Tag Archive for 'eco-techie-habitat'

Casa de de palha ‘off the grid’

Que tal construir uma casa de 720 m2 com… fardos de palha? Uma casa barata, energeticamente eficiente, e 'off the grid', isto é, não ligada à rede pública de electricidade. Pode ler-se a história aqui.

Exterior da casa e os seus donos

Interior da casa

Antes desta já tinha visto uma outra, e os donos até mantêm um site/blog e tudo. :-) "The Straw House Blog", vale MESMO a pena espreitar. ;-)
Vista interior

“Incentivos pouco verdes”

Saiu na revista Dinheiro & Direitos n.º 75 (Maio/Junho) um artigo sobre impostos e energias renováveis:

"Incentivos pouco verdes" (2)

A casa do futuro, em Aveiro

AveiroDomus. Atenção particular à secção "Imagine que…".

O Design e a Ergonomia

Hoje descobri um blog fixe. :-)O Design e a Ergonomia” mostra uma série de produtos engraçados e, acima de tudo, úteis! Felizmente o blog é recente, por isso deu para passar os olhos rapidamente pelos arquivos. :-P Entre outros produtos (e notícias) interessantes (nomeadamente para pessoas com algum tipo de limitação física), achei muito apelativos os seguintes produtos:

TummyTub

Para dar banho aos bebés. Melhor para o bebé e melhor para o ambiente.

Tummy Tub

Energy Curtain

Para aproveitar a energia que nos bate à janela.

Energy Curtains

Cable ID

Para conseguir saber qual o cabo que temos que desligar!

Cable ID

James

Isto dá um jeitão!

James

Scoot

Isto é uma scooter eléctrica, mas é classificada como uma bicicleta.

Scoot

SHIFT

Esta é uma espécie de triciclo. Pensada para os putos, a posição das 2 rodas traseiras varia consoante a velocidade atingida.

O desenho da SHIFT O protótipo

O protótipo fui buscar à página a International Bicycle Design Competition. Estão lá outros protótipos engraçados, como este:

Ovasion (1)Ovasion (2)

Xplory

Ora aqui está uma bela ideia! O puto fica com uma vista mais agradável e os pais com menos dores na costas. :-)

Xplory

Duas invenções muito muito interessantes são o Eco-Aware Shower - chuveiro que recicla água, e o GROW - reciclador de água no telhado. Eu quero coisas destas na minha casa! :-D

Casa na árvore

Desde que me lembro de ser gente que tenho um fascínio especial pelas tree houses. Presumo que seja influência dos filmes e séries americanas onde os putos tinham todos uma "casa na árvore", e muito especialmente os desenhos animados do Tom Sawyer! :-D
Casa na árvore

Para meu grande desgosto nunca pude ter a minha própria treehouse, não havia no quintal nenhuma árvore suficientemente grande, e além disso cá em Portugal a ideia é invulgar. Quando éramos putos eu e uns vizinhos amigos construíamos cabanas e chegámos a tentar montar uma numa oliveira. Infelizmente o projecto fracassou… :-(Hoje descobri que há no mundo gente com a mesma adoração que eu. Casas na árvore para putos e para adultos!

Esta é sui generis, da Free Spirit Spheres:

 Free Spirit Spheres (exterior) Free Spirit Spheres (interior)

Encontrei uma empresa, brasileira, como a que eu gostaria de ter: Lao Engenharia - "Produtos socialmente justos, economicamente viáveis e ecologicamente correctos". Assim é que é! It IS possible! ;-) Entre outras coisas têm casas na árvore, "maloca maluca":

Maloca Maluca

Outra empresa, alemã, também constrói estas casas - Baum Raum:

Munich (2)Munich (1)

Hamburg

Lubeck

Uma outra empresa brasileira, a Casa na Árvore, também comercializa este tipo de produto:

ExteriorTerraçoInterior

Até é possível ter uma casa na árvore sem árvore!! :-P Ver site da Daniels Wood Land aqui.

