Xgl e Compiz no Ubuntu Dapper Drake

Posso adiantar mais informação sobre o que fiz (segui exclusivamente um dos tutoriais simples, mas que permite correr aplicações OpenGL sem correr outro X, usando o DISPLAY :93 (no meu caso :94, não sei ainda porquê)) mais tarde, mas queria exprimir o meu WOW(!) já. 😀

Tem pequenos glitches, o meu PC (Athlon a 2GHz, 1.5GB de RAM e uma Radeon 9600 XT com 128MB de RAM) não corre isto na maior, mas é perfeitamente usável e simplesmente assombroso. ^_^

A Eft (6.10) deve facilitar a instalação por vir a trazer os pacotes, sem tornar necessário usar pacotes de outras pessoas e adicionar algum QA dos developers do Ubuntu, e o próprio Xgl ou AIGLX, deve vir a ficar mais optimizado com o desenvolvimento que vai sofrendo.

Estou porém deprimido por verificar que o meu PC está no limite do seu melhoramento, com as três slots de RAM ocupadas, apenas slot AGP e já quase nem se encontram placas à venda, ou são as topo das marcas e andam acima dos €300, ou mesmo pelos €500, espero bem que se consiga optimizar este software para o conseguir usar. 😛

UPDATE: Xgl is no more. 🙁 Too slow and too glitchy for everyday work. I'll wait for better Xgl performance, ATI better support or whatever makes it work in my machine, if anything will. Oh well. 🙂

Gente inadaptada, a Web e o copianço no meio académico de conteúdos desta

Antigamente quem copiava, seria apanhado se o Professor conhecesse as fontes, ou fizesse pesquisa. Hoje isso fica perto de uma pesquisa num motor de busca da Web. Significa isto que há mais gente a copiar, ou simplesmente que são mais facilmente detectados estes copianços?

Professores (recomendo a leitura dos comentários! Muito interessantes!) incapazes de se adaptar como os batoteiros se adaptaram, e vêem falar de declínio do sistema de ensino, ou da moral dos alunos e colocar as culpas na Wikipedia e afins… Abram os olhos para a vida, batoteiros sempre existiram, sempre existirão, porém agora é mais fácil apanhá-los. Talvez isto seja um avanço na qualidade do meio académico, em vez de um declínio. Depende de como se olha para a questão.

Claro que têm que vir sempre pessoas com os seus discursos fatalistas e com aromas de censura.

E como é habitual, também se pode ler a vitimização da instituição, o choradinho da falta de fundos, etc.

Do que posso compreender, até quase que se colocam as culpas na metodologia Open Source, e nas comunidades on-line, acho isto bem recheado de FUD.

Aprendam a lidar com isto, o que potencia os batoteiros, potencia as instituições. Sentem-se ultrapassados? Muitos anos à sombra da bananeira? Acordem para a vida. 😛

Concordo com esta quote no /. – “this discussion undermines the ridiculous and hypocritical nature of higher education – creating an institution where what they are really selling is reputation.” e “Any resource can be “cut and pasted”. To lay any blame on Wikipedia, or any reference for this is absurd.”

Yup, urge arranjar formas mais adequadas de avaliação, mas com um sistema onde o ensino está decrepito (muito Web 1.0 :P), mudar a avaliação é pouco…

Acidentes de bicicleta e Software Livre

Em Março Richard Rauch, um contribuidor do NetBSD teve um acidente, tendo sido atropelado na sua bicicleta, por um condutor embriagado. Esta semana, outro contribuidor para o Sotfware Livre, Rob Levin, responsável pela rede de IRC freenode, utilizada para manter comunicação em imensos projectos de Software Livre, sofreu um acidente idêntico (neste, não existe indicação sobre o estado do condutor).

Os acidentes de automóvel são demais, tomados como inevitáveis, banalizados pelos media. Porque é que as cidades não são construídas com uma base na mobilidade sustentável? Porque é que os media aparecem em directo a entrevistar o Isaltino sobre a sua casa apreendida, mas não o fazem quando ele negligência a maioria da população há mais de uma década, com a sua política de mobilidade inexistente?

