Tag Archive for 'política nacional'

Exemplos da EPUL

No outro dia fui ao III Workshop - Veículos mais amigos do ambiente - Lisboa E-Nova. E estava lá uma exposição de maquetes de urbanizações da EPUL. Duas abordagens diferentes:

Não
Não!

Sim
Sim!

As razões parecem-me óbvias… ;-)

Estava lá ainda uma enorme maquete da cidade de Lisboa:

Maquete de Lisboa

:-)

People, let’s prioritize, ok?

Antes de clamarmos por ciclovias, por favor, vamos simplesmente arranjar as vias que já temos para que TODOS as possam usar com conforto e em segurança… Vamos optar por pavimentos que ofereçam conforto, que não aumentem a poluição sonora da passagem dos carros, que sejam regulares, que não nos façam escorregar, nem tropeçar, em que as rodas de qualquer bicicleta, carrinho-de-bebé, cadeira-de-rodas, trolley de compras, mala de viagem rolem bem e sem esforço adicional desnecessário… Arranjem os passeios e as estradas!!

Antes de pensarem em gastar rios de dinheiro em ciclovias, arranjem a merda das estradas e dos passeios!!Antes de pensarem em gastar rios de dinheiro em ciclovias, arranjem a merda das estradas e dos passeios!!Antes de pensarem em gastar rios de dinheiro em ciclovias, arranjem a merda das estradas e dos passeios!!

Antes de pensarem em gastar rios de dinheiro em ciclovias, arranjem a merda das estradas e dos passeios!!Antes de pensarem em gastar rios de dinheiro em ciclovias, arranjem a merda das estradas e dos passeios!!Antes de pensarem em gastar rios de dinheiro em ciclovias, arranjem a merda das estradas e dos passeios!!

Em casa, os políticos também começam por comprar doces aos filhos antes de terem dinheiro para comprar também batatas, carne, fruta? Teremos que andar sempre a fingir-nos de ricos, querendo comprar um Mercedes mas calçando sapatos rotos?…

Bons exemplos de ecopontos

Também nas Caldas vi isto:

Um ecoponto bem desenhado

Um ecoponto funcional! Weeee! Com estes uma pessoa pode simplesmente levantar a tampa e colocar lá um saco grande, em vez de ter que enfiar quase embalagem a embalagem, como em Oeiras e em muitos outros concelhos pelo país.

O do lixo normal também é bonito e, aparentemente, funcional:

Outro design de ecoponto

A propósito, no outro dia vi isto em Oeiras, perto da estação da CP:

Aqui ainda fazem reciclagem porta-a-porta?

Uns são filhos e outros enteados? Pensei que o fim da recolha porta-a-porta fosse igual para todos…

WCs públicos para cães, na rua

Vi isto nas Caldas da Rainha:

Dog toiletWC caninoWC canino nas Caldas da Rainha

Interessante. Pelo menos concentra os maus cheiros num só local e ninguém corre o risco de pisar dejectos…

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 23

Já ao fim da manhã fomos a correr até ao jardim do Casino Estoril ver a cena dos acessórios para transformar cadeiras-de-rodas em handcycles, anunciada no programa da CMCascais. Não vimos nada. :-( Perguntámos a um senhor que estava lá com um posto de Bicas e ele disse que não viu nada disso ali. Banhada…

Enfim, ainda fomos a tempo de ter um glimpse do que é a Marginal Ciclável:

Marginal CiclávelMarginal CiclávelMarginal Ciclável

A faixa da direita já estava quase a ser reaberta ao trânsito automóvel, mas mesmo assim ainda vimos várias pessoas a passar de bicicleta, pelo que presumo que a iniciativa tenha tido uma adesão siginificativa. Só acho que 30 km/h de limite para os automóveis é excessiva e desnecessariamente baixo, dado que os ciclistas teriam uma faixa inteira só pra si… Claro que quem foi para ali de carro se arrependeu, pois ficou preso no pára-arranca…

Na zona vimos um Hummer a passar… Tinha esperança que aquelas bestas não chegassem a Portugal. Deviam ser proibidos de circular na cidade (ou tudo o que não fosse o deserto ou zona de guerra…).