Casa 2Casa 1Casa 3

E esta casa na árvore esteve em perigo, mas foi salva! :-) Vale a pena espreitar as fotos, aqui.

Save Our Treehouse!

Depois há cenas mais hi-tech, como esta:

Sybarite

[via Humpty Dumpty]

Para os interessados, há um guia de casas na árvore aqui

No meio da pesquisa fui dar a esta página com fotos muito invulgares de casas e estradas em árvores!! :-P
Drive thru

Tree house

Bom, com esta pesquisa toda já sei o que vou pedir pró Natal! lol ;-) 

“Is your home a ‘green’ house?”

No estilo do ecocasa ou do teste da DECO, a National Geographic tem um site (link) onde podemos avaliar a eficiência em termos energéticos e de consumo de água da nossa casa. Fiquei a saber coisas interessantes como o facto de as máquinas de lavar com a abertura por cima (como a nossa cá de casa) gastam mais água (e, por conseguinte, mais energia empregue a aquecê-la) do que as máquinas de "eixo horizontal"…  e os frigoríficos com a parte de congelador em cima ou em baixo (como os nossos) são mais eficientes energeticamente do que os que têm os dois compartimentos lado a lado… Na secção "Resources" temos depois links para outros sites onde podemos obter mais info acerca de como tornar a nossa casa mais "verde". Fixe! :-)

Lapponia House em construção - follow up

Lembram-se de eu falar numa casa de madeira em construção em Sintra? Fui visitá-la no dia 8 deste mês (bloguei aqui) e o senhor que lá estava disse-nos que dali a mais ou menos 2 semanas a casa já estaria praticamente pronta (o interior, nomeadamente). Hoje passámos lá, cerca das 19h30. Não estava lá ninguém, mas como ele tinha-nos enfatizado que podíamos visitar livremente a casa mesmo que não estivesse lá ninguém… nós espreitámos. Ficámos um pouco surpresos mas é por encontrarmos a casa praticamente no mesmo estado… Suponho que deve ter havido algum imprevisto. De qualquer modo, tirámos uma ou duas fotos para a posteridade. ;-) Talvez uma visita daqui a outras 2 semanas? :-)
Perspectiva da entrada do terreno Vista geral

Alpendre a SudoesteJanela

Pormenor da parede junto à janela Pormenor da madeira rachada

"Recheio" das paredes Cozinha

Jornadas de Ambiente Quercus ‘06: Construção Sustentável

No passado dia 7 de Abril rumámos a Fátima (eu e o Bruno) para assistir às conferências das acima referidas Jornadas. Passamos sempre por Fátima a caminho de Ourém, mas nunca tinha efectivamente parado lá. Detestei. A uma 6ªf aquilo estava praticamente deserto. Montes de restaurantes (com mau aspecto) mas sem clientes (não faço ideia como sobrevivem todo o ano apenas com o comércio nas épocas de peregrinação…), e nas ruas as montras eram todas assim:

montras

Achei este artigo particularmente sofisticado :-P (muda a imagem conforme o ângulo de visão):

JesusMaria

Depois tudo tem nomes relacionados com o maior ganha-pão da região: as fantochadas da religião e da peregrinação. O hotel onde decorreram as conferências chamava-se Hotel de Santa Maria. Também vimos um chamado Virgem Maria. And so on.

Hotel Santa Maria

O placard de informações turísticas (?) do hotel era algo limitado. Basicamente era programações religiosas e afins. Parece que 2006 tem como lema o 6º mandamento, "guardar castidade". Good for them! Não sei porque não haverá um mandamento de "guardar jejum", ou "guardar vigília", ou guardar "prisão de ventre" e coisas assim. Quer dizer, se é para ir contras as necessidades básicas humanas há que ser coerente e não privilegiar apenas o sexo. Há que cobrir o sono, a fome, etc. ;-)
mandamento

Achámos uma certa piada a este edifício:

Reparadoras

Que reparações farão elas? Televisores e vídeos ou será mais máquinas de lavar? :-P Just kidding!

