E eu perguntei “onde, se vocês não têm estacionamento para bicicletas?!”. Ele disse que “ah, as pessoas costumam deixá-las ali fora, presas à coisas”. Riiiiiight!

Bicicletas à entrada do Centro Comercial Palmeiras, em OeirasFrente à entrada do C. C. Palmeiras

Que simpáticos. Os automóveis têm todos os lugares preparadinhos, os estúpidos que venham de bicicleta que as deixem aí presas a qualquer sítio, no meio do caminho. Mas a minha questão é que uma bicicleta dobŕavel não tem que ficar na rua, a ideia é mantê-la connosco. Se eles não ma deixam levar deviam ter um serviço de bengaleiro/cacifo, não? Que gente mais atrasadinha…

Vou ver se consigo enviar a carta prá Administração para esclarecer isto. Mas se tiver que lá ir entretanto acompanhada da Mobiky, estou-me lixando. Se me quiserem impedir mostrem-me primeiro o Regulamento ou chamem a polícia. A ver se a malta abre a pestana.

Info-escravatura

Ontem eliminei todas as minhas subscrições de feeds RSS. Acabaram-se os 30 posts diários do Boing Boing, os 15 do Treehugger, 1 ou 2 do Commute by Bike, meia-dúzia do Diário Ateísta, 1 ou dois do Inhabitat, outra meia-dúzia do Popgadget,… De seguida cancelei também as minhas subscrições nas mailing-lists da Quercus (2) e do GAIA.

Porquê? Porque me consumiam diariamente demasiado tempo. E muitas vezes sentia-me na obrigação de ver tudo. A maior parte das coisas no Boing Boing não me interessavam, nas listas ambientalistas também não (eventos e formação a que não quero ou não posso ir, notícias que só me entristecem e me dão um sentimento de impotência,…).

Passo a usar os links no blog como plataforma de websurfing. Em vez de receber sempre as últimas, de vez em quando espreito os sites e faço o update devido. Assim consigo gerir melhor o meu tempo e rentabilizá-lo melhor. E sem me sentir frustrada por não conseguir ler e assimilar tudo o que recebo ou que gosto de seguir…

Não gostei do mail automático do unsubscribe do GAIA:

«A abandonar o barco do ambiente? Onde ficou a tua vontade de ver um mundo melhor?

Volta sempre! :) »

Achei estúpido, desnecessário e arrogante. Não é por subscrever a lista que estou no barco do ambiente, nem que tenho mais vontade de ver um mundo melhor. O mundo está cheio de gente a explorar outras, e de gente a dar cabo das coisas, sejam man made ou naturais. Saber que a Coca-Cola está a arrasar os recursos hídricos ao pé da sua fábrica no Nepal, ou coisa que o valha, não implica que eu possa ir já a correr fazer alguma coisa para acabar com aquilo. Receber este tipo de notícias de coisas e sítios distantes que ficam depois a afligir-me quando nem no meu próprio país eu posso fazer alguma coisa de relevante… Tenho que aprender a desligar algumas coisas, para ter tempo, energia e vontade para me dedicar a outras que produzam resultados palpáveis. Nomeadamente para efectivamente fazer alguma coisa para ver esse tal mundo melhor.

No outro dia vi um documentário sobre o comércio justo (e não só) de café. Já conhecia o Comércio Justo, embora nunca tenha comprado nada (e ainda não visitei nenhuma loja), excepto um chá uma vez numa feira qualquer na FIL. Gostei do documentário, foi interessante e educativo. Acho as coisas do comércio justo um pouco caras. O problema é que nós estamos a habituados a um nível de vida insustentável (os preços não incorporam custos ambientais e sociais), passar a comprar mais coisas pelo comércio justo implicaria uma perda de rendimento, sobraria menos dinheiro para outras coisas. Ninguém que abdicar de melhor qualidade de vida (poder aceder a mais bens e serviços) quando a tal não se vê forçado. Nós não vemos as pessoas exploradas, nem as terras transformadas em desertos, nem os rios e aquíferos a ficarem contaminado ou secos, nem vemos coisas como Bhopal. No fundo, é como a co-incineração ou as lixeiras. Desde que não sejam no nosso quintal, não nos preocupamos em fazer menos lixo nem em dispose of it properly no fim.