Um Hummer na cidade

Acho o Marginal Ciclável uma iniciativa interessante e válida, mas acho que há prioridades, e primeiro há que ter “passeios caminháveis”…

Passeio por onde as pessoas mal conseguem passar...

E pelos vistos aqui o estacionamento para bicicletas (e para motas) é inexistente ou insuficiente…

Bicicletas junto ao Casino EstorilBicicletas junto ao Casino Estoril

Reparem que aquele U invertido não é para estacionar bikes, mas sim para evitar que os carros subam o passeio. :-) Curioso, não?

Bikes junto às esplanadas, no Estoril

Lotação esgotada

A procura dos parques de estacionamento para bicicletas na estação de comboios de Oeiras já excede largamente a oferta, a lotação fica esgotada rapidamente.

O parque de estacionamento de bicicletas tem a lotação mais que esgotadaMais bikes e motas do outro lado da rua, frente à PSPMais bikes e motas do outro lado da rua, frente à PSP
Mais bikes do outro lado da rua, frente à PSPMais bikes do outro lado da rua, frente à PSPBicicleta junto ao barEstacionamento para bicicletas no lado Sul da estação de comboios de Oeiras

Agora imaginem a quantidade de pessoas que se perde em atrair para a utilização da bicicleta como meio de transporte, porque não há lugares suficientes, porque os lugares que existem não oferecem a segurança que algumas pessoas exigiriam para deixar as suas bicicletas ali durante um dia inteiro (como eu), porque não há lugar para guardar bicicletas diferentes do modelo previsto (ex.: muita gente diz que até gostava de usar a bicicleta mais vez mas tem que levar o cônjuge e os filhos de manhã)…

Além disso, também o estacionamento de motas parece não ser muito levado em conta no planeamento de lugares de parqueamento, o que leva a que os donos as estacionem em cima dos passeios e noutros locais menos adequados…

Para que serve a Divisão de Acessibilidades e Mobilidade do Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Oeiras?… Presumo que nenhum deles passe pela estação de comboios no seu dia-a-dia e que não saibam o que se passa no seu concelho… Ou simplesmente sirvam apenas o lobby do alcatrão e do automóvel e por isso é que tudo o que tenha a ver com “acessibilidade” e “mobilidade” do não-automobilista (peões, ciclistas, motociclistas até) seja ignorada, negligenciada, até desprezada…

Vale Fuzeiros nos media

A minha família materna é toda natural do Conselho de Silves e por lá vive. A minha tia e o marido vivem em Vale Fuzeiros, um local de rara beleza natural. Nem vos consigo descrever o quão lindo é o céu nocturno naquele lugar… :-) Nem o da minha avó, perto de Messines, que eu já acho tão overwhelming consegue igualar o do Vale.

É um local habitado essencialmente por pessoas idosas e algumas menos idosas mas de fracos recursos económicos e pouca educação académica. E depois, como um pouco por todo o Algarve mais interior, há os estrangeiros, que são os que descobrem estes pequenos paraísos, e aí instalam diferentes actividades (turismo rural, agricultura biológica, artesanato, etc, etc). São eles que trazem inovação (e dinheiro) a estas povoações e, muitas vezes, são os que mais as defendem de abusos por parte do nosso próprio Governo e por parte de lobbys económicos. Claro que não o fazem exclusivamente por altruísmo, se ali têm os seus refúgios privados ou negócios implementados ou por implementar, mas seja como for, são infinitamente mais activistas e mais informados do que as populações locais que por lá resistem.

Ontem veio um grupo de residentes de Vale Fuzeiros manifestar-se em Lisboa contra o traçado de uma linha de muito alta tensão da REN, que parece que vai passar por lá, colocando em risco a saúde das pessoas e desvalorizando a área, por isso, e por contaminar e afectar a beleza natural daquela zona. Tiveram o apoio dos residentes de Sintra, afectados por uma situação similar (embora mais em questões de saúde, visto não podermos, not in our wildest dreams, comparar o contexto de paisagem de Vale Fuzeiros com o da sobrepopulada Sintra urbana…).