Isto da peregrinação, então, blows my mind… Gente a "matar-se" a caminhar até Fátima, depois a andar de joelhos no santuário e coisas do género por amor (?) a Deus, em troca de alguma coisas que eles pretendam (a cura de alguém, a mudança de sorte na vida,…). Pergunto eu, será que Deus não preferiria que esta gente se ajudasse umas às outras (poupando-lhe trabalho), em vez de perder o seu tempo e a sua saúde a fazer-se mártir? (Bom, ao menos dão dinheiro a ganhar ao pessoal de Fátima…) O povo gosta é de uma submissãozinha, uma subjugação, um sacrifíciozito até auto-infligido, quiçá. Se estes tóinos despendessem aquele tempo e dinheiro em trabalhos de voluntariado, será que não mereceriam mais a ajuda ou misericórdia divina? Talvez esteja enganada, talvez este deus deles seja mesmo um sádico e pronto. Encontrou um bom rebanho porque realmente somos um bocado masoquistas, nós portugueses… Bom, já me estou a dispersar. :-P
No geral, gostei de ter ido às Jornadas. Como me interesso muito pelo tema da habitação e ainda mais pelo tema da sustentabilidade (ambiental, económica, social,…) é sempre uma oportunidade de expandir os conhecimentos. :-)
Gostei particularmente das palestras do Arquitecto Fausto Simões e da Maria João Rodrigues (a terminar um doutoramento no IST), porque tinham uma visão alargada, de conjunto e sabiam bem do que estavam a falar.

Fausto SimõesMaria João Rodrigues

Fiquei com muito má impressão da Arquitecta Fernanda Seixas. Foi muito pouco profissional e extremamente mal-educada (excedeu em 15 min os 30 previstos para a sua apresentação e ainda retorquiu "nem pense" quando recebeu uma nota a dizer-lhe que só tinha mais alguns minutos). Não gostei da vibe dela.

Não percebi muito da apresentação do Arquitecto Miguel Veríssimo, a propósito da Janela Eco-Eficiente. Ele não fez a devida introdução da ideia.

No fim foi apresentado um documentário sobre o padre Himalaia que me deixou um bocado triste. É sempre frustrante viver mais de 100 anos à frente do seu tempo… E relembra-nos o quão lenta é a evolução das pessoas, das sociedades como um todo.

Retirado daqui:

«A UTOPIA DO PADRE HIMALAYA - Em 1904, na Exposição de St Louis, EUA, o Padre Himalaya ganhou o Grand Prize com o seu invento Pyrheliophero, um aparelho revolucionário de utilização da energia solar, que nem sequer constava da representação oficial portuguesa. Assinalando o centenário, Jorge António dirigiu o documentário A Utopia do Padre Himalaya, com produção de Lx Filmes e da Radiotelevisão Portuguesa/RTP. Em causa, um tributo à vida e à obra do cientista Manuel António Gomes (1868-1933), visionário genial, entretanto esquecido, tomando por base o livro A Conspiração Solar do Padre Himalaya de Jacinto Rodrigues - que apresenta e assina o argumento, com o realizador e Luís Correia. As ilustrações alusivas (Canhão da Chuva, Ponte Sobre o Tejo) são de Filipe Abranches.»

Aqui pode ser lida uma entrevista ao Professor Jacinto Rodrigues (que apresentou o documentário, onde participa).