Uma das coisas que mais me frustra é não saber a idoneidade das empresas e das lojas a que compro coisas. Houve uma altura em que boicotei os produtos Nike. Li acerca de coisas muito reles (ambientais e sociais) que eles faziam e não quis compactuar. O mesmo com a MacDonalds. E eu gostava dos ténis da Nike, eram das minhas marcas principais quando lá tinha que ir às malfadadas compras. Já a MacDonalds não me fez mossa nenhuma. Lá optei por uns ténis de outra marca nessa altura. Mais tarde soube que as fábricas onde a Nike subcontratava eram muitas vezes as mesmas onde outras marcas também subcontratavam, tipo Reebok, Adidas, sei lá. Senti-me estúpida. Abandonei o boicote. Agora faço o contrário, se for para fazer escolhas dessas opto pela positiva, isto é, compro qualquer coisa ali ou ali porque sei que nesse sítio fazem isto ou aquilo e agem assim ou assado. Porque o principal problema nestas coisas do consumo e das opções que com ele fazemos (e respectivos sinais económicos e políticos subjacentes) é que o facto de sabermos determinada coisa negativa ou até inaceitável por parte de determinado fabricante ou determinado serviço (loja, restaurante, whatever) e boicotarmos a empresa em causa, não significa que estejamos a fazer uma coisa boa, ou evitar algo mau, pelo menos enquanto não tivermos garantia de que o sítio onde passamos a obter aquele produto ou serviço não faz o mesmo (ou pior).

Enquanto não houver uma espécie de autoridade fiscalizadora global que me dê info detalhada e fidedigna sobre todas as marcas ao meu dispôr, como posso ser uma consumidora mais consciente? Sei lá se ao fugir da Zara por pôr pessoas a trabalhar em navios em alto mar para fugir às leis laborais e assim explorar as trabalhadoras não acabo por ir dar o meu voto-compra a uma Benetton que maltrata as ovelhas na produção de uma lã xpto? Se evitar o Mac e for para o Burguer King ou uma hamburgueria qualquer “local”, como sei que estes actuam de forma mais responsável? Se ao optar por dar mais dinheiro por um produto ou serviço mais caro porque estou a pensar que provém de uma empresa mais justa para com os seus trabalhadores ou mais responsável para com o ambiente, e depois descubro que a diferença de preço não equivale a maior eco-socio-justiça?

Consumir dá-me verdadeiras dores de cabeça e dores de alma. Penso em todas as coisas erradas e más que o meu dinheiro pode estar a propagar e a perpetuar sem que eu tenha noção, ou sem que eu possa decidir em verdadeira consciência. Porque eu não tenho a informação necessária! Eu quero poder privilegiar empresas, serviços, processos amigos do ambiente e amigos das pessoas, mas o seu desempenho nestes parâmetros não vem afixado na montra…

Era tão bom que fôssemos todos honestos e justos, simplesmente. Isto de ter que estar a descortinar é cansativo num mundo com tantas opções e tantas exigências.

TEDsters

Nestas últimas semanas, em que estive de volta do relatório de estágio, ia com o Bruno para a FCUL, de carro. No tempo de viagem deu para ver vários videos das TED Talks. Recomendo VI-VA-MEN-TE estes videos. Dá para sacar video ou audio.

Achei particularmente interessantes duas apresentações, uma do Barry Schwartz, onde é explicado como e porquê a abundância de escolhas na sociedade moderna está na verdade a fazer-nos sentir pior - “O Paradoxo da Escolha”. A outra é do Dan Gilbert, em que ele demonstra como nós humanos somos tão maus a prever (ou perceber) o que nos fará felizes. Apresenta um conceito muito interessante, o da felicidade sintetizada. :-) Some people can do it, others just can’t. I’m on the second group, i think. :-(

O Tom Robbins tem um aspecto físico e uma voz imponentes, e fala de como podemos libertar o nosso verdadeiro potencial. Adorei a história da Julia Sweeney, “Letting go of God“.