Não sei que interesses este traçado e o modo de implementação (aéreo) servem. Talvez outras alternativas existam, e provavelmente serão mais caras. Azar, gastem-no. Se têm dinheiro a rodos para deixar fugir para os bolsos de políticos e funcionários públicos corruptos ou sem ética, se têm dinheiro para gastar em coisas etéreas e fúteis, também têm para salvaguardar o bem-estar, a vida e os parcos interesses destas pessoas. Não sou de forma alguma contra o “progresso” (autoestradas, rede eléctrica, etc, etc) mas este não pode ser feito com prejuízo para os indivíduos, os pequenos e os insignificantes. E se há maneiras melhores de fazer as coisas, há que optar por elas.

But hey, isto é Portugal. Um país de governo corrupto (brandos costumes, mas a corrupção branda também mói e atrasa) e povo acomodado. Vejam o que têm feito e deixado fazer ao algarve litoral, agora ao alentejo litoral, a tudo o que seja natureza. Destroem os recursos para fazer dinheiro fácil e rápido, e amanhã já não teremos nada para vender nem para atrair turistas e investimento porque as pessoas não vêm cá pelo betão e pelos hotéis luxuosos. Esse podem ser feitos em qualquer lugar. As pessoas vêm cá pelo que a Natureza construiu, não o Homem, vêm pelo mar, pelas praias, pela costa unspoiled and uninhabited (not for long), pelas terras desertas de gente mas povoadas de paz, ar puro, Natureza, beleza.

Não sei se isto é um problema das pessoas no geral, se das do meu país em particular. Mas enoja-me o que as pessoas com mais poder (económico, político) fazem just because they can, quando é delas que se esperaria maior ética, maior sentido de dever, maior inteligência (não em proveito próprio, mas da comunidade). Mas não, parece que quanto mais têm e são, mais querem ter e ser and fuck everyone else. Viver neste mundo é uma desilusão permantente, aliviada apenas por alguns momentos intercalares de esperança ténue…

Enfim, gloomy day, I guess.

Eventos sobre mobilidade em Setembro: o de dia 18

No dia 18 fui assistir ao seminário da OEINERGE, “MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS”.

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Era na Biblioteca Municipal de Oeiras e por isso fui de bicicleta. :-)

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Era a única. Não sei que opções tomaram as pessoas que participaram no seminário e trabalham na Câmara Municipal (ali perto), arrisco a assumir que usaram o carro, mesmo que tenha sido em carpooling. Alguns “meros” cidadãos” usaram os TP. Estava muito pouca gente no seminário, a maioria era das entidades que organizaram ou apresentaram estudos no seminário. A sociedade civil não apareceu (salvo meia-dúzia de excepções nas quais me incluo).

Na apresentação do estudo de mobilidade para Oeiras da TIS, percebi que o Professor José Manuel Viegas deve ter mudado de ideias quanto à bicicleta, visto abordar o seu uso, vias cicláveis, etc, neste estudo. Ou então acha que Oeiras é diferente de Lisboa e que aqui as pessoas não se vão matar umas às outras e a si próprias ao optar por circular de bicicleta…

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

Houve algumas coisas que aprendi ao assistir a este evento, nomeadamente que para mudar uma paragem de autocarros de sítio ou o percurso de uma carreira, tem que se pedir o aval à administração central… (!!!). Mas houve outros pomenores que não foram abordados ou que foram mal explicados e, pela primeira vez, decidi arriscar e colocar perguntas aos oradores. Delineei-as no papel e pus o braço no ar. Ia fazer aquelas perguntas independemente do coração acelerado (isto de ser tímido é do caraças). Mas não me deixaram, “não havia tempo”. Só 3 pessoas fizeram perguntas, e se tivessem gerido melhor o tempo quer dos que perguntaram quer dos oradores que responderam, eu também teria podido falar… :-(

Enfim, foi uma banhada, como esperava. Vejam os exemplos desta foto:

Seminário "MELHOR MOBILIDADE, MELHOR OEIRAS"

O SATUO anda prá frente e pra trás VAZIO, há anos, a gastar energia e a fazer ruído desnecessário junto às casas dos prédios por onde passa.

