Archive for May, 2008

GIMP e CMYK

Normalmente é costume apontar quem quer criar ficheiros CMYK no GIMP para os perfis da Adobe, mas pelo que pude apurar foram criados novos perfis padrão para uniformizar o sector.

Eu percebo pouco da questão, daí que se existir alguém que queira dar alguma achega ao assunto, força. :) Algumas notas sobre os melhoramentos dos novos perfis.

Pelo que sei os perfis estão aqui, e para usá-los com o GIMP é preciso* o plugin separate, ou preferencialmente o melhorado separate+.

* - Não é preciso, supostamente o 2.4 devia suportar perfis de cor, mas não consigo converter as imagens para CMYK depois de configurar o perfil a usar, nem consigo encontrar um sítio onde explique. Se alguém souber como se faz…

Ir ao ecoponto de bicicleta

Depois de a CMO boicotar o sistema de recolha de reciclagem porta-a-porta com falhas recorrentes na recolha (nuns dias era recolhida, noutros não, aleatoriamente), e embora se saiba que é o processo mais eficiente, a CMO acabou por cancelar esta forma de recolha e instalou um ecoponto perto de onde moro.

Como tinha acumulado muitas coisas (damn publicidade pelo correio :evil: tenho que colocar um autocolante) que não tinham recolhido, tinha uma quantidade significativa de papéis para levar ao ecoponto, que levando a pé seria pouco saudável para as costas. Sabia que a minha bicicleta se adequava à tarefa e foi mais uma possibilidade de colocar à prova o conceito long-tail :) . Teria sido mais eficiente se tivesse um acessório que permite levar carga mais larga, mas mesmo assim foi um processo (quase) pacífico:

Eu digo quase porquê? Mesmo o fim da recolha porta-a-porta foi pacífico. Passamos a acumular tudo e a levar ao ecoponto. Já estávamos habituados a acumular até que num dos dias de recolha não tivéssemos que acartar os sacos de volta para o quintal por não os terem recolhido. O problema é quando as infraestruturas não prestam, e aí começamos a sentir-nos estúpidos. Já temos um trabalho acrescido (que no nosso caso já se tornou natural, apesar do José Rodrigues dos Santos achar que é algo muito complicado:evil: ), complicam o processo (a recolha porta-a-porta funcionava bem, quando havia), e implementam soluções pouco adequadas que não só são pouco ergonómicas, como neste caso são perigosas.
Não sei a frequência da recolha do ecoponto, mas notei que os depósitos do ecoponto já estavam quase cheios, o que não deixa de ser bom sinal, há mais gente a usar o ecoponto. Embora naquelas condições tema pela sua segurança.

Parece que em Oeiras a norma é colocar os ecopontos no meio do passeio (ocupando a totalidade do passeio, já vi vários) e obrigar as pessoas a colocar as coisas para reciclagem da estrada. Como se isto não fosse já suficientemente mau, neste local, este está situado na estrada principal da localidade, a seguir a uma curva perigosa onde circulam carros a mais de 80km/h (apesar do limite ser 40km/h). É até um local onde já ocorreu pelo menos um acidente grave onde só não morreu ninguém porque não havia pessoas no passeio (só carros estacionados a ocupá-lo), nem vinham carros em sentido contrário.

A carrinha está estacionada de tal forma que oculta os depósitos e qualquer pessoa que esteja a colocar lá coisas.

Mesmo visto do outro lado da estrada, na curva, o ecoponto fica totalmente escondido tal como qualquer pessoa que o esteja a usar:

Existe um local perto onde existe espaço mais que suficiente para uma ilha com ecoponto onde poderia ser instalado um daqueles enterrados no chão, que não só seria mais seguro de usar, como costuma ser por si só mais ergonómico (as bocas dos depositos são maiores e mais baixas).

Claro que não se pode fazer tudo, ou se constroem rotundas luminosas ou infraestruturas para a população, e há que ter as prioridades bem definidas!

Aparte da construção desenfreada para habitação, vivo num local abandonado, exceptuando algumas obras estéticas típicas no concelho…

“Não podes desviar-te um bocadinho?”

Até posso, mas não quero. Mas quem me disse a frase que deu título a este post, depois de ir um bocado a fazer acelerações (talvez eu saisse do caminho mais depressa), será ignorante face à razão que eu optei em ir numa zona mais central da via, e não tive oportunidade de me explicar, apesar de correr o risco de não ser entendido…

Se alguém pensar assim e vir um utilizador de bicicleta numa estrada com muitos carros estacionados circular central à faixa, não pense que ele vai só numa de empatar o trânsito (afinal, também é transito e tem o mesmo direito de circular na estrada), mas existe uma razão válida para essa atitude.

A razão é única (não querer colidir com um carro ou peão no meio dos carros) mas pode apresentar-se de várias formas, seja o dooring (alguém abrir uma porta à nossa frente ou ao nosso lado), um carro prosseguir a marcha ao mesmo tempo que passamos por ele, ou sair de marcha atrás do local onde está estacionado.

Dooring:

Saída de estacionamento em marcha-atrás:

Um condutor nestas situações olha à procura de outros carros, se o utilizador de bicicleta vier num local onde não suposto os carros circularem, não estará no raio de visão do condutor. Circular no centro da via não só ajuda o utilizador de bicicleta a tornar-se visível, como evita, no caso do dooring, que um condutor menos cuidadoso o atinja com a porta.

O rapaz que vinha atrás de mim estava cheio de pressa e achou que eu me podia desviar para ele passar, mas naquela via pode ocorrer uma situação daquelas, e o facto dele vir quase a empurrar-me com o carro dele a fazer acelerações também me desviou a atenção destas situações, aumentando o risco de sofrer com qualquer uma. Não compreendo como alguns condutores consideram que têm mais direito à estrada do que um utilizadores de bicicleta, e acham que lá porque conduzem um veículo motorizado podem abusar dos outros utilizadores da via, apitando-lhes, fazendo-lhes razias que se dão em colisão resultam na morte do utilizador de bicicleta, ou este tipo de atitude deste rapaz.

Não posso aceitar que exista uma discussão sobre o direito à estrada dos utilizadores de bicicleta ou dos peões quando estes morrem nos casos de abuso dos utilizadores de veículos motorizados. Não é quem tem razão, é o facto da vida dessa pessoa ter mais valor que a teimosia daquela que matando-a pode considerar os seus argumentos mais válidos.

Um gráfico simples que explica porque não tem piada levar com uma razia de um carro a 70 ou 80 km/h:

Alguém que não tenha a decência de moderar a velocidade e respeitar a distância de segurança nas ultrapassagens perante esta estatística, NMHO, não devia ter carta de condução.

A ler uma análise sobre os direitos dos ciclistas que também fala destas questões, pelo Mário Alves: Licença para matar: o direito dos ciclistas e a necessidade de revião do Código da Estrada.

Agradecimentos

Agradeço ao individuo ao volante de um Fiat Panda preto podre que me tentou matar ao ultrapassar na subida de Leceia para Vila-Fria quando eu vinha em sentido contrário e que manteve a trajectória para me assustar, num local sem berma.