Deixo aqui algumas das notas avulsas que tirei durante as palestras:

  • Filipa Alves:
    • Aquecimento e arrefecimento sorvem 23 % da energia consumida numa casa;
    • Painel solar térmico tem garantia de 6 anos, um painel fotovoltaico é muito mais caro e ainda não tem uma obrigatoriedade de garantia e controlo de qualidade.
  • Carmen Lima:
    • A Lobbe trabalha na recolha, triagem e reciclagem dos resíduos das construções; a maior parte dos reencaminhamentos vai para arranjos paisagísticos por falta de homologação do material para incorporação em novas construções.
  • Manuel Inácio:
    • Só há 1 mestrado/pós-graduação em construção sustentável em Portugal (o deles, na Lusíada).
  • Maria João Rodrigues:
    • Há um concurso de design em que se procura criar edifícios integrando os painéis fotovoltaicos na arquitectura (como no Solar XXI no INETI). Site do Lisbon Ideas Challenge aqui.
    • Painéis solares fotovoltaicos:
      • podemos ser produtores ou produtores-consumidores; neste último caso temos que consumir pelo menos 50 % da energia gerada, sendo que os outros 50 % podem ser injectados na rede mas a remuneração é mais baixa do que a aplicada aos produtores;
      • segundo os fabricantes, o tempo de vida para cristalino é cerca de 20 anos e dá-se garantia de potência total até aos 10 anos;
      • quanto à reciclagem do equipamento, os cristalinos não levantam grande problema (vidro, silício, prata);
      • em Portugal, para um sistema de 5 kW o prazo de espera [o processo burocrático para poder injectar o excesso na rede, penso eu] é de 1 ano; na Alemanha é de 3 semanas…
      • para um sistema de 5 kW é necessária uma área menor que 100 m2; se esta potência supre ou não as necessidades de um uso doméstico depende muito [nomeadamente da eficiência energética da família e da casa]
      • os painéis fotovoltaicos precisam de 2 anos para ter retorno energético ["pagar" a energia gasta para os produzir in the first place]
      • é possível ter taxas de retorno de 8 anos para o investimento económico; o preço também está relacionado com a escassez de matéria prima (antes era dos resíduos da indústria microelectrónica…)
      • o sistema fotovoltaico é mais adequado para escritórios porque em casa há mais consumo à noite [quando não está a haver produção]
  • Miguel Veríssimo:
    • 5,36 milhões de fogos para 3,7 milhões de famílias - 18 % residências sazonais e 11 % desocupadas;
    • sector [da construção] aposta na construção nova a um ritmo de 100 000 fogos/ano entre 1999 e 2000;
    • gastos de utilização domésticos [energia ou €€ dessa energia]:
      • 25 % - aquecimento/arrefecimento
      • 25 % - equipamentos e iluminação
      • 50 % - aquecimento de águas [eheheh, o que nós poupamos com o painel solar térmico, pelos vistos!!]

No dia seguinte (8 de Abril, sábado) fomos então visitar a tal casa. Nós tínhamos regressado logo na 6ªf para Lisboa, mas havia um autocarro a vir de Fátima com algumas pessoas. Já chegámos ao ponto de encontro (o Café Central, em Janas, perto das Azenhas do Mar) atrasados, mas tivémos sorte e o autocarro ainda estava mais atrasado! lol Estavam presos no IC19 não sei porquê.

Enquanto estávamos à espera resolvi telefonar para um nº de uma empresa de construção (Spring Construções) que representa em Portugal a empresa Lapponia House, e da qual tinha recebido um mail há mais de uma semana a informar que estavam a construir uma (ou várias, não percebi) casa de madeira na zona de Sintra e que quem estivesse interessado em acompanhar o processo era só ligar e combinar uma visita. Recebi este mail porque lhes dei o meu endereço aquando da Nauticampo deste ano, quando tomei conhecimento da empresa. Na altura fiquei surpreendida porque, nas minhas pesquisas algum tempo antes (sim, interesso-me muito por casas em madeira) não tinha dado com aquela empresa, e as que encontrei, essencialmente no norte da Europa, não tinham representantes nem pareciam vender casas para Portugal.