Os comboios não estão preparados para serem utilizados por utentes com maiores necessidades de espaço (mesmo que pagassem por isso): bicicleta, carrinhos de bebé, cadeiras-de-rodas, equipamento desportivo como pranchas de surf, mal cabem nas carruagens e tornam-se um empecilho. Tem havido progressos por parte da CP, mas a falta de carruagens adequadas e a subsequente limitação de levar bicicletas nos fluxos e horas de ponta, impedem a utilização do conjunto comboio/bicicleta para ir para o emprego…

Os autocarros andam todos sujos, sebosos, e as paragens não têm conforto nenhum (a maior parte não tem sequer abrigo, nem banco).

É assim que querem tirar pessoas dos seus carros e pô-las a usar transportes públicos?…

Alargamento do IC19 só piorou o congestionamento?(!)

É impressão minha ou este autarca está a dizer que o alargamento do IC19 chamou mais carros para esta via e para Lisboa, entupindo ainda mais os acessos e o próprio IC19?

Mais faixas no IC 19 implica mais caos nas localidades de acesso

A mim parece-me óbvio, mas é sempre estranho ouvir alguém da administração central ou local a admitir isto…

Raridades de planeamento (e execução!) urbano

Isto é tão raro que, quando encontro até esfrego os olhos para me certificar de que não estou a alucinar…

Bons exemplos

Esta foto foi tirada em Albufeira.

SEM 2007 “Ruas para as pessoas”

Realmente, eu também me contentava só que houvesse passeios para as pessoas, para começar…

Passeio por onde as pessoas mal conseguem passar...Fileira de obstáculos no passeio!Não há condiçõesCorrida de obstáculos na Calçada da AjudaObstructed sidewalks: business as usualComo estacionar o carro à imbecilMas isto faz sentido para alguém?...Os peões, essa raça desprezadaA caminhar até à escolaCorrida de obstáculos na Calçada da AjudaInacreditávelDeviam rever a definição de "passeio" para Portugal...Passagem obstruídaWhat the fuck is this?!A culpa não é da árvoreDesigualdades gritantes

Devíamos ter uma Semana Portuguesa da Mobilidade, para tratarmos primeiro do básico, porque os nossos amigos europeus estão um bocadinho mais à frente que nós. Ter uma Semana Europeia da Mobilidade e reivindicar “ruas para as pessoas” quando as nossas infrastruturas e espaços públicos medíocres levam as pessoas a preferir andar de carro 50 metros que arriscar-se a andar a pé, e que ostracizam todos os que tenham limitações temporárias ou permanentes de mobilidade, é um bocado… hipócrita.

Promoção da mobilidade sustentável no Porto

O eléctrico voltou às ruas do Porto (tem vídeo).

Esta autarquia lançou também um Prémio Municipal de Mobilidade Sustentável com vista a fomentar o desenvolvimento de trabalhos que possam ajudar a melhorar as condições de transporte no concelho

«(…) o principal objectivo da distinção é o de “estimular e valorizar a apresentação de propostas concretas que visem a melhoria das condições de mobilidade no concelho do Porto”. O prémio será atribuído anualmente no decorrer da Semana da Mobilidade e em causa está um valor de 5.000 euros. O júri poderá ainda decidir atribuir duas menções honrosas no valor de mil euros cada.
(…)
De acordo com a proposta de regulamento, a concurso poderão ser apresentados, a título individual ou colectivo, trabalhos, iniciativas, produtos e soluções implementadas ou não que possam ajudar na melhoria das condições de mobilidade do concelho. A autarquia dá a título exemplificativo alguns dos temas que podem ir a concurso, sendo eles os veículos mais limpos e combustíveis alternativos, a organização e planeamento de transportes, a abordagem integrada dos transportes urbanos, o reequilíbrio do espaço urbano e restrições de acesso, os Sistemas de Informação e Gestão Inteligentes para Transportes, a logística urbana limpa, os transportes públicos de alta qualidade, as novas formas de uso do carro, a promoção de modos de transporte limpos e a gestão da mobilidade e sensibilização em relação ao uso do transporte. (…)
»