Os media não servem para mais que veicular e alimentar o escândalo e a má língua, e falham em falar nas coisas que realmente são importantes. Especulação imobiliária, cegues dos responsáveis camarários, urbanismo míope. Que dizer de urbanistas que não saem do seu gabinete? Que dizer de localidades com poucos km de distância, desconexas, sem um passeio, onde as pessoas são obrigadas a andar na estrada, onde as paragens são postes perdidos no meio da estrada? Que dizer de paragens edificadas que não protegem da chuva e do sol, onde não existe um banco, ou é tão pequeno que só alberga duas pessoas? Os responsáveis não usam os meios que governam, e quando vão a qualquer lado de chauffeur, ou de carro, sofrem de visão em túnel.

Sad.

The Concert – Podcast de música clássica sob Creative Commons

Pode ser ouvido aqui.

Noutra nota, relativamente ao lixo que é a indústria discográfica que anda a perseguir as pessoas com a ajuda de governos (veja-se o recente caso do The Pirate Bay, retratado no Steal This Film), existe um blog de advogados que defendem os acusados pela RIAA, Record Industry vs The People.

Hospitalidade, Ciclando por Lisboa, o Caos

Hoje ao vir embora da faculdade, perto do estádio universitário, notei numa rapariga, de mapa na mão e bicicleta com a corrente pendida. Pensei em ajudar (depois de ter sido bem acolhido num país estrangeiro, verifico o valor de fazer um esforço por fazer o mesmo no meu país). Tentei primeiro mostrar onde era o local que procurava (no mapa faltava uma estrada feita recentemente, que confundia tudo), e depois coloquei a corrente no sítio, ter-me dado ao trabalho de ajudar foi algo tão fora do vulgar que a rapariga nem sabia o que dizer, e como agora já tinha bicicleta, já podia ir à procura do local que procurava.

Ela era alemã (em Erasmus na faculdade de letras), e deve ter trazido a sua cruiser de “casa”, onde é (muito) mais fácil ciclar. Deve ser horrível tentar perceber os sítios para quem está habituado a trams, bons autocarros, as ruas têm nome (cá ou estão nos prédios, ou num calhau à entrada da rua, não se vê nada, nem se sabe com que contar) e existem ciclovias e respeito pelos ciclistas. O nosso país tem muita arte e coisas típicas (azulejos, calçada), coisas também típicas de arquitecto, muito bonito e com estéticas muito “à frente” mas não serve para nada, não é funcional, e só complica, causa despesa, e confunde.

Oh well. 😛

GP2X – Pequeno relatório depois deste tempo

Brutal! 😀

Já deu umas voltas valentes, e estou super contente! Permitiu-nos ver alguns episódios do “The Show with Ze Frank” em viagem, tenho jogado de vez enquando, ouvido música while commuting.

É robusta, simples, o sistema corre sobre Linux, e precisa de uns ajustes, mas está para sair uma nova versão do firmware que resolve alguns, só falta um audio player decente. 🙂

My brrrain is weird! :D

Já tinha essa ideia, mas a cada dia que passa me apercebo mais que só me consigo concentrar no estudo a ouvir música. Ora um estudo cientifico recente indicou que quem faz isto se torna mais hábil, por aprender a lidar com várias distracções e a concentrar-se numa tarefa, mas eu chego à conclusão que caio rapidamente em boredom se não tiver estimulação da música (fico fluxorado se estiver na biblioteca sem algo que toque música). A banda sonora costuma andar na onda do Goa/Psy, sem letra de preferência, como se fosse o fuel do pensamento. Talvez como a música me dá adrenalina, permite ultrapassar a falta dada pela tarefa em si. Estou a hax0rar o meu corpo. 😛

/me is freakin' weird, alright! 😀

Note to self: Hack some work protection headphones (as seen on :MAKE) using my old AKG drivers or get a new ones. Due to lack of funds go for the first option. 😛