A apresentação do Hans Rosling (fundador do Gapminder, esclarece aqui alguns mitos acerca do mundo “em desenvolvimento”), da Majora Carter (fundadora do “Sustainable South Bronx“, explica o seu empenho para com a justiça ambiental e a sua visão para um South Bronx renovado), do Larry Brilliant (responsável pela erradicação da varíola, deseja construir um sistema global que detecte cada nova doença ou desastre logo que se iniciem), da Amy Smith (designer de aparelhos engenhosos de baixo custo para resolver problemas em países em desenvolvimento), do Nicholas Negroponte (projecto “One Laptop Per Child“), mostram-nos que “mudar o mundo” não só é possível como vai sendo feito. :-)

Também no caminho para um mundo melhor, temos as apresentações do Richard Baraniuk, onde é apresentado o Connexions, um sistema de publicação open source, e do Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, onde ele explica como funciona o seu sistema colaborativo funciona e o porquê do seu sucesso.

Achei muito interessante a análise dos princípios económicos em funcionamento no mundo real, neste caso dentro de um gang urbano, por parte do autor do livro Freakonomics, Steven Levitt.

Por abordarem o meu tema favorito, sexo, amor e questões de género, adorei (deixem frisar, a-do-rei) poder ouvir a minha antropóloga preferida, Helen Fisher, falar sobre as bases bioquímicas do amor (e da luxúria) e discutir os talentos naturais das mulheres e a sua importância no mundo moderno. [A propósito, no canal Odisseia costuma dar um programa delicioso chamado a Guerra dos Sexos que aborda as diferenças entre homens e mulheres. Acabou de dar um episódio ainda agora. :-)]. Gostei muito de ouvir também a Eve Ensler, que escreveu “The Vagina Monologues” e fundou o movimento global “V-Day“, que trabalha para acabar com a violência contra mulheres e raparigas. Nesta apresentação ela “representa” um excerto do “The Vagina Monologues” e explica como o espectáculo ganhou vida própria.

Há mais vídeos para ver! :-) Agora saquei os mp3s, para ouvir depois no Zen.

Digam lá que a internet e a web não é uma coisa maravilhosa? De que outra forma eu ouviria falar deste evento e como poderia ter acesso a estas ideias? :-)

That’s why we must keep it free!!

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

É o lema da Restored Church of God Ambassador Youth.

Cinema cristão, música cristã

Os cristãos já são um segmento de mercado específico, apetecível e bem demarcado na área do cinema:

Uma Casa na Pradaria, Ámen - Parte 1Uma Casa na Pradaria, Ámen - Parte 2Uma Casa na Pradaria, Ámen - Parte 3

Agora pelos vistos também se vê a mesma tendência na música, quer comprada quer copiada ilegalmente (hmm, pelos vistos também não consideram P2P um pecado…).

Copyright madness

Aplicar Copyright a comida?! Sim, claro, porque não?…

O meu portátil

Há uns tempos avariou-se e foi para Espanha para arranjar. Voltou com a bateria estragada. Desde essa altura e dado o serviço na loja da Airis onde o comprei e o facto de a bateria ter voltado assim, o tampo do ecrã riscado e a nítida sensação de que desde então ele aquece mais (e faz imenso barulho nonstop), perdi o entusiamo que tinha acerca da Airis (e da loja)…

Hoje o Bruno sugeriu tirar a bateria (já que não funciona) e assim sempre fica a bagagem um pouco mais leve.