Fonte: O Primeiro de Janeiro

Pequenos exemplos da decadência

Um exemplo paradigmático da gestão autárquica lisboeta:

Desigualdades gritantes

Praí umas 8 faixas de rodagem para os automóveis e um passeio para os peões onde mal cabe uma pessoa (let alone alguém com uma criança pela mão, uma cadeira-de-rodas, etc, etc)…

Não consigo deixar de reparar nesta alarvidades e de me sentir profundamente revoltada. Não posso sair de casa se não me quiser deprimir…

PediBus em escolas de Lisboa!

Falei nos Walking Buses há tempos, mas pensando que iria levar anos até se ver algo similar por cá. Enganei-me e ainda bem. :-)

A Câmara Municipal de Lisboa vai fazer uns testes-piloto de um projecto destes. Chama-lhe PediBus, e vai ser experimentado em 3 escolas do 1º Ciclo dos bairros de Alvalade e de Campo de Ourique. A iniciativa insere-se no projecto MobQua - Mobilité dans le Quartiers - e visa promover as boas práticas de mobilidade sustentável no interior dos bairros, através da:

• Redução da utilização de modos motorizados nas deslocações internas e de atravessamento aos bairros,
• Integração das rotas cicláveis e pedonais, de modo a potenciar a criação de uma rede estruturada e hierarquizada.

«Um Pedibus é um «grupo de crianças» que andam a pé para a escola segundo um circuito pré-definido e acompanhados por adultos. É uma forma divertida, segura e activa das crianças irem para a escola. O Pedibus pode ser mais ou menos flexível de forma a facilitar as necessidades das famílias. As crianças podem usá-lo todos os dias, dia sim, dia não, uma vez por semana, ou ocasionalmente.»

Desenrolar da acção piloto - PediBus

Na 1ª semana de aulas (de 17 a 21 Setembro), que é coincidente com a semana Europeia da Mobilidade, será feito um trabalho com os alunos nas escolas, por parte dos professores, com o envolvimento da Divisão de Formação e Segurança Rodoviária da DSRT-CML, e da Escola Segura da PSP. O objectivo é de sensibilização, elaboração de um logotipos, dos placares de paragens, de aprendizagem das regras básicas de circulação na estrada, de saída de campo para identificação do percurso e de organização com os pais dos alunos e professores.

Na 2ª semana (24 a 28 Setembro), iniciar-se-á a realização dos diversos PediBus no terreno. Serão realizados 3 circuitos por escola, organizados com cores distintas por dentro dos bairros.

EXCELENTE! :-)

Sinais da não-revolução

Li a entrevista que o novo vereador do Urbanismo da CM Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado, deu ao Expresso de dia 18 ou 25, mas quando li esta pequena nota na foto, perdi a esperança que tinha na recuperação da cidade e na procura de um novo paradigma de urbanismo em Lisboa…

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Pelos vistos isto significa que se poderá construir na frente ribeirinha, a toda a extensão, desde que os edifícios sejam posicionados na perpendicular ao rio… Que importa que nunca mais sejamos capazes de apreciar a vista do rio para montante e jusante, desde que consigamos vislumbrá-lo pelo meio do betão, dos prédios (hotéis, escritórios, condomínios, etc), virados de frente para ele? Serei só eu a deduzir que esta frase se traduz numa licença para urbanizar a margem norte do Tejo?… :-( Se a APL has its way, é o que acontecerá, sem dúvida…

Hotel da Doca do Bom Sucesso

Será que alguma vez o meu país será tão bom nas coisas básicas, que me poderei dar ao luxo de não pensar nisso? De nem pensar duas vezes, de “take it for granted“?…

Noutra notícia mais antiga, e relativamente ao Algarve e à moda dos resorts e da PINização de tudo o que seja grande e para ricos:

imgp6956.JPG

Aqui é dito que, no Algarve, só existe 1 % de faixa livre de construção nos primeiros 500 metros desde o mar… :-( Isto é um crime (económico, ambiental, social) e uma dor de observar de perto…