Bom, numa grande coincidência a casa em construção era mesmo ali ao lado! Aproveitámos e fomos lá enquanto o autocarro não chegava. O senhor (que foi o mesmo com quem falei na feira, embora só depois me apercebi disso, quando o Bruno me disse - um fato muda muito as pessoas, lol) é muito simpático (não tem aqueles tiques nem conversa "de vendedor", que eu detesto) e até nos foi buscar a um sítio, porque estávamos um bocado perdidos já. Mostrou-nos a casa, explicou-nos os detalhes, etc. Não tirei fotos mas como planeio ir lá mais tarde talvez consiga tirar algumas depois. O senhor referiu que mais umas 2 semanas e a casa (excepto a cave/base, de tijolo/betão normal) ficava pronta (uma casa destas monta-se em 5 semanas). Ele disse que têm um contrato com os donos da casa para poderem mostrá-la, mesmo depois de acabada e habitada, até dois anos após a sua conclusão. :-D
Quando voltámos ao café já o pessoal tinha saído. Senti-me estúpida por me ter armado em esperta, mas andámos ali às voltas e démos com o autocarro. O Bruno perguntou ao motorista se ele sabia onde era a casa. Era ali ao lado e então lá fomos nós. Não ouvi grande coisa da "visita guiada", mas ainda pude ver a casa! :-D Aquilo é um complexo de 3 casas pegadas, no mesmo terreno. Pelo que percebi pelo menos uma delas (a que visitámos) foi construída pelo Arquitecto João Santa Rita para os seus pais.

Aqui ficam as fotos (peço desculpa pela má qualidade, mas foram tiradas com a câmera do telemóvel, que não é "grande espiga".

A casa que visitámos (das 3 era a do meio):

Casas de Janas (I) Casas de Janas (XV)

Aqui vê-se também a casa do lado esquerdo:

Casas de Janas (II) Casas de Janas (XIII)

Os donos desta estavam em casa e conversaram com algumas das pessoas da visita. Tinham montes da gatos! A senhora disse que no princípio instalou aquecimento central mas nunca o ligou e entretanto optou por desactivá-lo.

A casa do lado direito estava fechada (ou pelo menos, resguardada):

Casas de Janas (III)

Vistas do interior - um dos quartos:

Casas de Janas (IV)

A sala:

Casas de Janas (V)

O outro quarto (pormenor: por cima da porta tem vidro, para espalhar a luz natural):

Casas de Janas (VI) Casas de Janas (VII)

Perspectiva da cozinha (ou da porta! :-P), vista da sala:

Casas de Janas (XVI)

Escadas da sala para uma salinha no 1º piso, em mezzanine.

Casas de Janas (XI)

Fizeram dela uma biblioteca, era um sítio bastante agradável para estar sossegado a ler, com o sol a bater na janela, e verde a perder de vista lá fora. :-)
Casas de Janas (VIII) Casas de Janas (IX) Casas de Janas (X)

Casas de Janas (XII) Casas de Janas (XIV)

Uma cena estúpida típica minha: reconheci nestas Jornadas a Arquitecta Aline Delgado, que veio cá a casa uma vez, no âmbito do projecto ecocasa/ecofamílias. Ao princípio ela não pareceu ter-me reconhecido, mas no dia seguinte, da visita à casa, o Bruno disse-me que parecia que sim. Era para lhe ir falar, ainda por cima tinha assunto. Era para lhe dizer que tinha acabado de visitar mesmo ali ao lado uma casa em madeira e queria perguntar-lhe porque não se abordou este tipo de casas nas conferências. São sempre publicitadas como "ecológicas" e são um nicho de mercado em crescimento. Claro que, atadinha como sou não consegui aproximar-me. Se ela estivesse sozinha…, mas estava sempre gente a conversar com ela. Sou péssima a "impôr-me", e não gosto de interromper pessoas que já estão nas suas próprias conversas. Ai porque haveria de não ter herdado os dotes sociais do meu pai?… :-( Se lhe tivesse falado, e dado que ela pertencia à organização, talvez o pessoal até quisesse visitar também a casa e podíamos todos discutir melhor aquilo! Sou mesmo uma naba… :-(