IMGP2829

De notar o pormenor do autocolante do UBUNTU. ;-)

IMGP2830

Há dias deixei uma caixa de CDs na FCUL, a par de autocolantes (uma novidade que veio com a última caixa que recebi). Aproveitei e colei um no meu portátil nessa altura. :-)

Goodies na FCUL

É sempre estranho ver as entranhas de um computador. É como assistir a uma cirurgia ao cérebro. :-P

About the web, and me on it

É brutal o poder e a beleza da internet. Nunca deixo de me espantar com as coisas que ela permite concretizar. :-)

Há pessoas, empresas, organizações e o que mais seja que simplemente não existem na web. Não aparecem referidas, não possuem nada delas online, muitas nem participam nela ou a usam. É como se não existissem. No caso de uso pessoal a perda será individual, apenas da pessoa que não usufrui das ferramentas, dos meios e dos fins que a web oferece. Mas no caso de empresas, Estado, e organizações já há perdas. Para mim uma empresa ou um produto que eu não encontro na web não existe. Simplesmente. Se quero comprar algo vou à net procurar info e fazer prospecção de mercado. Se uma empresa que venda o produto que procuro não aparece online não chega a fazer parte do meu leque de opções de compra. Se tiver um site feio ou não-funcional, ou simplesmente pobre em conteúdo, desactualizado, etc, a imagem com que eu fico da empresa é a imagem que o site me transmitiu…

Uma empresa pode facilmente viver sem site na web, mas é como não ter info nas Páginas Amarelas ou não ter uma tabuleta na porta. You can do it, but why would you?

Quando começamos a participar na vida online criamos um rasto. Se participamos em fóruns de discussão, se subscrevemos mailing-lists, se comentamos os blogs de outras pessoas, se temos contas em sites de alojamento de fotos, videos e afins, se mantemos sites pessoais ou blogs… a nossa identidade começa a aparecer por aí. Quer as coisas recentes como as antigas, informação pessoal indevidamente divulgada (por terceiros ou pela nossa ingenuidade ou descuido), como endereços de e-mail, dados pessoais como a morada,…

Se eu procurar por “anabananasplit” no Google, em “web”, aparecem cerca de 876 resultados. Às vezes encontro referências a fotos ou posts nos meus blogs noutros sites e acho lindo. Alguém que eu não conheço nem me conhece achou utilidade ou interesse em algo que eu criei ou documentei. :-) Em “imagens” aparecem 79 resultados, todos do Flickr, embora eu tenha muito mais fotos que isso lá.

A minha conta no Flickr (até agora) tem disponíveis 1 002 fotos, sob uma licença Creative Commons. Neste momento tem registadas 3 294 views.

O meu primeiro blog teve, até este momento, 10 252 page views. O primeiro post foi no dia 3 de Setembro de 2005 e o último no dia 26 de Março de 2006, cerca de 6 meses de blogging. Não sei quantos posts foram publicados mas sei que foram bastantes. :-)

O meu segundo blog teve, até este preciso momento, 14 416 views. O primeiro post foi no dia 10 de Março de 2006 e o último no dia 22 deste mês, cerca de 6 meses de blogging. Este blog teve 242 posts, 2 páginas, e 130 comentários, contidos em 35 categorias. A categoria com mais posts é a de “mobilidade”, com 50. Até agora o Akismet protegeu-me de 83 comentários de spam. À custa do post da Lisboa Bike Tour tive 404 views num só dia, o máximo de sempre, e este post foi o mais popular, com 801 views desde 31 de Agosto. Nos últimos tempos andava com 100 a 200 views por dia, e de 5 até um máximo de 21 feed readers diários (mas esta ferramente, ainda beta, não me parece muito fiável…). No Technorati, este blog aparece como tendo 74 links de 8 blogs (1 deles é o azulebanana.com), e na posição 377 069 do rank (whatever that means). Nem vos passa pela cabeça as coisas que as pessoas pesquisam e que vão dar ao meu blog…

Às vezes descubro por acaso que alguém pôs o meu blog no seu blogroll. É engraçado e recompensador. :-)

No fórum de discussão em que mais participo, o da escola, tenho 197 mensagens, desde 23 de Março de 2005. Todos os posts no fórum antigo não são contabilizados, senão dariam um número ainda mais assustador… I should get a life. :-P

A web é uma coisa espectacular, uma ferramenta e um recurso de valor inestimável. Deve ser a melhor invenção a seguir à roda. ;-) Bom, e ao PC, necessariamente, lol! :-P