Publicado em
Janeiro 31, 2007 em
Blog.
Tags: Debian, DRM, Linux, Lixo, Microsoft, Poluição, Poupança, Reutilização, Software Livre, Vista, Windows. Autor:
bluey
O Partido Verde britânico referiu mais algumas razões para evitar a migração para o Windows Vista. Entre elas o facto de a nova versão requer hardware específico para que funcione na sua plenitude, e requer também melhor hardware que o utilizado normalmente, fará com que haja muita gente e ver-se na necessidade de comprar um novo computador quando na realidade não precisa dele. Referido também é os DRM, que servem apenas para limitar o uso que os utilizadores fazem do conteúdo, o facto de todas as medidas paranoicas de cifra dos conteúdos fazerem o computador usar mais energia, e de tornarem tirarem direitos aos consumidores; também o facto de serem adoptados novos formatos de ficheiros para documentos e Web que não são livres (OXML para documentos, XAML para Web), contribui para manter o monopólio da Microsoft e limitar o uso de sistemas e software alternativo, e impedir a interoperabilidade.
Se o computador faz tudo o que se necessita, para quê deitá-lo fora para poder usar o Windows Vista? Para não poder usá-lo como se quer? Para se ver bloqueado a visualizar conteúdo? Para usar ficheiros e documentos que não são compatíveis com os outros sistemas nem com versões anteriores dos produtos Microsoft?
Vi uma analogia interessante (embora fale de tecnologia obsoleta
) no Slashdot, escrita por a_nonamiss, no comentário à notícia que refere o artigo que indico acima:
A questão é que está lá [o DRM], e não deveriamos ter que o aceitar. Imagine-se que um fabricante automóvel cria um carro com um sistema que não o permite andar a mais que 30Km/h, mas não o activa. O fabricante pode activá-lo quando quiser. Compraria esse carro? O vendedor diria “Oh, não se preocupe, eles não ligaram esse sistema, ainda. Deve conseguir usá-lo sem problemas durante 6 meses.”
Isto porque as medidas de protecção que o Windows Vista traz, poderão ser activadas a qualquer altura pelos donos do computador (empresas do cinema de Hollywood).
Aproveito para referir o instalador para Windows do Debian Linux, Goodbye Microsoft.
O autor do livro Linux Kernel in a Nutshell promoveu através do seu blog a disposição da comunidade de programadores do kernel Linux em desenvolver controladores para hardware que não seja actualmente suportado por este sistema operativo, de forma gratuita. Estas empresas ganham com isto o suporte oficial de mais uma plataforma, e os utilizadores desta plataforma que não podiam usar determinado hardware porque este suporte não existia passarão a poder utilizá-lo. Isto permitirá também que utilizadores de plataformas mais restritivas como o Windows, que não podiam deixar de usar esta plataforma por terem hardware não suportado, possam migrar para uma plataforma mais amigável.
Esperemos que haja empresas à escuta que aceitem esta oferta, pois beneficiará toda a gente.
EDIT: E parece que já apareceram alguns interessados nesta oferta. Para mais esclarecimentos, Greg adicionou ao seu blog um post com perguntas frequentes e respostas. Isto será formidável para o já muito bom e crescente suporte de hardware do Linux. Muito bem!
Não tenho nada contra os futebolistas, mas é notório o esforço que alguns desenvolvem para fugirem ao estereótipo de terem problemas por causa do abandono prematuro da escola. Depois vem um e estraga tudo…
E é engraçado achar-se normal que se gaste o valor de um computador topo de gama em software para o fazer funcionar nas suas componentes mais básicas. Ele ganha rios de dinheiro, e pode gastar uns brutais 1.439,98 euros em software da treta, mas isto não pode ser visto como normal.
Alternativas ao Windows Vista, alternativas ao Office 2007. O Windows Vista é mau para si.
Por acaso estive a ver uma palestra sobre Bluetooth onde referia que a specificação do protocolo completo (as camadas todas!) para a versão 1.2 tinha cerca 1200 páginas. A porcaria do novo formato da Microsoft para documentos (um mero formato de documentos) tem 6000! Use-se ODF, usem-se formatos padrão, abertos sem licenças obscuras e implementações bloqueadas a sistemas operativos, que reinventam padrões reconhecidos para formatos de dados internos (datas por exemplo) como o OpenXML faz, que de aberto tem muito pouco.
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