Mata de Sesimbra

Em 2003 a TSF falava disto, “um projecto pioneiro em termos ambientais quer «revolucionar» a mata de Sesimbra, anulando o polémico empreendimento do Meco. O plano da Pelicano/Espart pretende ser líder a nível mundial e contará com o apoio da WWF.” Em 2004 saíu um texto sobre a futura cidade no jornal Quercus Ambiente:

«Planos para a Mata são ambientais, mas polémicos: Os dois planos de pormenor para a Mata de Sesimbra, que integram dois mega-empreendimentos turísticos, e o Plano de Gestão Ambiental para esta área florestal devem vir a público nas próximas semanas. Mas persistem muitas dúvidas sobre a carga urbana que vai invadir este “pulmão” da Área Metropolitana.» (ler texto completo aqui)

Em 2005 saiu uma reportagem sobre o projecto na revista Única do jornal Expresso (pode ser lida, em 5 partes, aqui). Também em 2005, falou-se disso no blog Inhabitat:

«[...] The first One Planet Living community, Mata de Sesimbra, is currently in planning to be built outside of Lisbon on Portugal’s Costa Azul. The project will integrate sustainable architecture, eco-tourism, a nature preserve and a reforestation project with cork forests, making it the first development to integrate land conservation with habitable development. Mata de Sesimbra is being built by Pelicano architects, who plan to make “normal-looking” homes (i.e., they don’t scream “eco” but are highly sustainable while being attractive and comfortable).

Mata de Sesimbra will span 13,000 acres and house 30,000 residents, as well as golf courses, swimming pools, hotels and more. On the surface, it will be a luxury playground like any other, but the standard amenities will be run in unconventional ways. Golf greens will be maintained with treated gray water and buildings will utilize recycled steel and zero carbon concrete.

There is no shortage of controversy over the “greenness” of the development. Environmentalists from the green group Quercus are supportive of the conservation efforts but snub the development, claiming that the degree of human impact on the formerly undeveloped coast will be detrimental to the land. It’s a typical catch-22 in the booming eco-development and tourist industry, where doing the same old thing in a new way isn’t always a true solution for environmental degradation. But reading over the list of projected features and amenities in this eco-estate, it’s hard to argue that BioRegional and the WWF aren’t at least starting off with the best of intentions. It’ll take a few years before the results become clear.»

[o bold é meu]

Há dias este tema foi abordado na TV, no programa 2010 (link).

Pode aceder-se a mais informação nos sites das entidades promotoras: a WWF e a Bioregional.

Isto é muito giro, mas a mim parece-me que é simplesmente mais uma cena para ricos. Só que é ‘green’ e ‘bio’. E eu acho óptimo! Eu só queria é que houvesse iniciativas destas mas para a pessoa comum. Eu quero poder viver numa casa e numa cidade ecológica, ambientalmente e economicamente sustentável, e a um preço justo e reduzido. Não quero especulação, não quero ineficiência, não quero casas obsoletas… Os ricos ficam ricos também a dar cabo de tudo, e depois vão viver para uma cidade sustentável que mais ninguém can afford

Bom, de qualquer modo, a mim parece-me uma coisa muito positiva, a step forward, seja lá para quem seja que vá lá viver. :-)

Solar XXI

É o nome de um edifício novo do INETI, construído para ser eficiente e económico do ponto de vista energético. Pena que isto ainda é notícia em Portugal…

A notícia no 2010 pode ser lida aqui. No site do INETI está disponível uma brochura em pdf sobre o edifício (link). É muito interessante. Não sei porque raio o Estado não obriga todas as construções a cumprirem uns requisitos mínimos de características de eco-eficiência…
solarxxi