Este ano as conferências TED foram mais longe e dedicando-se a África, organizaram-se neste continente denominando-se TED Global 2007.
Já tinha lido algo sobre as vozes dissidentes do povo africano relativamente às campanhas de apoio monetário para África.
Uma conclusão desta análise do trabalho dos promotores de ajuda monetária é esclarecedora:
“[...]No processo [de deixar uma estrela de rock ou outra figura famosa ser a cara de África], a estória da outra África, a África dinâmica, criativa, que quer trabalhar e criar parcerias que melhorem o seu futuro, acaba ofuscada pelo choro das ‘lantejoulas’ da campanha anti-pobreza, e pelo apetite [dos países desenvolvidos] de notícias sobre guerra, pobreza e tristeza.”
Uma conferência interessante sobre esta problemática africana dada por George Ayittey, um economista do Gana, explica o melhor que é possível em 20 minutos emotivos, as razões de a ajuda monetária a África fazer mais mal que bem.
Os governos corruptos deixam ‘escapar’ do continente cerca de 40% do dinheiro que é produzido em África. Os líderes dos países africanos enriquecem à custa das riquezas minerais e dos apoios monetários em vez de usar o dinheiro para criar riqueza local, e as populações continuam a viver miseravelmente.
Nesta pequena apresentação, George Ayittey refere que a solução para os problemas de subdesenvolvimento de África é deixar o povo resolver os seus problemas, e permitir que a democracia lá funcione.
Também referido é o molde centenário de gestão tradicional pelo povo que foi entretanto substituido (aquando da independência e da expansão do capitalismo ocidental) por uma pseudo-governação em que a maioria da população está sujeita à tirania dos [sic] “líderes vampiro” (que sugam a vitalidade económica da população), corruptos e sem interesse nem no bem estar da população nem no enriquecimento da sociedade e da economia dos países que governam. Se o dinheiro entra e não é aplicado localmente para criar riqueza, só vai enriquecendo quem cada vez tem menos olhos para os problemas da população, deixando-a cada vez mais frustrada e zangada com o apoio falado que não vê.
George propõe um retorno às origens, aos modelos de gestão comunitários, e à limitação do poder dos responsáveis pela gestão do país, para que as suas decisões sejam em beneficio da população e do país, e não de si próprios. Apesar dos problemas com que se depara, George consegue estar optimista face ao aparecimento de novas gerações de gente com uma atitude diferente e que tomam acções (graças também ao trabalho que ele desenvolve neste sentido) para assegurar o seu futuro, criando riqueza e dando vitalidade à economia local.
E para usar a usual analogia, “de que serve ensinar a pescar se o peixe é roubado assim que solto do anzol”? A necessidade é garantir que o pescador tenha a liberdade de comer o peixe que pescou, ou de capitalizar o trabalho que teve a pescar o peixe, para que possa continuar a pescar. 
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